O ex-deputado federal Alexandre Ramagem, delegado da Polícia Federal, comentou nesta quinta-feira (16) sobre sua prisão nos Estados Unidos. Ele foi detido pelo ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas) na última segunda-feira (13) por questões migratórias e liberado dois dias depois. Em vídeo publicado nas redes sociais, Ramagem afirmou que sua situação já está regularizada e que pediu asilo para si e sua esposa no país.
Ramagem negou que sua detenção tenha relação com infrações de trânsito, como havia sido divulgado por Paulo Figueiredo. Segundo ele, o caso foi exclusivamente migratório e não envolveu pagamento de fiança. “Eu não apenas estou absolutamente com situação regular, como não estou me escondendo aqui nos Estados Unidos”, declarou.
Aliado histórico de Jair Bolsonaro, Ramagem já foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e delegado da PF. Em 2025, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Antes de ser preso, fugiu para os EUA com a família. O governo brasileiro esperava sua deportação para que cumprisse a pena.
No vídeo, Ramagem atacou a corporação e o diretor-geral Andrei Rodrigues, chamando a PF de “polícia de jagunços”. Ele afirmou que houve cooperação internacional sem necessidade, já que sua situação estaria regular. “Essa nossa Polícia Federal de outrora, com tanta credibilidade, se tornou o quê? Uma polícia de jagunços desse diretor-geral Andrei Rodrigues. Uma vergonha de diretor-geral. Tem que ser afastado imediatamente das funções”, disse.
Representantes da Polícia Federal devem se reunir com autoridades norte-americanas para esclarecer as condições da soltura de Ramagem. Enquanto isso, o ex-deputado insiste que sua permanência nos EUA é legal e transparente.

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