Mundo busca consequências jurídicas para Rússia e Putin diante da invasão à Ucrânia

 Tribunal Penal Internacional foi acionado para analisar agressão de Moscou a Kiev



O procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI) anunciou que abriu uma investigação sobre a situação na Ucrânia, após denúncias de "crimes de guerra e contra a humanidade" cometidos pela Rússia. A Corte Internacional de Justiça (CIJ), da ONU, convocou, por sua vez, audiências para os próximos dias 7 e 8 sobre as denúncias apresentadas envolvendo ações das tropas russas que invadiram solo ucraniano.

A Rússia violou o Artigo 2 (4) da Carta das Nações Unidas, que proíbe o uso da força em nível internacional, diz Geoff Gordon, pesquisador principal do Instituto Asser de direito internacional e europeu, com sede em Haia. "O uso da força militar russa não é desconhecido" na Ucrânia, acrescenta Philippe Sands, professor de direito internacional no Reino Unido. Mas "hoje existem regras para nos proteger de tais atos, refletidas na Carta da ONU, o que temos de mais parecido com uma Constituição internacional", destacou Sands em artigo publicado no "Financial Times". "Foram os compromissos mais importantes da Carta o que Putin menosprezou."

Os tribunais nacionais também podem julgar casos relacionados a violações do direito internacional. A Rússia também poderia ter que comparecer perante o Tribunal Europeu de Direitos Humanos, ao ser acusada por Kiev de violações nessa área.

A Ucrânia não é signatária do Estatuto de Roma, tratado fundador do TPI, mas reconheceu formalmente em 2014 a jurisdição do mesmo em relação aos crimes cometidos em seu território. A Rússia, por sua vez, retirou-se do TPI, razão pela qual este não pode processar cidadãos russos em solo russo, apenas se estiverem detidos no território de um Estado que reconheça a jurisdição do tribunal.

O TPI julga os acusados das piores atrocidades cometidas no mundo, que incluem genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Os indivíduos também podem ser processados por tribunais nacionais. O TPI, no entanto, não pode julgar o crime de agressão - ataque de um Estado contra outro planejado por um líder político ou militar - se esse país não tiver ratificado o Estatuto de Roma, como é o caso da Rússia e da Ucrânia.

Philippe Sands sugeriu a criação de um tribunal penal internacional ('ad hoc') consagrado à agressão russa contra a Ucrânia.-

De acordo com Cecily Rose, professora assistente de direito internacional público na Universidade de Leiden (Holanda), as audiências e a decisão da CIJ poderiam acontecer em breve, em virtude da urgência. Sobre o TPI, o mesmo poderia emitir atas de acusação se os juízes determinarem que tem jurisdição e provas suficientes, ou se um Estado-membro apresentar o caso diretamente ao tribunal.

É difícil prever os efeitos, dizem os especialistas. A CIJ, cujas sentenças têm caráter definitivo e inapelável, "não conta com um mecanismo de aplicação clássico" para fazer com que as mesmas sejam cumpridas, diz Geoff Gordon. Já o TPI não tem uma força policial própria e depende dos Estados-membros para efetuar prisões.

"Por outro lado, assistimos à mobilização de uma série de mecanismos mais ou menos coordenados, cujo objetivo é punir a Rússia por travar uma guerra ilegal", como sanções econômicas, restrições de viagens e cancelamento de eventos esportivos, explica Gordon. "Uma sentença da CIJ poderia ter um papel nessas ações no futuro", estima.



AFP e Correio do Povo

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EUA diz que avanço russo em Kiev foi interrompido

 Avanço militar russo parou devido à resistência ucraniana e à escassez de combustível e alimentos, afirmou funcionário da Defesa dos EUA



avanço militar russo sobre Kiev parou momentaneamente devido à resistência ucraniana e à escassez de combustível e alimentos, afirmou um alto funcionário da Defesa dos Estados Unidos nesta terça-feira. "Em geral, sentimos que o movimento militar russo (...) em direção a Kiev está no momento em ponto morto", disse o funcionário a jornalistas.

"Achamos que parte disso tem a ver com sua própria manutenção e logística", acrescentou. "E também acreditamos que, em geral, (...) os próprios russos estão se reagrupando, repensando e tentando se adaptar aos desafios que enfrentam."

Seis dias depois de Moscou invadir seu vizinho ex-soviético, segundo a fonte, um enorme comboio russo que se encontra ao norte de Kiev mal está se movendo, mas os EUA acreditam que ainda pretendem cercar a capital ucraniana.

Além disso, disse que os militares ucranianos seguem desafiando a força invasora e que os russos não alcançaram o controle dos céus do país. Também não conseguiram atingir seu primeiro grande objetivo, a segunda maior cidade da Ucrânia, Kharkiv, no nordeste, onde ocorreram os combates mais intensos.

Já no sul, os russos posicionaram suas forças ao longo da costa desde a Crimeia até a fronteira russa no leste e cercaram a cidade portuária de Mariupol.

O Pentágono acredita que o avanço da força de combate russa de 150 mil homens na Ucrânia (cerca de 80% dos quais já entraram no país) foi muito mais lento do que o planejado e agora enfrenta escassez de suprimentos, como combustível e comida.

O funcionário também afirmou, embora não tenha apresentado provas, que havia sinais de que os ânimos estavam começando a enfraquecer no lado russo, que utiliza um grande número de soldados recrutado. "Aparentemente, nem todos estavam totalmente treinados e preparados, ou mesmo avisados de que seriam enviados para uma operação de combate", disse o funcionário.



AFP e Correio do Povo

Sol volta a aparecer, mas chuva segue em alguns pontos do RS nesta quarta

 No Oeste e no Sul, o tempo estará aberto. Já na Metade Norte, o dia será de muitas nuvens e chuva



O sol vai predominar no Oeste e na Metade Sul gaúcha no decorrer desta quarta-feira, com períodos de céu claro em diversas cidades. O começo da manhã é agradável e a tarde será mais quente.

Já na Metade Norte, o dia será de muitas nuvens, chuva e garoa em diversos pontos. Há risco de chuva localmente forte e não se afasta a possibilidade de granizo localizado.

A temperatura não se eleva muito e varia pouco em pontos do Noroeste, Norte e Nordeste do Estado. Em Porto Alegre, a mínima é de 21°C, e a máxima chega aos 28°C.

Mínimas e máximas no RS

Torres 21°C / 25°C
Uruguaiana 19°C / 32°C
Bagé 15°C / 30°C
Santa Cruz 20°C / 30°C
Vacaria 18°C / 23ºC

MetSul Meteorologia e Correio do Povo

Biden diz que Putin nunca esteve tão isolado e anuncia mais sanções contra Rússia

 Presidente dos EUA disse que vai fortalecer países da Otan e dar suporte à Ucrânia



O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, acusou nesta terça-feira o mandatário russo, Vladimir Putin, de querer "abalar as fundações do mundo livre" com a invasão à Ucrânia. Ele ressaltou que "a liberdade sempre vencerá a tirania. Nós estamos prontos para enfrentar Putin. Nós pegamos os russos com as mentiras". Ele enfatizou que o líder russo nunca esteve tão isolado.

"Putin achou que iria abalar as as próprias fundações do mundo livre, pensando que poderia fazê-lo se curvar aos seus caminhos ameaçadores, mas ele teve um erro de calculo, ele se deparou com o povo ucraniano", relatou Biden. A declaração abriu o primeiro discurso de Biden sobre o Estado da União, perante as duas câmaras do Congresso dos EUA. Nesse discurso o presidente deve relatar as condições nas quais os EUA se encontram em todos os sentidos: economia, saúde, educação, militarismo, impostos e segurança.

Biden disse que Putin "não tem ideia do que está vindo". "O mercado da Rússia já caiu 40%, a economia da Rússia está caindo", declarou. "Juntos com as nossas alianças estamos prestando suporte à Ucrânia. Já gastamos mais de US$ 1 bilhão para ajudar a Ucrânia."

No discurso, Biden anunciou novas sanções, como o fechamento do espaço aéreo norte-americano às companhia russas, e disse que os Estados Unidos irão proteger todos os países membros da  Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que ficam próximos à Rússia. No entanto, ele garantiu que o exército dos Estados Unidos não irá lutar na Ucrânia contra o exército da Rússia.

"Nossas forças não vão à Europa para lutar na Ucrânia, mas para defender nossos aliados da Otan caso (Vladimir) Putin decida seguir para o oeste", disse Biden. "Estamos dispostos a proteger todo o resto da Europa, vamos defender todo território da Otan com toda a nossa força."

O presidente dos Estados Unidos disse que o país perseguirá os crimes de oligarcas russos, e que o Departamento de Justiça americano está formando um grupo de trabalho para esta finalidade. "Estamos nos unindo aos nossos aliados europeus para encontrar e apreender iates, apartamentos de luxo e aviões particulares deles", anunciou Biden.

R7 e Correio do Povo


Sol volta a aparecer, mas chuva segue em alguns pontos do RS nesta quarta


EUA diz que avanço russo em Kiev foi interrompido


Mundo busca consequências jurídicas para Rússia e Putin diante da invasão à Ucrânia


Fifpro confirma morte de dois jogadores na invasão da Rússia na Ucrânia


Novo ataque russo atinge área residencial em cidade da Ucrânia


Grêmio perde para o Mirassol com um a mais e dá vexame na 1ª fase da Copa do Brasil



Roger elogia jovens da base, mas admite necessidade de reforçar elenco do Grêmio

Direção garante convicção do Grêmio, mas reconhece busca por reforços


PGR investiga se governo atrasou vacinação de crianças de propósito


Diplomata ucraniano pede que Brasil corte relações com a Rússia


Itamaraty anuncia postos de atendimento a brasileiros na Ucrânia e na Moldávia


Palácio Piratini recebe as cores da Ucrânia


Filho atira e fere os pais e um policial militar, em São Martinho


Internações seguem em queda e ocupação de leitos de UTI cai a 77,6% em Porto Alegre


Samba enredo anima o último dia de Carnaval no Centro de Porto Alegre


Consulta pública para concessão de três florestas nacionais vai até o dia 27


Brasil tem 274 mortes por Covid-19 em 24 horas


Porto Alegre: vacinação no Carnaval oportuniza imunização para quem está de folga


Brasileiros alugam carros para resgatar conterrâneos na Ucrânia



Bolsonaro anda de moto aquática e reúne apoiadores em praia de SP


Estiagem segue na pauta da Assembleia do RS



Ex-campeão do UFC, Cain Velásquez é detido nos Estados Unidos por tentativa de homicídio


Mortos em Petrópolis chegam a 231, na tragédia mais fatal da história da cidade


Fluminense elimina o Millonarios e vai para a terceira fase da Copa Libertadores



Nicolás Maduro expressa "forte apoio" a Vladimir Putin em ligação


Federação Internacional de Vôlei retira sede do Mundial masculino da Rússia


União Europeia proíbe canais estatais russos RT e Sputnik


Preparativos para implosão do prédio da SSP seguem no Carnaval


Apple anuncia boicote e interrompe vendas de produtos na Rússia


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Rússia e Ucrânia voltam à mesa de negociação nesta quarta-feira

 


A segunda rodada de negociação entre Rússia e Ucrânia acontecerá nesta quarta-feira (2), anunciou a agência russa Tass, citando uma fonte do lado russo. Na segunda-feira, delegações da Rússia e da Ucrânia encontraram-se para a primeira rodada na Bielorrússia, perto da fronteira com a Ucrânia. Após o encontro, foi afirmado que as delegações iriam fazer consultas com suas lideranças nas capitais, antes da continuidade da negociação. A Ucrânia classificou a negociação como “difícil”.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, disse nesta terça-feira (1°) que a Rússia deve parar de bombardear cidades ucranianas antes que negociações significativas de cessar-fogo possam começar, já que a primeira rodada de negociações deu poucos resultados.

Em uma entrevista em um complexo do governo fortemente vigiado, Zelensky pediu aos membros da Otan que imponham uma zona de exclusão aérea para deter as forças aéreas russas, dizendo que era uma medida preventiva e não pretendia arrastar a aliança para uma guerra com a Rússia.

Zelensky, que rejeitou ofertas para deixar a capital ucraniana diante do avanço das forças russas, também disse que a Ucrânia exigirá garantias de segurança juridicamente vinculativas se a Otan fechar a porta às perspectivas de adesão da Ucrânia.

Ofensiva continua

O anúncio da segunda reunião aconteceu horas após o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, declarar que a Rússia continuará a sua ofensiva na Ucrânia até alcançar os seus objetivos, em um contexto de intensificação do uso da força por parte das tropas de Moscou.

“As Forças Armadas russas continuarão a operação militar especial até que sejam cumpridos os objetivos fixados”, afirmou Shoigu em uma entrevista coletiva.

O ministro mais uma vez disse que a Rússia busca a “desmilitarização” e a “desnazificação” da Ucrânia, assim como proteger a Rússia da “ameaça militar criada pelos países ocidentais”. Todas estas metas já foram declaradas antes.

Por desnazificação, é incerto ao que o ministro se refere. Embora haja grupos paramilitares de extrema direita em operação na Ucrânia, o governo russo, desde o começo da ofensiva, tem falsamente acusado a liderança ucraniana de ser comandada por neonazistas.

Shoigu também justificou a ofensiva em termos defensivos:

“O principal para nós é proteger a Federação Russa da ameaça militar representada pelos países ocidentais que estão tentando usar o povo ucraniano na luta contra nosso país”, disse ele, afirmando ainda que a Rússia busca evitar expor civis. “Gostaria de salientar que os ataques são realizados apenas em alvos militares e exclusivamente com armas de alta precisão.”

No entanto, após iniciar a ofensiva com ataques mais pontuais, há sinais de que a Rússia começa a adotar táticas mais brutais e destrutivas ao encontrarem uma resistência mais dura do que esperava.

Após vários fracassos militares – como visto, por exemplo, na coluna de veículos russos Tigr fortemente blindados destruídos após tentarem entrar em Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia –, autoridades dos EUA e nações aliadas esperam táticas agressivas mais indiscriminadas, com um uso de artilharia e bombardeios pesados. Isto acarretará um número de vítimas e uma destrutividade muito maiores.

Apesar de o número de vítimas civis já estar aumentando, o ministro negou que as tropas russas tomem como alvos infraestruturas civis ou residenciais. Ele repetiu o discurso das autoridades de Moscou de que as forças ucranianas utilizam os civis como escudos.

“Lança-foguetes múltiplos e morteiros de grande calibre estão instalados nos pátios dos imóveis próximos de escolas e jardins de infância”, afirmou Shoigu.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, fez as mesmas acusações, o que alimentou o temor de intensificação dos ataques em áreas urbanas. As informações são do jornal O Globo e de agências internacionais de notícias.

O Sul


Vacinação infantil contra a covid segue nesta quarta-feira, em Porto Alegre


Fevereiro chega ao fim como pior mês de contágio por Covid no Brasil

Rússia exige que os Estados Unidos retirem suas armas nucleares da Europa

 


A Rússia exigiu, nesta terça-feira (1º), que os Estados Unidos retirem suas armas nucleares de países da Europa.

De acordo com a agência de notícias RIA, o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, disse que “já é hora das armas americanas voltarem para casa”. “É inaceitável para a Rússia que alguns países europeus sediem as armas nucleares americanas”, acrescentou.

Ele também disse que o país está pronto para trabalhar com os EUA em uma “estabilidade estratégica”. Em um discurso gravado exibido na Conferência sobre Desarmamento em Genebra, na Suíça, o chanceler da Rússia declarou que o Ocidente não deve construir instalações militares em ex-repúblicas soviéticas.

Lavrov também destacou que a Ucrânia ainda possui tecnologia nuclear soviética, e que os russos “não podem falhar em responder a esse perigo”. “A Ucrânia ainda tem tecnologias soviéticas e os meios de entrega de tais armas”, disse. “Não podemos deixar de responder a este perigo real”, concluiu.

Ele fez o discurso para uma pequena multidão, já que muitos diplomatas, incluindo França e Reino Unido, fizeram uma passeata para protestar contra a invasão da Ucrânia pela Rússia .

Eles ficaram em grupo do lado de fora da reunião durante o discurso de Lavrov, segurando uma bandeira ucraniana. Lavrov deveria comparecer à sessão pessoalmente, mas a visita foi cancelada, após países europeus anunciarem o fechamento do espaço aéreo para os russos.

Pelo menos seis pessoas ficaram feridas, incluindo uma criança, em uma explosão na segunda maior cidade da Ucrânia, Kharkiv, disse o Serviço de Emergência do Estado da Ucrânia em um post do Telegram nesta terça-feira.

A explosão atingiu um prédio do governo, de acordo com vídeos do incidente postados pelo MOFA (Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia) e funcionários do governo. Os clipes foram publicados também na terça-feira, no horário local.

O Sul

Trigo atinge nível mais alto em quase 14 anos; bolsas europeias operam em queda e rublo se recupera

 


As bolsas de valores europeias caíram e o petróleo voltou a subir acima de US$ 100 o barril nesta terça-feira (1º), enquanto os mercados lutavam com a enorme incerteza causada pela invasão da Ucrânia pela Rússia, enquanto o rublo se recuperava da forte queda causada por sanções ocidentais. O trigo atingiu seu nível mais alto em quase 14 anos.

Os mercados de ações da Rússia permaneceram suspensos e algumas plataformas de negociação de títulos não estavam mais exibindo preços, mas as negociações nos principais centros financeiros da Europa e da Ásia durante a noite foram ordenadas.

Na Bolsa de Londres, o Índice FTSE-100 recuava 0,95%, enquanto o Dax, da Bolsa de Frankfurt,a caía 2,39%. O índice CAC da Bolsa de Paris tinha baixa de 2,57%.

As ações da gigante do petróleo Shell estavam estáveis depois que ela se tornou a mais recente empresa ocidental a anunciar que estava se retirando da Rússia, inclusive de uma grande usina de gás natural liquefeito. Suas ações caíram 1,4% no pregão de segunda-feira.

“Assumindo que não há uma resolução rápida para esse conflito, tememos que o PIB global possa ser reduzido em 0,5% a 1,0%”, afirmou Paul Jackson, chefe global de pesquisa de alocação de ativos da Invesco, acrescentando:

“Isso é suficiente para agravar a desaceleração em curso, mas não o suficiente para produzir recessão, embora algumas partes da Europa possam ver uma recessão”.

Jackson alertou que a inflação permanecerá mais alta por mais tempo.

As conversas de alto nível entre Kiev e Moscou terminaram sem acordo, exceto para continuar conversando na segunda-feira (28), e os nervos estavam aguçados quando uma enorme coluna blindada russa se abateu sobre Kiev após um bombardeio letal de áreas civis na segunda maior cidade da Ucrânia, Kharkiv.

Petróleo volta a ultrapassar os US$ 100

Com a Rússia como um dos maiores produtores de petróleo do mundo, os futuros de petróleo Brent para entrega em maio subiram 5,96%, para US$ 103,81 o barril. Isso foi um pouco abaixo de uma alta de sete anos de US$ 105,79 atingidos depois que Moscou lançou seu ataque à Ucrânia na semana passada.

Já os futuros do petróleo leve americano (WTI), referência nos Estados Unidos, para entrega em abril registraram alta de 5,25%, atingindo US$ 100,75 o barril.

“A situação frágil na Ucrânia e as sanções financeiras e energéticas contra a Rússia manterão a crise energética alimentada e o petróleo bem acima de US$ 100 por barril no curto prazo e ainda mais se o conflito aumentar ainda mais ”, disse, em nota, Louise Dickson, analista sênior de mercado de petróleo da Rystad. Energy.

A Rússia avança em medidas de controle de capitais e prepara um decreto presidencial com medidas para frear a saída de investimentos estrangeiros do país, afirmou o primieiro-ministro russo, Mijaíl Mishustin, nesta terça-feira.

“Nós preparamos um projeto de decreto presidencial para implementar restrições temporárias para a saída (de investidores estrangeiros) de ativos russos”, para “permitir que as empresas tomem decisões lúcidas”, ao invés de sob “pressão política”, disse ele, de acordo com agências de notícias estatais.

Rublo se recupera, negociações na bolsa suspensas

A sensação de que a guerra e os preços mais altos da energia podem desacelerar a economia global fez com que os rendimentos dos títulos da zona do euro continuassem a cair nos mercados de títulos, já que os operadores reduziram ainda mais suas apostas nos aumentos das taxas do Banco Central Europeu este ano.

O rublo estava sendo negociada a 94 por dólar, tendo recuperado quase todas as perdas de segunda-feira ajudadas pela duplicação das taxas de juros do banco central russo. A moeda russa encerrou a segunda-feira com queda de cerca de 20%: para comprar US$ 1 eram necessários 101,4 rublos. Para conter a derrocada da divisa, o banco central (BC) russo dobrou a taxa de juros de 9,5% para 20%. Não foi suficiente.

O rublo chegou a cair até 30%, para um recorde de 120 por dólar, depois que os países ocidentais golpearam a Rússia com as sanções de maior alcance já impostas a uma economia global tão interconectada.

Essas medidas incluem cortar os principais bancos da Rússia da rede financeira internacional SWIFT e sancionar seu banco central em uma tentativa de limitar a capacidade de Moscou de implantar seus US$ 630 bilhões em reservas estrangeiras.

Mais amplamente, a volatilidade do mercado de câmbio está em seu nível mais alto desde o final de 2020, conforme medido por um índice do Deutsche Bank (.DBCVIX). O rublo caiu quase 30% em relação aos seus melhores níveis este ano.

“Hoje, o foco será se as sanções/retaliação começarão a impactar os fluxos de commodities da Rússia e se (o banco central da Rússia) intervirá com mais medidas para apoiar o rublo”, escreveram analistas do ING FX em nota aos clientes.

Enquanto isso, a negociação de ações russas permanece suspensa na Bolsa de Moscou e os preços dos títulos soberanos e corporativos russos não estavam sendo exibidos em algumas plataformas de negociação.

Os investidores estrangeiros detinham US$ 20 bilhões do governo russo denominado em dólares e rublos no final do ano passado, de acordo com dados do banco central russo, enquanto detinham pouco mais de US$ 85 bilhões em ações, segundo a Bolsa de Moscou.

Trigo, milho e soja em alta

Os futuros de trigo em Chicago continuaram a subir nesta terça-feira, atingindo seu nível mais alto em quase 14 anos, com os comerciantes temendo uma interrupção prolongada no fornecimento global após a invasão da Ucrânia pela Rússia, um importante exportador de grãos. O contrato de trigo mais ativo na Bolsa de Grãos de Chicago subiu 4,9% a US$ 9,79-1/2 por bushel. Anteriormente, atingiu US$ 9,81-3/4, um nível não visto desde abril de 2008 e que superou a alta de 13 anos e meio vista na sexta-feira.

No mercado Euronext, o trigo em maio valorizou 6,7% para € 336,75 (US$ 376,28) a tonelada. O contrato de março menos ativo, que expira na próxima semana, estabeleceu um recorde histórico para a Euronext em € 347,50.

A alta dos preços do grão provocada pelo conflito entre Rússia e Ucrânia pode afetar o custo do pãozinho, das massas e biscoitos que chegam à mesa dos brasileiros. A Rússia e a Ucrânia juntas respondem por cerca de 30% das exportações mundiais de trigo, e a invasão de Moscou lançada na última quinta-feira levou ao fechamento dos portos da Ucrânia e a sanções financeiras ocidentais sem precedentes contra a Rússia.

O milho também subiu ainda mais para ser negociado perto de uma alta de oito meses, com o mercado enfrentando interrupções de curto prazo nos embarques da Ucrânia, bem como o risco de que um conflito persistente possa prejudicar o plantio de primavera.

Os preços da soja também estão em alta à medida que os mercados de oleaginosas temiam pelo fornecimento de óleo de girassol da Ucrânia e da Rússia, uma preocupação que ofuscou os sinais de melhor clima para as lavouras de soja na América do Sul.

O contrato de milho de Chicago (CBOT) mais ativo subiu 3,0% a US$ 7-11-3/4 por bushel, perto da alta de oito meses da última quinta-feira. Os investidores também estão preocupados com as consequências para a próxima safra. Quanto à soja CBOT, eles adicionaram 2,4%, para US$ 16,75 e meio por bushel.

Espera-se que os combates na Ucrânia interrompam o processamento e a exportação de oleaginosas da Ucrânia por pelo menos um mês, reduzindo a oferta de produtos de girassol, disse a consultoria Strategie Grains.

O Sul

Mais de 660 mil fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa

 Alto comissário das Nações Unidas afirma que a situação caminha para a maior crise de pessoas procurando outros países


Mais de 660 mil pessoas fugiram do conflito na Ucrânia para procurar refúgio nos países vizinhos, informou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

"Temos agora mais de 660 mil refugiados que fugiram da Ucrânia para países vizinhos nos últimos seis dias", afirmou a porta-voz Shabia Mantoo à imprensa em Genebra. 

"Neste ritmo, a situação parece a caminho de virar a maior crise de refugiados da Europa neste século", acrescentou.




AFP e Correio do Povo