Brasil de Pelotas perde para o Náutico e volta a se preocupar com o Z4

 Clube pernambucano da zona do rebaixamento descontou para seis pontos a diferença



Em confronto direto na briga contra o rebaixamento, o Brasil de Pelotas se complicou ao ser derrotado pelo Náutico, que começou a vislumbrar a possibilidade de escapar da queda. O tropeço foi por 1 a 0, nesta quinta-feira, no estádio dos Aflitos, no encerramento da 27ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. O único gol do duelo foi marcado em uma cobrança de falta de Jean Carlos.

Com o resultado, o Náutico continua na 18ª colocação, mas, agora, com 27 pontos, diminuindo para dois a diferença em relação ao Paraná, primeiro clube fora da degola. Entre eles, está o Figueirense, com 28. O Brasil, por outro lado, ficou na 15ª posição, com 33.

O Náutico tomou a iniciativa do duelo. O time pernambucano sofreu com as limitações técnicas, mas tinha a posse de bola e chegou a abrir o marcador aos 20 minutos, através das jogadas de bola parada. Jean Carlos cobrou falta venenosa e contou com a ajuda de Rafael Martins para fazer 1 a 0.

O Xavante teve de sair para o jogo, chegou a equilibrar as ações e assustou. Em um dos poucos lances de perigo, Jarro ganhou da marcação e rolou para Bruno José, que parou na defesa de Anderson. Apesar de ter ido para a bola de um jeito meio atrapalhado, o goleiro conseguiu mandar para escanteio.

A partir daí, o Brasil cresceu e chegou a pressionar o Náutico. Rodrigo Ferreira soltou a bomba, em cobrança de falta, mas viu Anderson defender. Antes do apito final, deu tempo de Bruno José desperdiçar mais uma oportunidade. Desta vez, mandou por cima do gol.

No segundo tempo, mesmo em vantagem, o Náutico voltou melhor e continuou ameaçando nas jogadas de bola parada de Jean Carlos. O meia tentou através de falta, escanteio e colocou uma bola na cabeça de Paiva. O atacante, que entrou no lugar do lesionado Kieza, jogou para fora.

Com o duelo se aproximando do fim, o Brasil deu espaços para o Náutico, uma vez que precisava correr atrás do placar. Com isso, Jean Carlos aproveitou o rebote para jogar na trave. Paiva, por sua vez, só não marcou, pois Rafael Martins defendeu. Thalles também desperdiçou grande chance, após passe de Dellatorre, pelo lado do Xavante. Nos minutos finais, o Náutico se fechou, chamou o Brasil para o seu campo de defesa, mas se segurou para confirmar os três pontos.

Na próxima rodada, o Náutico visita o Botafogo-SP no domingo, às 18h15, no estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto. No mesmo dia, às 20h30, o Brasil recebe o Guarani no Bento Freitas.


Agência Estado e Correio do Povo

River vence Nacional por 2 a 0 e fica perto da semifinal

 Argentinos anotaram os dois gols no segundo tempo do clássico



Em um confronto entre dois dos mais tradicionais clubes da América do Sul, o River Plate abriu vantagem nas quartas de final da Copa Libertadores. Atuando em casa, o vice-campeão de 2019 desperdiçou um pênalti no primeiro tempo, mas converteu outro no segundo para derrotar o Nacional do Uruguai por 2 a 0, nesta quinta-feira, em Avellaneda.

Com isso, o time pode perder por um gol de diferença no Parque Central, na próxima quinta, para avançar às semifinais, enquanto a equipe uruguaia terá de triunfar por três gols de vantagem. E quem avançar nessa série terá pela frente Palmeiras ou Libertad na próxima etapa da competição. No primeiro duelo das quartas de final da Libertadores, no Paraguai, os times empataram por 1 a 1.

Com uma derrota cada, Nacional e River lideraram seus grupos na competição, depois passando pro Independiente del Valle e Athletico Paranaense, respectivamente, nas oitavas de final. E sob esse retrospecto, fizeram um início de jogo truncado em Avellaneda, nesta quinta, a ponto de a primeira finalização ter acontecido apenas aos 20 minutos.

Depois, as equipes até melhoraram. E o River Plate, mais presente no ataque e com 66% da posse de bola, esteve duas vezes muito próximo de marcar na etapa inicial. Aos 41 minutos, após Matías Suárez ser derrubado na grande área por Oliveros, Borré bateu o pênalti no meio do gol. Mas Rochet estava lá e defendeu. Em novo duelo com Oliveros, Matías Suárez passou pelo marcador e finalizou às redes, aos 47. Só que estava impedido no início da jogada, o que provocou a anulação do gol após a consulta ao VAR.

Na etapa final, o River continuou no campo de ataque. Viu Rochet fazer uma espetacular defesa aos dois minutos, em finalização da pequena área de Borré. E acabou precisando de mais um pênalti para marcar. A infração foi marcada após consulta ao VAR, que apontou toque no braço de Laborda. O time argentino trocou o batedor e deu certo: Montiel bateu no canto esquerdo da meta de Rochet, que caiu para o outro lado.

A equipe seguiu com o jogo sob controle após abrir o placar, com o Nacional pouco se lançando ao ataque. E a situação do River ficou ainda mais confortável nos acréscimos do segundo tempo. Aos 50 minutos, após boa trama coletiva, Matías Suárez cruzou com precisão para Zuculini cabecear às redes, fechando o placar: 2 a 0 para o River, muito perto das semifinais da Libertadores.


Agência Estado e Correio do Povo

Antiquário - Lindo prato à venda

 




Valor: R$ 220,00

Mais informações:

Judite Sandra La Cruz
(51) 9 8502.8080 
Teia de Aranha
Endereço: Av. João Pessoa, 1040 -  Porto Alegre - RS, 90040-001
A loja funciona de quarta a  domingo a partir das 10 horas.

Petrobras recebe propostas para a venda da Refap

 Dois grupos disputam a compra da refinaria



Terminou nesta quinta-feira o prazo para a Petrobras receber as propostas das empresas interessadas na compra da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas. A unidade gaúcha está entre as oito presentes no projeto de desinvestimentos da estatal, que não divulgou detalhes da negociação. As expectativas do mercado são de que a Refap mais a paranaense Presidente Getúlio Vargas (Repar), rendam à Petrobras cerca de US$ 5 bilhões.

Somente a privatização Refap representaria US$ 2 bilhões. No final de novembro, venceu o prazo para que as empresas que participam da disputa assinassem o acordo de confidencialidade para avançar o negócio. As empresas Raízen, que pertence ao grupo Cosan (dono da rede de postos Shell), e a Ultra (que detém a rede de postos Ipiranga), eram as candidatas esperadas por darem seu lances pela Refap. Especula-se que a Raízen fique com a Repar e que a Ultra, que já tem operações no RS, adquira a Refap. Procuradas, as empresas não se pronunciaram.

Sindicato critica negociação

Empresas ou consórcios que queiram ficar com as instalações precisam ter receita anual de, no mínimo, US$ 3 bilhões. Segundo o Sindicato do Petroleiros do RS (Sindipetro RS), a venda significa prejuízos ao meio ambiente e dificuldades aos trabalhadores do setor. Para o presidente do entidade, Fernando Maia, “como ocorreu com a BR Distribuidora e o Polo Petroquímico, deverá haver demissão em massa e corte de benefícios. Já ouvimos relatos de petroleiros que foram chamados a reduzir seus salários”. Outra consequência é a perda do ICMS do Estado. Só Canoas, cidade sede da Refap, teria uma perda de R$ 150 milhões em arrecadação de impostos.

A Petrobras já havia anunciado ter recebido propostas vinculantes para quatro refinarias: Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas, Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará, e Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná. O recebimento de propostas para as refinarias Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, e Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais, está previsto para ocorrer no primeiro trimestre de 2021, período em que a venda da Refap deverá ser assinada.

Por nota, a estatal informou que somente divulgará ao mercado “as seguintes etapas do processo: teaser, início da fase não vinculante, início da fase vinculante, celebração de acordo de exclusividade (quando aplicável), signing e closing”. 


Correio do Povo

MEC autoriza ensino remoto enquanto durar pandemia

 Mesmo com uma eventual redução no número de casos, secretários de educação afirmam que vai ser preciso ao menos usar o ensino híbrido, alternando entre aulas presenciais e ensino a distância



O Ministério da Educação (MEC) homologou a resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) que afirma que as escolas públicas e particulares do País podem oferecer ensino remoto enquanto durar a pandemia. O documento foi motivo de intenso debate e esperava aprovação desde outubro. Depois de longa negociação com o ministro Milton Ribeiro, o CNE tirou a data "31 de dezembro de 2021" do texto.

O ministro chegou a dizer aos conselheiros do CNE que vetaria o artigo que mencionava a extensão do ensino remoto, o que causou preocupação entre secretários de educação. Sem a resolução, havia uma lacuna sobre como as escolas poderiam operar em 2021, o que levaria à judicialização, já que a continuidade das aulas e atividades online é dada como certa no ano que vem. A intenção do governo federal, segundo fontes, é a de estimular uma volta presencial das escolas.

Depois dos embates, a resolução diz agora que "as atividades pedagógicas não presenciais (...) poderão ser utilizadas em caráter excepcional, para integralização da carga horária das atividades pedagógicas" quando houver "suspensão das atividades letivas presenciais por determinação das autoridades locais" e "condições sanitárias locais que tragam riscos à segurança". O documento se torna a mais importante resolução nacional sobre o assunto.

Mesmo com uma eventual redução no número de casos, secretários de educação afirmam que vai ser preciso ao menos usar o ensino híbrido. Isso porque os protocolos exigem distanciamento nas salas de aula. Para que os alunos fiquem a 1,5 metro um do outro não é possível que todos estejam ao mesmo tempo presencialmente. Não há espaço suficiente na maioria das escolas.

O texto também se refere às universidades, mas esta semana o MEC editou portaria indicando que elas voltem ao ensino presencial em março de 2021. Segundo fontes, o governo pode, perto da data, prolongar esse prazo.

"Na prática, pode acontecer até dezembro, desde que as condições da pandemia exijam esse tipo de estratégia para garantir a aprendizagem para todos os alunos", diz a presidente do CNE, Maria Helena Guimarães de Castro. Ela explica que a aprovação é importante para que as escolas organizem seu currículo contínuo, que leve em conta 2020 e 2021, já que muito deixou de ser aprendido durante a pandemia. "Isso só será cumprido se as escolas tiverem essa flexibilidade de poder também fazer o ensino remoto, para poder oferecer os conteúdos e habilidades. Podem até ampliar a carga horária e para isso precisavam ampliar a oferta de aprendizagens", completa.

A resolução regulamenta a lei 14.040/2020 e não recomenda a reprovação este ano. Segundo o texto, as escolas devem "garantir critérios e mecanismos de avaliação ao final do ano letivo de 2020, considerando os objetivos de aprendizagem efetivamente cumpridos pelas escolas e redes de ensino, de modo a evitar o aumento da reprovação e do abandono escolar".

Algumas redes públicas já anunciaram que juntarão os dois anos letivos, como forma de não penalizar estudantes que não puderam acompanhar o ensino online. Uma delas é a rede estadual de São Paulo, que abriu matrículas para um novo 4.º ano do ensino médio para os alunos que quiserem continuar estudando em 2021.

Segundo o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Vitor de Angelo, a homologação da resolução do "é um avanço em relação à posição anterior do ministério". "De um lado, porque garante autonomia às autoridades regionais e locais para decidir sobre a implementação do ensino remoto. De outro, porque, reconhecendo que a pandemia se estenderá por mais algum tempo, permite às redes estaduais e municipais um melhor planejamento de suas atividades para 2021, tanto do ponto de vista pedagógico como sanitário", diz ele, que é secretário do Espírito Santo.

A resolução fala ainda que deve ser decisão dos pais ou responsáveis enviar ou não os alunos para aulas presenciais e que as avaliações são facultativas às escolas durante a pandemia. Mas os que decidirem manter os filhos em atividades remotas devem se comprometer em cumprir "atividades e avaliações". Não recomenda ainda que os alunos recebam faltas já que é impossível checar a frequência durante o período de aulas remotas porque, muitas vezes, os estudantes recebem vídeos para estudar no horário que escolherem.

O texto menciona também que todos os recursos de tecnologia podem ser empregados no ensino e cita inclusive as redes sociais, como WhatsApp, Facebook, Instagram, "para estimular e orientar os estudos, pesquisas e projetos".

Agência Estado e Correio do Povo

River vence Nacional por 2 a 0 e fica perto da semifinal

 Argentinos anotaram os dois gols no segundo tempo do clássico



Em um confronto entre dois dos mais tradicionais clubes da América do Sul, o River Plate abriu vantagem nas quartas de final da Copa Libertadores. Atuando em casa, o vice-campeão de 2019 desperdiçou um pênalti no primeiro tempo, mas converteu outro no segundo para derrotar o Nacional do Uruguai por 2 a 0, nesta quinta-feira, em Avellaneda.

Com isso, o time pode perder por um gol de diferença no Parque Central, na próxima quinta, para avançar às semifinais, enquanto a equipe uruguaia terá de triunfar por três gols de vantagem. E quem avançar nessa série terá pela frente Palmeiras ou Libertad na próxima etapa da competição. No primeiro duelo das quartas de final da Libertadores, no Paraguai, os times empataram por 1 a 1.

Com uma derrota cada, Nacional e River lideraram seus grupos na competição, depois passando pro Independiente del Valle e Athletico Paranaense, respectivamente, nas oitavas de final. E sob esse retrospecto, fizeram um início de jogo truncado em Avellaneda, nesta quinta, a ponto de a primeira finalização ter acontecido apenas aos 20 minutos.

Depois, as equipes até melhoraram. E o River Plate, mais presente no ataque e com 66% da posse de bola, esteve duas vezes muito próximo de marcar na etapa inicial. Aos 41 minutos, após Matías Suárez ser derrubado na grande área por Oliveros, Borré bateu o pênalti no meio do gol. Mas Rochet estava lá e defendeu. Em novo duelo com Oliveros, Matías Suárez passou pelo marcador e finalizou às redes, aos 47. Só que estava impedido no início da jogada, o que provocou a anulação do gol após a consulta ao VAR.

Na etapa final, o River continuou no campo de ataque. Viu Rochet fazer uma espetacular defesa aos dois minutos, em finalização da pequena área de Borré. E acabou precisando de mais um pênalti para marcar. A infração foi marcada após consulta ao VAR, que apontou toque no braço de Laborda. O time argentino trocou o batedor e deu certo: Montiel bateu no canto esquerdo da meta de Rochet, que caiu para o outro lado.

A equipe seguiu com o jogo sob controle após abrir o placar, com o Nacional pouco se lançando ao ataque. E a situação do River ficou ainda mais confortável nos acréscimos do segundo tempo. Aos 50 minutos, após boa trama coletiva, Matías Suárez cruzou com precisão para Zuculini cabecear às redes, fechando o placar: 2 a 0 para o River, muito perto das semifinais da Libertadores.


Agência Estado e Correio do Povo

Frase do dia - 11.12.2020

 


MEC autoriza ensino remoto enquanto durar pandemia

 Mesmo com uma eventual redução no número de casos, secretários de educação afirmam que vai ser preciso ao menos usar o ensino híbrido, alternando entre aulas presenciais e ensino a distância



O Ministério da Educação (MEC) homologou a resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) que afirma que as escolas públicas e particulares do País podem oferecer ensino remoto enquanto durar a pandemia. O documento foi motivo de intenso debate e esperava aprovação desde outubro. Depois de longa negociação com o ministro Milton Ribeiro, o CNE tirou a data "31 de dezembro de 2021" do texto.

O ministro chegou a dizer aos conselheiros do CNE que vetaria o artigo que mencionava a extensão do ensino remoto, o que causou preocupação entre secretários de educação. Sem a resolução, havia uma lacuna sobre como as escolas poderiam operar em 2021, o que levaria à judicialização, já que a continuidade das aulas e atividades online é dada como certa no ano que vem. A intenção do governo federal, segundo fontes, é a de estimular uma volta presencial das escolas.

Depois dos embates, a resolução diz agora que "as atividades pedagógicas não presenciais (...) poderão ser utilizadas em caráter excepcional, para integralização da carga horária das atividades pedagógicas" quando houver "suspensão das atividades letivas presenciais por determinação das autoridades locais" e "condições sanitárias locais que tragam riscos à segurança". O documento se torna a mais importante resolução nacional sobre o assunto.

Mesmo com uma eventual redução no número de casos, secretários de educação afirmam que vai ser preciso ao menos usar o ensino híbrido. Isso porque os protocolos exigem distanciamento nas salas de aula. Para que os alunos fiquem a 1,5 metro um do outro não é possível que todos estejam ao mesmo tempo presencialmente. Não há espaço suficiente na maioria das escolas.

O texto também se refere às universidades, mas esta semana o MEC editou portaria indicando que elas voltem ao ensino presencial em março de 2021. Segundo fontes, o governo pode, perto da data, prolongar esse prazo.

"Na prática, pode acontecer até dezembro, desde que as condições da pandemia exijam esse tipo de estratégia para garantir a aprendizagem para todos os alunos", diz a presidente do CNE, Maria Helena Guimarães de Castro. Ela explica que a aprovação é importante para que as escolas organizem seu currículo contínuo, que leve em conta 2020 e 2021, já que muito deixou de ser aprendido durante a pandemia. "Isso só será cumprido se as escolas tiverem essa flexibilidade de poder também fazer o ensino remoto, para poder oferecer os conteúdos e habilidades. Podem até ampliar a carga horária e para isso precisavam ampliar a oferta de aprendizagens", completa.

A resolução regulamenta a lei 14.040/2020 e não recomenda a reprovação este ano. Segundo o texto, as escolas devem "garantir critérios e mecanismos de avaliação ao final do ano letivo de 2020, considerando os objetivos de aprendizagem efetivamente cumpridos pelas escolas e redes de ensino, de modo a evitar o aumento da reprovação e do abandono escolar".

Algumas redes públicas já anunciaram que juntarão os dois anos letivos, como forma de não penalizar estudantes que não puderam acompanhar o ensino online. Uma delas é a rede estadual de São Paulo, que abriu matrículas para um novo 4.º ano do ensino médio para os alunos que quiserem continuar estudando em 2021.

Segundo o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Vitor de Angelo, a homologação da resolução do "é um avanço em relação à posição anterior do ministério". "De um lado, porque garante autonomia às autoridades regionais e locais para decidir sobre a implementação do ensino remoto. De outro, porque, reconhecendo que a pandemia se estenderá por mais algum tempo, permite às redes estaduais e municipais um melhor planejamento de suas atividades para 2021, tanto do ponto de vista pedagógico como sanitário", diz ele, que é secretário do Espírito Santo.

A resolução fala ainda que deve ser decisão dos pais ou responsáveis enviar ou não os alunos para aulas presenciais e que as avaliações são facultativas às escolas durante a pandemia. Mas os que decidirem manter os filhos em atividades remotas devem se comprometer em cumprir "atividades e avaliações". Não recomenda ainda que os alunos recebam faltas já que é impossível checar a frequência durante o período de aulas remotas porque, muitas vezes, os estudantes recebem vídeos para estudar no horário que escolherem.

O texto menciona também que todos os recursos de tecnologia podem ser empregados no ensino e cita inclusive as redes sociais, como WhatsApp, Facebook, Instagram, "para estimular e orientar os estudos, pesquisas e projetos".

Agência Estado e Correio do Povo

Presidente do Santos critica árbitro de confronto com o Grêmio e promete reclamação na Conmebol

 Juiz assinalou penalidade no último minuto da partida a favor do Tricolor por toque de mão de Vinicius Baliero



O presidente do Santos, Orlando Rollo, prometeu acionar a CBF e a Conmebol para fazer uma reclamação formal contra a arbitragem do empate com o Grêmio, por 1 a 1, na noite de quarta-feira, em Porto Alegre. A partida foi válida pela ida das quartas de final da Copa Libertadores.

Rollo reclamou da atuação do árbitro paraguaio Juan Benítez e não poupou críticas ao VAR. "A arbitragem foi tenebrosa, péssima, ruim. Não digo nem que foi uma arbitragem tendenciosa, o árbitro é que é ruim mesmo, é um trapalhão, já teve problemas anteriores", disse o presidente santista.

O dirigente prometeu recorrer às entidades para solicitar uma arbitragem melhor nos próximos jogos do Santos. Na quarta, presidente, comissão técnica e elenco santistas ficaram insatisfeitos com a marcação de um polêmico pênalti a favor do Grêmio nos acréscimos do segundo tempo. Diego Souza acabou empatando a partida na penalidade, aos 56 minutos.

"Nós vamos reclamar na CBF, vamos reclamar na Conmebol. A gente é chato nessa questão de reclamação. A gente reclama mesmo e a gente vai lá reclamar pessoalmente. Vou pedir mais uma vez o apoio, a ajuda, do presidente da CBF pra que isso não volte a acontecer", declarou Rollo.

O presidente do Santos também atacou o árbitro de vídeo. E disse que a ferramenta "está acabando com o futebol". "A culpa também é do VAR, está acabando com o futebol. Essa é a verdade. O torcedor não aguenta mais ficar esperando cinco, dez, 15 minutos, às vezes, por uma decisão", afirmou.

"O VAR perdeu o seu sentido. O VAR foi criado justamente para acabar com a polêmica no futebol, para que os lances sejam claros, cristalinos. Mas não é isso que acontece. O VAR hoje é interpretação, cria mais problemas do que solução. Eu sou favorável a terminar com o VAR. O VAR não serve para nada, só serve para arrumar mais confusão no futebol."


Agência Estado e Correio do Povo

Novo trecho de faixa exclusiva de ônibus entra em operação em Porto Alegre

 Percurso foi demarcado na avenida Plínio Brasil Milano, nos bairros Passo D'Areia e Higienópolis



Porto Alegre passará a contar, a partir desta sexta-feira, com mais um trecho de faixa exclusiva de ônibus na cidade. Com mais de 2 quilômetros, o novo trecho foi demarcado nos dois sentidos de tráfego da avenida Plínio Brasil Milano, nos bairros Passo d'Areia e Higienópolis, desde o Viaduto Obirici até a Terceira Perimetral.

O percurso dá continuidade ao traçado que já está em operação e segue por toda a avenida Plínio Brasil Milano e pela rua 24 de Outubro, nos bairros Auxiliadora e Moinhos de Vento. Ao todo, são 4,5 quilômetros. A nova faixa amplia para quase 38 quilômetros a extensão de espaços exclusivos para o transporte público nos horários de pico.

Serão beneficiadas 83 mil usuários de 17 linhas de transporte público. A exemplo dos outros trechos, a nova faixa exclusiva poderá ser usada somente pelos coletivos, seletivos ou táxis no horário das 6h às 9h e das 16h às 20h, de segunda a sexta-feira. Fora do horário de pico, estará disponível para os demais veículos.

De acordo com o secretário municipal extraordinário de Mobilidade Urbana, Rodrigo Tortoriello, a medida proporciona mais rapidez e especialmente mais confiabilidade a quem usa o transporte coletivo. "Com isso, mais pessoas são beneficiadas e o transporte público fica mais atrativo”, destaca.


Correio do Povo