Em entrevista à Rádio Gaúcha, Padilha também criticou o comportamento do Advogado-Geral da União
Henrique Eduardo Alves (esq.) com o presidente interino Michel Temer
Foto: José Cruz /Agência Brasil
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O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta segunda-feira (6) que a citação ao nome do ministro do Turismo, Henrique Alves, como um dos beneficiados com recursos do Petrolão "constrange" o governo de Michel Temer. A avaliação foi feita em entrevista ao Gaúcha Atualidade.
"Qualquer citação que possa ser negativa, eu não sou ingenuo, nem nossos ouvintes, nem ninguém. É claro que constrange”, afirmou Padilha.
De acordo com o jornal Folha de São Paulo, Alves atuou para obter recursos desviados da Petrobras em troca de favores para a empreiteira OAS. A negociação envolveria o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro.
As afirmações constam do pedido de abertura de inquérito, formulado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para investigar os três, enviado no fim de abril ao Supremo, mas até hoje mantido sob sigilo.
Secretária das Mulheres
Já sobre as acusações envolvendo a deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP) – que teria atuado em articulação criminosa, segundo a PGR -, o ministro-chefe da Casa Civil afirmou que ela ainda não tomou posse porque agora o governo está fazendo uma “pesquisa” sobre sua trajetória. A nomeação de Fátima já foi publicada no Diário Oficial.
Já sobre as acusações envolvendo a deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP) – que teria atuado em articulação criminosa, segundo a PGR -, o ministro-chefe da Casa Civil afirmou que ela ainda não tomou posse porque agora o governo está fazendo uma “pesquisa” sobre sua trajetória. A nomeação de Fátima já foi publicada no Diário Oficial.
“A posse ainda não ocorreu exatamente porque não concluímos ainda a pesquisa, que deve ficar concluída pela manhã. O que é a pesquisa? Órgãos como a CGU dão uma olhada na vida das pessoas, se tem muito problema, se a Lava Jato já pegou, se coisas dessa ordem aparecem. Enquanto não se tem o resultado, não se dá posse”, disse.
AGU
Padrinho da indicação de Fábio Medina Osório para a Advocacia-Geral da União (AGU), o ministro-chefe da Casa Civil também demonstrou descontentamento em relação à postura do afilhado. Na entrevista, Padilha disse que recomendou ao AGU no sábado, após a divulgação da notícia na coluna, que ele não comentasse o assunto com outras pessoas. A orientação era para que o impasse fosse discutido internamente na segunda-feira. Suas ordens, porém, não foram obedecidas.
Padrinho da indicação de Fábio Medina Osório para a Advocacia-Geral da União (AGU), o ministro-chefe da Casa Civil também demonstrou descontentamento em relação à postura do afilhado. Na entrevista, Padilha disse que recomendou ao AGU no sábado, após a divulgação da notícia na coluna, que ele não comentasse o assunto com outras pessoas. A orientação era para que o impasse fosse discutido internamente na segunda-feira. Suas ordens, porém, não foram obedecidas.
“A minha recomendação era que ele não falasse. Roupa suja a gente lava dentro de casa. Mas não foi o que aconteceu”, disse Padilha.
Rádio Gaúcha
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