Professor da USP desmente o aquecimento global: ‘É 100% geopolítica’

Jovem PanO climatologista Ricardo Felício foi convidado do Pânico nesta terça-feira (23)

  • Por Jovem Pan
  • 23/07/2019 14h03

O climatologista Ricardo Felício afirmou, em entrevista ao Pânico nesta terça-feira (23), que o aquecimento global é uma farsa. Para o especialista, a tese tem a ver mais com política do que com meio ambiente. “O aquecimento global é 100% geopolítica”, disse.

Segundo o professor da Universidade de São Paulo (USP), o aquecimento global é um fenômeno natural que é usado por políticos para basear suas ações. “Aí vem o papel da ciência para legitimar as ações da política”, afirmou sobre os estudos que apontam o problema.

Para Felício, o planeta não está ficando mais quente por causa da ação humana. Na verdade, os cientistas só descobriram como monitorar melhor esse índice. O especialista também disse que a repercussão do tema é usada para tirar a atenção de outros problemas. “O aquecimento global serve para você mascarar os verdadeiros problemas da sociedade”, declarou, citando problemas de saneamento básico em grandes cidades como exemplo.

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Ele ainda rechaçou a ideia de que há um buraco na camada de ozônio da Terra. “O planeta Terra não tem um preservativo planetário, não tem camada de ozônio. Existe a ozonosfera, uma camada da estratosfera onde a probabilidade de encontrar ozônio é muito alta”, explicou.

Ricardo Felício também negou que o desmatamento legal contribua para as mudanças climáticas. “A engenharia florestal brasileira é a melhor do mundo”, exaltou. “Madeira dá muito dinheiro.”


Jovem Pan

Conselho Nacional de Política Energética aprova fim de preço diferenciado para gás de cozinha

Medida será aplicada na venda de botijões de até 13 quilos (kg), entre o comercializado e o vendido a granel

CNPE considerou que decisão deve corrigir uma distorção nos preços do mercado brasileiro, considerados acima das cotações internacionais

CNPE considerou que decisão deve corrigir uma distorção nos preços do mercado brasileiro, considerados acima das cotações internacionais| Foto: Pedro Ventura / Agência Brasil / CP

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O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu nesta quinta revogar uma resolução de 2005 que permite a prática de preços diferenciados do gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, a partir de 1º de março de 2020. Na prática, o gás de cozinha deixará de ter preço diferenciado no Brasil. A medida será aplicada na venda de botijões de até 13 quilos (kg), entre o comercializado e o vendido a granel. De acordo com o CNPE, a iniciativa "corrige distorções no mercado e incentiva a entrada de outros agentes nas etapas de produção e importação de GLP, ambas concentradas no agente de posição dominante".

O CNPE considerou ainda que a decisão deve corrigir uma distorção nos preços do mercado brasileiro de gás de cozinha, considerados acima das cotações internacionais. Enquanto no país o GLP é distribuído por, aproximadamente, R$ 24, a cotação internacional varia entre R$ 10,60 e R$ 16,56. Para o consumidor brasileiro, o preço médio do gás de cozinha é de R$ 68,78, chegando a R$ 90 em algumas cidades Caberá à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) reforçar as ações de monitoramento dos preços praticados pelos agentes econômicos.

Nos casos em que ficar configurado indício de infração da ordem econômica, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e os demais órgãos competentes deverão ser notificados para adotar as "providências cabíveis, no âmbito da legislação pertinente". Enxofre O CNPE decidiu ainda acatar a determinação da Organização Marítima Internacional (IMO), da qual o Brasil faz parte, e reduzir o teor de enxofre do óleo combustível marítimo (bunker) usado por navios.

"O acordo ratificado estabeleceu que o limite deve passar dos atuais 3,5% para 0,5%, a partir de 2020. Na prática, a medida faz com que a emissão de poluentes dos navios diminua, melhorando a qualidade do ar", explicou o CNPE Para acompanhar o processo, o CNPE instituiu um Comitê de Avaliação do Abastecimento de Combustíveis Aquaviários, que avaliará as condições de fornecimento do bunker. No prazo de 60 dias, o comitê deve encaminhar ao CNPE a análise e a conclusão, bem como eventuais recomendações, medidas e ações necessárias para garantir o adequado fornecimento desse combustível.


Agência Estado e Correio do Povo

PIB do 2º trimestre de 2019 sobe 0,4%, diz IBGE

Segundo instituto, em relação a igual período do ano passado, alta foi de 1%

Resultado do PIB veio dentro do esperado por especialistas

Resultado do PIB veio dentro do esperado por especialistas | Foto: Marcos Santos / USP Imagens / CP

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O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou alta de 0,4% no segundo trimestre de 2019 em comparação com o primeiro trimestre do ano, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio acima da mediana (+0,2%). O intervalo das estimativas ia de uma queda de 0,2% até uma elevação de 0,5%.

Na comparação com o segundo trimestre de 2018, o PIB apresentou alta de 1% no segundo trimestre de 2019, vindo igualmente acima da mediana das projeções (+0,8%) e dentro do intervalo das estimativas, que variavam de uma alta de 0,3% a 1,2%. Ainda segundo o instituto, o PIB do segundo trimestre de 2019 totalizou R$ 1,780 trilhão.

PIB da Indústria

O Produto Interno Bruto (PIB) da indústria subiu 0,7% no segundo trimestre de 2019 em relação ao primeiro trimestre do ano. Na comparação com o segundo trimestre de 2018, o PIB da indústria mostrou alta de 0,3%. Já o PIB da agropecuária caiu 0,4% no segundo trimestre de 2019 em relação ao primeiro trimestre. Na comparação com o segundo trimestre de ano passado, o PIB da agropecuária mostrou alta de 0,4%.

O IBGE também informou que o PIB do setor de serviços subiu 0,3% no segundo trimestre de 2019 em relação ao primeiro trimestre. Na comparação com o segundo trimestre de 2018, o PIB de serviços apresentou crescimento de 1,2%. O consumo das famílias subiu 0,3% no segundo trimestre de 2019 em relação ao primeiro trimestre do ano. Na comparação com o segundo trimestre de 2018, o consumo das famílias mostrou alta de 1,6%.

O consumo do governo, por sua vez, caiu 1,0% no segundo trimestre de 2019 em relação ao primeiro trimestre de 2019. Na comparação com o segundo trimestre de 2018, o consumo do governo mostrou queda de 0,7%. Os técnicos do IBGE vão conceder entrevista ainda na manhã desta quinta-feira para comentar os resultados.

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Agência Estado e Correio do Povo

Vereza ironiza: “A Amazônia estava virgem até a chegada de Bolsonaro”

Amanda Nunes Brückner

Aos 80 anos de idade, o ator Carlos Vereza esbanja inteligência, coerência, patriotismo e uma ‘memória de elefante’.

Sobre as recentes declarações feitas em relação à Amazônia (incluindo uma do Papa Francisco), Vereza destacou:

Não duvidem do poderio do lobby esquerdista, tanto nacional como estrangeiro.

Para eles, a Amazônia estava virgem até a chegada de Bolsonaro, que está no governo há apenas alguns meses.

Quando Lula desmatou mais de 150 mil quilômetros quadrados no cerrado, para atender o Blairo Maggi, área maior que o estado do Sergipe, o lobby virou o rostinho para o outro lado.

O Vaticano, CNBB, as pastorais, resolveram, agora, fazer uma conferência sobre a Amazônia, justo para abafar a vitória do Brasil no acordo, Europa-Mercosul.


Diário do Brasil

Autorizados os reajustes de tarifas de aeroportos de Porto Alegre e Fortaleza

Portarias foram publicadas no Diário Oficial da União desta quinta

Portarias foram publicadas no Diário Oficial da União desta quinta

Portarias foram publicadas no Diário Oficial da União desta quinta | Foto: Guilherme Testa / CP Memória

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A Superintendência de Regulação Econômica de Aeroportos do Ministério da Infraestrutura autorizou o reajuste dos tetos das tarifas aeroportuárias aplicáveis aos contratos de concessão do Aeroporto Internacional de Fortaleza - Pinto Martins, e do Aeroporto Internacional de Porto Alegre - Salgado Filho. As portarias, publicadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 29, autorizam o reajuste de 3,3663% nas tarifas dos dois aeroportos - de embarque, conexão, pouso, permanência, armazenagem e capatazia.

A tarifa para embarque doméstico nesses aeroportos passa a ser de R$ 32,13; para embarque internacional, R$ 56,90. A tarifa de conexão, tanto de voo doméstico quanto internacional, passa para R$ 9,83 por passageiro.


Agência Estado e Correio do Povo

Polícia do Pará identifica suspeitos de provocar queimadas na Amazônia

Suspeitos são proprietários e gerente de fazenda em São Félix do Xingu

Suspeitos são proprietários e gerente de fazenda em São Félix do Xingu

Suspeitos são proprietários e gerente de fazenda em São Félix do Xingu | Foto: João Laet / AFP / CP

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A Polícia Civil do Pará identificou três suspeitos de provocar queimadas em área de floresta nativa no sudeste do estado. Nesta quinta-feira, policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na casa dos suspeitos. Dois são irmãos e proprietários da fazenda Ouro Verde, em São Félix do Xingu, e o terceiro é gerente da propriedade. A fazenda fica localizada dentro da Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu.

Segundo a polícia, foi encontrado no local um grupo de trabalhadores em condições análogas à escravidão. A operação está ainda em andamento. Durante a operação, um dos suspeitos foi preso em flagrante com um revólver calibre 38, sem porte legal, durante cumprimento de busca e apreensão, na sede da fazenda em São Félix do Xingu. Os três vão responder por danos em área de proteção ambiental, poluição, queimadas e associação criminosa.

De acordo com a Polícia, equipes fazem buscas na fazenda e em outras propriedades dos investigados, localizadas no estado de Goiás. Segundo o diretor de Polícia do Interior da Polícia Civil do Pará, delegado José Humberto Melo, as investigações mostram que o grupo já derrubou e tocou fogo em mais de 5 mil quilômetros de mata. As investigações indicam que um dos suspeitos pode ter contratado mais de 50 homens para derrubar 20 mil hectares na fazenda Ouro Verde, que dica em área de proteção ambiental.


Agência Brasil e Correio do Povo

Pérola do Facebook–30.08.2019

É assim que nascem os marxistas. É assim que surgem os marionetes do socialismo nas universidades públicas federais.

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Número de cirurgias bariátricas cresce no Brasil

| Foto: Wilson Dias/Agência Brasil


Procedimento é indicado para tratamento da obesidade e de doenças como diabetes tipo 2

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Em março do ano passado, a bióloga Daniella Braga, de 52 anos, fez a primeira cirurgia de sua vida, que causou uma mudança radical: seu peso passou dos 155 quilos para os 88 quilos. Ela está entre os brasileiros que fizeram cirurgia para reduzir o estômago, operação que teve aumento de 84,7% entre 2011 e 2018 no País, segundo novo estudo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).
Apesar do crescimento, o número de cirurgias é considerado baixo diante da quantidade de pessoas que poderiam ser submetidas à técnica não só para reverter o quadro de obesidade, mas para tratar problemas de saúde, como diabete tipo 2. No Brasil, 13,6 milhões de pessoas têm o perfil para se submeter ao procedimento
"Observamos um número crescente nos últimos anos, que foi maior no início da década. É um procedimento jovem, tem pouco mais de 20 anos que é feito no Brasil, mas a cirurgia é cada vez mais conhecida e as pessoas veem os bons exemplos, uma esperança para resolver um problema sério, que causa transtornos no corpo e na mente dos pacientes", explica Marcos Leão Vilas Boas, presidente da SBCBM.
Em 2011, o País contabilizou 34.629 cirurgias bariátricas, número que saltou para 63.969 no ano passado. Entre 2011 e 2018, 424.682 pessoas foram operadas.
"O Brasil opera 4 a 5% dos pacientes que precisam ser operados", diz Ricardo Cohen, coordenador do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. A SBCBM estima que, no ano passado, 0,47% dos pacientes elegíveis foram operados. Os principais gargalos são a estigmatização do paciente, que é julgado pela sociedade ao realizar a cirurgia, as longas filas no Sistema Único de Saúde (SUS) - que aumentam com a migração das pessoas que perderam o plano de saúde por causa do desemprego, além da necessidade de sensibilização dos profissionais de saúde para acolher esses pacientes e indicar o tratamento.
Quando recebeu a indicação para a cirurgia, Daniella estava com a mobilidade comprometida. "Fui ao médico ortopedista e ele falou que ou eu emagrecia ou andaria de cadeira de rodas. Saí com a decisão tomada", conta a bióloga.
"Mudou tudo na minha vida. Não é uma decisão nem um processo fácil. É um reaprendizado de tudo: de ter respeito pelo seu estômago, reacostumar a se alimentar na velocidade adequada, quantidade que você pode comer, o que pode comer sem que se sinta mal", conta.
Para manter o resultado, ela seguiu as orientações de ter alimentação saudável, levando lanches para comer nos horários adequados quando está no trabalho.

Quem pode fazer a cirurgia bariátrica

  • Em casos de obesidade mórbida, quando o Índice de Massa Corporal (IMC) está acima de 40 kg/m²;

  • Para pacientes com IMC entre 35 e 39,9 kg/m² e que têm doenças associadas à obesidade, como hipertensão, refluxo e apneia do sono;

  • O procedimento também é recomendado para pessoas com diabete tipo 2, que não é controlada com medicamentos. Chamada de cirurgia metabólica, pode ser feita em pacientes com IMC entre 30 e 34,9 kg/m².

Aumento de obesos e resultados positivos em pacientes motivam alta

O crescimento da cirurgia é associado a dois fatores principais, na visão de Vilas Boas. Além dos resultados positivos nos pacientes, o Brasil vive um quadro de aumento da população obesa. Em julho, o Ministério da Saúde apresentou dados que apontam aumento de 67,8% no total de obesos entre 2006 e 2018. São mais atingidos os brasileiros entre 25 e 34 anos (alta de 84,2%) e 35 a 44 anos (avanço de 81,1%), conforme o levantamento da pasta.
"A doença está mais no entorno do que dentro da própria pessoa. Temos uma sociedade que consome alimentos industrializados, mais baratos e de fácil acesso, que chegam na casa de todo mundo com quantidades de açúcar e gordura muito elevados", afirma o presidente da entidade.
O presidente da SBCMB fez a cirurgia em 2014. "Sou de uma família de pessoas com diabete. Era hipertenso e tinha muito refluxo. Desde então, nunca mais tomei remédio para refluxo, diabete, pressão e o fígado está zerado. Tenho vida normal. Acreditamos verdadeiramente na cirurgia, sabemos o valor que tem para nossos pacientes e nas nossas vidas, dos nossos familiares "

Cirurgia é segura e tem baixos índices de mortalidade

Para Ricardo Cohen, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, é preciso educar a população e os profissionais da saúde "para mostrar que a obesidade não é uma questão comportamental, é uma doença que cresce sem parar".
Existe, segundo ele, "a estigmatização do paciente com obesidade, taxado como uma pessoa que faz más escolhas", o que segrega as pessoas que teriam a oportunidade de serem tratadas da melhor forma. "Não tem relação com governo e convênios que não pagam (pelo procedimento)." De acordo com Cohen, a cirurgia é segura e apresenta baixos índices de mortalidade.
O acompanhamento médico é importante para reduzir riscos em longo prazo, principalmente de déficit de vitaminas e minerais. "As pessoas reduzem a quantidade de comida como um todo e é ótimo que ele passe a comer menos açúcar e gordura, mas há redução de ferro, cálcio, vitaminas principalmente nos primeiros anos. Em longo prazo, há risco de anemia e déficit de cálcio, vitamina B, mas é algo que pode ser tratado", explica Vilas Boas

Total de operações aumenta tanto no SUS quanto na rede privada

O levantamento da SBCBM mostrou que o número de cirurgias cresceu tanto na rede privada, responsável pela maior parte dos procedimentos, quanto no SUS. O crescimento na rede particular foi, no período, de 79,36% - de 27.610 para 49.521.
No SUS, que oferece o tratamento desde 2008, segundo o Ministério da Saúde, foi de 112,33% - passou de 5.370 procedimentos (2011) para 11.402 (2018). "Não vai operar a população toda. É preciso pensar em mecanismos para evitar esse tipo de problema. Construir mais parques e ter uma política de incentivo ao alimento natural, sem conservante e de baixo teor calórico", alerta Marcos Vilas Boas.


Agência Estado e Correio do Povo


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Mudança nos blocos partidários gera polêmica na Câmara de Porto Alegre

Alterações ocorreram logo após ser formalizado pedido de CPI

Por Luiz Sérgio Dibe

As mudanças foram diversas

As mudanças foram diversas | Foto: Leonardo Contursi / CMPA / Divulgação / CP

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A mudança na composição dos blocos partidários na Câmara de Vereadores da Capital causou nova polêmica nesta quinta-feira durante a primeira sessão plenária posterior ao anúncio da instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre atos da Prefeitura da Capital. As alterações ocorreram entre partidos que compõem a base do Executivo e outras siglas autodeclaradas independentes, provocando protestos de membros da oposição.

"Fica evidente que estas mudanças respondem a interesses políticos. Quem observar verá que o bloco ligado ao líder do governo aumentou. Será que o vereador Mauro Pinheiro vai querer mesmo participar da CPI ou seu desejo é obstruir o trabalho de quem deseja trazer transparência aos atos suspeitos do Executivo", desferiu Roberto Robaina (PSol). Visivelmente irritado com a mudança dos blocos, apresentadas em diversos requerimentos entregues pelos líderes de bancadas à Mesa Diretora, o vereador pronunciou sua crítica, primeiro da tribuna, e depois prosseguiu em conversas com representantes de outras bancadas.

Adeli Sell (PT), que também disse considerar estranhas as alterações nos blocos partidários, ocorridas um dia após a aceitação do pedido de CPI, contendo assinaturas de 15 vereadores, qualificou a mudança como um "escândalo". "Havia um conjunto de blocos até aqui. Apareceu a CPI, agora começa o samba. Podem fazer os arranjos que quiserem. Vai ter CPI", discursou, durante o período de pronunciamentos.

As mudanças foram diversas. Uma delas, aproximou o PTB, integrante da base que possui bancada de quatro componentes à Rede, partido do líder do governo. Outra, agrupou pequenas bancadas em um bloco de seis vereadores: dois do PSB, dois do REP, um do PROS e um do SD, Claudio Janta (SD), que respondeu também da tribuna. "Não estou manipulando nada. Pequenas bancadas têm o direito de discutir os problemas da cidade", disse.

Vice-líder do governo, Moisés Barboza (PSDB) sustentou que, ao questionarem o direito das mudanças, atribuindo que há interesse político, os oposicionistas "estão admitindo que é a CPI é uma ferramenta eleitoral". Para Barboza, não há do que reclamar, pois o direito a alterações na composição de blocos está previsto em regimento. "São mudanças legais e se não aceitam isso é por que queriam uma CPI só para eles. Mas não terão. A CPI é da Câmara de Vereadores", respondeu o líder do governo.


Correio do Povo

Debates Correio do Povo Rural: Aumento da produção e preservação ambiental

Publicado em 28 de ago de 2019

A segunda edição do Debates Correio do Povo Rural na Expointer 2019 debateu o desafio de conciliar o aumento da produção primária com a preservação ambiental.
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