Entenda como a tensão fiscal tem contribuído para alta do dólar no Brasil

 


O temor sobre a fragilização do arcabouço fiscal brasileiro voltou a dominar o noticiário econômico nas últimas semanas, em meio às discussões sobre a reformulação do programa Bolsa Família e também a apresentação da PEC dos precatórios.

A preocupação de investidores, analistas e porta-vozes do mercado financeiro tem penalizado os ativos locais, entre eles o real, em um momento em que muitos analistas esperavam que uma conjunção de fatores positivos, como o ciclo de altas da Selic, pudesse, enfim, levar o dólar consistentemente para abaixo do patamar psicológico dos R$ 5,00.

A questão fiscal é apenas um dos fatores que influenciam o câmbio, juntamente com o diferencial de juros com o exterior (a diferença entre os juros correntes do Brasil e de economias centrais, como os EUA), os termos de troca comerciais e o apetite por risco global. Entre esses pontos, no entanto, é possível argumentar que a percepção sobre o risco fiscal sofreu uma piora mais marcada recentemente, justamente impedindo ou limitando a ação de outros componentes mais positivos.

Veja, abaixo, os indicadores que ajudam a ilustrar esse movimento:

Risco-país

Entre 22 de junho — o dia em que o dólar fechou abaixo dos R$ 5,00 no Brasil pela primeira vez desde 2020 — até ontem, o spread dos contratos de 5 anos de Credit Default Swap (CDS) do Brasil, um ativo de proteção contra calotes que é comumente usado como proxy do risco-país, subiu 9,29%.

O desempenho no período contrasta com o de países comparáveis com o nosso, como o México (-7,78%), a Colômbia (1,06%), a Rússia (-2,60%) ou a África do Sul (5,16%).

Comparação

O temor sobre a situação fiscal brasileira não é recente. No ano passado, o País foi um dos que mais elevaram gastos no mundo em reação à crise da covid-19. Mas não é apenas o volume de recursos gastos, mas como foram gastos na crise.

A campanha de imunização atrasada, por exemplo, impactou negativamente o crescimento — que é o denominador da equação dívida como % do PIB. Este, por sua vez, um indicador clássico de solvência de um país.

Já o numerador desta conta, a dívida pública, se beneficiou da alta da inflação, que “deprecia” o seu estoque por um lado, e infla os números de arrecadação por outro. O resultado disso é que o indicador de dívida/PIB, que tenderia a chegar a 100%, acabou se mostrando melhor do que o esperado.

Ainda que este temor do estouro da dívida tenha sido por ora minimizado, o fato é que a discussão deixou uma marca no desempenho da moeda brasileira. Uma indicação disso é o comportamento do real em relação aos pares emergentes.

Um estudo feito pela Ativa Investimentos mostra que o desempenho efetivo da taxa de câmbio local (US$/R$) frente ao que deveria ser se a moeda brasileira tivesse acompanhado o desempenho de uma cesta que tem as divisas do Chile, México, Rússia, Colômbia e África do Sul (US$/cesta) mostra grande divergência a partir do começo do ano passado, mais precisamente a partir do advento da pandemia no Brasil.

“O que esse exercício mostra é que, se o Brasil — não se ausentando de seus compromissos — tivesse a mesma atuação durante a crise da covid-19 de estados pares, teria situação fiscal melhor e, consequentemente, a taxa de câmbio estaria muito mais baixa”, diz economista-chefe da corretora, Étore Sanchez.

Juros longos

Outra correlação que a equipe da Ativa usou para mostrar a influência do fiscal sobre o câmbio é a forte correlação entre o diferencial de juro longo — que é bastante ligado à percepção de risco fiscal — e o desvio do câmbio, ou seja, quanto a taxa ficou distante do que o modelo econométrico previa.

Recentemente, outro indício de desconforto fiscal que foi visto foi que os juros de alguns vencimentos mais longos voltaram a rodar em dois dígitos. Uma maior “inclinação” traduz também a maior cautela dos investidores sobre o futuro: quanto mais distante o vencimento do contrato, maior a incerteza e, portanto, o prêmio pedido.

“A diferença entre os juros dos contratos para 8 e 10 anos tem bastante correlação com o quanto a taxa de câmbio efetiva do dólar/real acaba desviando do que prevê o modelo para o câmbio”, ressalta Sanchez.

Rating em risco

Este não é bem um indicador, mas uma discussão que também foi levantada, desta vez pela equipe da ASA Investments. O economista-chefe da instituição e ex-secretário do Tesouro, Carlos Kawall, lembrou que agências de rating já chegaram considerar a situação em que o governo de um país decidisse pagar determinado credor e não outro poderia ser considerado um calote seletivo, efetivamente rebaixando a nota de crédito do país. “Não sei se é o caso, mas me parece um risco a ser considerado”, afirmou Kawall.

O Sul

10 INDICAÇÕES DE MÚSICAS CLÁSSICAS PARA VOCÊ CURTIR

 Por: Marcelo Castro _ Adm Cultura em Doses

Hoje em dia há uma grande variedade de gêneros musicais mas pouca qualidade nas músicas produzidas. Entretanto existem certos gêneros que carregam em si ótima qualidade nas suas composições. É o caso da música clássica, como é mais conhecida, ou erudita.
Tenho muito prazer em ouvir esse tipo de música e para que mais pessoas também possam descobrir esse prazer, resolvi fazer essas 10 indicações de músicas clássicas para você curtir.
Você, muito provavelmente, já ouviu pelo menos trechos de algumas delas em algum momento da sua vida.
Sei que no Brasil, ainda hoje, muitas pessoas não gostam de ouvir esse tipo de música.
Eu também não gostava, mas, parece que ao longo do tempo vamos adquirindo “equipamentos” especiais que vão nos tornando audientes mais exigentes quando o assunto é música.
As composições clássicas, além da alta qualidade e beleza das melodias e harmonias, enlevam a nossa alma!
Convido você, que ainda não se deu a oportunidade de conhecer a música clássica, e também àqueles que já a conhecem, a dar uma paradinha e curtir essas músicas belíssimas que separei abaixo.
As músicas estão na ordem cronológica em que foram compostas. Fiz isto para que fosse possível perceber as mudanças de estilo ao longo do tempo, conforme os períodos a que pertenceram:
1. Canon in D Major – original and best version. (1680)
Composição: Pachelbel, Johann
Período: Barroco
Versão original tocada nos instrumentos originais da época de Pachelbel.
Pachelbel - Canon In D Major. Best version.
2. Adagio en Sol menor (1708 estimativa)
Composição: Albinoni, Tomaso Giovanni
Período: Barroco
Intérpretes: Orquestra de Câmara de Copérnico, Horst Sohm. Maestro: Leitung
Festival de Musica de L’Escala. Performance ao vivo – 2011
3. Erbarme Dich, Mein Gott , Paixão segundo São Mateus (1727)
De: Bach, Johann Sebastian
Período: Barroco
Intérpretes: Hauser e Lana Trotovsek com a Orquestra Filarmônica de Zagreb no Lisinski Concert Hall em Zagreb, em outubro de 2017. Elisabeth Fuchs, maestro
4. Eine Kleine Nachtmusik, K 525 Allegro (1787)
Composição: Mozart, Wolfgang Amadeus
Período: Clássico
Intérpretes: The New Century Chamber Orchestra and Music Director Nadja Salerno-Sonnenberg
5. Symphony no.5 in c minor, op.67 . 1 movement (1804-1808)
Composição: Beethoven, Ludwig van
Período: Clássico
Berliner Philharmoniker. Maestro: Herbert von Karajan
6. Moonlight Sonata, Op. 27 No. 2 - 1. Adagio sostenuto (1801)
Composição: Beethoven, Ludwig Van
Período: Transição do Clássico para o Romantismo
7. Serenta D957 (1828)
Composição: Schubert, Franz Peter
Período: Romantismo
Intérprete: The Royal Schubert Orchestra
8. Nocturne in E Flat Major (Op. 9 No. 2) (1831)
Composição: Chopin, Frédéric François
Período: Romantismo
Intérprete: Vadim Chaimovich
9. Suite No. 1, Op. 46 – I. Morning Mood (1867)
Composição: Grieg, Edvard Hagerup
Período: Romantismo
conducted by Maciej Tomasiewicz
10. Meditation from Thais (1894)
Composição: Massenet, Jules
Período: Romantismo
Intérprete: Sarah Chang
Por: Marcelo Castro_ Adm Cultura em Doses




Fonte: https://www.facebook.com/culturaemdoses/posts/1296478907434112

Senado aprova projeto que suspende inscrição de dívida de micros e pequenas empresas na pandemia

 


O Senado aprovou nesta quinta-feira (19) o projeto que suspende as inscrições de dívidas dos microempreendedores individuais (MEIs), das microempresas, e das empresas de pequeno porte no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin). A proposta segue para a Câmara dos Deputados.

Inicialmente, o projeto, de autoria do senador Wellington Fagundes (PL-MT), previa que a suspensão valeria enquanto durasse o estado de emergência decorrente da Covid-19. A relatora, Daniella Ribeiro (PP-PB), ampliou o prazo para seis meses após o término da pandemia. “A medida possibilitará melhor recuperação econômica e financeira das microempresas e das empresas de pequeno porte”, afirmou Daniella.

Autor do projeto, Wellington Fagundes disse que os pequenos negócios estão entre os “mais afetados” pelos efeitos da pandemia. Para ele, a suspensão da inscrição no Cadin é necessária para viabilizar a tomada de empréstimos para esses empresários.

“Esse cadastramento inviabiliza a continuidade do negócio, dado que nenhuma instituição financeira aprova empréstimo para qualquer empresário com inscrição naquele cadastro [o Cadin]. Com isso, resulta mais difícil ter acesso ao crédito”, afirmou Fagundes.

Pelo texto aprovado, a suspensão da inscrição do Cadin não poderá ocorrer nas hipóteses de:

1) não fornecimento de informação solicitada por órgão ou entidade pública;
2) não apresentação ou atraso na apresentação da prestação de contas;
3) omissão na apresentação de contas; ou
4) rejeição das contas apresentadas.

“Vale destacar que a suspensão da inscrição não obsta eventual ação de execução fiscal e tampouco afeta a exigibilidade do tributo. Trata-se somente de suspender a inscrição em cadastro informativo, como forma de assegurar a sobrevivência das microempresas e das empresas de pequeno porte que foram mais afetadas durante o período da pandemia do coronavírus”, declarou a relatora Daniella Ribeiro.

Pronampe

Desde junho, empresários de todo o País podem tentar conseguir financiamento pelo novo Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), que se tornou permanente. Ao todo, 5,3 milhões de empresas têm direito ao crédito: 4,3 milhões integram o Simples Nacional e 1 milhão fora do regime simplificado, segundo a Receita Federal.

Ainda de acordo com a Receita, todos os comunicados já foram enviados para essas empresas. Na mensagem, o órgão informou o código com letras e números para validação dos dados junto aos bancos, além dos valores de receita bruta relativa a 2019 e 2020.

O Pronampe é um programa que disponibiliza empréstimos para pequenas empresas com juros mais baixos e prazo maior para começar a pagar. Ele foi criado em maio de 2020 para ajudar esses empresários a enfrentar a crise econômica provocada pela pandemia do coronavírus. Desde então, foi renovado três vezes.

Em 2020, o programa concedeu mais de R$ 37,5 bilhões em empréstimos para cerca de 517 mil empreendedores.

Quem pode ter acesso ao empréstimo?

1) Microempresas com faturamento de até R$ 360 mil por ano;
2) Pequenas empresas com faturamento anual de R$ 360 mil a R$ 4,8 milhões.

Regras

A empresa pode pegar empréstimos de até 30% da receita bruta anual registrada em 2019.

Para novos negócios, com menos de um ano de funcionamento, o limite do financiamento é de até metade do capital social ou de 30% da média do faturamento mensal.

Cada empréstimo tem a garantia, pela União, de até 85% dos recursos. Todas as instituições financeiras públicas e privadas autorizadas a funcionar pelo Banco Central podem operar a linha de crédito.

A empresa que optar pelo financiamento precisa manter o número de empregados por até 60 dias após o pagamento da última parcela.

O valor poderá ser dividido em até 48 parcelas. A taxa de juros anual máxima será igual à taxa Selic (atualmente em 4,25% ao ano), acrescida de 6%. Em 2020, esse acréscimo era de até 1,25%.

O prazo para começar a pagar o empréstimo aumentou para 11 meses. Nas rodadas de 2020, o programa tinha prazo de carência de oito meses.

Os empréstimos de 2020 começariam a ser pagos em março deste ano. Mas o governo ampliou a carência em três meses e as primeiras parcelas começaram a vencer em junho.

O Sul

Detran-RS alerta motoristas gaúchos sobre falsos e-mails de multas e penalidades

 


Após receber novas denúncias da circulação de falsos e-mails sobre multas e penalidades, o Detran-RS (Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul) reforçou um alerta à população sobre os cuidados para não ser vítima de golpes virtuais.

“O Detran-RS não envia e-mails de notificação de infrações e penalidades. As comunicações são realizadas aos proprietários de veículos por correio, com aviso de recebimento (AR). Para quem aderiu ao Sistema de Notificação Eletrônica (SNE) do Denatran, as notificações são enviadas exclusivamente via aplicativo Carteira Digital de Trânsito”, informou o departamento.

Os e-mails maliciosos têm links que contêm vírus ou pedem para o cidadão informar dados pessoais. O Detran-RS orienta os condutores e proprietários de veículos a sempre conferir a situação da carteira de habilitação e dos carros diretamente nos órgãos oficiais, como no site detran.rs.gov.br, ou pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito.

O Sul

OS FILÓSOFOS DA NATUREZA OU PRÉ-SOCRÁTICOS

 Por Marcelo Castro_Adm. Cultura em Doses

1ª parte_Os Filósofos da Natureza
Todas as coisas conhecidas sempre existiram? surgiram do nada? ou originaram-se de algo desconhecido?
Para os primeiros filósofos gregos, os chamados filósofos da natureza ou pré-socráticos, as coisas sempre existiram, tudo apenas se transformava. O que instigava esses filósofos era saber como se davam os processos naturais e as transformações das coisas neles inseridas.Eles se questionavam por exemplo: como podia água se transformar em peixes? ou como brotavam da terra “sem vida”, plantas? e que por sua vez se transformavam em árvores e em seguida geravam flores e frutos? Como do corpo de uma mulher poderia sair um bebê?
Para eles, por trás de todas as transformações da natureza deveria existir uma princípio básico (Arché em grego) que seria comum a todas as coisas.
O mais importante para nós não é tanto saber as conclusões que esse filósofos chegaram, mas sim, entender as perguntas que fizeram para compreender os fenômenos naturais sem ter que recorrer aos mitos.
Podemos dizer que os filósofos da natureza deram os primeiros passos para a criação das ciências naturais que mais tarde seria sintetizada por Aristóteles (384-322 a.C.).
Os Filósofos de Mileto
Tales (624-546 a.C.)
Considerado o primeiro filósofo da tradição ocidental, Tales, que nasceu na colônia grega de Mileto, era matemático e astrônomo e deu início à ruptura com as formas mitológicas de explicação da natureza, trocando por uma abordagem racional dos fenômenos naturais.
Tales viajou muito e aprimorou seu conhecimento matemático junto aos Egípcios e seu conhecimento sobre astronomia junto aos babilônicos. O conhecimento adquirido nessas áreas proporcionou a Tales deixar duas contribuições à humanidade: o Teorema de Tales na geometria e a localização da Constelação Ursa Menor que contribuiu para melhor orientação aos navegadores.
Embora Tales seja considerado o primeiro filósofo ocidental, ele não criou o termo Filosofia. Esse termo foi cunhado anos mais tarde por Pitágoras (570-495 a.C).
Os Filósofos da Natureza, como já dito anteriormente, buscavam um princípio básico comum a todas as coisas, e, por buscarem uma explicação racional para o universo, foram chamados também de cosmólogos, adjetivo originado de cosmologia que significa: estudo do universo.
Para Tales o princípio básico de todas as coisas estava numa substância, e esta seria a água. Ele considerava que em densidades e proporções diferentes a água comporia todos os seres e objetos do universo.
Anaximandro (610-546 a.C.)
Discípulo de Tales, Anaximandro também buscava o princípio básico do universo, contudo ele não imaginava uma substância determinada subjacente a tudo, como o fez Tales.
Anaximandro achava que nosso mundo era apenas um dos muitos mundos que surgem de alguma coisa e se dissolvem nesta alguma coisa que ele chamava de infinito (Ápeiron em grego). Todas as coisas finitas originariam-se desse infinito.
Na sua teoria, dizia que os contrários se excluem: frio e calor, luz e escuridão, seco e molhado.
Anaxímenes (588-524 a.C)
Foi discípulo de Anaximandro e viveu também na cidade de Mileto. Para Anaxímenes o ar ou o sopro de ar era a substância básica de todas as coisas. Na visão dele: a terra, a água e o fogo surgiriam do ar.
Esse filósofo acreditava que através da condensação o ar se transformaria em sólidos e líquidos e através da rarefação o ar se transformaria em gases e fogo.
Para ele a alma (ânima), que dá vida ao corpo, seria composta de ar. Ele considerou que enquanto respiramos estamos vivos e ao parar de respirar morremos.
Por Marcelo Castro
Adm. Cultura em Doses




Fonte: https://www.facebook.com/culturaemdoses/posts/1296469367435066

Com confirmações da Fiocruz, Rio Grande do Sul passa a 66 casos da variante delta

 


A  Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz ), do Rio de Janeiro, confirmou 14 novos casos da variante delta do coronavírus no Rio Grande do Sul, nesta quinta-feira (19), ao Cevs (Centro Estadual de Vigilância em Saúde). A confirmação é realizada por meio de sequenciamento genético completo, que define, de forma 100% precisa, as variantes das amostras. Com isto, são 66 casos confirmados da cepa de origem indiana no Estado, e 95 prováveis delta aguardando confirmação, totalizando 161 amostras.

Também aparecem agora na lista de municípios com casos confirmados Capão da Canoa, Carlos Barbosa, Guaíba, Novo Hamburgo, Panambi e Viamão. O especialista em saúde do Cevs, Richard Steiner Salvato, reitera que a delta está em circulação no Estado de forma autóctone (transmissão comunitária, sem que possa definir a origem da infecção) há quase um mês: o Cevs declarou este tipo de transmissão da variante em 24 de julho, “então ela já pode estar em qualquer município. As medidas de proteção como uso de máscaras, álcool gel, evitar aglomerações e diminuir as exposições continuam vigentes”.

Entre os casos sequenciados nesta última leva pela Fiocruz, o laboratório ainda identificou uma amostra da variante Alpha (B.1.1.7), que teve o primeiro registro no Reino Unido. O paciente com esta cepa é residente de Caxias do Sul. A amostra foi coletada ainda em maio, e referia-se a um dos dois casos que já estavam registrados no painel da Vigilância Genômica da SES (Secretaria da Saúde). “Parece se tratar de um caso isolado, como foi visto também em Pelotas em fevereiro, pois se houvesse uma disseminação minimamente expressiva nós iríamos identificar nas nossas análises”, garantiu Salvato.

Variante tomando espaço

Nesta quinta-feira (19), a porcentagem da variante delta em relação à variante gamma identificadas na última semana está em aproximadamente 18%. A gamma (P.1) surgiu no Amazonas e é predominante no Estado desde o início de março. No início do mês de agosto essa porcentagem estava variando entre 10 e 15%.

De acordo com Salvato, ela está tomando um espaço importante, mas mais lenta do que ocorreu em outros países da Europa e nos Estados Unidos, onde, após cinco semanas da identificação da delta, essa variante já representava a maioria das amostras analisadas. A diferença desses países analisados para o Brasil, e mais especificamente o território gaúcho, é que aqui predomina a gamma.

“Dado o cenário mundial, a expectativa é que tenhamos um aumento da delta nas próximas semanas, mas espera-se que em ritmo semelhante ao que temos acompanhado, com a variante tomando espaço aos poucos. Porém, essa é uma análise muito dinâmica, e a cada semana o cenário pode trazer mudanças significativas. Por isso o trabalho de Vigilância Genômica em tempo real que o Cevs vem fazendo é tão importante, não só para entender a dinâmica de disseminação da delta aqui no Estado, mas também entender como se dá a relação entre a delta e a gamma em uma região onde a gamma predomina, além de podermos identificar possíveis novas variantes caso venham a surgir”, concluiu Salvato.

Variantes identificadas no Estado

Gamma (P.1) – Identificada pela primeira vez em Manaus. Até o momento, é a variante de preocupação com maior circulação do Estado.

Delta (B.1.617.2) – Identificada pela primeira vez na Índia. Vem ganhando espaço aos poucos nas últimas semanas no Estado.

Alpha (B.1.1.7) – Identificada pela primeira vez no Reino Unido. No Estado, apareceu em duas amostras de sequenciamento genético, uma em Pelotas e outra em Caxias do Sul. Tratam-se de dois casos isolados até o momento.

Municípios com casos confirmados

Alvorada, Canoas, Capão da Canoa, Carlos Barbosa, Caxias do Sul, Estância Velha, Esteio, Garibaldi, Gramado, Guaíba, Nova Bassano, Novo Hamburgo, Panambi, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Santa Maria, Santana do Livramento, São José dos Ausentes, São Leopoldo, Sapucaia do Sul e Triunfo.

Municípios com casos prováveis de delta

Alegrete, Alvorada, Bom Retiro do Sul, Cachoeirinha, Canela, Canoas, Caxias Do Sul, Cidreira, Esteio, Garibaldi, Gramado, Gravataí, Guaíba, Montenegro, Não-Me-Toque, Novo Hamburgo, Paraí, Passo Fundo, Porto Alegre, Santa Maria, Santo Ângelo, São Francisco de Paula, São Leopoldo, Sapucaia Do Sul, Vacaria e Viamão.

O Sul

Após três meses, eficácia de vacinas diminui contra a variante delta do coronavírus

 


Um estudo feito pela Universidade de Oxford revelou que a eficácia das vacinas da Pfizer/BioNTech e da AstraZeneca contra a variante delta do coronavírus diminuiu após 90 dias da aplicação da segunda dose.

Após um período de três meses, os pesquisadores identificaram que a eficácia na prevenção de infecções da vacina da Pfizer caiu para 75% e a da AstraZeneca caiu 61%. Trata-se de uma redução dos índices de 85% e 68%, respectivamente, vistos duas semanas após a segunda dose.

Realizado no Reino Unido, o estudo avaliou mais de 3 milhões de amostras com material coletado do nariz e da garganta das pessoas. A redução da eficácia das vacinas foi mais pronunciada entre pessoas de 35 anos ou mais.

“Essas duas vacinas, com duas doses, continuam se saindo muito bem contra a Delta. Quando você começa muito, muito alto, tem um caminho longo pela frente”, disse Sarah Walker, professora de estatísticas médicas de Oxford e pesquisadora-chefe do estudo.

Walker não se envolveu na criação da vacina da AstraZeneca, desenvolvida inicialmente por especialistas de imunologia de Oxford.

Os pesquisadores não quiseram projetar o quanto mais a proteção declinará com o tempo, mas deram a entender que a eficácia das duas vacinas estudadas convergirá entre 4 e 5 meses após a segunda dose.

O estudo também apontou que as pessoas que foram infectadas mesmo depois de receberem as duas doses da vacina da Pfizer/BioNTech ou da AstraZeneca apresentaram uma carga viral semelhante à de não-vacinadas com uma infecção. O dado revela uma clara deterioração em relação à época em que a variante alpha ainda predominava no Reino Unido.

As descobertas de Oxford se alinham às análises feitas pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) e chegam no momento em que o governo norte-americano planeja disponibilizar doses de reforço de vacinas contra covid-19 a partir do próximo mês. A entidade citou dados que indicam que a proteção das vacinas decai ao longo do tempo.

Israel já começou a administrar terceiras doses da vacina da Pfizer em julho para confrontar uma disparada de infecções locais impulsionadas pela Delta. Vários países europeus também devem começar a oferecer doses de reforço aos idosos e às pessoas com sistemas imunológicos enfraquecidos.

O Sul

Imagem do dia - 20.06.2021

 



Fonte: https://www.facebook.com/culturaemdoses/posts/1299900033758666

Ministério da Saúde diz ter vacina suficiente para aplicação da 3ª dose em setembro

 


Diante da provável necessidade de uma terceira dose da vacina contra a covid-19 para idosos e pessoas com problemas de imunidade, o Ministério da Saúde está se planejando para iniciar a aplicação em setembro. A secretária especial da Covid, Rosana Leite de Melo, disse que o governo já dispõe do quantitativo necessário para a imunização desse público, que poderá receber uma vacina diferente da utilizada nas duas primeiras doses.

A ampliação da terceira dose para profissionais da saúde, de acordo com ela, ainda não está definida, embora as chances também sejam grandes. Já a inclusão de toda a população adulta ainda vai depender dos resultados de estudos e também da disponibilidade de vacinas no mercado mundial.

O Ministério da Saúde contratou recentemente uma análise para direcionar a decisão de estender a terceira dose para todos os adultos. Para esse público, o intervalo entre a segunda e a terceira aplicação será de seis meses.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou estudos para dose de reforço com as vacinas da Pfizer e da AstraZeneca. A Janssen também sinalizou que deseja iniciar os estudos. Na quarta-feira (18), a diretoria do órgão aprovou uma recomendação para a aplicação da terceira dose da Coronavac em idosos e imunossuprimidos. Vetou, no entanto, a vacinação de crianças a partir de 3 anos.

A secretária lembrou que o governo tem garantidas cerca de 600 milhões de doses, já descontando as vacinas Covaxin e Sputnik V, cujos contratos serão rescindidos. Desse montante, quase a metade está prevista para chegar ao País entre setembro e dezembro, o que seria suficiente para dar a terceira dose a esse grupo prioritário.

Ela lembrou que boa parte das entregas previstas para o último quadrimestre são da vacina da Janssen, que é aplicada em dose única. De acordo com o cronograma da pasta, está prevista a chegada de 74 milhões de doses desse imunizante, o suficiente para vacinar completamente o mesmo número de pessoas.

Uma eventual ampliação para todos os adultos, no entanto, dependeria de novas contratações. O ministério já abriu negociações com a Pfizer para um eventual aditivo, mas os volumes ainda não foram discutidos. Outra possibilidade era a compra da dose de reforço desenvolvida pela farmacêutica americana Moderna. Também havia uma expectativa para a utilização da Butanvac, vacina 100% nacional em desenvolvimento pelo Instituto Butantan.

As compras, no entanto, podem esbarrar na estratégia dos países mais ricos. Caso se decida pela aplicação da terceira dose nos Estados Unidos e na Europa, a oferta para as nações em desenvolvimento tende a cair, com maior dificuldade para obtenção das doses. Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reforçou apelo para que a terceira dose só seja aplicada após os países mais pobres conseguirem dar ao menos a primeira dose.

Os montantes de vacinas devem sempre considerar o percentual de perdas, que costuma ser calculado na faixa de 5%. Segundo a secretária da Covid, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) tem enviado por segurança um volume extra de 10% aos Estados, mas as perdas tem ficado abaixo desse patamar.

O Sul

Bolsonaro insiste em abertura de processo no Senado contra os ministros Barroso e Moraes, do Supremo

 


Apesar de alertado dos riscos de aumento de tensão entre Poderes, o presidente Jair Bolsonaro está determinado em apresentar o pedido de impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Investigado na Corte, Bolsonaro se reuniu na tarde desta quinta-feira (19) com o advogado-geral da União, Bruno Bianco, para acertar os detalhes finais do requerimento.

Fora da agenda de ambos, o encontro ocorreu por volta das 17h no Palácio do Planalto, depois que o presidente desembarcou da viagem que fez nesta manhã a Cuiabá (MT).

Na reunião, auxiliares voltaram a pedir que o presidente reconsidere o pedido e, mais uma vez, foi alertado dos riscos políticos de levar a decisão adiante. Segundo interlocutores do Planalto, Bolsonaro ouviu novamente as opiniões, mas não sinalizou disposição de retroceder.

Até a noite desta quinta, ainda não estava decidido se Bolsonaro vai enviar a representação contra os ministros da Corte nesta sexta-feira (20) ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). No último sábado (14), Bolsonaro, em sua rede social, prometeu pedir a abertura de processo ao longo desta semana. O presidente não mencionou o assunto em sua transmissão ao vivo semanal pela internet.

Aliados e alguns dos principais auxiliares do presidente ainda seguem tentando que Bolsonaro pelo menos adie a medida. O objetivo é ganhar mais tempo de convencê-lo a desistir, mas eles não estavam certos se terão sucesso. Nesta sexta, há a previsão que o presidente faça uma viagem ao interior de São Paulo.

Embora integrantes da Advocacia-Geral da União (AGU) tenham demonstrado resistência, o texto está sendo preparado pelo órgão para que possa ser apresentado ao presidente do Senado. O documento deverá ter apenas a assinatura de Bolsonaro.

Ao longo da semana, auxiliares tentaram demover Bolsonaro com o argumento de que a medida aumentará os embaraços políticos e jurídicos para o governo.

Foi a proposto ao presidente a ideia de que ele enviasse uma mensagem informal ao Senado pedindo a harmonia e o respeito entre os Poderes, mas ele se mostrou irredutível. Neste momento, integrantes do Planalto consideram remota a chance de Bolsonaro desistir do pedido de impeachment.

Atrás nas intenções de votos em pesquisas eleitorais para 2022, aliados afirmam que Bolsonaro quer manter a palavra com a militância que faz ataques ao STF. Segundo um importante interlocutor do Congresso, o presidente quer ficar com o argumento de que fez tudo que estava ao seu alcance, mas que o processo não avançou por inércia do presidente do Senado.

Pacheco já sinalizou que o pedido de Bolsonaro deverá ficar parado em sua gaveta. Na terça-feira (17), Pacheco disse que o processo de impeachment de ministros do STF “não é recomendável.” Em meio aos ataques de Bolsonaro, o presidente do Senado se reuniu com o presidente do STF, Luiz Fux, e pediu para “restabelecer o diálogo.”

Horas depois de encontrar com Pacheco, Fux também o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, que assumiu o posto prometendo atuar como “amortecedor” em meio às crises. Ao sair do STF, Nogueira falou que acredita na retomada do diálogo. Nos bastidores, porém, o chefe da Casa Civil ainda não conseguiu uma trégua de Bolsonaro.

Desde o último fim de semana, quando o presidente usou suas redes sociais para anunciar a intenção de representar contra os ministros do STF, políticos com acesso ao gabinete e ao WhatsApp presidencial vêm mantendo conversas com Bolsonaro sobre as consequências da medida. Eles argumentam que o gesto do presidente pode abrir um desgaste com o comando da Casa, onde depende da aprovação de projetos considerados essenciais para a reeleição.

Auxiliares da área jurídica alertam que o envolvimento da AGU no pedido de impeachment pode gerar um desgaste irreversível para a instituição. Eles alegam que participação do órgão na elaboração do requerimento seria prejudicial para o próprio governo, uma vez que cabe a instituição representar a União em diversas ações que tramitam na Corte.

Bruno Bianco, nomeado no dia 6 de agosto, foi escolhido para substituir André Mendonça, indicado para o STF, por ser considerado habilidoso e ter conquistado a confiança do presidente quando integrava a equipe econômica. O novo AGU também era considerado por alguns dos principais auxiliares do presidente um nome capaz de se relacionar com a Corte sem confronto. A vontade de Bolsonaro, porém, já se impôs como um desafio ao novo AGU.

O Sul