Novo site da Casa Branca elimina seções sobre clima, direitos civis e LGBT

Da Agência Ansa

Novo site da Casa Branca

Novo site da Casa BrancaReprodução/Internet

Mal o novo presidente americano, Donald Trump, tomou posse, e a Casa Branca já atualizou o seu site com algumas novidades polêmicas. A seção dedicada às mudanças climáticas, bandeira defendida pelo ex-presidente Barack Obama, por exemplo, foi apagada da página oficial, assim como qualquer menção ao aquecimento global. Também não há mais seções no site sobre direitos civis e público LGBT. As informações são da Agência Ansa.

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A nova política deve-se ao fato que o novo ocupante da Casa Branca e boa parte do Partido Republicano minimizam os efeitos causados pelas alterações no clima e a necessidade de se investir na chamada "economia verde".  Por outro lado, a página oficial traz algumas das medidas que o magnata promete adotar como novo presidente dos Estados Unidos.

Entre as iniciativas anunciadas, está a construção de um "escudo espacial" para proteger o país de possíveis "mísseis" lançados por nações como Irã e Coreia do Norte. O Irã inclusive assinou um acordo nuclear com as principais potências do planeta, incluindo os EUA, no qual limita suas atividades atômicas. Acordo esse que Trump prometeu rever.

Além disso, a Casa Branca listou mudanças importantes na política econômica, como a saída dos EUA do Acordo de Associação Transpacífico (TPP, na sigla em inglês), formado por 12 nações que reúnem 40% do Produto Interno Bruto (PIB) global.

Trump também pretende renegociar o Nafta, tratado de livre comércio com Canadá e México. "Se os parceiros se negarem, o presidente insistirá em sua intenção de deixar o pacto", diz a Casa Branca. O objetivo do republicano é criar 25 milhões de postos de trabalho na próxima década e alcançar um crescimento econômico de 4% ao ano.

Outra promessa apresentada pelo site oficial do governo é a de "derrotar o terrorismo islâmico", classificada como uma "prioridade" da nova administração. "Trabalharemos com os parceiros internacionais para cortar fundos de grupos terroristas e nos empenharemos em uma guerra cibernética para desestabilizar a propaganda", ressalta a Casa Branca.

O site já conta com o nome e a foto de Trump, além do slogan de sua histórica campanha: "Vamos fazer a América grande de novo".

 

Agência Brasil

 

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Posse de Trump

Patrick Semansky/AP

Donald Trump é oficialmente o 45º presidente da história dos Estados Unidos. O empresário tomou posse hoje e chegou até a elogiar o ex-presidente Obama ao discursar. Mas depois disse que a "carnificina americana termina agora".
A polícia de Washington informou que cerca de 90 pessoas foram presas nos protestosno dia da posse de Trump. Leia mais

 

 

O substituto

Alan Marques/Folhapress

Em busca de um substituto para o ministro Teori Zavascki, o presidente Michel Temer começou a avaliar nomes para o cargo que ficou vago no Supremo Tribunal Federal.
O peemedebista recebeu o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e a ministra da Advocacia-Geral da União, Grace Mendonça. Os dois estão cotados para a posição.Leia mais

 

Atraso na Lava Jato

Danilo Verpa/Folhapress

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, reconheceu que a morte do relator do processo da Lava Jato, Teori Zavascki, deve atrasar as homologações das delações na operação.
Padilha disse que Michel Temer vai indicar um novo ministro com a "maior brevidade possível". Ele afirmou ainda que não vai haver constrangimento de Temer, já que o presidente deve ser citado no processo. Leia mais

 

Morte de Teori adia anúncio de acordo de renegociação com estado do Rio

 

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Ministro Henrique Meirelles em Davos, na Suíça

Em entrevista a jornalistas durante o Fórum Econômico Mundial, Meirelles disse que o governo federal está aberto a discutir medidas de ajuste com qualquer estado em dificuldade financeira Agência Lusa/EPA/Laurent Gillieron

A morte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki adiou em três dias o anúncio do acordo de ajuda do governo federal ao estado do Rio de Janeiro. Em nota, o Ministério da Fazenda informou que o encontro entre o presidente Michel Temer, o ministro Henrique Meirelles e o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, que resultaria no anúncio, foi adiado da segunda (23) para a quinta-feira (26), às 15h.

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De acordo com a Fazenda, o adiamento ocorreu porque o governo federal precisa repassar ao STF a formatação jurídica do acordo. No início da semana, ao participar do Fórum Econômico Mundial em Davos (Suíça),Meirelles tinha dito que o acordo seria anunciado na segunda-feira (23).

O ministro da Fazenda tinha antecipado para ontem (19) o retorno a Brasília para participar das negociações para a conclusão do acordo  das medidas de ajuste fiscal no Rio. Por causa da queda do preço do petróleo e da crise econômica, que diminuíram as receitas do estado, o governo fluminense vem tendo dificuldades para pagar fornecedores e tem atrasado salários de servidores públicos.

Em entrevista a jornalistas durante o Fórum Econômico Mundial, Meirelles disse que o governo federal está aberto a discutir medidas de ajuste com qualquer estado em dificuldade financeira, mas deu a entender que poucos estados precisem recorrer a essas renegociações.

 

Agência Brasil

 

 

Plano de ajuste fiscal do Rio deve ser concluído semana que vem, diz Meirelles

 

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

As negociações para o ajuste fiscal no estado do Rio de Janeiro deverão ser concluídas na próxima segunda-feira (23), disse hoje (16) o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, ele disse que o governo federal está aberto a discutir medidas de ajuste com qualquer estado em dificuldade financeira, mas deu a entender que poucos estados precisem recorrer a essas renegociações.

“É um ajuste fiscal sério [no caso do Rio de Janeiro]. Não tenho certeza de que muitos estados precisem fazer isso”, disse o ministro em entrevista a jornalistas na Suíça, cujo áudio foi publicado na página do ministério na internet.

O ministro voltará ao Brasil quinta-feira (19) para continuar as negociações com o Rio de Janeiro. Estado que decretou calamidade financeira em junho do ano passado e enfrenta dificuldades para honrar compromissos com fornecedores e pagar salários de servidores públicos.

Evento que reúne empresários e representantes de governo de todo o planeta, o Fórum Econômico Mundial segue até sábado (21), em Davos.

De acordo com Meirelles, os indicadores mostram que a economia brasileira está se recuperando e deve voltar a crescer ainda no primeiro trimestre. O ministro disse esperar que o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) chegue ao quarto trimestre crescendo 2% em relação ao quarto trimestre de 2016.

A projeção é inferior à apresentada por Meirelles em café da manhã com jornalistas no fim do ano passado. Na ocasião, ele estimara em 2,8% o crescimento do PIB na mesma base de comparação.

Oficialmente, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda ainda projeta expansão de 1% para o PIB em 2017, na comparação que considera o ano inteiro, não apenas trimestre por trimestre. No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de dezembro, o Banco Central revisou a projeção de crescimento da economia para 0,8%.

As instituições financeiras estimam alta de 0,58%, segundo o Boletim Focus, pesquisa semanal divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central. No entanto, em relatório divulgado também hoje, o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou, de 1,5% para 0,2%, a previsão de crescimento para o PIB brasileiro neste ano.

 

Agência Brasil

 

 

Ministério da Saúde confirma 25 mortes por febre amarela em MG

 

Aline Leal - Repórter da Agência Brasil

O Ministério da Saúde informou hoje (20) que Minas Gerais já registra 272 pacientes com suspeita de febre amarela em janeiro. Do total, 47 foram confirmados laboratorialmente, sendo 25 óbitos. Outros 71 óbitos e 154 casos estão em processo de investigação. No ano passado, o Brasil inteiro registrou apenas sete casos da doença.

O ministério também informou que, no Espírito Santo, foram registrados 11 casos suspeitos de febre amarela neste ano. As notificações são dos municípios de Ibatiba, São Roque do Canaã, Conceição do Castelo, Colatina, Baixo Guandu e Iúna.

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Histórico

Em 2016, foram confirmados sete casos da doença, sendo três em Goiás, dois em São Paulo e dois no Amazonas. Do total, cinco resultaram em morte. Atualmente, o Brasil tem registros apenas de febre amarela silvestre. Os últimos casos de febre amarela urbana (transmitida pelo Aedes aegypti) foram registrados em 1942, no Acre.

A recomendação de vacinação continua a mesma: toda pessoa que reside em Áreas com Recomendação da Vacina contra febre amarela e quem vai viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata dentro dessas áreas, deve se imunizar. Os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe estão fora da área de recomendação para a vacina. Apesar de os estados do Espírito Santo e do Rio de Janeiro estarem fora da zona de recomendação, agora terão a orientação para imunizar a população de cidades próximas da fronteira com Minas Gerais.

De acordo com o ministério, a vacina é eficaz e segura e é oferecida na rede pública brasileira em uma dose e um reforço. As crianças devem receber as vacinas aos nove meses e aos 4 anos. Para quem não tomou as doses na infância, a orientação é de uma dose da vacina e outra dez anos depois da primeira. As orientações são apenas para pessoas que vivem em reigões de recomendação ou as visitam.

 

Agência Brasil

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