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Segundo presidente da Rússia, segurança de Moscou está entre as principais condições para a solução do conflito
O presidente russo, Vladimir Putin, e o primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, conversaram nesta quarta-feira sobre a operação militar de Moscou na Ucrânia em um telefonema iniciado pelo lado israelense, disse o Kremlin em comunicado.
Putin disse a Bennett que levar em conta os interesses de segurança de Moscou estava entre as principais condições para a solução do conflito, disse o Kremlin, acrescentando que os dois líderes concordaram em continuar os contatos pessoais.
Na última terça-feira, Israel enviou três aviões transportando 100 toneladas de ajuda humanitária que devem chegar à fronteira da Polônia com a Ucrânia no final desta semana. A ajuda inclui 17 toneladas de equipamentos médicos e medicamentos, sistemas de purificação e abastecimento de água, milhares de barracas, cobertores, sacos de dormir e casacos.
Durante Assembleia Geral da ONU desta quarta-feira, o representante de Israel votou a favor da resolução da ONU contra a invasão russa da Ucrânia. A medida exige que a Rússia se retire "imediatamente" do território ucraniano, em uma forte repreensão às ações de Putin.
Autoridades da Ucrânia estimam que pelo menos 7.000 soldados russos morreram durantes os primeiros sete dias de invasão ao país. Contradizendo estes dados, o porta-voz do Exército da Rússia afirma que as forças armadas sofreram 498 baixas.
R7 e Correio do Povo
União Europeia anunciou a decisão nesta quarta-feira banindo os bancos russos do sistema de pagamentos global
A União Europeia concordou nesta quarta-feira (2) em excluir os sete principais bancos russos do do sistema mundial de comunicação interbancária, chamado Swift. A medida é mais uma sanção para pressionar a Rússia, após a invasão da Ucrânia. A medida entrará em vigor no dia 12.
Os bancos afetados são: Bank Otkritie, Novikombank, Promsvyazbank, Bank Rossiya, Sovcombank, Vnesheconombank (VEB) e VTB Bank
O Swift (Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais) é um sistema de comunicação que permite o pagamento e a transferência de recursos entre empresas de diferentes países, padronizando as informações financeiras.
Essa medida impedirá que esses bancos realizem suas transações financeiras em todo o mundo de forma rápida e eficiente. A decisão foi estreitamente coordenada com os parceiros internacionais da UE, como os Estados Unidos e o Reino Unido.
Os bancos atingidos pela medida foram escolhidos porque esses bancos já estão sujeitos a sanções pela UE e outros países do G7. Outros bancos russos também poderão ser excluídos a curto prazo.
Sediado e gerido na Bélgica, o Swift foi criado por americanos e europeus em 1973 e reúne hoje 11 mil instituições financeiras conectadas em mais de 200 países.
Na prática, ele funciona como um sistema de mensagens em tempo real que permite aos bancos e às empresas informarem uns aos outros os pagamentos que serão realizados e já foram recebidos. Só no ano passado, mais de 42 milhões de mensagens foram trocadas por dia.
O objetivo do consórcio é garantir que os usuários em todo o mundo se comuniquem de forma rápida e segura. Vale reforçar que o mecanismo não é um sistema de pagamentos, e sim um serviço de mensagens.
R7 e Correio do Povo
Zelenski elogiou resistência heroica nos últimos sete dias
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, comemorou na noite desta quarta-feira ter atrapalhado os "planos desleais" da invasão da Rússia em seu país e elogiou a resistência "heroica" de sua população. As nações inimigas vivem a expectativa de novas conversas por um cessar-fogo, nesta quinta-feira.
"Somos uma nação que quebrou os planos do inimigo em uma semana. Planos escritos há anos: pérfidos, cheios de ódio ao nosso país, nosso povo", afirmou Zelenski em um vídeo postado no Telegram.
O presidente ucraniano afirmou "admirar sinceramente os habitantes heroicos" das cidades que resistem ao avanço das forças russas há sete dias. Zelenski também disse que quase 9 mil soldados russos morreram em uma semana, um número impossível de ser verificado de imediato e que Moscou rejeita. O primeiro balanço do exército russo, divulgado nesta quarta-feira, cita 498 soldados mortos e 1.597 feridos.
No Twitter, o presidente da Ucrânia afirmou ter conversado por telefone com o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, para agradecer as sanções que o Canadá impôs contra Moscou.
Zelenski também declarou ter falado com o presidente do Cazaquistão, Masym Jomart Tokayev, uma aliado de Moscou, e terem concordado em "cooperar em questões humanitárias".
AFP e Correio do Povo
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La Niña enfraquece, mas estado seguirá com chuvas irregulares
O sol aparece em grande parte do Rio Grande do Sul nesta quinta-feira, com períodos de céu claro em algumas áreas. Deve ser acompanhado de nuvens esparsas na maioria dos municípios.
Uma maior cobertura de nebulosidade é esperada em parte do dia em cidades mais ao Norte do Estado, na divisa com Santa Catarina. Ali, ainda não se descarta instabilidade e pode chover de forma muito localizada. Com a presença do sol, a temperatura se eleva e a tarde terá marcas ao redor ou pouco acima de 30ºC na maior parte do RS, inclusive na Grande Porto Alegre.
As mínimas rondam os 15ºC em São José dos Ausentes e os 17ºC em Santa Rosa. As máximas, por sua vez, podem chegar a 33ºC em Uruguaiana e 36ºC em Santa Rosa. Em Porto Alegre, os termômetros variam entre 20ºC e 32ºC. No Litoral Norte, as marcas se alternam entre 21ºC e 28ºC.
Março começa com o fenômeno La Niña pouco oscilando em intensidade no Oceano Pacífico Equatorial e apresentando fraca intensidade. O pico do atual evento foi alcançado em dezembro e nos primeiros dias de janeiro, mas, desde então, o resfriamento das águas na faixa equatorial do oceano perdeu força.
A MetSul acautela que é um erro se fazer relação linear entre intensidade de La Niña e severidade de estiagem, logo o enfraquecimento do fenômeno não significa que a estiagem vai acabar. Ao contrário, a chuva deve seguir muito irregular. Precipitação até traz alívio em algumas áreas, como se viu em regiões no começo desta semana e se verá novamente no início da próxima semana, mas o quadro está longe de se normalizar pelo elevado déficit hídrico acumulados durante os últimos meses.
MetSul e Correio do Povo
Bolsa fecha em alta de 1,8%, impulsionada por mercado externo
Após duas altas seguidas por causa do estouro da guerra entre Rússia e Ucrânia, o dólar caiu no primeiro pregão após o carnaval, impulsionado pela valorização de minérios e de produtos agrícolas no mercado internacional. A bolsa de valores também foi beneficiada pela trégua nas bolsas norte-americanas e subiu pela segunda sessão seguida.
O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (2) vendido a R$ 5,107, com recuo de R$ 0,048 (-0,94%). Em um dia de poucos negócios após o feriado prolongado, a cotação abriu em R$ 5,21, mas caiu ao longo da sessão até encerrar próxima dos valores mínimos do dia.
O otimismo também se manifestou no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 115.174 pontos, com alta de 1,8%. Apesar da queda de ações de bancos, os papéis de mineradoras e de petroleiras tiveram forte alta, acompanhando as bolsas de Nova York e a alta das commodities (bens primários com cotação internacional).
Nesta quarta, o barril de petróleo do tipo Brent, o mais usado nas negociações internacionais, atingiu US$ 110,60, nível mais alto desde junho de 2014. O minério de ferro também se valorizou no mercado futuro, impulsionando as ações de empresas mineradoras em todo o planeta. As commodities têm subido por causa do impacto do conflito entre Rússia e Ucrânia sobre a oferta de vários produtos agrícolas, de minérios e de derivados de petróleo.
Os investidores também reagiram a fatores não ligados à guerra no Leste europeu. Nesta quarta, o presidente do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano), Jerome Powell, declarou que vai sugerir que o órgão aumente os juros básicos em 0,25 ponto percentual na reunião dos próximos dias. A elevação nesse ritmo beneficia países emergentes, como o Brasil, porque indica que o ciclo de alta nos Estados Unidos será gradual.
Agência Brasil e Correio do Povo
Representantes dos dois países se encontrarão nesta quinta para novas negociações
A Rússia afirmou nesta quarta-feira que as negociações de quinta-feira, com a Ucrânia incluirão discussões sobre um cessar-fogo, após bombardear várias cidades ucranianas e entrar com suas tropas na cidade portuária de Kherson. O governo ucraniano, por sua vez, indicou que enviou uma delegação para participar da segunda rodada de conversas em Belarus, perto da fronteira com a Polônia, e assinalou que não aceitará nenhum tipo de ultimato.
A primeira rodada, em 28 de fevereiro, terminou sem avanços reais. Os Estados Unidos, que aplicam duras sanções contra a Rússia e seu aliado Belarus, "apoiarão os esforços diplomáticos" de Kiev para alcançar uma trégua e a retirada das forças russas da Ucrânia, segundo o secretário de Estado, Antony Blinken.
Centenas de civis ucranianos morreram e centenas de milhares fugiram de seus lares desde a invasão do país em 24 de fevereiro, que gerou em resposta sanções ocidentais para tentar asfixiar a economia russa.
As tropas russas se deparam com uma dura resistência em seu avanço em território ucraniano. Muitas pessoas morreram nos bombardeios desta quarta, segundo relatos. O balanço oficial ucraniano indica 350 mortos, incluindo 14 crianças, desde o início da ofensiva russa.
O exército de Vladimir Putin, por sua vez, indicou em seu primeiro balanço oficial que perdeu 498 soldados e que outros 1.597 ficaram feridos. Além disso, as tropas russas reivindicaram a captura da cidade portuária de Kherson, no sul, e concentraram sua artilharia nos arredores de Kiev, trazendo o temor de um assalto iminente contra a capital.
Correspondentes da AFP reportaram danos provocados por supostos bombardeios russos contra edifícios dos serviços de segurança e uma universidade em Kharkiv, a segunda maior cidade do país, e em áreas residenciais de Zhytomyr, a cerca de 150 km de Kiev.
"Não há um lugar de Kharkiv onde não tenha caído bombas", disse Anton Garashchenko, assessor do Ministério do Interior ucraniano. "O inimigo está aproximando suas forças da capital", disse o prefeito Vitali Klitschko, mas "Kiev resiste e vai resistir. Nós vamos lutar", prometeu o carismático ex-boxeador.
Em uma mensagem televisionada, o presidente ucraniano Volodimir Zelensky denunciou a invasão como um atentado contra a identidade da Ucrânia. "Eles receberam a ordem de apagar nossa história, de apagar nosso país, de eliminar todos nós", afirmou.
Zelensky mencionou nesta quarta o bombardeio contra a torre de televisão de Kiev, que resultou em cinco mortes, próximo ao local onde 30.000 pessoas foram massacradas durante a Segunda Guerra Mundial, a maioria judeus, e instou a comunidade judaica a "não permanecer em silêncio".
"O nazismo nasce do silêncio. Então saiam para gritar sobre os assassinatos de civis. Gritem sobre os assassinatos de ucranianos", afirmou o presidente, um ex-comediante de 44 anos, que tem origem judaica.
Putin explicou que a invasão tem como objetivo a "desmilitarização" e "desnazificação" da Ucrânia, que busca uma aproximação com o Ocidente, a Otan e a União Europeia (UE). O presidente russo também exigiu garantias de que a Otan não continuará sua expansão para o leste e que impedirá a entrada da Ucrânia na aliança militar.
Rússia isolada
Os países ocidentais reforçaram as sanções, para isolar a Rússia diplomática, econômica, cultural e esportivamente. A Assembleia Geral das Nações Unidas adotou, por maioria arrasadora, uma resolução para exigir que a Rússia retire suas tropas da Ucrânia e "deplorar" a agressão infligida contra a ex-república soviética.
Com 141 votos a favor, cinco contra (Rússia, Belarus, Coreia do Norte, Eritreia e Síria) e 35 abstenções, a resolução, que não tem caráter vinculante, foi aprovada. Em seu primeiro discurso sobre o Estado da União, o presidente americano, Joe Biden, afirmou na terça-feira que Putin "está mais isolado do mundo do que nunca".
A UE proibiu a difusão em seu território dos meios de comunicação russos RT e Sputnik, e excluiu sete bancos russos do sistema de comunicação interbancário Swift. A lista, no entanto, não inclui os dois principais bancos do país, Sberbank e Gazprombank, cuja conexão com o Swift permite que os países europeus paguem pela importação de gás russo.
Preços de pretóleo disparam
A guerra também fez disparar os preços do petróleo, que superou os 110 dólares por barril nesta quarta-feira pela primeira vez desde 2011. UE e Otan enviaram armas e munições à Ucrânia, mas deixaram claro que não haverá intervenção direta no conflito.
"No futuro, a Rússia será um pária e é difícil ver como eles poderão restaurar algo parecido às interações normais no sistema internacional", disse Sarah Kreps, professora da Universidade Cornell, nos Estados Unidos.
Na medida em que o número de civis mortos aumenta pelo conflito, também cresce a oposição à guerra dentro da própria Rússia, onde milhares de pessoas foram detidas por participar de manifestações pacifistas. O opositor Alexei Navalny - que está preso e enfrenta um julgamento na Rússia - convocou seus compatriotas a "tomar as ruas e lutar pela paz".
AFP, R7 e Correio do Povo
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Os judeus persas, judeus iranianos ou parsim (em hebraico: פרסים) são judeus de língua persa descendentes dos judeus que migraram para regiões pertencentes ao atual Irão após a queda dos antigos reinos de Israel e Judá.
O judaísmo no Irã tem uma longa história, sendo a segunda religião mais antiga existente, depois do Zoroastrismo. Hoje cerca de 300 000 judeus persas vivem em Israel e 60 000 nos Estados Unidos. Calcula-se que ainda vivam no Irã cerca de 8 500 judeus, principalmente na região do Teerã, Ispaã e Hamadã.[1] Ainda existem algumas pequenas comunidades na Europa e na Austrália.
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