Revolução Romena de 1989 - História virtual

 


Manifestantes na Romênia, em dezembro de 1989, após confrontos com forças de Ceausescu.


A Revolução Romena de 1989 foi uma série de tumultos e protestos durante uma semana no final de dezembro de 1989 que culminaram com o derrube do regime comunista de Nicolae Ceaușescu. Os tumultos progressivamente violentos culminaram em um julgamento apressado e na execução de Ceaușescu e de sua esposa Elena. A revolução ocorreu enquanto outras nações do leste europeu faziam uma transição pacífica para a democracia; a Romênia foi o único país do Bloco do Leste a derrubar violentamente o seu regime comunista.[4][5]


Antes da revolução


Ver artigo principal: República Socialista da Romênia

Importante salientar a embaixada soviética em Bucareste era o centro de apoio dos grupos que eram adversários de Ceausescu. Os stalinistas, os militares e os perestroikistas (a partir do anúncio da Perestroika). Muitos eram agentes dos soviéticos que estavam infiltrados no governo romeno.[6]

Assim como em países vizinhos, em 1989 a maior parte da população romena estava insatisfeita com o regime comunista. As políticas econômica e de desenvolvimento de Ceaușescu (incluindo projetos de construção grandiosos e um programa de austeridade para capacitar a Romênia a pagar toda a sua dívida nacional) geralmente eram culpadas pela escassez grave e predominante do país que aumentava a pobreza; além do mais, a polícia secreta (Securitate) havia se tornado tão omnipresente a ponto de tornar a Romênia essencialmente um Estado policial.

Em novembro de 1989 foi sepultado a última aliança que Ceasescu poderia fazer com líderes das repúblicas soviéticas. Na Alemanha Oriental Erich Honecker caiu e na Bulgária Todor Jivkov também caiu. Estes três eram reconhecidos como adversários dos projetos de Mikhail Gorbatchov.

Em 4 de dezembro de 1989. Houve uma reunião entre os líderes do bloco do Leste ( presidentes e ministros de relações exteriores) com Mikhail Gorbatchov. Nicolae Ceaușescu se mostrou reticente na questão da diminuição de asperezas entre a Organização do Tratado do Atlântico Norte e o Pacto de Varsóvia. E também um relatório sobre a Invasão da Tchecoslováquia em 1968 donde Gorbatchov tentou colocar como uma ação conjunta do Pacto. Ceaușescu ressaltou que a Romênia nunca fez parte disso.[6]


Timișoara


Em 16 de dezembro, um protesto eclodiu em Timișoara como resultado por uma tentativa do governo de desapropriar um sacerdote húngaro metodista dissidente, László Tőkés, que recentemente havia se pronunciado contra o governo e fora acusado de incitar ódio racial. A pedido do governo, seu bispo o havia removido de seu posto, privando-o com isso de seu direito ao seu apartamento, que era um privilégio de sua posição. Por algum tempo, seus paroquianos reuniram-se ao redor de seu apartamento para protegê-lo do assédio e da desapropriação. Muitos transeuntes, incluindo estudantes romenos religiosos, todos acenderam velas e ficaram em volta da casa impedindo a passagem das forças militares, a policia usou de armas para retirar os manifestantes, efetuando disparos em suas pernas, com isso alguns manifestantes começaram a correr por toda a cidade gritando Deus existe em plena força dos pulmões, conseguindo aumentar o contingente dos manifestantes.

Conforme se tornava claro que a multidão não se dispersaria, o prefeito Petre Moț prometeu não desapropriar Tőkés, mas a multidão ficou impaciente — pois Petre Moț se recusou a elaborar documentos oficiais para anular a desapropriação — e começou a se manifestar e gritar. As forças policiais e da Securitate apareceram. Às 19h30, o protesto havia se tornado geral, e a causa original em grande parte havia se tornado irrelevante. Alguns dos protestantes tentaram incendiar o edifício que hospedava o Comitê Distrital do Partido Comunista da Romênia (CPR). A Securitate respondeu com gás lacrimogêneo e jatos d'água, enquanto a polícia espancava os desordeiros e prendia muitos deles. Por volta das 21h00 os desordeiros se retiraram, reagruparam-se ao redor da catedral e começaram a andar pela cidade, mas mais uma vez foram confrontados pelas forças de segurança.

Um tanque T-55 na Ópera de Timișoara

Os tumultos e protestos continuaram no dia seguinte, 17 de dezembro. Os manifestantes invadiram o Comitê Distrital e jogaram na rua documentos do Partido, panfletos de propaganda, obras de Ceaușescu e outras coisas. Os manifestantes mais uma vez pretendiam incendiar o prédio e começaram a fazer uma fogueira, mas foram impedidos desta vez por soldados do exército. A presença do exército significava que as ordens vinham do mais alto escalão, presumivelmente do próprio Ceaușescu. O exército falhou em estabelecer a ordem, mas foi bem-sucedido em tornar Timișoara um verdadeiro inferno: tiroteios, mortes, ferimentos, lutas e o incêndio de carros, Transport Auto Blindat (TAB) (transportes pessoais blindados), tanques e lojas. Após as 20h00, da Piața Libertății (Praça da Liberdade) à Casa de Ópera havia tiroteios ferozes, inclusive nas zonas da ponte Decebal, Calea Lipovei (Estrada Lipovei) e Calea Girocului (Estrada Girocului). Tanques, caminhões e TABs bloquearam as entradas para a cidade enquanto helicópteros continuavam a fazer voos de reconhecimento. Após a meia-noite os protestos acalmaram. Ion Coman, Ilie Matei e Ștefan Gușă inspecionaram a cidade, que parecia estar no dia seguinte a uma guerra: destruição, cinzas e sangue por toda parte.

Na manhã de 18 de dezembro, o centro de Timișoara estava protegido por soldados e Securitate à paisana. O prefeito Moț convocou uma reunião de Partido para condenar o vandalismo dos dias anteriores e declarou lei marcial, proibindo que as pessoas saíssem em grupos maiores de duas pessoas. Apesar do perigo, um grupo de 30 rapazes se dirigiu à catedral, onde pararam e agitaram uma bandeira da qual haviam removido o brasão comunista romeno. Sabendo que seriam alvejados, eles começaram a cantar "Deșteaptă-te, române!", um antigo hino nacional que havia sido banido desde 1947. Eles foram, de fato, alvejados; alguns morreram, outros ficaram seriamente feridos, outros escaparam.

Em 19 de dezembro, Radu Bălan e Ștefan Gușă visitaram os operários nas fábricas, mas não foram capazes de fazerem eles voltarem ao trabalho. Em 20 de dezembro, operários entraram na cidade em massivas colunas. 100 000 protestantes ocuparam a Piața Operei (Praça da Ópera - hoje Piața Victoriei; Praça da Vitória) e começaram a entoar protestos antigovernamentais: "Noi suntem poporul!" ("Nós somos o povo!"), "Armata e cu noi!" ("O exército está connosco!"), "Nu vă fie frică, Ceaușescu pică!" ("Não tenham medo, Ceaușescu cairá"). Enquanto isso, Emil Bobu e Constantin Dăscălescu foram enviados por Elena Ceaușescu (Nicolae Ceaușescu estando na época no Irã) para se encontrarem com uma delegação dos protestantes; porém, eles se recusaram a cumprir as exigências dos protestantes e a situação permaneceu essencialmente a mesma; no dia seguinte, trens com operários das fábricas em Oltênia chegaram em Timișoara para se unirem aos protestos. Um operário explicou: "Ontem, nosso chefe da fábrica e o oficial do Partido nos reuniram no pátio, nos deram bastões e nos disseram que em Timișoara os húngaros e os baderneiros devastaram a cidade e tínhamos que ir lá e esmagar essa revolta. Mas agora eu percebo que isso não é verdade".


Bucareste


Os eventos em Timișoara foram amplamente relatados pela rádio popular Voice of America e por estudantes que voltavam para casa para as comemorações de Natal.

Há várias visões conflitantes sobre os eventos em Bucareste que levaram à queda de Ceaușescu em 1989. Uma visão é de que uma parte do CPEx (Conselho Político-Executivo) do Partido Comunista Romeno tentou e falhou em produzir um cenário similar àquele no resto do bloco oriental dos países comunistas, onde a liderança comunista renunciaria em massa, permitindo que um novo governo surgisse pacificamente. Outra visão é de que um grupo de oficiais conspirou de forma bem-sucedida contra Ceaușescu. Vários oficiais afirmaram que conspiraram contra Ceaușescu, mas as evidências além de suas próprias afirmações, na melhor das hipóteses, são escassas. A última visão é sustentada por uma série de entrevistas dadas em 2003–2004 pelo ex-tenente-coronel da Securitate Dumitru Burlan, guarda-costas de Ceaușescu por muito tempo. As duas teorias não são necessariamente mutuamente exclusivas.

Em novembro de 1989 Ceaușescu visitou Mikhail Gorbachev, que lhe pediu para renunciar. Ceaușescu recusou. A questão de uma possível renúncia surgiu novamente em 17 de dezembro de 1989, quando Ceaușescu reuniu o CPEx (Conselho Político-Executivo) para decidir sobre as medidas necessárias para reprimir o levante de Timișoara. Embora atas tenham sido escritas e apresentadas no julgamento de vários membros do CPEx, as stenograma (atas) que restaram à época do julgamento eram incompletas de modo frustrante: páginas estavam faltando, incluindo a discussão de uma possível renúncia.


Queda de Ceaușescu


Dezembro de 1989 marcou a queda de Ceaușescu e o fim do regime comunista na Romênia, uma mudança violenta, que resultou em mais de mil mortes (1 167 mortos[6] )durante os eventos decisivos em Timișoara e Bucareste. Após uma semana de estado de intranquilidade na cidade Timișoara, Ceaușescu perdeu o controle sobre o governo do país, fugindo de Bucareste após convocar uma reunião de apoio que se voltou contra ele em 21 de dezembro de 1989, sendo preso e executado em 25 de dezembro de 1989. A série de eventos conhecida como a Revolução Romena de 1989 permanece até hoje uma questão de debate, com muitas teorias conflitantes sobre as motivações e mesmo as ações de alguns dos personagens principais. Um antigo ativista marginalizado por Ceaușescu, Ion Iliescu, conseguiu reconhecimento nacional como líder de uma coligação governamental improvisada, a Frente de Salvação Nacional (FSN), que proclamou a restauração da democracia e liberdade em 22 de dezembro de 1989. O Partido Comunista foi declarado ilegal e as medidas mais impopulares de Ceaușescu, tais como o Decreto 770 que proibia o aborto e a contracepção,[7] foram revogadas.


Ver também



Referências


  1.  2014 Europa World Year Book, pg. 3758, ISBN 978-1857437140
  2.  Valentin Marin (2010). «Martirii Revoluției în date statistice» (PDF). Bucharest: Editura Institutului Revoluției Române din Decembrie 1989. Caietele Revoluției (em romena). ISSN 1841-6683
  3.  Marius Ignătescu (21 de março de 2009). «Revoluția din 1989 și ultimele zile de comunism»Descoperă.org (em romena)
  4.  Stephen D. Roper, Romania: The Unfinished Revolution, Routledge, 2000, ISBN 978-90-5823-028-7
  5.  George Galloway e Bob Wylie, Downfall: The Ceaușescus and the Romanian Revolution. Futura Publications, 1991
  6. ↑ Ir para:a b c CARTIANU, Grigore (2012). O fim dos ceausescu. São Paulo: E realizações. 49 páginas
  7.  Mundo, Redacción BBC. «El horror de los niños huérfanos de Rumania: "Fuimos aniquilados como seres humanos"»BBC News Mundo (em espanhol). Consultado em 22 de fevereiro de 2019


Wikipédia

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Melhorias no muro da Mauá devem ser concluídas em março de 2022

 Dentre as intervenções, está um painel digital interativo que vai retratar a história da cidade


Como parte dos projetos de revitalização do Centro Histórico, o prefeito Sebastião Melo entregou nesta quinta-feira, no Cais Embarcadero, o termo de adoção do Muro da Mauá para o consórcio Sinergy/HMídia. A previsão é de que as primeiras intervenções na estrutura sejam realizadas até o final do ano. As melhorias deverão ser concluídas pelo consórcio até o dia 26 de março de 2022, data em que Porto Alegre comemora os seus 250 anos.

Entre as melhorias projetadas pelo consórcio vencedor, estão a colocação de painéis digitais interativos que vão retratar a história da cidade. Pelos próximos dois anos, o consórcio Sinergy/HMídia ficará responsável pela revitalização e manutenção de 750 metros do muro - no trecho entre a Secretaria Estadual da Fazenda e a cerca divisória na curva da avenida Mauá antes da Usina do Gasômetro, em frente à rua General Portinho - e de cinco canteiros perto da parada de ônibus.

Acompanhado de secretários, deputados e vereadores, Melo destacou que o termo de adoção do muro faz parte de uma série de iniciativas adotadas pela prefeitura para valorizar a orla do Guaíba. Mesmo reconhecendo a importância da revitalização daquele espaço, Melo afirmou que o ideal seria rebaixar o muro. O prefeito disse que o uso de novas tecnologias pode ajudar na prevenção a enchentes. "Hoje há tecnologias no mundo inteiro que podem dar segurança à cidade. Jamais tomaríamos uma decisão que não fosse segura para a cidade", ressaltou.

Apesar do desejo de rebaixar a estrutura, ele reconheceu que não há consenso sobre essa questão. "Sem consenso nesse processo, arranjamos uma forma de dar embelezamento no muro", salientou. Segundo Melo, se as licenças obtidas pela prefeitura pudessem ser aproveitadas para outras alterações, as mudanças poderiam ser realizadas em curto espaço de tempo. "Deveríamos partir para processos mais simples e aproveitar licenças que já temos, no regime urbanístico, do que se pode fazer aqui", completou.

Na avaliação do secretário de Planejamento e Assuntos Estratégicos, Cezar Schirmer, a restauração do espaço é o primeiro passo para transformar a realidade da cidade e valorizar a gastronomia e a cultura. Apesar das melhorias previstas, Schirmer defende a retirada de todo muro. "Os dias do muro estão contados", afirmou. "No futuro o muro não vai continuar sendo o muro que desagrega a cidade. Vai estar na nosso história, no nosso passado", completou.

Secretária municipal de Parcerias, Ana Pelini afirmou que o projeto vai garantir o embelezamento da região. "É muito mais que um simples muro arrumado, representa o resgate da cidade da sua conexão com rio", destacou. De acordo com o CEO da Synergy, Eduardo Ferreira o projeto para a Capital será inédito. "É a primeira vez que vamos unir telas com interatividade, digital, com arte, cultura e história. Nunca os painéis de mídia tiveram arte, cultura e história", assinalou.

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Audiência Pública discute situação da Carris e do transporte de Porto Alegre

 O prefeito Sebastião Melo assinou projeto de lei que autoriza a desestatização, por meio de privatização ou extinção, da Companhia



A Comissão de Segurança e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa debateu em audiência pública virtual, nesta quinta-feira, a situação da Companhia Carris Portalegrense (Carris), empresa pública de transporte coletivo de passageiros de Porto Alegre. O encontro foi solicitado pela deputada Sofia Cavedon (PT). No último dia 15, o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, assinou projeto de lei que autoriza a desestatização, por meio de privatização ou extinção, da Companhia Carris Porto-Alegrense (Carris). O projeto foi encaminhado para a Câmara de Vereadores.

O evento na Assembleia Legislativa reuniu parlamentares, vereadores, os secretários municipais de Parcerias, Ana Pellini, e o de Mobilidade Urbana, Luiz Fernando Zachia; o ex-secretário dos Transportes de Porto Alegre e ex-presidente da Carris, Mauri Cruz; a vereadora Claudia Araújo (PSD); o presidente da Carris, Maurício Cunha; Rosangela Machado, integrante do ATTROPA (Associação dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Passageiros de Porto Alegre), servidores da Carris, estudantes e usuários.

Debate transparente

Para a deputada Sofia Cavedon, antes da privatização da Carris, deve ocorrer um debate onde sejam transparentes os números da câmara de compensação do sistema. "Precisamos também pensar no que vamos oferecer ao usuário, linhas que deixam de existir,  poucos horários e carros velhos e sem conforto?", questionou. A deputada defendeu o transporte coletivo com conforto e acessibilidade. Sofia disse também que vai propor à Comissão de Segurança e Serviços Públicos a realização de um seminário para discutir o tema.

O secretário de Mobilidade Urbana, Luiz Fernando Zachia, discorreu sobre a falência do sistema de transporte urbano da cidade. Ele comentou que, desde 2015, o número de usuários de ônibus vem caindo, principalmente pela concorrência dos aplicativos de transporte individual de passageiros. Ele reforçou que atualmente 44 mil carros de aplicativos trafegam em Porto Alegre.

Conforme o secretário, essa mudança de modal de Transportes, acrescidos de bicicletas e motos, levou o sistema de transporte coletivo a ter enormes prejuízos, especialmente por diminuição de demanda. "Em 2015 transportávamos diariamente cerca de 1,5 milhão de usuários, hoje estamos com 350 mil pessoas. Temos que alterar o sistema e cuidar do valor da passagem", declarou. Zachia afirmou, ainda, que a Carris tem um custo 21% maior que a média do sistema.

Papéis importantes

O ex-secretário dos Transportes, Mauri Cruz disse que a empresa cumpre papéis importantes dentro do transporte de passageiros como a operação de linhas transversais e circulares e a introdução de avanços tecnológicos. A crise nos transportes não é causada pela empresa. "A crise é do sistema e ocorre em todo o Brasil, além da questão financeira, há ainda que se redesenhar o sistema", acrescentou.

Para Mauri, é inviável que o transporte de passageiros se sustente apenas pela tarifa. "O orçamento público deveria sustentar as isenções", argumentou. O ex-secretário destacou que a Carris tem uma frota de ônibus relativamente nova, enquanto que entre as empresas privadas a frota está envelhecendo.

A secretária municipal de Parcerias, Ana Pellini, disse que não é papel do município administrar uma empresa de transporte coletivo. Ela confirmou que nos últimos dez anos a prefeitura repassou a Carris cerca de meio bilhão. "Com esses recursos a prefeitura poderia construir 10 clínicas de saúde da família", calculou. Pellini apresentou o resultado de uma auditoria na empresa que apontou gastos superlativos com combustíveis, pessoal, mecânica e ainda um passivo trabalhista de R$ 30 milhões.

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Os desígnios de Deus!

 Em nossa trajetória de vida, quase sempre nos deparamos com dificuldades de várias naturezas. São as doenças que nos chegam inesperadamente, os reveses financeiros, os desentendimentos pessoais, e as perdas de amigos e parentes queridos.

Nesses momentos nossa fé é colocada à prova, pois muito do que nos acontece escapa à nossa aceitação e compreensão. Assim através de questionamentos, buscamos incessantemente a causa do que nos aflige e por vezes, supostamente não a encontramos.
Assim sendo, perguntamo-nos qual a melhor conduta a adotar nessas situações? É certo que devemos buscar providências práticas e racionalizadas que nos permite a negação ou conformação com os reais motivos destas aflições, naturalmente cobrindo as sensações desagradáveis que vivenciamos com justificativas equivalentes para tentar superá-las, na medida do possível.
Mas, quando carregamos em nosso íntimo a fé verdadeira, qualquer que seja o caminho escolhido para ser percorrido, na busca das soluções, com certeza ele se tornará menos árduo.
A fé nos ensina que Deus é Pai bondoso e misericordioso e que só deseja o nosso bem, e melhor do que nós sabe, o que nos convém e o que merecemos. Mas, somente nos submeteremos à vontade d’Ele quando estivermos desprovidos de queixas ou revoltas, para compreender que Ele é fonte de toda sabedoria e que tudo que nos acontece tem um razão maior de ser e acontecer.
Portanto a Vontade Divina sempre se manifesta a nosso favor, desde as pequenas contrariedades do dia a dia, até nos grandes problemas que, por vezes, julgamos sem solução. Pois a luta é necessária para nosso crescimento e a superação das dificuldades, para nos fortalecer.
O sofrimento e a luta são as chamas invisíveis que o nosso Pai Celestial criou para nosso crescimento a fim de nos tornar agentes sublimes e mais perfeitos a serviço do bem.


Fonte: https://www.facebook.com/1677131654/posts/10217175107324579/?sfnsn=wiwspmo

Melo reitera defesa pela conectividade de modais no transporte em Porto Alegre

 Prefeito cogitou o uso de ônibus menores em horários com menos passageiros na cidade


Após definir a tarifa dos ônibus de Porto Alegre em R$ 4,80, o prefeito Sebastião Melo concedeu entrevista nesta quinta-feira ao programa Agora, da Rádio Guaíba, e reiterou a defesa pela conectividade dos modais na Capital. A principal preocupação de Melo não é apenas atacar o gasto com o sistema, mas torná-lo moderno e eficiente. 

"Nós podemos fazer a conectividade entre os modais. É uma coisa que nunca foi feita no Brasil, no Estado e aqui na cidade. Eu defendo demais a integração com as lotações, que possam abastecer eixos da cidade em que os ônibus não precisam ir. Além disso, podemos pensar ainda no uso de ônibus menores em horários com menos passageiros. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) tem os estudos necessários para encontrarmos os períodos em que é possível fazer isso", argumentou Melo. 

O prefeito mencionou novamente que a Carris é um problema porque eleva passagem na cidade. "Ela custa 22% mais caro do que qualquer outro consórcio. Temos isso e mais as isenções e espero conseguir diminuí-las com a ajuda da Câmara de Vereadores. Precisamos ter a justeza no processo, para que quem realmente precise do ônibus e não possa pagar seja beneficiado e aqueles que têm condições de arcar com passagem o façam", explicou.  

Nessa quarta-feira, Melo sugeriu a redução no número de públicos beneficiados, baixando de 14 para cinco. A pretensão da prefeitura é manter a gratuidade para idosos acima de 65 anos, estudantes de baixa renda, pessoas com enfermidades e seus acompanhantes, crianças e adolescentes que precisam de assistência social e integrantes da Brigada Militar. 

Entre os públicos que perdem a gratuidade da passagem estão idosos com idade de 60 a 64 anos, professores, pessoas com HIV e acompanhantes, oficiais de Justiça, carteiros, agentes de fiscalização, guardas municipais, integrantes do Corpo de Bombeiros e ex-combatentes. 

“Professores já têm emprego, podem ser subsidiados pelo Município e Estado. Quanto aos carteiros, nada contra eles, mas essa isenção é uma indecência. Vou buscar na Justiça essa mudança”, prometeu. “Por que só as pessoas com HIV? Por que não outras doenças? E quem tem câncer?”, questionou durante a apresentação dessa quarta.


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Nova tarifa de R$ 4,80 é criticada pelos passageiros de ônibus de Porto Alegre

 Passageiros esperam que aumento no valor, em vigor a partir desta sexta-feira, traga melhorias ao transporte



O valor da tarifa dos ônibus de Porto Alegre que entra em vigor nesta sexta-feira foi criticada pela população. No terminal da Praça Parobé, no Centro da Capital, o valor de R$ 4,80 foi considerado injusto e "salgado" pelos usuários do transporte coletivo. Novo valor da passagem foi anunciado na última quarta-feira pelo prefeito Sebastião Melo. Ele é diferente da tarifa de R$ 5,20 aprovada pelo Conselho Municipal de Transportes Urbanos (Comtu).

A técnica em informática Cínara Campos Freitas, moradora do bairro Santana e que utiliza quatro ônibus para chegar até o serviço na zona Norte da cidade, disse que o preço cobrado não faz sentido. Ela realizou críticas a qualidade do serviço alegando que os ônibus estão sempre lotados e, muitas vezes, os passageiros não tem nenhum conforto, como por exemplo, um sistema de ar condicionado.

O auxiliar de estoque Daniel Silveira, residente no bairro Cidade Baixa, disse que espera que a passagem mais cara resulte em algum benefício para o passageiros. No terminal da rua Uruguai, a técnica de enfermagem Letícia Soares lamentou o reajuste da tarifa. "O trabalhador paga caro pela passagem e não tem um serviço de qualidade", lamentou.

Após definir a tarifa dos ônibus de Porto Alegre em R$ 4,80, o prefeito Sebastião Melo concedeu entrevista, nesta quinta-feira à Rádio Guaíba, e reiterou a defesa pela conectividade dos modais na Capital. A principal preocupação de Melo não é apenas atacar o gasto com o sistema, mas torná-lo moderno e eficiente.

"Nós podemos fazer a conectividade entre os modais. É uma coisa que nunca foi feita no Brasil, no Estado e aqui na cidade. Eu defendo demais a integração com as lotações, que possam abastecer eixos da cidade em que os ônibus não precisam ir. Além disso, podemos pensar ainda no uso de ônibus menores em horários com menos passageiros. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) tem os estudos necessários para encontrarmos os períodos em que é possível fazer isso", argumentou Melo. 

O prefeito mencionou novamente que a Carris é um problema porque eleva passagem na cidade. "Ela custa 22% mais caro do que qualquer outro consórcio. Temos isso e mais as isenções e espero conseguir diminuí-las com a ajuda da Câmara de Vereadores. Precisamos ter a justeza no processo, para que quem realmente precise do ônibus e não possa pagar seja beneficiado e aqueles que têm condições de arcar com passagem o façam", explicou.

Na quarta-feira, Melo sugeriu a redução no número de públicos beneficiados, baixando de 14 para cinco. A pretensão da prefeitura é manter a gratuidade para idosos acima de 65 anos, estudantes de baixa renda, pessoas com enfermidades e seus acompanhantes, crianças e adolescentes que precisam de assistência social e integrantes da Brigada Militar. 

Entre os públicos que perdem a gratuidade da passagem estão idosos com idade de 60 a 64 anos, professores, pessoas com HIV e acompanhantes, oficiais de Justiça, carteiros, agentes de fiscalização, guardas municipais, integrantes do Corpo de Bombeiros e ex-combatentes.  “Professores já têm emprego, podem ser subsidiados pelo Município e Estado. Quanto aos carteiros, nada contra eles, mas essa isenção é uma indecência. Vou buscar na Justiça essa mudança”, prometeu. “Por que só as pessoas com HIV? Por que não outras doenças? E quem tem câncer?”, questionou durante a apresentação feita no Paço Municipal.

Com o reajuste das tarifas dos ônibus integrados operados pela Vicasa em Canoas, o valor da integração entre o metrô da Trensurb e esses ônibus integrados (realizada com o uso do cartão TEU) passa de R$ 8,58 para R$ 8,83. O desconto tarifário é de 5,56% na integração (a tarifa total sem o benefício é de R$ 9,35). Com o reajuste da tarifa dos ônibus de Porto Alegre, o valor da integração entre o metrô da Trensurb e os coletivos da Capital (realizada com o uso dos cartões SIM ou TRI) passa de R$ 7,88 para R$ 8,10. O desconto tarifário é de 10% com o uso dos cartões de bilhetagem eletrônica (a tarifa total sem o benefício é de R$ 9,00).

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