sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Conselho político do governo de transição se reúne nesta sexta-feira

 Grupo é formado por integrantes dos 10 partidos que estiveram na coligação de Lula na campanha, mais o Cidadania, MDB, PDT e PSD

O conselho político do governo de transição, coordenado pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), vai se reunir nesta sexta-feira (11), às 10h, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede dos trabalhos em Brasília. O grupo é formado pelos 10 partidos que fizeram parte da coligação de Lula na campanha à Presidência da República, além do Cidadania, MDB, PDT e PSD.

Na última terça-feira (8), ao se reunir com as lideranças do MDB e PSD, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, disse que acredita ser muito importante ter o apoio dos partidos no processo de transição. 

Alinhado à petista, Baleia Rossi, presidente do MDB, disse que a legenda tem "espírito colaborativo para avançar nas pautas para o país". Além do conselho político, o partido terá representantes nos grupos temáticos.

A senadora Simone Tebet, por exemplo, foi designada para coordenar a área de assistência social. O secretário-executivo do MDB Nacional, Reinaldo Takarabe, também vai fazer parta desse grupo.

Articulação com o Legislativo

Desde a campanha rumo ao Palácio do Planalto, Lula diz que pretende costurar uma frente ampla para governar o país. Durante esta semana ele se reuniu com os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL); do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e do Supremo Tribunal Federal, ministra Rosa Weber.

Entre os assuntos, Lula buscou apoio à PEC da Transição, que quer tirar do teto de gastos os recursos para pagamento do Auxílio Brasil a R$ 600 e o complemento de R$ 150 por criança menor de 6 anos, prometido pelo petista.

Para ser aprovado, o texto precisa de 308 votos na Câmara dos Deputados e 49 no Senado. Por isso, o petista foi ao encontro de parlamentares dos partidos aliados nessa quinta-feira (10). No discurso, ele fez críticas à reforma trabalhista e ao teto de gastos públicos, aprovados no governo do ex-presidente Michel Temer.

"Por que as pessoas são levadas a sofrer por conta de garantir a tal da estabilidade fiscal nesse país? Por que toda hora as pessoas falam que é preciso cortar gasto, é preciso fazer superávit, é preciso fazer teto de gasto?", questionou Lula.


R7 e Correio do Povo

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