sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Hamilton fala sobre superação e representatividade e ganha mural em homenagem de escola em São Paulo

 Heptacampeão de Fórmula 1 relembrou dificuldades no colégio e inspiração para causas sociais

O heptacampeão da Fórmula 1 Lewis Hamilton visitou nesta quinta-feira, a Escola Estadual Lasar Segall, na zona sul de São Paulo, a convite do Instituto Ayrton Senna. O automobilista, que já demonstrou algumas vezes o seu engajamento com causas sociais, em especial a educação, conversou e tirou fotos com as crianças da escola, que vibraram com a presença do ídolo. Ao final, uma obra do artista Eduardo Kobra - sobre a relação de Hamilton com o Brasil e sua vitória emblemática de 2021 - foi inaugurada em uma das paredes do colégio.

O clima era de festa e expectativa entre alunos de ensino fundamental 2 e professores da Lasar Segall. Sem saberem quem exatamente as visitaria, as crianças se reuniram na quadra poliesportiva do colégio para receber Hamilton.

Três alunos foram escolhidos para fazerem perguntas ao piloto. Entre eles, Manuela Ferreira, de 14 anos, que fez questão de testar o seu inglês para conversar com o ídolo. "Eu estou animada para falar com ele. Nunca imaginei que o Lewis Hamilton estaria presente aqui na escola algum dia. A minha família sempre gostou muito de Fórmula 1, mas eu não acompanhava muito porque, desde a morte do Ayrton Senna, isso se perdeu um pouco na família. Foi quando o Hamilton começou a ser mais atuante e ganhar vários prêmios que a gente voltou a assistir", disse Manuela.

Hamilton chegou sob gritos dos estudantes. Ele destacou que lutou muito na escola quando era mais novo. "Em parte porque sou disléxico - algo de que só me apercebi aos 17 anos de idade. Apesar de ter trabalhado muito, tive dificuldade em acompanhar o resto dos meus colegas de turma e não sentia que recebia o apoio que eu precisava dos professores", disse Hamilton. "É uma das razões pelas quais sou um grande apoiador em garantir que as crianças de todo o mundo, do Reino Unido ao Brasil, não só tenham acesso à educação, mas também sejam apoiadas enquanto estão na escola."

Simpático, ele sorriu, acenou a todos e acompanhou atentamente as apresentações sobre o Instituto Ayrton Senna, que tem projetos voltados para a educação. Depois, sentou-se ao lado dos três alunos para escutar e responder às perguntas deles. Os estudantes perguntaram sobre como é trabalhar viajando e conhecendo pessoas de todo o mundo, quais são as maiores motivações de Hamilton e o que ele tem feito pela igualdade de gênero no meio automobilístico. Ele compartilhou sua experiência de vida, relembrou seu período de escola e disse que hoje, grande parte da sua equipe é formada por mulheres.

Bullying

Hamilton relembrou um episódio em que um professor afirmou que ele "não seria ninguém" e contou que, assim como muitos ali, também enfrentou dificuldades no período escolar, como o bullying. "Então, é preciso acreditar em si mesmo para poder ser tudo o que quiser", disse o automobilista, encorajando as crianças a sonharem alto. "Hoje, vejo que educação é essencial para aumentar as nossas oportunidades de futuro. Ela é a ferramenta capaz de expandir nossas mentes e nos fazer acreditar que podemos conquistar tudo o que quisermos", completou.

Ao final do evento, Hamilton ganhou alguns presentes: uma escultura do rosto de Ayrton Senna criada por Lalalli Senna, sobrinha de Ayrton, e um mural com sua imagem segurando uma bandeira do Brasil e o capacete do tricampeão em uma das paredes da escola.

Produzida por Eduardo Kobra, a obra de grafite foi um presente do artista para o automobilista e para a escola. Emocionado, Hamilton pediu uma lata de tinta para que pudesse assinar seu nome no mural. Em seu Instagram, ele disse que ficou "sem palavras" ao ver o mural e que estava "honrado em ter esse trabalho artístico em uma escola local". "Espero que isso traga cor e motivação para os alunos daqui", afirmou.


Agência Estado e Correio do Povo

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