Aprovada continuidade de ações contra Maluf, Lúcio Vieira Lima e Celso Jacob na Câmara

Conselho de Ética deu seguimento aos pareceres preliminares de representações por quebra de decoro

Conselho de Ética deu seguimento aos pareceres preliminares de representações por quebra de decoro | Foto: Michel Jesus / Agência Câmara / CP

Conselho de Ética deu seguimento aos pareceres preliminares de representações por quebra de decoro | Foto: Michel Jesus / Agência Câmara / CP

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira os pareceres preliminares recomendando o prosseguimento das representações por quebra de decoro parlamentar contra os deputados Paulo Maluf (PP-SP), Lúcio Vieira Lima (MDB-BA) e Celso Jacob (MDB-RJ). Com a aprovação, os processos serão instruídos e terão um prazo de 40 dias úteis para a coleta de provas e depoimento de testemunhas. Os deputados terão dez dias cada para apresentarem a defesa ao Conselho.

Celso Jacob está preso desde junho do ano passado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. No parecer preliminar, o relator Sandro Alex (PSD-PR) argumenta que “os fatos imputados a Jacob, caso comprovados, podem constituir falta de decoro parlamentar”. Jacob foi condenado em 2006 por falsificação de documento público e dispensa irregular de licitação quando era prefeito de Três Rios (RJ).

Já no caso do deputado Lúcio Vieira Lima (MDB-BA) o parecer é pela perda do mandato. O deputado é investigado pela Polícia Federal por crimes de lavagem de dinheiro, peculato e associação criminosa. Em regime de prisão domiciliar, o deputado Paulo Maluf (PP-SP) foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a sete anos e nove meses de reclusão e perda do mandato por crime de lavagem de dinheiro.

O presidente do Conselho de Ética, deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), designou o deputado Benjamin Maranhão (SD-PB) para relatar o processo por quebra de decoro parlamentar aberto contra o deputado Alberto Fraga (DEM-DF). O deputado é acusado, pelo PSOL, de ter abusado de suas prerrogativas constitucionais ao caluniar a vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro em 14 de março.

Conselho de Ética

O Conselho de Ética da Câmara, que tem 21 membros e respectivos suplentes, é o órgão responsável por instaurar processos disciplinares contra parlamentares que são denunciados por atos incompatíveis com o decoro parlamentar. O colegiado pode recomendar ou não punições, como censura oral, suspensão por seis meses ou até a perda definitiva de mandato. No caso de punições mais severas, o parecer do conselho também deve ser apreciado em plenário, em votação secreta.


Agência Brasil e Correio do Povo


Individualismo e Coletivismo: uma ponte entre libertários e conservadores


Por Rodrigo Constantino

Segue abaixo minha palestra no Fórum da Liberdade em Porto Alegre nesta terça, sobre o individualismo, em que tento buscar um equilíbrio entre a visão libertária mais radical e o conservadorismo mais prudente, preocupado com o entorno e com as virtudes sociais:

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Temos que dar a Lula a designação correta: Bandido de Alta Periculosidade


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A CARGA TRIBUTÁRIA NO BRASIL É ALTA COMPARADA À DE OUTROS PAÍSES?

Foto: Ken Teegardin/Flickr.

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É comum ouvirmos por aí, em conversas informais com a família, com os amigos, em “papos de boteco”, que a carga tributária no Brasil é muito grande, que pagamos impostos demais por serviços de menos, que, em um ano de trabalho, cinco meses são necessários apenas para pagarmos nossos tributos, e por aí vai. Independente da argumentação, a insatisfação com a carga tributária considerada elevada parece estar presente no discurso de muitas vozes da sociedade.

Mas, até que ponto essas informações são verídicas? Como esta questão funciona em outros países? As nações consideradas desenvolvidas possuem mais ou menos tributos que o Brasil? Este texto procurará explicar todas estas questões da maneira mais simples e didática o possível!

1) O QUE SÃO TRIBUTOS?

Primeiramente, precisamos entender o que de fato são os tributos. Tributo é tudo aquilo que o governo arrecada para si para que possa prestar serviços públicos essenciais aos seus cidadãos, como educação, saúde, segurança, entre outros. Esta arrecadação ocorre por meio de alguns tipos de cobranças que o Estado tem o direito de fazer sobre seus cidadãos, como Imposto de Renda, INSS, IPTU, IPVA, Imposto sobre Importação, entre muitos outros. Estas cobranças são subdivididas em três tipos: impostos, taxas e contribuições.

Não vamos aqui estudar detalhadamente estas três vertentes de tributação (que você entender melhor nesta trilha de conteúdos), mas é importante salientar que elas possuem diferenças e que, diferente do que o senso comum costuma pensar, nem todo TRIBUTO é um IMPOSTO (o imposto é apenas uma das formas de tributação, podendo esta também ser uma taxa ou contribuição).

2) QUAIS E QUANTOS SÃO OS TRIBUTOS QUE PAGAMOS NO BRASIL?

Independente do fato de alegarmos que grande ou pequena parte de nossos salários e remunerações vai para o Estado, podemos afirmar com maior propriedade que possuímos hoje no Brasil uma GRANDE VARIEDADE de tributos. São tributos dos mais diversos, desde os conhecidos pela maior parte da população, como o Imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza (IR), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto Territorial Rural (ITR), Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), Imposto sobre a Propriedade predial e Territorial Urbana (IPTU), Imposto sobre a importação de produtos estrangeiros (II), entre outros, até alguns bem menos conhecidos, como Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF), Imposto sobre Transmissões Causa Mortis e Doações de Qualquer Bem ou Direito (ITCMd), Imposto sobre Transmissão inter vivos de Bens e Imóveis e de direitos reais a eles relativos (ITBI), etc.

Mas isso quando falamos apenas de impostos. Ainda nos podem ser cobradas aproximadamente 28 tipos de taxas – como Taxa de Coleta de Lixo, Taxa de Conservação e Limpeza Pública, Taxa de Emissão de Documentos, Taxa de Licenciamento Anual de Veículo –; 37 contribuições – como INSS, PIS, COFINS, CPMF, Contribuição Sindical Patronal, Contribuições de Melhoria (podendo estas serem implementadas pelo município, pelo estado e pela União) – e 4 empréstimos compulsórios – Empréstimo compulsório instituído por ocasião de guerra externa ou de sua iminência; (Constituição Federal, art. 148), Empréstimo compulsório instituído por ocasião de calamidade pública que exija auxílio federal impossível de atender com os recursos orçamentários disponíveis; (CF, art. 148), Empréstimo compulsório instituído por ocasião de conjuntura que exija a absorção temporária de poder aquisitivo. (CTN, art. 15) – este dispositivo não foi recepcionado pela CF, Empréstimo compulsório instituído no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional (CF, art. 148).

Portanto, se fizermos um levantamento aproximado da quantidade de TRIBUTOS existentes em nosso país atualmente, podendo ser cobrados licitamente pelo governo, chegamos a um número em torno de 80. Imagine só decorar tudo isso!

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3) AFINAL, A CARGA TRIBUTÁRIA BRASILEIRA É ALTA MESMO?

Agora que passamos a conhecer alguns dos tributos que nos são cobrados, e com uma noção mais aproximada de quantos eles são no total, é natural que nos apareça a seguinte pergunta: então a carga tributária no Brasil é maior que em outros países? Não é bem assim. Embora a variedade de tributos que nos são cobrados seja grande, individualmente, eles não possuem tanto volume, o que faz com que a carga tributária aqui (a soma de todos esses pequenos tributos, incidindo sobre nossos salários e nosso consumo) não se encontre tão diferente das de outros países.

Para estabelecer um parâmetro, vamos adotar os dados da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), um grupo internacional, formado por 35 países, em sua maioria de IDH elevado, que tem o objetivo de levantar e comparar dados entre as nações para ajudar na promoção do desenvolvimento econômico, social e sustentável das mesmas.

Segundo os dados comparativos, a carga tributária brasileira, ao contrário do que se pensa, está abaixo da média da OCDE. Enquanto a média da organização varia em torno de 34% a 35% sobre o PIB (ou sobre a renda da população), a brasileira oscila em torno de 32% a 33%. Portanto, embora a diferença seja pouca, notamos que, ao compararmos o Brasil com os países desenvolvidos, pagamos tributação menor que eles, em média.

Já em relação à carga tributária da América Latina e Caribe, aí sim possuímos uma proporção muito maior, já que a média da tributação nestes países se aproxima dos 22% de incidência sobre o PIB, 12% a menos que em terras tupiniquins. É importante ressaltar que a nossa média se assemelha com a da Argentina (aproximadamente 32%).

Portanto, podemos concluir que a carga tributária brasileira, em montante percentual arrecadado, não se difere muito dos países de IDH elevado, mas apresenta proporção consideravelmente maior que a dos países latino americanos e caribenhos (em sua maioria, em desenvolvimento).

Estes rankings estão contidos no estudo de receitas tributárias do Ministério da Fazenda de 2013:

a) Ranking de países da OCDE:

CARGA TRIBUTÁRIA OCDE

b) Ranking de países da América Latina:

CARGA TRIBUTÁRIA PAÍSES AMÉRICA LATINA

4) QUAL É A DIFERENÇA ENTRE A CARGA TRIBUTÁRIA BRASILEIRA E A DE PAÍSES DESENVOLVIDOS?

Sabendo-se, então, que o volume de nossa carga tributária se assemelha à de grande parte dos países desenvolvidos, sendo, por vezes, até menor, por que continuamos com a sensação de que pagamos tanto? Esta pergunta deve ser respondida através de muitos fatores, e não só um. Vamos a eles:

Corrupção

Um dos principais motivos de termos a sensação de que o dinheiro com que contribuímos para o governo não está retornando é exatamente o fato de que grande parte dele realmente não está retornando! Nos últimos anos, o Brasil tem passado por uma crise política sem precedentes, exatamente pela descoberta de uma corrupção institucionalizada por parte de nossas autoridades representativas. Cargos políticos dos mais diversos têm sido assumidos não com o propósito da geração do bem-comum, mas sim de interesses individuais para arrecadação ilícita ou privilegiada de dinheiro.

De acordo com o Procurador Federal Paulo Roberto Falcão, o Brasil perde cerca de 200 bilhões de reais anuais com a corrupção, o que corresponde a aproximadamente 3% do PIB nominal. Este montante equivale a 7 vezes o que é gasto anualmente com o Programa Bolsa Família. Outra comparação: são gastos, anualmente pela União, R$ 110,2 bilhões com saúde e R$ 62,5 bilhões com educação. Ou seja, a corrupção toma “de nossos bolsos” um valor mais alto do que a soma dos investimentos em nossas escolas, universidades e hospitais juntos!

Regressividade da tributação

Aqui sim, talvez se encontre a maior diferença entre a tributação brasileira e de países considerados desenvolvidos. Como já foi dito, são tributados aproximadamente 32% do salário dos trabalhadores. Porém, esta é apenas uma média geral. Ou seja, há famílias que pagam mais do que isso e outras que pagam menos do que isso. E quem são os que mais contribuem com impostos, taxas e tributações? Infelizmente, em nosso modelo tributário atual, os pobres acabam tendo de contribuir com uma porcentagem muito maior de seu salário do que os ricos. Isso acontece porque aqui os tributos incidem majoritariamente sobre o consumo, e não sobre a renda. Ou seja, o governo coloca tributos fixos sobre os produtos e serviços e, consumindo-os, você acaba transferindo parte de seu dinheiro para o Estado.

Desta forma, comprando um celular, por exemplo, o consumidor paga pelo seu preço de custo + impostos + a margem de lucro que o empresário decidir atribuir. Já nos países desenvolvidos, a tributação incide principalmente sobre a renda dos trabalhadores. Portanto, o preço dos produtos precisa cobrir apenas seu preço de custo e a margem de lucro. Assim, basicamente, o indivíduo, ao receber o seu salário, já tem cortados certa porcentagem, cabendo a ele usar como quiser a porcentagem restante, uma vez que os produtos possuem carga tributária muito menor do que aqui. Mas por que nosso tipo de imposto é chamado de regressivo?

Tributação regressiva é aquela que, quanto mais pobre você é, maior é a porcentagem de tributação, em relação à sua renda, com que você deve contribuir. Impostos fixos sobre bens e serviços são indubitavelmente regressivos, observe o exemplo: João recebe 1 mil reais por mês, e Maria recebe 10 mil; ambos têm a necessidade de comprar arroz, feijão e carne. Considerando-se que eles irão ao mesmo supermercado e comprarão a mesma quantidade destes produtos, no montante final o preço ficou em 60 reais, sendo destes 25 reais de tributos e 35 reais de preço de custo + lucro. Sendo assim, João acaba pagando em tributos 2,5% de seu salário, já Maria pagará apenas 0,25%. Desta forma, Maria, que ganha 10x mais que João, contribui com a mesma quantia em impostos absolutos que ele, porém, para ela, este valor é insignificante, enquanto para ele, faz uma grande diferença.

Imagine agora este mesmo exemplo na realização de uma compra do mês, na compra de eletrodomésticos ou na compra de um automóvel. No fim do mês, esta proporção acaba ficando desequilibrada, pois João gasta muito mais do que 32% de seu salário com tributos, e Maria, muito menos.

Já nos países desenvolvidos, o imposto é tributado sobre a renda e de maneira progressiva (quem é mais rico contribui com mais, e quem é mais pobre contribui com menos). Ou seja, se João e Maria se mudam para algum destes países, seriam cobrados, suponhamos, 25% de tributos diretamente do salário de João, por este necessitar de grande parte de sua renda para comprar insumos básicos, como comida, papel higiênico, água, aluguel, entre outros. Já sobre o salário de Maria, a tributação seria de 35%, pois considera-se que seu salário é suficiente não só para que ela adquira insumos básicos, como os de João, mas também lhe sobrem reservas para formar poupança e investir. Sendo assim, ela tem condições de contribuir com uma porcentagem maior que João.

Vamos supor, ainda, que neste país também viva Joana, uma empresária bem sucedida que lucra 100 mil reais ao mês. Dela seriam tributados, então, 45% de sua renda, partindo-se dos mesmos pressupostos já explicados acima. Sendo assim, a média de tributos deste país é de 35%, porém, Joana contribui com uma porcentagem muito maior que a de João, pois considera-se que ela tem plena condições de fazê-lo e que, ainda assim, lhe sobrará grande parte da renda para aplicar em locais onde João, com seu salário, nunca conseguirá.

Distribuição de recursos desigual aos entes federativos

Por fim, mas não menos importante, um outro fator de nossa carga tributária, que nos dá a impressão de pagarmos muitos tributos por poucos serviços é o fato de que o montante total arrecadado pelo Estado fica, em grande maioria, nas mãos do Governo Federal e não é repassado para os locais onde as políticas públicas efetivamente acontecem – no caso, os municípios.

O Brasil adota a forma federalista de Estado, o que quer dizer que grande parte das obrigações é descentralizada para estados e municípios. É importante ressaltar também que o nosso federalismo, em especial, é o que mais dá autonomia aos municípios no mundo todo. Sendo assim, muitas das atribuições governamentais devem ser aplicadas por nossos prefeitos e vereadores (como educação básica, transporte, assistência social, estrutura física das cidades, saúde, entre outros).

Porém, a Constituição de 1988, embora tenha dado grande autonomia legal aos municípios, não estabeleceu diretrizes para que estes pudessem ter também autonomia econômica. Para comprovar isso, podemos utilizar novamente a Tabela de Estudos Tributários de 2015 da Receita Federal e perceber que, até 2014, 68,47% de toda a arrecadação tributária do país era feita pela União, enquanto 25,35% cabia aos estados, e apenas 6,19% aos municípios:

PARTICIPAÇÃO DOS ENTES FEDERATIVOS NA TRIBUTAÇÃO

Cabe ressaltar, é claro, que após a arrecadação total, a União repassa recursos para os demais entes federativos para que esta distribuição orçamentária fique menos desigual. Porém, mesmo assim, notamos grande poder do governo federal em relação a estados e municípios, que, mesmo com os repasses feitos, detêm uma média de 58% do montante, enquanto os estaduais ficam com 24% e os municipais, 18%.

Sendo assim, os entes federativos que possuem maior proximidade e mais deveres para com a população acabam ficando financeiramente limitados ao planejar a construção de políticas públicas estratégias para a localidade. Em consequência disso, a maior parte dos tributos acaba se concentrando nas mãos do governo federal, que não tem conhecimento pleno da situação de todos os mais de 5.570 municípios e investe grande parte de seu capital sem saber das pequenas demandas locais, como a melhoria nas pequenas escolas de bairros, a correta pavimentação de ruas, a compra de equipamentos de qualidade para o hospital da comunidade, a construção de abrigos para pessoas em situação de rua, entre outros.

5) CONCLUSÃO

Notamos então que, talvez, a grande discussão que devemos fazer não seja tão pautada no valor que pagamos em tributos, uma vez que boa parte dos países considerados desenvolvidos têm arrecadado quase a mesma média que nós com relação ao salário de seus trabalhadores, mas sim de que maneira temos coletado e distribuído à população este montante. Sem contar, é claro, com o problema enraizado da corrupção, que faz com que bilhões de reais sejam anualmente destinados ao bolso de políticos, empresários e funcionários públicos dos mais diversos, em vez de escolas, hospitais, batalhões, abrigos, habitações, etc.

Confira também nosso vídeo sobre o assunto:

E você, o que pensa da nossa carga tributária? Deixe sua opinião abaixo!

Referências

Receita Federal: Carga Tributária no Brasil 2014

Publicado em 27 de junho de 2017.

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A Federação Nacional dos Estudantes dos Cursos do Campo de Públicas (FENEAP), fundada em julho de 2007, é a entidade máxima de representação em âmbito nacional dos estudantes de nível superior do Campo de Públicas, o qual abrange os cursos de Administração Pública, Ciências do Estado, Gestão Pública, Gestão de Políticas Públicas, Gestão Social e Políticas Públicas. A FENEAP se articula com entidades de representação acadêmica: os centros acadêmicos e diretórios acadêmicos. Essas agremiações dirigem-se aos estudantes do curso ou centro de estudos em nível superior com a finalidade de troca de informações e fortalecimento dos projetos da federação, que são voltados ao interesse acadêmico, científico e ao debate público.

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Diego Mutti Ferreira Cremasco

Graduando do curso de Administração Pública da Universidade Federal de Lavras (UFLA) – Presidente do Centro Acadêmico de Administração Pública (CenAAP) – Diretor de Expansão da Federação Nacional dos Estudantes dos Cursos do Campo de Públicas (FENEAP). Eterno amante da política, principalmente na área de Desenvolvimento Econômico e Segurança Pública.


Politize

Marina defende fim do foro privilegiado em passagem por Porto Alegre

Candidata à Presidência afirmou que "se Lula cometeu crimes", deve pagar

Candidata à Presidência afirmou que

Candidata à Presidência afirmou que "se Lula cometeu crimes", deve pagar | Foto: Mauro Schaefer

A candidata à Presidência da República, Marina Silva, afirmou nesta terça-feira em Porto Alegre que é favorável ao fim do foro privilegiado e que, se o ex-presidente Lula cometeu crimes, deve pagar. "A lei é para todos, ainda que se tenha uma situação que ninguém deve comemorar, não se pode ter dois pesos e duas medidas. Agora, nós temos que acabar com o foro privilegiado, porque isto cria dois pesos e duas medidas", ressaltou. Segundo ela, celebrar ou tripudiar dos que estão pagando por seus erros é "uma postura atrasada".

"Os que estão pagando por seus erros, estão cumprindo a lei. Temos que nos preocupar com aqueles que estão impunes e dentro dos cargos públicos, são 200 dentro do Congresso, entre deputados e senadores, investigados na Lava Jato. Tem muita gente que não vai concorrer a uma eleição, e sim a um salvo conduto, um habeas corpus", enfatizou. Marina disse que, se não for eleita, continua livre. "Tem gente aí que está disputando porque precisa do foro privilegiado", frisou.

Entre as propostas da candidatura de Marina, está a reforma política. “O governo Federal é para convencer as pessoas, não é para comprar. Não vou comprar jamais o voto de ninguém. Quando saí do governo, eu disse: perco o pescoço, mas não perco o juízo. Se você está na presidência da República, você não pode, deixar, sequer, que uma coisa dessas seja insinuada. Por exemplo, eu quero votar o salário mínimo desse jeito, mas o deputado tal só vota se eu pagar”, exemplificou.

Sobre o caso da ex-presidente Dilma Rousseff, ela afirmou que "há um grave problema". "Se ela disse que não sabia, é incompetente. E, se sabia e não fez nada, foi conivente, então não tem desculpa para o que aconteceu", opinou. Conforme Marina Silva, é preciso caminhar para frente. "A sociedade está decepcionada, mas não pode desistir. O povo brasileiro tem a capacidade de não desistir nunca, porque é para frente que se anda", ressaltou.


Correio do Povo

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Veja o que as redes sociais e motores de busca fazem com os dados dos usuários

Foto: Eric Baradat / AFP / CP

O escândalo do Facebook despertou a preocupação e dúvidas dos internautas sobre o uso de seus dados recolhidos pelas redes sociais e os motores de busca. Este é um resumo de como funcionam, em um momento em que o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, dá seu testemunho no Congresso dos Estados Unidos.

As redes sociais

Dados que recolhem: Tudo o que um usuário escreve, em sua página de Facebook ou nas de seus “amigos”, todas as fotos ou vídeos que publica, todas as suas “curtidas” na rede, tudo que compartilha, tudo que consulta, a identidade dos usuários com que interage, ou sua geolocalização. A mesma coisa acontece com o Instagram e o WhatsApp, subsidiárias do Facebook, Snapchat ou Twitter, embora o leque seja menor nestas últimas plataformas. Se o usuário autorizar, o Facebook também pode buscar informações nos sites que consulta enquanto está conectado à rede social.

Dados que vendem: O Facebook assegura que não vende a seus clientes anunciantes os dados pessoais identificáveis ou os dados agregados. O que vende é a possibilidade de que um anunciante chegue, entre os usuários do Facebook, ao seu público-alvo, multiplicando assim a eficácia de uma campanha. “O Facebook não está no negócio da venda de dados, está no de venda de pixeis”, resume Ryan Matzner, cofundador do Fueled, uma empresa que cria aplicativos para clientes. O Twitter, por sua vez, vende tuítes, ou o acesso a um motor de busca interna para ver todas as mensagens publicadas em um período dado.

O que compartilham: A imensa maioria das redes sociais abre suas portas a companhias externas que criam aplicativos que se alimentam em parte ou totalmente da exploração dos dados de usuários dessas redes. No caso do Facebook, a parte pública, ou seja, toda a página para alguns, apenas o nome, sobrenome e a foto do perfil para outros, não necessita autorização do usuário, explica Ryan Matzner.

Já a utilização do resto requer o consentimento do interessado, afirma. Apenas os dados bancários ou de pagamento que o Facebook possui estão fora do limite. No entanto, aponta Matzner, “muitas coisas que eram possíveis há cinco, seis ou sete anos já não são porque o Facebook era mais aberto nessa época”. Mas quando os dados são recolhidos por estes aplicativos, escapam ao Facebook ou a outras redes sociais.

“É como aplicar uma regra sobre a qual o Facebook não tem jurisdição ou interesse. E não há ferramentas (para recuperá-las), embora alguém prometa isso”, explica Chirag Shah, professor da Universidade de Rutgers e especialista em dados nas redes sociais. “Quando alguém acessa esses dados, o Facebook não tem como saber o que fará com eles”, afirma Matzner. “Só podem acreditar em sua palavra. É como enviar um e-mail e se perguntar o que o destinatário fará com ele. Você não sabe”.

Os motores de busca

O que recolhem: Todos os dados que dizem respeito às buscas, à geolocalização ou outros dados consultados. Como Google, Yahoo! (grupo Oath) e Bing (Microsoft), os principais motores de busca estão integrados nos gigantes da internet que propõem vários outros serviços aos internautas. Através deles, os grupos recolhem dados adicionais, que cruzados com os coletados pelos motores de busca traçam um perfil ainda mais preciso do internauta. “Você não precisa dizer ao Google sua idade ou seu sexo”, explica Chirag Shah. “Eles podem determinar isso graças a muitos outros fatores”.

O que vendem: Assim como as redes sociais, seus rendimentos provêm, em grande parte, da publicidade. Não vendem dados, mas sim o acesso a um consumidor de características muito precisas, fruto do cruzamento de dados do motor de busca – e também, no caso do Google, de todas as buscas e conteúdos vistos no YouTube, sua subsidiária. Inclusive o Google há algum tempo explora o conteúdo das mensagens eletrônicas dos internautas que têm uma conta Gmail, mas em junho passado anunciou que não fará mais isso.

O que compartilham: Abrem as portas a desenvolvedores e aplicativos, como as redes sociais. – Há limites? -Nos Estados Unidos não existe quase nenhuma lei que proteja a utilização de dados provenientes das redes sociais ou motores de busca. Mas a autoridade reguladora, a Federal Trade Commission (FTC), as monitora e sancionou o Facebook a partir de 2011 por sua gestão de dados pessoais. Também concluiu um acordo com o Google em 2013 por práticas que atentavam contra a concorrência.

No Canadá e Europa, há limites para o uso de dados, sobretudo no que diz respeito a informações ligadas à saúde, explica Ryan Berger, da filial canadense do escritório Norton Rose Fulbright. Ressalta, no entanto, que a jurisprudência sobre estes assuntos é quase inexistente. Na Europa, o Facebook foi sancionado em 2017 com uma multa de 135 milhões de dólares pela Comissão Europeia por compartilhar dados pessoais com o WhatsApp.

Na França, a Comissão Nacional de Informática e Liberdades (CNIL) aplicou em maio de 2017 uma multa de 185.000 dólares ao Facebook por “faltas” em sua gestão de dados dos usuários. O novo regulamento geral sobre a proteção de dados (RGPD), um texto europeu que entrará em vigor em 25 de maio, definirá normas mais claras para a coleta de dados.

Fonte: AFP


Jornal com Tecnologia do Correio do Povo

A carga tributária brasileira, por Lúcio Machado Borges*

Resultado de imagem para a carga tributária brasileira

A carga tributária brasileira corresponde a 40% do PIB. Isso impede o crescimento da nação e esses tributos ficam na mão da União e não é repartido com os estados e municípios. Isso acaba favorecendo e facilitando a corrupção no país.

Na década de 90, já havia o alerta que em poucos anos não haveria recursos para pagar o salário dos funcionários públicos, já que o PIB naquela época já estava caindo, mas mesmo assim, a máquina estatal estava sendo inchada e esse problema se agravou ainda mais nas gestões petistas no Rio Grande do Sul, com Olívio Dutra e Tarso Genro e na União, com Lula e Dilma.

É preciso com a máxima urgência fazermos a reforma da Previdência, que já deveria ter sido feita há muito mais tempo. Se a reforma não for feita, logo começaremos a parcelar ou até mesmo atrasar o pagamento de aposentadorias, assim como já ocorre hoje com o salário do funcionalismo público no Rio Grande do Sul.

*Editor do site RS Notícias

Facebook recompensará denúncias de uso de dados de usuários

Foto: Norberto Duarte / AFP / CP

O Facebook anunciou nesta terça-feira que oferecerá uma recompensa a quem denunciar o mal uso de informação privada de seus usuários, como parte dos esforços para melhorar a proteção de dados.

A empresa “premiará pessoas com conhecimento direto e provas de casos em que houve uso da plataforma do Facebook para coleta e transferência de dados dos usuários para terceiros para sua venda, roubo, fraudes ou influência política”, apontou o chefe de segurança de produtos da companhia, Collin Greene.

O funcionário indicou que o program foi inspirado nas recompensas oferecidas a usuários do Facebook e outras redes sociais para detectar falhas de segurança.

O valor do prêmio será “baseado no impacto de cada denúncia”, explicou Greene, com um mínimo de 500 dólares para casos verificados que afetem 10 mil pessoas ou mais.

“Ainda não há valor máximo. Denúncias sobre falhas de segurança receberam até 40 mil dólares”, apontou.

Este anúncio coincide com a audiência do fundador e diretor executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, ante o Senado americano, em meio ao escândalo sobre o uso não autorizado de dados de usuários durante a campanha eleitoral nos Estados Unidos em 2016.

“Vamos analisar cada denúncia legítima e responderemos prontamente quando identificarmos uma ameaça credível à informação pessoal” dos usuários, apontou Greene.

Caso a denúncia seja comprovada, Facebook “vai interromper o comportamento malicioso e tomará medidas legais contra a companhia que vender ou comprar a informação”, assegurou.

Fonte: AFP


Jornal com Tecnologia do Correio do Povo

STF julga nesta quarta-feira (11) processos relacionados a Palocci e Maluf

STF julga nesta quarta-feira (11) processos relacionados a Palocci e Maluf

Plenário vai julgar pedidos de habeas corpus do ex-ministro e do deputado, que cumpre pena em regime domiciliar: https://goo.gl/ovpJxX

Zuckerberg assume erro e pede desculpa por vazamento de dados

Foto: Jim Watson / AFP / CP

O presidente fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, se desculpou perante legisladores americanos nesta terça-feira. Ele participou de uma audiência do Congresso sobre a captura de dados pessoais de milhões de usuários da rede social. Segundo seu testemunho por escrito, Zuckerberg repetiu uma declaração que havia feito anteriormente, afirmando que o mau uso de dados “foi meu erro e sinto muito” por isso. “Levará tempo para trabalhar em todas as mudanças que precisam ser feitas, mas estou comprometido em fazer o certo”, disse durante a audiência no Senado americano.

O bilionário empresário de 33 anos participa de uma sessão conjunta de duas comissões do Senado. O mais grave capítulo do escândalo foi a revelação de que estes dados foram usados de forma não autorizada pela consultoria Cambridge Analytica para definir a retórica de Donald Trump em sua vitoriosa campanha à Casa Branca em 2016. Na abertura da audiência, o senador Chuck Grassley afirmou que este escândalo mostrou que os usuários de redes sociais “não entenderam por completo a quantidade de seus dados que são coletados, protegidos, transferidos, usados e abusados”.

Em sua primeira declaração perante os legisladores, Zuckerberg disse que “está claro agora” que a empresa não fez “o suficiente” para evitar que as ferramentas ligadas ao Facebook sejam usadas para objetivos nocivos. “Isto se aplica à divulgação de notícias falsas, à interferência estrangeira em eleições e ao uso do discurso de ódio”, destacou.

No entanto, os legisladores querem saber o motivo do Facebook ter demorado tanto em adotar medidas para controlar o uso indevido de dados de seus usuários, visto que as primeiras denúncias sobre estes problemas eram conhecidas há anos. Zuckerberg disse que o Facebook desenvolveu ferramentas baseadas em inteligência artificial para interceptar expressões de ódio ou “propaganda de terrorismo”, mas que ainda assim a empresa tem quase 20.000 pessoas trabalhando exclusivamente nisto.

CEO do Facebook vira centro das atenções

Descrito como “tímido e introvertido” pela número dois da rede social, Sheryl Sandberg, desde que teve início o escândalo da Cambridge Analytica (CA), Zuckerberg precisou se colocar na linha de frente para defender a integridade da empresa que criou quando tinha apenas 19 anos em seu quarto de estudante em Harvard. Ele terá que explicar como os dados de pelo menos 87 milhões de usuários do Facebook foram parar na empresa britânica, que trabalhou para a campanha eleitoral de Donald Trump em 2016.

Nos primeiros dias de divulgação do caso, em meados de março, ele optou pelo silêncio, mas logo se viu forçado a pedir desculpas a 2 bilhões de usuários da rede social. Desculpas que pediu publicamente nesta terça-feira (10) a legisladores americanos, perante os quais se apresentou de terno e gravata, abandonando os habituais jeans e camiseta. Não é seu primeiro arrependimento.

O bilionário ruivo e com cara de menino admitiu outros erros nos últimos meses, após as polêmicas que sacudiram sua empresa, acusada de difundir desinformação e “notícias falsas”, ameaçar a democracia, criar uma dependência alienante, etc. À força de polêmicas, promessas e desculpas, hoje “parece um homem que não sabe aonde vai”, diz Bob Enderle, analista do setor. Artífice do sucesso do Facebook, negando-se a ceder um pouco do poder, Zuckerberg encarna sua companhia e, por fim, é quem aguenta as pancadas, como recentemente mostrou a capa da revista Wired, que apresentou o jovem coberto de hematomas, como se tivesse levado uma surra.

“Eu criei o Facebook e, afinal, sou responsável pelo que acontece”, admitiu em março. Zuckerberg, que continua vestindo roupa informal, apesar de uma fortuna estimada pela revista Forbes em 64 bilhões de dólares, “não se ocupou dos problemas de fundo”, afirma a Wired. Acusado de reagir tarde demais e pensar que pode concertar tudo sem ajuda externa, agora renova, para seu pesar, a imagem de empresário inexperiente e um tanto arrogante que foi capaz de romper nos meses, a ponto de ver a imprensa atribuindo-lhe intenções presidenciais. “Sua inexperiência aparece uma vez mais”, sentencia Enderle, avaliando que deveria ter sido ajudado a gerenciar melhor a crise. “Não é o herói que muitas pessoas veem, sua reputação e imagem estão fortemente afetadas”, diz, acrescentando que “se o Facebook fosse uma empresa tradicional (…) ele já teria ido embora”.

“Ingênuo” e apressado

“Acho que é sincero e está motivado pelo desejo de se aproximar (das pessoas), mas provavelmente cada vez mais frustrado pelas consequências inesperadas de sua ambição ingênua e da pressa com que se conduz. Penso que chegou a um ponto em que a melhor forma de gerenciar sua ambição é partir”, escreveu o autor e jornalista Devin Coldewey à revista TechCrunch. Para muitos, o Facebook de alguma forma esquivou seu criador, que começou muito jovem o que não era mais que um álbum de fotos universitário antes de encontrar a fórmula mágica que o tornaria bilionário: os dados pessoais dos usuários. Conseguiu torná-lo um modelo econômico de eficiência formidável, que atrai em massa os anunciantes, ávidos por chegar melhor aos usuários.

Mas o modelo é frágil porque se baseia na confiança. Desde o começo de todo o caso CA, o Facebook perdeu muito no mercado de ações, ilustrando a agitação dos investidores. Nascido em 14 de maio de 1984 no subúrbio de Nova York, filho de pai dentista e mãe psiquiatra, que o introduziram na programação de computadores aos 11 anos, Zuckerberg foi aluno da prestigiosa Universidade de Harvard. Seus primeiros anos como empresário foram agitados. O presidente-executivo foi acusado por ex-colegas universitários de ter roubado deles a ideia do Facebook, um episódio contado no filme “A Rede Social”, de 2010, dirigido por David Fincher. Eleito “Homem do ano” pela revista Time em 2010, é casado com Priscilla Chan, com quem tem duas filhas.

Fonte: AFP


Jornal com Tecnologia do Correio do Povo

Roma faz história, goleia o Barcelona e avança para semifinal da Liga dos Campeões

Time italiano conseguiu virada improvável diante do Barça

Roma surpreendeu e eliminou o Barça da Liga dos Campeões | Foto: Lluis Gene / AFP / CP

Roma surpreendeu e eliminou o Barça da Liga dos Campeões | Foto: Lluis Gene / AFP / CP

A Roma fez história nesta terça-feira. Após perder por 4 a 1 para o Barcelona no jogo da ida das quartas de final da Liga dos Campeões, o time italiano teve uma atuação impecável, goleou por 3 a 0 no Olímpico de Roma e avançou para a semifinal da Liga dos Campeões. Dzeko, De Rossi e Manolas foram os responsáveis pelos gols da maior zebra desta edição da competição.

Assim como havia feito no primeiro tempo na Espanha, a Roma apostou em uma forte marcação para conter o ataque do Barcelona e teve muita rapidez no ataque. Assim, Dzeko apareceu livre na área aos 6 minutos para receber passe do capitão de Rossi e abriu o placar. Com o gol, Dzeko chegou a seis e se tornou o maior artilheiro da Roma em uma única edição de Liga dos Campões deixando para trás Roberto Pruzzo, que integrou o time de Paulo Roberto Falcão em 1984 - a única vez que o clube havia chegado até então à semifinal do maior torneio europeu.

O Barça tentou o empate, mas teve um Lionel Messi em dia apagado. O argentino, considerado por muitos como o melhor jogador do mundo, criou pouco e ainda desperdiçou duas faltas que teve na entrada da área. Em ambas cobranças tentou pelo alto, mas exagerou e mandou por cima do gol do brasileiro Alisson.

No começo do segundo tempo, a dupla Dzeko e De Rossi voltou a aparecer. O bósnio sofreu pênalti de Piqué, que o italiano bateu com categoria para ampliar, 2 a 0.

Com a vantagem de ter marcado um gol como visitante, bastava para a Roma conseguir a vaga. E contou com um apoio impressionante do estádio Olímpico. Diferente do que se costuma ver nas arenas europeias, os italianos apoiaram em um clima semelhante ao que se vê nas torcidas sul-americanas.

Com tanta pressão e bom futebol, a Roma chegou ao terceiro gol. Em escanteio, Manolas sem antecipou à zaga espanhola e cabeceou sem chances para Ter Stegen: 3 a 0 a 11 minutos do término do tempo regulamentar.

Precisando fazer um gol para evitar a eliminação, o Barcelona foi com tudo ao ataque. Messi tentou assumir a responsabilidade, mas era tarde. A Roma se postou bem defensivamente e Alisson quase não trabalhou. Apito final e delírio dos cerca de 80 mil romanistas no estádio Olímpico. A Roma segue em busca do inédito título europeu enquanto o Barça, líder do Espanhol, encerra precocemente e de forma inesperada a sua participação na Liga dos Campeões.




Correio do Povo