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Mais de 60% da população brasileira já está parcialmente imunizada contra o coronavírus
Mais de 60% dos brasileiros estão parcialmente imunizados, ou seja, tomaram a primeira dose de vacinas contra a covid. Os dados do consórcio de veículos de imprensa divulgados às 20h deste domingo (29) mostram que foram aplicadas 129.114.566 vacinas, o que corresponde a 60,53% da população.
Os que estão totalmente imunizado são 60.364.051 pessoas, o que corresponde a 28,3% da população.
Somando a primeira, a segunda e a dose única, são 189.478.617 aplicações no País desde o início da campanha de vacinação, em janeiro.
Os Estados com maior porcentagem da população imunizada (com segunda dose ou dose única) são o Mato Grosso do Sul (43,38%), São Paulo (35,81%), Rio Grande do Sul (34,85%), Espírito Santo (30,6%) e Santa Catarina (28,61%).
Já entre aqueles que mais tem sua população parcialmente imunizada estão São Paulo (71,17%), Rio Grande do Sul (65,91%), Distrito Federal (64,71%), Espírito Santo (64,69%) e Mato Grosso do Sul (64,12%).
Pfizer
A Pfizer concluiu a remessa de 5,3 milhões de vacinas contra covid-19 em cinco lotes e alcançou 53 milhões de doses entregues ao governo brasileiro. Neste domingo, dois voos chegaram ao Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), com um total de 2.148.120 imunizantes.
O primeiro desembarcou as vacinas às 6h55 e o segundo, às 16h10. O último lote foi o 57º. A farmacêutica americana ainda precisa enviar ao Brasil cerca de 47 milhões de doses para cumprir o primeiro contrato, feito em 19 de março, de 100 milhões de vacinas contra o coronavírus para o Ministério da Saúde. O plano é terminar essas entregas até o fim de setembro.
Há um segundo contrato entre Pfizer e governo federal, assinado em 14 de maio, que prevê a entrega de outras 100 milhões de doses entre outubro e dezembro. A empresa diz que vai cumprir o cronograma de entrega total até o final de 2021.
Segundo a Pfizer, as doses enviadas ao Brasil são produzidas em duas fábricas nos Estados Unidos, Kalamazoo e McPherson, além de uma fábrica na Europa, Purrs na Bélgica.
A logística de entrega das doses ao governo federal conta com apoio da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. Equipes acompanham o desembarque em Viracopos e escoltam o transporte rodoviário das doses até o centro de distribuição do Ministério da Saúde, em Guarulhos (SP).
Reforço
O Ministério da Saúde anunciou na semana passada que a dose de reforço da vacina contra a covid-19 será oferecida no Brasil. Segundo a pasta, a aplicação da vacina será feita em todos os idosos acima de 70 anos e imunossuprimidos a partir de setembro.
A dose de reforço é indicada para os idosos que completaram o esquema vacinal há mais de seis meses. No caso dos imunossuprimidos, eles devem esperar 28 dias após a segunda dose.
A pasta informou que a imunização deverá ser feita, preferencialmente, com uma dose da Pfizer, ou de maneira alternativa, com a vacina de vetor viral da Janssen ou da AstraZeneca.
O Sul
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Nova política de privacidade do WhatsApp será opcional, com uma exceção
O WhatsApp causou muita polêmica ao impor uma política de privacidade que, se não aceita, dificultaria o uso do serviço. Mas essa novela pode caminhar para um final tranquilo: em breve, a plataforma deve transformar os novos termos em opcionais, com exceção para quem precisar do WhatsApp Business.
Essa novela teve início em janeiro de 2021, quando o WhatsApp anunciou uma política de privacidade que, entre outros pontos controversos, permitiria o compartilhamento de dados do usuário com os demais serviços do Facebook.
De modo geral, a nova política do WhatsApp foi considerada permissiva demais com o tratamento de dados de seus utilizadores. Para completar, as novas condições foram apresentadas como obrigatórias em países como Brasil e Índia, mas opcionais na União Europeia.
O assunto é tão polêmico que o WhatsApp foi submetido ao escrutínio de autoridades de alguns países, incluindo o Brasil. Por aqui, a nova política seria aplicada em maio, mas foi adiada por 90 dias por causa da pressão exercida por órgãos como Ministério Público Federal (MPF) e Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Se a nova política entrasse em vigor conforme os planos originais, o usuário que não aceitasse os termos veria a sua conta ser restringida. Chamadas de voz ou vídeo poderiam ser recebidas, mas não iniciadas, por exemplo. Eventualmente, a conta poderia ficar totalmente bloqueada.
Nova política será opcional, exceto no WhatsApp Business
O WABetaInfo aponta que isso não vai mais acontecer, em nenhum lugar do mundo. De acordo com o veículo, o WhatsApp vai liberar uma atualização que não dificulta o acesso ao serviço em caso de não aceitação dos termos.
Não dificulta para conversas pessoais. Se o usuário entrar em contato com a conta de uma empresa que usa o WhatsApp Business como ferramenta de atendimento, os novos termos serão apresentados e terão que ser aceitos para a conversa continuar.
As capturas de tela divulgadas pelo WABetaInfo mostram que, quando a comunicação com uma conta corporativa for iniciada, o usuário será avisado de que aquela empresa usa um “serviço seguro do Facebook para gerenciar conversas” e que o contato só pode ser realizado se os novos termos forem lidos e aceitos.
Quais são exatamente as condições dessa política? Só saberemos quando ela for apresentada, o que não deve demorar muito. O WABetaInfo dá a entender que a atualização que traz as novas regras será liberada em breve, tanto para iOS quanto para Android.
WhatsApp vai mudar política de privacidade no Brasil
A flexibilização das condições condiz com a recente decisão do WhatsApp de mudar a sua política de privacidade no Brasil. Ao Tecnoblog, o serviço informou que irá aumentar a transparência de seus termos de uso de modo que eles se tornem mais parecidos com aquilo que está disponível para usuários europeus.
O WhatsApp tem até esta terça-feira, dia 31, para apresentar ao Cade, MPF e demais entidades que acompanham o assunto os comprovantes sobre os efeitos da mudança.
O Sul
Porto Alegre mantém imunização contra a covid para pessoas com 18 anos ou mais nesta segunda
Nesta segunda-feira (30), a vacinação contra a covid-19 será mantida para toda a população adulta, com 18 anos ou mais. Não haverá drive-thru. Será retomada a imunização de adolescentes com comorbidades de 12 anos a 17 anos e a aplicação da segunda dose da Pfizer.
Para receber a primeira dose, todos os públicos devem apresentar documento de identidade com CPF e comprovante de residência em Porto Alegre. Para profissionais de saúde ou da educação, é preciso documento que comprove o vínculo de trabalho na Capital. No caso dos adolescentes com comorbidades, é necessário comprovar a condição (receita, laudo de exame, laudo ou relatório médico, etc). O comprovante de residência poderá ser no nome dos pais ou responsáveis.
A aplicação da segunda dose segue disponível em 30 unidades de saúde e 18 farmácias parceiras para quem recebeu AstraZeneca há pelo menos dez semanas e em 13 unidades de saúde para todos que receberam a primeira dose de Coronavac há 28 dias. Já a aplicação da segunda dose da Pfizer estará disponível em 12 unidades de saúde para quem recebeu a primeira dose há dez semanais ou mais.
Para segunda dose, é necessário levar identidade com CPF e carteira com registro da primeira aplicação.
Programação da campanha
O quê: primeira dose contra a Covid-19.
Público: pessoas com 18 anos ou mais.
Onde: em 11 unidades de saúde (Álvaro Difini, Assis Brasil, Belém Novo, Camaquã, IAPI, Moab Caldas, Modelo (Colégio Júlio de Castilhos), Morro Santana, Santa Cecília, Santa Marta e São Carlos).
Horário: 8h às 17h.
Endereços: confira no link
O quê: segunda dose da Coronavac/Butantan.
Público: pessoas que receberam a primeira dose há 28 dias.
Onde: em 13 unidades de saúde (Clínica da Família Álvaro Difini, Assis Brasil, Belém Novo, Camaquã, Glória (Igreja Nossa Senhora da Glória), Clínica da Família IAPI, Moab Caldas, Modelo, Morro Santana, Panorama, Santa Cecília, Santa Marta e São Carlos.
Horário: 8h às 17h.
Endereços: confira no link
Onde: App 156+POA (agendas para a unidade Bananeiras).
O quê: segunda dose da AstraZeneca/Oxford.
Público: pessoas que receberam a primeira dose há dez semanas.
Onde: em 30 unidades de saúde (Clínica da Família Álvaro Difini, Assis Brasil, Bananeiras, Barão de Bagé, Belém Novo, Camaquã, Chácara da Fumaça, Cristal, Diretor Pestana, Glória (Igreja Nossa Senhora da Glória), Clínica da Família IAPI, Ilha da Pintada, Jardim Leopoldina, Navegantes, Milta Rodrigues, Moab Caldas, Modelo, Moradas da Hípica, Morro Santana, Panorama, Parque dos Maias, Passo das Pedras 1, São Cristóvão, Santa Cecília, Santa Marta, Santo Alfredo, São Carlos, Sarandi, Tristeza e Vila Ipiranga) + 18 farmácias parceiras.
Horário: 8h às 17h (unidades de saúde) e das 9h às 17h (farmácias parceiras).
Endereços: confira no link
Onde: App 156+POA (agendas para as unidades Belém Novo, Diretor Pestana, Nossa Senhora de Belém, Santo Alfredo, São Cristóvão e Vila Jardim).
Horário: 10h às 19h.
O quê: segunda dose da Pfizer/BioNTech.
Público: pessoas que receberam a primeira dose há dez semanas ou mais.
Onde: em 12 unidades de saúde (Álvaro Difini, Assis Brasil, Belém Novo, Camaquã, Glória, IAPI, Moab Caldas, Modelo (Colégio Júlio de Castilhos), Morro Santana, Santa Cecília, Santa Marta e São Carlos).
Horário: 8h às 17h.
Endereços: confira no link
O Sul
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Vagas de emprego em Porto Alegre - 30.08.2021
Sete em cada dez brasileiros gastam mais do que ganham
Diante da crise econômica que assola o Brasil, com a projeção a inflação batendo na casa do 7,11%, é um desafio encontrar um cidadão que ainda se encontre com a saúde financeira em dia. Neste mês, o percentual de famílias endividadas no país atingiu a marca de 72,9%, conforme divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O Índice de Saúde Financeira do Brasileiro (I-SFB) foi ainda mais além, no último mês, e apontou que 69,5% dos brasileiros gastam mais do que ganham. Mas afinal, com a realidade salarial do país, é possível se organizar?
Para o especialista em finanças e planejador financeiro, Marlon Glaciano, sim, a organização financeira está ao alcance de todos. “Não é o valor do salário que faz uma pessoa ter inteligência financeira, mas sim a forma como o dinheiro é utilizado. Com organização financeira tudo é possível e o ponto de partida para se organizar é entender como está a sua rota financeira pessoal. Esta rota se traduz em quais são os meus compromissos financeiros em relação à minha capacidade financeira”, ressaltou.
O Educador Financeiro da Impacto Consultoria, Felipe Silveira, reforça o discurso e afirma que esse desempenho está ligado, inclusive, ao potencial de conquistar uma renda maior:
“A grande verdade é que nunca uma pessoa estará preparada para administrar uma grande renda se não conseguir viver controlada dentro da renda que já possui. Ter um controle de entradas e saídas é importante mesmo com uma pequena renda, criar categorias e potinhos para destinar a divisão do dinheiro para cada lugar é fundamental. Mantendo assim a vida dentro do orçamento desenhado nos primeiros dias do mês e sabendo o quanto se pode gastar com cada coisa”, explicou.
Cenário no país
Apesar da pandemia ter escancarado as dificuldades financeiras dos brasileiros, o problema não é de hoje, conforme analisam os especialistas. “Nossa educação tradicional ensinou as pessoas a realizarem apenas o serviço e pouco foi ensinado como administrar para a utilização da remuneração recebida. Diariamente acompanho e atendo profissionais de ponta com dificuldades em planejamento financeiro, o que nos leva a entender que é um problema que vai além da renda. A saúde financeira ainda é de nível precário, nos últimos anos, a informação tem sido pulverizada de forma gigantesca, todavia, os resultados ainda não são tão visíveis. Levaremos ainda alguns anos para que os índices e melhorias sejam significativas”, ponderou Silveira.
“Infelizmente hoje a maioria dos brasileiros, mais da metade da população, está endividada e devendo algum dinheiro, e eu acho que isso se deve muito ao nosso cenário, nosso salário mínimo não corresponde a realidade. Cada vez os preços estão mais altos, então, realmente é complicado ter uma saúde financeira nesse cenário. Mas, ao mesmo tempo percebo que os brasileiros estão cada vez mais percebendo como esse equilíbrio também está ligado a qualidade de vida, acredito que em um futuro próximo essa realidade seja diferente”, analisou a educadora financeira da Ativa Investimentos, Bia Moraes.
Como se organizar
Ainda de acordo com o Índice de Saúde Financeira do Brasileiro, 64,7% dos cidadão não têm segurança eu relação ao seu futuro financeiro. Para os especialistas, ainda que a renda seja baixa, é possível se organizar para não meter os pés pelas mãos e, assim, garantir um futuro um pouco mais estável.
“Toda insegurança é gerada pelo olhar atual de seu estado financeiro, onde não se tem planejamento não se possui visão clara e futuro. Mesmo com uma renda pequena é preciso se pensar em planejamento e forma de aumento de renda, afinal não se tem muito o que cortar, possivelmente já não se tenha luxo dentro do orçamento. Então é necessário pensar uma maneira de aumentar as receitas. Maneiras simples de venda de um produto, realização de doce, utilizar algum conhecimento e cobrar para ensinar outras pessoas, fazendo alguma atividade que gere receita além da renda principal”, orientou o educador financeiro da Impacto Consultoria, Felipe Silveira.
Em sequência, o planejador financeiro Marlon Glaciano orienta que é necessário separar uma parcela da renda para investir, mesmo que ela seja mínima: “Tenha em mente que o ideal é armazenar ao menos 20% da receita mensal para investir. Criando assim o tão famoso pé de meia. Se ainda não existe essa possibilidade, comece com o que pode mesmo que seja 1% e aproveite para rever suas despesas e suas prioridades. Como dica, pague a si mesmo em primeiro lugar criando o hábito de poupar”.
“Principalmente pessoas de renda baixa precisam ter noção de que a saúde financeira é um tipo de saúde importante porque é isso que vai tirar elas da preocupação das dívidas, estar se organizando, estabelecendo prioridades, conseguindo poupar, aumentar sua renda e o seu estilo de vida. É essencial que elas entendam qual é a prioridade de gastos, para que seja possível poupar e investir, mesmo que em conhecimento, para evoluir ainda mais”, concluiu Bia Moraes.
O Sul
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Banco ou cliente: saiba quem deve arcar com o prejuízo em crimes envolvendo o Pix
Ainda não há consenso sobre quem deve arcar com o prejuízo em golpes aplicados utilizando o Pix, mas existem pistas. Desde que a solução de pagamento instantâneo do Banco Central foi implementada, em novembro de 2020, a Justiça brasileira já tomou decisões tanto a favor de instituições financeiras quanto de clientes que foram lesados por crimes envolvendo o Pix. Especialistas ouvidos pelo jornal o Estado de S. Paulo ressaltam que, por mais que envolvam a mesma solução, os crimes podem ter diferentes perfis, o que acaba sendo determinante para as decisões.
Advogado e professor especialista em direito digital, Luiz Augusto D’Urso explica que, no caso de um sequestro-relâmpago, por exemplo – crime que cresceu 39% no Estado de São Paulo –, “o banco não tem responsabilidade quando há um crime cometido utilizando o Pix”. Isso porque é a própria vítima quem coloca o login no aplicativo de banco e faz a transferência. “O banco não contribui em nada com essa fraude, com esse crime”, diz o advogado.
As decisões da Justiça relacionadas ao Pix que atribuíram responsabilidade aos bancos, explica o advogado, aconteceram principalmente em dois casos: quando as vítimas entraram em contato com a instituição financeira logo após a ocorrência do crime requerendo o bloqueio dos valores na conta de destino, mas não foram atendidas, ou quando há suspeita de invasão do aplicativo. Ainda assim, não há consenso.
“Pode-se encontrar tanto decisões trazendo absoluta falta de responsabilidade do banco, quando realmente não há interferência nenhuma da plataforma, como no caso do sequestro-relâmpago, e alguns casos em que há responsabilidade do banco: (sobretudo) se houver fraude de invasão no aplicativo e na transferência por Pix ou quando há a denúncia de uma conta utilizada por criminosos naquele exato momento da transferência e o banco nada faz”, explica D’Urso.
A avaliação da especialista em banking e professora de direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie Thaís Cíntia Cárnio vai pelo mesmo caminho. Ela explica que, de acordo com a súmula 479, que foi adotada em 2012 pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), “as instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias”. Em tese, isso significa que os bancos acabam arcando com o prejuízo em casos de invasão de hackers, fraude nos sistemas, entre outros problemas internos.
Por outro lado, em sequestros-relâmpago, por exemplo, há o que se chama de “fortuito externo”, que são elementos que fogem das margens de controle que as instituições financeiras colocam nos aplicativos. Nesses casos, Cárnio conta que a responsabilização do banco costuma ser mais rara. “Quando o consumidor entrega a senha, ainda que ludibriado, infelizmente ele acaba arcando com o prejuízo em grande parte dos casos”, conta.
A questão, segundo a professora de direito, é que muitas vezes não é possível comprovar se houve fraude ou não dos aplicativos de banco, o que cria uma área cinzenta nas decisões da Justiça. Enquanto dados do Banco Central mostram haver suspeita de fraude em apenas 0,001% das transações de Pix, delegados ouvidos pelo Estadão apontam que as tecnologias avançaram e que criminosos têm conseguido acessar os aplicativos de banco em pouco tempo. Em parte, isso pode acontecer devido à prática dos usuários utilizarem as mesmas senhas do banco em outros aplicativos, mas não deixa de gerar suspeitas sobre os mecanismos de segurança.
Em julho, a Justiça goiana condenou parcialmente o Banco Itaú a restituir o valor de R$ 20 mil a duas vítimas de um golpe sofrido após um criminoso ter alegado ser funcionário do banco e realizar movimentações por Pix. De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), as vítimas fizeram um boletim de ocorrência e tentaram resolver a situação de forma administrativa, mas houve “recusa do banco”. Com isso, o juiz responsável pelo caso refutou o argumento da instituição financeira, de que a culpa é exclusiva do autor da ação, e valendo-se do artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor condenou o banco a pagar uma indenização de R$ 5 mil por danos morais.
Recentemente, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), por sua vez, decidiu em ação também ajuizada contra o Banco Itaú ser improcedente o pedido feito por uma vítima que teve o celular furtado e R$ 8 mil retirados de sua conta por transferências no Pix. De acordo com a magistrada responsável pelo caso, a responsabilidade é exclusiva do cliente, já que a transação foi realizada pelo aplicativo no celular.
Procurado pela reportagem, o Banco Itaú respondeu que, neste momento, está se posicionando sobre questões envolvendo o Pix por meio da Febraban (Federação Brasileira de Bancos).
Em nota, a Febraban afirmou que, juntamente de seus bancos associados, tem como prioridade a preservação da segurança de seus clientes. “Preocupados com o aumento dos casos envolvendo questões de segurança pública, esta Federação está em contato com as equipes técnicas do Banco Central para que medidas adicionais para melhorias de segurança nas transferências financeiras sejam reguladas com a maior brevidade possível”, apontou.
O Banco Central, por sua vez, informou que vem orientando as instituições e os usuários do Pix para que utilizem plenamente os mecanismos de segurança da solução para mitigar riscos. Disse ainda que foram divulgadas em junho as regras do mecanismo especial de devolução, que entrará em vigor a partir de 16 de novembro. Em tese, ele padronizará as regras e procedimentos para viabilizar a devolução de valores nos casos em que exista fundada suspeita de fraude.
O Sul








