Mais de 14 mil produtores deixaram atividade leiteira nos últimos dois anos

Dados fazem parte do Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite, elaborado pela Emater

Por Danton Júnior

Por outro lado, o levantamento aponta que a produtividade aumentou nas propriedades que permanecem na atividade

Por outro lado, o levantamento aponta que a produtividade aumentou nas propriedades que permanecem na atividade | Foto: Felipe Dorneles / Especial / CPMemória

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O número de produtores de leite vinculados à indústria caiu em 22% entre 2017 e 2019 no Rio Grande do Sul. Isso significa que 50.664 propriedades vendem leite cru para alguma indústria, cooperativa ou queijaria - há dois anos, eram 65.202. Os dados fazem parte do Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite, elaborado pela Emater e divulgado na manhã desta quinta-feira. Nos últimos quatro anos, o número de produtores encolheu em quase 40%.

Entre os principais problemas identificados na cadeia, estão falta de mão de obra (45,2% das propriedades), descontentamento com o preço recebido (44,8%), desinteresse dos descendentes (40,7%) e deficiência na qualidade do leite (29,1%). O número de produtores reduziu principalmente entre aqueles que produziam até 150 litros por dia. "Em algumas regiões, houve uma pressão das indústrias para que o produtor aumentasse escala", explicou o gerente técnico adjunto da Emater, Jaime Ries, que coordenou o levantamento. Ele citou, ainda, o avanço da soja nos últimos anos e a redução do consumo de leite no país entre os fatores que contribuíram para a queda.

Por outro lado, o levantamento aponta que a produtividade aumentou nas propriedades que permanecem na atividade. Entre aquelas vinculadas a alguma indústria, a média é de 213 litros produzidos por dia. Há dois anos, esse número era de 172,9.

O secretário-geral da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag/RS), Pedrinho Signori, disse que os números preocupam, principalmente tendo em vista que mais produtores podem deixar a atividade por não conseguirem se enquadrar às Instruções Normativas 76 e 77, do Ministério da Agricultura, que alteram os parâmetros de controle do leite cru. "O grande percentual (registrado no relatório) pode ajudar o governo a flexibilizar, por exemplo, a exigência da temperatura", afirmou.


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Ação por dano moral contra o ministro tramita em Brasília

Ação por dano moral contra o ministro tramita em Brasília | Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil / CP Memória

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A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) pede na Justiça que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, prove declarações recentes de que há "crimes de produção de drogas" e "plantações de ervas" em universidades.
A Andifes pede que Weintraub apresente provas "efetivas" de insinuações sobre a "existência de diversos atos irregulares e práticas criminosas" nas instituições federais de ensino, caso o ministro mantenha as declarações. "Com os achados, se houver, requer-se sejam nominados os responsáveis, as unidades locais, os dirigentes e as universidades, bem como todas as providências tempestivamente tomadas pelo senhor ministro em face de tais ocorrências", pedem os reitores.
As declarações que motivaram a ação foram feitas por Weintraub em entrevista à TV Jornal da Cidade Online. "Você tem plantações extensivas de maconha em algumas universidades. A ponto de ter borrifador de agrotóxico", disse o ministro.
Após forte repercussão, Weintraub dobrou a aposta sobre as declarações em posts no Twitter, também questionados na ação da Andifes. Nas redes sociais, o ministro usou como exemplos investigações contra estudantes da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
"Ambos os casos postados pelo senhor ministro já foram apurados pelas autoridades policiais, devidamente debelados por suas reitorias e não servem de exemplo negativo para as instituições, conforme até indicado pela imprensa", afirmou a Andifes.
As mesmas declarações levaram a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados a aprovar nesta quarta-feira a convocação de Weintraub para esclarecimentos. A ação foi de indenização por dano moral contra a União e Weintraub foi apresentada na quarta e tramita na 9ª Vara Federal Cível de Brasília.
A Andifes representa as universidades e institutos federais em negociações com o governo. A associação ainda argumenta que as declarações de Weintraub repercutiram em todo o País, gerando possíveis transtornos aos gestores das universidades. Procurado pela reportagem, o Ministério da Educação (MEC) afirmou que ainda não foi notificado pela Justiça.


Agência Estado e Correio do Povo

TCU vai torrar 60.000 reais com viagem de ministros flamenguistas

Justificativa oficial da viagem é evento sobre corrupção a 500 quilômetros do estádio onde o Flamengo poderá jogar a final contra o Liverpool

Por Robson Bonin

TCU (1)

A excursão dos ministros, que está revoltando a área técnica do TCU, será bancada com dinheiro público: 60.000 reais só em diárias -- e ainda há custos de passagem e hospedagem (vej/)

Três dias após o Flamengo levar o título da Libertadores no Peru e garantir o passaporte para o Mundial de Clubes, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou a viagem dos ministros Benjamin Zymler e Augusto Sherman para uma conferência de combate à corrupção em Abu Dhabi, nos arredores da grande final no Qatar.

A “coincidência” da escalação dos ministros — ambos flamenguistas — que viajarão em missão oficial com a saga histórica do time de Jorge Jesus está causando revolta entre servidores do tribunal.

A dupla rubro-negra vai participar da 8ª Conferência dos Estados Partes da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção. O evento acontecerá entre os dias 16 e 21 deste mês. Mas, por algum motivo, Zymler e Sherman, acompanhados de um auxiliar do TCU — não se sabe, se flamenguista também –, decidiu antecipar a partida e postergar o retorno ao Brasil.

Sherman sai do Brasil dia 13, mesma data do embarque do Flamengo para o mundial, e só retorna dia 23 de dezembro, dois dias depois do jogo da final. Zymler sai dia 9 e volta dia 22. A campanha do Flamengo no Mundial começa dia 17, com o jogo da semifinal e pode fechar no dia 21, na final.

A excursão dos ministros será bancada com dinheiro público: 60.000 reais só em diárias — e ainda há custos de passagem e hospedagem. No evento das Nações Unidas, eles estarão a poucas horas de carro do Estádio Internacional Khalifa. Será que vai ter ministro do TCU no estádio e gol do Gabigol?


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Cesta Básica de Porto Alegre registra queda de 2,03% em novembro

Valor representa 49,43% do salário mínimo líquido dos brasileiros

Em novembro, o preço da carne aumentou em todas as capitais pesquisadas pelo Dieese

Em novembro, o preço da carne aumentou em todas as capitais pesquisadas pelo Dieese | Foto: Yasuyoshi Chiba / AFP / CP

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Em novembro de 2019, a Cesta Básica de Porto Alegre calculada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), registrou queda de 2,03%, passando de R$ 463,24 em outubro de 2019, para os atuais R$ 453,82. No ano, a cesta está 2,35% mais barata e, em 12 meses, registrou retração de 2,00%.

Na passagem de outubro para novembro, com exceção da carne (6,34%), todos os demais itens registram queda. As maiores retrações foram registradas no tomate (-25,15%), na batata (-9,86%) e na banana (-7,81%). No ano, quatro ficaram mais baratos: o tomate (-52,28%), o café (-10,61%), o feijão (-2,72%) e a farinha de trigo (-0,80%). Em sentido contrário, nove produtos estão mais caros, sendo as maiores altas registradas na banana (25,30%), na carne (8,13%), no arroz (7,12%) e na manteiga (6,81%). Em 12 meses, cinco itens ficaram mais baratos: o tomate (-52,57%), o café (-6,63%), o leite (-6,54%), o feijão (-1,28%) e a farinha de trigo (-0,27%). Em sentido oposto, oito produtos estão mais caros, sendo os maiores aumentos verificados na batata (21,48%), na banana (21,96%), na manteiga (8,49%), na carne (8,34%) e no açúcar (8,04%).

Em novembro, o valor da Cesta Básica representou 49,43% do salário mínimo líquido, contra 50,45% em outubro de 2019 e 52,76% em novembro de 2018. O trabalhador com rendimento de um salário mínimo necessitou, em novembro, cumprir uma jornada de 100 horas e 02min para adquirir os bens alimentícios básicos. Essa jornada foi inferior a registrada em outubro (102h 07min) e inferior a registrada em novembro de 2018 (106h 47 min). A variação da cesta básica no período do Plano Real ficou em 580,90%, enquanto a inflação medida pelo INPC/IBGE acumulou 525,21% e o Salário Mínimo registrou alta de 1.440,36% (variação nominal).

Preço da carne sobe em todas as capitais pesquisadas

Entre outubro e novembro de 2019, o custo do conjunto de alimentos essenciais aumentou em nove cidades e diminuiu em sete1 , de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) em 17 capitais. As altas mais expressivas ocorreram em Vitória (7,89%), Florianópolis (4,45%) e Campo Grande (3,12%). As quedas mais importantes foram anotadas em Porto Alegre (-2,03%) e Curitiba (-1,95%). A capital com a cesta mais cara foi Florianópolis (R$ 478,68), seguida de São Paulo (R$ 465,81), Vitória (R$ 462,06) e Rio de Janeiro (R$ 455,37).

Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 325,40) e Salvador (R$ 341,45). Em 12 meses, entre novembro de 2018 e o mesmo mês de 2019, nove capitais acumularam alta, que oscilaram entre 0,30%, em Campo Grande, e 13,10%, em Vitória. A queda mais intensa ocorreu em Aracaju (-6,96%). Em 2019, 10 municípios pesquisados acumularam taxas negativas, com destaque para Aracaju (-9,30%) e Belo Horizonte (-3,70%). Outras seis cidades tiveram aumento. A alta mais expressiva ocorreu em Vitória (14,43%).

Com base na cesta mais cara que, em novembro, foi a de Florianópolis, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em novembro de 2019, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 4.021,39, ou 4,03 vezes o mínimo de R$ 998,00. Em outubro de 2019, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.978,63, ou 3,99 vezes o mínimo vigente. Já em novembro de 2018, o valor necessário foi de R$ 3.959,98, ou 4,15 vezes o salário mínimo, que, na época, era de R$ 954,00.

Cesta básica x salário mínimo

Em novembro de 2019, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica totalizou 89 horas e 10 minutos, e, em outubro, 88 horas e 39 minutos. Em novembro de 2018, quando o salário mínimo era de R$ 954,00, o tempo médio foi de 91 horas e 13 minutos. Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em novembro, 44,05% da remuneração para adquirir os produtos. Esse percentual foi maior do que o de outubro, quando ficou em 43,80%.

Em novembro de 2018, quando o salário mínimo valia R$ 954,00, a compra demandava 45,07% do montante líquido recebido.Comportamento dos preços Entre outubro e novembro de 2019, foi observada tendência de alta nos preços da carne bovina de primeira, do óleo de soja e do feijão. Já as cotações do tomate e da batata, pesquisada na região Centro-Sul, diminuíram na maior parte das cidades. A carne bovina de primeira apresentou aumento de preço em todas as cidades. As altas variaram entre 1,15%, em Recife, e 19,37%, em Vitória.

Em 12 meses, houve redução apenas em Aracaju (-5,71%), enquanto os aumentos foram de 1,30%, em Campo Grande, a 30,81%, em Florianópolis. Altos volumes de carne têm sido exportados para a China, devido ao ano novo chinês; o período também é de entressafra bovina e o custo de reposição do bezerro está muito alto. Por fim, o dólar desvalorizado estimulou as exportações. Todos esses fatores encareceram o valor da carne no varejo.  O preço médio da lata de óleo de soja aumentou em 12 cidades. As altas oscilaram entre 0,25%, em Recife, e 4,66%, em Campo Grande. O preço não variou em Porto Alegre e diminuiu em Florianópolis (-0,79%), João Pessoa (-0,48%) e Belo Horizonte (-0,28%). Em 12 meses, todas as cidades tiveram altas acumuladas, com destaque para Vitória (16,72%) e Goiânia (16,16%).

A demanda por óleo de soja para produção de biodiesel seguiu forte e reduziu a oferta no varejo. O valor do feijão aumentou em 11 cidades entre outubro e novembro de 2019. O tipo carioquinha, pesquisado nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e São Paulo, apresentou variações positivas em oito capitais, que oscilaram entre 1,27%, em Recife, e 5,77%, em Belo Horizonte. As quedas ocorreram em São Paulo (-2,55%), Salvador (-0,58%) e João Pessoa (-0,17%). Já o feijão preto, pesquisado nas capitais do Sul, em Vitória e no Rio de Janeiro, teve alta em três capitais. Em Vitória, subiu 7,25%, em Florianópolis, 0,91%, e em Curitiba, 0,45%. As quedas foram anotadas no Rio de Janeiro (-3,92%) e em Porto Alegre (-3,13%).

Em 12 meses, o preço médio do grão carioquinha acumulou alta em todas as capitais: as taxas variaram entre 34,10%, em João Pessoa, e 67,22%, em Goiânia. As variações acumuladas do tipo preto também foram positivas, mas em patamares menores: entre 2,83%, no Rio de Janeiro, e 11,31%, em Florianópolis. Apenas em Porto Alegre foi registrada redução de -1,28%. A baixa oferta do feijão carioquinha elevou os preços no varejo e também fez com que a demanda pelo tipo preto aumentasse. O preço médio da batata diminuiu nas nove capitais do Centro-Sul. As quedas oscilaram entre -17,85%, no Rio de Janeiro, e -1,21%, em Vitória. Em 12 meses, as capitais ainda apresentaram taxas positivas, que variaram entre 18,65%, em Florianópolis, e 55,24%, em Vitória. Mesmo com a baixa qualidade de muitos tubérculos, o excesso de oferta reduziu o preço no varejo. O quilo do tomate diminuiu em 15 capitais e aumentou em Vitória (31,72%). As quedas oscilaram entre -31,16%, no Rio de Janeiro, e -5,74%, em Goiânia. Em 12 meses, houve elevação do valor médio do quilo apenas em Recife (6,61%); nas demais capitais, foi observada queda de preço, com destaque para a variação de Belo Horizonte (-65,59%) e Rio de Janeiro (-62,25%). Excesso de oferta, devido ao calor, reduziu o preço no varejo.  


Correio do Povo


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Câmara de Pelotas aprova projeto de empréstimo para pagamento do 13º salário

Servidores que aceitarem a proposta da prefeitura receberão o 13º em 20 de dezembro

Por Angélica Silveira

Proposta da Prefeitura foi aprovada na Câmara

Proposta da Prefeitura foi aprovada na Câmara | Foto: Lenise Slawski / Divulgação

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Em uma sessão teve duração de três horas, os vereadores de Pelotas, no Sul do Estado aprovaram por 12 a sete, com uma ausência, o projeto do Executivo que prevê a contratação de um empréstimo bancário junto ao Banrisul para o pagamento do 13º salário em parcela única. Pela proposta, o empréstimo é individual e o município ficará responsável pelo pagamento dos juros de 1.70% ao mês.

Os servidores que aceitarem a proposta têm até o próximo dia 18 para contrair o empréstimo e assim receber no dia 20 o 13º salário. Caso o servidor não se manifeste, irá receber o pagamento em 10 parcelas com correção monetária a partir de fevereiro de 2020. Aqueles que por algum motivo tiverem o pedido de empréstimo rejeitado pelo banco terão o pagamento integral realizado pelo município.

A presidente do Sindicato dos Municipários (Simp), Tatiane Rodrigues, é contra o projeto: “Já conversamos com o nosso jurídico. Estamos apenas esperando a publicação da votação desta quinta-feira. Ganhamos o mérito do pagamento do salário no quinto dia útil e do 13º até o dia 20”, ressalta. Após a lei ser sancionada e publicada pela prefeita Paula Mascarenhas (PSDB), o Simp deve recorrer à Justiça e alegar inconstitucionalidade. “Existe uma sentença que determina claramente que  seja cumprida a Lei Orgânica Municipal, pagando a integralidade dos salários até o 5º dia útil e o 13º salário até o dia 20, ou seja não prevê a exigência de ter que fazer empréstimo pessoal e nem receber em 10 parcelas mensais”, explica.  

Tatiane lembra que pela lei orgânica é um direito do trabalhador. “O 13º e o salário são direitos dos trabalhadores. A remuneração, se não for depositada nesta sexta-feira, vamos atrás juridicamente também”, garante.

Procurado, o Executivo, por meio da assessoria de comunicação, diz que como  não tem conhecimento sobre ação jurídica do Sindicato não irá se posicionar sobre o assunto.


Correio do Povo


GASTRONOMIA

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O tamanho da mordida petista

O deputado estadual Heni Ozi Cukier, do Novo de São Paulo, mostrou as marcas da mordida que levou do colega petista Luiz Fernando durante a confusão envolvendo Arthur “Mamãe Falei” na tribuna da Assembleia Legislativa de São Paulo.

O MBL postou no Twitter a foto do ombro mordido do deputado do Novo.


O próprio Heni comentou o assunto nas redes.

“Ao tentar evitar que deputados agredissem o Arthur do Val, acabei sendo mordido por outro deputado. Democracia se faz no diálogo, não no soco e na gritaria. Discordância se resolve no debate, e não na agressão. É isso que sempre vou defender, até fisicamente. Triste dia na Alesp.”


O Antagonista

Prefeitura encaminha projeto de lei para reduzir a poluição visual em Porto Alegre

Ao mesmo tempo que restringe espaços publicitários na cidade, proposta reduz burocracia

Por Gabriel Guedes

Chefe da equipe de Paisagismo e Mobiliário Urbano, Lícia Schuch detalhou iniciativa

Chefe da equipe de Paisagismo e Mobiliário Urbano, Lícia Schuch detalhou iniciativa | Foto: Luciano Lanes/PMPA

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Para valorizar o mobiliário e a paisagem urbana de Porto Alegre, a Prefeitura apresentou nesta quinta-feira, no Salão Nobre do Paço Municipal, o projeto de lei de ordenação da publicidade na
paisagem urbana, que será enviado à Câmara Municipal. A iniciativa, inspirada no que já ocorre em cidades como São Paulo (SP) e outras capitais pelo mundo, quer reduzir drasticamente a poluição visual e simplificar os processos de controle. Em resumo, caso a proposta seja aprovada, a colocação de outdoors, por exemplo, somente poderá ser feita nas margens de rodovias, que são a free way (BR-290), BR-116 e BR-448. Por outro lado, também desburocratiza as autorizações para os anunciantes, proporcionando a regularização de propagandas, que muitas vezes são feitas de forma ilegal. "A gente acredita que o projeto abre novas oportunidades de negócio e valoriza as concessões do mobiliário urbano, como os relógios", defende o secretário do Meio Ambiente e da Sustentabilidade, Germano Bremm.

Conforme a chefe da equipe de Paisagismo e Mobiliário Urbano, Lícia Schuch, a atual legislação é permissiva, é complexa no licenciamento ambiental, sobrecarrega a fiscalização e não assegura a qualidade da paisagem na cidade. "Este projeto tem foco na elaboração e implementação de política para a paisagem urbana", ressalta. Pelo texto a ser enviado, as paradas de ônibus, parklets ou bancas de revistas passam a ser a principal alternativa para anúncios, tornando o uso da paisagem urbana mais equilibrada. A nova legislação propõe também a redução dos tamanhos dos letreiros de lojas e de estabelecimentos comerciais e de serviços.

Com a mudança, o Município espera comprometer menos tempo e recursos para apreciação de processos administrativos de licenciamento de espaços de publicidade nas ruas. Atualmente, os processos de licenciamento de Veículos de Divulgação (VD) levam de um a três anos para serem finalizados, e 80% dos pedidos são indeferidos.

COMO FICARÁ

Veículos de Divulgação (VD) promocionais

Tabuleta de madeira/outdoor; painel/front light; painel eletrônico/LED; painel sobre cobertura; e painel mural apenas ao longo de rodovias (BR-290, BR-116 e BR-448), limitados a 80m² e com espaçamento de 300 metros entre eles. Não serão permitidos painéis com propaganda sobre cobertura de edificações.

VD indicativos

A proposta também prevê a redução dos tamanhos máximos dos VDs indicativos (fachada em áreas sem restrição, em estrutura própria, em imóvel inventariado e de fábricas e painéis sobre cobertura de prédios). Os novos parâmetros de área correspondem a 1/3 da medida longitudinal da fachada, limitado a 20m² para empreendimentos comuns. Além disso, passam a ser permitidos até 50% de área total de VD para divulgação de promoções do próprio estabelecimento ou de patrocinadores.

Análise especial

Com a nova lei, empreendimentos especiais (estádios de futebol, hospitais, universidades, shoppings) terão análise do licenciamento caso a caso, obedecendo à mesma proporção de 1/3 da fachada, mas sem limite de área preestabelecido. Nesta categoria, haverá cobrança de taxa de licenciamento.

Isenção de taxa

Para empreendimentos comuns, não haverá mais taxa de cobrança para o licenciamento (exceto para estabelecimentos localizados em imóveis tombados ou inventariados de estruturação, que deverão ser objeto de autorização especial). A autorização será automática, via cadastro on-line.


Correio do Povo

Bolsonaro brinca ao passar presidência do Mercosul: "não dá para dar um golpe, não?"

Presidente disse que queria continuar como líder temporário do bloco e afirmou que, quando a esquerda perde, diz que é golpe

Por Henrique Massaro

Microfones estavam ligados quando frase foi dita ao presidente paraguaio

Microfones estavam ligados quando frase foi dita ao presidente paraguaio | Foto: Guilherme Almeida

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Após passar a presidência temporária do Mercosul para o chefe de Estado paraguaio Mario Abdo Benítez, o presidente Jair Bolsonaro cochichou ao colega, em tom de brincadeira, que gostaria de continuar presidindo o bloco e que, para isso, queria “dar um golpe”. Sem perceber que os microfones continuavam captando o áudio para a transmissão ao vivo, o mandatário brasileiro disse a seu homólogo brincado com os partidos de esquerda: “Quero continuar presidente, não dá para dar um golpe, não? Tudo quando eles perdem, diz (sic) que é golpe. É impressionante, né?”, falou, arrancando risadas do seu interlocutor.

O Paraguai foi o segundo país a se manifestar, por herdar a presidência pro tempore do Mercosul. Abdo Benitez reforçou o compromisso do país na continuidade das políticas colocadas em prática pelo bloco. O presidente paraguaio agradeceu Bolsonaro, a quem chamou de amigo, e disse que a reunião em Bento Gonçalves serve para ratificar compromisso de que o Mercosul é o processo de integração ideal para alcançar metas e propiciar um espaço comum, gerador de oportunidades para o desenvolvimento dos mercados e para oferecer vantagens comerciais e de investimentos.


Correio do Povo


ECONOMIA

Dólar recua para R$ 4,18 e bolsa sobe 0,29%

PT quer cassar Mamãe Falei por briga na Alesp

O líder do PT na Alesp, Teonílio Barba, afirmou que o partido pedirá a cassação do mandato do deputado Arthur do Val, o Mamãe Falei, no Conselho de Ética da Assembleia, informa a Folha.

Ontem à noite, em discurso na tribuna, Mamãe Falei –que defendia a reforma da Previdência estadual– chamou sindicalistas presentes de “vagabundos”.

Os petistas Luiz Fernando Teixeira, Emidio de Souza e Enio Tatto subiram à tribuna para agredi-lo. Houve uma confusão, e Heni Ozi Cukier, do Novo, que tentava conter a briga, foi mordido por Teixeira.

Expulso recentemente do DEM e advertido pelo Conselho de Ética em um caso anterior, Mamãe Falei chamou os petistas de hipócritas.

“Se pedem a minha cassação por chamar de vagabundo, o que merece quem vem dar porrada e o outro que dá mordida?”


O Antagonista

Mercosul aumenta para mil dólares limite para compras em bagagem

Assinatura de acordo ocorreu nesta quinta-feira durante cúpula dos chefes de Estado

Limite para compras era de 500 dólares

Limite para compras era de 500 dólares | Foto: Marcelo Camargo / Agencia Brasil / Divulgação / CP

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Os presidentes dos países-membros do Mercosul assinaram nesta quinta-feira, aumento, de US$ 500 para US$ 1000, no limite para as compras feitas em bagagem nos vizinhos. Segundo documento divulgado pelo bloco, esse será "o limite de isenção de importações como bagagem acompanhada em viagens via aérea e marítima". A assinatura ocorreu nesta quinta durante a cúpula dos chefes de Estado do Mercosul, realizada em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul.


Agência Estado e Correio do Povo