França aprova aborto até aos nove meses de gestação

100 mil mortes por Covid-19? Eu não ponho minha mão no fogo

Joe Biden escolhe Kamala Harris como vice na disputa pela Presidência dos EUA

Senadora pela Califórnia, Harris é advogada e já atuou como procuradora-geral no Estado

Harris enfrentará Trump ao lado de Joe Biden

Candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Joe Biden anunciou na tarde desta terça, a escolha da senadora Kamala Harris como sua companheira de chapa. Senadora pela Califórnia desde 2017, ela tem 55 anos, é advogada de formação e já atuou como procuradora-geral no mesmo Estado.
Nascida em Oakland, Kamala Harris é filha de uma pesquisadora nascida na Índia ainda dominada pelos britânicos e naturalizada americana, Shyamala Gopalan, e de um economista nascido na Jamaica, Donald Harris. A origem multicultural e o fato de ser afro-americana são elementos vistos como possíveis trunfos na corrida pela Casa Branca, em ano de protestos raciais nos EUA.
O anúncio foi feito em comunicado oficial da campanha de Biden. Em seguida, o ex-vice-presidente também falou sobre o fato em sua conta no Twitter. "Eu tenho a grande honra de anunciar que escolhi Kamala Harris - uma destemida lutadora pelos pequenos e uma das melhores servidoras públicas do país - como minha companheira de chapa", elogiou.
Biden lembrou que, como procuradora-geral da Califórnia, Kamala chegou a trabalhar com o filho dele já falecido, Beau Biden. "Eu observei enquanto eles enfrentavam grandes bancos, apoiavam trabalhadores e protegiam mulheres e crianças de abusos", comentou. "Fiquei orgulhoso na época e estou orgulhoso agora de tê-la como minha parceira nesta campanha", afirmou.

Agência Estado e Correio do Povo

Secretários de Guedes, Salim Mattar e Paulo Uebel pedem demissão


CNNBRASIL.COM.BR
Segundo apurou a CNN, Uebel discorda da estratégia do governo de deixar a reforma administrativa para 2021. Salim, por sua vez, discorda das privatizações

Juventude bate o Sampaio Corrêa e conquista segunda vitória na Série B

Fora de casa, equipe da Serra venceu por 1 a 0, com gol de pênalti de João Paulo

Juventude venceu a segunda consecutiva na Série B

O Juventude conquistou a segunda vitória consecutiva na Série B do Brasileirão e manteve os 100% de aproveitamento na arrancada da competição. Na noite desta terça-feira, o time da Serra bateu o Samapio Corrêa, fora de casa, pelo placar de 1 a 0. 
O único gol do jogo foi marcado por João Paulo. No início do segundo tempo, Helder sofreu pênalti, e o meia bateu com categoria para assegurar a vitória do Ju. 
Com o resultado, o time mantém o 100% de aproveitamento e deve terminar a rodada entre os líderes da competição. Já o Sampaio Corrêa amargou a segunda derrota seguida e está na zona de rebaixamento para a Série C. 
Na próxima rodada, o Juventude enfrenta o Paraná, no estádio Durival de Brito. A partida acontece na sexta-feira, às 21h30min. Já o Sampaio Corrêa viaja a Santa Catarina, onde enfrenta a Chapecoense, no domingo, às 11h.
Correio do Povo

Marchezan é notificado sobre abertura de impeachment pela Câmara

A partir de amanhã, vereadores têm o prazo de 90 dias para encerrar o processo que pede saída do prefeito de Porto Alegre

Marchezan é notificado sobre abertura de impeachment pela Câmara

O prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) foi notificado, na manhã desta terça-feira, pela Câmara de Porto Alegre sobre a abertura de processo de impeachment contra ele. A partir de amanhã, o prefeito tem o prazo de dez dias para apresentar a sua defesa.
O ato é um dos primeiros passos concretos do processo. Isso porque a partir de amanhã passa a contar o prazo de 90 dias para que a Casa conclua o processo que pode resultar no impedimento do prefeito. 
O pedido de investigação foi aprovado na semana passada por 31 votos favoráveis e quatro contrários. Esse foi o sexto pedido de impedimento do prefeito recebido pela Câmara nesta legislatura. 
A comissão processante é composta pelos vereadores Hamilton Sossmeier (PTB, presidente), Alvoni Medina (Republicanos, relator) e Ramiro Rosário (PSDB), que foi o único entre os três a ter votado contra a denúncia.
Ao final dos trabalhos da comissão, o relatório deverá apontar a necessidade ou não de impeachment do prefeito, conforme as denúncias apuradas. O impedimento, no entanto, somente ocorrerá se o relatório indicar este ato e receber 24 votos favoráveis do plenário, o que representa dois terços dos vereadores.
Em vídeo, após a aprovação do pedido, o prefeito Nelson Marchezan Júnior se defendeu das acusações de que teria utilizado recursos do Fundo Municipal de Saúde para pagamento de gastos com publicidade. Segundo Marchezan, o processo trata-se de uma "antecipação da eleição" e ele está sendo julgado por seus "poucos acertos" durante a pandemia da Covid-19. 

Correio do Povo

Adiada análise do TCE-RS sobre recurso da concessão do Mercado Público de Porto Alegre

Tribunal suspendeu a licitação após entrega dos envelopes com documentos e propostas de interessados

TCE-RS suspendeu a licitação a partir da entrega dos envelopes contendo os documentos de habilitação e as propostas dos interessados

Foi adiada para a próxima terça-feira a análise da 1ª Câmara do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS) do recurso da Prefeitura de Porto Alegre para manter a licitação de concessão do Mercado Público. Conforme o TCE-RS, devido à complexidade e à repercussão da matéria, a conselheira substituta Heloisa Tripoli Goulart Piccinini pediu, nesta terça-feira, vista do processo após o conselheiro Alexandre Postal divergir do relator. 
O TCE-RS suspendeu a licitação a partir da entrega dos envelopes contendo os documentos de habilitação e as propostas dos interessados, realizada no dia 31 de julho. A decisão, embora proferida em grau recursal, é ainda liminar e pode ser revertida ao final do processo.
Postal votou por acolher o recurso da Prefeitura para permitir o prosseguimento do processo licitatório sem a autorização legislativa. “Concluo pelo provimento do recurso (...). A matéria não resta exaurida e, por essa razão, deixo para momento oportuno o aprofundamento do assunto, quando do julgamento final do mérito”, disse no voto. 
Sobre a alegação da Prefeitura de que a concessão do Mercado Público não exige lei, o relator trouxe doutrina em jurisprudência para sustentar o oposto. Lembrou que o requisito também está explicitado na Lei Orgânica do Município, avaliando como incorreta a interpretação dada pelo município à referida norma. 
Ao final, reforçou a importância da submissão da matéria à Câmara de Vereadores, representantes da sociedade, uma vez que “(...) não se está cedendo apenas a utilização e exploração de um bem público, mas também compartilhando a tutela, a promoção e a garantia de direitos ligados à preservação do patrimônio histórico e cultural de Porto Alegre. (...) Assim, considerando toda a proteção conferida pela Constituição ao tema, inaceitável a conclusão apresentada pelos Recorrentes de que a concessão de um bem imóvel como o Mercado Público se restringiria à gestão administrativa do Município”. 
Complementou dizendo que não se está chancelando violação à separação dos poderes, tal como referido no recurso, mas sim privilegiando o princípio democrático. 
Em relação às demais alegações trazidas no recurso, referentes à concessão do Auditório Araújo Viana e à suposta demora do TCE em realizar o apontamento, o relator informou que a exigência, ou não, de autorização legislativa para a mencionada concessão não foi objeto de análise pelo Tribunal e que a inconformidade relativa ao Mercado Público já constava nos autos desde novembro de 2019, sendo o município formalmente cientificado em 12 de março, antes da publicação do edital, em 8 de junho de 2020.
Correio do Povo

O vírus da vigarice ataca idosos na quarentena


Guedes anuncia "debandada" com saída de Salim Mattar e Paulo Uebel da Economia

Salim deixou o governo por estar insatisfeito com ritmo de privatizações; já Uebel discorda de deixar reforma administrativa parada

Paulo Guedes confirmou desembarque de membros do governo

Os secretários especiais de Desestatização e Privatização, Salim Mattar , e o de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel , pediram demissão nesta terça-feira, 11, ao ministro da Economia , Paulo Guedes . O ministro confirmou a informação aos jornalistas depois de se reunir com o presidente da Câmara , Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Segundo Guedes, Salim - um dos fundadores da Localiza - deixa o governo porque está insatisfeito com o ritmo das privatizações no governo. "O que ele me disse é que é muito difícil privatizar, que o estabilishment não deixa a privatização, que é tudo muito difícil, tudo muito emperrado", declarou Guedes. 
O ministro afirmou que apontou a Salim a necessidade de "lutar" para que as privatizações aconteçam. "O que eu digo para o Salim, o que eu sempre disse foi o seguinte: para fazer a reforma da Previdência cada um de nós teve que lutar. Para privatizar, cada um de nós tem que lutar. Não adianta esperar ajuda do papai do céu. Nossa proposta foi de transformação do estado. Então, nós vamos tentar e vamos correr até conseguir", declarou.
Já Uebel pediu demissão por discordar da estratégia do governo federal de deixar parada a reforma administrativa, que faz uma reformulação do RH do Estado. Guedes disse que o "timing" da reforma, engavetada pelo presidente Jair Bolsonaro por mexer com o funcionalismo público, é "político". "A reforma administrativa está parada. Então, ele [Uebel] reclama que a reforma administrativa parou. A transformação do Estado tem várias dimensões", afirmou Guedes.
Com as duas saídas de hoje, a equipe econômica soma agora cinco baixas. Nas últimas semanas, Mansueto Almeida já havia deixado o Tesouro Nacional , Caio Megale deixou a diretoria de programas da Secretaria Especial da Fazenda e Rubem Novaes anunciou que deixará a presidência do Banco do Brasil.
“Se me perguntarem se houve uma debandada hoje, houve”, disse Guedes. Segundo o ministro, apesar das demissões, o governo vai "avançar com as reformas". "Nossa reação à debandada que ocorreu hoje vai ser avançar com as reformas", afirmou.
Agência Estado e Correio do Povo

Guedes diz que não apoia eventual tentativa de furar teto de gastos

Declaração foi feita após reunião com presidente da Câmara

Guedes não apoia tentativa de burlar teto de gastos

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse hoje (11) que não apoia eventuais medidas para furar o teto de gastos do governo, limite estabelecido na Constituição em 2016 para impedir o aumento de despesas no Orçamento que será elaborado para o ano seguinte. A declaração do ministro foi feita após reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). 
Guedes reafirmou que não há apoio para uma eventual tentativa de furar o teto de gastos do governo para garantir investimentos públicos no país. “Não haverá nenhum apoio do ministério da Economia a fura-tetos. Se tiver ministro fura-teto, eu vou brigar com ministro fura-teto”, disse. 
O ministro também afirmou que o país foi obrigado a gastar mais recursos com saúde neste ano devido à pandemia da covid-19, mas que o padrão de gastos não pode ser mantido em 2021. 
“Se nós tentamos ano seguinte seguindo com o padrão de gastos, nós vamos para o caos. Os conselheiros do presidente [Bolsonaro] que estão aconselhando a pular a cerca e furar-teto vão levar o presidente para uma zona de incerteza, para uma zona sombria, zona de impeachment, zona de irresponsabilidade fiscal, e o presidente sabe disso. O presidente tem nos apoiado”, afirmou. 
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, também defendeu o equilíbrio fiscal e disse que os investimentos devem vir do corte de despesas públicas. 
“Nossa decisão de estar aqui falando em conjunto é para mostrar para a sociedade brasileira, para o governo brasileiro, para o Legislativo brasileiro que nós queremos encontrar caminhos para melhorar a qualidade do gasto público, mas não será furando o teto de gastos. Não há jeitinho para resolver os problemas de gasto público no Brasil. Só tem um jeito, é reformar o Estado brasileiro”, disse Maia.

Agência Brasil e Correio do Povo