Copom poderia ser mais generoso com medidas que tomamos, diz Haddad

 


Ministro da Fazenda diz que indicações para BC serão técnicas

O Banco Central (BC) poderia ter sido mais generoso com o governo no comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) após a reunião que manteve a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 13,75% ao ano, disse hoje (6) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em entrevista após uma reunião com parlamentares, ele disse que o governo atual herdou as contas públicas em situação complicada e que já anunciou um pacote para diminuir o déficit fiscal.

“Não vamos, em 30 dias de governo, resolver um passivo de R$ 300 bilhões herdado do governo anterior, mas o nosso compromisso é com o equilíbrio das contas e anunciei em 12 de janeiro o que vamos perseguir por resultados melhores. Nesse particular, penso que a nota do Copom poderia ser mais generosa com as medidas que já tomamos. Entendo que nós vamos harmonizar a política fiscal com a política monetária”, declarou Haddad.

Após a reunião da semana passada, o Copom emitiu um comunicado em que afirmou que o aumento das incertezas fiscais poderá fazer o Banco Central manter os juros elevados por mais tempo que o inicialmente previsto. A autoridade monetária não descartou a possibilidade de voltar a elevar a Taxa Selic caso a inflação não convirja para a meta até meados de 2024.

Sobre a citação de “incertezas fiscais” existentes, que constava do comunicado do Copom, o ministro disse crer que o Banco Central falava mais do governo anterior e relembrou algumas medidas tomadas desde que assumiu o ministério. “No primeiro dia de governo, tomamos medidas revogando a irresponsabilidade dos dez últimos dias do governo anterior, que tomou cinco medidas desonerando uma série de setores e prejudicando a arrecadação do primeiro ano do governo Lula. Existe uma situação fiscal que inspira cuidados, mas isso é uma herança que temos que administrar”, disse.

Indicações

O ministro da Fazenda também informou que as indicações para as duas diretorias do BC que ficarão vagas neste ano obedecerão a critérios técnicos. Ele confirmou estar recebendo sugestões do presidente do BC, Roberto Campos Neto, que serão levadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Já conversei várias vezes com o presidente do Banco Central sobre nomes técnicos, como sempre foi a nossa prática. Em todo o período que estivemos à frente dos governos, nós sempre indicamos para as diretorias do BC nomes técnicos que tenham condição de cumprir da forma mais apropriada os deveres e as competências do cargo que será ocupado”, declarou o ministro.

Haddad explicou que, pela lei de autonomia do BC, a indicação dos diretores cabe exclusivamente ao presidente da República. No fim deste mês, acaba os mandatos dos diretores de Política Monetária, Bruno Serra, e de Fiscalização, Paulo Souza.

Carf

No fim da tarde e início da noite, Haddad reuniu-se com o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e com líderes de partidos da base aliada para discutir a medida provisória que restitui o voto de qualidade do governo nos julgamentos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) que derem empate. O ministro disse ter explicado aos parlamentares que a medida abrange uma quantidade pequena de contribuintes e tem como objetivo trazer justiça fiscal, que beneficie os contribuintes mais pobres. Órgão vinculado à Receita Federal, o Carf julga, na esfera administrativa, dívidas com o Fisco que ainda não foram para a esfera judiciária.

“Estamos falando de 100, 200 contribuintes. Não estamos falando dos contribuintes do Brasil. Estamos falando de casos muito específicos e controversos que acabam trazendo prejuízo para o erário. Deixei sempre claro, mesmo para esses contribuintes, que são grandes empresas, que nosso objetivo é justiça tributária”, declarou Haddad.

O ministro também disse que está trabalhando para impedir abusos por parte de auditores fiscais como forma de reduzir a litigiosidade no Carf e acelerar os julgamentos. “Me comprometi também em coibir qualquer tipo de abuso. Súmula vinculante dentro da Receita Federal. Entendimento pacificado entre os auditores terá de ser considerado válido por todo e qualquer auditor para que não haja incidência de autos de infração que não são próprios”, acrescentou.

Agência Brasil

Ministério quer criar Casa da Mulher Brasileira em todas as capitais

 


Atualmente, há sete unidades em funcionamento no país


AgêO Ministério das Mulheres planeja instalar uma Casa da Mulher Brasileira em cada capital do país nos próximos anos. É o que informou a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves.

A casa é um local que oferece atendimento integral e humanizado a mulheres vítimas de violência, como apoio psicológico, atendimento social, defensoria pública e delegacia especializada. Atualmente, há sete unidades em funcionamento no país.

“Queremos retomar em todas as capitais uma Casa da Mulher Brasileira e também trabalhar com a questão de ter Casa da Mulher Brasileira no interior. É repensar a estrutura a partir da realidade de cada município, número de habitantes, serviços e capacidade de cada gestor municipal”, disse a ministra em entrevista aos veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Cida Gonçalves acrescentou que “quando a mulher chegar [na Casa], ela já sai com a medida protetiva e sai com todas as orientações”.

Patrulha Maria da Penha

Segundo a ministra, outra prioridade é ampliar a ação Patrulha Maria da Penha, que prevê o deslocamento de uma viatura policial para acompanhar o cumprimento de medidas protetivas e garantir segurança a mulher em situação de violência doméstica.

“Quando sai a medida protetiva de urgência, eles [patrulha] vão na casa, orientam a mulher, orientam os vizinhos se o agressor estiver se aproximando para ligar para a viatura. É uma resposta mais eficaz”, disse a ministra em entrevista ao programa A Voz do Brasil.

O uso da patrulha específica, conforme a ministra, tem apresentado bons resultados no Ceará e na Bahia, além de ser uma ferramenta eficaz na prevenção ao feminicídio.

“Nós precisamos prevenir os feminicídios. É um crime que pode ser evitado se tivermos tornozeleira eletrônica, Patrulha Maria da Penha, se tivermos ações concretas para que as mulheres se sintam protegidas”.

Ligue 180

Em relação ao Ligue 180, a ministra disse que o serviço passará por reformulação, sendo uma das mudanças a retomada de um formulário exclusivo para atendimento à mulher vítima de violência. “Queremos reformular o 180. Hoje está apenas com a questão da denúncia. O papel do 180 é mais amplo, é dar informação, orientação. O seu papel é dar orientação e informação para que as mulheres tenham coragem para sair da situação de violência”, afirmou.

O Ligue 180 é um canal gratuito e confidencial, que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana em todo o país.

Para o Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 de março, Cida Gonçalves disse que serão anunciadas ações, conduzidas por diversos ministérios, focadas no respeito das mulheres e da diversidade.ncia Brasil

Vagas de emprego em Porto Alegre - 07.02.2023

 

Logo do Trabalha Brasil

Confira as vagas que temos para você:
Imagem do banner
Vendedor
Confidencial
Porto Alegre
R$1541
Vendedor
Confidencial
Porto Alegre
Confidencial
Vendedor
Confidencial
Porto Alegre
Confidencial
Vendedor
Divulga Vagas
Porto Alegre
R$1045
Vendedor
Divulga Vagas
Porto Alegre
R$5000

Brasil e Grécia firmam cooperação em defesa, serviços aéreos e turismo

 


Pauta inclui ainda acordo Mercosul-União Europeia e guerra na Ucrânia

O aprofundamento das relações entre Brasil e Grécia marcou a primeira visita oficial ao Brasil de um chanceler grego, em um século de relacionamento diplomático entre os dois países.

Em encontro de trabalho, no Palácio do Itamaraty, nesta segunda-feira (6), o ministro das Relações Exteriores, embaixador Mauro Vieira, e o ministro dos Negócios Estrangeiros da Grécia, Nikolaos Dendias, assinaram um memorando de entendimento sobre cooperação em turismo para facilitar a troca de informações nas áreas de ecoturismo, turismo cultural e gastronômico.

Os dois países firmaram acordo também no segmento de serviços aéreos, com o objetivo de dar impulso ao fluxo de negócios entre as duas nações.

Por fim, os representantes firmaram o Acordo-Quadro de Cooperação em Defesa. Sobre o tema, o ministro Mauro Vieira destacou que a iniciativa “alçará a troca de experiência e intercâmbio econômico-comercial a outro patamar.

Assinatura de Acordo de Cooperaçao entre o Brasil e Grécia,,Mauro Vieira.
Acordos levarão troca de experiências e intercâmbio a outro patamar, diz o ministro Mauro Vieira - Antonio Cruz/Agência Brasil

Segundo Vieira, o governo brasileiro tem interesse em continuar a desenvolver a cooperação no campo da defesa com a Grécia, favorecida por uma “visão do mundo compatível entre os dois países”. O ministro brasileiro mencionou ainda a parceria na compra das aeronaves C-390, que representou um marco no relacionamento bilateral.

Os dois países discutiram também perspectivas do acordo entre Mercosul e União Europeia. “O Brasil está interessado na conclusão do acordo, mas estamos, atualmente, avaliando os termos negociados entre ambos os blocos, para assegurar que o acordo seja equilibrado e com perspectiva de ganhos reais para ambas as partes”, afirmou Vieira.

No aspecto ambiental, os chanceleres trataram dos impactos da mudança do clima. Vieira marcou a posição do Brasil pelo fim do desmatamento ilegal e o cumprimento das metas voluntariamente assumidas pelo país no âmbito do Acordo de Paris, adotado em 2015. Mauro Vieira recordou a proposição de candidatura da cidade de Belém para sediar a 30ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP-30), em 2025.

No encontro desta manhã, Vieira revelou ao colega grego as prioridades do Brasil no biênio 2022/2023, quando o país voltou a participar pela 13ª vez, nas Nações Unidas, de debates e decisões sobre segurança e manutenção da paz.

Sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia, que neste mês completa um ano, houve reforço da posição brasileira sobre a Ucrânia. Segundo Vieira, deve ser observada “a importância de uma solução negociada em que as preocupações entre os atores envolvidos sejam levadas em consideração, bem como a necessidade de preservação da integridade territorial e independência da Ucrânia”, com o relevante papel das Nações Unidas, “como instrumento crítico para fomentar o diálogo e a resolução pacífica de disputas”.

O ministro destacou que é prioridade o estabelecimento de um cessar-fogo sem condições prévias para pôr fim à guerra”, visto que o Brasil tem grande preocupação com a perda de vidas humanas, danos materiais, sanções e consequências às regiões mais vulneráveis.

Os dois chanceleres ainda conversaram sobre apoio mútuo a candidaturas a organismos multilaterais, como o de assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), como faz agora o Brasil, em apoio à intenção da Grécia em integrar o grupo, no biênio 2025/2026.

O ministro Nikolaos Dendias revelou que o Brasil é a primeira parada em sua viagem à América Latina neste ano, e que, com a assinatura do memorando de entendimento, representa a inauguração de uma nova era nas relações bilaterais. Para Dendias, este foi o momento de discutir formas de aumentar a cooperação econômica e cultural e também em organizações internacionais.

“Concordamos que temos que retomar as nossas consultas bilaterais de forma mais ampla, mais costumeira, aumentando as nossas relações econômicas e diplomáticas com o Brasil, que é a maior economia desta região e é uma das prioridades econômicas do nosso governo”, finalizou o chanceler grego.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a corrente comercial Brasil-Grécia registrou aumento de 27,3% em 2022, alcançando o volume de US$ 406,1 milhões.

Agência Brasil

Governo brasileiro oferece ajuda à Turquia e à Síria, diz Itamaraty

 


Até o momento, não há registro de brasileiros mortos ou feridos

O Ministério das Relações Exteriores divulgou uma nota na qual manifesta solidariedade e condolências aos povos da Turquia e da Síria, e às vítimas dos abalos sísmicos que deixaram pelo menos 1,6 mil mortos, além de “milhares de pessoas feridas” e prejuízos materiais incalculáveis.

O Itamaraty informou que está acompanhando “com grande preocupação” as informações sobre o terremoto que afetou com maior intensidade os dois países na manhã de hoje (6). “O governo brasileiro está providenciando formas de oferecer ajuda humanitária às populações afetadas pelo terremoto”, diz a nota.

Segundo a pasta, não há, até o momento, notícia de brasileiros mortos ou feridos. “As embaixadas do Brasil em Ancara e Damasco, bem como o consulado-geral do Brasil em Istambul, estão acompanhando os desenvolvimentos na região, em regime de plantão”, acrescentou.

Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se solidarizou com as vítimas. “Olhamos com preocupação para as notícias vindas da Turquia e Síria, após terremoto de grande magnitude. O Brasil manifesta sua solidariedade com os povos dos dois países, com as famílias das vítimas e todos que perderam suas casas nessa tragédia”, disse Lula por meio de redes sociais.

O terremoto de magnitude 7.8, que ocorreu no início da manhã, foi o pior a atingir a Turquia neste século. Também foi sentido no Chipre e no Líbano. Equipes de resgate que operam em um inverno rigoroso retiravam vítimas dos escombros em toda a região.O presidente turco, Tayyip Erdogan, disse que 45 países se ofereceram para ajudar nos esforços de busca e resgate.

Na Síria, já devastada por mais de 11 anos de guerra civil, o Ministério da Saúde informou que pelo menos 326 pessoas morreram e 1.042 ficaram feridas. No noroeste controlado pelos rebeldes sírios, as equipes de resgate afirmaram que 147 pessoas morreram.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos informou que o terremoto ocorreu a uma profundidade de 17,9 quilômetros e relatou uma série de terremotos, um de magnitude 6.7. A região atravessa falhas sísmicas.

Agência Brasil

MPF pede informações ao governo sobre tráfego aéreo em áreas indígenas

 


Denúncias de comunidades apontam o aumento de pousos ilegais na região

O Ministério Público Federal (MPF) solicitou, nesta segunda-feira (6), ao governo federal informações sobre quais medidas estão sendo adotadas para o controle do tráfego aéreo nas áreas indígenas em Roraima.

O MPF fez a solicitação após denúncias de comunidades apontarem o aumento de pousos ilegais na região nos últimos dias. O aumento do fluxo ocorre depois de o governo federal anunciar medidas para a retirada de garimpeiros da Terra Indígena Yanomami. A suspeita, segundo o MPF, é que os pousos clandestinos sejam de aviões de garimpeiros sondando a região em busca de áreas para exploração de ouro e cassiterita. Outra possibilidade é que a região seja usada para abastecimento de aeronaves ilegais, movimento que se intensificou a partir de 2021.

As solicitações do MPF foram enviadas aos ministérios da Justiça e Segurança Pública e dos Povos Indígenas, ao Comando da Aeronáutica e à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O MPF, além do pedido de informações, sugere a adoção do controle do espaço aéreo nas áreas indígenas.

Retirada de garimpeiros

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse hoje (6) que o governo iniciará nesta semana a transição da fase de assistência humanitária e fechamento do espaço aéreo na Terra Indígena Yanomami em Roraima, para a fase policial, de caráter coercitivo contra garimpeiros e financiadores da atividade mineral. Segundo Dino, a expectativa é que, até o fim desta semana, 80% das 15 mil pessoas envolvidas com garimpo ilegal na região tenham deixado o local.

Pistas de pouso em terras indígenas

Um levantamento inédito do MapBiomas, divulgado nesta segunda-feira, identificou 2.869 pistas de pouso na Amazônia, segundo a entidade, mais do que o dobro das pistas contidas nos registros da Anac. Pelas coordenadas geográficas, 804 pistas de pouso, ou 28% do total, estão dentro de alguma área protegida: 320 (11%) ficam no interior de Terras Indígenas (TI) e 498 (17%) no interior de unidades de Conservação. 

Agência Brasil

Carnaval de ofertas de casa e construção

 

Parceiro MagaluYoutube Facebook Blog Telegram Instagram
SelosParceiro Magalu

Compre de quem você confia. Muito mais vantagens para você. O Parceiro Magalu é um canal de vendas do Magazine Luiza. O remetente deste email está autorizado a vender nossos produtos através do site www.parceiromagalu.com

Ofertas válidas até enquanto durarem nossos estoques (o que ocorrer primeiro). Preços anunciados não incluem frete. Este e-mail não deve ser respondido.

Para dúvidas referentes a: entregas, montagens, cancelamentos e/ou pagamentos, entrar em contato com a Central de Atendimento através do número 0800 310 0002.


Cerca de 28% das pistas de pouso na Amazônia está em área protegida

 


Levantamento do MapBiomas identificou 2.869 pistas de pouso no bioma

Um levantamento inédito do MapBiomas identificou 2.869 pistas de pouso na Amazônia, segundo a entidade, mais do que o dobro das pistas contidas nos registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Pelas coordenadas geográficas, 804 pistas de pouso, ou 28% do total, estão dentro de alguma área protegida: 320 (11%) ficam no interior de Terras Indígenas (TI) e 498 (17%) no interior de unidades de Conservação. Os dados podem ser acessados neste link: Projeto MapBiomas – Mapa de Pistas de Pouso da Amazônia 2021 (v1).

O projeto MapBiomas é uma iniciativa do Observatório do Clima, co-criada e desenvolvida por uma rede multi-institucional de universidades, organizações não governamentais e empresas de tecnologia com o propósito de mapear anualmente a cobertura e uso da terra do Brasil e monitorar as mudanças do território.

Segundo os dados levantados, essas pistas ficam até 5 km ou menos de distância de um garimpo, 456 dessas pistas, ou 15,8% do total contabilizado. No interior de Terras Indígenas, esse percentual é maior: no caso da TI Yanomami, 33,7% das pistas estão a 5 km ou menos de algum garimpo; na TI Kayapó, esse percentual é de 34,6%; na TI Munduruku, 80%.

O ranking das pistas em Territórios Indígenas coloca as TIs Yanomami  com 75 pistas, Raposa Serra do Sol - 58, Kayapó - 26, Munduruku e Parque do Xingu  com 21 pistas cada.

Três das cinco terras indígenas com maior quantidade de pistas de pouso são também as de maior área garimpada: a Kayapó, na qual 11.542 hectares foram tomados pelo garimpo até 2021, seguida pelo território Munduruku, com 4.743 hectares e a terra Yanomami, com 1.556 hectares. 

Os dados são do último levantamento do MapBiomas sobre garimpo e mineração no Brasil. As unidades de Conservação com maior número de pistas de pouso, por sua vez, são a Área de Proteção Ambiental (APA) do Tapajós (156 pistas), a Floresta Nacional (Flona) do Amaná (53), a APA Triunfo do Xingu (47) e a Floresta Estadual do Paru (30).

Os estados com maior quantidade de pistas de pouso na Amazônia são Mato Grosso (1.062 pistas), Pará (883), Roraima (218) e Tocantins (205). No Pará ficam os quatro municípios com mais pistas de pouso: Itaituba (de onde sai 81% do ouro ilegal do país, segundo estudo da Universidade Federal de Minas Gerais em cooperação com o Ministério Público Federal), São Félix do Xingu, Altamira e Jacareacanga com 255, 86, 83 e 53 pistas, respectivamente. 

Quando as pistas são classificadas por bacia hidrográfica, a lista é liderada pelas bacias do Rio Tapajós (onde o garimpo tingiu as águas de Alter do Chão e onde estudos já comprovaram a contaminação por mercúrio dos ribeirinhos rio acima), com 658 pistas; Rio Xingu, com 430 pistas; Rio Madeira, com 356 pistas; e Rio Negro, com 254 pistas.

Em 2021, o bioma amazônico concentrou mais de 91% do garimpo brasileiro. Nos últimos 10 anos, a expansão da área de garimpo em Terras Indígenas (TIs) foi de 625%, saltando de pouco mais de 3 mil hectares em 2011, para mais de 19 mil hectares em 2021. Nas unidades de Conservação (UCs) a expansão de área garimpada foi de 352% em 10 anos, saltando de 20 mil hectares em 2011 para pouco mais de 60 mil hectares em 2021, segundo informações do Mapbiomas.

O mapeamento das pistas de pouso foi realizado pela Solved, que atua na criação de software, hardware e rotinas computacionais voltadas ao campo do Sensoriamento Remoto e Análise Espacial e que também realiza o mapeamento de mineração, aquicultura e zona costeira no MapBiomas. Ele oferece uma base de dados pontual (feita por pares de coordenadas X-Y), que foi construída por interpretação visual de imagens alta resolução (4 metros de resolução - Planet), a partir de mosaicos mensais de 2021 e, em sua primeira versão, sem dissociação entre pistas autorizadas ou não-autorizadas.

Agência Brasil

FAB reabre espaço aéreo em RR para saída espontânea de garimpeiros

 


Objetivo é facilitar saída de invasores de Terra Indígena

A Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou a reabertura parcial do espaço aéreo sobre a Terra Indígena Yanomami, em Roraima, para permitir a saída coordenada e espontânea de garimpeiros que atuam ilegalmente na região. A medida começou a vigorar nesta segunda-feira (6) e vai durar uma semana, seguindo até a próxima segunda-feira (13). Segundo a FAB, foram criados três corredores aéreos. As aeronaves terão autorização de voo desde que se mantenham dentro dos limites laterais e verticais estabelecidos.

As novas regras foram normatizadas pela FAB por meio de Notam, sigla em inglês para Notice to Air Missions, que informa a comunidade aeronáutica sobre a operação.

"A alteração na Zona de Identificação de Defesa Aérea (ZIDA) acrescenta, ainda, que as aeronaves que decolarem de localidades distantes desses corredores devem voar perpendicularmente até ingresso em um deles, para após prosseguirem em seu voo. Os corredores são de seis milhas náuticas (NM) de largura, o que equivale a cerca de 11 quilômetros", informou a FAB.

Setores de inteligência do governo federal e o próprio movimento indígena identificaram a fuga de garimpeiros da terra indígena nos últimos dias por terra e por via fluvial. Como a principal forma de acesso ao território é por via aérea, a reabertura para os voos deve acelerar a saída dos invasores. 

As aeronaves que descumprirem as regras estabelecidas nas áreas determinadas pela Força Aérea estarão sujeitas às Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA), que vão desde a identificação da aeronave, pedidos de mudança de rota e pouso obrigatório até tiros de advertência e os chamados tiros de detenção, que são disparos com a finalidade de provocar danos e impedir o prosseguimento do voo da aeronave transgressora. 

bloqueio do espaço aéreo sobre a terra indígena começou a vigorar no início da semana passada, após a edição de um decreto presidencial. 

Garimpeiros

Representantes dos garimpeiros comemoraram a medida, que vai facilitar uma resolução da crise com menor possibilidade de conflitos. A reabertura do espaço aéreo na área Yanomami era uma demanda do segmento.

"Entendemos que o governo está sendo sensível à crise. É um momento de pânico para milhares de garimpeiros que pretendem, voluntariamente, deixar a área. Pedimos, fizemos a mobilização da forma que se poderia fazer para ajudar, para que não houvesse conflitos", afirmou o coordenador de articulação política do Movimento Garimpo é Legal, Jailson Mesquita. 

Segundo Mesquita, também é preciso manter as vias fluviais abertas para que os garimpeiros que estão de canoa e outras embarcações possam também deixar o território. "Quem ficou para trás foram os menos favorecidos, quem não tinha dinheiro, quem não tinha condição. Agora, vamos ver essa retirada aí, mas já é um passo, um importante passo", disse.

Agência Brasil

Número de mortos na Turquia e na Síria após terremoto chega a 3,7 mil

 


O frio na região complica a situação de feridos e desabrigados

O forte terremoto que atingiu parte do território da Turquia e o Noroeste da Síria matou mais de 3,7 mil pessoas, e o inverno gelado tornou ainda mais complicada a situação de milhares de feridos ou desabrigados, além de afetar os esforços para encontrar sobreviventes.

O tremor de magnitude 7,8 graus na escala Richter, que ocorreu antes do nascer do sol, foi o pior a atingir a Turquia neste século. O terremoto foi seguido, no início da tarde, por outro grande tremor de magnitude 7,7.

Os abalos derrubaram prédios residenciais inteiros em cidades turcas e causaram devastação também para milhões de sírios deslocados por 11 anos de guerra civil no país.

Em Diyarbakir, no Sudeste da Turquia, uma mulher falando ao lado dos destroços do prédio de sete andares onde ela morava disse: "Fomos balançados como um berço. Éramos nove em casa. Dois filhos meus ainda estão nos escombros, estou esperando por eles."

Ela estava come um braço quebrado e tinha ferimentos no rosto.

"Foi como o apocalipse", disse Abdul Salam al-Mahmoud, um sírio da cidade de Atareb, no Norte do país. "Está muito frio e chove forte, e as pessoas precisam ser salvas."

Equipes de resgate buscam por sobreviventes em escombros após terremoto na cidade de Jandaris, na Síria
Equipes de resgate buscam por sobreviventes em escombros após terremoto na cidade de Jandaris, na Síria - 06/02/2023 REUTERS Direitos reservados

O número de mortos é o maior para um terremoto na Turquia desde 1999, quando um tremor de magnitude semelhante devastou a densamente povoada região do Mar de Mármara, perto de Istambul, matando mais de 17 mil pessoas.

Na Turquia, o número de mortos era de 2.316, segundo a Autoridade de Gerenciamento de Emergências e Desastres da Turquia. Pelo menos 1.444 pessoas morreram na Síria, segundo dados do governo de Damasco e equipes de resgate na região noroeste controlada por insurgentes.

Mais de 13 mil pessoas ficaram feridas na Turquia e outras 3,5 mil na Síria devido ao tremor.

Conexões de internet precárias e estradas danificadas entre algumas das cidades mais atingidas no Sul da Turquia, onde vivem milhões de pessoas, dificultavam os esforços para avaliar e lidar com o impacto.

Espera-se que as temperaturas em algumas áreas caiam para quase zero durante a noite, piorando as condições para as pessoas presas sob os escombros ou desabrigadas. A segunda-feira (6) foi de chuva, depois que tempestades de neve atingiram o país no fim de semana.

O presidente turco, Tayyip Erdogan, classificou o terremoto de hoje como um desastre histórico e o pior terremoto a atingir o país desde 1939, mas disse que as autoridades estão fazendo tudo o que podem.

"Todos estão se esforçando de corpo e alma, embora o inverno, o clima frio e o terremoto que aconteceu durante a noite tornem as coisas mais difíceis", disse.

O segundo tremos foi forte o suficiente para derrubar mais prédios e, como o primeiro, foi sentido em toda a região, colocando em risco as equipes de resgate.

Em Diyarbakir, na Turquia, jornalistas da Reuters viram dezenas de trabalhadores vasculhando um monte de destroços, tudo o que restou de um grande edifício, retirando pedaços de destroços enquanto procuravam por sobreviventes. Ocasionalmente, eles levantavam as mãos e pediam silêncio, ouvindo sons de vida.

Equipes de resgate diante de escombros deixados por terremoto na cidade turca de Diyarbakir
Equipes de resgate diante de escombros deixados por terremoto na cidade turca de Diyarbakir - Reuters/Sertac Kayar/direitos reservados

Síria

Imagens divulgadas no Twitter mostraram dois prédios vizinhos desabando um após o outro em Aleppo, na Síria, enchendo a rua de poeira. Dois moradores da cidade, que foi fortemente danificada pela guerra, disseram que os prédios caíram horas após o terremoto, que também foi sentido no Chipre e no Líbano.

"Foi como o apocalipse", disse Abdul Salam al Mahmoud, um sírio contatado pela Reuters da cidade de Atareb.

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, realizou uma reunião de emergência para revisar os danos e discutir os próximos passos, informou seu gabinete.

Pessoas em Damasco e nas cidades libanesas de Beirute e Trípoli correram para a rua e pegaram seus carros para fugir de prédios com medo de desabamentos, disseram testemunhas.

Erdogan disse que 45 países se ofereceram para ajudar nos esforços de busca e resgate.

O Serviço Geológico dos EUA informou que o terremoto durante a noite ocorreu a uma profundidade de 17,9 quilômetros (km). Relatou uma série de terremotos, um deles de magnitude 6,7 graus.

A região atravessa falhas sísmicas.

"A combinação de grande magnitude e profundidade rasa tornou esse terremoto extremamente destrutivo", disse Mohammad Kashani, professor associado de engenharia estrutural e sísmica da Universidade de Southampton.

Agência Brasil