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As principais notícias do dia. Política, economia, notícias internacionais, agronegócio e empreendedorismo.
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La Niña enfraquece, mas estado seguirá com chuvas irregulares
O sol aparece em grande parte do Rio Grande do Sul nesta quinta-feira, com períodos de céu claro em algumas áreas. Deve ser acompanhado de nuvens esparsas na maioria dos municípios.
Uma maior cobertura de nebulosidade é esperada em parte do dia em cidades mais ao Norte do Estado, na divisa com Santa Catarina. Ali, ainda não se descarta instabilidade e pode chover de forma muito localizada. Com a presença do sol, a temperatura se eleva e a tarde terá marcas ao redor ou pouco acima de 30ºC na maior parte do RS, inclusive na Grande Porto Alegre.
As mínimas rondam os 15ºC em São José dos Ausentes e os 17ºC em Santa Rosa. As máximas, por sua vez, podem chegar a 33ºC em Uruguaiana e 36ºC em Santa Rosa. Em Porto Alegre, os termômetros variam entre 20ºC e 32ºC. No Litoral Norte, as marcas se alternam entre 21ºC e 28ºC.
Março começa com o fenômeno La Niña pouco oscilando em intensidade no Oceano Pacífico Equatorial e apresentando fraca intensidade. O pico do atual evento foi alcançado em dezembro e nos primeiros dias de janeiro, mas, desde então, o resfriamento das águas na faixa equatorial do oceano perdeu força.
A MetSul acautela que é um erro se fazer relação linear entre intensidade de La Niña e severidade de estiagem, logo o enfraquecimento do fenômeno não significa que a estiagem vai acabar. Ao contrário, a chuva deve seguir muito irregular. Precipitação até traz alívio em algumas áreas, como se viu em regiões no começo desta semana e se verá novamente no início da próxima semana, mas o quadro está longe de se normalizar pelo elevado déficit hídrico acumulados durante os últimos meses.
MetSul e Correio do Povo
Bolsa fecha em alta de 1,8%, impulsionada por mercado externo
Após duas altas seguidas por causa do estouro da guerra entre Rússia e Ucrânia, o dólar caiu no primeiro pregão após o carnaval, impulsionado pela valorização de minérios e de produtos agrícolas no mercado internacional. A bolsa de valores também foi beneficiada pela trégua nas bolsas norte-americanas e subiu pela segunda sessão seguida.
O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (2) vendido a R$ 5,107, com recuo de R$ 0,048 (-0,94%). Em um dia de poucos negócios após o feriado prolongado, a cotação abriu em R$ 5,21, mas caiu ao longo da sessão até encerrar próxima dos valores mínimos do dia.
O otimismo também se manifestou no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 115.174 pontos, com alta de 1,8%. Apesar da queda de ações de bancos, os papéis de mineradoras e de petroleiras tiveram forte alta, acompanhando as bolsas de Nova York e a alta das commodities (bens primários com cotação internacional).
Nesta quarta, o barril de petróleo do tipo Brent, o mais usado nas negociações internacionais, atingiu US$ 110,60, nível mais alto desde junho de 2014. O minério de ferro também se valorizou no mercado futuro, impulsionando as ações de empresas mineradoras em todo o planeta. As commodities têm subido por causa do impacto do conflito entre Rússia e Ucrânia sobre a oferta de vários produtos agrícolas, de minérios e de derivados de petróleo.
Os investidores também reagiram a fatores não ligados à guerra no Leste europeu. Nesta quarta, o presidente do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano), Jerome Powell, declarou que vai sugerir que o órgão aumente os juros básicos em 0,25 ponto percentual na reunião dos próximos dias. A elevação nesse ritmo beneficia países emergentes, como o Brasil, porque indica que o ciclo de alta nos Estados Unidos será gradual.
Agência Brasil e Correio do Povo
Representantes dos dois países se encontrarão nesta quinta para novas negociações
A Rússia afirmou nesta quarta-feira que as negociações de quinta-feira, com a Ucrânia incluirão discussões sobre um cessar-fogo, após bombardear várias cidades ucranianas e entrar com suas tropas na cidade portuária de Kherson. O governo ucraniano, por sua vez, indicou que enviou uma delegação para participar da segunda rodada de conversas em Belarus, perto da fronteira com a Polônia, e assinalou que não aceitará nenhum tipo de ultimato.
A primeira rodada, em 28 de fevereiro, terminou sem avanços reais. Os Estados Unidos, que aplicam duras sanções contra a Rússia e seu aliado Belarus, "apoiarão os esforços diplomáticos" de Kiev para alcançar uma trégua e a retirada das forças russas da Ucrânia, segundo o secretário de Estado, Antony Blinken.
Centenas de civis ucranianos morreram e centenas de milhares fugiram de seus lares desde a invasão do país em 24 de fevereiro, que gerou em resposta sanções ocidentais para tentar asfixiar a economia russa.
As tropas russas se deparam com uma dura resistência em seu avanço em território ucraniano. Muitas pessoas morreram nos bombardeios desta quarta, segundo relatos. O balanço oficial ucraniano indica 350 mortos, incluindo 14 crianças, desde o início da ofensiva russa.
O exército de Vladimir Putin, por sua vez, indicou em seu primeiro balanço oficial que perdeu 498 soldados e que outros 1.597 ficaram feridos. Além disso, as tropas russas reivindicaram a captura da cidade portuária de Kherson, no sul, e concentraram sua artilharia nos arredores de Kiev, trazendo o temor de um assalto iminente contra a capital.
Correspondentes da AFP reportaram danos provocados por supostos bombardeios russos contra edifícios dos serviços de segurança e uma universidade em Kharkiv, a segunda maior cidade do país, e em áreas residenciais de Zhytomyr, a cerca de 150 km de Kiev.
"Não há um lugar de Kharkiv onde não tenha caído bombas", disse Anton Garashchenko, assessor do Ministério do Interior ucraniano. "O inimigo está aproximando suas forças da capital", disse o prefeito Vitali Klitschko, mas "Kiev resiste e vai resistir. Nós vamos lutar", prometeu o carismático ex-boxeador.
Em uma mensagem televisionada, o presidente ucraniano Volodimir Zelensky denunciou a invasão como um atentado contra a identidade da Ucrânia. "Eles receberam a ordem de apagar nossa história, de apagar nosso país, de eliminar todos nós", afirmou.
Zelensky mencionou nesta quarta o bombardeio contra a torre de televisão de Kiev, que resultou em cinco mortes, próximo ao local onde 30.000 pessoas foram massacradas durante a Segunda Guerra Mundial, a maioria judeus, e instou a comunidade judaica a "não permanecer em silêncio".
"O nazismo nasce do silêncio. Então saiam para gritar sobre os assassinatos de civis. Gritem sobre os assassinatos de ucranianos", afirmou o presidente, um ex-comediante de 44 anos, que tem origem judaica.
Putin explicou que a invasão tem como objetivo a "desmilitarização" e "desnazificação" da Ucrânia, que busca uma aproximação com o Ocidente, a Otan e a União Europeia (UE). O presidente russo também exigiu garantias de que a Otan não continuará sua expansão para o leste e que impedirá a entrada da Ucrânia na aliança militar.
Rússia isolada
Os países ocidentais reforçaram as sanções, para isolar a Rússia diplomática, econômica, cultural e esportivamente. A Assembleia Geral das Nações Unidas adotou, por maioria arrasadora, uma resolução para exigir que a Rússia retire suas tropas da Ucrânia e "deplorar" a agressão infligida contra a ex-república soviética.
Com 141 votos a favor, cinco contra (Rússia, Belarus, Coreia do Norte, Eritreia e Síria) e 35 abstenções, a resolução, que não tem caráter vinculante, foi aprovada. Em seu primeiro discurso sobre o Estado da União, o presidente americano, Joe Biden, afirmou na terça-feira que Putin "está mais isolado do mundo do que nunca".
A UE proibiu a difusão em seu território dos meios de comunicação russos RT e Sputnik, e excluiu sete bancos russos do sistema de comunicação interbancário Swift. A lista, no entanto, não inclui os dois principais bancos do país, Sberbank e Gazprombank, cuja conexão com o Swift permite que os países europeus paguem pela importação de gás russo.
Preços de pretóleo disparam
A guerra também fez disparar os preços do petróleo, que superou os 110 dólares por barril nesta quarta-feira pela primeira vez desde 2011. UE e Otan enviaram armas e munições à Ucrânia, mas deixaram claro que não haverá intervenção direta no conflito.
"No futuro, a Rússia será um pária e é difícil ver como eles poderão restaurar algo parecido às interações normais no sistema internacional", disse Sarah Kreps, professora da Universidade Cornell, nos Estados Unidos.
Na medida em que o número de civis mortos aumenta pelo conflito, também cresce a oposição à guerra dentro da própria Rússia, onde milhares de pessoas foram detidas por participar de manifestações pacifistas. O opositor Alexei Navalny - que está preso e enfrenta um julgamento na Rússia - convocou seus compatriotas a "tomar as ruas e lutar pela paz".
AFP, R7 e Correio do Povo
RS terá predomínio de sol e marcas acima dos 30ºC nesta quinta-feira
Presidente da Ucrânia comemora atrapalhar "planos desleais" da invasão russa
Utilização da máscara gera discussão na Assembleia do RS
Incêndio em Jaguarão fecha Farmácia Municipal, INSS e Secretaria de Planejamento Urbano
Declaração do IR 2022 pode ser feita no computador ou celular
MEC divulga resultado da primeira chamada do Prouni 2022
EA Sports retira equipes russas do jogo "FIFA 22"
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Os judeus persas, judeus iranianos ou parsim (em hebraico: פרסים) são judeus de língua persa descendentes dos judeus que migraram para regiões pertencentes ao atual Irão após a queda dos antigos reinos de Israel e Judá.
O judaísmo no Irã tem uma longa história, sendo a segunda religião mais antiga existente, depois do Zoroastrismo. Hoje cerca de 300 000 judeus persas vivem em Israel e 60 000 nos Estados Unidos. Calcula-se que ainda vivam no Irã cerca de 8 500 judeus, principalmente na região do Teerã, Ispaã e Hamadã.[1] Ainda existem algumas pequenas comunidades na Europa e na Austrália.
Wikipédia
A Prefeitura de Porto Alegre divulgou no Diário Oficial o decreto que determina como deve ser feito o sistema de cadastramento para as isenções tarifárias. Os beneficiários deverão se cadastrar junto à instituição representativa, ou diretamente na EPTC, observando os prazos, formas e protocolos descritos.
Pessoas com deficiência terão cronograma para revisão e renovação de benefício por meio de resolução. Estudantes que se enquadrem nos requisitos da legislação atual devem entregar os documentos na entidade representativa estudantil. Nos próximos dias, a prefeitura informará quando as novas regras entram em vigor.
Isenção
– Pessoas com mais de 65 anos;
– Estudantes do Ensino Fundamental com renda familiar per capita de até R$ 1.650 recebem 100% de isenção na primeira viagem; alunos dos ensinos Médio e Técnico com ganhos de até R$ 1.650 recebem 75%, e os de cursos profissionalizantes, graduação e preparatório, também com proventos de até R$ 1.650, ficam com 50%;
– Isenção de 50% para estudantes regularmente matriculados no Ensino Fundamental, Médio, Técnico, Profissionalizante, Graduação e preparatório que comprovem renda familiar per capita entre R$ 1.650 e R$ 1.925.
– Isenção de 25% para estudantes regularmente matriculados no Ensino Fundamental, Médio, Técnico, Profissionalizante, Graduação e preparatório que comprovem renda familiar per capita entre R$ 1.925 e R$ 2.200.
– Pessoas que convivem com HIV ou aids, e respectivos acompanhantes, que tenham renda per capita de até R$ 6,6 mil;
– Pessoas com deficiência permanente física, visual, auditiva e mental e acompanhantes – isenção mantida para quem tem cadastro regular e atualizado junto à sua entidade representativa, com inscrição no CadÚnico e cuja renda familiar não supere R$ 6,6 mil;
– Crianças e adolescentes e acompanhantes assistidos pelos programas de desenvolvimento social com renda familiar per capita de até R$ 1.650.
– Policiais militares e bombeiros na ativa.
Cartão TRI
– 18 meses: pessoas com deficiência permanente física ou mental, auditiva ou visual e seu eventual acompanhante. Pessoas que vivem com HIV ou aids e que são atendidos pelos serviços de saúde de Porto Alegre e seu eventual acompanhante, soldados da Brigada Militar e bombeiros.
– Até 12 meses: beneficiários da passagem escolar (A renovação do benefício só poderá ser solicitada a partir dos 30 dias anteriores ao vencimento).
– TRI Especial criança e adolescente: Até 31 de dezembro do ano vigente e limitado à data em que completar 18 anos de idade, crianças e adolescentes assistidas e seu eventual acompanhante.
Critérios para concessão
– Comprovação da hipossuficiência e carência financeira.
– A inscrição no Cadastro Único (CadÚnico), exceto idosos com mais de 65 anos, soldados da Brigada Militar e Bombeiros. O prazo para inscrição, determinado na legislação atual, é de dois anos, prorrogável por mais um. A alternativa ao cadastro é a entrega das cópias da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) com contrato de trabalho vigente, do contracheque, da Declaração de Imposto de Renda ou de documento de comprovação de renda.
– Comprovação de domicílio em Porto Alegre mediante apresentação de comprovante emitido nos últimos 90 dias.
É de responsabilidade do usuário, sob pena de cassação do benefício, manter permanentemente atualizadas, junto à EPTC, as informações referentes à sua renda pessoal ou familiar e ao seu domicílio, com informação de qualquer alteração em tais requisitos. Na hipótese do beneficiário ser assistido por entidade ou instituição representativa, o usuário deve informar a sua entidade ou instituição, que repassará os documentos com as respectivas informações à EPTC. A atualização das faixas de renda para isenção será feita anualmente através de publicação de decreto.
O Sul
Com a invasão da Ucrânia pela Rússia, surgiram questões inevitáveis: o que isso significa para a Europa? Quais são as intenções do presidente russo, Vladimir Putin? Existe o risco de uma terceira guerra mundial?
“É um momento semelhante a 1938 ou 1939”, adverte o renomado historiador americano Timothy Snyder, especializado em Europa Central e Oriental, em entrevista à BBC News Mundo, serviço de notícias em espanhol da BBC, na qual respondeu a estas e outras perguntas.
A seguir, um resumo da conversa por telefone com Snyder, professor de história da Universidade de Yale, nos EUA, e autor de livros sobre a Rússia, Ucrânia e Segunda Guerra Mundial, como Terras de Sangue – A Europa Entre Hitler e Stalin.
– Como você definiria este momento para a Europa em termos históricos? “É um momento semelhante a 1938 ou 1939. É um momento de ser ou não ser. Você tem ou não tem um sistema? Você tem regras ou não tem regras? Tudo é possível ou nem tudo é possível? A forma como os europeus pensaram em si mesmos foi em oposição à Segunda Guerra Mundial. Acho que, de certa forma, isso acabou. Os europeus, se quiserem cooperar e ter algum tipo de sistema bem-sucedido, creio que pensarão neste momento nas próximas décadas.”
– Você concorda com a ideia de que esta é a “hora mais sombria da Europa” desde a Segunda Guerra Mundial, como disse o primeiro-ministro da Bélgica? “Certamente há muitas coisas terríveis que aconteceram a muitos povos da Europa desde 1945. E muitas destas coisas terríveis aconteceram dentro da União Soviética: deportações em massa para o Gulag, por exemplo, ou deportações de grupos nacionais inteiros. Todas estas coisas aconteceram na União Soviética após a Segunda Guerra Mundial. E, claro, a invasão da Hungria em 1956, e a invasão da Tchecoslováquia em 1968, também pela União Soviética, são bastante sombrias. Quero lembrar que tudo isso também é Europa. Dito isto, acredito que este é o maior desafio para a Europa como um todo desde a Segunda Guerra Mundial.”
– Por quê? “Primeiro, não houve uma tentativa tão cínica de abusar da linguagem da ética europeia e do passado europeu, acho que nunca. A noção de invadir um país com um presidente judeu democraticamente eleito e chamar de ‘desnazificação’ é um ataque direto à maneira como tentamos usar o passado para guiar nossa ética política. E sabemos que a Rússia, sob a atual liderança de Putin, não visa apenas a Ucrânia. Sabemos que a Ucrânia é o seu ponto mais sensível, mas que tem precisamente em mente minar a democracia e o Estado de direito por todos os lados.”
– Neste sentido, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, falou de uma disputa entre democracia e autocracia. Você concorda? “Acho que é uma maneira muito boa de colocar isso, especificamente porque a preocupação declarada e explícita de Putin é derrubar um governo democraticamente eleito e instalar um governo autoritário sob seu domínio. Biden disse de forma diferente, Putin disse do ângulo oposto.”
– Então, este conflito poderia definir novas linhas para a democracia na Europa? “Acho que sim, de uma forma positiva. Os ucranianos são os únicos que morreram pela Europa no sentido da União Europeia: isso aconteceu em 2014, as únicas pessoas que morreram carregando a bandeira da União Europeia, durante os protestos de Maidan na Ucrânia. Agora ucranianos, soldados e civis, estão morrendo em uma guerra que visa diretamente a Europa. O peso moral disso é algo que espero que outras pessoas apreciem e assimilem com o tempo. Também gostaria de pensar que este momento em que algumas velhas divergências entre países ocidentais e mesmo dentro de países foram superadas, pelo menos temporariamente, é um momento que as pessoas lembrarão como um momento de cooperação e solidariedade. Um momento em que lembramos o valor da democracia em si, que é melhor viver em um país livre e que países livres podem realmente perceber o quão importante é viver em um país livre e fazer algo a respeito. Acho que é uma maneira justa de caracterizar a cooperação das democracias ocidentais atualmente.” As informações são da BBC News.
O Sul
A OMS (Organização Mundial da Saúde) enviará nesta quinta-feira (3) o primeiro carregamento de suprimentos médicos à Ucrânia desde o início da invasão da Rússia ao país, na semana passada. Os produtos sairão do centro da organização em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (2), diretores da OMS manifestaram preocupação com o transporte da carga e defenderam que os governos da Ucrânia e da Rússia garantam corredores para a circulação dos suprimentos médicos.
Serão enviados insumos, medicamentos e equipamentos para cirurgias e emergências que podem auxiliar até 1 mil pessoas. Entre os produtos, estão material de sutura, aparelhos para amputações, enxertos de pele e outros elementos usados em cirurgias de traumas e necessários ao tratamento dos feridos nos ataques.
“É necessário garantir um corredor para que nossos trabalhadores e fornecedores tenham acesso seguro e contínuo às pessoas necessitadas. Agora que estamos enviando suprimentos, entramos em contato com autoridades para que tenhamos acesso”, disse o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom.
O diretor executivo da OMS, Michael Ryan, destacou que os suprimentos incluem ainda tubos de oxigênio, insumos fundamentais para o tratamento de pessoas tanto em situações decorrentes da guerra quanto para casos graves de covid-19.
Ryan acrescentou que outros suprimentos já foram distribuídos pela OMS ao país, mas ressaltou que, também nesse caso, há dificuldades logísticas para transportá-los para hospitais e locais de atendimento, especialmente os situados em áreas mais isoladas.
“Temos um galpão cheio de suprimentos em Kiev, e é necessário que possamos distribuí-los, que possamos fazer tudo para distribuir os suprimentos e deslocar os pacientes, mas, com a situação atual, não sabemos como isso poderá acontecer nos próximos dias”, afirmou Ryan.
As preocupações da OMS vêm sendo alimentadas pelas informações de que centros hospitalares e profissionais de saúde também estão sendo atingidos por ataques nas diferentes regiões da Ucrânia.
“Estamos preocupados com aumento de ataques a centros hospitalares e profissionais de saúde. Recebemos relatos, não confirmados, de ataques a centros hospitalares e de um incidente confirmado em que um hospital foi atacado, resultando na morte de quatro pessoas e dez feridos”, disse Tedros Adhanom.
Segundo Adhanom, a OMS liberou US$ 4,9 milhões em investimentos até agora. A previsão é que sejam necessários investimentos de US$ 45 milhões para a Ucrânia nos próximos três meses e de US$ 12,5 milhões para apoiar países vizinhos.
Na terça-feira, a organização das Nações Unidas para Refugiados afirmou que mais de 600 mil ucranianos deixaram o país na condição de refugiados da guerra, o que pressiona os serviços de saúde de países vizinhos, como a Polônia.
O Sul