Petroleiros prometem “maior greve da história” se privatização da Petrobras avançar

 


O coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, afirmou que, caso o presidente Jair Bolsonaro (PL) “ouse pautar a privatização da Petrobras”, a categoria entrará imediatamente em greve. O petroleiro afirmou ainda que esta seria “a maior greve da história da categoria”.

“Em vez de buscar um bode expiatório para enganar a população, fingindo preocupação, Bolsonaro deveria assumir o papel de mandatário e acabar com essa política de preços covarde, que vem levando o povo cada vez mais à miséria. Bolsonaro: você vai ver a maior greve da história da categoria petroleira caso ouse pautar a privatização da Petrobras”, defendeu o representante da categoria.

A fala é uma dura reação do setor às recentes declarações do presidente e de sua equipe econômica, que sinalizaram, nos últimos dias, a intenção de desenvolver estudos sobre a desestatização da empresa. Interlocutores apontam que a ida de Adolfo Sachsida para o Ministério de Minas e Energia seria uma estratégia para dar celeridade aos levantamentos.

O economista é um dos braços direitos do ministro da Economia, Paulo Guedes, e assume o comando da pasta após a exoneração de Bento Costa Lima Leite de Albuquerque, que foi retirado da chefia do ministério frente à insatisfação de Bolsonaro com as medidas para frear as altas recorrentes nos preços dos combustíveis.

Em sua primeira fala como ministro, Sachsida defendeu que pautará sua gestão na prioridade de ações para privatização da estatal. “Meu primeiro ato como ministro será solicitar ao ministro Paulo Guedes, presidente do Conselho do PPI , que leve ao conselho a inclusão da Petrobras no PND [Programa Nacional de Desestatização] para avaliar as alternativas para sua desestatização”, declarou.

O chefe do Executivo afirma que “a culpa da alta do preço da gasolina” é da estatal.

Mesmo com as recentes sinalizações, a avaliação do Palácio do Planalto e do próprio setor é de que a privatização não será fácil. Além disso, há resistência do Congresso Nacional, em especial do Senado Federal, em deliberar sobre o tema neste momento.

Na última quinta-feira (12), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) afirmou que a desestatização “não está no radar”. O senador ainda reconheceu a importância da Petrobras como ativo nacional. “Temos que reconhecer que estatal é ativo nacional, é uma empresa bem-sucedida que precisa ser valorizada”, disse.

O Sul

Com taxa de 7,5%, desemprego fica estável no primeiro trimestre no Rio Grande do Sul

 


A taxa de desocupação no Rio Grande do Sul foi estimada em 7,5% para o primeiro trimestre de 2022, revelou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (13). Na comparação com o quarto trimestre de 2021, se manteve estatisticamente estável (8,1%), enquanto em relação ao primeiro trimestre do ano passado (9,5%) recuou 2,1 pontos percentuais (p.p.).

A população desocupada (463 mil pessoas) ficou estável frente ao trimestre imediatamente anterior (500 mil pessoas) e caiu 18,1% (menos 102 mil pessoas) ante o primeiro trimestre de 2021 (566 mil pessoas desocupadas).

A população ocupada (5,7 milhões de pessoas) se manteve estável em relação ao trimestre anterior e subiu 7,1% (mais 381 mil pessoas) na comparação com igual período de 2021 (5,4 milhões de pessoas).

O nível da ocupação (percentual de ocupados na população em idade de trabalhar) foi a 60,2%, sem alteração significativa frente ao trimestre anterior (59,5%) e com alta de 3,8 p.p. comparado ao mesmo período de 2021 (56,4%).

O rendimento real habitual (R$ 2.860) se manteve estável em relação ao trimestre anterior (R$ 2.815) e recuou 8,6% em relação a igual trimestre de 2021 (R$ 3.127). A massa de rendimento real habitual (R$ 15,9 bilhões) subiu 2,7% na comparação com o quarto trimestre de 2021 e ficou estável frente ao primeiro trimestre do ano passado.

A taxa composta de subutilização (16,0%) ficou estável ante o trimestre anterior (16,9%) e caiu 2,9 p.p. em relação a igual trimestre de 2021 (18,9%). A população subutilizada (1,0 milhão de pessoas) ficou estatisticamente estável em
relação ao trimestre anterior (1,1 milhão de pessoas) e teve queda de 12,6% (menos 149 mil pessoas) frente a igual trimestre de 2021 (1,2 milhão de pessoas).

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (excluindo trabalhadores domésticos) foi de 2,3 milhões de pessoas, alta de 4,8% m(mais 107 mil pessoas) ante o trimestre anterior e de 7,4% na comparação anual (mais 161 mil pessoas).

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (541 mil) ficou estável ante o trimestre anterior e subiu 39,3% (153 mil pessoas) frente a igual período de 2021. O número de trabalhadores por conta própria (1,5 milhão de pessoas) ficou estável na comparação com o trimestre anterior e aumentou 7,4% (mais 102 mil pessoas)
frente ao mesmo período do ano anterior.

O número de trabalhadores domésticos (287 mil pessoas) ficou estável no trimestre e no ano. A taxa de informalidade foi de 32,8% da população ocupada, ou 1,9 milhão de trabalhadores informais. No quarto trimestre de 2021, a taxa havia sido de 33,0% e, no primeiro trimestre, de 30,1%.

A população desalentada (102 mil pessoas) ficou estável frente ao ao trimestre anterior (79 mil) e ante igual trimestre de 2021 (115 mil). O percentual de desalentados na força de trabalho (1,6%) ficou estável em relação
ao trimestre anterior (1,3%) e frente ao mesmo trimestre de 2021 (1,9%).

A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas (309 mil) ficou estável tanto ante o trimestre anterior (351 mil pessoas) quanto ante o mesmo trimestre de 2021 (288 mil).

No primeiro trimestre de 2022, a força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) foi de 6,2 milhões, sem alteração frente ao trimestre anterior e com alta de 4,7% (mais 279 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2021.

A população fora da força de trabalho (3,3 milhões de pessoas) ficou estável ante o trimestre anterior e caiu 6,8% (menos 242 mil pessoas) no ano. Frente ao quarto trimestre de 2021, a análise do contingente de ocupados mostrou que houve crescimento em dois grupamentos de atividade: Alojamento e alimentação (19,7% ou mais 45 mil pessoas) e Transporte, armazenagem e correio (13,8% ou mais 35 mil pessoas). Os demais oito grupamentos ficaram estatisticamente estáveis.

Ante o primeiro trimestre do ano passado, o aumento da ocupação no setor de Alojamento e alimentação foi de 55,6% (mais 98 mil pessoas), enquanto na Construção foi de 16,7% (mais 54 mil pessoas) e na Indústria ficou em 13,4% (mais 104 mil pessoas). Não houve variação significativa nos demais sete grupamentos: Agricultura, pecuária,
produção florestal, pesca e aquicultura; Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas; Transporte, armazenagem e correio; Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas; Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais;
Serviços domésticos e Outros serviços.

O Sul

Smart TV 75” 4K UHD LED TCL 75P725 VA Wi-Fi - Bluetooth Google Assistente Alexa 3 HDMI 2 USB

 


O requintado design minimalista da Smart TV TCL LED P725 75" apresenta um acabamento metálico e bordas extremamente finas para garantir que o espaço máximo da tela esteja disponível para conteúdo de entretenimento. Com a tela de LED e painel VA, possui uma resolução 4K UHD (3840x2160), com conectividade Wifi e Bluetooth, além de 3 entradas HDMI, 1 LAN, 2 USB, entrada AV e RF. Possui um processador AIPQ Gen2, com assistente virtual Google e Alexa. Também conta com recurso de controle de voz e Hands Free, para você acessar seus conteúdos sem o uso do controle remoto. Garanta já a sua!

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Volume de serviços cresce 2,6% em março no Estado e alcança maior nível desde 2016

 


Em março de 2022, o volume de serviços no Rio Grande do Sul cresceu 2,6% frente a fevereiro, na série com ajuste sazonal, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (13). Dessa forma, o setor de serviços gaúcho alcança o maior nível desde abril de 2016 e fica 7,4% acima do patamar de fevereiro de 2020 (pré-pandemia), embora ainda 11,3% abaixo de abril de 2014 (ponto mais alto da série histórica).

A variação no mês ficou acima da média nacional (1,7%) e acompanha o movimento ascendente observado em outras 23 unidades da federação. A média móvel trimestral variou 1,2% frente ao mês anterior, mantendo comportamento predominantemente positivo desde julho de 2020.

Na série sem ajuste sazonal, frente a março de 2021, o volume de serviços cresceu 22,4% e assinalou a décima terceira taxa positiva consecutiva. No acumulado do ano, o volume de serviços subiu 16,1% frente a igual período de 2021. O acumulado nos últimos 12 meses passou de 15,9% em fevereiro para 17,7% em março de 2022, mantendo trajetória ascendente desde fevereiro de 2021 (-13,4%).

Em relação a março de 2021, o volume de serviços avançou 22,4% no Rio Grande do Sul, atingindo todas as cinco atividades pesquisadas. O principal impacto veio dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (25,5%), que contribuiu com 8,6 pontos percentuais (p.p.) para o índice interanual de março. Já a maior variação (82,3%) foi a dos serviços prestados às famílias. Os demais avanços vieram dos outros serviços (45,3%), dos serviços profissionais, administrativos e complementares (17,4%) e dos serviços de informação e comunicação (9,3%).

Atividades turísticas 

Em março de 2022, o índice de atividades turísticas no Rio Grande do Sul apontou expansão de 7,4% frente ao mês imediatamente anterior, após ter recuado 1,9% em fevereiro. Com esse resultado, o segmento de turismo gaúcho se encontra 2,8% acima do patamar de fevereiro de 2020. O crescimento observado no estado ficou acima da média nacional (4,5%) e foi acompanhado pelos demais 11 locais pesquisados.

Na comparação com março de 2021, o índice de volume de atividades turísticas cresceu 131,3%, décima segunda taxa positiva seguida. Já no acumulado do primeiro trimestre de 2022, o agregado especial de atividades turísticas mostrou expansão de 61,0% frente a igual período do ano passado.

O Sul

Governo gaúcho confirma mais uma morte por dengue no Estado; total chega a 27

 


A SES (Secretaria da Saúde) confirmou nesta sexta-feira (13) a ocorrência de mais 11 óbitos por dengue no Estado neste ano. O total, com esses, chega a 27 mortes pela doença. Mais de 21 mil casos ocorridos dentro do RS (chamados de autóctones) já foram confirmados. Esses são os maiores números de casos e óbitos já registrados no Rio Grande do Sul em um ano.

Entre as cidades onde aconteceram esses últimos 11 óbitos, cinco delas tiveram a primeira morte pela dengue no ano: Erechim, Estância Velha, Nova Hartz, Novo Machado e Porto Alegre. Os demais foram em municípios que já haviam tido alguma ocorrência em 2022: Cachoeira do Sul, Horizontina, Igrejinha (três novos óbitos) e Novo Hamburgo.

A última morte foi registrada em um residente de Nova Candelária, cidade da região Noroeste.

 Cidades e número de óbitos por dengue no RS em 2022

Boa Vista do Buricá: 1
Cachoeira do Sul: 2
Chapada: 1
Cristal do Sul: 1
Dois Irmãos: 1
Erechim: 1
Estância Velha: 1
Horizontina: 3
Igrejinha: 4
Jaboticaba: 2
Lajeado: 1
Nova Candelária: 1
Nova Hartz: 1
Novo Hamburgo: 3
Novo Machado: 1
Porto Alegre: 1
Rondinha: 1
Sapucaia do Sul: 1

Entre o perfil dos óbitos, a maioria foi em idosos. Das 26 mortes confirmadas, 19 foram em pessoas com 70 anos ou mais. As faixas dos 50 aos 59 anos, 40 aos 49 e 30 aos 39 anos tiveram dois óbitos cada, além de um registro na faixa dos 10 aos 14 anos.

A Secretaria da Saúde decretou no último mês alerta máximo contra a doença no Rio Grande do Sul. A prevenção deve ser feita eliminando locais com água parada, onde o mosquito transmissor, o Aedes aegypti, se reproduz.

Sobre a dengue

Doença febril aguda, que pode apresentar um amplo espectro clínico: enquanto a maioria dos pacientes se recupera após evolução clínica leve e autolimitada, uma pequena parte progride para doença grave.

Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém as pessoas mais velhas e aquelas que possuem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte.

Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (maior que 38°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, e manchas vermelhas na pele. Também podem acontecer erupções e coceira na pele.

Os sinais de alarme são assim chamados por sinalizarem o extravasamento de plasma e/ou hemorragias que podem levar o paciente a choque grave e óbito. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes e sangramento de mucosas.

O Sul

Na Serra Gaúcha, ciclista cubano abandona a Surdolimpíada e busca refúgio em outra cidade

 


Com encerramento previsto para este domingo (15) em Caxias do Sul (Serra Gaúcha), a 24ª Surdolimpíada sofreu uma baixa nesta semana: a “fuga” de um dos 18 integrantes da delegação de Cuba no evento esportivo, que reúne atletas surdos de diversos países. Trata-se do ciclista Yunior Enrique Días Vazquez.

Ele participava de uma prova na cidade de Farroupilha quando abordou um cidadão local para obter carona até a estação rodoviária mais próxima. Objetivo: deixar a região, sem aviso prévio aos organizadores da competição, intenção que ele concretizou com o auxilio dessa pessoa também na compra da passagem.

Para se comunicar com essa pessoa (um homem de 44 anos), o estrangeiro utilizou um aplicativo de mensagens por celular, pois é surdo – condição que afeta também a comunicação verbal.

De acordo com informações da Polícia Federal (PF), a situação do visitante oriundo da ilha caribenha está aparentemente regular e não há quaisquer fatos ilícitos que pudessem motivar algum plano de deixar Caxias do Sul às pressas.

Ao menos uma testemunha do incidente já prestou depoimento. Pelo que essa pessoa detalhou, Vazquez teria alegado que pretendia deixar o seu país de origem devido a problemas como escassez de emprego, alimento e vestuário. Ela também disse acreditar que não tenha sido um ato de impulso por parte do ciclista, e sim algo pensado há mais tempo.

O site da Confederação Brasileira de Desportistas Surdos (CBDS), responsável pela organização do evento, não menciona o episódio (cbds.org.br). Também não há informações oficiais sobre o local onde Vazquez está no momento – supostamente, ele desembarcou do ônibus em outra cidade da Região Sul do País.

Em seu perfil na rede social Facebook, o competidor menciona vínculo anterior com uma escola de artes na cidade cubana de Jobabo (Las Tunas) e ter como profissão professor de pintura. Não há citação da idade ou detalhes sobre o seu envolvimento com o esporte.

Sua última postagem foi feita no dia 1º de maio (data de início do evento na Serra Gaúcha): uma foto de Vazquez em um aeroporto, vestindo agasalho esportivo de seu país.

Afeganistão

Até agora, os fatos “fora da curva” na Surdolimpíada em Caxias do Sul se resumem, basicamente, a esse desligamento espontâneo do ciclista de Cuba e de um pedido que partiu de dois competidores do Afeganistão.

Eles procuraram o comitê organizador do evento para manifestar o desejo de permanecer no Brasil, mediante asilo político. O seu país de origem voltou a viver dias de obscurantismo desde dezembro do ano passado, quando o grupo taleban – uma milícia fundamentalista islâmica – retomou o poder, após duas décadas de afastamento por forças militares internacionais.

De um modo geral, os estrangeiros que participam da Surdolimpíada em Caxias do Sul e cidades-vizinhas contam com visto temporário, que permite a permanência no Brasil durante o evento – que, de resto, tem transcorrido em clima de normalidade.

O Sul


No Beira-Rio, Inter encara neste sábado o Corinthians pelo Brasileirão

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Novo ministro de Minas e Energia avalia formas para tentar reduzir o preço dos combustíveis

 


Há poucos dias no cargo, o novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, avalia formas para tentar reduzir o preço dos combustíveis diante da pressão do presidente Jair Bolsonaro, que busca a reeleição.

Uma das mudanças deve ser feita nos contratos de venda de petróleo pela Petrobras para retirar os custos de frete e seguro. O valor não é pago quando a Petrobras vende óleo bruto para o exterior, por exemplo, com o preço chamado FOB. Nesse caso, quem paga o frete e o seguro é o cliente. A responsabilidade do embarcador termina no despacho das mercadorias.

Nas vendas para as refinarias no Brasil o preço é o CIF, que incorpora o custo do frete e do seguro. A responsabilidade do embarcador vai até a entrega das mercadorias.

Segundo fontes do governo ouvidas pelo Estadão, a diferença entre um e outro pode chegar a 15% – Bolsonaro obteve a informação que o preço do petróleo vendido para a China sai mais barato do que o comercializado para as refinarias.

Assim que Sachsida assumiu a cadeira de titular no Ministério de Minas e Energia, o governo traçou plano para atacar a alta dos combustíveis.

O primeiro passo foi ação da Advocacia-geral da União (AGU) pedindo ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a forma como os Estados aplicaram a alíquota única do ICMS que incide no óleo diesel. Apresentado na quinta-feira, o pedido foi aceito ontem pelo ministro André Mendonça (mais informações nesta página).

O governo também aposta em processo aberto no Cade que investiga abuso no mercado de câmbio pela Petrobras. A expectativa é de que a empresa mude sua política para atender uma eventual decisão do órgão – a análise final, porém, só deverá ocorrer no segundo semestre.

Em outra frente, o Planalto trabalha para trocar o atual regime de partilha nos leilões do pré-sal, que privilegia a Petrobras, pelo de concessões.

No modelo de partilha, a taxa paga aos cofres públicos pela exploração das áreas tem valor fixo, e vence a empresa que oferecer a maior participação para a União na exploração do petróleo a ser descoberto ao longo dos anos. A Petrobras tem direito de preferência em todas as áreas do pré-sal no limite de até 30% de participação e pode ampliar sua fatia nos consórcios.

Já no modelo de concessão, vence quem paga o maior valor de outorga ao governo, normalmente à vista. A exploração das áreas ocorre no ritmo que o vencedor do leilão desejar, e a Petrobras não tem nenhum privilégio assegurado na empreitada, tampouco a obrigação de ser sócia. Toda a produção fica com o dono da área. A expectativa é de que com essa mudança o governo consiga atrair mais empresas de petróleo para investir na exploração no Brasil, trazendo mais investimentos.

Além dessas três medidas, o novo ministro já anunciou estudos para privatização da Petrobras e do Pré-sal Petróleo (PPSA), responsável pelos contratos da União do pré-sal, mas a concretização da venda só deve ser feita em caso de reeleição. A venda das duas empresas, conforme estudos preliminares, geraria um caixa de R$ 500 bilhões ao governo.

O Sul

Estados vão recorrer da decisão do Supremo que suspendeu critério de cobrança do ICMS sobre o diesel

 


O Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários da Fazenda, Finanças, Receitas ou Tributação dos Estados e Distrito Federal), vai recorrer da decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça, sobre o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), informou o presidente do órgão, Décio Padilha, secretário da Fazenda de Pernambuco.

A decisão de recorrer, segundo Padilha, foi tomada em reunião extraordinária do comitê, realizada virtualmente neste sábado (14). Na véspera, o ministro André Mendonça atendeu a pedido da AGU (Advocacia-Geral da União) e suspendeu a forma como os Estados aplicaram a alíquota única do ICMS que incide sobre o óleo diesel. O presidente Jair Bolsonaro comemorou: “Papai do céu nos ajudou”.

“Fizemos uma avaliação técnico-jurídica. Nessa avaliação identificamos que o comitê nacional de secretários, apesar de respeitar toda a decisão judicial, cumprir decisões judiciais, a gente vai recorrer”, afirmou o presidente do Comsefaz.

Segundo Décio Padilha, o Comsefaz vai recorrer por meio das procuradorias estaduais. “Vamos recorrer por entender que todos os requisitos da lei complementar 192 foram cumpridos”, declarou o secretário, que não informou quando o recurso será apresentado ao Supremo.

Na decisão, o ministro Mendonça abriu prazo de cinco dias para que a Câmara, o Senado e o Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) se manifestem sobre o tema. Em seguida, a PGR (Procuradoria-Geral da República) e a AGU terão prazo semelhante.

Alíquota única

A criação de uma alíquota única em todos os estados para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços de combustíveis foi determinada por projeto de lei aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro. O governo queria que, com a mudança, houvesse uma redução no imposto estadual cobrado sobre os combustíveis.

Porém, os Estados estabeleceram uma alíquota teto de R$ 1,006 por litro de óleo diesel, mas permitiram a aplicação de descontos para que cada estado mantivesse a mesma alíquota que já era cobrada antes da aprovação da nova lei. O novo cálculo entraria em vigor em julho, mas foi suspenso pela decisão de André Mendonça.

O secretário Décio Padilha afirmou que a aplicação de desconto foi necessária para “equalizar” as cargas cobradas.

“Como os 27 estados tinham situações bem diferentes, se você permanecesse com R$ 1 para todo mundo, sem nenhum desconto, poderia e traria problemas a nível de aumento de carga [tributária]. A gente concedeu descontos, e esses descontos que nós concedemos no convênio 16/22, através de benefício fiscal, foi com zelo, com a preocupação, e produziu efeito muito positivo no país de manter uma carga tributária que estava congelada desde novembro de 2021”, explicou.

Segundo Padilha, a própria lei previa a possibilidade de “concessão de benefícios fiscais com a finalidade de equalizar cargas”.

O Sul

Agência de checagem Aos Fatos é condenada por publicar fake news

 Jornal Cidade On-line foi acusado de integrar suposta rede de desinformação em parceria com a viúva do coronel Ustra

Foto: Reprodução

A Aos Fatos foi condenada a pagar R$ 10 mil ao Jornal Cidade On-line por publicar notícias falsas contra o veículo de mídia. A agência de checagem acusou o site de integrar uma suposta “rede articulada de desinformação” em parceria com a viúva do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra.

Segundo a Aos Fatos, o site Verdade Sufocada (mantido pela esposa de Ustra) utilizaria um código do serviço Google Ad-Sense usado pelo Jornal Cidade On-line para monetização, o que comprovaria o vínculo com a “rede de fake news”.

O advogado do Jornal Cidade On-line, Emerson Grigollette, solicitou ao Google que a acusação fosse averiguada. A big tech informou em relatório: “Não encontramos nenhum registro de que a URL ‘http://averdadesufocada.com’ faça ou tenha feito parte do Programa do Google AdSense.”

Ao proferir a sentença, o juiz Diego Diel Barth, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, argumentou que o posicionamento do Google sobre o caso “fez cair por terra” a acusação da Aos Fatos. O magistrado decidiu ainda que a agência de checagem tem de tirar do ar as matérias acusando o jornal.

“Portanto, comprovada a conduta do agente, o dano e o nexo entre um e outro (publicação de notícia falsa), nos termos do artigo 186 do Código Civil, a consequência é a responsabilização civil, conforme o artigo 927 do mesmo diploma legal”, sustentou o magistrado, na decisão publicada na sexta-feira 13.

Agência de checagem Aos Fatos é condenada a indenizar Oeste

O juiz Marcelo Augusto Oliveira, da 41ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), condenou a agência de checagem Aos Fatos a pagar uma indenização no valor de R$ 50 mil à Revista Oeste por danos morais depois de ter classificado duas reportagens como fake news.

Uma das reportagens censuradas pela Aos Fatos tratava do desmatamento na Amazônia, em julho de 2020, e informava que o número de focos de incêndio na região era menor que na Argentina naquele momento. Oeste usou imagens da Nasa para fazer a comparação.

A outra matéria, de março de 2021, mostrou que a cidade mineira de São Lourenço não tinha nenhum paciente internado na UTI ou registro de morte por covid-19 naquele momento.

Leia também: “Checadores de ideias”, reportagem publicada na Edição 55 da Revista Oeste

Revista Oeste