🌽 17º Fórum do Milho: Especialistas analisam manejo de pragas, irrigação e desafios geopolíticos no RS

 


Durante a abertura da 26ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, o 17º Fórum do Milho reuniu pesquisadores e lideranças do setor para debater o futuro da cultura. Em um cenário marcado por instabilidades climáticas e geopolíticas, o evento reforçou a necessidade de tecnologia e gestão estratégica para garantir a rentabilidade no campo.

🐛 O retorno das pragas: Novos desafios no manejo

O pesquisador da CCGL, Glauber Sturmer, trouxe um alerta preocupante sobre o ressurgimento da lagarta do gênero Spodoptera. Segundo o especialista, o uso prolongado de biotecnologias criou uma pressão de seleção, tornando o inseto mais resistente.

  • Recomendação: A estratégia atual não depende de um único produto, mas da integração entre táticas químicas e biológicas.

  • Foco no timing: Sturmer enfatizou que a falha muitas vezes não está na eficácia do defensivo, mas na aplicação atrasada. Observar o momento correto do manejo é, hoje, uma necessidade crítica.

💧 Segurança através da irrigação

O engenheiro agrônomo André Scharlau destacou a irrigação como o principal pilar para a estabilidade da safra. Ao comparar dados produtivos, o especialista defendeu que a tecnologia vai além do aumento de produtividade, oferecendo segurança alimentar, especialmente para pecuaristas que dependem da silagem.

  • Benefícios: Estabilidade produtiva, mitigação de riscos climáticos, maior eficiência no uso de insumos e viabilização técnica da safrinha.

🌍 Guerra e Mercado: O impacto global no preço gaúcho

O gerente comercial da Cargill, Heverton Gugelmin, trouxe uma perspectiva cautelosa sobre as exportações. Com cerca de 50% do milho gaúcho sendo exportado para o Oriente Médio, a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã gera incertezas.

  • Logística e Oferta: Se os fluxos de exportação forem interrompidos, o excedente no mercado interno gaúcho pode pressionar os preços para baixo.

  • Custos: O conflito tende a impulsionar o preço do petróleo, o que encarece o diesel e eleva diretamente o custo de produção para o agricultor brasileiro.

O Fórum consolidou o setor como um dos mais atentos às variações globais.


☁️ Instabilidade persiste no Rio Grande do Sul nesta terça-feira

 


O Rio Grande do Sul segue sob influência de uma massa de ar instável nesta terça-feira (10). A tendência para o dia é de predomínio de nebulosidade em grande parte do estado, embora o sol consiga aparecer entre nuvens, especialmente nas regiões da Metade Oeste.

🌦️ Onde deve chover?

As áreas mais afetadas pela instabilidade — com previsão de chuva fraca ou garoa persistente — concentram-se nas faixas Norte, Leste e Nordeste do estado. Essa condição abrange a região da Grande Porto Alegre, a Serra Gaúcha e o Litoral.

🌡️ Temperaturas amenas

O clima permanece com características de outono/inverno ameno em grande parte dos municípios gaúchos. A sensação térmica será mais fria nas áreas de maior altitude, como a Serra e os Aparados, onde a nebulosidade deve ser mais densa ao longo do dia.

Resultados parciais da guerra

 Ao completar-se uma semana da guerra travada por Estados Unidos e Israel contra o Irã, Israel está conseguindo parte do que queria

Por Jurandir Soares

Ao completar-se uma semana da guerra travada por Estados Unidos e Israel contra o Irã já dá para se tirar algumas conclusões. Israel está conseguindo parte do que queria. O principal era acabar com a possibilidade de o Irã vir a ter a bomba atômica. Esta possibilidade para Teerã se arrefeceu com os ataques de junho de 2025 e foi praticamente eliminada com os presentes ataques.


Da mesma forma, Israel conseguiu outro objetivo que é enfraquecer o sistema de defesa iraniano. Principalmente, os seus lançadores de mísseis. Não conseguiu, pelo menos até agora, o terceiro objetivo, que é a mudança de regime. A execução do aiatolá Ali Khamenei representa apenas a mudança de um ocupante de posto. Israel prometeu matar um a um os que forem indicados para a sucessão. Também não resolverá se não cair o regime.


REVIDE


Ao se ver massacrado, o Irã revida procurando espalhar o caos, envolvendo o maior número possível de países. Assim, atacou cinco das seis monarquias do Golfo, Kuwait, Catar, Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes. Só sobrou Omã. Na sequência, atacou no Chipre, na Turquia e no Azerbaijão. Além de ter tido um combate, com o afundamento de uma de suas fragatas, na costa do Sri Lanka. E tem ainda o envolvimento do Líbano no conflito, não por iniciativa de Israel, mas do Hezbollah, o movimento terrorista apoiado pelo Irã, que resolveu atacar o território israelense.


As monarquias do Golfo, pelo fato de abrigarem bases dos EUA, foram alvo de ataques diversos, que afetaram um dos setores que mais cresce na região, o turismo. Só em Dubai foram atingidos o moderníssimo aeroporto e dois hotéis de arquitetura marcante. O Al Arab, em formato de barco, e o Palm Jumeirah, na área de aterro em forma de palmeira. Bahrein e Arábia Saudita tiveram refinarias incendiadas.


ORMUZ


Todavia, um grande trunfo do Irã se dá com o bloqueio do Estreito de Ormuz. Com isto fica sem sair o petróleo que abastece a Ásia e boa parte do Ocidente. E petróleo, todo mundo sabe, quando cai a oferta sobe o preço e ocorre convulsão no mercado internacional. Com reflexos em todos os setores da economia e a consequente alta da inflação. Fatores que já estão se refletindo no país que atacou o Irã: Estados Unidos. Nunca o preço da gasolina esteve tão alto no mercado americano.


Os reflexos do fechamento de Ormuz chegam até aqui ao Brasil, pois deixam de vir os fertilizantes e adubos que importamos, além de outros produtos menos importantes, e ficamos impossibilitados de mandar as carnes de gado e de frango que exportamos para a região.


CONFIANÇA


Outro abalo que a guerra está dando – e, em consequência favorece o Irã – é na confiança dos aliados dos EUA. Vide o caso das monarquias do Golfo. Por darem suporte às ações americanas, foram atingidas e não tiveram a devida proteção por parte dos Estados Unidos. Não foi sem razão que Reino Unido e Espanha provocaram a ira de Trump ao se negarem a dar apoio às ações dos EUA. Esses dois países levaram em conta as advertências do Irã.


Com suas ações, Teerã está apostando também no desgaste do governo Trump. O que se dá pelos reflexos na economia dos EUA e pelo fato de os próprios americanos estarem cansados dos envolvimentos de seu país em guerra. E o que menos querem é envolvimento como os ocorridos no Vietnã, Iraque e Afeganistão, com os soldados americanos voltando para casa envoltos em sacos plásticos.


MUDANÇA


Porém, o que está sendo constatado é que sem a presença de tropas por terra não se mudará o regime. A advertência já foi feita pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, de que não se muda um regime apenas com ações aéreas. Assim, entramos na segunda semana de um conflito que se mostra indefinido. Trump fala em mais quatro a cinco semanas e Israel em mais uma a duas semanas.


Outra constatação é de que o custo já está alto, tanto em vidas quanto em materiais. Mais de 1.200 iranianos mortos, dez israelenses e quatro americanos. E, em 100 horas de guerra, foram queimados 3,7 milhões de dólares. O custo diário é de 890 milhões de dólares. Enfim, por enquanto só resultados parciais desta estupidez humana que se chama guerra.

Correio do Povo



Henrique IV de França: O "Bom Rei" que Unificou uma Nação

 


Henrique IV (Henri de Bourbon; 1553–1610), carinhosamente conhecido como "le bon roi Henri" (o Bom Rei Henrique), foi um dos monarcas mais transformadores da história francesa. Primeiro rei da Casa de Bourbon, ele assumiu o trono em um momento em que a França estava destroçada por décadas de guerras civis religiosas. Sua trajetória é marcada pela resiliência, pragmatismo político e uma visão de governo voltada à prosperidade de seus súditos.


Origens e Ascensão ao Trono

Nascido no Castelo de Pau, em Navarra, Henrique era filho de Antônio de Bourbon e de Joana III de Navarra. Criado inicialmente sob a fé protestante (huguenote), sua juventude foi forjada no calor das Guerras Religiosas na França.

Após a morte de seu primo Henrique III de Valois em 1589, Henrique de Navarra tornou-se o herdeiro legítimo do trono francês. Contudo, seu protestantismo era um obstáculo insuperável para a maioria católica do país. Em uma manobra de realismo político — imortalizada na frase "Paris vale bem uma missa" — Henrique converteu-se ao catolicismo em 1593 para pacificar a nação e garantir sua coroação em 1594.


Principais Legados de Seu Reinado

1. Tolerância Religiosa: O Édito de Nantes

Talvez o seu maior feito tenha sido a promulgação do Édito de Nantes (1598). Este documento foi revolucionário para a época ao conceder liberdades civis e religiosas aos protestantes, encerrando efetivamente o ciclo de violência fratricida que assolava a França há 30 anos.

2. Reconstrução Econômica e Mercantilismo

Com o auxílio de seu ministro e braço direito, o Duque de Sully, Henrique IV implementou políticas precursoras do mercantilismo. Suas ações focaram em:

  • Recuperação da agricultura e manufatura: Implementou reformas fiscais que normalizaram o tesouro real.

  • Infraestrutura: Reconstruiu estradas, pontes e incentivou o mercado interno.

  • Bem-estar social: Seu desejo, segundo a tradição popular, era que cada camponês francês tivesse "uma galinha na panela" aos domingos.


Vida Pessoal e Estilo de Governo

Conhecido como Le Vert-Galant devido à sua energia e romances, Henrique IV levou uma vida pública e privada intensa. Casou-se duas vezes:

  • Margarida de Valois (La Reine Margot): Um casamento político que visava unir católicos e huguenotes, mas que foi marcado pelo trágico Massacre da Noite de São Bartolomeu, ocorrido poucos dias após as núpcias em 1572.

  • Maria de Médici: Com quem consolidou a dinastia Bourbon e teve seis filhos, incluindo o futuro Luís XIII.

Além dos herdeiros legítimos, Henrique teve uma extensa prole ilegítima, mantendo um ambiente doméstico pouco convencional para a época, onde educava filhos legítimos e bastardos em conjunto em Fontainebleau.


O Fim Trágico e o Mistério da Relíquia

Em 14 de maio de 1610, Henrique IV foi assassinado em Paris pelo fanático católico François Ravaillac, que o apunhalou em sua carruagem. O motivo alegado pelo assassino foi o medo de que o rei declarasse guerra ao Papa.

O Destino de seus Restos Mortais: Após a profanação de seu túmulo na Basílica de Saint-Denis durante a Revolução Francesa (1793), a cabeça embalsamada do rei perdeu-se por séculos. Em 2010, uma equipe multidisciplinar liderada pelo médico forense Philippe Charlier confirmou, através de sofisticadas técnicas antropológicas e de radiocarbono, que uma cabeça encontrada em uma coleção particular pertencia, de fato, a Henrique IV. O rei foi finalmente honrado com um funeral nacional em 2011.

🏛️ Impasse na CPMI do INSS: Ausência de convocados trava depoimentos e abre ameaça de condução coercitiva

 


A CPMI do INSS enfrentou um obstáculo significativo nesta segunda-feira (9), com o cancelamento de todos os depoimentos previstos para o dia. As ausências da presidente do Banco Crefisa, Leila Mejdalani Pereira; do CEO do Banco C6 Consignado, Artur Ildefonso Azevedo; e do presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção, levaram o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a ameaçar o uso de condução coercitiva para garantir a presença dos convocados.

⚖️ O argumento jurídico e a réplica

O motivo das ausências de Leila Pereira e Artur Azevedo baseia-se em uma interpretação da defesa sobre decisão recente do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro suspendeu a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República.

  • Tese das defesas: A decisão de Dino estender-se-ia a todos os requerimentos aprovados pela comissão, incluindo as convocações para depoimento.

  • Posição da CPMI: O senador Carlos Viana rebateu o argumento, sustentando que a decisão do STF limita-se estritamente à quebra de sigilo. Consequentemente, as oitivas dos executivos dos bancos foram remarcadas para a próxima quinta-feira (12).

📅 Ajustes no Cronograma

O depoimento do presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção, que já havia sido adiado na semana passada devido a problemas de saúde do relator Alfredo Gaspar (União-AL), foi remarcado para o dia 23 de março, após a justificativa de exames médicos apresentada pela defesa.

⏳ Relógio correndo

A comissão vive uma fase crítica, com o encerramento dos trabalhos previsto para o dia 26 de março. O cronograma atual estabelece que a leitura do relatório final, sob responsabilidade do deputado Alfredo Gaspar, ocorra no dia 23 de março. O impasse político e jurídico coloca em xeque a capacidade da CPMI de concluir as oitivas principais dentro do prazo regimental.

⚽ Grêmio prepara nova investida por lateral uruguaio Gastón Martirena

 


Em busca de consolidar o setor defensivo para o restante da temporada, o Grêmio definiu seu alvo prioritário para a lateral-direita: Gastón Martirena, do Racing-ARG. Após uma tentativa de empréstimo sem sucesso realizada em fevereiro, a diretoria tricolor já articula uma nova oferta para a janela de transferências de julho.

📈 Perfil e Histórico

Martirena, de 26 anos, construiu uma trajetória sólida no futebol sul-americano. Revelado pelo Liverpool-URU, onde se destacou até 2022, o lateral ganhou projeção internacional no Racing.

  • Números no Racing: 97 partidas disputadas, com 10 gols marcados e 14 assistências.

  • Conquista de destaque: Foi peça-chave na campanha vitoriosa da Copa Sul-Americana de 2024, conquistada sobre o Cruzeiro.

🔍 A carência na Arena

A busca por um lateral de origem tornou-se urgente para a comissão técnica. Atualmente, o treinador Luís Castro tem enfrentado dificuldades para preencher a posição:

  • Adaptações: O atacante Pavon tem sido improvisado no setor.

  • Opções atuais: O elenco conta com Marcos Rocha, além de João Pedro, que se recupera de uma lesão.

Com a perda de espaço recente no Racing, o atleta uruguaio vê com bons olhos uma transferência para o futebol brasileiro, o que dá otimismo à cúpula gremista para avançar nas negociações durante o meio do ano.

🚌 Onda de ataques: Ônibus são incendiados no Morro Santana em represália a medidas prisionais

 


A tarde desta segunda-feira (9) foi marcada por momentos de tensão na zona Leste de Porto Alegre. No bairro Morro Santana, criminosos encapuzados realizaram uma série de ataques a ônibus do transporte coletivo, resultando na destruição total de um veículo e danos parciais em outros dois.

🔍 Dinâmica dos ataques

Segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar (CBM-RS), os atentados foram classificados como criminosos. Os suspeitos interceptaram os veículos — que circulavam sem passageiros no momento da ação — e utilizaram galões de combustível para provocar as chamas.

  • Locais atingidos: Avenida Antônio Giudice e Avenida Mário Meneghetti.

  • Terceiro incidente: Um terceiro veículo também foi alvo de tentativa de ataque, mas a ação foi contida antes que o fogo se alastrasse.

  • Linhas afetadas: Os veículos pertencem à empresa Nortram (consórcio Mobbi) e atendem áreas como Educandário, Passo das Pedras e Planalto.

🚔 Reposta das autoridades

A principal linha de investigação aponta que os incêndios seriam uma resposta coordenada de facções criminosas a recentes mudanças nas regras de funcionamento de penitenciárias da região metropolitana.

  • Força-tarefa: O combate às chamas e a segurança local contaram com o apoio integrado do Pelotão Partenon, Brigada Militar, Polícia Civil e EPTC.

  • Investigação: A Secretaria de Segurança Pública (SSP) montou um gabinete de crise para acompanhar as investigações. Enquanto a Polícia Civil trabalha para identificar o número de envolvidos e a motivação exata, a Brigada Militar intensificou o patrulhamento em todo o entorno do Morro Santana.

Embora tenha havido relatos sobre a detenção de suspeitos durante as diligências iniciais, o Comando de Policiamento da Capital (CPC) não confirmou oficialmente prisões até o momento. A Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS) também integra a força-tarefa de apuração.

🏦 Banrisul aposta em tecnologia e crédito ilimitado para impulsionar o agronegócio na Expodireto

 


Durante a edição de 2026 da Expodireto Cotrijal, o Banrisul posiciona-se como um facilitador estratégico para o setor rural gaúcho. Em visita à Casa do Correio do Povo, o presidente da instituição, Fernando Lemos, afirmou que o banco chega à feira com recursos disponíveis para atender a toda a demanda qualificada dos produtores, focando não apenas no crédito, mas na modernização das propriedades.

🧠 O Rio Grande do Sul como "Celeiro do Conhecimento"

Para Lemos, a Expodireto transcende o volume de comercialização de máquinas. O executivo destaca o papel do Rio Grande do Sul como o maior vetor de inovação tecnológica para o campo brasileiro:

"O Rio Grande do Sul não é o celeiro de grãos, é o celeiro do conhecimento do agronegócio brasileiro. Aqui nascem as tecnologias de maquinário, sementes e biofertilizantes que espalham inteligência para todo o campo."

🛡️ Gestão e Equilíbrio Financeiro

Embora a expectativa seja positiva, o banco reconhece a cautela do produtor. Fatores como a irregularidade climática em algumas regiões e o endividamento decorrente de investimentos passados geram um cenário de prudência nas compras de maquinário pesado. Por isso, a prioridade do Banrisul nesta edição é auxiliar o produtor na reorganização financeira e no investimento em soluções de gestão e infraestrutura.

💸 Crédito sem limites pré-definidos

O presidente assegurou que o banco possui liquidez total para suprir as necessidades do setor. As linhas de crédito oferecidas cobrem todas as etapas da cadeia produtiva:

  • Custeio agrícola;

  • Investimentos em infraestrutura;

  • Sistemas de irrigação e pivôs centrais.

"Para todas as demandas que forem possíveis de serem aprovadas, serão aprovadas. Não há limitação de recursos, porque o banco tem todos os recursos possíveis para atender toda a demanda", garantiu Lemos.

Cadeirinha para Auto Reclinável Cosco Kids - Progress 0 a 36kg 3 Posições

 


Informações do Produto

Cadeirinha para Auto Reclinável Cosco Kids

A cadeirinha para auto Progress da Cosco Kids conta com inclinação para os menores e ajustes para acompanhar o crescimento da criança. Ela suporta de 0 a 36kg, do nascimento até os 10 anos aproximadamente. Tem tecido macio e acolchoado, com 3 posições no total, 1 super inclinada para instalação de costas ao movimento e mais 2 para as crianças maiores de frente ao movimento, torna qualquer passeio seguro e confortável. Possui almofadas internas removíveis e ajuste de altura do apoio de cabeça em 9 posições junto com a altura dos cintos de 5 pontos, deixando muito mais fácil a regulagem correta. Instalação fácil e com guias sinalizadas para a passagem dos cintos de segurança do veículo. E para facilitar a limpeza, a capa e as almofadas são removíveis e laváveis à máquina.



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Henrique II, Duque de Guise: Entre a Ambição Real e o Romantismo da Corte

 


Henrique II de Lorena (1614–1664), conhecido como o Duque de Guise, foi uma das personalidades mais excêntricas e aventureiras da nobreza francesa do século XVII. Descrito por seus contemporâneos como uma figura que parecia ter saído diretamente das páginas de um romance de cavalaria, sua vida foi marcada por uma mistura de ardor militar, desastres políticos e uma vida privada repleta de controvérsias.

Formação e Início de Carreira

Nascido em Paris, Henrique era o segundo filho de Carlos, Duque de Guise, e Henriqueta Catarina de Joyeuse. A vida eclesiástica foi o seu primeiro destino, tendo se tornado arcebispo de Reims aos quinze anos. Contudo, o chamado para a vida religiosa era incompatível com o seu temperamento impetuoso; relatos da época, como os de Gédéon Tallemant des Réaux, indicam que o jovem arcebispo era mais afeito aos prazeres mundanos e ao teatro do que ao exercício do clero.

A Ascensão ao Ducado e o Conflito com Richelieu

A morte de seu irmão mais velho, Francisco, em 1639, mudou o curso de sua vida, alçando-o ao título de Duque de Guise. Com o novo status, Henrique entrou em rota de colisão com a autoridade central do Cardeal Richelieu. Sua participação em conspirações políticas e na Batalha de La Marfée (1641) resultou na confiscação de seus bens por crime de lesa-majestade. Embora tenha sido posteriormente perdoado e reintegrado, o episódio demonstrou a volatilidade de sua lealdade política.

A Aventura em Nápoles: O "Doge" Frustrado

O ponto alto — e possivelmente o mais desastrado — da vida de Henrique foi sua tentativa de reivindicar o Reino de Nápoles, baseando-se em antigas pretensões genealógicas de sua família.

  • A Revolta: Em 1647, ele uniu-se ao levante popular liderado por Masaniello, sendo aclamado como líder da recém-proclamada "República Real de Nápoles".

  • Queda: O sucesso foi breve. Sua postura arrogante alienou o povo napolitano e ele foi capturado pelos espanhóis em 1648.

  • Segundo fracasso: Após ser libertado em 1652, tentou uma nova investida em 1654, que fracassou miseravelmente com o apoio da frota inglesa aos espanhóis.

Personalidade e Vida Privada

De volta a Paris, o Duque tornou-se Grande Camareiro de Luís XIV, vivendo sob o peso de dívidas astronômicas contraídas com cavalos e banquetes luxuosos. Foi também um notável patrono das artes, oferecendo abrigo a dramaturgos como Pierre Corneille.

Sua vida amorosa foi o centro de escândalos jurídicos. Duas mulheres, Ana Gonzaga ("Princesa Palatina") e Honorine de Glymes, reivindicaram a condição de esposas legítimas. Em 1666, após a morte do Duque, a Rota Romana chegou a validar o casamento com Honorine, embora a decisão tenha sido contestada pela Coroa e pela Casa de Guise, que buscavam proteger a fortuna da família.

A própria Ana Gonzaga deixou uma descrição precisa sobre o Duque:

"Monsieur de Guise tinha a figura, o porte e as maneiras de um herói de romance... A ambição e o amor dominavam seus projetos, que eram tão vastos que se poderiam chamar de homéricos."

Henrique II de Guise morreu em 1664, em Paris, deixando um rastro de histórias que misturam o heroísmo trágico e a extravagância aristocrática.