🚨 Vem Aí a CPMI do INSS: O Que Esperar e Como Isso Pode Impactar Você!

 


VEM AÍ A CPMI DO INSS

Vídeo de Paulo Moura

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Poucas pessoas conhecem esse uso secreto das tampas de panela. Você não vai acreditar

 


Poucas pessoas conhecem esse uso secreto das tampas de panela. Você não vai acreditar

Vídeo de Creation Tips

Fonte: https://youtu.be/xrpruIVQSvw?si=I7yHF94Jb7Z5cZ3A

Chineses no delivery

 


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Vídeo de Pablo Spyer

Fonte: https://youtube.com/shorts/k8vuNNQNknU?si=2Hhc0podsYesNMZg

2026 Sem Bolsonaro: O Que Esperar do Cenário Político Brasileiro?

 


2026 SEM BOLSONARO?

Vídeo de Paulo Moura

Fonte: https://youtube.com/shorts/4v-7splsOdM?si=7-yR8uDC4Bjm3d4T

Pinguço envolvido

 


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Vídeo de Tyler Tyler

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Fonte: https://youtube.com/shorts/h31KohWLCkk?si=xNvrUDYYAxZlqRfs

Crise no PL gaúcho dificulta articulações para as eleições de 2026

 Lideranças acusam o comando do partido de centralizar decisões e favorecer aliados; “não cumpre sua função institucional”

Racha do partido se tornou público nas eleições de 2024, após Zucco assumir comando da sigla na Capital | Foto: Fabiano do Amaral / CP Memória


O caldeirão em ebulição que se tornou o PL gaúcho está prestes a explodir a um ano das eleições de 2026. Lideranças acusam a direção do partido de centralizar as decisões, excluir instâncias e favorecer os seus – resultando, com isso, na ausência de uma instituição partidária.

A crise dentro da sigla não é novidade, mas se tornou pública em 2024, na véspera das eleições municipais, com a saída de Ricardo Gomes, ex-vice-prefeito de Sebastião Melo (MDB). Os problemas tiveram início com a chegada do deputado federal Luciano Zucco na sigla e a sua indicação para presidir o partido em Porto Alegre.

Nesta altura, o PL já tinha se comprometido em manter a dobradinha vitoriosa entre Melo e Ricardo. Alas do partido, no entanto, ensaiaram voltar atrás nos arranjos e passaram a externar vontade de apresentar candidatura própria – indo contra a ala que comandava a sigla na Capital antes da chegada de Zucco. Está feito o racha.

Ante o desgaste, a ideia da candidatura própria foi vencida e, em julho, o partido indicou o nome de Betina Worm para compor a chapa com o emedebista. Mas as rusgas se mantiveram – e vêm aumentando.

A forma como Zucco tem atuado dentro da sigla incomoda alguns deputados e prefeitos. Líder da oposição na Câmara dos Deputados e uma das personalidades da direita mais próxima do ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado utiliza da sua influência em Brasília para ‘impor’ decisões, segundo interlocutores. Um dos exemplos seria um direcionamento maior de recursos para candidaturas aliadas a ele nas eleições de 2024.

O deputado, por sua vezcontesta as críticas, alegando que se resumem a um único desafetoe atribui a sua vinda para a sigla aos bons números conquistados nas eleições de 2024, principalmente na Capital. “Sou uma pessoa que aceita todas as críticas. Temos o apoio da grande maioria do partido, com algumas exceções, mas maioria dos deputados federais e estaduais estão unidos em um projeto de fortalecer o partido”, afirmou.

Nega, também, que tenha influenciado no direcionamento de recursos durante as eleições municipais, uma vez que não faz parte da executiva estadual. Mas aponta que, como deputado federal, enviou recursos de via emenda parlamentares para todos os deputados da bancada estadual, a fim de ajudá-los com as bases.

Na outra pontaa avaliação é de que o presidente estadual, o deputado federal Giovani Cherini, faz o mesmo – favorecendo os seus, tomando decisões sem diálogo com lideranças e buscando não entrar em conflito com Zucco – a fim de não se indispor em Brasília.

A animosidade atingiu níveis tão elevados que, no último final de semana, Zucco – que, até o momento, não vestiu a camisa da candidatura ao Piratini, mas têm feito todos os movimentos nesse sentido – promoveu um evento do PL no Litoral sem a presença de lideranças gaúchas de peso, incluindo os outros nove deputados da sigla.

Eleições

É com esse pano de fundo que o partido precisa começar a articular as candidaturas para o pleito do próximo ano. Apesar dos arranjos para majoritária preocuparem, visto que não há diálogo com os demais sobre as articulações, é nas proporcionais que repousa o problema.

Isso porque o modo como as duas lideranças vêm conduzindo o processo ameaça candidaturas já postas, por meio de convites a pré-candidatos em bases já consolidadas que reduziria as chances de reeleição de deputados; além dos boatos, vindos de Brasília, de que os recursos do fundo partidário serão direcionados majoritariamente para os deputados federais candidatos à reeleição.

Assim, as dificuldades podem se refletir não só sobre parlamentares em mandato, mas também para consolidação de nominatas fortes.

Apesar disso, a direção do partido minimiza os problemas e reforça que a sigla terá chapa majoritária com nomes para o governo e Senado. Com a certeza de Zucco para o Piratini, Cherini diz que, agora, estuda os nomes para o Congresso. O deputado federal Osmar Terra, que está de saída do MDB para o PL, é o novo cotado para o cargo. O presidente não descarta alianças com outras siglas, mas acredita que virão depois. A prioridade, agora, é formar as nominatas para Câmara e Assembleia – a começar pelas mulheres.

Quanto às críticas sobre sua condução, é resoluto: “nem Jesus Cristo agradou todo mundo. Eu passo o dia inteiro só cuidando disso (das eleições). Agora, são pessoas (que criticam) que não estão contempladas com os seus interesses, mas roupa suja se lava em casa. Não é na imprensa, nem no jornal. Quem faz isso está querendo sair do partido ou acabar com o partido”. E finaliza: “Tenho o couro grosso já. No Rio Grande do Sul, o presidente do partido é bombeiro”.

A deputada estadual Adriana Lara, vice-presidente da sigla no Estado, também prefere deixar os problemas do partido debaixo dos panos, embora manifeste sua insatisfação em relação a um possível afastamento das bases. “Quando se prepara (um partido) para o pleito, tem que ter a humildade de saber que precisa de todos e não apenas de alguns. Esse é o meu sentimento. Tem que estar disposto a ouvir as críticas, refletir e melhorar, colocando as dificuldades em cima da mesa, fazer a autocrítica”. Mas reforça que a discussão é feita ‘dentro de casa’.

Entre os outros deputados o posicionamento é semelhante: afirmam a solidez do partido para enfrentar as eleições, mas apontam uma ou outra insatisfação. Seja de falta de diálogo ou de sintonia. Reafirmam o trabalho com as bases e acreditam, inclusive, que é por esse meio que a sigla deve ganhar o seu espaço no pleito do próximo ano.

É o que defende o deputado federal Marcelo Moraes, único a explicitar o seu descontentamento de forma direta: “o PL não cumpre sua função institucional e, quando um partido não cumpre sua função institucional, atua como mera extensão do mandato do presidente”.

Correio do Povo

Fraude no INSS: quase 1,5 milhão de aposentados que não autorizaram descontos pedem reembolso

 Outros 27 mil reconheceram que autorizaram o pagamento de mensalidades

Fraude no INSS: quase 1,5 milhão de aposentados que não autorizaram descontos pedem reembolso | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil


Quase 1,5 milhão de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pediram o reembolso de mensalidades descontadas da folha de pagamento dos seus benefícios sem autorização.

A quantidade de beneficiários que contestaram os descontos e solicitaram o dinheiro de volta, de 1.467.933 em quatro dias, foi atualizada neste sábado, 17, pelo INSS. O governo prometeu ressarcir todas as pessoas lesadas pelas fraudes nos descontos.

Os pedidos foram feitos após a Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria Geral da União (CGU), que investigam um esquema de fraudes em mensalidades cobradas por sindicatos e associações e descontadas diretamente na folha de pagamento dos beneficiários do INSS sem autorização.

A polícia suspeita de lavagem de dinheiro, corrupção e enriquecimento ilícito envolvendo funcionários do governo. O então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e outros dirigentes foram afastados dos cargos. O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, pediu demissão e foi substituído pelo secretário executivo da pasta, Wolney Queiroz.

Segundo o INSS, foram feitas 1.494.956 consultas de quarta-feira 14, até este sábado, 17, sendo que 1.467.933 beneficiários (98%) não autorizaram os descontos e solicitaram o reembolso - o valor descontado não foi divulgado. Outros 27.023 reconheceram que autorizaram o pagamento de mensalidades. As informações foram dadas pelo aplicativo Meu INSS e pela Central 135. No total, 41 entidades foram contestadas.

As associações têm até 15 dias úteis para responder cada contestação. Caso a entidade não comprove que o desconto foi autorizado, ela deverá realizar o ressarcimento ao INSS, que depositará o valor na conta do beneficiário.

Se a associação comprovar a autorização, o beneficiário poderá apresentar outra contestação. Se não houver uma solução pela entidade, o caso será encaminhado à Advocacia-Geral da União (AGU), que poderá entrar na Justiça para garantir o ressarcimento.

O governo afirma que os aposentados serão ressarcidos com o dinheiro bloqueado dos bens das associações e pessoas investigadas e, se o valor não for suficiente, admite gastar recursos da União para restituir os valores às pessoas prejudicadas.

Na quinta-feira, 15, o ministro Wolney Queiroz afirmou no Senado que todos os aposentados lesados receberão o dinheiro de volta. Em entrevista ao Estadão, o procurador Hebert Mesquita, que comanda a investigação no Ministério Público Federal (MPF), disse ser "muito difícil" cobrir os prejuízos com os bloqueios de bens dos envolvidos, o que pode arrastar a solução e levar o governo a colocar recursos do Orçamento na devolução.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Papa Leão XIV e Zelensky se encontram no Vaticano

 

O novo líder da Igreja Católica recebeu o presidente ucraniano em uma audiência privada.  Foto: Reprodução

O Papa Leão XIV se encontrou neste domingo (18) com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que compareceu à missa inaugural do pontificado do americano Robert Prevost. O novo líder da Igreja Católica recebeu o presidente e sua esposa, Olena Zelenska, em uma audiência privada.

“Obrigado por sua paciência em esperar. Tive que cumprimentar todas as delegações presentes na missa”, disse o Papa ao presidente ucraniano, em um vídeo divulgado pelo Vaticano.

O presidente ucraniano, em uma mensagem postada no Telegram, disse que estava “grato pelas palavras especiais” do Pontífice.

“Todo país merece viver em paz e segurança”, escreveu Zelensky. Além disso, o ucraniano afirmou a conversa foi “muito afetuosa e verdadeiramente substantiva”, e que ele havia convidado Leão XIV para visitar a Ucrânia.

Pouco mais de uma semana após ter sido escolhido como novo líder da Igreja católica, Leão XIV marcou neste domingo o início de seu papado, com uma missa perante dezenas de milhares de fiéis e mais de 150 delegações estrangeiras na Praça de São Pedro, no Vaticano.

Ao final de sua homilia, o Papa fez um apelo por “uma paz justa e duradoura” na guerra da Ucrânia.

“A martirizada Ucrânia está esperando negociações para que uma paz justa e duradoura finalmente aconteça”, disse o Papa.

No último dia 12, quatro dias depois de ser escolhido como o novo Papa, Leão XIV teve uma ligação telefônica com Zelensky e falou sobre propostas de cessar-fogo na guerra. Além disso, o presidente disse que os dois conversaram sobre as crianças ucranianas retiradas à força do país pela Rússia.

A Ucrânia tinha um relacionamento complexo com o antecessor de Leão XIV, o Papa Francisco, que morreu em 21 de abril. Francisco condenou a guerra como um ato injustificado de agressão e chamou a Ucrânia de “nação mártir”. Além disso, ele fez apelos pela paz em quase todas as aparições públicas, pelo menos duas vezes por semana.

No entanto, o Papa Francisco decepcionou muitos ucranianos ao não condenar explicitamente o líder russo, Vladimir Putin, como o agressor ao sugerir que a Ucrânia deveria pedir a paz para acabar com a morte e a destruição do país.

Enquanto Zelensky se encontrava com o papa, a Rússia lançava o seu maior ataque de drones contra a Ucrânia desde o início da guerra, destruindo casas e matando pelo menos uma mulher um dia antes da reunião do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, sobre uma proposta de cessar-fogo.

O serviço de inteligência ucraniano afirmou também acreditar que Moscou pretendia disparar um míssil balístico intercontinental como uma tentativa de intimidar o Ocidente. Não houve resposta imediata de Moscou à acusação.

Ucrânia e Rússia realizaram suas primeiras conversas presenciais em mais de três anos na sexta-feira (16), sob pressão de Trump para concordar com um cessar-fogo em uma guerra que ele prometeu encerrar rapidamente. Os lados em guerra concordaram em trocar 1.000 prisioneiros cada, mas não chegaram a um acordo para uma trégua, depois que Moscou apresentou condições que um membro da delegação ucraniana chamou de “impossíveis”.

O Sul

Palacinho: como está o centenário casarão italiano que já foi gabinete oficial do governo?

 Do Conde que não veio aos alunos que enchem o prédio de música, conheça a construção que resiste ao tempo no Centro de Porto Alegre

Palacinho fica localizado na avenida Cristóvão Colombo, n.300 | Foto: Fabiano do Amaral


Conhecido como Palacinho, o centenário casarão que já foi destinado à residência dos vice-governadores compõe desde a década de 30 a paisagem da avenida Cristóvão Colombo, em Porto Alegre. A construção do palacete teria sido encomendado em 1926 pelo comerciante Santo Meneghetti. A intenção era ambiciosa: hospedar o Conde Galezzo Ciano, genro de Benito Mussolini, em viagem pela América do Sul. Assim, o Palacinho tomou forma pelos traços do arquiteto Armando Boni, imigrante italiano que chegou ao Brasil em 1910. Já o Conde teve sua rota de viagem modificada e não passou por Porto Alegre.

Em um terreno de esquina, o Palacinho possui aproximadamente 500 metros², dois pavimentos, terraço e um subsolo. A fachada é eclética, com elementos neoclássicos e mistos. A construção já chama a atenção a quem vê de fora, ainda que uma estrutura de andaimes atrapalhe um pouco. Mas é por dentro que os detalhes, cores e texturas remontam a um palacete cinematográfico.

Prédio possui estreitas sacadas que dão para a rua Garibalde Prédio possui estreitas sacadas que dão para a rua Garibalde | Foto: Fabiano do Amaral

O cenário já é de encher os olhos na principal porta de entrada. Bastam alguns degraus para chegar ao coração do casarão, ao pé de uma clássica escadaria de mármore. No entorno, vitrais coloridos com paisagens da natureza representadas. Acima, uma extensa claraboia retangular, que ilumina naturalmente todo hall do prédio. As artes foram obras da Vidraçaria Veit & Filho, do mestre Albert Gottfried Veit.

O charme da Palacinho também está nos detalhes (que são muitos!). É preciso atenção e passo lento para perceber todas as pinturas, desenhos, vitrais de diversos tamanhos e lustres distribuídos pelo local. Porém, o Palacinho sofre com a ação do tempo. Uma infiltração formou uma grande mancha no teto da maior sala do prédio, cobrindo parte da pintura feita à mão.

Já a escada principal está isolada por medida preventiva. De acordo com o Instituto de Patrimônio Histórico do Estado (Iphae), houve um evento de infiltração que comprometeu o estuque existente ao redor da claraboia. “A infiltração já foi sanada, no entanto, por não termos ainda finalizado o levantamento dos danos internos, a escada encontra-se interditada”, diz o órgão, acrescentando que ações de levantamento estão em execução para comporem “um futuro projeto de restauro”. Por conta disso, uma escada interna, antigamente usada para ‘serviço’, é utilizada para transitar entre os andares.

A previsão de finalização da fachada também aguarda uma data atualizada, a ser dada pela empresa responsável, após o cronograma de obras ser afetado pela enchente de 2024.

 Vitrais do Palacinho | Foto: Brenda Fernández / Especial / CP

imóvel foi incorporado ao Patrimônio do Estado em 20 de janeiro de 1954. Ele foi desapropriado por decreto do governador para sediar o Departamento Estadual do Serviço Público. Mais tarde passou a ser gabinete de trabalho e residência dos vice-governadores. Doutor Edemar Fetter foi o primeiro vice-governador do RS a ocupar o Palacinho como gabinete de trabalho e também como residência oficial. A gestão durou entre 1971 e 1975. Quem fechou por definitivo as portas do gabinete oficial naquele prédio foi Antônio Hohlfeldt, que foi vice-governador de 2003 a 2007.

Em 1995, o documento de tombamento já chamava a atenção para o Palacinho ser um dos últimos prédios remanescentes na área central da cidade com características de arquitetura neoclássica italiana.

O ofício também pediu que o prédio fosse usado, para além de residência, mas como espaço público para atividades culturais. A portaria foi publicada em outubro de 1996.

Um lugar onde “as artes se conversam”

Em 2018 o Palacinho foi cedido para uso da Escola de Música da Ospa. O local recebe centenas de alunos diariamente, de segunda a sexta, para aulas regulares de música em salas espalhadas pelo térreo e primeiro andar do prédio.

Criada pelo maestro húngaro Pablo Komlós, a Ospa foi criada a partir da percepção de que não havia muitos músicos em Porto Alegre, o que acabava culminando na vinda de artistas de fora. A formação musical gratuita, voltada para músicos de orquestra, atende em torno de 300 alunos.

Palacinho, originalmente se chama Palacete Santo Meneghetti Palacinho, originalmente se chama Palacete Santo Meneghetti | Foto: Fabiano do Amaral

Diego Grendene, clarinetista da Ospa e diretor da Escola de Música, me guia pelo interior do casarão enquanto fala sobre a construção do prédio – que carrega histórias com veracidade duvidosa, como a data exata da construção. Conhece cada canto como ninguém. Com brilho nos olhos guia a reportagem e explica a história dos vitrais, dos quadros, dos acessos aos espaços reservados, e também dos desafios de conservar o prédio centenário. Enquanto conversamos, os sons dos ensaios vazam das salas de aula e se unem como numa orquestra improvisada nos corredores.

Nestes sete anos que frequenta o espaço, Diego já mediou visitas de curiosos que passavam na frente e decidiram perguntar o que havia ali. “Este local é inspirador. Você vê coisas bonitas e ao mesmo tempo ouve música inspiradora. As artes se conversam”, define.

Até chegar no Palacinho, a história da Escola de Música é de longa peregrinação, passando pelo Teatro Leopoldina, pela PUCRS (no prédio onde hoje é o Colégio Rosário, pelo Auditório Araújo Vianna (então localizado na Praça Matriz), pelo Salão de Atos da Universidade Federal do RS (Ufrgs), pelo Palácio Piratini e pela Usina do Gasômetro, entre outros.

“Nós saímos de uma casa pequena ali na André da Rocha [no Centro Histórico da Capital], esse espaço aqui é muito maior, as salas são grandes, o local é muito mais aconchegante, muito mais acolhedor. Então foi um grande avanço né?”.

Apesar das interdições, Diego Grendene está satisfeito com o uso do espaço. “Essa parte que a gente ocupa atualmente atende as nossas necessidades. Mas eu acredito que Porto Alegre mereceria um restauro no prédio.”

O casarão hoje abriga apenas a Escola da Ospa. A cedência do prédio à Ospa vai até 2043 (25 anos ao todo). Os ensaios da Orquestra Jovem e da principal, além dos concertos, ocorrem na Casa da Ospa, dentro do Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF). Inaugurado em 2018, o auditório da Casa Ospa comporta mais de mil convidados. O espaço de 2,5 mil metros quadrados (m²), que conta com camarins, musicoteca, salas de estudo, banheiros, copa e sala de ensaio, também foi cedido pelo governo estadual.

A grande agenda no Palacinho

Entre 4h30 e 5h da madrugada o telefone tocou. Era 8 de março de 2005, quando o governador em exercício soube por um agente da polícia militar que duas mil mulheres da Via Campesina tinham ocupado uma fábrica de papel. “Eu disse ‘prepara tudo, estou indo pro Palacinho.” Minutos depois, Antônio Hohlfeldt estava reunido com secretários e policiais para decidirem como controlar a situação. Enquanto isso, a imprensa se reunia em frente ao Piratini esperando a saída de algum porta-voz. 10h da manhã, Hohlfeldt chegava para atender os jornalistas.

Esse é um dos momentos mais marcantes do ex-vice-governador no casarão centenário. Ele foi o último gestor a despachar da Cristóvão Colombo, n 300. O Palacinho passou de algo desconhecido para a segunda casa dele.

  | Foto: Brenda Fernández / Especial / CP

Quando assumiu o cargo em 2003, pisou no casarão com a grande tarefa: torná-lo habitável. “Era uma sujeira. Nós levamos uma semana inteira para limpar”, conta o jornalista e atual presidente da Fundação Theatro São Pedro. Ele lembra que um dos maiores desafios foi isolar os morcegos do local.

Hoje onde é uma sala de espera improvisada, antigamente servia para reuniões. A estrutura era utilizada também para mobilização da Consulta Popular, recebendo recorrentemente assessores, secretários e prefeitos do interior do Estado.

No térreo ficava a cozinha, uma sala grande transformada no refeitório. “Se eu estivesse em Porto Alegre eu almoçava ali obrigatoriamente”. Mas alguns almoços eram diferentes. “Nós vimos que o espaço era muito legal para fazer reuniões-almoços mais privados. Ou com prefeito que vinha do interior, ou com deputado ou com grupo de funcionário ou com nossa equipe”, diz Hohlfeldt lembrando que o cardápio era bastante simples: “uma sopa, um arroz e um feijão”. “E o pessoal gostava disso. Ser recebido no Palacinho era bacana! Às vezes eu brincava com o governador Germano Rigotto ‘acho que a comida no Palacinho é melhor que a comida do Palácio’”, brinca.

No segundo andar tinha o gabinete e uma sala grande onde ficava toda a equipe que trabalhava na consulta popular, cerca de 10 a 12 funcionários. No acesso ao terraço ficava um espaço grande, também usado para receber convidados para jantes e, claro, churrasco. A capacidade era maior que o espaço de refeição do térreo. Ali abrigava cerca de 40 pessoas. “Recebíamos inclusive convidados estrangeiros”.

Foto feita na época em que prédio ainda era o gabinete oficial do vice-governador  Foto feita na época em que prédio ainda era o gabinete oficial do vice-governador | Foto: Mauro Schaefer/CP Memória

Um dos grandes atrativos era a vista do terraço que, sem os prédios que posteriormente foram construídos no entorno, tinha vista livre para o Guaíba. Houve, inclusive, um projeto para instalação de um elevador que levasse do térreo direto para o terraço. Ele seria colocado em uma entrada lateral que já existia no Palacinho, com acesso pela Cristóvão Colombo. A ideia do elevador propiciava outra maior: criar um restaurante público no terraço do Palacinho. Nenhum dos projetos foi adiante, entretanto.

O casarão também contava com a Associação Amigos do Palacinho para aproximar simpatizantes do Patrimônio Histórico, comunidade do entorno e buscar financiamento para melhorias estruturais no prédio. O grupo também era responsável pela programação cultural que acontecia semanalmente em um dos salões do prédio – onde atualmente é a sala de espera da Escola de Música. Eram sempre dias de casa cheia, lembra o ex-vice-governador.

Correio do Povo

PAPA CONSERVADOR

 


PAPA CONSERVADOR

Vídeo de O Tabuleiro Político

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Fonte: https://youtube.com/shorts/ejMEig02MQ4?si=7ZTzEP6SqzF4d8GO