PERÓN E MUSSOLINI

“O fascismo italiano conquistou uma efetiva participação das organizações populares na vida de um país: uma coisa que sempre foi negada ao povo, até Mussolini chegar ao poder quando a nação estava de um lado e o povo do outro. O último não tinha participação no primeiro”.


Rogério Mendelski


#VETA, BOLSONARO!
XVIII- 213/18 - 16.08.2019

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NO ECONÔMICO HÁ O QUE FESTEJAR

Sob o aspecto ECONÔMICO, esta semana encerra com bons motivos para festejar. Tudo porque a REFORMA DA PREVIDÊNCIA e a MP DA LIBERDADE ECONÔMICA (881), que resultaram APROVADAS na Câmara, já ingressaram no Senado com a promessa de uma tramitação rápida e efetiva.

NO SOCIAL FOI REVOLTANTE

Entretanto, sob o aspecto da CIDADANIA (SOCIAL) a semana encerra de forma lastimável e/ou revoltante. Tudo porque a Congresso Nacional resolveu APROVAR uma -INDENCENTE LEI- de ABUSO DE AUTORIDADE, que DEFINE OS CRIMES DE ABUSO COMETIDO POR QUEM COMETE ABUSO. Pode?

ERRO COLEGIAL

A propósito, eis o que diz a respeito desta LEI INDECENTE, no seu esclarecedor texto conteúdo, o pensador Percival Puggina, com o título -OS CANALHAS NÃO PASSARÃO!-:

Eu sei. Escrevo em estado de indignação, que não é apenas má conselheira. É, também, má redatora. No entanto, este teclado, por vezes, é meu psicólogo, meu psiquiatra e meu diretor espiritual...

Na noite de 14 de agosto, o Congresso Nacional aprovou lei que, em seu artigo 1º, define “os crimes de abuso de autoridade, cometidos por agente público, servidor ou não, que, no exercício de suas funções ou a pretexto de exercê-las, abuse do poder que lhe tenha sido atribuído”.

A incompetência do texto já começa a se manifestar nesse primeiro artigo que, reduzido à sua estrutura fundamental, define os crimes de abuso cometido por quem comete abuso, o que, convenhamos, é um erro de colegial.

NEGÓCIO MAU E ARRISCADO

Nos últimos anos, começamos a tomar consciência de que os bandidos, em nosso país, dispõem de garantias sem similar. A legislação comina penas que não são cumpridas. Tudo, exceto o mau estado do sistema prisional, estimula a reiteração das práticas criminosas. A atividade é altamente rentável e de baixo risco; a vida honesta, um negócio mau e arriscado: trabalha-se para o Estado e para estruturas criminosas que atuam em diversos níveis.

Eram conhecidas as dificuldades para conferir maior segurança à sociedade. Elas eram um pouco de natureza policial ou repressiva e, muito, de ordem ideológica, judicial, política, sociológica, psicossocial e o que mais a inventividade possa conceber para vitimizar o bandido e fazer, de sua vítima, mero ovo quebrado na omelete da reengenharia social. A Lava Jato, sob amplo reconhecimento nacional, rompeu o círculo de ferro da corrupção, destruiu o pacto de silêncio, a omertà. Fez algo que não tem perdão. A lei do abuso de autoridade nasceu na maternidade dessa Camorra tupiniquim. É uma lei inimiga da Lei. Quando a nação anseia por um garantismo do cidadão de bem, ela veio dar alegria à bandidagem, aos corruptos, aos corruptores e seus representantes.

RECHEADA DE MÁ INTENÇÃO

Com a frouxidão das leis que temos, com as malícias e malefícios do garantismo penal, precisamos de um “garantismo social” que proteja a sociedade e, especialmente, as vítimas. Pois nesse exato momento, o Congresso, na contramão das expectativas nacionais, aprova a lei do abuso de autoridade. Ela veio recheada de má intenção, numa deliberação trevosa, obscura, em que os votos não têm nome nem rosto, em que os covardes se escondem nas legendas e estas se dissimulam num acordão.

NÃO NOS TOME POR BOBOS

Li a lei. Ela não esconde sua função inibidora. Novos temores e inseguranças se acrescem às dificuldades inerentes a toda persecução criminal. Ela é a glória do garantismo! Vai contra tudo pelo que a sociedade aguarda. Para os que a conceberam, para os autores dessa agressão a todos nós, bandido bom é bandido na rua. Corrupto bom é corrupto legislando, julgando, distribuindo ficha para concessão de habeas corpus. Se essa lei for sancionada, todo policial, todo promotor, todo juiz, todo fiscal, todo agente público, enfim, irá, prudentemente, priorizar a própria segurança e não a segurança da sociedade. Será preferível não agir, tantas são os incômodos e as penalidades a que sempre estarão sujeitos por motivação dos advogados dos bandidos e suas alegações, perante um Poder Judiciário já marcadamente leniente e garantista. Não dizem haver seis votos contra prisão após condenação em segunda instância no STF?

Bem ao contrário do que afirmam os que erguem a voz em sua defesa, a nova lei não foi pensada com os olhos postos no “cidadão comum”. Ora, senhores! Por favor, não nos tomem por tolos! Essa lei nasce de caso pensado, olhos postos nos inimigos da sociedade.

#VETA, BOLSONARO!


MARKET PLACE

EXPOGAGAS 2019 - A Expoagas 2019 – 38ª Convenção Gaúcha de Supermercados pretende reunir 48 mil pessoas ligadas à cadeia do abastecimento, entre os dias 20 e 22 de agosto, no Centro de Eventos Fiergs, em Porto Alegre.

O que visa o evento: networking, relacionamento, negócios e qualificação aos participantes.

Promovida pela Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), a feira deverá movimentar pelo menos R$ 520 milhões em negociações entre os 372 expositores e os visitantes – em sua maioria, representantes de empresas supermercadistas de todo o Brasil e de outros 11 países. Além da feira de negócios, que contará com fornecedores de produtos, equipamentos e serviços para o varejo e apresentará mais de 800 novidades ao mercado, a Expoagas 2019 possibilitará, em uma série de palestras, visitas, seminários e oficinas, qualificações para diferentes públicos.

Cada vez mais multisetorial, a feira novamente tem gratuidade nas inscrições antecipadas a varejistas de supermercados e de outros setores do comércio, como hotéis, bares, restaurantes, farmácias e lojas de bazar e R$ 1,99. Neste ano, a cortesia estende-se também a produtores rurais pela primeira vez.

FRASE DO DIA

As pessoas não podem delegar ao governo algo que seria ilegal elas próprias fazerem.

John Locke

Pescadores protestam contra liberação da Pesca de Arrasto

Mobilização ocorreu na Barra do Rio Tramandaí

Por Felipe Samuel

Manifestantes criticaram a tentativa do governo federal de revogar a lei para beneficiar a indústria pesqueira de Santa Catarina

Manifestantes criticaram a tentativa do governo federal de revogar a lei para beneficiar a indústria pesqueira de Santa Catarina | Foto: Alina Souza

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Centenas de pescadores, lideranças do setor e políticos participaram de ato, neste sábado, em Imbé, no Litoral Norte, contra a revogação da Lei da Pesca de Arrasto. A mobilização, que ocorreu na Barra do Rio Tramandaí, visa manter a Lei Estadual 15.223/2018, que instituiu a Política Estadual de Desenvolvimento Sustentável da Pesca, com a principal determinação de que a pesca de arrasto de fundo, que antes acontecia dentro das três milhas da costa, só possa ser realizada além das 12 milhas náuticas (22 km).

Os manifestantes criticaram a tentativa do governo federal de revogar a lei para beneficiar a indústria pesqueira de Santa Catarina e prejudicar a pesca artesanal gaúcha. Pescador há mais de seis décadas, Perceu Pedro Barbosa explica que atividade gera emprego e renda para milhares de famílias dos litorais Sul e Norte do Estado. Filho e neto de pescador, ele garante que mesmo em um ano - período em que foi aplicada a lei da Pesca e Arrasto - os pescadores artesanais já notaram mudanças.

De acordo com Barbosa, os indícios de que a lei provocou benefícios na fauna podem ser comprovados em números. "Eu e a minha esposa pescamos aqui no Santa Rosa, Garibaldi, e na Boca da Barra. Capturamos mais de 300 quilos de tainha utilizando tarrafa. No ano passado, não peguei nem 50 quilos", observa. Aos 70 anos, ele confirma que há muito tempo não percebia tanto pescado como agora. "Desde os anos 1970 que eu não via tanto peixe como vi agora", garante.

Barbosa, que também preside a Associação de Pescadores de Imbé, explica que papa-terra, bagre e peixe-rei, entre outras espécies, são as mais afetadas com a pesca de arrasto 'porque são peixes de fundo'. Segundo ele, os primeiros impactos da 'pesca predatória' já podiam ser notados no início de 1970. "Ao invés de meia dúzia da pesca industrial usufruir desses recursos, milhares de pescadores profissionais artesanais de Santa Catarina e Rio Grande do Sul se beneficiaram dessa pesca", acrescenta.

Prefeito de Imbé, Pierre Emerim afirma que é preciso uma política pública voltada para o setor e ações voltadas à sustentabilidade do meio ambiente. Emerim disse que o ato é um contraponto ao 'ataque do governo federal e do setor pesqueiro de Santa Catarina' contra os pescadores gaúchos. Ele reforça que o RS deu exemplo ao país ao aprovar a lei que determina as 12 milhas (22km) para a pesca do arrasto. "Não podemos acabar com estoque pesqueiro. Proibir a pesca predatória criminosa do arrasto, aliado a um projeto de visão de sustentabilidade, é o que nós queremos", destaca.

Diretor do departamento de Pesca da prefeitura de Imbé, João Batista Ferreira garante que o maior objetivo da lei é proteger e preservar as espécies para que no futuro os pescadores artesanais possam continuar com suas atividades e garantir sustento das famílias. Ferreira explica que a bacia hidrográfica do Rio Tramandaí forma um estuário onde várias espécies vão para procriar, como o bagre. Tivemos aquela mortandade, cerca de 25 toneladas de bagre, que foram capturadas de excedente de uma traineira de Laguna, Santa Catarina, que é de arrasto. Isso foi de descarte para não afundar a embarcação", critica.


Correio do Povo


MUNDO

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FESTIVAL DE CINEMA

"Bacurau" faz uso da alegoria para refletir sobre o país
Cineasta gaúcha Iuli Gerbase compete com o curta "A Pedra" em Gramado
Música e crítica à política na abertura do Festival de Gramado

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ARTE & AGENDA

Porto Alegre recebe sessão com debate do filme "Espero Tua (Re)volta

MEC usará IDH, nota de curso e área prioritária para conceder bolsas de pós

Definição de quais faculdades receberão dinheiro caberá a um algoritmo

Ministro da Educação, Abraham Weintraub afirmou que a distribuição de verba às universidades seguirá

Ministro da Educação, Abraham Weintraub afirmou que a distribuição de verba às universidades seguirá "critérios técnicos" | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

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O governo federal vai mudar o critério de concessão de bolsas de mestrado e doutorado no País. O novo sistema de escolha levará em conta o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos municípios onde as faculdades estão localizadas, o teor das pesquisas e a nota obtida pelos cursos nos últimos anos. Terão prioridade aquelas que se encaixarem em áreas consideradas estratégicas pela gestão Jair Bolsonaro, como cursos de Saúde e Engenharias. Bolsas de doutorado terão preferência em relação às de mestrado.

A definição de quais faculdades receberão dinheiro para bolsas de pós caberá a um algoritmo. Cada um dos quatro quesitos terá um peso específico. Ministro da Educação, Abraham Weintraub afirmou que a distribuição de verba às universidades seguirá "critérios técnicos". "Quem faz trabalho sério receberá. Quem não faz e não prestar contas vai receber menos", disse ao Estado.

O novo sistema de distribuição será anunciado oficialmente no próximo mês, mas as principais linhas foram antecipadas à reportagem pelo presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Anderson Correia. Vinculada ao MEC, a Capes é a principal financiadora de pesquisas de pós do País.

Para Correia, a inclusão do IDH no cálculo é importante, já que a Capes tem função social, de desenvolvimento das regiões. "Você não pode dar o mesmo tratamento a um curso em São Paulo e outro em Altamira, no Pará." Um peso maior para unidades instaladas em regiões mais pobres seria um mecanismo de tentar reduzir as desigualdades, ponderou ele.

Nos outros três aspectos que vão compor o sistema, o foco é investir em quem pode trazer melhores resultados. A ideia é que cursos que receberam notas muito baixas por vários anos não voltem a ter bolsas - esses cursos foram os primeiros penalizados este ano, quando o MEC suspendeu bolsas para cortar gastos. Hoje, a Capes avalia os cursos em conceitos de 1 a 7. Programas com avaliação 1 e 2 têm autorizações de funcionamento canceladas.

A opção em concentrar esforços no doutorado, diz ele, mira maior impacto científico. "O mestrado dificilmente gera descoberta que chame a atenção internacional." As áreas estratégicas ainda estão sendo definidas, mas Correia sinalizou que cursos como Medicina, Odontologia, Engenharias e Computação devem estar no grupo considerado prioritário. Já as pesquisas do que ele classifica como de "humanas puras" serão menos beneficiadas. Nesse grupo, estão Filosofia e Ciências Sociais. "Priorizar uma área não é matar outra."

A gestão Bolsonaro já havia dado sinais de que o investimento em Humanas deixaria de ser prioridade, o que desencadeou críticas da comunidade científica. Em abril, a Associação Brasileira de Antropologia, a Sociedade Brasileira de Sociologia, a Associação Brasileira de Ciência Política e a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais, em comunicado conjunto, afirmaram que as declarações indicavam desconhecimento sobre a ciência.

Verba bloqueada

Os novos critérios para distribuir bolsas devem ser aplicados já este ano. Weintraub acredita que parte dos recursos bloqueados começará a ser liberado no mês que vem e, até o fim do ano, de 80% a 90% do previsto no orçamento esteja disponível para a pasta. A Capes teve R$ 300 milhões de um orçamento de R$ 4,25 bilhões bloqueados. Com isso, 6.198 bolsas foram canceladas.

Segundo ele, bolsas ociosas vinculadas a cursos de baixo desempenho continuarão congeladas. Mas, se tiveram boa nota ou estiverem em área prioritária, o recurso será liberado.

Reajuste nas bolsas de doutorado

A Capes diz que, se o cenário fiscal dos próximos anos permitir, quer ampliar o valor da bolsa de doutorado, cuja média é de R$ 2,2 mil mensais - valor considerado baixo pelo governo e insuficiente para atrair talentos.

Especialistas temem que a inclusão de novos critérios leve a uma "escolha ideológica" na distribuição de bolsas. Para eles, o País já tem sistema de avaliação da pós-graduação robusto, baseado na qualidade dos cursos.

"É importante que nenhuma área seja deixada de fora. Uma preocupação seria com a desassistência às Humanas, que em outros momentos também já foram excluídas, como no programa Ciências sem Fronteiras (criado na gestão Dilma Rousseff, que financiava intercâmbios no exterior). É perigoso que haja direcionamento ideológico", alerta Simon Schwartzman, da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes).

Especialistas também questionam o uso do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) como critério, já que a maioria das pós estão em áreas em que o indicador é mais alto. "Regiões com IDH muito baixo não têm programas de doutorado", afirma João Cardoso Palma Filho, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e ex-presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Estadual de Educação de São Paulo.

E, para ele, se querem priorizar a bolsa para o doutorado, seria preciso mudar a estrutura de pós no País, que exige passagem pelo mestrado. Como o Estado revelou em junho, a Universidade de São Paulo (USP) propôs à Capes um novo modelo de pós-graduação, integrando o mestrado ao doutorado, o que reduziria o tempo total de titulação de seis para cinco anos. A meta do Plano Nacional de Educação é de formar, até 2024, um total 25 mil doutores por ano no País. Em 2016, esse número foi de cerca de 20,6 mil.

Bolsas de mestrados e doutorados são distribuídas pela Capes aos cursos de pós-graduação stricto sensu com avaliação igual ou superior a 3. A avaliação da Capes, quadrienal, dá nota de 1 a 7 aos programas. Cursos com notas 1 e 2 têm canceladas as autorizações de funcionamento.

Hoje, as bolsas são distribuídas às instituições de ensino, que repassam aos alunos por meio de processo seletivo. Os cursos são os únicos responsáveis pela seleção e pela concessão de bolsas aos candidatos que atendam aos requisitos.

Os valores pagos pela Capes variam de R$ 1,5 mil (mestrado) a R$ 2,2 mil (doutorado). A Capes diz que, se houver folga fiscal nos próximos anos, quer reajustar o valor do auxílio, considerado baixo por especialistas.

Proposta de mudança

A Capes pretende levar em conta o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das cidades onde estão as faculdades e o teor das pesquisas para dar bolsas. Também quer priorizar áreas estratégicas na visão do governo, como Engenharia, e não Filosofia e Sociologia. Especialistas temem direcionamento ideológico.


Agência Estado e Correio do Povo

A ENCRUZILHADA DOS ARGENTINOS

Quando alguém pergunta por que os argentinos são vítimas de periódicos “terremotos” políticos, há quem responda que nossos vizinhos não são as únicas vítimas das acomodações geológicas de suas instituições, já que se trata de uma triste sina da América Latina, uma herança maldita de um colonialismo predatório no qual são personagens importantes os espanhóis e os portugueses. Mas a culpa é só deles?

Predar suas colônias era a política de todos os países conquistadores nos séculos passados e assim agiram os impérios europeus, indistintamente. Convém lembrar que o Canadá, a Nova Zelândia, a Austrália e os Estados Unidos também foram colônias “saqueadas” pelos ingleses e as três primeiras, hoje nações do Primeiro Mundo, ainda têm a imagem da Rainha Elizabeth II em suas respectivas moedas e fazem parte do Império Britânico.

Seriam os ingleses colonizadores diferentes dos espanhóis e dos portugueses ou fomos nós que não aproveitamos as virtudes transmitidas pelos nossos conquistadores? Afinal de contas eles trouxeram sua cultura, seus métodos educacionais, suas ferramentas, sua medicina, sua engenharia, etc. e tal. Onde falhamos?

Provavelmente, nossa falha histórica esteja na síndrome do coitadismo, na desculpa – fácil e dialeticamente sedutora – de que fomos explorados pelo imperialismo colonial, como se os americanos, os australianos , os canadenses e os neozelandeses (ou “kiwis”) não tivessem enfrentado o mesmo dilema, mas se livrado dele por métodos que deram certo.

Nós optamos por “libertadores” que com o passar dos séculos deixaram lições pouco edificantes, traduzidos hoje na atual classe política, seja ela argentina, brasileira, uruguaia, cubana, boliviana, venezuelana et caterva. Um corte histórico nos conduz a Argentina nos dias atuais que ainda vive umbilicalmente ligada ao peronismo, assim como nós ao getulismo e mais recentemente ao lulismo. No início e em meados do século passado, a Argentina era uma potência mundial – o petróleo foi descoberto na Patagônia em 1907; em 1908, Buenos Aires desfrutava do Teatro Colón (2.500 lugares), à época o melhor do mundo; em 1913, inaugurava o primeiro metrô da América Latina e a capital argentina, em 1920, era a maior cidade da América espanhola só ficando atrás de Nova York e Chicago, no chamada novo mundo.

A renda per capita e as reservas de ouro dos argentinos suplantavam as economias dos Estados Unidos e da Inglaterra. Talvez a Argentina seja a definição real de um brasilianista americano a nosso respeito.

“O Brasil é um país original, pois passou da barbárie à decadência sem ter conhecido o apogeu”. A Argentina não teve essa originalidade antropológica que o brasilianista nos atribuiu, pois ela conheceu o apogeu no início dos anos 1900 e – quem duvida? – iniciou sua decadência com o peronismo nos anos 1940. Juan Domingos Perón teve dois ídolos: Benito Mussolini e Adolf Hitler.

Deles tirou seus “ensinamentos” para governar a Argentina, tatuando no país o seu estilo populista e predador das riquezas nacionais.

Sua mulher, Eva Duarte Perón, se encarregou de manobrar as massas trabalhadoras, os “descamisados”, com discursos demagógicos e até distribuição de dinheiro vivo em suas manifestações públicas. Os melhores herdeiros do peronismo são os Kirchner – Néstor ( falecido em 2010) e Cristina. Ela quer presidir, outra vez, a Argentina.

O fantasma de Perón se encontra, outra vez, na encruzilhada dos argentinos. Em outubro próximo, talvez ele e Evita ressuscitem na pessoa de Cristina.

E desta vez não haverá a chance de culpar o capitalismo.

As veias abertas da América Latina saíram de moda para entrar na vida da Argentina a tragédia anunciada.


Rogério Mendelski

Tribunal de Justiça aceita recurso e valida lei que corrigiu IPTU em Porto Alegre

Liminar descarta a possibilidade da Câmara Municipal realizar nova votação sobre a matéria aprovada por diferença de oito votos

Por Lucas Rivas / Rádio Guaíba

Decisão derruba obrigatoriedade de nova votação da matéria

Decisão derruba obrigatoriedade de nova votação da matéria | Foto: Ricardo Giusti / CP Memória

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O Tribunal de Justiça do Estado acatou recurso da Prefeitura de Porto Alegre e derrubou a obrigatoriedade da Câmara Municipal de realizar uma nova votação em relação ao projeto de revisão da planta do IPTU. Desde a aprovação do texto, em fim de abril, com placar de 22 a 14, o processo completou mais de 100 dias parado no Legislativo, pois era discutido na Casa um requerimento que determinava a realização de uma segunda votação sobre a matéria. Nessa sexta-feira, o desembargador Nelson Antonio Monteiro Pacheco concordou com as argumentações do Executivo e proferiu liminar favorável.

A Procuradoria-Geral do Município (PGM) sustentou que, após a aprovação do IPTU em plenário, não há mais previsão de que uma mesma matéria possa ser votada duas vezes no mesmo ano. Além disso, a Constituição Federal determina que leis complementares sejam aprovadas por maioria absoluta.

Conforme o Regimento Interno da Câmara, resultados obtidos com diferença de até três votos podem ser questionados, provocando uma segunda votação, mas a PGM reforça que esse não é o caso do projeto do IPTU. A argumentação do vereador Adeli Sell (PT), que ingressou com o requerimento, é de que a diferença de três votos ocorre em relação à maioria absoluta, de 19 votos, de um total de 36 vereadores.

Diante do requerimento, a presidência da Casa enviou um pedido de análise à Procuradoria do Legislativo, que avalizou o entendimento do petista. Desde então, o pedido segue tramitando na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sem chegar ao plenário.

Para o vereador Mauro Pinheiro, líder do Governo, a decisão restabelece a segurança jurídica no Legislativo. “A vontade de um ou dois vereadores não pode estar acima da lei, tampouco os interesses políticos e ideológicos. A maioria deve sempre prevalecer sem colocar em risco a vontade democrática através de manobras políticas”, ressalta.

Para o projeto do IPTU valer no ano que vem, ele precisa ser sancionado até 27 de setembro, atendendo a chamada noventena de matéria tributária. A Prefeitura projeta aumento de cerca de R$ 65 milhões na arrecadação em 2020. A partir de 2026, quando a atualização da planta passa a ser cobrada na íntegra, o acréscimo anual deve chegar a R$ 238 milhões.


Rádio Guaíba e Correio do Povo


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MP-SP apura suposto enriquecimento ilícito de Ricardo Salles

Justiça negou dois pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal do ministro neste mês

Suspeita parte de declaração de bens prestada por Salles à Justiça Eleitoral

Suspeita parte de declaração de bens prestada por Salles à Justiça Eleitoral | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil / CP Memória

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O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito para apurar suspeita de enriquecimento ilícito do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, entre 2012 e 2017, período em que ele alternou a atividade de advogado com cargos no governo paulista, informa o jornal O Estado de S. Paulo.
A Promotoria já pediu a quebra de sigilo bancário e fiscal de Salles, mas a medida foi negada duas vezes pela Justiça estadual neste mês. A investigação teve início em julho a partir de representação feita por uma empresa chamada Sppatrim Administração e Participações, que levantou suspeita sobre a evolução patrimonial de Salles com base nas declarações de bens que ele mesmo prestou à Justiça Eleitoral.
Em 2012, quando foi candidato a vereador pelo PSDB, Salles declarou possuir R$ 1,4 milhão em bens, a maior parte em aplicações financeiras, 10% de um apartamento, um carro e uma moto. Em 2018, quando saiu a deputado federal pelo Novo, foram R$ 8,8 milhões, sendo dois apartamentos de R$ 3 milhões cada, R$ 2,3 milhões em aplicações e um barco de R$ 500 mil - alta de 335% em cinco anos, corrigindo o valor pela inflação.
Em nota, a assessoria do Ministério do Meio Ambiente afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que o "patrimônio e os rendimentos do ministro foram sempre declarados adequadamente à Receita Federal" e que "a própria representação não traz nada diferente do que nelas constam".
Durante quase metade do período sob investigação, Salles ocupou cargos no governo do Estado. Foi secretário particular do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) entre março de 2013 e novembro de 2014, função pela qual recebia R$ 12,4 mil líquidos, e secretário do Meio Ambiente na mesma gestão, entre julho de 2016 e agosto de 2017, com remuneração média de R$ 18,4 mil.
No pedido de quebra de sigilo do ministro, ao qual o Estadão teve acesso, o promotor Ricardo Manuel Castro destaca que, em 2014, Salles alegou queda de seus rendimentos por causa do cargo público em um pedido à Justiça para reduzir a pensão paga aos seus dois filhos. Conseguiu decisão para diminuir o valor de R$ 8,5 mil para R$ 5 mil.
O promotor afirma que Salles atuou em dez casos como advogado no período e que "não foram encontrados" nos autos "valores de causa suficientes a ponto de justificar o recebimento de honorários em volume tal que pudesse amparar tal aumento patrimonial".
O promotor menciona no pedido o fato da evolução patrimonial de Salles ter ocorrido no período em que ele foi acusado de fraudar o plano de manejo de uma área de proteção ambiental quando foi secretário em São Paulo para beneficiar empresas de mineração. O MP moveu ação que resultou na condenação dele por improbidade administrativa em dezembro de 2018. Ele nega responsabilidade e recorreu da decisão.
Além da quebra de sigilo, Castro solicitou a elaboração de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontando que o órgão de controle já havia informado sobre a "existência de movimentações comunicadas compulsoriamente" relacionadas ao CPF de Salles, mas não enviou o relatório. O pedido, contudo, foi negado nas duas instâncias da Justiça paulista.
Em sua decisão, o juiz Marcos de Lima Porta, da 5.ª Vara da Fazenda Pública, afirma que o fato de o próprio ministro ter feito a declaração de seu patrimônio "já indica sua boa-fé" e que a evolução patrimonial ocorreu passado "razoável período".
Autor de pedido de ação trava disputa com Salles Autora do pedido de investigação sobre Ricardo Salles, a empresa Sppatrim Administração e Participações pertence à família de Luiz Eduardo Bottura, um engenheiro e empresário que há cerca de quatro anos trava disputas judiciais com o atual ministro do Meio Ambiente.
O litígio começou em 2015 e envolve uma disputa judicial de R$ 200 milhões entre a empresa de Bottura e a construtora Bueno Netto, para a qual Salles advogou no período entre suas duas passagens pelo governo. O empresário, que figura em 151 processos no Tribunal de Justiça de São Paulo - a maioria como autor -, acusa o atual ministro de usar uma suposta influência com autoridades paulistas para tentar reverter uma decisão favorável à Sppatrim na câmara de arbitragem.
A partir de uma representação feita pela empresa da família Bottura, o Ministério Público estadual abriu, em 2016, uma investigação para apurar a suposta prática de improbidade administrativa de Salles no caso. Salles nega ter cometido qualquer irregularidade na atuação como advogado. A investigação ainda está em curso.
Em fevereiro deste ano, Salles disse em entrevista à rádio Jovem Pan que seu patrimônio cresceu com a compra de um duplex que foi desmembrado em dois imóveis no período em que era advogado e que a tese do enriquecimento ilícito é uma "grande mentira" disseminada por Bottura.
Um grupo registrou formalmente em São Paulo uma "Associação de Vítimas de Eduardo Bottura" com pessoas que se dizem atingidas pela "litigância abusiva" do engenheiro. Bottura nega a prática. Diz que aciona a Justiça para se defender de falsas acusações e que no caso de Salles apenas "entregou as provas objetivas dos fatos sobre as atividades que ele (Salles) praticou nos processos que envolvem a empresa da família que, segundo ele mesmo, o deixaram rico".
Procurado, o promotor Ricardo Manuel Castro disse que não se manifestaria porque o caso está sob sigilo.


Agência Estado e Correio do Povo


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Publicado em 16 de ago de 2019

Conjecturando escolhas e apostas envolvendo também a parte econômica dos clubes, após longas jornadas enfrentadas pelos torneios, como seria chegar na final com dois times gaúchos para decisão? Não custa sonhar.
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Descongestionante nasal pode viciar

Médica alerta: exagero no uso do produto pode provocar o efeito rebote

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Ele é um item facilmente encontrado na bolsa das mulheres. E não, não estamos falando de uma make queridinha. Estamos falando do descongestionante nasal, um medicamento muito usado especialmente nos dias mais frios. Pois saiba que o exagero no uso desse produto, feito para desentupir o nariz em casos de alergias e resfriados, pode causar o efeito rebote. Ou seja, ele vai piorar o problema - além de viciar.

A médica otorrinolaringologista Marina Faistauer esclarece que o descongestionante nasal acaba fechando os vasos sanguíneos do nariz, fazendo com que o inchaço dessa região diminua e, consequentemente, o ar passe melhor. "A questão é que ele foi feito para ser usado no máximo uns cinco dias, porque você coloca e na hora ele desentope, mas depois disso acaba fazendo o efeito rebote, inchando o nariz mais do que estava antes", alerta.

Marina ainda destaca que o exagero no uso do descongestionante também influencia no tempo de duração do efeito. "Nas primeiras vezes em que você coloca, o nariz demora para entupir de novo. Mas depois disso, esse tempo vai ficando cada vez menor e o nariz entope ainda mais. Logo, o produto acaba tendo que ser usado com mais frequência e isso acaba gerando o vício", explica.

Produto tem contraindicações

O problema já começa pela facilidade da compra do descongestionante, vendido sem receita nas farmácias. "As pessoas começam a usar sem saber desse efeito rebote. Soma-se a facilidade de compra e a falta de informação de todas essas consequências", comenta. A otorrino ainda alerta que o produto é contraindicado para quem tem hipertensão, problemas cardíacos e glaucoma, pois pode ele pode aumentar a pressão e a frequência cardíaca.

Para quem já faz parte dos já viciados no descongestionante nasal, Marina avisa que a única forma de resolver é mesmo parando de usar. "O ideal é consultar um otorrino, que vai verificar exatamente a causa da obstrução nasal e tratar o problema, seja ele uma rinite, um desvio de septo, ou alguma outra alteração que está obstruindo a passagem do ar", diz a médica, lembrando que há quem esteja com o nariz entupido justamente por exagerar no produto. O médico, dessa forma, irá indicar o tratamento para a pessoa "ir desviciando" do descongestionante nasal até parar completamente.


Correio do Povo


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Senadores preparam relatório separado para rejeitar nome de Eduardo Bolsonaro

Rede deve entrar com ações na Justiça contra a indicação do filho do presidente à embaixada nos EUA

Eduardo Bolsonaro é o nome preferido do pai, o presidente Jair Bolsonaro, para assumir a embaixada do Brasil nos EUA

Eduardo Bolsonaro é o nome preferido do pai, o presidente Jair Bolsonaro, para assumir a embaixada do Brasil nos EUA | Foto: Antônio Augusto / Câmara dos Deputados

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Com base em um parecer da consultoria do Senado, parlamentares preparam um relatório alternativo rejeitando a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, para a embaixada brasileira em Washington. A indicação – já anunciada – ainda não foi formalizada pelo Planalto e precisará de aval dos senadores.

De acordo com o parecer da consultoria, a indicação configura nepotismo. O nome de Eduardo, se encaminhado pelo presidente Jair Bolsonaro, precisa passar pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional e depois pelo plenário. O senador Chico Rodrigues (DEM-RR), vice-líder do governo na Casa, é o mais cotado para assumir a relatoria da indicação. Dessa forma, outros senadores preparam um parecer alternativo para ser protocolado na comissão após o relatório de Chico Rodrigues, que tende a ser pela aprovação.

O parecer da consultoria foi encaminhado ao senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). A oposição vai usar o documento para reforçar a articulação contra a nomeação. "Não resta dúvida que agora a nomeação do senhor Eduardo é uma 'forçação' de barra para atender ao capricho pessoal do presidente da República, aos caprichos individuais e de família. É nepotismo na veia", disse Randolfe Rodrigues, líder da minoria na Casa, ao Broadcast Político.

O partido de Randolfe prepara ações na Justiça para barrar a indicação, se formalizada, logo após a publicação do nome no Diário Oficial da União. "Temos crença de que, com o parecer técnico, a nomeação de Eduardo sequer chegará até o Senado porque acreditamos que será barrada na Justiça", declarou o parlamentar.

Cenário

O governo admite que ainda não há votos para aprovar a indicação do deputado para a embaixada. Em entrevista ao Broadcast Político na última segunda-feira, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho, afirmou que o assunto vai ser tratado de forma separada da reforma da Previdência. "Vamos trabalhar para aprovar, tanto na comissão quanto no plenário. Enquanto na reforma da Previdência acho que teremos um placar muito elástico, nós temos que ter todo o cuidado na apreciação do nome do deputado Eduardo Bolsonaro, que eu acho que terá maioria."

O presidente Jair Bolsonaro já disse que vai aguardar o filho "sentir" que será aprovado para só então encaminhar a indicação. A oposição diz ter votos para impedir a nomeação – que depende de maioria simples no plenário. Outro grupo, este próximo ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), mesmo discordando tecnicamente da indicação, avalia que votar contra o nome de Eduardo vai atrapalhar o clima político para outras pautas como a reforma da Previdência.

O parecer do Senado está sendo relativizado por alguns parlamentares. O senador Marcos Rogério (DEM-RO) acredita que o documento não terá influência na decisão dos senadores. "Esses pareceres não representam o pensamento do Senado, exceto se solicitado oficialmente pelo presidente. Do contrário, respeitosamente, trata-se de uma tese jurídica que pode ou não ser aplicável ao caso", declarou.

Consultoria do Senado diz que indicação configura nepotismo

A consultoria legislativa do Senado elaborou um parecer afirmando que a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a embaixada brasileira nos Estados Unidos, se formalizada pelo presidente Jair Bolsonaro, configura nepotismo. O parlamentar é o terceiro filho do presidente e está visitando gabinetes de senadores em busca de apoio para a indicação.

O parecer foi embasado no entendimento da Súmula Vinculante nº 13, do Supremo Tribunal Federal, que trata sobre nepotismo. A corte já se manifestou de que, para cargos políticos, a súmula não se aplica. No entendimento dos consultores legislativos, porém, embaixadores não são agentes políticos. O parecer foi assinado pelos consultores Renato Monteiro de Rezende e Tarciso Dal Maso após pedido dos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

"Quanto à situação concreta colocada, considerando que (a) embaixadores não são agentes políticos, (b) é comissionado o cargo de Chefe de Missão Diplomática Permanente, (c) as indicações para esse cargo (e as próprias nomeações) são feitas pelo Presidente da República, (d) o Deputado Eduardo Bolsonaro é filho (parente em primeiro grau) do Presidente da República, concluímos ser aplicável ao caso a Súmula Vinculante nº 13, restando configurada, na hipótese de a indicação vir a ser formalizada, a prática de nepotismo", diz o documento concluído no último dia 13.


Agência Estado e Correio do Povo


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Publicado em 16 de ago de 2019

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