Governador debate novo modelo de distanciamento pela primeira vez fora do Gabinete de Crise

 Expectativa é que alteração seja implementada no próximo dia 10



Umas das críticas mais repetidas pelos prefeitos a respeito do atual modelo de Distanciamento Controlado do Rio Grande do Sul, a tomada vertical de decisões por parte do governo estadual, incomodou muito dos gestores municipais ao longo desta pandemia de Covid-19. Mas agora buscando o diálogo, depois de alguns dias sendo formatado pelos integrantes do gabinete de crise, o governador Eduardo Leite chamou pela primeira vez prefeitos, parlamentares e secretários para discutir o modelo que irá substituir o atual no próximo dia 10. O encontro, fechado à imprensa, foi realizado por videoconferência às 18 horas desta terça-feira. 

A reunião é a primeira de uma série de debates de deverão ocorrer ainda nesta semana sobre o assunto. Por se tratar apenas de um debate interno, não foi tomada nenhuma decisão, bem como Leite preferiu não se pronunciar.

Foram convidados os deputados Zilá Breitenbach (PSDB) e Mateus Wesp (PSDB), os presidentes das associações regionais de municípios, como o prefeito de Porto Alegre e presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal), Sebastião Melo, o secretário de Articulação e Apoio aos Municípios, Luiz Carlos Busato, o da Secretaria Extraordinária de Apoio à Gestão Administrativa e Política, Agostinho Meirelles. Também esteve presente o secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia, Luís Lamb, que preside o comitê de dados do governo gaúcho, e a secretária da Saúde, Arita Bergmann, além do presidente da Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Maneco Hassen.

O modelo de Distanciamento Controlado será substituído, segundo o próprio governador, devido à nova etapa no enfrentamento à pandemia, cuja decisão foi anunciada no dia 27 do mês passado. Foi decisivo, no entanto, o descrédito crescente que atingiu o modelo devido a uma série de alterações, promovidas para atender reivindicações de prefeitos, setores do comércio e da gastronomia e, por último, para viabilizar a volta às aulas.

De acordo com a colunista Taline Oppitz, no documento permaneceria o controle da pandemia baseado nas 21 regiões covid, nas sete macrorregiões e no Estado como um todo, assim como ocorria no Distanciamento Controlado. Caberia ao governo do Estado estabelecer as restrições mínimas obrigatórias que os municípios terão que seguir em qualquer hipótese. Por exemplo, uso obrigatório de máscara em ambiente coletivo aberto ou fechado, e o protocolo padrão, formado por conjunto de regras, ajustáveis, considerando  o quadro atual da pandemia, que poderão ser ajustados ou  adotados na integralidade pelas regiões.

Aos municípios, caberia adotar protocolos por atividades mais flexíveis do que o padrão Piratini desde que sejam respeitadas as restrições mínimas obrigatórias, a  adesão de dois terços das prefeituras da região, a apresentação de Plano de Fiscalização dos protocolos a serem adotados. Na prática, como praticamente ocorria na cogestão.  Os municípios seguiriam podendo adotar regras mais rígidas do que as do Estado.

Correio do Povo


Brasil registra 2.966 mortes por Covid-19 e 77.359 novos casos em 24h



Novo modelo de distanciamento terá sistema de alerta e divisão de funções


Motorista morre após colisão entre dois caminhões na BR 116, na Barra do Ribeiro

Câmara aprova PL que revoga Lei de Segurança Nacional

 Projeto tipifica crimes contra a democracia; texto vai ao Senado



A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (4) o projeto de lei que revoga a Lei de Segurança Nacional e acrescenta no Código Penal uma nova seção para tipificar 10 crimes contra a democracia em cinco capítulos. Entre eles, os crimes de interrupção de processo eleitoral, fake news nas eleições e atentado ao direito de manifestação. O PL segue para análise do Senado.

O texto prevê, no capítulo dos crimes contra a cidadania, a proibição de impedir, com violência ou ameaça grave, o exercício pacífico e livre de manifestação de partidos políticos, movimentos sociais, sindicatos, órgãos de classe ou demais grupos políticos, associativos, étnicos, raciais, culturais ou religiosos.

A pena instituída é de 1 a 4 anos de reclusão, mas aumenta para 2 a 8 anos se da repressão resultar lesão corporal grave. No caso de morte, vai para 4 a 12 anos.

De acordo com a relatora, deputada Margareth Coelho (PP-PI), a proposta busca revogar a Lei 7.170/1983, a chamada Lei de Segurança Nacional, e estabelecer uma nova legislação, agora voltada à tipificação dos crimes contra o Estado Democrático de Direito e a humanidade.

“A propositura, composta de 25 artigos, sugere os seguintes tipos penais: atentado contra a soberania, traição, atentado separatista, espionagem, serviço de espionagem, aerofotogrametria, sensoriamentos ilícitos, auxílio a espião, revelação, divulgação de segredo de Estado, insurreição, organização paramilitar, armamento militar, invasão de um Estado por outro, genocídio, terrorismo, desaparecimento de pessoas e informação falsa”, explicou.

Contrários à proposta, deputados do PSL tentaram obstruir a votação e estender a discussão do dispositivo por meio de uma comissão especial. Na avaliação do deputado Carlos Jordy (PSL-RJ), a Lei de Segurança Nacional esttá sendo usada para perseguir quem faz críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Se é para torná-la melhor, ela deveria estar sendo melhorada, aprimorada. Da forma como está, ela traz consigo diversos dispositivos ruins da antiga Lei de Segurança Nacional e também traz questões muito piores para a nova legislação. Ela permite, por exemplo, que ações de grupos armados sejam legitimadas, legalizadas, que ações como de black blocs ou de MTST [Movimento dos Trabalhadores Sem Teto] sejam praticadas livremente e não sejam punidas”, afirmou o deputado.

Para o líder da minoria, deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), a atual legislação tem sido usada para perseguir políticos e ativistas. Na avaliação do congressista, a Lei de Segurança Nacional era a estrutura legal da ditadura militar.

“Derrubar a Lei de Segurança Nacional é fundamental para quem tem compromisso com a democracia. Esse painel é muito ilustrativo daqueles que defendem a democracia e daqueles que defendem a ditadura, defendem a tortura e que precisam ser derrotados neste plenário e na vida política brasileira. É disso que se trata”, argumentou Freixo.

Agência Brasil e Correio do Povo


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Frente fria chega com chuva e temporais

 













Decreto que antecipa 13º de aposentados é sancionado

 Pagamento será feito em duas parcelas


O presidente Jair Bolsonaro assinou o decreto que antecipa o pagamento do 13º de aposentados do INSS neste ano. O pagamento será feito em duas parcelas. A primeira, correspondente a 50% do valor, será paga juntamente com os benefícios de maio, entre os dias 25 de maio e 8 de junho. A segunda parte será paga com os benefícios de junho, entre 24 de junho e 7 de julho. Normalmente, o 13º dos aposentados é pago nas competências de agosto e novembro.

A intenção de antecipar o benefício já tinha sido anunciada pelo governo como medida para incrementar a renda dos beneficiários do abono e favorecer o processo de recuperação da economia após o impacto da pandemia do novo coronavírus. Segundo estimativas do Ministério da Economia, a medida deve injetar R$ 52,7 bilhões na economia do País.

"A grande maioria dos beneficiários da Previdência Social são pessoas idosas, doentes ou inválidas, portanto integrantes dos grupos mais vulneráveis ao coronavírus, que terão, por meio da medida, maior segurança financeira neste momento delicado para a saúde e a economia", afirma a Secretaria Geral da Presidência da República em nota divulgada ontem.

A medida não terá impacto orçamentário pois trata-se apenas da antecipação do pagamento do benefício, sem acréscimo na despesa prevista para o ano. A confirmação do pagamento antecipado aos aposentados, no entanto, dependia da sanção do Orçamento de 2021. Os gastos obrigatórios estavam sendo feitos de forma provisória na proporção de 1/12 ao mês em relação ao estimado na proposta orçamentária, como autoriza a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Pagar o 13º mais cedo que o habitual elevaria essa proporção. O decreto presidencial ainda deve ser publicado no Diário Oficial da União.


Agência Estado e Correio do Povo


Ator e humorista Paulo Gustavo morre vítima de Covid-19, aos 42 anos

Chuva e temporais da Argentina e Uruguai avançam para o Estado

 













Mesmo ferida, professora correu para alertar colegas sobre ataque em creche de SC

 Apesar de machucados graves, Keli Aniecvski correu para alertar os demais sobre o agressor e tentar proteger os meninos e meninas


Na manhã desta terça-feira, a professora Keli Adriane Aniecevski, de 30 anos, se prontificou a atender um estranho que apareceu na creche Pró-Infância Aquarela, onde trabalhava em Saudades, cidadezinha no oeste de Santa Catarina. Lugar pacato, quem imaginaria uma tragédia dessas? Pega desprevenida, acabou atacada a golpes de facão e, mesmo com ferimentos graves, correu para alertar os demais sobre o agressor e tentar proteger os meninos e meninas, todos de seis meses a dois anos.

Não houve tempo sequer para receber socorro médico: a professora foi a primeira a ter morte confirmada. O massacre soma cinco vítimas até o momento. "Ela foi uma verdadeira super-heroína. Conseguiu proteger várias crianças, mas perdeu a própria vida", diz a prima Silvana Ester Helfer, de 29 anos.

As duas eram bem amigas desde a infância, quando a família de Keli se mudou de uma área afastada para um casa mais perto do centro de Saudades, município localizado na região de Chapecó-SC. Neta mais velha, a professora era solteira, tinha um irmão e ainda morava com os pais.

Na verdade, Keli era formada em Sistemas de Informação, mas se dava bem mesmo com criança. Podia passar horas brincando ou cuidando delas, segundo a família. Tanto que conseguiu um emprego fora da sua área e virou professora da creche há mais de cinco anos.

"Eu tive uma filha, recém-nascida, que só viveu 2h30 e Keli seria a madrinha dela. Mas a nossa família nunca viveu nenhuma tragédia parecida com a de hoje", afirma Silvana, que é mãe de outro menino. "Ele adora a tia. Na semana passada, até me perguntou quando a gente iria para a casa dela brincar."

No seu perfil no Facebook, Keli costumava compartilhar mensagens positivas e campanhas beneficentes. Entre as ações, publicou recentemente imagens de uma visita a um lar de idosos em Pinhalzinho, cidade vizinha. Também há posts de quando deixou o cabelo crescer para doá-lo.

"Era uma pessoa muito alegre, espontânea e carismática. De uma luz interior incrível: passava tranquilidade para todo mundo e deixava todo lugar mais feliz", descreve Silvana, que foi para a casa dos tios, ampará-los, após o ataque. "O município inteiro está em choque."

Com população estimada de 9,8 mil habitantes, é comum que as pessoas sejam próximas em Saudades. No entanto, a família de Keli afirma nunca ter ouvido falar do criminoso - identificado pela Polícia Civil como Fabiano Kipper Mai, de 18 anos.

Silvana conta que acordou animada na manhã da tragédia. Pôs uma música e começou a tirar as roupas da máquina de lavar, quando o telefone tocou. Era a mãe:"Filha, está sentada? É melhor sentar". "Levei um susto. A notícia chegou como uma bomba. Keli era uma pessoa tão boa que ninguém está acreditando ainda. Não há muito o que dizer. Já tentei deitar, puxar os olhos, dizer que é mentira. Queria muito que fosse mentira."


Agência Estado e Correio do Povo

Polícia traça perfil: autor de ataque em SC sofria bullying e maltratava animais

 Três crianças e duas mulheres foram mortas em creche, na manhã desta terça-feira



A Polícia Civil ainda trabalha nas investigações para entender as motivações que levaram um jovem de 18 anos a matar cinco pessoas - três crianças e duas professoras - em um ataque a uma escola infantil, em Saudades, Santa Catarina. Em entrevista coletiva para divulgar as informações preliminares, o delegado responsável, Jerônimo Marçal Ferreira, reiterou que os fatos seguem em apuração, mas "começou a traçar um perfil" do autor do ataque. "Pelas informações que colhemos até aqui, o que temos é que era um rapaz problemático, vinha enfrentando bullying na escola, maltratava animais, era introspectivo", contou.

"Um perfil que já não é mais tão incomum, o jovem que se tranca no quarto e a família não sabe o que ele está fazendo no computador. Ele tinha alguns problemas dentro de casa e, de acordo com familiares, não queria mais ir para a escola", revelou em entrevista com as autoridades de segurança nesta terça-feira. "A Polícia encontrou 11 mil reais em espécie com ele. Ele trabalhava em uma empresa na cidade, a família explicou que o dinheiro era dele, que não saía muito e estava guardando", acrescentou. 

O delegado afirma que até o momento todos as análises indicam para uma ação com motivação solitária e sem conhecimento de ninguém. "Não se abria, era quietão, não tinha celular, não tinha namorada. Se afastou dos poucos amigos que tinha nos últimos dias. Ninguém da família imaginava que ele ia fazer isso. Inclusive, as informações dão conta de que ninguém sabia e ninguém ajudou".

Sobre as armas - uma faca e uma espada katana - o chefe da investigação revelou que elas foram compradas recentemente pelo jovem. "Inclusive, a irmã dele perguntou o que ele iria fazer com as armas e ele disse, em tom de brincadeira, que era para maltratar um animal que ela tinha em casa", pontuou. "Foram duas armas brancas, uma maior e uma menor. O Instituto Geral de Perícias nos passou que ele usou a maior, a outra tinha com ele, mas não chegou a ser utilizada". 

O delegado garantiu que a Polícia Civil seguirá com a investigação pelos próximos dias e antecipou os próximos passos. O computador do adolescente foi apreendido e será analisado. "Não temos informações de ligação dele com as crianças da escola atacada. Não tinha passagem, não era conhecido pela Polícia".

O autor do ataque tentou tirar a própria vida, mas não conseguiu e foi levado ao hospital. Ele foi transferido com escolta para Chapecó e está hospitalizado. Segundo as autoridades, ele não corre mais risco de vida. 

Perícia informa pelo menos 5 golpes em cada vítima

De acordo com o Instituto Geral de Perícias - IGP - cada uma das cinco vítimas fatais recebeu pelo menos cinco golpes com a arma branca usada pelo autor do ataque. "Bebês foram esfaqueados nas costas, abdômen e cabeça. A professora morta foi atingida nas costas e pernas. A agente educacional foi atingida no abdômen", informou. 

Os corpos serão liberados pelo instituto a partir das 22h para serem velados pelos familiares. 

"Dia mais triste da nossa história", diz prefeito

Também presente na coletiva da cúpula de segurança para tratar do caso, o prefeito de Saudades, Maciel Schneider, lamentou o ocorrido e comunicou luto oficial de três dias na cidade. "Dia mais triste da história do nosso município. Infelizmente esse fato aconteceu numa cidade tranquila como a nossa, jamais imaginávamos passar por um momento como esse que estamos passando. Imagina as famílias que perderam essas crianças e professoras. Nos assusta o fato que ocorreu no nosso município. Decretamos luto oficial de três dias. Não teremos atividades nas escolas municipais até segunda-feira, lamentamos muito o ocorrido. Nos causa muita dor", abriu a coletiva emocionado.

Governadora em exercício, Daniela Reinehr, também participou da manifestação, expressou sua solidariedade e endossou o luto oficial de três dias, agora, em nível estadual. "O governo do Estado está à disposição das vítimas, da cidade, para ajudar. Temos 25 psicólogos disponíveis para auxiliar as famílias depois deste terrível episódio".

Correio do Povo

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CPI remarca depoimento de Pazuello para o dia 19

 Ex-ministro teve contato com pacientes de Covid-19


A CPI da Covid-19 para o dia 19 o depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que estava previsto para esta quarta. A Secretaria-Geral do Exército informou que Pazuello teve contato com pacientes de Covid-19 e não poderia comparecer.

"Ele (Pazuello) teve contato com dois coronéis auxiliares dele nesse fim de semana que estão com covid. Segundo a informação que eu tenho, ele entrará em quarentena e não virá depor amanhã", disse o presidente da CPI, deputado Omar Aziz (PSD-AM), no início da sessão desta terça.

Nesta terça-feira, está sendo ouvido pela CPI o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, demitido pelo presidente Jair Bolsonaro em abril de 2020. Como a sessão de Mandetta se alongou mais do que o previsto, o depoimento do também ex-ministro Nelson Teich foi adiado para esta quarta-feira (5), a partir das 10h.

O depoimento de Pazuello, que comandou a pasta da Saúde até março deste ano, é considerado um dos mais importantes pela comissão, que investiga erros e omissões do governo de Jair Bolsonaro no enfrentamento da pandemia.

Substituído pelo médico Marcelo Queiroga, Pazuello fez acusações graves ao deixar o Ministério da Saúde, admitindo até a existência de um esquema de corrupção na pasta. Os integrantes da comissão têm na manga uma série de omissões de Pazuello, que reputam terem sido responsáveis pelo agravamento da pandemia de coronavírus no Brasil.


Agência Estado e Correio do Povo

Brasil implementou medidas depois do leite derramado, afirma Mandetta

 Ex-ministro da Saúde garante, ainda, que pasta alertou sobre improbidade em compra de cloroquina



O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que o País implementou, sempre com atraso, as medidas para redução da transmissão do novo coronavírus, em especial, determinações de quarentena e lockdown. De acordo com Mandetta, durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado, o Brasil fez fechamentos, de comércio e serviços, "para ver se não piorava ainda mais a situação". "Estivemos sempre atrás", disse.

"Em relação a lockdown, o Brasil não fez nenhum lockdown. O Brasil implementou medidas depois do leite derramado, depois que a gente diz: 'vai entrar em colapso o sistema de saúde'. Então fecha. 'Vai acabar o remédio.' Então fecha", disse o ministro. "A gente foi sempre um passo atrás desse vírus."

Alerta sobre improbidade em compra de cloroquina

O ex-ministro citou, ainda, que um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) vinculada ao Ministério da Saúde alertou que a compra de medicamentos para tratar a covid-19 sem comprovação científica, como a cloroquina, implicaria em improbidade administrativa.

"Esses gastos foram feitos sem passar pela incorporação da comissão técnico-científica, portanto a minha AGU colocou claramente que aquilo não seria correto do ponto de vista da probidade administrativa", disse Mandetta em resposta ao questionamento feito pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que perguntou se o ex-ministro alertou o presidente que realizar gastos públicos relevantes com medicamentos como a cloroquina poderia ser enquadrado como crime de responsabilidade.

Mandetta explicou que o ministério não pode simplesmente decidir comprar um medicamento, e que para avaliar a aquisição existe uma comissão de incorporação técnico-científica (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS-Conitec). Segundo Mandetta, o medicamento não teria como ter aval desse comitê, uma vez que um dos principais pontos analisados era a evidência científica.

"É que quando ministro vai fazer compra de qualquer item, tem que passar pela comissão de incorporação técnico-científica, não posso como ministro decidir comprar remédio qualquer porque eu quero. Tem que passar por comitê técnico. Esse medicamento não passava no comitê porque o primeiro item do comitê é (a pergunta) 'onde está a evidência científica?'", relatou Mandetta.


Agência Estado e Correio do Povo