Brasil não descarta recurso a OMC contra tarifaço dos Estados Unidos

 Governo tentará antes negociar reversão de medida de Trump

A prioridade do governo brasileiro neste momento é negociar a reversão das medidas anunciadas nesta quarta-feira pelo presidente norte-americano, Donald Trump | Foto: Divulgação / Porto de Santos


O Brasil não descarta a possibilidade de recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o tarifaço dos Estados Unidos, informaram agora à noite os ministérios das Relações Exteriores (Itamaraty) e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

No entanto, a prioridade do governo brasileiro neste momento é negociar a reversão das medidas anunciadas nesta quarta-feira, 2, pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

“Ao mesmo tempo em que se mantém aberto ao aprofundamento do diálogo estabelecido ao longo das últimas semanas com o governo norte-americano para reverter as medidas anunciadas e contrarrestar seus efeitos nocivos o quanto antes, o governo brasileiro avalia todas as possibilidades de ação para assegurar a reciprocidade no comércio bilateral, inclusive recurso à Organização Mundial do Comércio, em defesa dos legítimos interesses nacionais”, destacaram as duas pastas, em nota conjunta.

O comunicado lembrou que as medidas de Trump violam as regras da OMC. O texto também ressaltou a aprovação pelo Congresso Nacional, em caráter de urgência, do projeto de lei que autoriza o Brasil a retaliar países ou blocos que imponham barreiras comerciais a produtos do Brasil, a chamada Lei da Reciprocidade

Segundo o Mdic e o MRE, a sobretaxação de 10% para os produtos brasileiros impactará todas as exportações do país para os Estados Unidos, o segundo maior parceiro comercial do Brasil. O governo pretende atuar em conjunto com as empresas dos setores afetados para defender os interesses comerciais do país.

“Em defesa dos trabalhadores e das empresas brasileiros, à luz do impacto efetivo das medidas sobre as exportações brasileiras e em linha com seu tradicional apoio ao sistema multilateral de comércio, o governo do Brasil buscará, em consulta com o setor privado, defender os interesses dos produtores nacionais junto ao governo dos Estados Unidos”, informou a nota.

Estatísticas

Os dois ministérios relembraram as estatísticas comerciais do próprio governo norte-americano. A balança comercial é mais vantajosa para os norte-americanos porque o Brasil mais importa do que exporta para os Estados Unidos.

“Segundo dados do governo norte-americano, o superávit comercial dos EUA com o Brasil em 2024 foi da ordem de US$ 7 bilhões, somente em bens. Somados bens e serviços, o superávit chegou a US$ 28,6 bilhões no ano passado. Trata-se do terceiro maior superávit comercial daquele país em todo o mundo”, mencionou o comunicado.

Nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos com o Brasil ultrapassa os US$ 400 bilhões. Dessa forma, o governo brasileiro considera que a medida unilateral de Trump não representa a realidade.

“Uma vez que os EUA registram recorrentes e expressivos superávits comerciais em bens e serviços com o Brasil ao longo dos últimos 15 anos, totalizando US$ 410 bilhões, a imposição unilateral de tarifa linear adicional de 10% ao Brasil com a alegação da necessidade de se restabelecer o equilíbrio e a ‘reciprocidade comercial’ não reflete a realidade”, acrescentou a nota conjunta.

Agência Brasil e Correio do Povo

Justiça marca audiências de adolescentes investigados por ataque a professora em Caxias

 Docente foi esfaqueada dentro da escola na terça-feira

Professora foi esfaqueada por alunos dentro da escola João de Zorzi | Foto: Rafael Paim / Divulgação / CP


O Juiz de Direito do Juizado da Infância e Juventude de Caxias do Sul, Sílvio Viezzer, marcou, na tarde desta quarta-feira (2/4), novas audiências de apresentação relacionadas ao caso dos três adolescentes investigados pelo ataque a uma professora na Escola Municipal de Ensino Fundamental João de Zorzi, na terça. As datas das audiências e a unidade para onde foram encaminhados os adolescentes não serão divulgadas devido ao sigilo processual.

Na terça, a docente foi esfaqueada dentro da sala de aula por três alunos, de 13 a 15 anos. Ela sofreu múltiplas lesões, mas não corre risco de vida.

O Juizado requisitou à Central Reguladora de Vagas Estadual o encaminhamento dos adolescentes, o que foi atendido ao final da tarde de quarta-feira. O Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE) de Caxias do Sul está atualmente lotado, de modo que os adolescentes foram encaminhados a uma unidade diversa da região.

Os dois adolescentes, de 14 e 15 anos, permaneceram apreendidos por decisão proferida pelo Juízo plantonista, nesta madrugada, que decretou a internação provisória. O inquérito policial segue investigando a participação de uma terceira adolescente, que ainda não foi internada. Nas audiências de apresentação, os adolescentes serão ouvidos sobre sua trajetória de vida, escolaridade e eventuais antecedentes.

Correio do Povo

Massa de ar frio ingressa no RS nesta quinta-feira e traz queda nas temperaturas

 Dia será marcado por nebulosidade em grande parte dos municípios gaúchos

Massa de ar frio começa a ingressar no RS e traz queda de temperatura | Foto: Guilherme Almeida / CP Memória


A quinta-feira será marcada como primeiro dia de um período de queda nas temperaturas no Rio Grande do Sul. Conforme a MetSul, o ingresso de uma massa de ar frio pelo Oeste e Sul vai derrubar as máximas nos próximos dias. O dia será de céu entre nuvens com temperaturas entre 20°C e 25°C na maior parte dos municípios gaúchos.

Aberturas de sol ocorrem em parte do estado, sobretudo no Oeste e no Sul que devem ter predomínio do tempo firme. Na Metade Norte, onde a nebulosidade vai predominar, as cidades ainda devem ter chuva e garoa nesta quinta. Em pontos isolados, a chuva pode ser forte.

❄️ Primeira massa de ar frio mais forte

A primeira massa de ar frio de maior intensidade do outono deve esfriar o clima na Região Sul e parte do Sudeste. Nesta quinta, a incursão de ar frio deve alcançar o Centro da Argentina e o Sul do Uruguai, determinando uma queda acentuada da temperatura em Buenos Aires e em Montevidéu.

Na sequência, a massa de ar frio vai se deslocar para o Sul do Brasil, devendo começar a ingressar no Rio Grande do Sul no final do dia e ao longo da sexta-feira.

Essa é a primeira massa de ar frio mais forte que chega ao RS | Foto: MetSul

Sexta-feira e final de semana de frio

Segundo projeção da MetSul, a sexta, 4, terá uma tarde com temperaturas bastante amenas em Porto Alegre e na maior parte do estado gaúcho com máximas ao redor e abaixo dos 20ºC. O ar frio vai tomar conta do Sul do Brasil entre amanhã e o sábado, devendo chegar ao Sudeste no fim de semana.

Os dias de temperatura mais baixa no estado devem ser a sexta-feira, o sábado e o domingo, esperando-se gradual aquecimento a partir do começo da semana que vem.

Em Porto Alegre e região, as menores máximas ocorrem na sexta, devendo ficar em torno dos 20ºC a 21ºC. No fim de semana, as mínimas na área metropolitana devem se situar entre 11ºC e 14ºC.

A maioria das cidades do interior do Rio Grande do Sul deve ter mínimas no fim de semana entre 8ºC e 12ºC, mas na fronteira com o Uruguai, na Serra do Sudeste e nas áreas de maior altitude da Metade Norte a temperatura pode cair a valores ao redor e abaixo de 5ºC, especialmente no sábado que deve ter a madrugada mais fria.

Previsão de geada

Já nos Aparados da Serra e no Planalto Sul de Santa Catarina, nas áreas de maior altitude do Sul do Brasil, o começo do sábado pode ter mínimas mesmo perto e ao redor de 0ºC, não se descartando as primeiras marcas negativas de 2025. A massa de ar frio vai provocar a ocorrência de geada no Sul do Brasil, de acordo com a previsão da MetSul Meteorologia. A geada tende a ser mais forte em baixadas dos locais de maior altitude do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Na sexta, não se descarta geada na Serra do Sudeste do Rio Grande do Sul. No sábado, geada em pontos da fronteira com o Uruguai, na Campanha, Serra do Sudeste, nas áreas de maior altitude da Metade Norte gaúcha e no Planalto Sul Catarinense.

MetSul Meteorologia e Correio do Povo

Dólar tem leve alta em dia de anúncio de tarifas recíprocas por Trump

 Moeda fechou pregão cotada a R$ 5,69, alta de 0,25%

Tarifas anunciadas por Trump nesta quarta-feira tiveram impacto no dólar | Foto: Brendan Smialowski / AFP / CP


O dólar terminou a sessão desta quarta-feira, 2, em leve alta, mais ainda abaixo da linha de R$ 5,70, com investidores optando por uma postura mais defensiva em meio à expectativa pelo anúncio das tarifas recíprocas prometidas e anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Diante das incertezas, houve um movimento de redução de posições em divisas latino-americanas apesar do dia positivo para commodities, com valorização do petróleo e do minério de ferro.

O real, que costuma sofrer mais em dia de ajustes de carteiras, teve o melhor desempenho entre pares da região. Peso chileno e colombiano amargaram as piores perdas. Nas primeiras horas de negócios, o dólar até ensaiou dar continuidade ao movimento de queda da terça, quando fechou abaixo de R$ 5,70 pela primeira vez desde 20 de março, e registrou mínima a R$ 5,6610.

A moeda americana trocou de sinal ainda pela manhã na esteira de dados positivos de emprego e indústria nos EUA. Com máxima a R$ 5,7150 o dólar à vista encerrou o pregão em alta de 0,25%, cotado a R$ 5,6967. Na semana, a divisa acumula queda de 1,13%. No ano, recua 7,82%.

Por aqui, o Banco Central informou à tarde que o fluxo cambial total em março, até dia 28, está negativo em US$ 8,850 bilhões, em razão da saída líquida de US$ 12,528 bilhões pelo canal financeiro. No ano, o saldo total é negativo em US$ US$ 16,397 bilhões, apesar da entrada líquida de US$ 6,459 bilhões via comércio exterior.

Dados da B3 divulgados nesta quarta mostram que o aperto líquido dos estrangeiros na bolsa doméstica foi positivo em R$ 3,118 bilhões na B3 em março, levando o saldo no acumulado do primeiro trimestre para R$ 10,642 bilhões. É a melhor marca para o período dos últimos três anos.

Bolsa

O Ibovespa operou em torno do zero a zero na maior parte da sessão, à espera do anúncio, previsto para as 17 horas, nos ajustes de fechamento, das tarifas recíprocas prometidas pelo presidente Donald Trump no que batizou como o "Dia da Libertação" dos Estados Unidos, "o dia de renascimento da indústria americana", conforme as palavras iniciais de Trump ao anunciar as medidas, em que confirmou a imposição da tarifa de 25% para os carros importados.

Pouco antes, no fechamento, o índice da B3 mostrava leve ganho de 0,03%, aos 131.190,34 pontos, tendo oscilado entre mínima de 130.392,60 e máxima de 131.423,84 pontos, com abertura na sessão a 131.150,68 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 22,3 bilhões nesta quarta-feira. Na semana, o Ibovespa recua 0,54% e, no mês, sobe 0,71% no agregado de apenas duas sessões. No ano, avança 9,07%.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

SALA DO RACIOCÍNIO

 

OXIGENAÇÃO CEREBRAL

Antes de tudo convido os leitores, notadamente aqueles que têm interesse em exercitar e oxigenar o cérebro, a ingressar na fantástica -SALA DO RACIOCÍNIO-, onde a CAPACIDADE DE PENSAR se manifesta de forma altamente positiva. Detalhe importante: quanto menor a resistência para o entendimento e/ou aceitação daquilo que é tido e havido como -LÓGICO-, mais o CÉREBRO colabora para o importante desenvolvimento do RACIOCÍNIO. 


SEMPRE FOI ASSIM...

Mais do que sabido, tem certas coisas que pelo simples FATO de existirem há muitos anos, ou algo do tipo -SEMPRE FOI ASSIM...- isto é mais do que bastante para que a maioria dos cidadãos não questione, ou mesmo coloque em dúvida, sobre a real e efetiva necessidade de sua existência ou imposição. 


UM BANCO CENTRAL É INCOMPATÍVEL COM UMA ECONOMIA LIVRE

Pois, embora já tenha dedicado alguns editoriais tentando explicar que é totalmente DISPENSÁVEL a existência de um BANCO CENTRAL, desta vez aproveito o brilhante e esclarecedor texto -UM BANCO CENTRAL É INCOMPATÍVEL COM UMA ECONOMIA LIVRE- escrito pelo ex-congressista republicano do Texas, e candidato à presidente dos EUA em 1988, Ron Paul, . Eis: 


CONTROLE DE PREÇOS É ALGO VILIPENDIADO

Controle de preços é algo vilipendiado quase que universalmente pelos economistas.  As consequências negativas de se impor preços mínimos e preços máximos são numerosas e muito bem documentadas. Por outro lado, os economistas não só aceitam normalmente, como também debatem entusiasmadamente, a mais importante, porém menos compreendida, manipulação de preços que ocorre no mundo atual: a manipulação das taxas de juros.

Ao determinar a taxa básica de juros – que nada mais é do que a taxa à qual os bancos fazem empréstimos entre si no overnight com a intenção de manter os níveis de reservas bancárias (compulsório) determinados pelo Banco Central – o Banco Central assume o lugar dos participantes do mercado, que é quem teoricamente deveria determinar os juros através de suas ações, compatibilizando a oferta de poupança com a demanda por ela.

O Banco Central e o governo federal não ousam fixar os preços da madeira, do aço, dos automóveis e dos imóveis.  Entretanto, quando o Banco Central determina a taxa de juros – e pelo fato de esta ser o preço do dinheiro para aquele que contrai empréstimos, o que afeta toda a demanda por dinheiro -, ele está afetando os preços de toda a economia de uma maneira menos explícita, porém tão deletéria quanto um controle direto de preços.


ECONOMIA PLANEJADA

O exemplo da União Soviética já deveria ter nos ensinado que nenhum indivíduo, nenhum grupo de pessoas, não importa sua capacidade científica, pode arbitrariamente determinar preços sem que isso gere caos econômico.  Somente a interação espontânea dos participantes do mercado pode levar ao desenvolvimento de um sistema de preços que funcione corretamente e que permita que as necessidades e desejos de todos os participantes sejam satisfeitas.  A sensação que fica quando se lê as atas do Banco Central é que a taxa de juros é frequentemente determinada de acordo com os caprichos e fantasias dos diretores da instituição. Os defensores dizem que há critérios científicos por trás de cada escolha.  Entretanto, mesmo explicações mecanicistas como a Regra de Taylor dependem de estatísticas que ficam totalmente a critério dos burocratas do Banco Central: qual o PIB potencial, qual índice de inflação será utilizado, qual segmento deve ser desconsiderado (alimentos, energia, educação), etc.  No fim, o que temos é uma economia centralmente planejada.

Quando os agentes de mercado são obrigados a gastar boa parte de seu tempo tentando descobrir a próxima jogada desses fixadores de preços, analisando cada frase das declarações e das minutas do Comitê de Política Monetária, eles necessariamente se afastam das atividades econômicas produtivas.  Eles deixam de ser atores econômicos e forçosamente se tornam prognosticadores políticos.  Este não é um problema econômico isolado, uma vez que as empresas também têm de levar em consideração outras intervenções estatais, como aumento de impostos, isenções fiscais expirantes, tarifas de importação, subsídios aos concorrentes, etc.  Entretanto, como a taxa de juros determina o custo dos empréstimos e, consequentemente, determina se investimentos de longo prazo devem ou não ser empreendidos, essa manipulação estatal tem um impacto muito maior do que outras políticas governamentais.

É a manipulação dos juros que causa os ciclos econômicos. Quando os juros se tornam artificialmente baixos, o mercado é distorcido e os empreendedores são levados a fazer maus investimentos – investimentos que não fazem sentido à luz dos recursos presentemente disponíveis (que parecem maiores do que realmente são).  Esses investimentos irão ocorrer nos estágios mais remotos da estrutura do capital, isto é, nos estágios da produção mais afastados dos bens de consumo final.  Porém esses investimentos não serão sustentáveis a longo prazo, pois não há poupança real disponível para tal (os juros foram diminuídos artificialmente).  Quando o padrão normal de consumo for readotado, esses investimentos revelar-se-ão inúteis e a recessão será a consequência.  Esses investimentos errôneos não teriam acontecido caso o banco central não tivesse brincado com os juros e tivesse permitido que eles informassem o preço e a quantidade real dos recursos disponíveis.

Até entendermos os resultados que essas ações do Banco Central provocam, a economia estará fadada a repetir esses períodos abruptos de expansão e recessão.  É imperativo que se entenda que não pode existir livre mercado enquanto houver um banco central.  Se o preço do dinheiro, que é preço mais importante da economia, é determinado pelo governo, então estamos vivendo sob uma economia planejada.


PANAMÁ

A propósito, entre os países que EXTINGUIRAM O BANCO CENTRAL está o Panamá, sabidamente um dos países menos endividados das Américas (58.4% de dívida / PIB, contra 128% dos EUA e 93% do Brasil). Que tal? 

Pontocritico.com

Avião de Portugal pousa no Salgado Filho e marca retomada de voos diretos desde a enchente em Porto Alegre

 Aeronave proveniente de Lisboa pousou no fim da noite desta terça-feira

Aeronave chegou por volta das 22h38min | Foto: Pedro Piegas


Porto Alegre está novamente "conectada" à Europa pelo ar. Na noite desta terça-feira, o voo TP117 da TAP pousou no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, retomando a conexão aérea entre o Rio Grande do Sul e o continente europeu, interrompida após a enchente de 2024.

A aeronave, um Airbus A330-900, havia decolado de Lisboa às 15h40min (horário local) e pousou às 22h38min. Teve cerca de uma hora de atraso, mas pouco tempo diante de quase um ano sem voos diretos de Porto Alegre para Portugal.

Durante a enchente entre abril e maio do ano passado, as águas tomaram o Aeroporto Salgado Filho, inviabilizando o acesso e funcionamento do terminal por meses. A retomada foi gradual, após diversas obras de recuperação.

Entre os que desembarcaram estava o diretor executivo da TAP, Luís Rodrigues, que foi recepcionado por sua contraparte da Fraport Brasil, Andreea Pal, e pelo secretário estadual de Turismo, Ronaldo Santini.

Correio do Povo

Senado aprova projeto da reação brasileira a tarifas; texto vai à Câmara

 “PL da Reciprocidade” estabelece critérios para que o Brasil responda a 'medidas unilaterais' adotadas por países ou blocos econômicos

PL ganhou 70 votos favoráveis | Foto: Andressa Anholete / Agência Senado / CP


Com 70 votos favoráveis e nenhum contrário, o Senado Federal aprovou, nesta terça-feira, 1, o 'PL da Reciprocidade', projeto de lei que estabelece critérios para que o Brasil responda a 'medidas unilaterais' adotadas por países ou blocos econômicos que afetem a competitividade internacional do País.

A matéria já havia sido aprovada mais cedo pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, em caráter terminativo, ou seja, sem a necessidade de que o texto fosse para a análise do plenário. No entanto, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), considerou de 'bom tom' que a apreciação não se restringisse ao colegiado.

A matéria segue, então, para a Câmara dos Deputados. Na expectativa de Randolfe, o ideal é que os deputados aprovem o texto até esta quarta-feira, 2, como um gesto de resposta ao 'tarifaço' do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a ser anunciado na data.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse que a matéria é 'fundamental' para que o Parlamento brasileiro demonstre altivez diante dos demais países. Já a relatora Tereza Cristina (PP-MS) frisou que não se trata de uma retaliação a um único país, mas uma alternativa para que o Brasil responda a eventuais excessos contra o seu mercado.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Professora esfaqueada: o que se sabe sobre o ataque em escola de Caxias do Sul

 Caso ocorreu na tarde de terça-feira; aulas foram suspensas na quarta-feira

Caso ocorreu na tarde de terça-feira; aulas foram suspensas na quarta-feira | Foto: Rafael Paim / Divulgação / CP


Uma professora foi esfaqueada dentro de sala de aula em uma escola pública de Caxias do Sul nesta terça-feira, 1º. De acordo com a polícia, o ataque teria partido de três alunos, de 13 a 15 alunos, que são estudantes do 7º ano. A professora foi encaminhada ao hospital com inúmeras lesões de faca. Ela não corre risco de vida, de acordo com a Prefeitura da cidade.

📍Onde o caso ocorreu?

Uma professora de inglês, que não teve o nome divulgado, sofreu um ataque a faca quando chegava na sala de aula para lecionar a alunos do 7º ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental João de Zorzi. A escola está localizada no bairro Centenário, em Caxias do Sul, a maior cidade da Serra gaúcha, com 463,5 mil habitantes.

O local possui câmeras de segurança que, de acordo com a polícia, foram violadas momentos antes do ataque. Ainda de acordo com informações policiais preliminares, alguns alunos da escola já sabiam que o episódio ocorreria.

📍Quem são os investigados?

Três estudantes da escola foram apreendidos pela Brigada Militar nesta terça-feira, momentos após o episódio. São eles: dois meninos de 14 e 15 anos, e uma menina de 13 anos. O trio é estudante da instituição. Em nota publicada no site da Prefeitura, a Secretaria de Educação afirmou que os adolescentes “já vinham sendo acompanhados” pela escola

📍O que motivou o ataque?

Não se sabe ainda o que motivou o ataque à professora. A Brigada Militar e a Polícia Civil trabalham para elucidar o episódio.

📍O que diz a Prefeitura?

A Secretaria de Educação afirmou, em nota, que está dando todo suporte à comunidade escolar diante do ocorrido. “Neste momento a preocupação é com o bem-estar de estudantes e professores. A SMED informa ainda que todas as medidas estão sendo tomadas para garantir o acolhimento dos envolvidos.”

Já o prefeito da cidade, Adiló Didomenico, publicou um vídeo no Instagram se manifestando sobre o assunto. O gestor prestou solidariedade à professora e à comunidade escolar, e disse que está tomando todas as providências para que casos como este não ocorram mais.

Em solidariedade ao ocorrido, as aulas foram suspensas nesta quarta-feira em toda a rede pública municipal de ensino. Medida abrange mais de 80 escolas.

Didomenico também afirmou que recebeu uma ligação do governador Eduardo Leite. Na manhã desta quarta, Leite falou sobre o caso nas redes sociais e prestou solidariedade à professora, aos colegas e à comunidade escolar.

Correio do Povo

Bolsa sobe com fluxo e Vale na véspera do tarifaço de Trump

 


Vídeo de Pablo Spyer

Fonte: https://youtube.com/shorts/I1Jzz4TjT3w?si=snDG9AEM4jWltchu

Prefeito de Caxias se manifesta sobre caso de professora esfaqueada por alunos. Professora não corre risco de vida.

 Adiló Didomenico manifestou solidariedade à docente e colocou estrutura de apoio à disposição

Dois meninos de 15 e 14 anos e uma menina de 13 anos foram apreendidos após o ataque | Foto: Reprodução / Google Maps / CP


O prefeito de Caxias do Sul, Adiló Didomenico, se manifestou na tarde desta terça-feira sobre o caso de uma professora esfaqueada por alunos de uma escola municipal. O crime ocorreu na Escola Municipal de Ensino Fundamental João de Zorzi. A docente, que não teve o nome divulgado, foi atacada pelas costas por três estudantes adolescentes.

“Lamentamos profundamente o que aconteceu na escola João de Zorzi. Nos solidarizamos com a professora e toda a comunidade escolar. Designamos que toda a estrutura seja colocada à disposição, tanto psicológica, como de apoio. Nosso vice-prefeito já se dirigiu para lá para este apoio diretamente à direção da escola”, afirmou Didomenico, em vídeo publicado nas redes sociais. “Vamos tomar todas as providências legais para que isso não se repita”, concluiu o prefeito.

O prefeito afirmou ainda que recebeu ligação do governador Eduardo Leite, se solidarizando e colocando a estrutura do estado à disposição.

De acordo com a Secretaria Municipal da Educação de Caxias do Sul, a professora foi levada para o Hospital de Unimed e não corre risco de vida.

Ataque pelas costas

A professora foi esfaqueada nas costas por três adolescentes, sendo dois meninos e uma menina, com idades entre 13 e 15 anos. O caso ocorreu na tarde desta terça-feira, no momento em que a professora de Inglês entrava na sala para a aula da tarde.

A polícia também afirma que os dois rapazes teriam danificado as câmeras de segurança da escola antes de praticar o ataque. Alguns alunos teriam relatado a professores que os adolescentes os teriam avisado que ocorreria o atentado.

Correio do Povo