quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Ministério da Saúde estuda possibilidade de imunizar 35 milhões de pessoas com terceira dose de vacina contra o coronavírus

 


O Ministério da Saúde estima, em um primeiro recorte, a possibilidade de imunização de 35 milhões de pessoas com a terceira dose da vacina contra a covid-19. A estimativa inclui idosos, pacientes imunocomprometidos e profissionais da saúde.

O dado foi informado pela secretária extraordinária de enfrentamento à covid-19 da pasta, Rosana Melo, durante audiência na Comissão sobre o tema na Câmara. Segundo ela, ainda nesta semana a pasta dever dar um “veredito” sobre a aplicação da dose de reforço no País.

“Temos uma população vacinável acima de 18 anos de aproximadamente 160 milhões. Mesmo se a gente for vacinar todos adolescentes sem comorbidade, esse quantitativo é em torno de 20 milhões”, afirmou Melo, completando:

“E se nós realmente decidirmos que há uma necessidade de uma terceira dose, quando essa terceira dose vai ser feita? Alguns estudos ficam na dúvida entre seis a oito meses após segunda dose para pacientes idosos ou outros que não o são. (Para) os pacientes imunocomprometidos, (o prazo é de) 45 dias, ou seja, imediato. Também fizemos uma modelagem em relação a esse quantitativo, e daria em torno, juntamente com os profissionais de saúde, de 35 milhões de pessoas. Se for uma dose de reforço, pelo quantitativo das doses contratadas nos conseguiríamos (aplicar).

Até o momento o País tem, segundo a pasta, 632.512.770 de doses contratadas de vacinas. A secretária sinalizou que caso seja preciso a pasta deve optar por imunizar esses grupos com a terceira dose antes de aplicar a vacina em adolescentes sem comorbidades.

“Muitas vezes temos que tomar algumas decisões estratégicas, iniciar vacinação dessa população e postergar um pouco mais daquela outra, mas, para isso, a gente tem que estar fazendo no mesmo comando. Infelizmente, a gente não tem observado isso”, ponderou Melo, criticando Estados que não seguem as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações.

Assessor técnico do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Fernando Avendanho afirmou que, embora o número de doses disponíveis tenha aumentado, o Brasil precisa ficar atento em relação à quantidade de vacinas:

“Por mais que tenhamos no último mês oferta maior de vacinas e uma disponibilidade maior (de doses), ainda assim o Brasil é muito grande e temos uma população muito grande a ser vacinada. E a gente está criando outras necessidades com relação à terceira dose e até mesmo (à vacinação) de crianças e adolescentes de 12 a 17 anos”, ressaltou.

De acordo com ele, o Conass defende a aplicação da terceira dose e espera que o reforço tenha impacto positivo nos números.

“Nós defendemos uma terceira dose, principalmente na população mais idosa. A gente tem visto aumento da hospitalização desses idosos, teve uma queda bem interessante e agora a gente tem um aumento”, analisa. “Mas o que esperamos é que (a terceira dose) dê um impacto bem positivo, até porque já há memória imunológica e ela (dose de reforço) traria benefícios para que essas pessoas tivessem uma resposta mais rápida.”

O Sul

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