PIB: Resultado faz economistas elevarem projeção de crescimento para 2019


Com PIB do terceiro trimestre acima do esperado, bancos e consultorias preveem agora avanço de até 1,2% no final deste ano, impulsionado pelo FGTS

Por Da Redação

Liberação de recursos do FGTS é aposta para bons resultados também no quarto trimestre (Raphael Castello/VEJA)

Instituições financeiras e consultorias revisaram suas projeções de crescimento da economia brasileira em 2019 e 2020, depois da divulgação do avanço de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre deste ano na manhã desta terça-feira, 3. O banco Daycoval elevou de 0,9% para 1,2% as previsões de crescimento da economia neste ano, apoiado à ideia de que a liberação de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) vai impulsionar o consumo no final do ano. “Vale ressaltar que, apesar da nítida melhora da tendência da atividade econômica na margem, o destaque nos próximos trimestres estará centrada no consumo das famílias impulsionado pelo saque do FGTS, o que deverá resultar em ritmo de crescimento na margem maior no quarto trimestre deste ano e no primeiro trimestre do ano que vem frente aos trimestres adiante”, destaca o banco.

A Consultoria Tendências revisou suas projeções para 1,2%, e não mais 0,9% em 2019. “A maior velocidade no ritmo de crescimento motiva melhora nas perspectivas de curtíssimo prazo”, diz o comunicado da instituição. Já banco americano Goldman Sachs elevou suas projeções de um avanço de 1% para 1,2% ─ para o ano que vem, as projeções saltaram de 2,2% para 2,3%. O Santander elevou suas previsões de 0,8% para  crescimento de 1,2% neste ano. Para o ano que vem, o banco manteve a projeção de 2%, porém com viés de alta. O Citi elevou sua previsão de crescimento da economia neste ano de um avanço de 0,7% para 1,1%. Dadas as revisões, o resultado ligeiramente mais forte do que o esperado no terceiro trimestre e as evidências de um crescimento mais forte do PIB nos últimos três meses do ano, a XP Investimentos também revisou a projeção de crescimento do PIB em 2019 de 1,0% para 1,2%, assim como o banco MUFG Brasil.

Veja também

Na tarde desta terça, o presidente Jair Bolsonaro comemorou o resultado. “É algo inesperado para os analistas econômicos, mas, da nossa parte, sabíamos que viria uma boa notícia, e ela veio numa boa hora”, afirmou, durante discurso em um fórum promovido pela Controladoria-Geral da União (CGU). No Twitter, o presidente comemorou o resultado da economia brasileira no terceiro trimestre e chamou a atenção para outros indicadores econômicos, como a taxa básica de juros, a Selic, a 5% ao ano, menor patamar da história. “Certeza de que estamos no caminho certo”, escreveu.

A maior alta no PIB do terceiro trimestre foi a da agropecuária com crescimento de 1,3%, seguida pela indústria (0,8%) e pelos serviços (0,4%). “Na ótica da demanda, os investimentos vêm crescendo, puxado pela construção, que havia caído 20 trimestres consecutivos e desde o trimestre anterior mostra recuperação, quando comparado a igual período de 2018. O consumo das famílias também cresce, enquanto as despesas do governo – incluindo pessoal e demais gastos, exceto investimentos -, caem em todas as esferas em função das restrições orçamentárias”, analisa a coordenadora de Conta Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.


Veja

Piratini paga nesta quarta mais R$ 1,1 mil referentes a outubro e quita 67% da folha

Folha de outubro vai ser quitada apenas em 13 de dezembro

Por Lucas Rivas / Rádio Guaíba

Depósito, que era previsto para dezembro, deve estar disponível nas primeiras horas da manhã

Depósito, que era previsto para dezembro, deve estar disponível nas primeiras horas da manhã | Foto: RICARDO GIUSTI / CP Memória

PUBLICIDADE

A Secretaria da Fazenda anunciou, na tarde desta terça-feira, que deposita nesta quarta-feira mais uma parcela, de R$ 1,1 mil, referente à folha de outubro do funcionalismo público. O depósito, que era previsto para 10 de dezembro, deve estar disponível nas contas dos servidores nas primeiras horas da manhã. Desde 2015, esse é o 48º mês em que a administração não consegue pagar 100% da folha em dia.

A mudança no cronograma decorre da melhora na arrecadação, com o ingresso de receitas do Refaz 2019. Com esse pagamento, o Estado quita a folha para quem ganha salário líquido de até R$ 3,6 mil, o que representa 67% dos vínculos.

As demais parcelas permanecem com pagamento previsto para as datas divulgadas anteriormente. A próxima, no valor de R$ 3,9 mil, vai ser paga em 11 de dezembro. Já a quitação total da folha de outubro ocorre em 13 de dezembro.

Folha de novembro

Já o pagamento da folha de novembro deve se iniciar em 16 de dezembro. Nesse dia, devem ser depositados, integralmente, os salários de servidores que recebem líquido de até R$ 1,7 mil, o que representa 34% do total.

Quem recebe acima desse valor vai ter o salário quitado em parcelas, a partir do mesmo dia. A primeira deve ser de R$ 700. Os pagamentos seguintes ainda não foram divulgados pela Fazenda.


Rádio Guaíba e Correio do Povo

CCJ encaminha projeto pelo fim dos honorários de sucumbência

Comissão aprovou versão final do relatório que suspende os pagamentos

Por Flavia Bemfica

Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa aprovou relatório final do deputado Elton Weber (PSB), favorável a que seja suspenso o pagamento de honorários de sucumbência

Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa aprovou relatório final do deputado Elton Weber (PSB), favorável a que seja suspenso o pagamento de honorários de sucumbência | Foto: Vinicius Reis / Agência ALRS / CP

PUBLICIDADE

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa aprovou na manhã desta terça-feira, por nove votos a dois, o relatório final do deputado Elton Weber (PSB), favorável a que seja suspenso o pagamento de honorários de sucumbência aos procuradores estaduais ativos e inativos. Votaram com o relator o presidente da CCJ, Edson Brum (MDB), Sebastião Melo (MDB), Pepe Vargas (PT), Luiz Fernando Mainardi (PT), Frederico Antunes (PP), Ségio Turra (PP), Fran Somensi (Republicanos) e Luciano Zucco (PSL). Foram contrários Elizandro Sabino (PTB) e Luiz Henrique Viana (PSDB).

Na leitura do parecer, Weber assinalou a necessidade de que o Executivo encaminhe à Assembleia um projeto de lei de forma que os parlamentares decidam se e como poderiam ser pagos os honorários. O entendimento dos parlamentares é diverso daquele da Procuradoria Geral do Estado (PGE), que decidiu dar início aos pagamentos por meio de resolução interna expedida em abril, sob o argumento de que uma combinação entre normas jurídicas – as leis estaduais 10.298/94 e 12.222/04, o decreto 54.454/18 e o Código de Processo Civil (CPC), e entendimentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) – sustentaria a resolução sem a necessidade de submetê-la ao crivo do Legislativo. Os procuradores começaram a receber os valores correspondentes à sucumbência nos contracheques de julho. Desde maio, o questionamento, que começou a tramitar na forma de um requerimento (RDI) de autoria de Edson Brum e mais 41 parlamentares, estava em tramitação na CCJ.

Após a leitura do relatório de Weber, o presidente do colegiado destacou que eventual pedido de vista era coletivo e válido por duas horas, acrescentando que tão logo o prazo expirasse, convocaria nova sessão, de forma a que a votação se concluísse nesta terça. Nenhum parlamentar se inscreveu para discutir o texto e ninguém pediu vista, o que possibilitou a votação durante a sessão ordinária da comissão. O  projeto de decreto legislativo (PDL) foi protocolado na tarde desta terça-feira. A  proposta para anular o ato que permitiu o pagamento aos procuradores deve ser avaliada pelo colégio de líderes na próxima terça-feira, dia 10.


Correio do Povo

RS deve ter chuva na maioria das regiões nesta quarta-feira

Regiões Norte e Noroeste devem concentrar os maiores volumes

Chuva deve atingir também a capital gaúcha nesta quarta-feira

Chuva deve atingir também a capital gaúcha nesta quarta-feira | Foto: Samuel Maciel / CP Memória

PUBLICIDADE

Após vários dias de sol e calor, o Rio Grande do Sul deve ter chuva na maioria das regiões nesta quarta-feira. O sol aparece no início da manhã, mas ao longo do dia a nebulosidade predomina e, com isso, as áreas de instabilidade trazem chuva, especialmente para as regiões Norte e Noroeste do Estado.

De acordo com a MetSul Meteorologia, áreas do Centro também serão afetadas pela chuva, e as pancadas devem se intensificar no fim do dia, com risco de chuva mais forte, vento e raios, sem descartar a possibilidade de temporal ou granizo. As regiões Sul e Oeste devem ter tempo limpo.

Em Porto Alegre, sol aparece, mas também haverá chuva. Na Capital, a mínima deve ser de 17°C, enquanto a máxima deve chegar aos 29°C.

Mínimas e máximas no RS

Santa Rosa 19°C / 26°C
Erechim 18°C / 23°C
Uruguaiana 17°C / 30°C
Caxias do Sul 15°C / 25°C
Pelotas 17°C / 30°C
Torres 18°C / 26°C


MetSul Meteorologia e Correio do Povo


RADAR

Justiça homologa delação de acusado de hackear Moro

VEJA revelou caso há duas semanas; Luiz Henrique Molição fez declarações explosivas aos investigadores da Polícia Federal

POLÍTICA

TSE reconhece assinaturas eletrônicas para criação de partidos

Decisão pode impactar na criação do Aliança pelo Brasil, nova legenda idealizada por Jair Bolsonaro

ECONOMIA

PIB acima do esperado faz economistas elevarem projeção

Com crescimento de 0,6% da atividade econômica no terceiro trimestre, bancos e consultorias preveem agora avanço de até 1,2% no final deste ano, impulsionado pelo FGTS

RADAR

Rodrigo Maia: 'Enquanto eu for presidente projeto não anda'

Presidente da Câmara diz que vai barrar PL de Bolsonaro que acaba com cotas para pessoas com deficiência

AMARELAS EM VÍDEO

Marina Silva: ‘O presidente Bolsonaro faz apologia da ditadura’

Ex-senadora evita se colocar de volta à disputa presidencial e cobra quem não está nos extremos políticos para construção de alternativa

VIROU VIRAL

Fátima Bernardes, o ‘embate’ com PM e a resposta que viralizou na web

A apresentadora do 'Encontro' contestou informações sobre a tragédia em Paraisópolis - e entrou na lista de assuntos mais comentados do dia

EM VEJA DESTA SEMANA

Diego Hypolito: ‘Me ameaçaram de morte’

Depois de se reunir com Bolsonaro, o atleta virou alvo de ataques nas redes e agora só anda acompanhado de um segurança

CÚPULA DO CLIMA

Rede de ONGs oferece prêmio irônico ‘Fóssil do Dia’ ao Brasil na COP-25

Grupo 'The Climate Action Network' entregou a condecoração crítica aos governos de Austrália, Brasil e Japão, por diferentes razões

Lula diz que prisão fez dele um "ser humano melhor"

NOTICIAS.UOL.COM.BR

Lula diz que prisão fez dele um "ser humano melhor"

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escreveu que o período em que ficou preso na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba fez com que ele se tornasse uma pessoa melho

Congresso deve dobrar valor de fundo eleitoral proposto pelo governo

Relator do Orçamento de 2020 finalizou proposta destinando R$ 3,8 bilhões aos recursos de campanhas

O Congresso deve dobrar o valor do fundo eleitoral proposto pelo governo de Jair Bolsonaro. O relator do projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2020, deputado Domingos Neto (PSD-CE), finalizou a proposta nesta terça-feira, 3, e destinou R$ 3,8 bilhões de recursos públicos para gastos em campanhas eleitorais no ano que vem. O valor é R$ 1,8 bilhões superior à proposta encaminhada pelo governo, que foi de R$ 2 bilhões.

O aumento de aproximadamente 120% do montante desembolsado nas eleições do ano passado, quando os partidos receberam R$ 1,7 bilhão da União, foi objeto de acordo entre quase todos os partidos da Câmara dos Deputados. Apenas Cidadania, Novo, Rede, Podemos e PSOL se posicionaram contra o aumento. Reservadamente, líderes partidários afirmaram ao Estado que a proposta do governo era inviável.

O fundo eleitoral é alimentado com dinheiro do Tesouro e se destina ao financiamento das campanhas dos candidatos. Foi criado em 2017 para compensar as perdas impostas por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que dois anos antes, em 2015, proibiu doações de pessoas jurídicas. A distribuição da verba para candidatos fica a critério das cúpulas partidárias, que, em geral, privilegiam políticos com mandato. Existe, ainda, o Fundo Partidário, que banca atividades do dia a dia das legendas.

O projeto que está sendo discutido agora ainda depende da aprovação dos parlamentares, mas a maioria dos líderes atua para que a quantia destinada ao fundo eleitoral seja a proposta por Domingos Neto. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, secretário licenciado da Casa Civil no governo de João Doria (PSDB), e o deputado Paulinho da Força (SP), que comanda o Solidariedade, lideram essa articulação.

O valor final do fundo ainda precisa ser votado pela Comissão Mista de Orçamento e pelo Congresso. O relator afirmou que os recursos extras virão da receita adicional aprovada pelos parlamentares, de R$ 7 bilhões, com base no pagamento de dividendos das empresas estatais. Domingos Neto assegurou que nenhum recurso da saúde ou educação será transferido para essa finalidade.

Guedes

Desde o início das negociações do Orçamento, a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, era contra elevar a verba para o financiamento público das campanhas eleitorais. Antes mesmo de o Palácio do Planalto encaminhar o primeiro esboço do Orçamento, Guedes chegou a dizer a líderes que, por ele, só haveria a correção inflacionária em cima do valor pago na última eleição.

A vontade do ministro da Economia ficou no caminho e já na primeira proposta o governo apresentou nova cifra, aumentando o fundo para R$ 2,5 bilhões, com o objetivo de alimentar as campanhas eleitorais do ano que vem. O valor, porém, caiu para R$ 2 bilhões após ser constatado erro no cálculo inicial feito pelo Ministério da Economia. Na ocasião, o partido Novo já havia apontado a falha.

Em setembro, durante a minirreforma eleitoral, o Congresso acabou com a vinculação obrigatória dos 30% das emendas no cálculo, abrindo brecha para que deputados e senadores aumentassem a quantia destinada a campanhas sem um critério definido. Este trecho da minirreforma foi vetado pelo presidente Bolsonaro, mas acabou sendo derrubado pelo Congresso na semana passada.

O líder do Novo, Marcel Van Hattem (RS), anunciou que vai tentar reverter a decisão. "É uma imagem que se passa para a sociedade muito ruim, num momento em que a gente continua numa crise. Não só mantiveram aquilo que está previsto como praticamente dobraram. Vamos tentar emendar e denunciar isso", afirmou Van Hattem.

Desde que o Supremo proibiu que empresas bancassem campanhas, os líderes partidários aumentam sistematicamente o montante de recursos públicos destinados a elas. Na época, a Corte entendeu que a doação empresarial violava princípios democráticos da igualdade de forças na disputa eleitoral, representando captura do processo político pelo poder econômico.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo


Doria, sobre agressão de PM em Paraisópolis: "Exigi punição exemplar"

No Twitter, João Doria acaba de comentar o vídeo que circula hoje pelas redes sociais mostrando um PM agredindo... [leia mais]

Moro espera votação do pacote anticrime nesta semana

Sergio Moro defendeu nesta terça-feira que a Câmara vote ainda nesta semana o pacote anticrime... [leia mais]


Molição será solto nos próximos dias

O hacker Luiz Molição, que teve seu acordo de delação homologado, deverá deixar a cadeia até o fim... [leia mais]

1 x 1 - Lewandowski rejeita denúncia contra Renan na Lava Jato

Ricardo Lewandowski abriu a divergência na Segunda Turma e votou pela rejeição integral de uma denúncia contra... [leia mais]

PSL suspende Eduardo Bolsonaro por um ano

O Diretório Nacional do PSL confirmou, no início desta tarde, as punições a 18 deputados da sigla, entre advertências... [leia mais]

Zambelli: "Joice se sentiu ofendida e precisou mobilizar um partido para atuar contra mim"

Carla Zambelli disse o seguinte sobre o processo movido pelo PSL contra ela no Conselho de Ética da Câmara... [leia mais]

Governo do Rio libera R$ 302 mi para ter Fórmula 1

A Secretaria de Esporte do Rio aprovou um projeto que dá incentivo fiscal de R$ 302 milhões para a realização... [leia mais]


Bolsonaro "é uma pessoa muito íntegra", diz Moro

Ao participar hoje do seminário da CGU sobre combate à corrupção, Sergio Moro disse que sempre é possível... [ leia mais]

"Integralmente culpa do PT", diz Weintraub sobre resultados do Pisa

Em entrevista coletiva, Abraham Weintraub culpou os governos do PT pelo desastroso resultado do Brasil no Pisa... [leia mais]

Brasil tem de pagar R$ 1 bi a organismos multilaterais sob risco de sanções

Equipe econômica avalia como quitar dívidas com ONU e bancos para evitar perda de voto e rebaixamento de notas econômicas

Governo Bolsonaro repassou R$ 15,95 mi das somas devidas

Governo Bolsonaro repassou R$ 15,95 mi das somas devidas | Foto:

PUBLICIDADE

A equipe econômica discute a liberação de R$ 1 bilhão ainda em 2019 para quitar dívidas com entidades internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU). A medida é tratada como urgente dentro do governo para evitar o desgaste de perder o voto em discussões dessas organizações ou até rebaixar a nota de bancos internacionais que têm o Brasil como importante acionista.

Segundo nota técnica do Ministério da Economia assinada na terça-feira, o governo pretende pagar débitos de 2019 com a ONU, de US$ 126,6 milhões; Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), de US$ 45 milhões; Corporação Interamericana de Investimentos (BID Invest), de US$ 27,6 milhões; Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata), de US$ 27,6 milhões e a Agência Internacional de Desenvolvimento (AID), de R$ 43,2 milhões.

A movimentação do governo ocorre dias após a ONU cobrar uma dívida de US$ 415,9 milhões, que coloca o Brasil no posto de segundo maior devedor à entidade. "Há risco considerável de que o Brasil, pela primeira vez na história, perca o direito a voto na ONU a partir de 1º de janeiro de 2020", alerta nota técnica assinada pelo secretário de Assuntos Econômicos Internacionais, Erivaldo Alfredo Gomes. Ao pedir recursos ao Ministério da Economia, o secretário-geral das Relações Exteriores, Otávio Brandelli, afirma que Bolsonaro fez um discurso "histórico" na Assembleia-Geral da ONU. "Posicionou o Brasil na vanguarda do esforço para recuperar a vocação original da ONU como espaço que congrega nações soberanas."

Ainda segundo o secretário, não acertar a dívida põe em risco, inclusive, a capacidade de negociar temas administrativos e orçamentários naquele organismo. "A palavra e o voto do Brasil, membro fundador das Nações Unidas, são registrados sem interrupções desde 1946. A eventual perda do direito a voto teria graves repercussões negativas para a credibilidade do País e sua atuação multilateral."

Na troca de ofícios entre a equipe econômica e o Ministério das Relações Exteriores, obtida pelo jornal O Estado de S. Paulo, não há, no entanto, indicação sobre de qual área o governo deve retirar o valor para fechar as contas com organismos internacionais. Procurados, os ministérios não quiseram se manifestar. Em outro documento, o secretário Gomes reforça a "importância" de fazer os pagamentos até o fim de 2019. "Tendo em vista o cenário ainda mais restritivo que se delineia para 2020, em função dos limites impostos pelo teto de gastos públicos." O teto de gastos é o mecanismo que limita o crescimento das despesas à inflação.

Ainda de acordo com o secretário, os valores previstos no próximo Orçamento para esse tipo de pagamento são "irrisórios". A equipe econômica ainda argumenta, ao tratar da liberação de R$ 1 bilhão, que em 2019 destinou apenas R$ 15,95 milhões para pagamento a ONU e outros organismos internacionais, quando o compromisso do País somava de R$ 1,74 bilhão.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo


Entidades consideram suspensão de uso do 2,4-D "inócua"

TSE reconhece assinaturas eletrônicas para criação de partidos

Decisão pode ter impacto na criação do Aliança Pelo Brasil, novo partido do presidente Jair Bolsonaro

TSE reconheceu assinaturas eletrônicas para criação de partido

TSE reconheceu assinaturas eletrônicas para criação de partido | Foto: Roberto Jayme / Ascom TSE / Divulgação / CP

PUBLICIDADE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira reconhecer assinaturas eletrônicas para formalizar a criação de partidos políticos. A decisão pode ter impacto na criação no Aliança pelo Brasil, novo partido do presidente Jair Bolsonaro, que pretende agilizar o processo de obtenção de registro do partido por meio de certificados digitais.

Apesar da decisão, não há prazo para que a Justiça Eleitoral possa criar aplicativos e programas de computador para efetivar a decisão, que ainda precisará ser regulamentada para passar a ter validade. Segundo a presidente do TSE, Rosa Weber, as soluções não estarão prontas para as eleições municipais de 2020.

O julgamento foi motivado por uma consulta apresentada no ano passado pelo deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS). O parlamentar pediu que o tribunal responda a seguinte pergunta: "Seria aceita a assinatura eletrônica legalmente válida dos eleitores que apoiem dessa forma a criação de partidos políticos nas listas e/ou fichas expedidas pela Justiça Eleitoral?"

Novos partidos

Para a criação de partidos políticos, um dos requisitos exigidos é a apresentação de fichas de apoiamento de eleitores, cuja autenticidade das assinaturas em papel é feita pela Justiça Eleitoral.

Por 4 votos a 3, o tribunal seguiu voto do ministro Luís Felipe Salomão. Segundo o ministro, o setor técnico do tribunal informou que há viabilidade técnica para desenvolver os aplicativos necessários para implementar a medida. Salomão também afirmou que o uso da assinatura digital trará mais segurança na conferência, que é feita manualmente pela Justiça Eleitoral. O voto foi acompanhado pelos ministros Tarcísio Vieira, Sergio Banhos e Luís Roberto Barroso.

"No cenário jurídico inexiste óbice à certificação digital de assinaturas. A adoção dessa sistemática é viável", disse Salomão.

Barroso também votou a favor das assinaturas eletrônicas, mas ponderou que a efetivação da medida depende de regulamentação pelo TSE e do desenvolvimento dos aplicativos e sites, que ainda não tem prazo para ocorrer.  "Vai que a gente não consegue desenvolver essa ferramenta? disse Barroso.

O relator do caso, ministro Og Fernandes, ficou vencido por entender que o apoio por meio eletrônico não pode ser aceito por não estar previsto em lei ou nas regras do TSE. Edson Fachin e a presidente, Rosa Weber, acompanharam o relator. Rosa Weber disse que o tribunal não tem recursos para verificar a autenticidade das assinaturas que serão entregues pelos partidos.


Agência Estado e Correio do Povo


Governo Bolsonaro repassou R$ 15,95 mi das somas devidas

MUNDO

Brasil tem de pagar R$ 1 bi a organismos multilaterais sob risco de sanções

Equipe econômica avalia como quitar dívidas com ONU e bancos para evitar perda de voto e rebaixamento de notas econômicas

Entidades consideram suspensão de uso do 2,4-D "inócua"

POLÍTICA

Congresso deve dobrar valor de fundo eleitoral proposto pelo governo

Chuva deve atingir também a capital gaúcha nesta quarta-feira

PREVISÃO DO TEMPO

RS deve ter chuva na maioria das regiões nesta quarta-feira

Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa aprovou relatório final do deputado Elton Weber (PSB), favorável a que seja suspenso o pagamento de honorários de sucumbência

CCJ encaminha projeto pelo fim dos honorários de sucumbência

Depósito, que era previsto para dezembro, deve estar disponível nas primeiras horas da manhã

POLÍTICA

Piratini paga nesta quarta mais R$ 1,1 mil referentes a outubro e quita 67% da folha

Dólar fechou em queda, cotado a R$ 4,20 nesta terça-feira

ECONOMIA

Dólar tem novo dia de queda e atinge R$ 4,20

Renan Calheiros é réu em outros processos no Supremo

POLÍTICA

STF aceita denúncia contra Renan Calheiros por corrupção e lavagem de dinheiro

Casas noturnas resistem ao tempo e troca de gerações em Porto Alegre

MIRÉIA BORGES

A Geração Prateada ou Geração Ageless 60+

MODA

Fashion Awards 2019: veja os looks do tapete vermelho

Cuesta e Everton são dois dos indicados pela dupla Gre-Nal

ESPORTES

Dupla Gre-Nal tem sete nomes em votação dos melhores da América

GRÊMIO

Grêmio mira premiação mais alta como motivação para reta final do Brasileiro

Atacante colorado vem sendo sondado por clubes argentinos

CP FUTEBOL CLUBE

Guerrero vai deixar o Inter?

INTER

Inter mira vaga direta na Libertadores por folga nas primeiras semanas de 2020

Sorteio ocorreu na noite desta terça-feira

Argentina e Chile abrem a Copa América de 2020 em Buenos Aires

Saída foi confirmada pelo Twitter na noite desta terça-feira

ESPORTES

Brasil de Pelotas anuncia saída do técnico Bolívar

Treinador comandou o time na Série B deste ano

Anvisa rejeita plantio de maconha, mas assunto pode voltar à pauta

Associação Gaúcha de Consultoras em Aleitamento Materno propõe alternativas

GERAL

PL trata de criação de salas de apoio à amamentação

Larry Page salientou que vai para um papel de

JORNAL COM TECNOLOGIA

Fundadores do Google entregam toda administração do grupo ao CEO Sundar Pichai

Cronograma do concurso público foi anunciado no salão nobre do Palacinho, sede do governo municipal de Santa Cruz do Sul

Santa Cruz do Sul anuncia primeiro concurso público com cotas raciais

Cientista revelou que tinha modificado embriões para dar aos bebês imunidade natural contra HIV

CIÊNCIA

Cientistas apontam dados preocupantes de bebês chineses alterados geneticamente

Segundo relatório, provas contra Donald Trump são

MUNDO

Investigação do Congresso tem provas contundentes contra Trump, diz relatório

Protestos já deixaram 23 mortos no país

MUNDO

Chile investiga suposta interferência externa em protestos

Flip é considerada um dos principais eventos literários do País e recebe escritores do mundo todo

ARTE & AGENDA

Flip fica de fora do edital de feiras literárias do governo federal

Marília Mendonça, Anitta e Jorge & Mateus foram os artistas mais ouvidos no Spotify da década

MÚSICA

Spotify divulga canções mais tocadas de 2019 na plataforma

Na peça, Danielle Winits dá vida a Marilyn Monroe e Christine Fernandes interpreta Maria Calas

ESPETÁCULO

"Parabéns Senhor Presidente" faz curta temporada na Capital

Peça é escrita e protagonizada pela Cristina Fernández

ARTE & AGENDA

Monólogo "Guia Nada Prático Para o Amor" estreia nesta quinta

CINEMA

"Dois Papas" ganha exibição em cinema de Porto Alegre

Filme

ARTE & AGENDA

Dia da Cultura na Ufrgs promove apresentações em suas mais variadas áreas