Casal uruguaio que realizava "viagem dos sonhos" após vencer loteria morre em deslizamento

 Gerardo Casella e Alba González haviam vencido o primeiro milionário em 2020 e aguardaram arrefecimento da pandemia para viajar até Bariloche


Um casal de uruguaios que venceu a loteria e fazia sua "viagem dos sonhos" está entre as vítimas fatais do desabamento de um hotel, no complexo Huinid, em Bariloche, no sul da Argentina, na última segunda-feira. De acordo com o jornal El País, Gerardo Casella e Alba González haviam conquistado o prêmio milionário no começo da pandemia em 2020, mas aguardavam o arrefecimento dos casos de Covid-19 para viajarem.

Quando as restrições de turismo argentinas reduziram, eles planejaram conhecer a região e estavam na primeira semana de sua aventura. Víctor González Giovanelli (irmão de Alba) e sua esposa, Ana María Marturet Garcés, acompanharam a dupla no itinerário. O grupo estava hospedado no hotel Bustillo e foi surpreendido por uma avalanche por volta das 19h. Somente Ana María sobreviveu.

Conforme o portal Rio Negro, da Argentina, quase cem toneladas de lama e pedras desceram uma ladeira íngreme e invadiram os quartos. Segundo o El País, o Casella fasella faturou cerca de US$ 4,5 milhões.

Sobre o incidente, a AFP apurou que um barranco cedeu devido às chuvas e causou um deslizamento de terra no complexo hoteleiro localizado em um barranco próximo ao lago Nahuel Huapí, informou a Promotoria da província de Río Negro, ao qual pertence a cidade turística.





Foto: Imprensa do exército argentino / AFP



Correio do Povo


Fiocruz produz insumos para diagnóstico da varíola dos macacos

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Veículos depenados e placas misteriosas: o clima hostil do Parque Chico Mendes

 Cenas poderiam ser usadas em um set de filme de terror, mas pertencem a uma conhecida área de lazer de Porto Alegre


O parque que faz parte da rotina de cerca de 200 mil pessoas, e deveria ser propício para a diversão de crianças e encontro de famílias, tem, na verdade, clima pesado e hostil. Fixada a uma das tantas árvores que compõem a paisagem, uma cruz formada por madeiras pregadas se destaca na visão de quem passa. Ao lado, uma placa promete ajudar “mães que não têm condições de criar seus filhos”, informando um número de telefone. “Assinado: um anjo que morreu aqui”, completa mensagem misteriosa. A cena macabra não termina por aí. Crânio de bichos, muito lixo e, no meio do mato, quase que invisível para quem passa, um verdadeiro cemitério de veículos com carros e motos abandonadas se revela. O cenário descrito poderia ser o de um set de filme de terror, mas é a realidade do Parque Chico Mendes, localizado entre os bairros Jardim Leopoldina e Mário Quintana, na zona Norte de Porto Alegre.

Na tarde de sexta-feira, o Correio do Povo esteve no parque e registrou a presença quatro carros abandonados – dois Volkswagen Gol, um Renault Clio e um Fiat Uno Mile – e o esqueleto de duas motos no local. Nesta segunda, a Brigada confirmou que encontrou três veículos e um chassi de motocicleta. O 20º Batalhão de Polícia Militar, que faz o policiamento da região, trabalha na remoção dos veículos. Três deles foram confirmados como roubados. “O gol vermelho e um fiat uno azul, foram roubados em maio. A moto encontrada foi roubada em janeiro de 2021”, confirmou o comandante do Batalhão, tenente-coronel Peiter. A polícia ainda não identificou os outros dois automóveis.

“Os vidros estão quebrados, os carros depenados, isso dificulta a identificação”, afirma Peiter. Segundo ele, a Brigada Militar realiza rondas constantes no parque, mas isso não impede a ação dos criminosos. “Eles têm olheiros para poderem realizar os crimes. Quando uma viatura entra no perímetro já estão sabendo”, explica. Diversos aspectos são empecilho para a elucidação do caso. “As pessoas têm medo e também é uma área muito grande, de muito mato”, ressalta Peiter. Nesta quarta-feira, o 20º BPM informou que estava retirando as carcaças de veículos do local. O caso agora vai para 18ª Delegacia de Polícia Civil.

Questionada sobre a situação, a Guarda Municipal informou que efetua rondas no local com o objetivo de proteger o patrimônio e equipamentos do Parque Chico Mendes, cuja gestão é do município. “Vamos aumentar esses patrulhamentos e consequentemente aumentar a presença, e também estender mais a vigilância na área interna do parque. Estes descartes devem ocorrer em horários onde não há movimentação de pessoas”, comentou o comandante da Guarda Municipal, Marcelo do Nascimento.


Nos fundos do parque, em meio ao mato fechado, uma mensagem intrigante. Foto: Matheus Piccini

Placa misteriosa

A cena descrita acima foi encontrada próximo à rua Alceri García Flôres, nos fundos do parque, na região menos frequentada do local e formada principalmente por mato fechado. Em uma árvore, uma placa traz a seguinte mensagem: “Se você não tem condições de criar m recém-nascido, ligue: doações”. Em seguida, informa um número de telefone. Numa tentativa de entender e solucionar o mistério, a reportagem descobriu que o contato é do setor de protocolo da Secretaria de Justiça e Sistema Penal e Socioeducativo, antiga pasta dos Direitos Humanos. Questionada, a assessoria de comunicação da Secretaria informou que desconhecia a placa e que não recebeu ligações referentes à mensagem anexada no Parque Chico Mendes.

Em frente ao parque, uma senhora varria o pátio de sua casa no final da semana passada. Sobre roubo de carros, assaltos ou qualquer outro percalço que possa ocorrer na região, ela diz desconhecer. “Fecho as portas e janelas, ligo a TV, não vejo nada e não ouço nada”, comenta ela sem se identificar. Com o vizinho ao lado as respostas são semelhantes. Quem frequenta o parque também não prefere falar sobre as cruzes ou sobre as placas.

Foto: Matheus Piccini


Correio do Povo

Juventude perde de virada para o Athletico-PR e segue na zona do rebaixamento

 Verdão da Serra foi derrotado por 3 a 1 no Jaconi



Em uma noite com muita confusão entre torcedores antes de a bola rolar, o Juventude até saiu na frente, mas levou a virada do Athletico-PR, nesta quarta-feira, e perdeu por 3 a 1, no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul. Torcedores dos dois times brigaram nas imediações do estádio com pedaços de madeira, rojões e outras armas brancas antes da partida começar. Segundo informações da Polícia Militar, quatro foram presos e dois feridos foram encaminhados para Unidades de Saúde da cidade. A torcida visitante foi proibida de assistir o jogo.

Com a vitória, o Athletico-PR chegou a quatro jogos de invencibilidade - três triunfos e um empate - e assumiu provisoriamente a vice-liderança, com 16 pontos. Enquanto o Juventude não conseguiu escapar da zona de rebaixamento e aparece em 18º, com dez.

Com bola rolando, o Juventude dominou o primeiro tempo e conseguiu transformar o desempenho em vitória parcial antes do intervalo. Numa das boas oportunidades criadas, aos 13 minutos, Yuri Lima finalizou de fora da área, o goleiro Bento desviou e a bola estourou no travessão.

Apesar da pressão, o Juventude só conseguiu abrir o placar aos 37, quando Moraes cobrou lateral na área, a defesa não afastou e o volante Jadson finalizou cruzado, rasteiro, sem chances de defesa. A vantagem não durou até o intervalo, contudo. O Athletico-PR melhorou e empatou aos 47, com Pablo finalizando na saída de César.

No segundo tempo, os times voltaram em um ritmo mais forte. Logo aos seis minutos, Vitor Gabriel ficou com sobra dentro da área e, sem goleiro, chutou em cima do zagueiro Nicolás Hernández. Já o Athletico-PR respondeu aos 17 com gol de Terans, mandando às redes após passe de Léo Cittadini.

Em desvantagem, o Juventude não teve alternativa, senão ir ao ataque em busca do empate. As chances apareceram, mas o Verdão da Serra seguiu não concluindo com eficiência. Aos 36 minutos, Rômulo cruzou na área e Moraes, nas costas da marcação, cabeceou pela linha de fundo, perdendo ótima chance.

Antes do apito final, contudo, foi o Athletico-PR que voltou a marcar. Aos 50, em contra-ataque, Marcelo Cirino tocou para Pablo e o atacante deixou Vitor Bueno na boa para apenas empurrar para as redes, dando números finais ao confronto.

O Juventude volta a campo no sábado para enfrentar o Corinthians, às 16h30, na Neo Química Arena, em São Paulo. Já o Athletico-PR jogará no domingo, quando visitará o Fortaleza, às 19 horas, na Arena Castelão, em Fortaleza.

Agência Estado e Correio do Povo

Polícia prende homem que ameaçava indígenas durante busca por ativista e jornalista

 Corporação ainda não tem pistas do paradeiro ou do que pode ter ocorrido com os desaparecidos no Amazonas



A Polícia Civil do Amazonas prendeu em flagrante um homem por ameaçar indígenas que participam das buscas pelo jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista brasileiro Bruno Araújo, desaparecidos desde domingo no Vale do Javari, no Amazonas. De acordo com o secretário de Segurança Pública do Estado, Carlos Mansur, o suspeito estava com munição de uso restrito, específica para fuzis.

A princípio, as forças de segurança não suspeitam de ligação do homem com os desaparecimentos. "Ele foi achado com munição 762 suspeita de uso restrito e reagiu com agressividade com indígenas que participam das buscas. Por isso, ele está detido", declarou Mansur. 

O supreintendente da Polícia Federal (PF) no Amazonas, Eduardo Alexandre Fontes, afirmou que existe uma investigação em andamento contra o narcotráfico na região em que ambos os profissionais sumiram. Contudo, disse que ainda não existem pistas sobre eventuais motivações, e que nenhuma hipótese é descartada.

"Nós da PF temos um inquérito policial instaurado para apurar organizações criminosas que atuam nesta região. Paralelamente a isso, claro, vamos apurar eventual homicídio, caso tenha ocorrido. Existe uma investigação também da Polícia Civil em Atalaia do Norte. Isso é comum e podemos compartilhar provas", disse.

As declarações foram feitas em coletiva de imprensa nesta quarta-feira. Mansur afirmou que a força-tarefa criada para apurar o caso envolve 250 agentes, duas aeronaves, três drones e 20 viaturas. A partir de agora, as atualizações sobre o caso devem ocorrer diariamente. 

Phillips e Araújo, que também é servidor da Funai, estão desaparecidos desde o último domingo no Vale do Javari, no oeste do Amazonas. Como o R7 noticiou, a região, a segunda maior terra indígena do país, é pressionada por pesca ilegal, garimpo, tráfico e extração de madeira e é palco de conflitos constantes.

Araújo era alvo de ameaças por parte de garimpeiros e madeireiros na região. De acordo com a União das Organizações Indígenas do Vale do Javari (Univaja), o indigenista foi intimidado dias antes da viagem na companhia do jornalista freelancer do jornal britânico The Guardian.

O Vale do Javari fica próximo à fronteira com o Peru e abriga ao menos 14 grupos isolados — a maior população indígena não contatada do mundo. Nesta terça-feira (7), o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que o indigenista e o jornalista estavam em uma "aventura não recomendável". O chefe do Executivo também levantou a suspeita de que eles possam ter sido mortos.

"Realmente, duas pessoas apenas num barco, numa região daquela, completamente selvagem, é uma aventura que não é recomendável que se faça. Tudo pode acontecer. Pode ser um acidente, pode ser que tenham sido executados. A gente espera e pede a Deus que sejam encontrados brevemente", afirmou Bolsonaro.

Já nesta quarta-feira, a Justiça Federal do Amazonas determinou que o governo utilize helicópteros, embarcações e equipes para auxiliar nas buscas de ambos. De acordo com a decisão, o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) estão autorizados a requisitar diretamente das instituições (Polícia Federal, Comando Militar da Amazônia e Força Nacional de Segurança) as providências urgentes e necessárias ao cumprimento da ação.

Na decisão, a juíza afirma que, caso não houvesse omissão, seria provável que os cidadãos já tivessem sido localizados, ainda que mortos. "O cerne da questão é a omissão do dever de fiscalizar as terras indígenas e proteger os povos indígenas isolados e de recente contato", diz a magistrada Jaiza Maria Pinto Fraxe.

Desaparecidos na Amazônia

Bruno Araújo e Dom Phillips saíram de Atalaia do Norte para visitar a equipe de vigilância indígena do lago do Jaburu na última sexta-feira (3). Eles deveriam ter voltado para o município na manhã do domingo. Segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai), Araújo não estava em "missão institucional". Embora ainda integre o quadro da fundação, ele estava de "licença para tratar de interesses particulares", diz a entidade.

Os dois viajavam em uma embarcação nova, com 70 litros de gasolina — o suficiente para o percurso — e sete tambores vazios de combustível. Por volta das 6h do domingo, chegaram à comunidade São Rafael, onde encontrariam uma liderança local. Sem conseguirem falar com o morador, decidiram voltar para Atalaia do Norte, viagem com duração de cerca de duas horas. Eles, entretanto, não chegaram à cidade.

"Às 14h, saiu de Atalaia do Norte uma primeira equipe de busca da Univaja, formada por indígenas extremamente conhecedores da região. A equipe cobriu o mesmo trecho que Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips supostamente teriam percorrido, mas nenhum vestígio foi encontrado", informa o comunicado da Univaja.

Araújo é indigenista especializado em povos indígenas isolados e conhecedor da região, onde foi coordenador regional por cinco anos. Phillips mora em Salvador, na Bahia, e faz reportagens sobre o Brasil há 15 anos para o New York Times e o Washington Post, bem como para o The Guardian.

O jornal afirmou que a embaixada britânica no Brasil também acompanha o caso. "O Guardian está muito preocupado e busca urgentemente informações sobre o paradeiro e as condições de Phillips. Estamos em contato com a embaixada britânica no Brasil e autoridades locais e nacionais para tentar apurar os fatos o mais rápido possível", diz a nota.

R7 e Correio do Povo

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Decisão do STJ ameaça "socorro" judiciário em tratamentos negados por planos de saúde

 Especialistas entendem que rol da ANS interpretado de forma restrita pela Justiça pode dificultar vida dos beneficiários



A decisão tomada pela Segunda Seção do STJ (Superior Tribunal de Justiça) nesta quarta-feira (8) pode afetar todos os usuários de planos de saúde no Brasil. Os ministros entenderam que o rol de procedimentos de cobertura obrigatória definido pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) não abre margem para que as empresas custeiem nada que esteja fora dessa lista. 

A decisão, que pode ser revertida por meio de recurso, deu-se por seis votos a favor do chamado rol taxativo e outros três que defendiam o rol exemplificativo.

O que é o rol da ANS?

O chamado Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde é uma lista com mais de 3.000 itens, incluindo consultas, tratamentos, cirurgias e exames que, segundo a ANS, "não podem ser negados pelas operadoras, sob pena de terem a comercialização de planos suspensa ou serem multadas". A ANS atualiza periodicamente essa lista para a inclusão de novas coberturas.

Rol taxativo X exemplificativo

A agência que regula as operadoras sustenta que "o caráter taxativo do rol confere a prerrogativa da ANS de estabelecer as coberturas obrigatórias a serem ofertadas pelos planos de saúde, sem que os consumidores precisem arcar com custos de coberturas adicionais".

"Assumir que o rol seja meramente exemplificativo significa, no limite, atribuir a cada um dos juízes do Brasil a prerrogativa de determinar a inclusão de cobertura não prevista em contrato ou no rol de cobertura mínima, o que traria o aumento da judicialização no setor de saúde e enorme insegurança ao setor de saúde suplementar, na medida em que seria impossível mensurar adequadamente quais os riscos estariam efetivamente cobertos", complementa.

Todavia, a judicialização já existe. O que a decisão do STJ a favor da taxatividade do rol da ANS pode representar, segundo especialistas, é que consumidores terão cada vez menos chances de prosperar em ações contra planos de saúde que neguem procedimentos médicos.

"Hoje, o Judiciário analisa caso a caso, mesmo quando o tratamento ou medicamento não está no rol. Se não for experimental, se tiver justificativa médica, o Judiciário hoje entende que ele tem que ser coberto. Lógico, isso passa por uma análise. Com o rol taxativo, então todos os tratamentos que não estão no rol estariam fora da cobertura dos planos de saúde. Mesmo que o paciente busque a Justiça, o entendimento seria esse, e o beneficiário não poderia mais nem ser socorrido pelo Judiciário", esclarece o advogado especialista em direito à saúde Rafael Robba, do escritório Vilhena Silva Advogados.

O advogado José Luiz de Oliveira Jr., sócio do escritório O&S Advogados, afirma que o resultado do julgamento dos dois processos não se torna uma súmula, que tem obrigação de ser seguida, mas gera jurisprudência (embasamento para futuras decisões judiciais de outras instâncias).

"Será meramente uma decisão que pode ser base para o juiz utilizá-la no seu entendimento", observa, ao salientar que, ainda assim, o julgamento a favor do rol taxativo criaria "muito mais insegurança jurídica".

"Tem um efeito prático nas ações que estão em curso. Poderia, por exemplo, fazer com que os planos que concederam tratamentos [por determinação judicial] cessassem esses tratamentos sob esse argumento, gerando contrariedades em processos em curso. Pode-se gerar efeitos na sociedade extremamente prejudiciais." (José Luiz de Oliveira Jr., Advogado)

Os dois advogados destacam que os juízes continuam a ter liberdade para julgar caso a caso conforme suas próprias convicções.

No maior estado do país, por exemplo, uma súmula do TJSP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) – a de número 102 – vai justamente contra o entendimento defendido por parte do STJ ao dizer que:

"Havendo expressa indicação médica, é abusiva a negativa de cobertura de custeio de tratamento sob o argumento da sua natureza experimental ou por não estar previsto no rol de procedimentos da ANS".

"Os desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo estão vinculados à súmula do tribunal, que é abaixo do STJ", ressalta Oliveira Jr.

Sendo assim, quem entra na Justiça contra um plano de saúde em São Paulo tem chances de obter uma decisão favorável que permaneça, desde que não haja recurso ao STJ.

Em 2020, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que é a favor do rol taxativo, chegou a afastar a súmula 102 do TJSP, em uma decisão que favorecia um usuário de plano de saúde que buscava um tratamento fisioterápico experimental prescrito pelo médico.

Rafael Robba defende a não cobertura de tratamentos experimentais, como já está determinado na legislação em vigor.

"A própria Lei dos Planos de Saúde já traz as possibilidades de exclusão de cobertura dos planos de saúde. Então, são os tratamentos considerados experimentais, tratamentos que não tenham registro na Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], tratamentos com finalidade puramente estética... Quando o Judiciário analisa, ele vê se existe uma recomendação médica para que o usuário receba esse tratamento, desde que não esteja nessas exclusões da lei."

Última esperança

O Judiciário é visto por consumidores de planos de saúde como a última esperança após uma série de negativas das empresas em casos de coberturas que, muitas vezes, precisam ser decididas com urgência.

A validação do STJ de que o rol de procedimentos deve ser interpretado de forma estrita faz, na visão dos especialistas, com que inúmeros processos não tenham desfecho positivo para os pacientes, o que levaria à falta de assistência.

Mesmo do modo como essas ações tramitam hoje, já há prejuízos inestimáveis às pessoas, conta Oliveira Jr.

"Eu tive um caso em que o tempo de discussão de uma liminar gerou a morte da minha cliente. Eu ganhei a sentença e, quando saiu, a cliente morreu. Era um tratamento com um medicamento chamado palbociclibe, para câncer, e o hospital terminantemente se negou a prestar, o médico deixou claro que era urgente o tratamento dela e que seria irreversível se não fosse aplicado [com urgência]. Era um medicamento caro, na época custava R$ 18 mil a dose. Ela ficou por uns dois meses sem utilizar e faleceu."

Robba enfatiza que a ANS deveria ter meios de resolver problemas entre beneficiários e operadoras de planos de saúde que buscassem evitar a judicialização das queixas.

"Interpretar o rol taxativo é tirar do consumidor o único caminho que ele tem hoje para solucionar questões de negativa de tratamento. Se o STJ adotar esse posicionamento, vai ser um retrocesso muito grande para os consumidores." (Rafael Robba, Advogado)

O julgamento

A análise dos dois Embargos de Divergência em Recurso Especial na Quinta Seção do STJ começou no dia 16 de setembro de 2021, quando o relator dos casos, o ministro Luis Felipe Salomão, votou a favor da taxatividade do rol por entender que ela é fundamental para o funcionamento adequado do sistema de saúde suplementar.

Todavia, o magistrado destacou que é possível haver exceções à taxatividade do rol e que a autorização judicial deve seguir critérios técnicos, além da demonstração da necessidade e da pertinência do procedimento pleiteado.

As exceções citadas por Salomão são terapias recomendadas pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) com eficácia comprovada e medicamentos relacionados ao tratamento de câncer e de prescrição off-label (para uso diferente do estipulado em bula).

A sessão foi interrompida por um pedido de vista da ministra Nancy Andrighi, que votou no dia 23 de fevereiro, abrindo divergência. Ela é a favor do rol exemplificativo.

"O rol de procedimentos e eventos em saúde constitui relevante garantia do consumidor para assegurar direito à saúde, enquanto importante instrumento de orientação quanto ao que lhe deve ser oferecido pelas operadoras de plano de saúde, mas não pode representar a delimitação taxativa da cobertura assistencial, alijando previamente o consumidor do direito de se beneficiar de todos os possíveis procedimentos ou eventos em saúde que se façam necessários para o seu tratamento", disse em seu voto a magistrada.

Nancy chamou atenção para a vulnerabilidade dos clientes de planos de saúde diante dos entraves impostos no momento em que solicitam algum procedimento.

Um segundo pedido de vista, do ministro Villas Bôas Cueva, fez com que o julgamento fosse novamente suspenso, sendo retomado nesta quarta-feira.

O que dizem os planos de saúde

Em nota, a Abramge (Associação Brasileira dos Planos de Saúde) defende o reforço da taxatividade do rol da ANS pelo STJ. Leia um trecho do comunicado: 

A lista de coberturas obrigatórias definida e atualizada pela ANS é o próprio objeto dos planos de saúde, que precisam da delimitação dos tratamentos e procedimentos no rol para existir. Esse escopo é usado para calcular o preço do plano, o que acontece em todos os países do mundo em que há atuação de uma agência de saúde.

Formular o preço de um produto sem limite de cobertura, que compreenda todo e qualquer procedimento, medicamento e tratamento existente, pode tornar inviável o acesso a um plano de saúde e colocar a continuidade da saúde suplementar no Brasil em xeque.

O conceito de haver uma lista exemplificativa é absolutamente contraditório. O atual rol de procedimentos possui mais de 3 mil itens, que passaram pela Avaliação de Tecnologia em Saúde (ATS), amplamente recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e reconhecida pela comunidade internacional. Processo esse imprescindível nos sistemas de saúde.

Em nenhum país do mundo há cobertura ilimitada de todos os tratamentos ou procedimentos. Mesmo países que são referências relevantes em saúde, como Canadá e Reino Unido, desenvolvem e atualizam periodicamente suas listas de coberturas obrigatórias, assim como vem sendo feito mensalmente no Brasil por meio do Cosaúde/ANS, com ampla representação social incluindo entidades médicas, governamentais, órgãos de defesa do consumidor, operadoras de saúde, entre outras.

Apesar da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o caráter do rol não ser vinculante, será uma jurisprudência importante para esclarecer que há uma lista mínima obrigatória de cobertura dos planos, tendendo a diminuir os processos na Justiça.

R7 e Correio do Povo

Sol aparece entre nuvens no RS nesta quinta-feira

 Dia começa frio e com nevoeiro em vários pontos, enquanto a tarde será amena



O sol aparece com nuvens na maior parte do Rio Grande do Sul nesta quinta, mas em algumas áreas a nebulosidade deve predominar. No decorrer do dia, áreas de instabilidade vão deixar o céu nublado ou encoberto no Norte e no Nordeste gaúcho, o que inclui a Serra e a Grande Porto Alegre.

Pode chover em pontos do Médio e do Alto Uruguai. No Sul do Estado, sol e nuvens com chance de instabilidade isolada. O dia começa frio e com nevoeiro ou neblina em vários pontos. Já a tarde será amena. Em Porto Alegre, a temperatura varia entre 11ºC e 19ºC.

Uma massa de ar frio de origem polar ingressa no Rio Grande do Sul na sexta-feira e trará uma sequência de madrugadas gélidas e com geada no Estado até a metade da próxima semana. De acordo com a MetSul, o ar frio será impulsionado por um ciclone no Atlântico Sul, distante do continente.

O ar frio chegará com vento, moderado e por vezes com rajadas, sobretudo no Sul e no Leste gaúcho. É esperado frio muito mais intenso nas madrugadas de sábado, domingo e da segunda. São previstas mínimas de 4ºC a 5ºC em Porto Alegre, e de 1ºC a 3ºC na Área Metropolitana.

Mínimas e máximas no RS nesta quinta

Bagé 9°C / 19°C
Santa Cruz 10°C / 20°C
Vacaria 7°C / 17ºC
Torres 13°C / 19°C
Erechim 11°C / 19°C 

Correio do Povo


Bruno Méndez brinca com "gol de atacante" pelo Inter: "Normalmente, zagueiro não faz"

Mano Menezes vê "construção da campanha" do Inter após empate com Santos

Em alta, Dólar à vista fecha próximo a R$ 4,90

 A variação no fechamento foi moderada, mas antes houve oscilações mais amplas



O dólar se acomodou no fechamento das operações do mercado à vista nesta quarta-feira (8), depois da forte alta da véspera, mas ainda teve ganho moderado e suficiente para marcar uma nova máxima em quase três semanas, em dia de pouco apetite por risco nos mercados externos.

O dólar interbancário subiu 0,34%, a R$ 4,89 na venda. A variação no fechamento foi moderada, mas antes houve oscilações mais amplas. Na máxima, a cotação apreciou 0,72%, a R$ 4,90, e na mínima caiu 0,54%, a R$ 4,84.

Na terça, o dólar saltou 1,63%.

Lá fora, um índice da moeda dos EUA contra uma cesta de rivais de países desenvolvidos tinha alta de 0,14% no fim da tarde, deixando para trás quedas de mais cedo.

Ibovespa em queda

O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira (8), quase perdendo o patamar de 108 mil pontos no pior momento, pressionado pelo recuo das bolsas nos Estados Unidos na esteira do movimento dos Treasuries, além de preocupações com o cenário fiscal do Brasil.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,52%, a 108.401 pontos, de acordo com dados preliminares, em meio ao forte ajuste de baixa em ações de commodities, que vinham fornecendo suporte nos últimos pregões.

O volume financeiro somava R$ 20,35 bilhões, novamente abaixo da média do ano (R$ 30,2 bilhões).

R7 e Correio do Povo

Gabriela França, repórter da Record TV

 


 










Gabriela França
Nascimento 17 de agosto de 1990 (31 anos)
São Paulo, SP Brasil
Nacionalidade Brasileira
Ocupação Apresentadora
Atividade 2002-presente

 

 Gabriela França (São Paulo, 17 de agosto de 1990) é uma apresentadora brasileira

Biografia

Gabriela já foi apresentadora do Patrulha Nick (Nickelodeon Brasil), e dos programas Pé na Rua, Programa Novo, Login da TV Cultura. A partir de 2011, passou a apresentar os programas Vale 10 e Vale 20, e posteriormente Ponto Pop 10 e Timeline, na Play TV, onde teve uma rápida passagem pela emissora. Em 2013, começou a apresentar Quem Sabe, Sabe! e “Cartãozinho Verde”, ambos na TV Cultura. Em 2015, Gabriela França foi repórter do programa “Metrópolis”, também na Cultura. Em 2016, foi apresentadora e repórter do canal de internet "Talk TV". Em 2017, foi contratada pela Record TV para integrar a equipe de reportagem do “SP Record”. Em 2018 entrou para o time de repórteres do programa 'HORA DO FARO' também na Record TV. 

Televisão

Ano Programa Emissora
2002–2006 Patrulha Nick Nickelodeon Brasil
2007–2013 Pé na Rua TV Cultura
2009–2010 Programa Novo
2010 Login
2011 Vale 10 / Vale 20 Play TV
Ponto Pop 10
Timeline
2013 Quem Sabe, Sabe! TV Cultura
Cartãozinho Verde
2014 Mais Cultura
2015 Metrópolis TV Cultura
2016 Talk Tv Talk Tv
2017 Bom Dia Vanguarda Rede Vanguarda
Link Vanguarda
Jornal Vanguarda
Agenda Vanguarda
Vanguarda Serviço
2017 SP Record Record TV
2018 - presente Hora do Faro Record TV

Referências

 

 

EverybodyWiki