Óscar Alberto Pérez–História virtual | Clic Noticias

Óscar Alberto Pérez
Nome completo
Óscar Alberto Pérez
Conhecido(a) por
Responsável pelo Ataque com helicóptero em Caracas em 2017 e mártir[1] da resistência ao regime de Maduro
Nascimento
7 de abril de 1981
Venezuela CaracasVenezuela
Morte
15 de janeiro de 2018 (36 anos)
Venezuela CaracasVenezuela
Nacionalidade
Venezuelano
Progenitores
Mãe: Aminta Rosa Pérez Carrero
Cônjuge
Danahis Vivas de Pérez
Filho(s)
Sebastián Pérez
Santiago Pérez
Dereck Pérez
Ocupação
Investigador de políciapilotoator e líder de resistência política
Causa da morte
Traumatismo cranioencefálico provocado por arma de fogo[2]
Óscar Alberto Pérez (Caracas7 de abril de 1981 – Caracas15 de janeiro de 2018) foi um ator e policial venezuelano, investigador do CICPC, a Agência de Investigação da Venezuela e líder de um grupo de resistência política contra Nicolás Maduro. Tornou-se mais conhecido por ter sido o responsável pelo ataque com helicóptero em Caracas durante protestos e a crise constitucional venezuelana de 2017 e pelos últimos minutos de vida transmitidos ao vivo em redes sociais.[3]

Índice

Biografia

Óscar Alberto Pérez nasceu em 4 de abril de 1981, sendo o filho mais velho de Aminta Rosa Pérez. Seu pai biológico era desconhecido e não há nenhuma fonte confiável que diga quem exatamente foi seu genitor. Pouco se sabe sobre a infância e adolescência de Óscar Pérez, exceto pelo fato de que cresceu em um bairro de classe média em Caracas e estudou em várias escolas públicas e particulares.
Em 1999, casou-se com Danahis Vivas, com quem teve três filhos. Proveniente de uma família católica, o policial acabou por se converter ao evangelicalismo em 2008, e costumava frequentar uma Igreja na capital venezuelana.[4]
Carreira Policial
Óscar começou a trabalhar pelo CICPC em 2000. Durante o período em que esteve na corporação, Óscar Pérez era considerado uma pessoa carismática e admirável pelos seus colegas de trabalho e raramente falava sobre política, embora demonstrasse certa simpatia por Hugo Chávez, ex-presidente da Venezuela, falecido em 2013, simpatia essa que desapareceu logo após o inicio da crise na Venezuela.[carece de fontes]
Em 2012, enquanto participava de uma operação policial em uma favela em Maracaibo, Pérez foi interpelado por uma criança que expressou seu desejo de se tornar um gângster, ter muito dinheiro e lindas mulheres ao seu redor.[5] De acordo com o militar, este episódio o teria indignou muito, propelindo-o a atuar em campanhas humanitárias, de cunho filantrópico. Segundo colegas de trabalho e o diretor de Muerte suspendida, filme no qual Óscar Pérez atuaria em 2015, Óscar era um homem muito dedicado à causas humanitárias.[6]
Carreira como ator
Pérez procurou o diretor cinematográfico Óscar Rivas com a finalidade de que ele dirigisse um filme que pudesse aumentar a moral da polícia venezuelana. O nome desse filme seria Muerte Suspendida (Morte Suspensa) e Óscar interpretaria o papel de personagem principal. O filme foi sucesso de bilheteria na Venezuela: a segunda maior bilheteria no país em 2015. Tendo sido aclamado pela crítica, uma sequência foi anunciada, porém ela nunca chegou a ser produzida em virtude da dificuldade que a produção encontrou em obter o financiamento necessário. A atuação de Óscar foi elogiada e ele chegou a ser sondado para aparecer em outros filmes, porém optou por dedicar-se à sua carreira policial.[6]
Ataque com helicóptero em Caracas em 2017
Durante os protestos de 2017 e a crise constitucional venezuelana de 2017, na tarde de 27 de junho de 2017, um vídeo foi publicado mostrando homens encapuzados portando rifles de assalto em escolta à Óscar Pérez, afirmando que não pertenciam à nenhum partido mas que tratavam-se de nacionalistas e patriotas prestes a se rebelarem contra a tirania do governo do PSUV.[7] Horas depois da publicação do vídeo, Pérez foi visto pilotando um helicóptero do CICPC sobre o Supremo Tribunal de Justiça, com um banner na lateral escrito “350 Liberdade”, em uma referência ao Artigo 350 da Constituição do país, que afirma que o povo da Venezuela deve renegar qualquer regime, legislação ou autoridade que viole os valores democráticos ou que transgrida os direitos humanos.[8] Ao aproximarem-se do Supremo Tribunal federal, seus ocupantes dispararam tiros e artefatos explosivos contra o prédio governamental.[9][10]
O Presidente Nicolás Maduro veio à público afirmando que o ataque tratava-se de uma rebelião de militares, enquanto os líderes da oposição, por sua vez, disseram que as ações teriam sido encenadas de modo que o chefe do poder executivo do país pudesse justificar uma repressão sobre aqueles que se opõem à seu governo e à Assembleia Constituinte. Mais tarde, entretanto, o ex-militar e ator amador Óscar Pérez emitiu um comunicado através das redes sociais assumindo a autoria do ataque e afirmando que a ausência de vítimas fatais teria sido planejada pelo grupo que executou a ação.[11][12]
Ressurgimento
Pérez em um protesto noturno em Altamira, em 13 de julho de 2017
Após as autoridades venezuelanas terem prendido três cidadãos nas ruas de Caracas que foram acusados de estarem vinculadas à Óscar Pérez, o próprio ex-policial reapareceu em um protesto ocorrido no dia 13 de julho de 2017 na região de Altamira, denunciando as agressões perpetradas por um colectivo para com a Assembleia Nacional e afirmando que o governo bolivariano sabia quem era o responsável pelos ataques. Ele também compartilhou seu apoio ao Referendo Venezuelano de 2017 e declarou que iria continuar seus planos, explicando que a “Hora-H” ocorreria no dia 18 de julho, quando todos os venezuelanos seriam convocados para protestar até que nada mais voltasse a ser como antes, classificando a chefia do poder executivo do país como um “narco-governo“.[13]
Em 23 de novembro de 2017 Pérez fez nova aparição em um vídeo na internet. Ele estava sentado ao lado de um homem que criticou a corrupção do governo venezuelano. Ao fim do vídeo, o policial compartilhou umas poucas palavras de encorajamento, clamando por novos protestos por parte do povo venezuelano e menosprezando os generais das forças armadas do país.[14]
Operação no quartel da Guarda Nacional
Em 18 de dezembro, Óscar Pérez comandou uma operação contra um pequeno quartel da Guarda Nacional Venezuelana localizado em Los Teques, no estado de Miranda. A guarnição do quartel foi atacada de surpresa e rendeu-se sem luta. Os militares foram amordaçando e imobilizados pelos comandados de Pérez, que ainda roubaram 26 fuzis e 3 pistolas automáticas que integravam o arsenal local.[15][16]
Morte
Em 15 de janeiro de 2018, o exército venezuelano e a Guarda Nacional Venezuelana lançaram uma operação para capturar Óscar Pérez, que estava escondido no bairro de El Junquito a oeste de Caracas. Pérez postou um vídeo em que aparece ele e seu grupo, na janela superior da casa em que estavam, tentando persuadir os policiais a não prendê-los. Após essa abordagem inicial, houve um breve confronto entre o grupo de Pérez e as forças do governo venezuelano. Após o embate, Pérez postou um vídeo nas redes sociais em que ele aparece com o rosto ensanguentado após ter sido atingido pelos detritos de uma explosão. Neste momento das gravações, afirmou que estavam dispostos a render-se por conta da inviabilidade de resistência, no entanto, os agentes do Estado venezuelano não cessavam o fogo, em que davam a entender, segundo ele, que estavam interessados de fato em assassiná-los.
Pouco tempo após publicarem sua última gravação através das redes sociais, Pérez e seus demais aliados tiveram seu refúgio atingido por um disparo de RPG-7 que impactou diretamente no sotão da casa em que o grupo se encontrava. O momento do disparo, bem como a explosão subsequente, foi registrada em vídeo pelos próprios policiais venezuelanos. Depois de três horas de tiroteio, Pérez e seis de seus homens (entre eles Daniel Enrique Soto Torres, Abraham Lugo Ramos, Jairo Lugo Ramos, José Alejandro Díaz Pimentel, Abraão Israel Agostini)[17] foram mortos a tiros enquanto outros seis integrantes do grupo entregaram-se e foram presos; a polícia também sofreu baixas, contando com dois policiais mortos e cinco feridos.[18] De acordo com um dos perfis utilizados pelo grupo de Pérez para divulgar suas ações nas redes sociais, uma criança de 10 anos e uma mulher grávida supostamente teriam perecido durante a troca de tiros.[19]
No dia seguinte ao confronto, a morte de Pérez e de alguns integrantes de seu bando foi confirmada pelas autoridades venezuelanas. De acordo com a certidão de óbito entregue para a família, Pérez morreu com um disparo recebido na cabeça. A deputada Delsa Solorzano, da oposição venezuelana, afirmou que não apenas a certidão de óbito de Pérez, mas também as de cinco homens dentre os seis que foram abatidos pela polícia trazem como causa da morte o disparo de arma de fogo na região craniana. Para os familiares e para deputada, essa informação indica a hipótese de que Pérez e alguns membros de seu grupo teriam sido vítimas de uma execução extrajudicial. Apesar da morte confirmada de Pérez, o governo venezuelano recusou-se a enviar seu corpo ao México, como pleiteavam sua mãe e irmã, e o ex-militar acabou sendo enterrado em Caracas sem que lhe fosse oferecido um velório.[20][21][22][23][24][25][26]
Repercussão
A morte de Óscar Pérez foi recebida como um ultraje por muitos venezuelanos, resultando em protestos em cidades daquele país além de manifestações na internet por meio das redes sociais. A hashtag “#Oscarperezheroedelpueblo” esteve posicionada nos trending topic do Twitter, com internautas de diferentes partes do mundo saudando Pérez como um herói, ao passo que algumas chegaram ao ponto de compará-lo com outras figuras heroicas latino-americanas, como Simon Bolívar e Túpac Amaru II. Alguns líderes da oposição venezuelana, incluindo María Corina MachadoAntonio Ledezma e Luisa Ortega Díaz, condenaram a sua morte.[27] De acordo com o ex-prefeito de Caracas e líder opositor no exílio, Antonio Ledezma, Óscar Pérez teria sido executado por ordens de Nicolás Maduro e que tais atos seriam somados às queixas protocoladas contra o governo venezuelano no Tribunal de Haia.[28]
A ministra do sistema de serviços penitenciários da Venezuela, Iris Varela, tripudiou da morte de Óscar Pérez através das redes sociais afirmando que o ex-policial teria se acovardado no momento em que se viu encurralado pelos agentes do Estado. Diosdado Cabello, deputado na Assembléia Nacional da Venezuela, classificou Pérez como um terrorista e o acusou de ter precipitado o confronto armado contra os agentes de segurança que foram designados à capturá-lo.[29] Nicolás Maduro parabenizou a conduta da força-tarefa ao longo do episódio, avaliando que teriam conseguido desmantelar um grupo terrorista que, segundo o presidente venezuelano, estaria planejando atentados contra embaixadas naquele país.[30]
Houveram também protestos por parte de políticos estrangeiros acerca da operação que culminou com a morte do ex-policial. Durante uma entrevista na televisão, o ex-presidente boliviano e líder da oposição de seu país, Jorge Quiroga, criticou duramente o presidente da Venezuela por conta do episódio. No Uruguai, o Partido Colorado se pronunciou oficialmente lamentando o desfecho da operação policial-militar, repudiando aquilo que tachou como o assassinato de Pérez e outras seis pessoas por parte das forças de segurança do estado venezuelano. Marco Rubio, senador pelo partido Republicano dos Estados Unidos também condenou a operação realizada contra o ex-policial Óscar Pérez e sua equipe. O ex-presidente da Colômbia Andrés Pastrana somou-se aos críticos da operação, enquanto no Brasil, os deputados federais Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro chegaram a publicar um vídeo em homenagem a Óscar e críticas ao governo venezuelano pela operação.[31] Adicionalmente, o Partido Novo protestou contra o que entendeu ter sido um assassinato de Perez e seus companheiros.[32][33][34][35][36]
Organizações de direitos humanos, bem como ativistas da oposição venezuelana passaram a pressionar por uma investigação independente acerca dos fatos ocorridos de forma a averiguar as circunstâncias que culminaram na morte dos dois policiais, do próprio Óscar Pérez e de outros seis integrantes de seu grupo. O Programa Venezuelano de Educação e Ação em Direitos Humanos (Provea) exigiu em comunicado que o governo informe com precisão os fatos que transcorreram naquele episódio. Bispos venezuelanos pedem investigação rápida para averiguação de violações dos direitos humanos.[37][38]
Organizações internacionais
Anistia Internacional (AI), uma organização não governamental (ONG) que defende os direitos humanos, denunciou em 18 de janeiro de 2018 o que considerou ter sido uma execução ilegal do líder revolucionário Óscar Pérez na Venezuela por forças de segurança do governo. De acordo com a organização, o episódio suscita múltiplos alertas sobre violações graves aos direitos humanos naquele país por parte de seu presidente, Nicolás Maduro, incluindo crimes proscritos no âmbito do direito internacional público. Referindo-se ao uso de armas de guerra durante a operação, a AI afirmou que o emprego de tais artefatos não apenas são projetados para matar os adversários, como também deixam poucas chances de sobrevivência. A ONG pressionou por uma investigação independente sobre a morte de Pérez e seus aliados. Erika Guevara Rosas, diretora da AI para as Américas, repreendeu o governo venezuelano pelo uso de força letal e reiterou a urgência para que o governo garanta que as autoridades civis conduzam uma investigação rápida, imparcial, independente e exaustiva de forma a averiguar se este não teria sido um caso de execução extrajudicial.[39]
Human Rights Watch comparou o caso de Óscar Pérez na Venezuela com os massacres perpetrados por outras ditaduras latino-americanas. O diretor da organização para a América Latina, José Miguel Vivanco, disse que o que aconteceu em El junquito lembra-lhe o ocorrido durante as ditaduras argentina e chilena, onde muitas vezes notícias sobre confrontos contra terroristas eram de fato execuções extrajudiciais. De acordo com a nota oficial da Human Rights Watch a operação teria causado a morte de cerca de nove pessoas, em que pelo menos cinco dos quais seriam membros do grupo de Pérez, e dois seriam uma mulher grávida e um menino de 10 anos acompanhando o grupo de rebeldes.[24][40]

Filmografia

  • Muerte Suspendida (2015)

Referências

  1.  «’Rambo’, o piloto rebelde, novo mártir dos venezuelanos»Euro News. 16 de janeiro de 2018. Consultado em 2 de fevereiro de 2018
  2.  «Acta de defunción de Óscar Pérez señala que murió de disparo en la cabeza» [Nota de falecimento de Óscar Pérez afirma que ele morreu de um tiro na cabeça]El Nacional (em espanhol). 19 de janeiro de 2018. Consultado em 20 de janeiro de 2018
  3.  «Au Venezuela, la mort en direct d’Oscar Pérez» [Na Venezuela, a morte de Óscar Pérez ao vivo]Le Monde (em francês). 16 de janeiro de 2018. Consultado em 3 de fevereiro de 2018
  4.  «Actor, buzo y filántropo: la vida del piloto del helicóptero del Cicpc» [Ator, mergulhador e filantropo: a vida do piloto do helicóptero do Cicpc]El Nacional (em espanhol). 15 de junho de 2017. Consultado em 18 de janeiro de 2018
  5.  «La película ‘Muerte Suspendida’ busca impactar a los espectadores venezolanos» [O filme ‘Muerte Suspendida’ busca impactar os espectadores venezuelanos]El Diario PANORAMA (em espanhol). 7 de outubro de 2015. Consultado em 18 de janeiro de 2018
  6. ↑ Ir para:a b «Director de Muerte Suspendida: Óscar Pérez ayudaba a niños necesitados» [Diretor de Muerte Suspendida: Óscar Pérez ajudava crianças necessitadas]El Nacional (em espanhol). 30 de junho de 2017. Consultado em 18 de janeiro de 2018
  7.  «Funcionario del Cicpc se convirtió en protagonista de una película»
  8.  «Maduro Says Helicopter Fired on Venezuela’s Supreme Court» (em inglês)
  9.  «Militar roba helicóptero y lanza granadas contra sede de TSJ de Venezuela» (em espanhol)
  10.  «Homem rouba helicóptero e ataca Supremo da Venezuela com granadas»
  11.  «Reapareció Óscar Pérez, el piloto que atacó el Tribunal Supremo de Venezuela»Infobae (em espanhol). Venezuela. 5 de julho de 2017. Consultado em 23 de maio de 2018
  12.  «Piloto de helicóptero aparece em vídeo e jura continuar luta contra governo venezuelano»Reuters Brasil. 5 de julho de 2017. Consultado em 23 de maio de 2018
  13.  «Óscar Pérez apareció en Altamira y envió nuevo mensaje» (em espanhol)
  14.  «”Estamos en caos”: Reaparece Óscar Pérez en un mensaje contra el régimen (+Video) | El Cooperante» (em espanhol)
  15.  «Óscar Pérez se atribuyó robo de armas a cuartel de la GNB»
  16.  «Grupo comando se robó 26 fusiles de una comandancia de la GNB en Los Teques»
  17.  «¿Quiénes son los cinco compañeros muertos junto a Óscar Pérez y mencionados por Reverol?». Efecto Cocuyo. 17 de janeiro de 2018. Consultado em 16 de janeiro de 2019
  18.  «Source: Rogue Venezuelan helicopter pilot killed by police». R7. 16 de janeiro de 2018. Consultado em 16 de janeiro de 2019
  19.  «Polícia venezuelana vigia necrotério onde está corpo de ex-policial rebelado». R7. 17 de janeiro de 2018. Consultado em 16 de janeiro de 2019
  20.  «Piloto rebelde Óscar Pérez é enterrado em Caracas, sem aval da família». G1. 21 de janeiro de 2018. Consultado em 16 de janeiro de 2019
  21.  «Source: Rogue Venezuelan helicopter pilot killed by police». cnn.com. 15 de janeiro de 2018. Consultado em 17 de janeiro de 2018
  22.  «Muerte de Oscar Perez momento en que lanzan misil»Ru-clip.com. Consultado em 19 de janeiro de 2018
  23.  EC, Redacción (17 de janeiro de 2018). «YouTube | Guarida de Óscar Pérez fue bombardeada con lanzacohetes RPG-7 [VIDEO]»El Comercio (em espanhol)
  24. ↑ Ir para:a b «Venezuela: HRF condena ejecución extrajudicial de Oscar Pérez – HRF.org»HRF.org (em inglês)
  25.  «Familiares exigem entrega de mortos em operação de captura na Venezuela»O Globo. 17 de janeiro de 2018
  26.  «Certidão de óbito aponta que Óscar Pérez morreu com um tiro na cabeça»O Globo. 20 de janeiro de 2018
  27.  «Quem é o policial e ator Óscar Pérez e o que se sabe da operação contra ele na Venezuela». terra.com.br. 16 de janeiro de 2018. Consultado em 17 de janeiro de 2018
  28.  «Óscar Pérez foi executado por ordens de Maduro». oantagonista.com. 16 de janeiro de 2018. Consultado em 17 de janeiro de 2018
  29.  «Piloto rebelde venezuelano morre em operação da polícia, diz CNN». oglobo.globo.com. 15 de janeiro de 2018. Consultado em 17 de janeiro de 2018
  30.  «Maduro dá os parabéns». oantagonista.com. 16 de janeiro de 2018. Consultado em 17 de janeiro de 2018
  31.  «Assassinato do venezuelano Óscar Pérez». 15 de janeiro de 2018. Consultado em 20 de janeiro de 2018
  32.  «A Nicolás Maduro le “espera una hamaca caliente en Cuba o en una celda fría en La Haya”: expresidente boliviano Jorge Quiroga»NTN24 (em espanhol). Consultado em 19 de janeiro de 2018
  33.  «Partido Colorado: Indignación y repudio ante el asesinato en Venezuela de Oscar Pérez»2019.com.uy (em espanhol). 18 de janeiro de 2018
  34.  30, NOVO (16 de janeiro de 2018). «Partido Novo 30 – Oficial»@partidonovo30. Consultado em 19 de janeiro de 2018
  35.  Web, El Nacional (17 de janeiro de 2018). «Marco Rubio: Mataron a alguien que quería entregarse pacíficamente»El Nacional (em espanhol)
  36.  «Acorralado y herido, piloto Óscar Perez denuncia en vivo que régimen de Maduro lo quiere matar»PanAm Post (em espanhol). 15 de janeiro de 2018
  37.  «Bispos venezuelanos denunciam violações dos direitos humanos»Vatican News. 19 de janeiro de 2018
  38.  «Venezuela: ONGs e opositores pedem investigação sobre morte de piloto»O Globo. 16 de janeiro de 2018
  39.  «Anistia Internacional denuncia execução ilegal de rebelde venezuelano»O Globo. 18 de janeiro de 2018
  40.  «Human Rights Watch comparó el caso Óscar Pérez en Venezuela con las masacres de otras dictaduras latinoamericanas»Infobae (em espanhol)
Wikipédia

Opositores venezuelanos exigem que militares não bloqueiem ajuda | Clic Noticias

Guaidó vai liderar a manifestação em Caracas, mas protestos foram convocados em todo o país
Guaidó vai liderar a manifestação na zona leste de Caracas
Guaidó vai liderar a manifestação na zona leste de Caracas | Foto: Yuri Cortez / AFP / CP
Liderados por Juan Guaidó, reconhecido por quase 50 países como presidente interino da Venezuela, os opositores devem sair às ruas nesta terça-feira para pedir às Forças Armadas que não bloqueiem a ajuda humanitária americana, considerada pelo presidente Nicolás Maduro a porta de entrada a uma intervenção militar. “Voltamos às ruas para exigir a entrada da ajuda humanitária que salvará a vida de mais de 300.000 venezuelanos que hoje estão em risco de morte”, afirmou Guaidó, presidente do Congresso de maioria opositora.
Guaidó vai liderar a manifestação na zona leste de Caracas, mas os protestos foram convocados em todo o país por ocasião do Dia da Juventude, para recordar os quase 40 mortos nos distúrbios e marchas contra Maduro em janeiro. Em contrapartida, Maduro vai comandar uma passeata de jovens de esquerda contra a “intervenção imperialista” na Praça Bolívar, centro de Caracas, onde o governo reúne assinaturas de repúdio ao presidente americano Donald Trump.
A disputa de poder entre Guaidó e Maduro se concentra esta semana na ajuda humanitária. Alimentos e remédios permanecem há cinco dias em um depósito no lado colombiano da fronteira com a Venezuela. Dois enormes contêineres e um caminhão bloqueiam a ponte Tienditas, que liga Cúcuta (Colômbia) a Ureña (Venezuela). Os militares venezuelanos reforçaram a presença no estado fronteiriço de Táchira.
A divergência acontece em plena crise econômica, com escassez de remédios e alimentos, em um país afetado pela hiperinflação. Quase 2,3 milhões de venezuelanos (7% da população) fugiram do país desde 2015, segundo a ONU. Em uma tentativa de convencer as Forças Armadas, base de apoio do governo, Guaidó ofereceu anistia aos militares que não reconhecerem Maduro e advertiu que impedir a entrada de alimentos e medicamentos é um “crime contra a humanidade”.
“Ou estão com a ditadura ou com o povo”, disse o opositor, de 35 anos, antes de afirmar que 120.000 voluntários se registraram para colaborar no processo. Maduro, que chama de “show político” a chegada de ajuda, nega uma “emergência humanitária” e atribui a falta de medicamentos e alimentos a uma “guerra econômica” da direita e a duras sanções americanas.
A Colômbia foi o primeiro ponto de chegada da doação americana. O Brasil aceitou na segunda-feira instalar outro centro de ajuda no estado de Roraima. Nos últimos dias, o governo distribuiu alimentos e remédios na região de fronteira com a Colômbia. As Forças Armadas, que também chamam a ajuda de “show”, organizam esta semana exercícios militares ante uma eventual ação armada dos Estados Unidos, não descartada por Trump. Uma conferência sobre ajuda humanitária, solicitada por Guaidó, acontecerá na quinta-feira na sede da Organização dos Estados Americanos (OEA).
AFP e Correio do Povo

Chavismo distribui remédios e alimentos na fronteira | Clic Noticias

Ao fundo era possível observar o bloqueio dos militares venezuelanos na ponte de Tienditas
Medicamentos como analgésicos, antibióticos e anti-inflamatórios, muitos em escassez no país, foram distribuídos gratuitamente a dezenas de pacientes
Medicamentos como analgésicos, antibióticos e anti-inflamatórios, muitos em escassez no país, foram distribuídos gratuitamente a dezenas de pacientes | Foto: Juan Barreto / AFP / CP
O governo da Venezuela distribuiu remédios e alimentos na segunda-feira na fronteira com a Colômbia, no momento em que Juan Guaidó, líder opositor reconhecido como presidente interino por vários países, intensifica a campanha para permitir a entrada de ajuda humanitária americana. Medicamentos como analgésicos, antibióticos e anti-inflamatórios, muitos em escassez no país, foram distribuídos gratuitamente a dezenas de pacientes.
Ao fundo era possível observar o bloqueio dos militares venezuelanos na ponte de Tienditas, que liga as cidades de Cúcuta (Colômbia) e Ureña (Venezuela). A região tem uma forte presença das Forças Armadas. Libio Rodríguez, 66 anos, elogiou a ajuda e expressou apoio ao governo de Nicolás Maduro. Ele repetiu o discurso do governo e disse que os alimentos e remédios enviados pelos Estados Unidos a Cúcuta a pedido de Guaidó são um pretexto para uma intervenção militar.
Muitas pessoas aguardavam por remédios. Outras esperavam por alimentos que o governo distribui a preços subsidiados em zonas populares, sob o programa batizado Comitês Locais de Abastecimento e Produção (CLAP), que a oposição denuncia como um “mecanismo de controle social”. Maduro se nega a aceitar a ajuda internacional e afirma que não existe crise humanitária no país, apesar das consequências do colapso econômico, com hiperinflação projetada para 10.000.000% pelo FMI para este ano e a falta produtos básicos. O presidente alega que a crise é provocada pelas sanções impostas pelos Estados Unidos a Venezuela e à estatal petroleira PDVSA.
Uma coordenadora dos CLAP em Tienditas, onde moram 1.500 famílias, afirmou que “mais que ajuda humanitária é necessário o desbloqueio econômico”. A ponte de Tienditas ainda não foi inaugurada. O local seria liberado em 2016, mas o fechamento temporário da fronteira comum de 2.200 quilômetros – ordenado por Maduro no fim de 2015 e suspenso meses depois – atrasou a abertura. De acordo com a imprensa, a ponte seria uma das vias de entrada da ajuda humanitária. Guaidó, que em 23 de janeiro se autoproclamou presidente encarregado, depois que o Parlamento declarou Maduro “usurpador” – denunciando uma reeleição com votação fraudulenta -, pede às Forças Armadas que permita a passagem da ajuda humanitária.
AFP e Correio do Povo

Morre Gordon Banks, goleiro que fez a defesa do século na cabeçada de Pelé | Clic Noticias



Arqueiro foi campeão do mundo com a Inglaterra em 1966
Banks disputou todas as partidas da Copa do Mundo da Inglaterra de 1966
Banks disputou todas as partidas da Copa do Mundo da Inglaterra de 1966 | Foto: Oli Scarff / AFP / CP
O goleiro Gordon Banks, campeão do mundo com a Inglaterra em 1966, morreu aos 81 anos, anunciou nesta terça-feira o Stoke City, um dos clubes que ele defendeu em sua carreira. O jogador também entrou para a história por aquela que é considerada por muitos a “defesa do século”, em uma cabeçada de Pelé no Mundial do México, em 1970. A partida, válida pela primeira fase, terminou com a vitória do Brasil sobre a Inglaterra por 1a 0.
“Com grande tristeza anunciamos que Gordon faleceu em paz esta madrugada”, anunciou a família. “Estamos devastados por sua perda, mas temos muitas recordações e não poderíamos estar mais orgulhosos dele”, completa uma nota oficial. Banks, que passou a maior parte da carreira no Leicester (1959-1967) e no Stoke (1967-1973), sofria de câncer de rim desde dezembro de 2015, de acordo com a imprensa britânica.
Geoff Hurst, autor de três gols na vitória de 4 a 2 na final da Copa do Mundo de 1966 contra a Alemanha Ocidental em Wembley, prestou homenagem ao amigo nas redes sociais. “Muito triste ao saber que Gordon morreu. Um dos maiores”, destacou.
A carreira internacional do goleiro, que disputou 73 partidas pela seleção da Inglaterra, terminou de maneira abrupta em 1972, quando ele tinha 33 anos. Banks perdeu parte da visão do olho direito após um acidente de carro. Poucos meses depois, abandonou o futebol.
“Banks of England”, como era chamado, é considerado um dos melhores goleiros da história do futebol, à altura de outros grandes nomes da posição de sua época, como o soviético Lev Yashin e o italiano Dino Zoff. O inglês foi considerado o melhor goleiro do ano pela Fifa em seis anos consecutivos, de 1966 a 1971.
“Oh não, Gordon Banks, um de meus heróis absolutos, e de muitos outros, morreu. O vencedor da Copa do Mundo na Inglaterra foi um dos melhores goleiros de todos os tempos e um homem encantador”, afirmou o ex-atacante e atual comentarista de televisão Gary Lineker. O Leicester anunciou estar “profundamente triste” com a morte de seu ex-goleiro.
AFP e Correio do Povo

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