Pressão sobre preços é a maior desde o fim da hiperinflação no Plano Real

 por Eduardo Cucolo

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Pesquisa do Ibre FGV mostra que alta de custos se espalha e terá novos efeitos para consumido

Os preços de insumos que servem de base para a cadeia produtiva brasileira registram a maior alta desde o início do Plano Real. A pressão desse aumento é tal que está espalhando a inflação, antes concentrada no produtor, por vários setores da economia, chegando ao consumidor de forma cada vez mais intensa.

De acordo com levantamento feito pelo economista Andre Braz, do Ibre FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), o preço das matérias-primas brutas, como soja, milho, carnes e minério de ferro, acumula alta de 68% nos 12 meses encerrados em outubro, aumento inédito desde o fim do período de hiperinflação.

Entre os motivos dessa alta estão a desvalorização cambial e o aumento do preço desses itens em dólar, no mercado externo. Pesam ainda o desabastecimento de alguns produtos por causa do aumento das exportações e do rápido aquecimento da demanda, após a paralisação de diversas cadeias produtivas por causa da pandemia.

Nem todo esse aumento já chegou ao consumidor, apesar de ser possível identificar reajustes elevados nos preços de muitos alimentos e bens industriais, como eletrodomésticos e eletrônicos.

Os alimentos, por exemplo, acumulam alta no IPA (índice de preços no atacado da FGV) de 25%, sendo que metade desse aumento já bateu no IPC (índice de preços ao consumidor da FGV). O arroz, produto cuja alta provocou até reação por parte do governo, subiu quase 120% no atacado e 62% no varejo, o que mostra o risco de continuidade desses repasses.

“Existe uma gordura, e o consumidor ainda pode verificar aumento no preço desses produtos”, afirma Andre Braz, coordenador do núcleo de preços ao consumidor do Ibre.

Ele diz que o “espalhamento da inflação” tem se ampliado e que os repasses tendem a ganhar força na medida em que a economia volta a crescer, alguns serviços são liberados, o isolamento social é flexibilizado e a rotina de consumo das famílias volta ao normal.

“É impossível para a cadeia produtiva reter por muito tempo aumentos dessa magnitude, ainda mais quando ela não tem um horizonte tão transparente de que essas pressões vão ceder no curto prazo”, afirma.

Braz projeta que o IPCA (índice de preços ao consumidor do IBGE, que serve como meta para a inflação) deva fechar 2020 em 4,17%, acima da meta de 4%, mas abaixo do limite de tolerância. O teto fixado pelo Banco Central está em 5,5%.

A inflação vai continuar a subir até maio do próximo ano, quando deve ficar acima de 6% em 12 meses. Depois cairia, para fechar o ano entre 3,55% e 4,5%, a depender de alguns fatores: a estabilidade ou valorização do real, o fim do ciclo de alta de preços de commodities no exterior e o fim do desequilíbrio entre oferta de demanda, que colocariam a inflação no patamar inferior desse intervalo, abaixo da meta de 2021, de 3,75%, com limite de 5,25%.

“Primeiro, precisa de uma estabilidade maior da taxa de câmbio, o que a gente só vai conquistar tendo um cenário fiscal mais claro. Ainda que a gente tenha uma valorização do real nos próximos meses, se o preço dessas commodities seguir avançando lá fora, como tudo indica, esses impactos ao produto vão continuar”, afirma o economista.

Segundo o levantamento feito pelo economista do Ibre, a inflação ao produtor já se espalhou por todo o segmento de bens —não duráveis (como alimentos), semiduráveis (vestuário) e duráveis (eletrodomésticos, por exemplo).

O índice geral de preços, porém, ainda é contido pelos preços dos serviços, setor que mais sofreu com a crise atual, e tarifas e outros preços administrados, que tiveram alguns reajustes adiados para 2021.

“A inflação, que antes estava muito continua em bens não duráveis, que são os alimentos, se espalhou. Agora contamina duráveis e semiduráveis. E não deve demorar deve começar a aparecer alguma coisa em serviços, mas aí vai depender do bom andamento da pandemia”, diz Braz.

Fernando Pimentel, presidente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), afirma que os preços foram muito afetados pela desvalorização cambial, em um setor em que mais de 70% dos custos são vinculados à moeda estrangeira. Embora o Brasil tenha colhido uma safra recorde de algodão, houve também aumento do produto no mercado internacional. As matérias-primas sintéticas também subiram.

Ao mesmo tempo, houve uma “retomada de todos ao mesmo tempo”, muito mais forte que a esperada e que criou um movimento para recompor estoques e atender os pedidos correntes, diz Pimentel.

“Estamos prevendo que, por volta do final do primeiro trimestre de 2021, já estaremos com o mecanismo todo sincronizado. Antes da pandemia não havia escassez de nada nem pressão de custos.

Está muito clara que a interrupção gerada pela necessária quarentena provocou uma desorganização.”

Em relação aos preços, ele afirma que a indústria têxtil tem hoje uma inflação acumulada mais alta que a cadeia seguinte, do vestuário, que registra queda de preços, dado que esse é um setor com muita concorrência.

“O impacto para o consumidor final é extremamente amortecido e, não acredito que, olhando o Natal deste ano e do ano passado, você tenha um impacto inflacionário muito diferente de algo da ordem de 5% ao consumidor final”, diz Pimentel. “É maior que a inflação média, sim, mas no ano em que as pressões de custos foram brutais por conta da desvalorização cambial e aumento das cotações internacionais.”

No setor de alumínio, que fornece matérias-primas para segmentos como montadoras de veículos, construção civil, empresas de embalagens e de eletrodomésticos, o câmbio e a desorganização da cadeia produtiva foram os fatores que mais pesaram, de acordo com Milton Rego, presidente-executivo da Abal (Associação Brasileira do Alumínio).

Segundo Rego, o descolamento entre preços no atacado e varejo é explicado pela recessão e também pela paralisação de várias indústrias no período da pandemia, que utilizaram estoque adquiridos a preços mais baixos. As novas aquisições, no entanto, estão sendo feitas em um cenário de preços bem mais elevados.

“Mais cedo ou mais tarde, esses valores chegam até a ponta, e não chegaram antes porque a gente estava em uma grande recessão”, diz o presidente-executivo da Abal. “Nessa situação, demora a ter transferência de preços do atacado para o varejo.”

Segundo ele, caso a produção industrial tivesse sido mantida constante, não haveria um descolamento entre esses preços. “A gente só esta vendo porque tivemos esses meses em que a indústria intermediária utilizou todos os estoques”, afirma o executivo.

Fonte: Folha Online - 06/12/2020 e SOS Consumidor

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Doria diz que vacinação começará dia 25 de janeiro em São Paulo; Anvisa ainda não liberou vacina

 



Doria diz que vacinação começará dia 25 de janeiro em São Paulo; Anvisa ainda não liberou vacina
O governador de São Paulo anunciou em coletiva de imprensa nesta tarde que a primeira fase de vacinação no estado está programada para começar no dia 25 de janeiro. Segundo ele, a primeira etapa contará com 10 milhões de doses e serão imunizados profissionais de saúde, indígenas e quilombolas. Idosos acima de 75 anos serão imunizados a partir de 8 de fevereiro. Doria anunciou ainda que 4 milhões de doses serão enviadas a outros estado. A CoronaVac já está sendo produzida pelo Instituto Butantan, mas ainda não foi autorizada pela Anvisa.














Aborto, maconha e cotas para trans: o que está ocorrendo na Argentina?

 

Argentinos saíram às ruas para protestar contra o projeto do presidente sobre o aborto. | Foto: Reprodução / Radio FM 96.5 Power Station / Facebook


Em um intervalo de tempo de menos de três meses, o governo do presidente Alberto Fernández, que chegou ao poder no início de 2020 na Argentina, tomou uma sequência de decisões de caráter progressista em temas de costumes.

Em setembro, Fernández publicou um decreto instituindo cota para transexuais no serviço público. Isso envolve o Exército do país, que precisará ser composto por 1% de pessoas trans. Em 12 de novembro, o presidente argentino assinou outro decreto legalizando o cultivo de maconha para uso pessoal. Menos de uma semana depois, emitiu um projeto de lei para permitir o aborto até a 14ª semana de gestação.

As decisões não são completamente inesperadas. A legalização do aborto, por exemplo, foi uma promessa de campanha de Fernández. Ainda assim, as medidas estão longe de refletir um anseio geral da população argentina.
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Gazeta do Povo

Pai que estuprou recém nascida no Pará é condenado a 27 anos de prisão

 O estupro de recém nascidos tem sido cada vez mais frequente.

Quando falei sobre esta terrível realidade no Brasil chegaram a dizer que eu estava exagerando. Tem até alguns idiotas que dizem por aí que eu estou levantando uma teoria da conspiração e que tudo é uma guerra ideológica, que não passa de uma narrativa e que minha luta contra a pedofilia é um jogo dos conservadores e a nova arma da direita.
Parabéns aos policiais que investigaram este caso. Parabéns ao Poder Judiciário do estado do Pará.

Frase do general Mourão

 





Fonte: https://www.facebook.com/story.php?story_fbid=3527870730640322&id=100002522890721

Caixa contrata 2161 pessoas com deficiência (PCDS) nessa gestão

 A Caixa Federal está fazendo a diferença na vida dos brasileiros! Parabéns aos novos colaboradores, direção e ao presidente Pedro Guimarães pelo trabalho de excelência realizado e pela iniciativa inédita em sua história de contratar mais de dois mil PCDs.





Fonte: https://www.facebook.com/story.php?story_fbid=3661520260605120&id=198620036895177

STF proíbe reeleição de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre

 

Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP)| Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil


O Supremo Tribunal Federal (STF) barrou a possibilidade de os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), concorreram à reeleição para o comando das duas casas legislativas. 

O placar a favor da reeleição de integrantes das mesas diretoras da Câmara e do Senado foi revertido no fim de semana, com os últimos votos do julgamento do plenário virtual, que havia começado na sexta-feira (4). O resultado final do julgamento ficou em 6 a 5 contra a reeleição de Alcolumbre e de 7 a 4 no caso da reeleição de Maia.

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Veja como foi a votação no STF

A favor da reeleição de Maia e Alcolumbre:
  • Gilmar Mendes
  • Dias Toffoli
  • Ricardo Lewandowski
  • Alexandre de Moraes
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Permitir reeleição seria atropelar a Constituição

Gazeta do Povo se posicionou sobre o tema:
 
Há muitos trechos da Constituição que, por estarem redigidos de forma extremamente cristalina, não admitem nem mesmo possibilidade de interpretações divergentes. Um desses casos é o do parágrafo 4.º do artigo 57: “Cada uma das casas [Câmara e Senado] reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 1.º de fevereiro, no primeiro ano da legislatura, para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas, para mandato de dois anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente”.

 
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E agora? A estratégia do DEM para manter o comando

O DEM está otimista de vencer a disputa pela presidência da Câmara. Ainda que sem o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o partido pode permanecer por mais dois anos no comando da Mesa Diretora.

 
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Gazeta do Povo

VEDAÇÃO DE REELEIÇÃO PARA PRESIDÊNCIAS DO CONGRESSO SEM EMENDA À CONSTITUIÇÃO - 07.12.2020

 por Ives Gandra Martins


 


O parágrafo 4º do artigo 57 da Constituição da República tem a seguinte dicção:


"§4º. Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano da legislatura, para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas, para mandato de 2 (dois) anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente" (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 50, de 2006).


 


Quando meu saudoso amigo e um dos mais brilhantes constitucionalistas brasileiros, Celso Ribeiro Bastos, pela fantástica clareza do discurso da lei suprema, interpretou-o, visto que a redação atual não oferece distinção da anterior, assim escreveu:


 


"Outrossim, cuidou o preceito em estudo de estabelecer o período de duração do mandato dos membros que compõem as Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal que será de dois anos. Por outro lado, proíbe a reeleição no período imediatamente posterior para o mesmo cargo (recondução)" ("Comentários à Constituição do Brasil", volume 4, tomo I, página 274, Celso Ribeiro Bastos e Ives Gandra Martins, Editora Saraiva, 3ª Edição atualizada, 2002).


 


Os grifos no texto de Celso são meus, para este artigo, pois quando, em dez anos, 15 volumes, 12 mil páginas, comentamos a Lei Suprema, tínhamos dividido entre nós a análise dos comandos maiores, o próprio volume 4, tomo I, tendo os artigos 44 a 58 comentados por Celso e os 59 a 69 por mim.


 


Apesar de Celso ser sempre um hermeneuta que não deixava aspecto algum da lei sem detido exame, em face da cinematográfica luminosidade do §4°, dedicou poucas palavras à sua interpretação. É que dois anos não são quatro, vedação não é permissão, e mesmo cargo não é outro cargo.


 


Presidi, no mês de outubro, reunião do Conselho Superior de Direito da Fecomércio de São Paulo, com a presença do senador Eduardo Girão, do Ceará, e mais de 30 conselheiros, e, por unanimidade, interpretou aquele colegiado, constituído em grande parte de professores titulares de USP, Mackenzie, Puc-SP e outras escolas de Direito de expressão, que os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado só podem exercer o mandato por dois anos, vedada — o vocábulo é constitucional — sua recondução para o período subsequente.


 


À evidência, a matéria não é de âmbito regimental de qualquer das Casas Legislativas. É exclusivamente constitucional, de proibição absoluta de recondução para o mesmo cargo de qualquer componente nas mesas legislativas.


 


Por ser, apesar de meus 85 anos, um incorrigível, embora modesto, professor em contato permanente com ex-alunos ou alunos de outros lentes, nas lives que se multiplicaram neste período pandêmico, a cada um que perguntei se poderia ver no §4º a possibilidade de se ler quatro anos em vez de dois e permissão em vez de vedação no dispositivo, à unanimidade, sem nenhuma interpretação divergente, nenhum deles conseguiu ler o que os jornais apregoam que ocorrerá nas duas casas.


 


O verdadeiro Direito não pode ser contaminado por interpretações coniventes, convenientes, quando não exclusivamente ideológicas.


 


Nitidamente, nada impede que os atuais mandatários das duas presidências sejam candidatos à recondução, desde que aprovem antes emenda constitucional, com 60% dos votos em duas votações nas duas casas, autorizando a reeleição.


 


Como velho mestre universitário há quase 60 anos, espero que tanto o Legislativo quanto o Judiciário respeitem a democrática Constituição da República.



Pontocritico.com

FICÇÃO, HIPOCRISIA, SOBERBA VERSUS REALIDADE

 Nossa cultura está repleta de filmes, livros, séries, novelas e casos em que os assaltantes de bancos são tratados como heróis. Não me arrisco a enumerar todos, mas desde Billy The Kid, Bonnie & Clyde, O Assalto do Trem Pagador, Casa de Papel, a lista é enorme. A condescendência com o ilícito nunca leva a bom lugar.


Assistimos a glorificação de um gênio com os pés, que celebrizou uma fraude com mão, invocando a intervenção divina, para justificá-la. Nesse caldo de cultura vem um jornalista da maior empresa local, que escreve uma coluna diária, opina no rádio sobre tudo durante horas, outras horas em debates futebolísticos e o fazendo com razoável qualidade, face ao extraordinário volume de opiniões emitidas.


Porém, chega um momento em que acontece aquela perigosa transformação, quando - em razão da força dos veículos em que atua - passa achar que sua opinião é extraordinária, que ele é o máximo e, aí, nesse momento fatal, a soberba cobra o preço.


Ouvi o lamentável e injustificável programa que causou toda celeuma, NÃO HÁ NADA QUE JUSTIFIQUE SUA ARROGÂNCIA, IRONIA RASTEIRA E INSENSIBILIDADE COM AS VÍTIMAS. FOI INOMINÁVEL SUA CONDUTA, secundado pela coadjuvante medíocre. Com a realidade e a dor alheia não se brinca. Ponto. A empresa deveria suspendê-los (no mínimo) no mesmo dia. Mas a falta de chefia é evidente. Usando termo de mídia, a RBS perdeu o "timing" e acobertou os autores da infâmia. Vai pagar alto preço por isso. A ficção até pode ser benevolente com assaltantes, mas a realidade jamais poderá compactuar com eles. Não existe bandido bonzinho. Isso é ideologia e é fatal. Não se pode afrontar a Sociedade impunemente. Quando o comunicador acha que sua importância é mérito intrínseco e não uma decorrência do espaço que os veículos lhe proporcionam, ele está perdido.


É quando pensa que é o DAVI de Michelangelo, mas na verdade é muito mais o BOZÓ.


 


por Leo Iolovitch. Artigo publicado em 05.12.2020



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