segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Israel constata que 3ª dose de vacina reduz muito os riscos de covid-19

 


Uma terceira dose da vacina da Pfizer melhorou significativamente a proteção a infecções e a casos graves de covid-19 entre pessoas com 60 anos ou mais em Israel, em comparação com aqueles que receberam duas doses, mostraram resultados de estudo publicado pelo Ministério da Saúde do país neste domingo (22).

Os dados foram apresentados em uma reunião de um painel ministerial de especialistas em vacinação na quinta-feira (19) e apareceram no site do ministério neste domingo, embora os detalhes completos do estudo não tenham sido divulgados.

As descobertas foram parecidas com estatísticas relatadas na semana passada pelo grupo israelense de saúde Maccabi, uma das várias organizações administrando doses de reforço para tentar conter a variante delta do coronavírus.

Detalhando estatísticas do Instituto Gertner de Israel eKI Institute, funcionários do ministério disseram que entre pessoas com 60 anos e mais a proteção contra a infecção fornecida a partir de dez dias após uma terceira dose foi quatro vezes maior do que após duas doses.

Uma terceira dose para maiores de 60 anos ofereceu cinco a seis vezes mais proteção após dez dias em relação a doenças graves e hospitalização.

Essa faixa etária é particularmente vulnerável ao covid-19, e em Israel eles foram os primeiros a receber a vacinação, no final de dezembro.

Nas últimas semanas, o Ministério da Saúde disse que a imunidade diminuiu com o tempo para idosos e jovens também.

A maioria das pessoas vacinadas que ficaram gravemente doentes em Israel tinha mais de 60 anos.

Israel começou a administrar a terceira dose para maiores de 60 anos em 30 de julho. Na quinta-feira, diminuiu a idade de elegibilidade para mais de 40, e incluiu mulheres grávidas, professores e profissionais de saúde com idade inferior.

Restrições

Israel passou a exigir que qualquer pessoa com mais de 3 anos de idade mostre uma comprovação de vacinação ou teste negativo de covid-19 antes de entrar em boa parte dos espaços fechados, já que o país está vivendo um forte aumento nas infecções e internações.

Restaurantes, cafés, museus, bibliotecas, ginásios e piscinas estão entre os locais que exigem este “Green Pass” (“Passe verde”). Já lojas e shoppings não entram neste sistema.

O governo israelense diz que o país está “em guerra” com o vírus, apesar de ser um líder mundial em vacinação.

“A mortalidade está aumentando a cada dia “, disse Salman Zarka, epidemiologista e conselheiro do governo, a uma comissão parlamentar, de acordo com o jornal Jerusalem Post.

As semanas que antecedem o festival do Ano Novo judaico de Rosh Hashanah, em 6 de setembro, serão “críticas”, ele advertiu.

O Sul

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