Ministério da Saúde cria sala de situação para monitorar hepatite aguda em crianças

 Brasil tem 41 casos notificados da doença em nove estados



O Ministério da Saúde instalou uma sala de situação para monitorar casos de hepatite aguda infantil de origem desconhecida. Segundo a pasta, a proposta é apoiar a investigação de casos da doença notificados em todo Brasil, além de levantar evidências para identificar possíveis causas para a enfermidade.

Na última atualização realizada pela Secretaria de Vigilância em Saúde do ministério, 44 casos da doença haviam sido notificados no país. Desses, três foram descartados e os demais permanecem em monitoramento. Os casos foram reportados nos estados de São Paulo (14), Minas Gerais (7), Rio de Janeiro (6), Paraná (2), Pernambuco (3), Santa Catarina (3), Rio Grande do Sul (3), Mato Grosso do Sul (2) e Espírito Santo (1). 

A sala de situação foi aberta nesta sexta-feira (13), vai funcionar todos os dias da semana e conta com a participação de técnicos da pasta, da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e de especialistas convidados.

Além de monitoramento, a sala vai padronizar informações e orientar os fluxos de notificação e investigação dos casos para todas as secretarias estaduais e municipais de saúde, bem como para os laboratórios centrais e de referência de saúde pública. "O objetivo também é contribuir para o esforço internacional na busca de identificação do agente etiológico responsável pela ocorrência da hepatite aguda de causa ainda desconhecida", informou o ministério.

No último dia 10, a pasta participou de reunião com um grupo de especialista junto à Organização Mundial da Saúde (OMS) e representantes de oito países (Reino Unido, Espanha, Estados Unidos, Canadá, França, Portugal, Colômbia e Argentina) nas áreas técnicas de emergências em saúde pública, infectologia, pediatria e epidemiologia, para discutir evidências disponíveis até o momento.

Um dia antes, a pasta publicou uma nota técnica com orientação para secretarias estaduais e municipais de saúde sobre a notificação, a investigação e o fluxo laboratorial de casos prováveis de hepatite aguda de etiologia desconhecida em crianças e adolescentes. Como as evidências sobre a doença ainda são muito dinâmicas, a sala de situação deve atualizar periodicamente as orientações.

Ouça "Hepatite infantil: o que se sabe sobre a doença que já registra casos suspeitos no Brasil" no Spreaker.

Agência Brasil e Correio do Povo


Atlético-MG quebra jejum, derrota Atlético-GO e assume 2º lugar no Brasileirão

Moraes: "Quem ganhar vai ser diplomado no dia 19 de dezembro"

 Ministro do STF será o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições de 2022



O ministro do STF Alexandre de Moraes, que será o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições de 2022, reafirmou neste sábado, 14, que o Poder Judiciário "vai continuar fiscalizando e garantindo a democracia no Brasil". E lembrou, em evento de magistrados em Salvador (BA), que o candidato que vencer a disputa para presidente da República nas urnas eletrônicas será diplomado pela Justiça no dia 19 de dezembro.

"Nós vamos garantir a democracia no Brasil com eleições limpas, transparentes, por urnas eletrônicas e, em 19 de dezembro, quem ganhar vai ser diplomado nos termos constitucionais. O Poder Judiciário vai continuar fiscalizando e garantindo a democracia", disse Moraes, em palestra no último dia do 26º Congresso Brasileiro de Magistrados, organizado pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e registrado pela TV Bahia.

O ministro, que conduz o inquérito sobre as fake news no Supremo e já determinou a suspensão do aplicativo de mensagens Telegram, também citou o filósofo italiano Humberto Eco em crítica (de 2016) às publicações sem credibilidade espalhadas na internet.

"A internet deu voz aos imbecis. Hoje, todo mundo é especialista. A pessoa coloca terno, gravata, um painel falso de livros atrás e começa a falar… desde guerra na Ucrânia até (sobre) gasolina, passando pelo Judiciário, e acaba sempre atacando o Supremo. Coloca uma legenda de ‘professor’ e se vende como especialista", afirmou Moraes.

A ministra do STF Cármen Lúcia também participa do congresso neste sábado, além de representantes da AMB Mulheres, juízas afegãs e da palestrante global defensora dos Direitos Humanos Maha Mamo.

Agência Estado e Correio do Povo


Roger mantém dúvida sobre meio-campo do Grêmio contra o Ituano


Cadeirinha para Auto Reclinável Voyage Legacy - 0 a 36kg 3 Posições

 


Com a missão de acompanhar os bebês em seu crescimento, desde recém-nascidos até os 10 anos aproximadamente. Com inclinação ajustável, é confortável em todas as fases. A cadeirinha para auto Legacy Voyage, vai transportar seu filho em todas as fases do crescimento, com conforto e segurança. Tecido macio e muito acolchoada. Com 3 posições de inclinação sendo uma posição super inclinada para instalação de costas ao movimento o que torna qualquer passeio seguro e confortável. Para acompanhar o crescimento da criança, possui almofadas internas removíveis e ajuste de altura do apoio de cabeça junto com a altura dos cintos de 5 pontos, deixando muito mais fácil a regulagem correta. Instalação fácil e com guias sinalizadas para a passagem dos cintos de segurança do veículo. Para facilitar a limpeza a capa e as almofadas são removíveis e laváveis à máquina. Cadeirinha aprovada pelo INMETRO conforme norma ABNT NBR 14400 para crianças do nascimento até 36kg (grupos 0+,1,2 e 3). Este é um dispositivo de retenção para crianças "universal" ele é aprovado para uso geral em veículos e se adapta na maioria, mas não em todos os assentos de carro. A correta adaptação é apropriada se o fabricante do veículo declarar no manual que o veículo aceita um dispositivo de retenção para crianças "universal" para este grupo de massa.

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Forte ciclone pode atingir Rio Grande do Sul na próxima semana

 Fenômeno deve contar com rajadas de ventos intensas por longos períodos



Um ciclone com trajetória e característica atípicas, com alto risco meteorológico, pode atingir do Rio Grande do Sul entre terça e quarta-feira, alerta a Metsul Meteorologia. Existem muitas incertezas ainda quanto à evolução do fenômeno, mas o conjunto de dados já permite antecipar a possibilidade de vento forte a intenso no Sul e no Leste do RS. 

De acordo com a Metsul, o ciclone avança do mar em direção ao continente com ameaça de vento muito forte com rajadas por várias horas, oferecendo perigo de danos estruturais e transtornos em serviços públicos. Se as projeções menos agressivas dos modelos meteorológicos se confirmarem, é alta a probabilidade que venham a ocorrer alguns transtornos para a população. Nos piores cenários, o risco de impactos é grave.

O cenário meteorológico projetado por modelos gerados por supercomputadores é bastante incomum e foge ao que normalmente se observa na atuação de ciclones nas latitudes médias da América do Sul. O comportamento do ciclone indicado pelas simulações computadorizadas é significativamente anômalo

O ciclone também vai acompanhar uma massa de ar frio e impulsionará, pela sua formação e posicionamento mais ao Norte que o habitual, queda da temperatura em ao menos metade dos estados brasileiros, havendo a expectativa de mínimas muito baixas e formação de geada em muitos estados, notadamente do Sul, Centro-Oeste e do Sudeste do território brasileiro.

Segundo a Metsul, ciclones são comuns durante os meses de outono, inverno e primavera no Atlântico Sul pelo encontro de massas de ar quente e frio de diferentes pressões atmosféricos. "Normalmente, os sistemas se formam na altura do Rio da Prata ou mais ao Sul do Atlântico, como na costa de Buenos Aires ou junto à Patagônia. São estes ciclones que impulsionam massas de ar frio com o conhecido vento “Minuano” no Rio Grande do Sul e que ao interagirem com o ar polar acabam em algumas vezes provocando neve", diz a Metsul Meteorologia.


Ouça "Como as mudanças climáticas intensificam eventos extremos no Brasil" no Spreaker.

Correio do Povo

Atirador em massacre em Buffalo tem 18 anos e não é morador da cidade

 Criminoso abriu fogo contra 13 pessoas em um supermercado da cidade e deixou 10 mortos



homem suspeito de abrir fogo contra pessoas em um supermercado neste sábado (14), na cidade de Buffalo, no Estado de Nova York, nos Estados Unidos, tem 18 anos, é branco e não pertence à comunidade local, segundo Joseph Gramaglia, comissário de polícia.

Gramaglia destacou, durante coletiva de imprensa, que o suspeito estava fortemente armado, além de usar um câmera no capacete para transmitir ao vivo a ação que deixou 10 pessoas mortas e outras três feridas. 

“O suspeito entrou no supermercado, um indivíduo de 18 anos, do sexo masculino e branco, e começou a atirar nos clientes dentro da loja. Ele tinha um capacete técnico, tinha uma câmera para transmitir ao vivo o que ele estava fazendo [...] um segurança que trabalhava no local percebeu e disparou várias vezes contra o suspeito, mas ele estava com colete à prova de balas”, disse.

Após disparar contra pessoas no estacionamento e dentro da loja, o atirador se dirigiu para a frente do supermercado, onde colocou a arma contra o próprio pescoço. “Os policiais começaram a conversar com ele para largar a arma. Ele soltou a arma. Em seguida, ele foi levado para um carro da polícia e está preso”, afirmou o comissário de polícia.

Segundo Gramaglia, o crime ocorreu por volta das 14h30min (horário local). Quatro dos mortos eram funcionários do supermercado, um deles sendo o segurança, um policial recém-aposentado que enfrentou o suspeito, mas não conseguiu parar o atirador devido ao forte equipamento de proteção que ele usava. 

O prefeito de Buffalo, Byron W. Brown, afirmou, durante a coletiva de imprensa, que “esse é o pior pesadelo que qualquer comunidade pode enfrentar”, além de destacar que o atirador não pertence à cidade.

“Essa é uma comunidade em que as pessoas amam umas às outras. O atirador não pertence a essa comunidade. Ele viajou horas para chegar aqui para cometer esse crime [...] eram pessoas em um supermercado comprando. [...] esse é um dia de grande dor para nossa comunidade”, disse.

R7 e Correio do Povo


Motociclista morre em acidente de trânsito na ERS 155, em Ajuricaba


Sobe para 28 o número de mortes por dengue no RS

FBI investiga tiroteio em Buffalo como "crime de ódio"

 Jovem de 18 anos invadiu um supermercado hoje e abriu fogo no local



O FBI informou neste sábado (14) que está investigando o tiroteio que deixou 10 pessoas mortas em um mercado da cidade de Buffalo, Nova York, nos Estados Unidos, como um "crime de ódio". "Estamos investigando este incidente como um crime de ódio e um caso de extremismo violento com motivação racial", disse à imprensa Stephen Belongia, agente especial do escritório do FBI em Buffalo.

Um jovem de 18 anos invadiu um supermercado hoje e abriu fogo para matar dez pessoas e ferir outras três. Eles estava "armado com um rifle muito potente", informou o jornal The Buffalo News, com base em declarações de um oficial da polícia presente no local do crime e de outra fonte próxima às autoridades.

Ainda de acordo com o jornal, cinco corpos foram encontrados no estacionamento do supermercado. O suspeito foi preso.

AFP e Correio do Povo


Polícia Civil indicia filha e neto no caso do casal desaparecido em Cachoeirinha


Dez pessoas morrem em tiroteio em supermercado nos Estados Unidos

 Atirador abriu fogo na cidade de Buffalo, Nova York



Dez pessoas que estavam em um mercado na cidade de Buffalo, Nova York, foram mortas quando um atirador abriu fogo neste sábado. Segundo o jornal local The Buffalo News, o suspeito vestia uma colete à prova de balas e estava armado com um rifle de alta potência. Outras três pessoas ficaram feridas - duas delas gravemente. 

Pelo menos cinco corpos sem vida foram encontrados no estacionamento e outros dentro da loja. Uma fonte policial disse ao jornal que o atirador tinha uma câmera e um capacete militar.  O Departamento de Polícia de Buffalo tuitou às 15h26min (16h26min no horário de Brasília) que os policiais estavam "no local do tiroteio em massa em Tops", nome do mercado, e que o atirador estava sob custódia. "Várias pessoas foram atingidas pelos disparos", acrescentou o tweet. 

A polícia está investigando se o atirador estava transmitindo ao vivo o ataque, de acordo com o jornal, como foi afirmado nas redes sociais. 

"É como entrar em um filme de terror, mas tudo é real. É como o Armageddon", declarou uma fonte policial ao jornal.  "Estou monitorando ativamente a situação do tiroteio em massa no mercado. Estamos com o povo de Buffalo", escreveu o senador americano Chuck Schumer no Twitter.

AFP e Correio do Povo

Cadeirinha para Auto Go Safe Alessa Nero - 9 a 36kg

 


Pensando na segurança e conforto do seu bebê a Go Safe apresenta a cadeirinha para auto Alessa Nero para crianças de 9 a 36kg! Super moderna ela é fabricada na França pelo maior produtor Europeu de dispositivos de retenção infantil. Além disso, possui travesseiro, ombreiras, almofada redutora de costas e assento, protetor entre as pernas e capa protetora da fivela. O encosto de cabeça ajustável em várias posições de altura. Certificada para o Grupo 1/2/3, com 3 posições de ajuste de altura do cinto de segurança. Encosto de cabeça ajustável em várias posições de altura. Possui uma posição de frente para o movimento. No grupo 1 (de 9kg a 18kg) deve ser fixada ao veículo com o cinto de segurança do veículo e a criança deve utilizar o cinto de segurança da própria cadeirinha. No Grupo 2 e 3 (de 15 a 36kg) deve ser utilizada sem os seus cintos de segurança e o cinto de segurança do veículo deve prender a criança e a cadeirinha ao mesmo tempo. Tecido auto extinguível

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Ucrânia resiste a avanços russos e inteligência militar prevê vitória de Kiev

 Combates se intensificaram nas regiões de Luhansk e Donetsk



As autoridades ucranianas expressaram, neste sábado, sua confiança em derrotar ainda este ano as tropas russas, que enfrentam uma dura resistência no leste do país. Além disso, a Rússia se vê desafiada pela decisão de Finlândia e Suécia de abandonar sua política tradicional de neutralidade e aderir à Otan, ignorando suas advertências.

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que a adesão da Finlândia, em particular, "seria um erro, já que não existe nenhuma ameaça para a segurança" deste país, que compartilha com a Rússia uma fronteira de 1.300 km.

Nas últimas semanas, a Rússia concentrou sua ofensiva no leste da Ucrânia, depois de se ver forçada a retirar suas tropas da região de Kiev e do norte do país. Os combates se intensificaram nas regiões de Luhansk e Donetsk, na bacia de mineração do Donbass (leste), parcialmente controlada desde 2014 por separatistas pró-Rússia.

O Estado-Maior ucraniano afirmou que impediu dez ataques contra as duas regiões nas últimas 24 horas. Segundo um responsável do Departamento de Defesa americano, que pediu o anonimato, as tropas russas não estão obtendo "conquistas significativas". "A artilharia ucraniana contra-ataca os esforços russos para ganhar território", acrescentou.

O chefe da inteligência militar ucraniana, Kyrylo Budanov, prevê, inclusive, uma derrota das tropas russas. A vitória ucraniana "não será fácil", mas haverá "um ponto de inflexão em agosto" e estará "concluída antes do fim do ano", disse Budanov à emissora britânica Sky News.

Conversa 'sem rodeios' de Niinistö e Putin

Putin ordenou a invasão da Ucrânia para derrubar o governo de Kiev, que ele define como "neonazista", e impedir uma eventual ampliação da Otan para o leste. No entanto, a operação militar desencadeou temores em outros países e levou Finlândia e Suécia, duas nações historicamente neutras, a propor sua adesão à aliança militar transatlântica liderada pelos Estados Unidos.

Os ministros das Relações Exteriores dos países da Otan discutem neste sábado o tema em Berlim, um dia antes de a Finlândia oficializar a sua candidatura. O presidente finlandês, Sauli Niinistö, informou suas intenções por telefone a Putin. "A conversa foi direta e sem rodeios e ocorreu sem problemas. Evitar as tensões foi considerado algo importante", afirmou Ninistö.

Na quinta-feira, a Rússia ameaçou responder com medidas "técnico-militares", sem detalhar quais, contra os dois países nórdicos. Já na sexta, a Rússia anunciou a suspensão do fornecimento de eletricidade à Finlândia, que supõe cerca de 10% do consumo do país nórdico, alegando falta de pagamento.

Situação difícil no front oriental

O Ministério da Defesa ucraniano contabilizou 30 bombardeios em 24 horas na região de Luhansk e assinalou que a situação era difícil "ao longo de toda a linha de frente" em Donetsk. As tropas russas tentam há três semanas cruzar o rio Donets que corre ao norte da vila de Bilogorivka, perto de Severodonetsk.

No vilarejo, quase deserto, vários edifícios continuam queimando e nas estradas é possível ver uma grande quantidade de material militar abandonado. Segundo os correspondentes da AFP, é possível ouvir disparos de artilharia nas imediações.

Desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro, milhares de pessoas morreram e cerca de 14 milhões (em um país de 37 milhões de habitantes) tiveram que abandonar suas casas. Destes, pouco mais de 6 milhões fugiram para o exterior, principalmente pela fronteira com a Polônia, um país-membro da Otan e da União Europeia (UE).

Contraofensiva na região de Kharkiv

As vitórias russas desde o início da invasão se limitam à cidade de Kherson, no sul, e à conquista quase total de Mariupol (sudeste), às margens do Mar de Azov. No nordeste, as tropas ucranianas garantem que estão recuperando terreno em torno de Kharkiv, a segunda maior cidade do país.

"A libertação progressiva da região de Kharkiv demonstra que não deixaremos ninguém nas mãos do inimigo", disse na sexta-feira o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Kiev afirma ter lançado uma "contraofensiva" na região de Izyum (a sudeste de Kharkiv), uma localidade da qual "o inimigo está se retirando".

"As nossas forças armadas estão fazendo o inimigo retroceder e as pessoas estão começando a voltar para seus lares", disse o governador da província, Oleg Synegubov. A situação é mais complexa em Mariupol, onde cerca de mil combatentes resistem nos túneis da siderúrgica Azovstal.

Dependência energética

A União Europeia (UE) anunciou ontem um novo pacote de assistência militar de 500 milhões de euros para Kiev, o que eleva o total entregue para 2 bilhões de euros. Contudo, os 27 países-membros do bloco não conseguem chegar a um acordo para cortar a importação de petróleo russo. A Hungria, em particular, pede mais garantias por causa de sua alta dependência de hidrocarbonetos russos.

A questão energética foi discutida também durante uma reunião de três dias dos ministros das Relações Exteriores do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido).

Em um comunicado, o G7 manifestou sua vontade de "acelerar os esforços" para "pôr fim à dependência de energia da Rússia". O G7 também assegurou que "não reconhecerá nunca" as fronteiras que a Rússia quer impor na Ucrânia e instou Belarus, país aliado de Moscou, a "deixar de facilitar a intervenção da Rússia".

AFP e Correio do Povo

Estados decidem recorrer da decisão do STF sobre ICMS do diesel

 Ministro André Mendonça derrubou trechos de uma política tributária adotada pelas unidades da federação



Os estados vão recorrer da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça que derrubou trechos de uma política tributária adotada pelas unidades da federação sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do diesel. O entendimento foi firmado entre os secretários da Fazenda neste sábado (14), em reunião do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados (Comsefaz).

"Fizemos uma avaliação técnica e jurídica, e identificamos que o comitê, apesar de respeitar toda decisão judicial, vai recorrer através das procuradorias dos estados por entender que todos os requisitos da lei 162 foram cumpridos. Vamos recorrer e mostrar que cumprimos a lei e que o sacrifício que os estados estão fazendo é significativo", disse o presidente do comitê, o secretário da Fazenda de Pernambuco, Décio Padilha.

A decisão de Mendonça, segundo Padilha, poderia, na verdade, gerar aumento do preço do combustível. Isso não vai acontecer porque o ICMS segue congelado por decisão dos estados tomada em novembro e mantida em março. A medida que foi suspensa pelo ministro terá efeito prático apenas a partir de julho. O secretário alerta, então, que a questão precisa ser resolvida até lá, por risco de aumento da tributação. "Temos tempo suficiente para recorrer da decisão", disse o presidente do comitê.

Na próxima segunda-feira (16), segundo ele, os estados já terão uma nota técnica que irá embasar o recurso junto ao Supremo. Os secretários se reuniram em caráter de urgência neste sábado para discutir os efeitos da liminar do ministro em relação ao convênio fixado no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) no final de março deste ano.

A normativa foi feita para colocar em prática a lei 192, aprovada no Congresso em março que mudou a forma como o ICMS incide sobre o preço da gasolina, do óleo diesel e do etanol e passou a prever uma alíquota fixa por volume de produto e única em solo nacional. Os estados tiveram que definir uma alíquota única para o diesel, para cumprir a legislação.

A decisão foi fixar a alíquota em um valor mais alto cobrado no país, de R$ 1 por litro. Mas, para que houvesse redução, permitiram que cada estado desse descontos para manter o preço da tributação de novembro do ano passado, quando as unidades da federação congelaram o ICMS sobre combustíveis.

Este entendimento dos estados foi criticado inclusive pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que chegou a enviar um ofício ao Confaz pedindo que o órgão revisse a decisão sobre a alíquota. Para o senador, os estados não cumpriram a lei 192, aprovada no Congresso, porque estabeleceram uma alíquota única em valor superior ao equivalente do que era cobrado na maior parte das unidades da federação antes da lei.

Os secretários da Fazenda, por outro lado, alegam que a medida foi acertada, e ressaltam que o problema do preço dos combustíveis já não está mais nas mãos dos estados. Eles afirmam que já congelaram o ICMS sobre gasolina, gás de cozinha e etanol até o fim de junho e garantem que a alíquota definida sobre o diesel representa uma redução significativa na arrecadação.

Padilha defende ainda que a lei foi respeitada no convênio, acatando a monofasia e adotando uma alíquota única de ICMS.

"Utilizamos o que a própria lei previa, que é a concessão de benefícios fiscais com a finalidade de equalizar cargas. Como os 27 estados tinham situações bem diferentes, se você permanecesse com R$ 1 para todo mundo sem nenhum desconto poderia e traria problemas a nível de aumento de carga. A gente concedeu descontos através de benefício fiscal por zelo e preocupação, e produziu um efeito muito positivo no país de manter uma carga tributária que estava congelada desde novembro de 2021", ressaltou.

O presidente do comitê voltou a defender a aprovação do projeto de lei que cria uma conta de estabilização para conter a oscilação do preço do petróleo, usando os dividendos da Petrobras. O projeto já foi aprovado no Senado, mas está parado na Câmara dos Deputados.

"É a única medida que imediatamente vai atenuar o problema dos aumentos. Com essa conjuntura de um aumento de 38 vezes dos dividendos nesses três meses de 2022 quando se compara com o ano passado que a Petrobras pagou para a União, a União pode pegar parte disso e colocar numa conta de equalização", disse.

A decisão de Mendonça atende demanda da União. A ação foi assinada pelo presidente Bolsonaro e pelo advogado-geral da União, Bruno Bianco. O governo pediu ao STF a suspensão do convênio do Confaz que definiu as alíquotas até o julgamento final do processo.

R7 e Correio do Povo