Protásio é desbloqueada mais de seis horas após tiroteio

Homem foi morto a tiros no fim da tarde desta sexta-feira - Crédito: Fabiano do Amaral Polícia

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Fórmula 1

Após acordo, Sauber corre com Nasr e Ericsson na Austrália

 

Cid Gomes recebe alta hospitalar e continua tratamento em casa

 

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro

O ministro da Educação, Cid Gomes, recebeu alta hospitalar hoje (13). Segundo nota divulgada pelo Ministério da Educação (MEC), por recomendação médica, Gomes tem de manter repouso e continuar com o tratamento em casa. O secretário executivo do MEC, Luiz Cláudio Costa, continuará respondendo pela pasta "até a plena recuperação do ministro", informa a nota.

Cid Gomes foi internado terça-feira (10) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde recebeu diagnóstico clínico-tomográfico de sinusite, traqueobronquite aguda e pneumopatia, conforme boletim médico da instituição.

O ministro havia sido convocado para comparecer à Câmara dos Deputados quarta-feira (11), para explicar declarações de que há, no Congresso, “300 ou 400 achacadores” que se aproveitam da fragilidade do governo para levar vantagens. Ele fez as declarações no dia 27 de fevereiro, na Universidade Federal do Pará, durante reunião com professores e reitores de universidades federais.

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), chegou a criar uma comissão externa para verificar in loco o estado de saúde do ministro.

Em nota divulgada no dia 11, o MEC informou que tinha sido pedida a marcação de nova data para o ministro prestar os esclarecimentos solicitados pelo plenário da Câmara, "em momento posterior à liberação médica para retorno de suas atividades funcionais".

 

Agência Brasil

 

Dólar dispara e fecha semana a R$ 3,24, maior cotação em quase 12 anos

 

Danilo Macedo - Repórter da Agência Brasil Edição: Luana Lourenço

Com alta de 2,77%, a maior deste ano desde 30 de janeiro (2,96%), o dólar comercial fechou a semana cotado a R$ 3,249. Ao longo do dia, a moeda americana chegou a valer R$ 3,28, mas reduziu a alta no fim da sessão. A cotação de hoje é a maior desde 2 de abril de 2003, quando a moeda norte-americana valia R$ 3,259.

A alta de hoje foi bem maior que a de ontem, quando o dólar subiu 1,08% e fechou cotado a R$ 3,16. A moeda acumula alta de 6,3% nesta semana e de 13,76% no mês. A valorização acumulada no ano chega a 22,2%.

Dólar

Dólar fecha semana cotado a R$ 3,249, mais alto valor desde abril de 2003 Arquivo/Agência Brasil

A recuperação da economia dos Estados Unidos, que aumenta a possibilidade de elevação dos juros americanos, tem feito o dólar se valorizar em relação a várias moedas. Juros mais altos nos países desenvolvidos reduzem o fluxo de capital para países emergentes, como o Brasil, pressionando o dólar para cima.

Problemas internos na economia brasileira fazem com que a moeda americana se valorize mais. Economistas defendem a implementação do plano de ajustes financeiros do governo federal e a sinalização de outras medidas para recuperar a confiança do mercado e reduzir a especulação cambial.

 

Agência Brasil

 

 

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Dois detentos são mortos no presídio de Pedrinhas

 

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil Edição: Luana Lourenço

Dois detentos foram mortos na madrugada de hoje (13) em uma das celas do Centro de Detenção Provisória de Pedrinhas, em São Luís. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária do Maranhão, os mortos são Rogério Corrêa Farias e Otávio de Jesus Pereira. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), e a secretaria determinou a apuração do caso.

Saiba Mais

Dados preliminares indicam que as mortes foram motivadas por “divergências pessoais” e que, aparentemente, os presos foram mortos por enforcamento. Os 11 detentos que estavam na cela no momento dos crimes serão autuados em flagrante por duplo homicídio, após passarem por exame de corpo de delito.

A investigação está sendo conduzida pela Delegacia de Homicídios.

Em 2013, houve 47 homicídios em Pedrinhas e, no ano passado, 14. Segundo as autoridades, a maioria dos assassinatos foi motivada por conflitos entre facções rivais. Para separar os grupos, o presídio passou por uma reestruturação do complexo no início do ano, o que, segundo a secretaria, inibiu os confrontos.

Foram os primeiros casos de homicídio registrados neste ano em celas do complexo penitenciário de Pedrinhas. No entanto, em janeiro, Jocean Soares Dantas, preso que cumpria pena em uma das unidades, foi morto com dois tiros após tentativa de fuga. Ele havia simulado um mal-estar e foi levado à enfermaria, onde lutou com um vigilante.

 

Agência Brasil

Em vídeo, Aécio incentiva participação no dia 15

Em vídeo, Aécio incentiva participação no dia 15

 

Ideia é trabalhar com Dilma para avançar interesses comuns - Crédito: Antonio Cruz / Agência Brasil / CP Memória Internacional

Dilma e Obama marcam encontro durante Cúpula das Américas

    Previsão do tempo

    RS terá predomínio de sol e calorão à tarde neste sábado

     

    Termina ato em defesa da Petrobras na Cinelândia

     

    Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil Edição: Beto Coura

    Manifestantes fazem ato em defesa da Petrobras na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro (Tomaz Silva/Agência Brasil)

    Manifestantes fazem ato em defesa da Petrobras na Cinelândia, centro do Rio de JaneiroTomaz Silva/Agência Brasil

    Terminou por volta das 17h30 o ato em defesa da Petrobras e de apoio à presidenta Dilma Rousseff na Cinelândia, área central da cidade. Neste momento, os manifestantes seguem em direção à sede da Petrobras, na Avenida Chile, para um abraço simbólico.

    Na Cinelândia, os manifestantes carregavam bandeiras de diversos movimentos sociais, centrais sindicais e partidos políticos de esquerda. Havia representantes da Central dos Sindicatos Brasileiros, Federação Única dos Petroleiros e União da Juventude Socialista; União Nacional dos Estudantes, União Brasileira de Estudantes Secundaristas e Levante Popular da Juventude.

    Os pronunciamentos começaram por volta de 15h30. A maioria foi em defesa da Petrobras e contra um possível pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O ex-presidente do PSB e ex-ministro da Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, falou contra qualquer tentativa de tirar o governo. "Não haverá um novo 64. A direita não passará! Estamos aqui para defender a Petrobras", disse ele aos manifestantes.

    O deputado estadual Carlos Minc (PT) classificou as manifestações de atos contra o que chamou de golpismo reacionário. "O povo que saiu da miséria, que entrou para a universidade e tem emprego não vai deixar", afirmou Minc.

    O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, foi o último a falar. Ele disse que a crise pela qual o país passa é culpa dos capitalistas. "Não podemos fazer uma política de superávit primário para pagar juros aos bancos. Não vamos aceitar a redução de direitos."

    Stédile defendeu a Petrobras e disse que a mídia tenta manipular o povo dizendo que os ex-diretores acusados de corrupção são de esquerda, quando, para Stédile, "eles são só ladrões". Ele defendeu também a reforma política como solução para a corrupção e chamou o povo às ruas.

    "A burguesia não se atreva a falar em golpe, estamos aqui para defender a democracia. Eles querem disputar conosco nas ruas. Nós aceitamos o desafio, porque o povo não está no Parlamento e nas classes dominantes, o povo está nas ruas. Preparem os tênis e sapatos, porque nós estamos só começando. Eles vem no dia 15, e nós voltamos no dia 20 de abril", disse Stédile.

     

     

    Agência Brasil

     

    Em Brasília, manifestação ocupou rodoviária na área central

     

    Marcelo Brandão e Michèlle Canes – Repórteres da Agência Brasil Edição: Luana Lourenço

    Em Brasília, a manifestação convocada por centrais sindicais em defesa da Petrobras e da reforma política começou por volta das 17h, na Rodoviária do Plano Piloto, na área central da cidade. O ato, que integra o chamado de Dia Nacional de Luta, foi organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e outras entidades.

    Segundo os organizadores, cerca de 1,5 mil pessoas participaram do evento. A Polícia Militar contabilizou 800. Com bandeiras das centrais sindicais e do Partido dos Trabalhadores (PT), os manifestantes deram voltas na rodoviária com palavras de ordem a favor da presidenta Dilma Rousseff, da Petrobras e contra a oposição.

    “Essa manifestação é em defesa da democracia, do Brasil, da Petrobras e dos direitos dos trabalhadores. Defendemos a permanência da presidenta eleita e dialogaremos com ela por todos os direitos dos trabalhadores”, disse o integrante da direção nacional da CTB, Paulo Vinícius.

    Manifestação em defesa da Petrobrás e dos direitos dos trabalhadores, na Rodoviária do Plano Piloto, no centro de Brasília (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

    Manifestação em defesa da Petrobrás e dos direitos dos trabalhadores, na Rodoviária do Plano Piloto, no centro de Brasília Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

    O protesto ocorreu no horário de pico, quando a rodoviária estava lotada de passageiros. Alguns apoiavam o movimento, e outros criticavam o governo de Dilma e a corrupção na Petrobras. As manifestações contrárias, no entanto, foram discretas e não houve registro de confusão durante o ato.

    Às 17h, enquanto os manifestantes convocados pelas centrais sindicatos se preparava para o ato na rodoviária, um grupo se concentrava um protesto de oposição a poucos quilômetros do local.  Organizado por meio das redes sociais, o grupo saiu pela Esplanada dos Ministérios com bandeiras e faixas pedindo o impeachment de Dilma.

    De acordo com a organizadora do ato, Cláudia Castro, o objetivo é chamar a atenção para os protestos marcados para o próximo domingo (15). “Nós realmente não aguentamos mais a coisa do jeito que está. Não somos filiados a nenhum partido, nenhum sindicato. Só queremos que o poder seja assumido por quem tem competência para fazê-lo”.

     

    Agência Brasil

     

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    País decretou emergência em Viña del Mar e Valparaíso por conta do alastramento do fogo - Crédito: Francesco Degasperi/AFP/CP Internacional

    Chile deve evacuar 16 mil das proximidades de incêndio

    Nilmar deve ficar fora contra Emelec - Crédito: Fabiano do Amaral / CP Memória Inter

    Nilmar e D´Ale devem ficar fora contra Emelec

    Inter deve mudar de esquema para encarar Brasil de Pelotas  - Crédito: Alexandre Lops / Inter / Divulgação / CP

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      Piratini deve informar sobre pagamento em 72h

      José Ivo Sartori tem que confirmar ou descartar o parcelamento dos salários dos servidores Públicos do Estado - Crédito: Marcelo Bertani / ALRS / CP Memória

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      Justiça obriga explicação com números se houver parcelamento de salários

        Com a alta, este é o maior valor para a moeda desde de abril de 2003 - Crédito: Tarsila Pereira / CP Memória

        Economia

        Em alta, dólar fecha semana cotado a R$ 3,26

          Em São Paulo, o ato reuniu cerca de 12 mil pessoas - Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

          Política

          Manifestações contra impeachment reúnem milhares

           

          Stédile: "Direita faz tentativa de homicídio pelas redes sociais"

           

          Termina de forma pacífica manifestação pela democracia em São Paulo

           

          Elaine Patricia Cruz e Camila Boehm - Repórteres da Agência Brasil Edição: Talita Cavalcante

          Manifestantes que participaram da passeata do Dia Nacional de Lutas em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores, da Democracia, da Petrobras e pela Reforma Política encerraram o ato, início da noite, na Praça da República, região central da capital paulista. Sob muita chuva, que não dispersou a manifestação, os ativistas gritavam “Não vai ter impeachment, não” e “Fica, Dilma”.

          De acordo com os organizadores, cerca de 100 mil pessoas participaram da passeata. Segundo a Polícia Militar (PM), foram 12 mil. Não houve ocorrências graves. O ato reuniu, na maioria, integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da União Nacional dos Estudantes (UNE) e de outros movimentos sociais e sindicais.

          Gilmar Mauro, da direção do MST, destacou as bandeiras que unificam os atos de hoje. “Estamos na rua não é contra, nem a favor do governo; estamos aqui por quatro pontos: a reforma política, evidentemente, no nosso caso, a reforma agrária, a reforma urbana, e ´para evitar os cortes [no Orçamento]. É preciso fazer com que haja investimentos sociais e é um direito do povo brasileiro se manifestar em defesa da Petrobras que é um patrimônio público.”

          Mauro acredita que a reforma política pode contribuir para combater os processos de corrupção no país. Segundo Mauro, a reforma política pode contribuir para combater o processo de corrupção que se instalou no país. "É uma bandeira de esquerda anticorrupção. Somos favoráveis à punição de todos os corruptos, mas para evitar isso é preciso criar leis que impeçam o financiamento privado de campanha.”

          No início do ato, os ativistas se concentraram em frente ao prédio da Petrobras, na Avenida Paulista. Eles se juntaram aos professores que fizeram assembleia no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e seguiram em marcha pela Rua da Consolação até a Praça da República.

           

          Agência Brasil

           

          Manifestações em defesa da Petrobras ocorreram também no Norte e Nordeste

           

          Marcelo Brandão e Michèlle Canes - Repórteres da Agência Brasil* Edição: Aécio Amado

          As manifestações do Dia Nacional de Lutas em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores, da Democracia, da Petrobras e pela Reforma Política ocorreram também em estados das regiões Norte e Nordeste, onde foram organizadas pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e tiveram participação de entidades como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

          Em Salvador, o ato ocorreu na parte da manhã e teve a presença do ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli. Em discurso, assim como tinha feito ao depor ontem (12) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, Gabrielli voltou a dizer que os desvios de recursos da empresa, investigados pela Operação Lava Jato, não tinham como ser detectados. “A Petrobras é uma empresa séria, que tem um sistema de controle. Portanto, não poderia capturar nos seus mecanismos de controle o comportamento criminal de alguns, que fizeram conluio e os comportamentos inadequados fora da companhia.”

          Em Fortaleza, a manifestação ocorreu na Praça da Imprensa, no bairro Aldeota. Os participantes seguiram em passeata pela Avenida Desembargador Moreira e pediram também reforma política. Segundo a Polícia Militar, cerca de 500 pessoas participaram do ato. Representantes da CUT, que organizou a manifestação, estimaram que aproximadamente 3 mil pessoas estiveram presentes.

          Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, as manifestações foram pacíficas e não houve registro de incidentes. Os policiais acompanharam os manifestantes, que seguiram da Praça da Imprensa até a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará.

          Em Alagoas, 5 mil pessoas, segundo a CUT local, e 1.800, de acordo com a Polícia Militar, participaram de uma passeata pelas principais ruas de Maceió. A manifestação teve a presença de caravanas do interior do estado. O ato teve início às 9h e terminou às 13h30. Segundo a polícia, não foram registradas ocorrências.

          No Acre, por causa da enchente que atinge parte da capital em função do transbordamento do Rio Acre, a manifestação ficou restrita aos locais de grande circulação de pessoas, como áreas comerciais e o Terminal Urbano de Rio Branco. De acordo com a representação da CUT no estado, 50 pessoas participaram do ato.

          No Amapá, a forte chuva que atingiu pela manhã a capital, Macapá, obrigou a organização do movimento a alterar a programação. Em vez de percorrer algumas ruas da cidade, os manifestantes se concentraram, das 8h às 12h, na Praça da Bandeira. O evento reuniu cerca de 300 pessoas, segundo a CUT.

          Em Belo Horizonte, a CUT informou que a manifestação começou por volta das 16h, saido da Praça Afonso Arinos rumo à Praça Sete. Além da CUT e de outras centrais de trabalhadores, o MST e outros movimentos sociais e estudantis participaram do ato. A CUT estima que cerca de 5 mil pessoas tenham participado da mobilização.

           

          Agência Brasil

          Sexta-feira foi marcada por manifestações pacíficas em defesa da reforma política e da democracia

          Sexta-feira foi marcada por manifestações pacíficas em defesa da reforma política e da democracia: http://glo.bo/1EJf2QN

          Batalha do Jenipapo

          Por Rodrigo Batista

          A Batalha do Jenipapo foi um confronto entre partidários da independência brasileira e a resistência portuguesa, que procurava evitá-la, ocorrida no dia 13 de março de 1823, às margens do riacho de mesmo nome, localizado na região do atual município de Campo Maior, na província do Piauí. Ela é considerada fundamental no processo de independência e consolidação do território brasileiro.




          Fidié

          Além da população do Piauí, maranhenses e cearenses participaram do levante popular contra as tropas lideradas pelo Major João José da Cunha Fidié, que desejavam manter a região sob domínio lusitano e sufocar os movimentos de independência. O embate pode ser visto como um dos momentos chave da adesão da província piauiense ao processo emancipatório brasileiro.

          Com o retorno de D. João VIa Portugal, a independência foi oficialmente proclamada a 7 de setembro de 1822, pelo príncipe regente Dom Pedro I em São Paulo, às margens do rio Ipiranga, no entanto,o gesto não representou a integração de todas as províncias do país.

          Com a intenção de impedir o crescimento das idéias separatistas, o governo português enviara desde 1821 para o Piauí o veterano das guerras napoleônicas, major Fidié. A intenção era manter a província ligada a Portugal e estabelecer com o Maranhão e Grão-Pará uma área de domínio lusitano.

          Após a declaração da independência do Piauí feita a 19 de Outubro de 1822, em Parnaíba, o comandante português reúne suas tropas e parte de Oeiras em direção à Parnaíba, a 13 de novembro, paracombater os emancipacionistas liderados por Francisco Inácio da Costa, José Francisco de Miranda Osório, José Marques Freire, Luís de Sousa Fortes Bustamante Sá e Menezes, Simplício José da Silva, Luis Rodrigues Chaves, João da Costa Alecrim, José Antônio da Costa Cardoso e Alexandre Nery Pereira Nereu.

          Fidié chega a Campo Maior e, no dia 13 de março de 1823, pela manhã, onde tem início a batalha entre suas tropas bem armadas e experientes e brasileiros sem treinamento militar, utilizando paus, pedras e outros materiais de pouco poder ofensivo. Devido a superioridade bélica, o que se viu à beira do Jenipapo foi um massacre. Mesmo com a derrota do movimento popular, a Batalha do Jenipapo tornou-se decisiva para afastar o major João José da Cunha Fidié do Piauí e consolidar a independência e a unidade territorial do Brasil. Enfraquecidas, as tropas fiéis à coroa seguiram para Caxias, no Maranhão, onde foram derrotadas por piauienses, maranhenses e cearenses, a 31 de julho de 1831.

          A Batalha do Jenipapo é um capítulo fundamental no processo de consolidação do território nacional e a data do acontecimento passou a ser estampada, a partir de 2005, após aprovação da Assembléia Legislativa do Piauí, na bandeira do estado.

          Fontes:
          http://culturadopiaui.vilabol.uol.com.br/batjenip.htm
          http://www.emdianews.com.br/noticias/batalha-do-jenipapo-consolidou-a-unidade-territorial-do-brasil-10173.asp
          CARVALHO Júnior, Antônio Alves. Batalha do Jenipapo: uma modelagem em realidade virtual. Acessado em: http://www.liber.ufpe.br/teses/arquivo/20031003141308.pdf 17/12/2009
          PIRES, Lionir Delfina. O reflexo dos movimentos separatistas no parlamento: o caso da guerra do Jenipapo. acessado em: http://apache.camara.gov.br/portal/arquivos/Camara/internet/posgraduacao/Lionir%20Delfina%20Pires%20-%20projeto%20curso%20IP%203%C2%AA%20ed.pdf 17/12/2009

          Batalha do Jenipapo, Piauí

          Maria Ja Barbosa
          Armas e utensílios que eram e foram usados na Batalha do Jenipapo

          Cemitério onde estão os corpos dos combatentes da Batalha do Jenipapo


          A Batalha do Jenipapo aconteceu às margens do riacho Jenipapo, onde hoje fica o município de Campo Maior, Piauí, envolvendo confronto entre partidários da independência do país e da resistência portuguesa.

          Vaqueiros e roceiros armados com espingardas, facões, machados, foices, espetos e até paus e pedras enfrentaram soldados bem armados e organizados, estes liderados pelo major João José da Cunha Fidié - veterano de guerras napoleônicas -, que queria manter a região sob o domínio dos portugueses e sufocar os movimentos pela independência do Brasil.

          13 de Março - A Batalha de Jenipapo

          Às margens do rio Jenipapo, no atual município de Campo Maior, foram palco de uma sangrenta batalha envolvendo os partidários da independência brasileira e a resistência portuguesa que procurava evitá-la. Era 13 de março de 1823. Este confronto pode ser visto como um dos momentos cruciais da adesão da província piauiense ao processo emancipatório brasileiro.

          Apesar da independência tem sido oficialmente proclamada a 7 de setembro de 1822, pelo príncipe regente São Paulo, as outras regiões da América portuguesa não havia aderido. Aquele gesto simbolizava apenas a adesão da região Centro-Sul. O processo de independência nas outras áreas implicou em se cruentas batalhas, especialmente no norte, incluindo o nordeste atual. Essa área era alvo de pretensão portuguesa de perpetuar domínios na América.

          Neste sentido, a província piauiense assumia uma importância fundamental para o governo português em virtude da sua posição territorial, encravada entre as províncias ocidentais e orientais do norte da América portuguesa. Por conta disto e, sobretudo, devido à expansão dos ideais emancipacionistas, desde 1821 eram enviadas, pelo governo português, quantidades significativas de armamentos e munições bem como havia a nomeação de militares experientes para cuidar desta região. Para essa província fora nomeado João José da Cunha Fidié como governador das armas. Ele era experiente militar, veterano nas guerras napoleônicas.

          No Piauí, a primeira vila a se manifestar favoravelmente ao governo de D. Pedro I, instalado no Rio de Janeiro, foi São José da Parnaíba, através da Câmara local. Era 19 de outubro de 1822. Essa iniciativa fez com que as tropas favoráveis a Portugal se deslocassem de Oeiras para Parnaíba, lideradas pelo próprio governador das Armas, o Major Fidié.

          Antes de chegarem à vila do extremo norte, as tropas lusófilas estacionaram em Campo Maior, na qual procuraram apurar denúncias acerca dos preparatórios de adesão às tendências emancipacionistas. Neste ínterim, as lideranças parnaibanas se deslocaram para o Ceará. Assim quando as tropas de Fidié chegaram a Parnaíba não encontraram resistências.

          Enquanto as tropas portuguesas estavam em Parnaíba, outros povoados e vilas aderiram ao processo emancipatório, dentre eles Piracuruca, Matões e Oeiras, em janeiro de 1823. Nesta última ocorrera a deposição da Junta Governativa pró-Portugal. Além disso, alguns contingentes cearenses chegaram ao Piauí. Neste contexto, deu-se a proclamação da independência em Campo Maior, em fevereiro de 1823.

          No início de março de 1823 as tropas de Fidié saíram de Parnaíba para tentar submeter as demais vilas que estavam aderindo ao processo de independência. Seguiram-se alguns breves incidentes no trajeto, porém, o maior combate se deu às margens do rio Jenipapo.

          A expectativa do avanço das tropas portuguesas rumo à Campo Maior implicou numa mobilização sem precedentes da população local para formação de tropas para o combate, agregando-se grupos de vaqueiros e roceiros armados com os instrumentos disponíveis, como: facões, machados, foices, espetos, espingardas, paus e pedras. Enquanto as tropas inimigas eram bem armadas, municiadas, disciplinadas e organizadas sob o comando de experientes militares.

          O grande confronto se deu no dia 3 de março de 1823, nas proximidades do rio Jenipapo. Cerca de 2500 piauienses e cearenses, sem adestramento militar, e debaixo de um sol abrasador num ano de estiagem arrasadora, enfrentaram as tropas portuguesas. Após 5 horas de intenso combate, as tropas locais contavam entre suas perdas 700 homens, entre mortos, feridos e prisioneiros de guerra. Do lado português, as perdas não chegaram a uma centena, porém haviam perdido boa parte da bagagem de guerra; o separatistas desviaram importantes equipamentos de guerra das tropas portuguesas.

          Entretanto, a vitória lusitana era incontestável, ganharam uma batalha, mas a guerra estava longe de terminar, pois a ausência de recursos bélicos e a possibilidade de enfrentamento de outras batalhas, com a chegada de reforços de outras vilas e províncias, fez com que Fidié e suas tropas se deslocassem, em abril de 1823, para o Maranhão, província leal a Portugal. Porém, após o cerco de Caxias, pelas tropas separatistas, formadas por piauienses, cearenses e maranhenses, as tropas de Fidié se renderam, no final de julho de 1824.

          Portanto, foi neste contexto que se deu o real processo emancipacionista e a adesão do Piauí ao governo do império do Brasil, caracterizado por diversas lutas sanguinárias, com a participação popular, porém, a maioria da população não se beneficiou de seus resultados, pois uma oligarquia assumiu o projeto de consolidação do estado brasileiro em detrimento das transformações mais profundas dessa sociedade.

          Fonte: Cultura do Piauí

          História Licenciatura

           

          A Batalha do Jenipapo

          Por: DOURIEDSON ALVES DA SILVA

          1 - Introdução

          Este trabalho pretende mostrar a importância da Batalha do Jenipapo para a manutenção da unidade territorial do Brasil, bem como defender que o tema deveria ser abordado nos livros didáticos de forma aprofundada nas escolas de ensino fundamental e médio no âmbito nacional.

          1.2. Local onde ocorreu a batalha

          A batalha do jenipapo ocorreu junto do Riacho Jenipapo na cidade de Campo Maior – Pi. Houve uma importante luta sangrenta envolvendo soldados treinados do governo de Portugal, fortemente armados, e cidadãos comuns piauienses, na data de 13 de março de 1823, cujas circunstâncias históricas consistia em tornar o Piauí livre da dominação Portuguesa, uma vez que em 7 de setembro de 1822 o Brasil oficialmente se declarava independente de Portugal.

          As provas da Batalha do Jenipapo estão devidamente registradas nos livros de pesquisadores que se interessaram pelo episódio como a professora Claudete Maria Miranda Dias, Francisco Castro, Abdias Neves Caio Tiago e Bernardo Aurélio e a criação em 1973 do Monumento do Jenipapo em Campo Maior.

          1.3. Exército de sertanejos

          Claudete Maria Miranda Dias relata que mais de 2.000 pessoas entre fazendeiros, oficiais militares, vaqueiros, lavradores, artesãos, escravos e roceiros foram lutar contra os soldados portugueses no campo de batalha, usando foices, facões, machados, enxadas bem como outros instrumentos domésticos.

          Do lado oposto havia soldados treinados, entre 1.600 a 1.800 homens, na cavalaria, fuzilaria, homens de infantaria, todos equipados e armados, com 11 peças de artilharia, um canhão e lançadoras de granadas, conforme relata a professora Claudete Maria Miranda Dias.

          O resultado obviamente foi uma carnificina, com 200 mortos em poucas horas. Em 1823 essa região era composta por pessoas de vida humilde, simples, e um padrão social, típico de zona rural. A vida dessas pessoas, nessa época, consistia em sair de casa para a roça e no domingo da casa para a capela.

          Do outro lado, os inimigos eram pessoas acostumadas com uma vida de crueldade, com históricos de assassinatos e sabe lá Deus do que mais, pois eram mercenários.

          Esses humildes camponeses teriam sido levados a luta por um sentimento patriótico? Ou foram empurrados para a morte por uma elite local que oprimia seus pares tanto quanto o governo estrangeiro?

          1.4. A tática de guerrilha dos piauienses

          Não importava o quanto de preparação militar tinham os piauienses, antes de tudo, importava sair da dominação portuguesa, pelo menos é o que podemos compreender.

          Penso que na época aquelas pessoas não sabiam o que era tática de guerrilha, no entanto, após a luta que durou de 9:00h às 14:00h, num ataque de surpresa, os sertanejos se apoderaram dos armamentos, munições e bagagem dos militares portugueses e cercaram o caminho para a cidade de Oeiras, que já tinha aderido a Independência.

          1.5. A fuga do Comandante Fidié

          Este fato, somado a outros, fizeram que o Comandante Fidié se retirasse do Piauí. Ele, com sua tropa, se refugiou em Caxias – Ma, onde tentou recuperar suas forças militares e econômicas, mas não conseguiu ao que tudo indica.

          Nesse momento, os portugueses já se encontravam provavelmente sem recursos financeiros e passando sérias dificuldades de sobrevivência, até porque estavam em terras estranhas para eles.

          Sem recursos financeiros, com boa parte do armamento subtraída pelos sertanejos e com pouca alimentação, os soldados, que eram mercenários, começaram a deserdar do exército português, deixando o comandante em sérios apuros.

          1.6. O cerco a Caxias

          Na sequência, mais de 6.000 homens, entre piauienses, maranhenses e cearenses, se dirigiram para Caxias e após 15 dias de cerco a cidade ocorreu o combate no Morro das Tabocas, com a rendição de Fidié, faminto e desarmado.

          Em 6 de agosto de 1823 foi oficializado, por uma junta Militar, a independência do Maranhão, Piauí e Ceará.

          Fidié foi preso e enviado para o Rio de Janeiro, de onde foi enviado para Portugal, aparentemente sem nenhuma consequência para as mortes a que deu causa.

          Entendemos que, sendo ele prisioneiro de guerra, deveria ter sido submetido a julgamento no Brasil pelas mais de 200 mortes, segundo DIAS, de piauienses. Possivelmente que inocentes devem ter sido brutalmente violentados e assinados, pois a guerra é terreno fértil para todo tipo de atrocidades contra os direitos humanos.

          2 – O tema nas escolas

          A batalha do Jenipapo é um episódio que precisa ser colocado nos livros didáticos e tema a ser desvendado desde o ensino fundamental até chegar o ensino médio dentro da disciplina de História.

          Os livros didáticos de história que, culturalmente, são mais estudados nas salas de aulas, não trazem esse assunto para o interior das salas de aula. Isso contribui para que muitos continuem sem saber que o Piauí foi palco de uma importante luta pela independência.

          Normalmente relacionamos a independência do Brasil com o grito do Ipiranga e parece que a espada levantada retornou à bainha sem estar ensanguentada. Mas a batalha do Jenipapo prova o contrário. Houve derramamento de sangue como em toda luta pela independência que ocorreu ao redor do mundo.

          Os piauienses têm conhecimento desta batalha através de leituras específicas em autores que pesquisaram o assunto ou através dos meios de comunicação, como a televisão e até a Internet.

          Mas quem não é piauiense, por exemplo, os cidadãos cariocas ou paulistas, os gaúchos, os baianos bem como as pessoas de todos os outros Estados da Federação, muito provavelmente nunca souberam da contribuição dos piauienses na luta pela Independência do Brasil.

          Isso ocorre porque é um assunto que não faz parte dos conteúdos trabalhados na disciplina de História a nível de ensino fundamental e médio. Não é estudado de forma sistemática, formal e intencional.

          Claudio Vicentino (1997), que é um autor de livros didáticos a nível de ensino médio, quando relata as guerras de independência, cita apenas que as tropas portugueses foram vencidas no Piauí. E sso não é verdade, pior, nada fala sobre a Batalha do Jenipapo.

          Este fato mostra o desinteresse do autor pela batalha do Jenipapo em que as tropas portuguesas venceram os piauienses e houve uma luta sangrenta.

          Claudete Maria Miranda Dias, em artigo na Revista de História da Biblioteca Nacional, relata que há disposição do nosso Congresso Nacional para que a batalha do Jenipapo seja introduzida nos livros didáticos de História do Brasil.

          3 - Conclusão

          O que justificou uma multidão mergulhar para morte num campo de batalha tremendamente desigual neste Estado do Piauí? A resposta pode ser simples, parafraseando Ihering, a luta pelo direito de um povo de ser soberano, livre e de se autodeterminar.

          Mas, será que não havia uma elite local com interesses próprios, que oprimia seus pares tanto quanto o governo estrangeiro e que teria conduzido esses camponeses para um mergulho de morte?

          Todavia, não há dúvida de que a Batalha do Jenipapo contribuiu efetivamente para que houvesse uma unidade geográfica nacional, pois obviamente a Coroa Portuguesa queria conseguir manter sob seu domínio pelo menos uma parte do Brasil, com grandes dimensões geográficas, com terras férteis abundantes e grandes jazidas de minérios.

          Defendemos que a Batalha do Jenipapo seja inserido nos conteúdos de ensino de História do Brasil em todas as series da educação básica a nível nacional porque o tamanho da importância desta batalha é o tamanho que tem o Brasil.

          4 - Referências

          VICENTINO, Claudio; DORIGO, Gianpaolo. História do Brasil. São Paulo: Scipione, 1997.

          DIAS, Claudete Maria Miranda. Entre Foices e Facões. Revista de História da Biblioteca Nacional, Ano VI, n° 70, julho de 2011.

          IHERING, Rudolf Von. A luta pelo direito. São Paulo: Ed Martin Clarete, 2003.
           

          Dilma é vaiada no Anhembi

          Publicado em 10 de mar de 2015
          Presidente mudou roteiro após protesto no Salão Internacional da Construção.

          Desespero no Planalto: aprovação do governo Dilma despenca para um dígito | Vídeos | VEJA.com

          Os demônios não vencerão. Deus é maior.

          Desespero no Planalto: aprovação do governo Dilma despenca para um dígitoè 7 % | Vídeos | VEJA.com


          http://veja.abril.com.br/multimidia/video/desespero-no-planalto-aprovacao-do-governo-dilma-despenca-para-um-digito#

          É vital defender a Petrobrás e a engenharia nacional

          Adriano Benayon *  - 13.03.2015

          1. Nova e profunda crise abate-se sobre o povo brasileiro, enquanto seus fabulosos recursos minerais e a produção agropecuária são exportados a preço vil. 

          2. Aumentam os lucros reais dos carteis no País, e os salários caem, com a alta dos preços e a elevação das tarifas dos degradados serviços públicos. Os empregos desaparecem, especialmente os qualificados.

          3. O povo,  atado em novas armadilhas,  é condenado à pobreza e ao  subdesenvolvimento permanentes. As pessoas sentem o baque, cada vez mais forte, pois os concentradores financeiros exigem arrochos do governo, diante, inclusive, do desequilíbrio nas transações correntes com o exterior, acima de US$ 90 bilhões/ano.

          4. Desorientado pela grande mídia, o público sofre e ignora que as desgraças, agora mais nítidas, decorrem da estrutura de mercado formada ao longo de 60 anos, concentrada e desnacionalizada.

          5. Os próprios causadores  disso aproveitam-se do descontentamento para assestar mais um golpe sobre as  vítimas, condicionadas a ver na corrupção o maior problema do País. Elas não percebem que os desnacionalizadores comandam a mega-corrupção,  a sistêmica.

          6. Com o objetivo de apropriar-se, ao custo mais baixo possível, da exploração das reservas de  petróleo da Petrobrás -  de 200 bilhões de barris, uma das três maiores do mundo - o  cartel transnacional do petróleo dirige os ataques da mídia contra a estatal.

          7. O caminho passa por enfraquecer a Petrobrás e as empresas nacionais de engenharia.  Assim,  fragilizam a economia, já combalida, e, juntamente com ela, a atual presidente,  podendo derrubá-la em favor de alguém convictamente vinculado aos concentradores estrangeiros.

          8. A  enviesada campanha mediática transparece nos editoriais do Globo, contumaz  promotor da desnacionalização -  a reclamar a revogação das leis  que asseguram à Petrobrás parte da exploração do Pré-Sal, e exigir contratos de concessão.

          9. Os vazamentos de informações da “Lavajato” são ilegais e seletivos, abusados pela mídia corruptíssima. Nas  licitações e encomendas da Petrobrás só estão sendo investigados ou trazidos à tona os delitos cometidos na era PT.

          10. A grande mídia oculta, ademais, que os envolvidos ingressaram  na Petrobrás pelas mãos do governo do PSDB, quando já cometiam seus crimes.
          11. É imperioso cessar as nomeações políticas na Petrobrás, e isso exigirá um sistema político no qual o dinheiro e as TVs comerciais deixem de ser os fatores preponderantes das eleições.

          12. Enquanto isso não ocorre, a atual presidente teria de impor medidas de emergência para recuperar a estatal (tarefa tecnicamente fácil) e só o poderia fazer apoiada em expressivas manifestações populares.  Ou seja: estas têm de ser conscientes e não teleguiadas por golpistas a serviço do império.

          13. São também necessários os acordos de leniência com as empresas de engenharia, sobre as quais se têm lançado os raios fulminantes da Operação “Lavajato”. As ações dos falsos moralistas conduzem a: 1) a entrega do mercado brasileiro a empreiteiras estrangeiras; 2) o desemprego em massa, já em curso.

          14. Afora esses resultados e de abalar indevidamente o crédito da Petrobrás, a Lavajato, como tem sido conduzida, abusa de ilegalidades.

          15. É contra a Lei manter presos diretores das empresas de engenharia, para forçá-los a confissões e delações. A delação premiada é condenável, pois dá vantagens imorais a corruptos contumazes, e desnecessária: a Polícia Federal e o MP têm meios técnicos para apurar os fatos, sem recorrer a esse expediente.
           
          16. Há que punir os diretores e gerentes, cuja culpa for provada, mas tirar as empresas do mercado é um tiro no pé do País.  Ademais, os acordos em nada obstam a punição dos responsáveis, nem a imposição de multas adequadas às empresas, além de fazê-las ressarcir os sobrepreços.

          17. Em suma, nosso povo precisa entender que a maior das corrupções e fonte das demais é a corrupção sistêmica, intrínseca ao modelo desnacionalizante e concentrador.

          18. Como mostra Paulo Cesar Lima, a Petrobrás tinha tudo para entrar numa era de grandes resultados financeiros, não fosse a operação Lavajato. Então, é o modo como esta se realiza que a impede de colher os frutos suas magníficas descobertas de  reservas.

          19. Ele assinala que os custos de extração do pré-sal  são inferiores a US$ 20 por barril. Ora, o valor da produção supera  US$ 50, mesmo com os preços, neste momento, deprimidos pela pressão da agressiva geopolítica dos EUA.  Lima aponta  também: “de  2005 a 2014, o preço médio de realização da gasolina nas refinarias da Petrobras foi de R$ 1,085; no porto de Nova Iorque, R$ 1,207.”

          20. A Petrobrás ainda importa mais de 20% do petróleo e derivados consumidos no Brasil. Com a forte queda dos preços mundiais, ela não mais arca com os prejuízos que  contribuíram para causar-lhe perdas de R$ 60 bilhões, segundo Silvio Sinedino da AEPET, forçada, durante anos, pelo governo a reajustar derivados abaixo da inflação geral.

          21. Tudo isso demonstra a inverdade de apresentar a Petrobrás como problema, quando ela é a principal joia da coroa. Seu aparente enfraquecimento é artificial e armado por inimigos do País.

          22. A Agência de risco Moody’s calcula as dívidas da Petrobrás em US$ 137 bilhões (US$ 110 bilhões com  credores privados).  R$ 40 bilhões seriam devidos ao BNDES. A dívida para 2015 (US$ 14 bilhões) é facilmente administrável.

          23. Ora, além de pouco expressivas em relação ao patrimônio - subavaliado pelo “mercado” -  as dívidas pouco significam independentemente de prazos e juros. Ambos caem substancialmente, se o crédito da empresa se recuperar da degradação, advinda da ação combinada do cartel mundial, da grande mídia e autoridades movidas por conceitos enganosos.

          24.  A Petrobrás tem tido receitas anuais de R$ 300 bilhões. Ademais, embora descapitalizada pela política de preços, determinada pelo governo, a estatal adquiriu grande quantidade de blocos, além de investir pesado na exploração. Com isso, só no pré-sal, já  produz acima de 800 barris diários.
          25. Ela investe 100 bilhões de reais por ano, opera 326 navios, 35.000 quilômetros de dutos, 15 refinarias e 134 plataformas de produção de gás e de petróleo. Fez ressurgir a indústria naval, com aumento de 2 mil empregados para 85 mil.
          26. Para que a Petrobrás seja reconhecida como mais que viável só precisa  pôr ordem em sua administração, inclusive expurgando os imperiais infiltrados desde os anos 90.  E basta o Tesouro, como principal acionista, sinalizar que fará, se necessário, novos aportes de capital, que lhe renderão incalculáveis ganhos a curto, médio e longo prazos.

          27. É isso que tem de fazer o governo, se não quiser cometer suicídio e simplesmente entregar o País inteiro. Quanto mais ceder à chantagem mais se debilitará.

          28. A falsa crise torna-se real, à medida que o governo se deixa acuar, e a Petrobrás desiste de rentáveis projetos produtivos. Ridiculamente,  proibida de captar recursos no mercado financeiro,  por falta de  publicação do balanço auditado do 3º semestre de 2014, a empresa tem evitado contratações e reduzido os investimentos em projetos contratados.

          29. Em suma, a passagem da miséria para a riqueza, e a da humilhação para a dignidade, depende apenas da percepção dos fatos e de coragem.

          30. Explica  Geraldo Samor que as perdas devidas às propinas  ocorrem nos últimos 19 anos, desde os desmontes de FHC, quando nomeou diretores da Petrobrás P.R. Costa (PRC), Duque, Barusco etc., desde 1996, ligados a políticos.  Eles receberam valores ilícitos (3%), entre 1996 e 2003, em parte repassados a partidos.

          31. Algum dinheiro captado por PRC já foi repatriado de bancos suíços, e outros o  estariam sendo  pela ação da Justiça do Paraná. Nesse  Estado foram operadas pelo BANESTADO, já nos anos 90, as escandalosas  contas CC5 instituídas pelo BACEN, na gestão Gustavo Loyola, FHC. 

          32. Recorda Samor que a CPI do BANESTADO investigou desvios de R$ 150 bilhões de reais, por 61 políticos e 30 colaboradores internos. A CPI teve muita dificuldade para prosseguir entre 2001 e 2003, até a prisão do doleiro Alberto Youssef pelo delegado Protógenes, relaxada em 2001 por decurso de prazo e morosidade no Judiciário.

          33. Permanece funcionando a rede de proteção criada por FHC, para garantir a lavagem do dinheiro de propinas a políticos coniventes com as privatizações: de empresas de energia;  petroquímicas pertencentes ao Grupo Petrobrás; telecomunicações;  siderurgia; mineração. 

          34. Completando o lastimável cenário, o COPOM/BACEN elevou, em 04.03.2015,  de novo,  a taxa de juros dos títulos do Tesouro (SELIC), agora 12,75% aa. A taxa efetiva é, na média, 3 pontos ainda maior.  Moderadíssima queda de 5 pontos faria o Tesouro economizar R$ 150 bilhões/ano (três vezes o que a Petrobrás deve em 2015).

          35. Se a política não for urgentemente revertida, o País estará em  depressão econômica, com sua grande população - na grande maioria já muito pobre -  e desprovido de infra-estruturas.  Inviável, pois, a estabilidade política: somente,  radicalização da falência de qualquer ordem pública e democrática.

          36. Enquanto não surge o amadurecimento do povo, só se poderiam conter pesadas  perdas no curto prazo, com uma, até agora,  inexistente condução política hábil e firme, por parte do Executivo.
          * - Adriano Benayon é doutor em economia pela Universidade de Hamburgo e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento.