Sérgio Moraes votará a favor de Cunha: "Tenho medo de condenar um inocente"

Deputado gaúcho defendeu que a apreciação sobre o possível envolvimento de Cunha com irregularidades deve ser feita pelo Judiciário, e não pelo Legislativo

Por: Matheus Schuch

 

Sérgio Moraes votará a favor de Cunha: "Tenho medo de condenar um inocente" Ver Descrição/Ver Descrição

O deputado federal Sérgio Moraes (PTB-RS)Foto: Ver Descrição / Ver Descrição

O deputado federal Sérgio Moraes (PTB-RS) disse, nesta terça-feira, que votará contra a cassação do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Moraes justificou que tem "medo de condenar um inocente". O deputado gaúcho defendeu que a apreciação sobre o possível envolvimento de Cunha com irregularidades deve ser feita pelo Judiciário, e não pelo Legislativo. As informações são do blog Cenário Político, da Rádio Gaúcha.

Durante seu discurso no Conselho de Ética da Câmara, Moraes ainda sustentou que seus eleitores nunca exigiram o voto pela cassação. 

— Eu ando todos os dias na minha base, ela não tem me cobrado e, aliás, nem me perguntam sobre Eduardo Cunha — afirmou.

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Ao justificar a posição contrária à cassação, o petebista ainda relacionou o julgamento de Cunha ao do gaúcho Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), que teve o mandato cassado em 1994 por suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção, mas depois foi absolvido pela Justiça.

Além de Moraes, a Comissão de Ética conta com mais um gaúcho como membro titular. É o deputado Nelson Marchezan Jr. (PSDB), que já se manifestou favorável à cassação de Cunha.

A votação do Conselho está prevista para esta terça, após os discursos de membros e não membros. Caso a discussão não seja encerrada no mesmo dia, a definição pode ser prorrogada para quarta-feira.

Para que o parecer seja aprovado, serão necessários os votos da maioria dos 21 integrantes do colegiado. Se for rejeitado, será designado um novo relator, que fará outro parecer a ser votado no conselho. Caso seja aprovada alguma punição a Cunha, o processo passa pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e depois segue para o plenário. A eventual cassação do mandato precisa de pelo menos 257 votos dos 513 deputados.

 

Rádio Gaúcha e Zero Hora

 

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