Forno Elétrico Oster 42L Porta Dupla French Door

 


Forno Elétrico Oster 42L Porta Dupla French Door -Controle de temperatura ajustável -Seis funções pré-progamadas para tostar, assar, grelhar, assar por turbo convecção, esquentar e assar no espeto. -Abertura de portas no formato French Door, abertura compacta. Ocupam menos espaço na cozinha e facilitando o uso com apenas uma mão. Mais comodidade e segurança. -Fundo curvo que permite assar pizzas de até 40cm. - Inclui um espeto giratório para cozinhar e dourar de forma uniforme. -Tecnologia para assar por turbo convecção que faz com que o ar quente circule por todo o forno para assar mais rápido e dourar de forma mais uniforme. -O forno French Door Oster possui 42 litros e sua capacidade pode ser duplicada, pois possui duas prateleiras. Selo de Segurança OCP SGS

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Rússia intensifica ataques contra Ucrânia e bombardeia segunda maior cidade do país

 



Rússia intensifica ataques contra Ucrânia e bombardeia segunda maior cidade do país
De acordo com a Ucrânia, ao menos 10 pessoas morreram em bombardeios russos contra Kharkiv, que também atingiram prédios governamentais na segunda maior cidade do país. O governo mantém controle sob Kiev, a capital, mas imagens de satélite mostram comboio de tanques russos se aproximando do local. Nesta terça, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, discursou no parlamento europeu e pediu para que seu país entre no bloco da União Europeia. Os Tweets de veículos de imprensa são detectados pior algoritmo:
Foto via @ultimosegundo

Fonte: https://twitter.com/i/events/1483255084750282753

Rússia intensifica ofensiva na Ucrânia com bombardeio contra Kharkiv e cerco a Mariupol

 Tropas russas tentam unir os dois territórios



A Rússia intensificou nesta terça-feira a ofensiva na Ucrânia com o envio de um enorme comboio militar em direção a Kiev, um grande bombardeio contra a segunda maior cidade do país, Kharkiv, e um cerco ao porto de Mariupol. No sexto dia da invasão da Rússia contra o país vizinho, a ONU calcula que mais de 660.000 pessoas fugiram da Ucrânia. A situação "parece a caminho de virar a maior crise de refugiados da Europa neste século", afirmou a porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Nesta terça-feira, as tropas de Moscou bombardearam o centro de Kharkiv, uma cidade de 1,4 milhão de habitantes, próxima da fronteira com a Rússia. O governador regional Oleg Sinegubov informou que os projéteis atingiram a sede da administração e também acusou o exército russo de usar "armas pesadas contra a população civil". O serviço ucraniano de emergência afirmou que pelo menos 10 pessoas morreram nos bombardeios contra a cidade.


As forças russas se "reagruparam" com veículos blindados, mísseis e artilharia para cercar e capturar Kiev, Kharkiv, Odessa, Kherson e Mariupol, denunciou a presidência da Ucrânia.

Em Mariupol, os ataques deixaram o importante porto localizado no Mar de Azov sem energia elétrica, informou o governador da região. A cidade vizinha de Volnovakha, que tem 20.000 habitantes, ficou praticamente "destruída".

As duas cidades ficam entre o território controlado pelos rebeldes separatistas pró-Rússia do leste e a península da Crimeia, que foi anexada por Moscou em 2014. As tropas russas tentam uma ofensiva para unir os dois territórios.

Ao mesmo tempo, o comandante das forças separatistas do território pró-Rússia de Donestk, Eduard Basurin, anunciou que que Mariupol "será completamente cercada" nesta terça-feira e que suas tropas permitirão que os civis deixem a cidade por "dois corredores humanitários" abertos até quarta-feira.

Comboio para Kiev

As imagens de satélite da empresa americana Maxar mostraram durante a noite uma coluna de mais de 60 quilômetros de veículos e artilharia russos que avançavam em direção à capital Kiev. A parte mais avançada do comboio já estava perto do aeroporto Antonov, a cerca de 25 quilômetros de Kiev.

Na capital, as milícias ucranianas instalaram barricadas improvisadas e programaram os painéis eletrônicos nas estradas para advertir os russos que serão "recebidos a tiros". Porém, uma parte dos milicianos fugiu em meio ao grande êxodo de civis.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse nesta terça-feira que a defesa de Kiev é a "prioridade" e classificou de "crime de guerra" os bombardeios em Kharkiv.

No front sul, o exército russo avançou até as proximidades de Kherson e começou a instalar postos de controle na entrada, denunciou Igor Kolikhayev, prefeito da cidade, que tentou animar a população, ao mesmo tempo que pediu "calma" e que "não provoquem" o inimigo. "Esta não é uma batalha, é uma guerra. E a guerra se vence com atos razoáveis e com sangue frio", insistiu o prefeito.

O balanço do conflito permanece incerto. A ONU anunciou 102 mortes entre os civis e 304 feridos, mas admite que o balanço real pode ser consideravelmente maior. A Ucrânia informou que 352 civis morreram e 2.040 foram feridos. Também alega que matou milhares de soldados russos.

A Rússia não divulgou nenhum balanço do que chama de "operação militar especial", mas admitiu que sofreu baixas.

"Destruição" econômica da Rússia

Diante do avanço dos russos, Zelensky pediu à comunidade internacional que vete a Rússia de "todos os portos e aeroportos do mundo". O apelo foi ouvido pelo grupo dinamarquês de transporte marítimo Maersk, que anunciou a suspensão das viagens aos portos russos.

Zelensky, que discursará nesta terça-feira no Parlamento Europeu depois de pedir na véspera que seu país seja aceito como Estado-membro da União Europeia (UE) com um "procedimento especial", afirmou que busca a "destruição econômica" da Rússia, no momento em que as sanções adotadas por Estados Unidos, países europeus e nações aliadas alcançam uma dimensão histórica.

As medidas punitivas incluem o fechamento do espaço aéreo aos aviões russos em toda a UE, a exclusão do importante sistema internacional de transferências financeiras (Swift) e, especialmente, sanções contra o presidente russo e seu círculo, incluindo empresários ligados ao Kremlin.

No embate, a Suíça rompeu a tradicional neutralidade anunciou que se aliou às medidas adotadas pela Europa e os Estados Unidos. "Estamos dispostos a intensificá-las e mantê-las pelo tempo necessário", declarou o primeiro-ministro britânico Boris Johnson, durante uma visita a Polônia.

A pressão envolve todas as frentes. O Comitê Olímpico Internacional recomendou a exclusão da Rússia de todas as competições. O país foi excluído da Copa do Mundo do Catar-2022 e nesta terça-feira perdeu a sede do Mundial de Vôlei.

Além disso, os gigantes do setor audiovisual Disney e Sony Pictures anunciaram a suspensão das estreias de seus filmes na Rússia.

As primeiras negociações entre os dois lados, que aconteceram em Belarus na segunda-feira, não resultaram em um cessar-fogo e as delegações retornaram a suas capitais para consultas. Não há data para um novo encontro. O presidente da Ucrânia denunciou uma "evidente" sincronização entre os ataques e o processo de negociações.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que Putin foi informado sobre as conversações, mas que é muito cedo para avaliar o resultado do diálogo.

Boicote na ONU

Rússia prosseguirá com a ofensiva na Ucrânia até alcançar seus objetivos, anunciou o ministro da Defesa, Serguei Shoigu. O ministro afirmou que seu país busca a "desmilitarização" e a "desnazificação" da Ucrânia, assim como proteger a Rússia da "ameaça militar criada pelos países ocidentais".

A guerra na Ucrânia foi a protagonista de uma sessão extraordinária de emergência da Assembleia Geral da ONU na segunda-feira à noite, quando vários países exigiram o fim da invasão russa. "Basta! Os combates devem cessar", declarou o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres.

À margem do encontro nas Nações Unidas, o governo dos Estados Unidos anunciou a expulsão de 12 "agentes de inteligência" da missão diplomática de Moscou por "atividades de espionagem".

Nesta terça-feira, na sede da ONU em Genebra, várias delegações, incluindo a da Ucrânia e dos países ocidentais, boicotaram o discurso online do chanceler russo Serguei Lavrov durante Conferência de Desarmamento e na sessão do Conselho de Direitos Humanos, deixando o salão praticamente vazio.



AFP e Correio do Povo

Defesa de Kiev é "prioridade", diz presidente da Ucrânia

 Volodimir Zelensky classifica bombardeios em outra cidade, Kharkiv, como "crime de guerra"



O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, disse nesta terça-feira que o bombardeio russo da cidade de Kharkiv é um "crime de guerra" e disse que a defesa da capital, Kiev, é a "prioridade".

"O bombardeio de Kharkiv é um crime de guerra. É terrorismo de estado", disse Zelensky, em um vídeo publicado no aplicativo de mensagens Telegram. A praça central de Kharkiv foi bombardeada nesta terça por tropas russas que avançam sobre a segunda maior cidade do país, atingindo a sede do governo local.

Janelas estilhaçadas e escombros estão por toda parte, observou um repórter da AFP no local. Serviços de emergência se mobilizam para socorrer os feridos no ataque. Segundo Zelensky, Kiev e Kharkiv são os principais alvos da ofensiva russa. "Avançam para a capital, como em Kharkiv. Por isso, a defesa da capital é, hoje, a principal prioridade" da Ucrânia, frisou.



AFP e Correio do Povo

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Rússia diz que continuará ofensiva na Ucrânia até alcançar seus objetivos

 Governo de Putin alega buscar a "desmilitarização" e a "desnazificação" do país



A Rússia continuará a ofensiva na Ucrânia até alcançar seus objetivos, anunciou o ministro da Defesa, Serguei Shoigu. "As Forças Armadas russa continuarão a operação militar especial até que sejam cumpridos os objetivos fixados", afirmou Shoigu em uma entrevista coletiva. 

A Rússia busca a "desmilitarização" e a "desnazificação" da Ucrânia, assim como proteger a Rússia da "ameaça militar criada pelos países ocidentais", afirmou o ministro. 

Apesar do aumento do número de vítimas civis na Ucrânia, o ministro negou que as tropas russas tomem como alvos infraestruturas civis ou residenciais. Ele repetiu o discurso das autoridades de Moscou de que as forças ucranianas utilizam os civis como escudos.

"Lança-foguetes múltiplos e morteiros de grande calibre estão instalados nos pátios dos imóveis próximos de escolas e jardins de infância", afirmou Shoigu.

Vladimir Putin fez as mesmas acusações, o que alimentou o temor de intensificação dos ataques em áreas urbanas.



AFP e Correio do Povo

Russos fazem fila para comprar dólar, e a cotação do rublo atinge mínima histórica

 


O anúncio de duras sanções econômicas dos Estados Unidos e da União Europeia à Rússia, por causa da guerra na Ucrânia, que incluem a retirada de vários bancos russos do sistema internacional de pagamentos Swift e o bloqueio das reservas internacionais do governo de Moscou no exterior, provocou uma corrida para compra de dólares no país em pleno domingo e fez as cotações do rublo desabarem.

A Rússia tem uma das maiores reservas internacionais do mundo, estimadas em US$ 630 bilhões, e ainda que grande parte desses ativos não estejam mais denominados em dólar, o súbito bloqueio de sua movimentação pode causar um forte desequilíbrio nos mercados cambiais globais.

Ao mesmo tempo, a restrição de acesso ao Swift dificultará transações corriqueiras de exportações e importações, compras internacionais e pagamentos cotidianos de consumidores russos.

Ontem, em Moscou, muitos relataram não conseguir mais acesso a meios digitais de pagamento como Apple Pay e Google Pay. Muitos tentaram, sem sucesso, sacar dólares em caixas eletrônicos.

Analistas avaliam que o tamanho do estrago dependerá da capacidade — ou não — de Moscou conter os danos. Nesse domingo, o Banco da Rússia (o banco central do país) divulgou comunicado garantindo que “teria os recursos e ferramentas para manter a estabilidade e a continuidade operacional do setor financeiro”. Também prometeu fornecer aos bancos suprimentos “ininterruptos” de rublos, mas não fez menção à moeda estrangeira. Num cenário extremo, uma corrida por saques poderia criar o risco de insolvência bancária.

“Imagino que o governo russo tenha algum tipo de plano para minimizar essa situação, o que não impede que filas enormes de russos tentando salvar o patrimônio se formem, porque a gente não sabe quanto tempo isso vai durar”, afirma Carlos Carvalho, gestor da Kinitro Capital, lembrando que Moscou se preparou para a guerra e para as sanções,

“Estamos nos primeiros capítulos desse drama. É um momento delicado. Não vemos algo parecido desde a Segunda Guerra. Putin (o presidente russo Vladimir Putin) escolheu a dedo o momento de fazer essa invasão, já que se viu em posição de superioridade em relação à questão do petróleo e do gás natural, com a pressão inflacionária. Não tenho a menor dúvida de que ele vinha se preparando para as retaliações econômicas”, sugere Carvalho.

Rublo desvalorizado

As filas nos caixas eletrônicos se formaram desde ontem cedo. Na sexta-feira, a moeda russa já havia atingido sua mínima histórica, com o dólar sendo vendido a 83 rublos. No domingo, a moeda americana era comercializada acima de 100 rublos em casas de câmbio, renovando o patamar mínimo. A expectativa é que haja nova desvalorização hoje — de 10% a 15%, na avaliação de Carvalho — e que ocorra uma corrida aos bancos em busca de dinheiro.

“Fiquei na fila por uma hora, mas a moeda estrangeira sumiu em todos os lugares, apenas rublos. Acabei vindo tarde porque não achava que isso fosse possível. Estou chocado”, disse Vladimir, um programador de 28 anos que esperava na fila em frente a um caixa eletrônico em São Petersburgo, que se recusou a dar seu sobrenome.

A última vez que a Rússia enfrentou uma grande corrida aos bancos foi em 2014, quando a queda dos preços do petróleo, na sequência das sanções ocidentais em retaliação à anexação da Crimeia, provocou uma queda na taxa de câmbio. Apenas o Sberbank, o maior banco da Rússia, gastou 1,3 trilhão de rublos (US$ 16 bilhões) em uma única semana naquela ocasião.

Professor de economia da PUC-SP e presidente do Conselho Federal de Economia, Antônio Corrêa de Lacerda, avalia que a guerra na Ucrânia e as sanções impostas à Rússia devem provocar alta volatilidade nos mercados nos próximos dias, levando à alta do dólar, além de impactar os juros e as Bolsas globais. Segundo Lacerda, a corrida aos bancos é “natural em momentos de instabilidade”.

“Quando você coloca sanções dificulta a expansão do comércio internacional, o que é uma notícia ruim para o mundo que saiu da pandemia”, afirma Lacerda.

Para o economista-chefe da Órama, Alexandre Espírito Santo, o que deve gerar mais impacto hoje sobre os mercados é a notícia de que Putin colocou as forças de dissuasão nuclear em alerta máximo: “Os mercados estão muito tensos. A tendência é de queda no médio prazo, a não ser que aconteça alguma conversa entre Rússia e Ucrânia. Veremos também muita volatilidade, afetando inclusive as criptomoedas e o preço do ouro”.

Espírito Santo ainda diz que a inflação, que já vem alta, vai gerar incômodo ainda maior para os bancos centrais, que se verão em uma encruzilhada. Se subirem o juro para conter a inflação, correm o risco de enfrentar mais à frente uma eventual recessão. O Brasil não é exceção.

“O quadro brasileiro independentemente da guerra já não era favorável. Havia estagnação com inflação persistente. E a guerra vai tornar mais difícil o crescimento da economia porque vai haver pressões inflacionárias e pode haver uma desvalorização do real frente ao dólar”, diz Lacerda.

O Sul

Invasão russa pode afetar custo do gás natural também no Brasil

 


A invasão da Rússia à Ucrânia deve ter reflexos no mercado global de gás natural, encarecendo ainda mais o preço do produto também no mercado brasileiro nos próximos meses, segundo especialistas consultados pelo jornal O Estado de S. Paulo. Nesse cenário, haveria pressão também sobre o custo da geração de energia em termoelétricas, embora não se fale, nesse momento, em risco de falta de gás.

Isso ocorre porque a Rússia responde sozinha por 40% do gás utilizado na Europa, que, em meio ao conflito diplomático e econômico com seu principal fornecedor, pode recorrer ao Gás Natural Liquefeito (GNL) importado de outras localidades para suprir sua demanda, pressionando ainda mais os preços globais. Além disso, um encarecimento do gás na Europa tem reflexos diretos em parte dos contratos de importação para o Brasil, uma vez que esses documentos costumam atrelar os valores às rubricas praticadas no mercado global.

“Não é apenas a questão militar, com as sanções, há também um risco econômico e regulatório, por isso há uma situação tensa no mercado”, disse o professor do Instituto de Energia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/Rio), Edmar Luiz Fagundes de Almeida.

Segundo ele, as retaliações econômicas e sanções impostas à Rússia, além da suspensão da licença do gasoduto Nord Stream 2, construído para levar gás diretamente da Rússia à Alemanha – mas que ainda não começou a operar –, têm potencial para gerar desarranjo na economia global, mesmo que as forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não partam para um conflito armado. “É um momento muito delicado porque, dependendo do desenrolar da questão, pode trazer muitos malefícios para a economia mundial”, disse.

Opinião semelhante tem o engenheiro e fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), Adriano Pires. Ele, contudo, lembra que o Brasil adquire no mercado internacional, principalmente da Bolívia, boa parte do gás que consome, mas ele acredita que no caso do produto entregue pelas concessionárias de distribuição, os aumentos devem acontecer apenas no momento das revisões tarifárias feitas pelas agências reguladoras estaduais. “Antes havia a percepção de que no segundo semestre teríamos uma estabilidade, mas (com essa situação) provavelmente teremos novos aumentos no preço do gás esse ano”, disse.

Ele também lembrou queno ano passado, quando a cadeia global de fornecimento de gás deu os primeiros sinais de desarranjo, o mercado já sentiu um estresse com aumentos de preços pela Petrobras, principal fornecedora nacional do produto no Brasil. Na época, a estatal anunciou elevação superior a 50% para contratos no mercado nacional, o que provocou uma onda de judicialização da questão e reclamações contra a empresa no Cade.

Infraestrutura

Embora o Brasil tenha uma grande reserva de gás natural, o País reinjeta pelo menos metade desse insumo de volta nos campos de petróleo, pois falta infraestrutura de gasodutos para escoamento desse gás. Caso ela existisse, o cenário poderia ser diferente e o País teria mais fôlego para enfrentar a crises como a atual.

Outro especialista que enxerga pressão nos preços do gás como consequência dos conflitos na Europa é o advogado Ali El Hage Filho, sócio do escritório Veirano. “O GNL acaba influenciando os preços do gás no mundo todo, e a gente já vinha de um cenário de pressão de preços mesmo antes da situação da Ucrânia. Acho que certamente vai continuar aumentando”, disse.

Ele lembrou que, nos últimos anos, a Petrobras tem buscado paridade internacional para seus preços, e que outros supridores compram gás no exterior para atender contratos no mercado brasileiro. Essa situação de novos reajustes neste ano pode intensificar os problemas políticos e econômicos que a escalada nos preços do gás e dos combustíveis tem provocado no País. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Sul

Com a Rússia fora do sistema internacional de pagamentos Swift, o preço do litro da gasolina pode passar de 10 reais no Brasil

 


A exclusão da Rússia, uma das maiores produtoras mundiais de petróleo e gás, do sistema internacional de pagamentos Swift, anunciada pela União Europeia e pelos Estados Unidos no início da noite de sábado (26), pode fazer o barril do petróleo disparar no mercado internacional. Com isso, o preço da gasolina, no Brasil, pode superar os R$ 10 por litro.

A estimativa é de Adriano Pires, um dos maiores especialistas em energia do Brasil. Em entrevista para a CNN Brasil, o sócio-fundador da CBIE (Centro Brasileira de Infraestrutura) afirmou que, em uma situação-limite, o preço do barril de petróleo pode chegar em US$ 150, o que pressionaria o preço dos combustíveis em todo o mundo.

O especialista lembrou que os preços do mercado brasileiros, atualmente, já apresentam uma defasagem de 9% a 10% em relação ao mercado internacional. Pires não acredita, contudo, que a Petrobras mexerá em sua tabela de preços, até que tenha clareza sobre qual será o novo piso do barril e o novo patamar da taxa de câmbio.

Um problema levantado pelo especialista é que a Petrobras tem cada vez menos controle sobre o mercado de refino, já que vendeu a maior parte de suas refinarias para empresas privadas que podem decidir acompanhar a cotação internacional num ritmo mais rápido que a estatal.

“Se, de fato, o petróleo chegar a US$ 150, não haverá outra saída, além da ajuda do governo, porque não há condições de as empresas repassarem esse aumento para os preços”, afirmou.

Preço dos alimentos

A inflação brasileira, que terminou 2021 acima dos 10%, começou este ano ainda bastante pressionada e com números ainda altos. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro ficou em 0,54%, o maior número para o mês desde 2016, puxado principalmente pelos alimentos. As previsões para o ano, até agora, vinham variando entre 5,5% a algo pouco acima dos 6% (o teto da meta perseguida pelo Banco Central é de 5%). Mas essas previsões devem mudar, e para pior, por conta da Guerra na Ucrânia.

Um dos impactos mais imediatos é no preço do trigo, um dos grãos mais importantes usados na alimentação – está presente nos pães, nas massas, nas bebidas e também nas rações animais. O Brasil é um importador desse produto, já que produz menos do que consome. Em 2021, o País produziu 7,7 milhões de toneladas e importou um pouco mais de 6,2 milhões de toneladas, principalmente da Argentina.

E, embora a importação direta da Rússia ou da Ucrânia (respectivamente o primeiro e o quarto maiores exportadores mundiais) não seja relevante, o Brasil sentirá o efeito da alta nos preços que pode ocorrer por conta da guerra. Segundo a consultoria Agroconsult, os preços internacionais já subiram 20% desde o início do ano e tendem a subir ainda mais com o conflito.

O milho, grão fundamental para a alimentação animal, é outro que afetar a inflação. Segundo os especialistas, o produto já está com cotações muito elevadas no mercado internacional, e qualquer aumento adicional vai pressionar ainda mais os custos dos produtores de carne. A Ucrânia é responsável por cerca de 16% das exportações mundiais de milho. As informações são do site Money Times e do jornal O Estado de S. Paulo.

O Sul

Brasil permitirá acesso de ucranianos a passaporte humanitário

 


O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (28) que o Brasil concederá vistos humanitários para receber ucranianos que deixarem o país em razão da guerra motivada pela invasão do país pela Rússia.

Segundo ele, até esta terça-feira, será publicada uma portaria conjunta dos ministérios da Justiça e das Relações Exteriores que permitirá acolher ucranianos em fuga da guerra.

“Vamos abrir a possibilidade de ucranianos virem ao Brasil através do visto humanitário, que é a forma mais fácil. Não vamos ter problema nenhum. Estamos dispostos a receber ucranianos”, declarou o presidente.

Segundo informações da ONU (Organização das Nações Unidas), 422 mil pessoas deixaram a Ucrânia desde o início da invasão russa. Bolsonaro não informou o número de ucranianos que admitirá receber.

Brasil Neutro

Bolsonaro disse no domingo que o Brasil irá adotar um posicionamento neutro em relação à invasão russa à Ucrânia, pois não quer “trazer as consequências do embate para o país”.

Ao ser questionado sobre o cerco que o exército russo faz na capital ucraniana, Kiev, Bolsonaro disse que é um “exagero falar em massacre”. As declarações foram dadas durante entrevista coletiva à imprensa dentro do Forte dos Andradas, em Guarujá, no litoral de São Paulo, onde o presidente e sua comitiva estão hospedados para passar o feriado de carnaval.

Em uma sala improvisada no local, Bolsonaro conversou por cerca de 30 minutos e respondeu perguntas de jornalistas.

“O mundo todo está conectado que o que acontece a 10 mil km influencia no Brasil”, disse. “Nós temos que ter muita responsabilidade, porque temos negócios, em especial com a Rússia. O Brasil depende de fertilizantes.”

O presidente também falou sobre o voto do Brasil na resolução da ONU. “Não tem nenhuma sanção ou condenação ao presidente Putin”, garantiu. “O voto do Brasil não está atrelado a qualquer potência. A nossa posição com o ministro Carlos França é de equilíbrio. E nós não podemos interferir. Nós queremos a paz, mas não podemos trazer consequências para cá”, defendeu o posicionamento.

Quando questionado se continuaria com discurso de neutralidade mesmo após o avanço das tropas russas por cidades da Ucrânia e possível mortes de civis, o presidente respondeu que “grande parte da população da Ucrânia fala russo”. “São países praticamente irmãos. Um massacre de civis há muito tempo não se ouve falar. Não é tática de nenhum mundo fazer isso”, respondeu.

O Sul