Macron pede responsabilidade para evitar aumento da tensão na Coreia do Norte

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Da Agência EFE

O presidente da França, Emmanuel Macron, fez neste sábado (12) um apelo à responsabilidade "de todos" para se evitar uma escalada da tensão na Coreia do Norte, que, em sua opinião, constitui uma ameaça.

"A comunidade internacional deve agir de forma coordenada, firme e eficaz, como acaba de fazer o Conselho de Segurança [das Nações Unidas], para que a Coreia do Norte retome incondicionalmente a via do diálogo ", disse Macron, em um comunicado.

Segundo a nota, Macron "garante aos aliados e parceiros da França na região a sua solidariedade perante a situação atual, e insta, além disso, a responsabilidade de todos para impedir uma escalada das tensões ".

O presidente francês manifestou ainda sua preocupação perante o agravamento da ameaça balística e nuclear procedente da Coreia do Norte, que, em seu julgamento, prejudica "a preservação da paz e da segurança internacional".

A presidência francesa considerou no seu comunicado que isto "delineia uma ameaça séria sobre a segurança" dos países vizinhos e sobre "a perenidade do regime internacional de não-proliferação nuclear".

Com os demais membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a França salientou que pede à Coreia do Norte que "cumpra sem demora as suas obrigações internacionais e proceda o desmantelamento completo, verificável e irreversível dos seus programas nucleares e balísticos".

O seu comunicado não citou de forma direta os Estados Unidos, cujo presidente, Donald Trump, advertiu nesta sexta-feira (11) que suas forças armadas estão prontas "para o combate" com Pyongyang, com o que prosseguiu a hostilidade retórica mantida entre ambos países nos últimos dias.


Agência Brasil

Após declaração de Trump sobre Venezuela, MRE diz que uso da força é inaceitável


Depois de o presidente americano Donald Trump afirmar que não descarta uma “opção militar” na Venezuela, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro divulgou nota para reafirmar que a posição do Mercosul é de “repúdio à violência e qualquer opção que envolva o uso da força” no país vizinho.

Na nota, o Itamaraty lembra que o Mercosul já decidiu, no último dia 5, manter a Venezuela suspensa do bloco em razão da ruptura democrática no país vizinho e que “desde então, aumentaram a repressão, as detenções arbitrárias e o cerceamento das liberdades individuais”.

O ministério pontua que os países do Mercosul consideram que os únicos instrumentos viáveis para a promoção da democracia na Venezuela são o diálogo e a diplomacia.

“Os países do Mercosul continuarão a insistir, de forma individual e coletiva, para que a Venezuela cumpra com os compromissos que assumiu, de forma livre e soberana, com a democracia como única forma de governo aceitável na região. O governo venezuelano não pode aspirar ao convívio normal com seus vizinhos na região enquanto não for restaurada a democracia no país”, afirma ainda a nota do Itamaraty.

Nesta sexta-feira (11), o governo peruano também anunciou a expulsão do embaixador da Venezuela em Lima. A decisão foi tomada após uma nota de protesto ser emitida pelo governo de Caracas em razão da Declaração de Lima – documento assinado pelos chanceleres de 17 países da América Latina considerando que não existe democracia na Venezuela.


Agência Brasil


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Teste rápido para dengue e chikungunya passa a ser oferecido pelo SUS

O teste rápido para detecção de dengue e chikungunya passou a integrar os procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (10). Transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, as doenças podem ser confundidas por terem sintomas semelhantes, como febre alta, dor de cabeça e dores musculares.
Os Estados e municípios vão receber dois milhões de testes rápidos para detectar dengue e um milhão para detecção de chikungunya. Pessoas de qualquer idade que apresentem os sintomas e tenham o cartão SUS poderão realizar o teste que, além de permitir o diagnóstico precoce, vai oferecer mais precisão aos dados epidemiológicos sobre a circulação dos vírus no País.
Para o vírus da zika, o teste rápido já está disponível no SUS e é voltado para gestantes e crianças de até um ano de idade. O procedimento verifica se o paciente está com o vírus em atividade ou se ele já foi infectado em algum momento da vida. O resultado sai em 20 minutos.

Casos

Entre 1º de janeiro e 24 de junho deste ano, foram registrados 192.123 casos prováveis de dengue e 57 óbitos foram confirmados no País, segundo o Ministério da Saúde.
De chikunkunya, foram 131.749 casos prováveis, dos quais 66.576 foram confirmados, e 51 óbitos foram confirmados por exames laboratoriais. Outros 34 ainda estão em investigação. Em todo o ano passado, foram registrados 1.483.623 casos prováveis de dengue e 230.410 de chikungunya.


Estadão Conteúdo e UOL Notícias

Piratini classifica como "afronta" atividades do Cpers críticas ao governo Sartori em horário de aula

Sindicato marcou três datas em que as aulas irão terminar mais cedo para a realização de atos contra o Estado

Por: Mateus Ferraz


Dois dias após o anúncio do Cpers-Sindicato de que usará horários de aulas para a promoção de debates críticos ao governo gaúcho, o Piratini divulgou nota, nesta sexta-feira (11), comentando o fato. No texto, o valor pedagógico dos atos, classificados como totalitários e absurdos, é contestado. Na visão do Executivo, o ambiente escolar será utilizado como "palco político".

Leia mais:
Cpers afirma que utilizará aulas para a realização de debates críticos ao governo
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A polêmica começou depois que a entidade marcou três datas em agosto para a realização de "aulas cidadãs". Nesses dias, haverá aula normal até o recreio e, na sequência, debates políticos com os alunos. Entre os temas abordados estão o parcelamento de salários, falta de funcionários, prioridades de investimento e projetos que retiram benefícios do funcionalismo.

"Por lei, as escolas não podem abrigar atos políticos, e o Cpers sabe disso. E o mais grave, tentam impingir suas `verdades¿ em jovens mentes em formação", diz trecho da nota do governo do Estado.

Análise pedagógica
O Executivo gaúcho não se posicionou sobre a intenção do sindicato de considerar os debates como período de aula. A análise pedagógica está sendo feita por setores técnicos da Secretaria Estadual da Educação. Após a conclusão, as Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) receberão orientações.

Contraponto
A vice-presidente do Cpers, Solange Carvalho, disse que a entidade manterá a convocação e que o debate se concentra em questões cidadãs e não partidarizadas. Entre outros assuntos, as aulas públicas discutirão o governo Sartori, a crise econômica e a reforma do Ensino Médio.

— O aluno tem direito a fazer uma discussão, uma discussão ampla, questões de cidadania. O secretário da Educação quer que os alunos sejam completamente alienados e não debatam a realidade. Avalio que as escolas fazem parte de um espaço da democracia, um espaço político. Devemos ter liberdade para fazer o debate. Isso não significa partidarização — disse a professora.

A vice-presidente do Cpers fez críticas ao atual titular da pasta da Educação, Ronald Krummenauer:

— O secretário é muito intransigente. Ele trata a educação como uma questão empresarial. Fomos uma vez lá (na Seduc) e ele foi básico, não conversou muito. Há um modelo empresarial, mas a educação é feita dentro das escolas.

Debates que serão realizados com os alunos:
- 17/08: Crise do Estado. Crise para quem?
- 23/08: Onde está sendo investido o dinheiro dos impostos?
- 28/08: Projetos do governo que atacam os servidores e os serviços públicos.

Leia a íntegra da nota enviada pelo Piratini:

"NOTA DO GOVERNO DO RS

Aulas de Cidadania?

O CPERS/Sindicato está convocando educadores e comunidade escolar a aderirem ao que consideram "aulas cidadãs" com o objetivo de propagar a linha ideológica seguida pelo Sindicato aos alunos. O material informativo distribuído pelo sindicato conclama as escolas públicas estaduais para promover esses atos totalitários e absurdos.

Este ato representa uma afronta às Diretrizes Curriculares nas esferas nacional e estadual de Educação. Nesse sentido, a iniciativa dos educadores que aderirem, além de demonstrar total desrespeito à nobre profissão, colocarão interesses sindicais à frente do conhecimento, da pedagogia e da didática. A iniciativa também é uma ação totalmente ilegal que desrespeita a comunidade escolar, em especial os alunos, ao tentar transferir para a escola um confronto corporativista.

Por lei, as escolas não podem abrigar atos políticos, e o CPERS sabe disso. E o mais grave, tentam impingir suas 'verdades' em jovens mentes em formação.
Pautas como "Projetos de Governo que atacam servidores e serviços públicos", "Barulhaço de Alerta", entre outros, não se configuram como projetos pedagógicos.

A discussão aqui não é fazer apologia positiva ou negativa a qualquer governo que seja. Os projetos pedagógicos, na perspectiva do Estado, são acompanhados pela Secretaria de Educação e Coordenadorias Regionais de Educação. Além disso, esta proposta unilateral por parte do Sindicato é uma distorção de competências.

O Governo do Estado não vai permitir que o espaço público, destinado ao aprendizado, seja usado como palco político. Isso é uma afronta que não será tolerada."


Zero Hora

Alckmin ensaia discurso anti-Doria contra a radicalização no PSDB

Alberto Bombig

São Paulo

Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão ConteúdoAlckmin e Doria são apontados como os principais nomes do PSDB para 2018

  • Alckmin e Doria são apontados como os principais nomes do PSDB para 2018

Se o prefeito de São Paulo, João Doria, quer ser visto como o anti-Lula, o governador do Estado, Geraldo Alckmin, parece querer se cacifar como o anti-Doria dentro do PSDB, pelo menos no que diz respeito à retórica política.

Na contramão do discurso repisado pelo prefeito, Alckmin afirmou, em entrevista à "Rádio Gaúcha", que buscará uma conciliação política no país. O aceno de Alckmin é, sobretudo, para a parcela do eleitorado cansada da polarização, o chamado "Fla x Flu ideológico", e para setores do empresariado cansados dos sobressaltos provocados pela política nos últimos anos.

Um importante banqueiro afirmou ao jornal "O Estado de S. Paulo" que nomes fortes do setor financeiro e do empresariado avaliam apoiar no ano que vem um candidato com larga experiência administrativa na esfera pública. Alckmin está no quarto mandato como governador, enquanto Doria completou seu sétimo mês à frente da capital paulista.

Apesar de ter dito na segunda-feira passada, em Salvador, que também trabalhará pela união nacional, Doria tem se cacifado eleitoralmente como um contraponto intransigente ao PT e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por mais de uma vez, ele já se recusou a debater com petistas e valeu-se de expressões como "vai procurar sua turma lá em Curitiba (sede da Lava Jato)" para se referir a eles.

Na entrevista, Alckmin foi questionado sobre o ovo atirado por manifestantes em Salvador contra Doria. O governador defendeu o prefeito, mas aproveitou para marcar posição: "Agredir pessoas é próprio de quem não tem argumento e parte para a violência. Esse não é o bom caminho. Aliás, eu vou trabalhar muito para unir o Brasil, porque uma casa dividida nem sempre dá bons resultados. Ao menos nas questões essenciais, vou procurar unir mais, buscar uma convergência".

Para analistas, a estratégia de Doria de polarização com Lula e o PT tem inspiração na campanha de Donald Trump nos EUA e seria suficiente para levar o tucano ao segundo turno, mas enfrentará resistência no empresariado e no segundo turno.

Para o governador, o PSDB precisa definir quem será o candidato a presidente da República ainda este ano. "Não precisa ser agora, mas também não pode ser improvisado de última hora. O Brasil é um país continental, precisa ter boas propostas, ouvir, debater. O prazo tem de ser dezembro", afirmou Alckmin. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".


Estadão Conteúdo e UOL Notícias

Em áudio, mulher de Joesley nega versão de delator da J&F

Greg Salibian - 22.mai.2017/Folhapress

O empresário Joesley Batista com a mulher; a apresentadora Ticiana Villas Boas

O empresário Joesley Batista com a mulher; a apresentadora Ticiana Villas Boas

BELA MEGALE
DE BRASÍLIA


Uma gravação aponta que Ticiana Villas Boas, mulher de Joesley Batista, dono da J&F que se tornou delator, negou informações dadas por outro colaborador da empresa, o ex-diretor Ricardo Saud, que atuava como lobista do grupo no Congresso Nacional.

Ela rebateu informações dadas por Saud em relação a um jantar em sua casa em que teria se discutidopagamento de propina para o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD). No encontro também estaria presente o deputado Fábio Faria (PSD-RN), filho do governador.

"É... aquele jantar, imagina só, não tem nada a ver... do que falaram, foi um jantar normal, eu não vi nada de, de, de, dinheiro, de... de nada que beirasse ser ilícito", disse Ticiana em áudio enviado à Patrícia Abravanel, mulher do Fábio Faria que, segundo Saud, estaria presente no jantar.

O material foi protocolado por advogados de Patrícia Abravanel em uma ação civil contra Saud em que ela pede uma multa de R$ 300 mil por danos morais.

"Joesley me falou que é um amigo dele [Saud], é... com uns casais, é... jantar em casa, como tem, praticamente como tinha, praticamente, milhõ..., jantar todo dia na minha casa, com vários políticos, vários empresários, tudo presidente, tudo na minha casa, ia, então, óbvio, não achei nada demais, nada de diferente do que... do que eu tô acostumada e não conversamos nada sobre isso", afirma Ticiana na gravação.

Ouça a mensagem:

Mensagem de Ticiana Villas Boas

Na audiência de homologação de sua delação premiada, Ricardo Saud disse ao juiz que "foi um jantar muito elegante. Foi o Fábio Faria com a noiva dele, Patrícia Abravanel, filha do Silvio Santos, o Robinson Faria com a esposa dele, nós todos com as nossas esposas para tratarmos de propina", disse. "Até bacana, né? Todo mundo com as esposas juntos", afirmou ironicamente. Segundo ele, os pagamentos ilícitos estavam ligados às campanhas de 2014.

No áudio, Ticiana disse ainda que os assuntos tratados na ocasião foram sobre "SBT, sobre filho, eu acho que eu tava grávida na época, você logo depois me chamou pra ir pro chá, pro chá de bebê de Pedro [filho de Patrícia e Fábio], eu fui".

Ela também se dispôs a depor a favor da filha de Silvio Santos. "Se você for chamada pra depor, ou você... ou tiver qualquer tipo de implicação pra você, eu sou sua testemunha de defesa e vou deixar claramente que é um absurdo."

O áudio foi gravado no dia 1º de junho, depois que notícias sobre o rompimento entre a família de Patrícia Abravanel e Ticiana foram publicadas na imprensa. A mulher de Joesley era apresentadora do SBT, canal do pai de Patrícia, Silvio Santos, mas tinha pedido afastamento no período em que a delação da J&F veio a público.

Na segunda (14), a defesa de Fábio Faria entrará com um pedido no STF (Supremo Tribunal Federal), onde corre o processo sobre suposto beneficiamento ilícito do deputado, para anular a delação de Saud.

"Vamos entrar com pedido juntando o áudio, o laudo comprovando que a gravação é verídica e o pedido de nulidade da colaboração de Ricardo Saud, uma vez que ele foi desmentido pela mulher do maior acionista do grupo J&F que é a Ticiana", afirmou José Luis Lima, advogado de Faria.

Para a defesa de Faria, o áudio reforça a tese de que o jantar aconteceu em novembro, após as eleições de 2014, "o que não justificaria tratar de propina", segundo o advogado. Na gravação, Ticiana cita um chá de bebê realizado no dia 9 daquele mês e fala que isso foi próximo ao jantar em sua casa.

Veja o depoimento de Ricardo Saud que trata do jantar com a presença de Patrícia Abravanel:

Depoimento de Ricardo Saud

OUTRO LADO

Em nota, Ticiana Villas Boas confirmou a veracidade do áudio "que enviou em apoio a amiga e colega de trabalho Patrícia Abravanel". Disse que, como revela a mensagem de voz, nem ela nem Patrícia, durante o jantar em sua casa, presenciaram qualquer conversa com conteúdo ilícito. Afirmou também que "em vários momentos do encontro, os casais se dividiram em grupos de homens e mulheres, e Ticiana imaginou que Patrícia, assim como ela, não sabia que nas conversas entre os maridos eles trataram de propina". Disse ainda que por isso ela se solidarizou e se dispôs a defendê-la caso fosse necessário, com a intenção de evitar que Patrícia fosse envolvida no caso.

A J&F negou que qualquer delator da empresa tenha mentido e afirmou que "o fato ocorreu na data e no evento conforme relatados, em conversa reservada, sem a participação nem conhecimento das esposas". Disse ainda que os colaboradores apresentaram grande número de informações e provas à Procuradoria-Geral da República e em atendimento aos demais ofícios do Ministério Público, que estão sendo tratados dentro dos trâmites legais.

Por meio de nota, Joesley Batista e Ricardo Saud afirmam que "mantêm o que disseram à PGR em relação ao jantar de acerto de propinas com líderes do PSD". No entanto, dizem que a conversa sobre propinas para as campanhas do governador Robinson Faria e do deputado Fábio Faria, ambos do PSD, transcorreu sem a presença das mulheres dos presentes.

"Joesley, Ricardo Saud, Fábio Faria e Robinson Faria acertaram os detalhes das propinas num ambiente à parte, antes do jantar, enquanto as esposas conversavam noutro espaço da casa. As duas [Patrícia e Ticiana] não foram testemunhas das tratativas. Não tinham como saber, portanto, o que foi ou não foi discutido entre eles", diz a nota. Joesley e Saud reafirmam que se reuniram com o governador Robinson Faria e o deputado Fábio Faria para discutir apoio financeiro à campanha dos dois de 2014 em troca de benefícios ilegais do governo do Rio Grande do Norte a uma empresa do grupo.

*

Íntegra do áudio de Ticiana, segundo transcrição da petição dos advogados:

Oi, Pati! Sou eu, Tici. É...tô ligando pra você e mandando essa mensagem pra... te falar do meu apoio, é...que eu tô do seu lado, quer diz(er)... não existe lado nessa história... Mas é assim, eu tô fora do País, já tem um tempo, né, como eu já tinha te falado, e ficou... e optei por não ver notícia, não ver televisão, porque eu tô... péssima, me magoa muito, né, óbvio. Você deve saber tudo o que tá acontecendo aí pelas notícias e tudo. Mas, é... me mandaram, tsc...é... um print de notícias relacionadas a você, que você...que parece que um executivo do... da JBS que falou que cê tava num jantar e num sei o quê de propina, uma loucura total... E que.. e hoje eu recebi (isso foi ontem), hoje eu recebi outro print de que você... não foi print esse, foi uma mensagem dizendo que você vai ter que depor... Então o que eu quero falar é que eu acho um absurdo isso tudo... que tá acontecendo. É... aquele jantar, imagina só, não tem nada a ver... do que falaram, foi um jantar normal, eu não vi nada de, de, de, dinheiro, de... de nada que beirasse ser ilícito. Joesley me falou que é um amigo dele, é... com uns casais, é... jantar em casa, como tem, praticamente como tinha, praticamente, milhõ..., jantar todo dia na minha casa, com vários políticos, vários empresários, tudo presidente, tudo na minha casa, ia, então, óbvio, não achei nada demais, nada de diferente do que... do que eu tô acostumada e não conversamos nada sobre isso. É, conversamos sobre é... o SBT, sobre filho, eu acho que eu tava grávida na época, você logo depois me chamou pra ir pro chá, pro chá de bebê de Pedro, eu fui. Então... então eu quero, seguinte, na prática dizer que se você for chamada pra depor ou se você precisar de qualquer coisa minha, do meu depoimento, que eu fale, eu tô à disposição. Tanto pra falar pra sua família, se você quiser. Se você for chamada pra depor, ou você... ou tiver qualquer tipo de implicação pra você, eu sou sua testemunha de defesa e vou deixar claramente que é um absurdo. Primeiro, que tudo que tá acontecendo aí, que Joesley falou, eu não sabia de nada, é... soube praticamente... um pouquinho antes, mas praticamente junto com todo mundo, na televisão. Então, eu tô assustada com tudo. E esse é... eu imagino que você também não saiba de nada, não sei... bem, não sei nada também, de nada da sua vida, mas... Mas o que eu quero dizer é que eu... eu tô aqui pra o que, o que você precisar e acho que nós somos vítimas de uma coisa que a gente não tem nada a ver. E... e é isso. Gosto muito de você e o que eu puder ajudar pra minimizar aí esse absurdo que aconteceu com você, é o mínimo que eu posso fazer, eu faço.


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Por que a proposta do 'distritão' é tão criticada?

Paula Adamo Idoeta

Em São Paulo

Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência BrasilO presidente da comissão da reforma política, Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), e o relator, Vicente Cândido (PT-SP)

  • O presidente da comissão da reforma política, Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), e o relator, Vicente Cândido (PT-SP)

A comissão da Câmara dos Deputados que analisa a reforma política aprovou nesta semana o sistema do "distritão" para as eleições de 2018 e 2020.

Caso a proposta passe no Congresso, serão eleitos os deputados e vereadores com maior votação, daí o sistema ser considerado majoritário. Hoje, no chamado sistema proporcional, valem os votos recebidos pelo conjunto dos candidatos do partido e também pela legenda.

A instituição do distritão é alvo de críticas de especialistas e de políticos.

Para entrar em vigor, a mudança no sistema eleitoral ainda precisa de aprovação, em dois turnos, no plenário da Câmara, para então seguir para o Senado, onde também há necessidade de aprovação em dois turnos.

A alteração foi aprovada na comissão na madrugada de quinta-feira, por 17 votos a 15, em proposta apresentada pelo PMDB do presidente Michel Temer e apoiada pelas bancadas do DEM, PSDB, PSD e PP.

O sistema proposto pelo "distritão" é simples: seriam eleitos os deputados mais votados em cada Estado.

Entenda, ponto a ponto, a possível mudança política e por que ela causa tanta polêmica.

Como votamos hoje?

Hoje, a eleição de deputados federais e estaduais é proporcional: para ser eleito, o candidato depende não apenas dos votos que recebe, mas também dos votos recebidos pelo partido ou coligação. Os assentos parlamentares são distribuídos conforme essa votação partidária.

O sistema, porém, traz incongruências: um candidato com votação significativa pode acabar não sendo eleito caso seu partido não atinja o chamado "quociente eleitoral"; e um candidato que não receba tantos votos assim pode acabar sendo eleito caso sua legenda tenha um "puxador de votos", ou seja, um candidato muito bem votado que acabe elevando o quociente partidário de sua coligação.

É o que ficou conhecido como "efeito Tiririca", quando o humorista conquistou 1,3 milhão de votos nas eleições de 2010 no Estado de São Paulo e carregou consigo outros três candidatos menos votados de seu partido, o PR, à Câmara dos Deputados.

O que mudaria?

A mudança aprovada na comissão troca o sistema proporcional pelo majoritário: entre os candidatos, seriam eleitos os receptores do maior número de votos.

No Estado de São Paulo, por exemplo, que tem 70 cadeiras na Câmara, seriam eleitos os 70 candidatos com o maior número de votos individualmente.

Defensores do sistema argumentam que ele é simples de ser entendido e aplicado, reduzirá o número de candidatos e acabará com a figura dos "puxadores de voto".

"(O sistema) segue o princípio constitucional de eleger os candidatos mais votados", disse em 2015 o então vice-presidente Michel Temer. "Só se candidatará quem souber que tem chance de se eleger. Isso vai diminuir sensivelmente o número de candidaturas de cada partido e tornará a fala dos candidatos mais programática."

"O modelo atual está esgotado. Não dá para fingir que está tudo bem e continuar com o sistema atual, vamos de distritão na transição para um sistema misto mais elaborado e transparente a partir de 2022", disse nesta semana o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG).

Mas o sistema do distritão - que atualmente vigora apenas no Afeganistão, na Jordânia e em alguns pequenos países insulares - é também um dos mais criticados por especialistas e até por parte da classe política. Muitos acreditam que o modelo traz problemas ainda maiores do que os do sistema proporcional atual.

"(O modelo) não é usado por nenhuma democracia consolidada, então inclusive há poucos casos concretos para se estudar na ciência política", diz à BBC Brasil Yuri Kasahara, doutor em ciência política pelo Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro) e pesquisador de estudos internacionais e de América Latina no Instituto Norueguês de Pesquisas Urbanas e Regionais.

"O Japão chegou a adotar o modelo no pós-guerra, mas mudou no final dos anos 1980."

Quais são as críticas ao 'distritão'?

A primeira crítica é que a mudança beneficiaria candidatos já conhecidos do grande público, capazes de atrair grande número de votos, em detrimento de candidatos novos ou representantes de minorias, por exemplo.

E, ao mesmo tempo em que o modelo daria força aos candidatos individualmente, tenderia a enfraquecer os partidos.

"O sistema favorece a personalização das campanhas, porque o que conta é o desempenho dos candidatos individualmente", diz Kasahara.

"Isso acabaria com qualquer incentivo ao esforço coletivo e com o voto na legenda. Os partidos seriam incentivados a apresentar candidatos com forte base regional, apelo individual e posições extremas e capacidade de arrecadar fundos. Se favorece a individualização, enfraquece ainda mais a ideia de uma campanha séria e baseada em propostas. Acredito que haverá uma queda na qualidade do debate eleitoral."

Ele avalia que os próprios partidos terão dificuldades em coordenar as campanhas para eleger o maior número possível de candidatos.

"Será que um candidato que tem potencial de receber 50 mil votos será eleito? E o eleitor também terá dificuldades. Sei que o candidato A não é tão popular. Voto nele mesmo assim (e corro o risco de desperdiçar o voto)? Ou voto no B, que é superpopular e sei que ele será eleito de qualquer forma?"

Isso leva à segunda crítica: o desperdício de votos.

"Quando se fala que o distritão é um bom sistema, pois garante a eleição dos mais votados, cabe perguntar para onde vai o voto de milhões de eleitores que votaram em nomes que não se elegeram. Seriam simplesmente jogados fora", escreveu em 2015 em artigo ao jornal "Folha de S.Paulo" o cientista político Jairo Nicolau, professor da UFRJ.

No sistema atual, só se perdem os votos em candidatos cujos partidos não elegeram ninguém.

"Hoje, como votamos em partidos, praticamente todos os nossos votos são aproveitados (na determinação do equilíbrio de forças do Legislativo). É uma característica do sistema proporcional que se perderia", explica Kasahara.

O 'distritão' reduzirá custos de campanha e número de partidos?

Temer diz que sim, sob o argumento de que os partidos serão mais seletivos quanto ao número de candidatos (já que o sistema privilegia os de grandes votações). Isso levaria à redução dos custos de campanha e do número de partidos.

Mas não há consenso a respeito.

O líder do PSOL na Câmara, Glauber Braga (RJ), afirma que quem apoia o distritão quer campanhas bilionárias e pouca renovação parlamentar. "A gente não precisa sair de um sistema que seja bilionário empresarial para um sistema que seja bilionário com recursos públicos."

E se o 'distritão' tivesse valido nas últimas eleições?

O pesquisador Márcio Carlomagno, da UFPR, simulou como teria ficado a Câmara dos Deputados caso o distritão tivesse valido nas eleições de 2014, em vez do proporcional.

A mudança não teria sido tão drástica: 45 cadeiras de 513 (ou 8,77%) seriam ocupadas hoje por outros deputados federais, que não os que entraram pelo atual sistema proporcional.

O modelo também teria mudado pouco a configuração partidária: alguns partidos grandes teriam ganho no máximo cinco cadeiras; alguns pequenos teriam perdido ou ganhado uma cadeira.

"A chamada 'distorção' do atual sistema seria de apenas 8,77%, se comparado ao novo sistema proposto. Então podemos dizer que o 'distritão' está propondo resolver um problema que praticamente não existe", explica Carlomagno.

"O atual sistema já dá conta que, em sua larga maioria, os mais votados sejam os eleitos. O chamado 'fenômeno Tiririca' é uma pequena exceção, não a regra."

O 'distritão' é o mesmo que voto distrital?

Não exatamente, apesar de ambos serem modelos de voto majoritário.

No sistema distrital puro, adotado em países como Reino Unido, o país é dividido em pequenos distritos, e cada um deles elege um representante ao Parlamento. Os partidos postulam um candidato por distrito e somente o vencedor da eleição conquista a cadeira.

No distritão, cada Estado seria considerado um grande distrito, cada qual com seu número pré-determinado de assentos na Câmara. São Paulo, por exemplo, seria um distrito com 70 cadeiras.

Que outros modelos existem?

O modelo mais defendido por especialistas costuma ser o distrital misto de inspiração alemã.

Neste, metade da Casa é eleita pelo voto distrital - em que vence o candidato mais votado em cada região - e a outra metade é escolhida proporcionalmente pelo voto no partido.

No Brasil, a proposta é historicamente defendida pelo PSDB e ganhou apoio do PT.

Outro modelo existente (e inicialmente defendido pelo PT) é o sistema proporcional de lista fechada, em que vota-se apenas no partido - e cada legenda oferece uma lista de candidatos que serão eleitos de acordo com a votação recebida pela legenda.

Kasahara explica que esse modelo é usado em alguns países europeus, como a Noruega, mas com lista semiflexível, em que o eleitor pode propor mudanças na ordem de candidatos apresentada pelos partidos.

Além do sistema eleitoral do Legislativo, o que está em debate na reforma política?

Outra proposta polêmica aprovada nesta semana na comissão na Câmara foi a criação de um fundo público de R$ 3,6 bilhões para financiar campanhas no país.

Os deputados também mantiveram a figura do suplente de senador, que seria extinta pelo relatório de Vicente Cândido. O relator da comissão havia proposto que o deputado federal mais votado da sigla ou coligação do senador o substituísse nas licenças. Atualmente o senador é eleito com dois suplentes.

A votação do parecer do relator não foi concluída e deverá ser retomada na próxima semana.

"O que foi votado até agora é a reforma para os políticos, é a reforma para os mandatos. Eu temo que ao final desse trabalho seja apenas para constituir um fundo (de financiamento de campanhas)", disse Cândido.


BBC Brasil e UOL Notícias


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O chato não é sádico, ele é assim, sempre imerso no charco dos dilemas. Como não sabe sair de seu tormento, nos convida a entrar nele.

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Carolina Bahia: fundo eleitoral é piada de mau gosto
Diante das reações de indignação, até o relator da reforma, o deputado petista Vicente Cândido (SP), criticou o texto aprovado.

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Uma das empresas que deve passar por mudanças é a Braskem, dona do polo petroquímico de Triunfo, sociedade entre a estatal e a Odebrecht.

Flávio Tavares: as flechas
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Tulio Milman: o mestre das negociações
Ganhador de um prêmio Pulitzer e autor do best seller "Consiga o que você quer", Stuart Diamond divide alguns dos segredos para o sucesso na negociação.

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"Trump vê a si mesmo como showman. Nunca foi um bom gestor", diz biógrafo do presidente.

Vanessa Scalei: será que dá certo?
Conheça a Sportflix, plataforma mexicana que promete ser a Netflix dos esportes.

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Pedro Ernesto: o entusiasmo voltou para os colorados
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Alckmin ensaia discurso anti-Doria contra a radicalização no PSDB

Alberto Bombig

São Paulo

Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão ConteúdoAlckmin e Doria são apontados como os principais nomes do PSDB para 2018

  • Alckmin e Doria são apontados como os principais nomes do PSDB para 2018

Se o prefeito de São Paulo, João Doria, quer ser visto como o anti-Lula, o governador do Estado, Geraldo Alckmin, parece querer se cacifar como o anti-Doria dentro do PSDB, pelo menos no que diz respeito à retórica política.

Na contramão do discurso repisado pelo prefeito, Alckmin afirmou, em entrevista à "Rádio Gaúcha", que buscará uma conciliação política no país. O aceno de Alckmin é, sobretudo, para a parcela do eleitorado cansada da polarização, o chamado "Fla x Flu ideológico", e para setores do empresariado cansados dos sobressaltos provocados pela política nos últimos anos.

Um importante banqueiro afirmou ao jornal "O Estado de S. Paulo" que nomes fortes do setor financeiro e do empresariado avaliam apoiar no ano que vem um candidato com larga experiência administrativa na esfera pública. Alckmin está no quarto mandato como governador, enquanto Doria completou seu sétimo mês à frente da capital paulista.

Apesar de ter dito na segunda-feira passada, em Salvador, que também trabalhará pela união nacional, Doria tem se cacifado eleitoralmente como um contraponto intransigente ao PT e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por mais de uma vez, ele já se recusou a debater com petistas e valeu-se de expressões como "vai procurar sua turma lá em Curitiba (sede da Lava Jato)" para se referir a eles.

Na entrevista, Alckmin foi questionado sobre o ovo atirado por manifestantes em Salvador contra Doria. O governador defendeu o prefeito, mas aproveitou para marcar posição: "Agredir pessoas é próprio de quem não tem argumento e parte para a violência. Esse não é o bom caminho. Aliás, eu vou trabalhar muito para unir o Brasil, porque uma casa dividida nem sempre dá bons resultados. Ao menos nas questões essenciais, vou procurar unir mais, buscar uma convergência".

Para analistas, a estratégia de Doria de polarização com Lula e o PT tem inspiração na campanha de Donald Trump nos EUA e seria suficiente para levar o tucano ao segundo turno, mas enfrentará resistência no empresariado e no segundo turno.

Para o governador, o PSDB precisa definir quem será o candidato a presidente da República ainda este ano. "Não precisa ser agora, mas também não pode ser improvisado de última hora. O Brasil é um país continental, precisa ter boas propostas, ouvir, debater. O prazo tem de ser dezembro", afirmou Alckmin. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".


Estadão Conteúdo e UOL Notícias


O PT tem plano B, sim

A turma continua e continuará dizendo que Lula é o plano A, B, C, D e E do PT para a eleição presidencial de 2018.

Mas O Antagonista soube...[ leia mais]

O DEM com medo de Doria

Integrantes do DEM estão preocupados com o possível ingresso de João Doria no partido...[ leia mais]

O anti-Doria

Em entrevista à Rádio Gaúcha, Geraldo Alckmin apresentou-se como candidato da conciliação, contra o "Fla-Flu ideológico"...[ leia mais]

Suplicy castiga Doria

João Doria e Eduardo Suplicy conversaram na internet.

Suplicy mandou Doria parar de xingar Lula e Dilma Rousseff...[ leia mais]


As decisões da família Bolsonaro

Primeiro, a família Bolsonaro decidiu deixar o PSC.

Depois, pai e filhos fecharam com o PEN, que passará a se chamar Patriota, como O Antagonista informou com exclusividade.

Agora eles bateram o martelo sobre o que farão em 2018...[ leia mais]

Partido de Bolsonaro não poderá desistir de ação

Jair Bolsonaro mudou para o PEN (futuro Patriota) com uma condição: a de que o partido desistisse da ação no STF que pretende impedir a prisão dos condenados em segunda instância.

Há um porém...[ leia mais]


Mulher de Joesley desmente 'almoço da propina'

A jornalista Ticiane Villas Boas, mulher de Joesley Batista, criou uma saia-justa domiciliar...[ leia mais]


Representante da Saab admite que contratou lobista para chegar a Lula

Em seu depoimento à Justiça Federal, Bengt Janer, representante da Saab no Brasil, contou que contratou o lobista Mauro Marcondes porque "não conseguia chegar no ministro Nelson Jobim e no presidente Lula"...

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A ORCRIM é permanente

Rodrigo Maia rejeitou o fundo partidário...[ leia mais]


Sacos de propina

O taxista Marcelo Marques Casemiro, que recolheu os R$ 3 milhões em propina da Odebrecht para Aldemir Bendine, contou à Polícia Federal que cumpria ordens do publicitário André Vieira e não sabia que transportava dinheiro...[ leia mais]


As novas planilhas da Odebrecht

A Lava Jato recebeu um novo lote de documentos da Odebrecht.

Diz a Folha de S. Paulo:

"Segundo envolvidos nas investigações, o material inclui de extratos bancários de pagamentos a offshores no exterior destinados a políticos a novas planilhas...[ leia mais]

Juízes do Trabalho querem personal trainer

O TRT da 5a Região lançou um pregão eletrônico para a contratação "de empresa especializada para assessorar magistrados e servidores em aulas de corrida e caminhada"...[ leia mais]


Recurso de Lula será julgado "de forma isenta e desapaixonada"

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Invasores desocupam plenário da Câmara: "SP não está à venda"

Do UOL, em São Paulo


Após negociação entre os invasores, a Câmara dos Vereadores de São Paulo e a GCM (Guarda Civil Metropolitana), o plenário da Casa foi desocupado no início da tarde desta sexta-feira (11). Aos gritos de "Doria, nem tenta, SP não está à venda", os cerca de 60 manifestantes deixaram a Câmara às 13h25.

Manifestantes de movimentos estudantis e culturais invadiram o local na quarta-feira (9) em protesto contra as chamadas "privatizações" do prefeito João Doria (PSDB) e a favor do passe livre estudantil.

Newton Menezes/Estadão Conteúdo

11.ago.2017 - Manifestantes invadem o plenário da Câmara por volta das 13h25

A Justiça de São Paulo, no fim da tarde de quinta-feira (10), havia dado prazo de cinco dias para que os manifestantes desocupassem voluntariamente o plenário. A decisão, divulgada nesta quinta (10) pelo juiz Alberto Alonso Muñoz, da 13ª Vara da Fazenda Pública, ordenava que a reintegração de posse pela Polícia Militar poderia ocorrer após esse prazo, com uso de armamento não-letal.

O pedido de reintegração de posse foi feito na quarta (9) pela Presidência da Câmara de Vereadores. Os invasores pediam a "revogação imediata de todas as medidas que cortam o passe livre estudantil e a suspensão dos projetos de lei das privatizações". Cerca de 60 jovens estavam dentro do plenário da Casa.

O grupo de invasores defendeu a realização de um plebiscito para que a população da capital paulista avalie as "privatizações de João Doria (PSDB)". Segundo Naiara Souza, presidente da UEE (União Estadual dos Estudantes), antes da invasão, o grupo tentou o diálogo com o presidente da Câmara dos Vereadores, Milton Leite (DEM) "diversas vezes".

"E a Câmara recusou o diálogo com os movimentos sociais e sociedade civil. Por isso, invadimos a Câmara com algumas reivindicações", disse.

"O que a gente quer: um plebiscito para que o povo decida o futuro da cidade. O Doria não pode entrar nessa cidade, que é nossa, e vender os patrimônios, que são nossos. Para que isso aconteça, o povo deve autorizar. Que seja colocado em votação em caráter de urgência nessa Casa", argumentou.

Carta aberta

Na quarta-feira passada, os manifestantes leram publicamente uma carta "contra a venda de São Paulo". Eles também reclamavam da postura do presidente da Casa, que havia cortado a água dos banheiros e barrado a entrada de comida no plenário.

Os estudantes solicitaram à população apoio através da realização de vigília do lado de fora do Palácio Anchieta. "Cortar água e comida é muito sério e antidemocrático", afirmou David

No local, compareceram vereadores como Eduardo Suplicy e Juliana Cardoso, ambos do PT, além do padre Julio Lancellotti. Eles conseguiram negociar o retorno da água, a liberação dos banheiros e a entrada de pão com manteiga, em troca da saída de menores de idade do plenário.


UOL Notícias


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Reforma política com fundo permanente de financiamento é grave, diz Maia no Rio

Zé Carlos Barretta - 3.ago.2017/Folhapress

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), conversa com a imprensa em evento em São Paulo na semana passada

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), em evento em São Paulo na semana passada

LUCAS VETTORAZZO
DO RIO


O presidente da Câmara dos deputados, Rodrigo Maia, criticou nesta sexta-feira (11) a proposta de criação de um fundo partidário no valor de R$ 3,6 bilhões para financiamento das eleições a partir de 2018.

A proposta consta de relatório aprovado na noite da última quarta pela comissão da reforma política na Câmara, que também inclui a mudança do sistema eleitoral para o distritão, em substituição às eleições proporcionais.

Segundo Maia, a ideia inicial seria que o fundo partidário fossse transitório, com o valor sendo reduzido progressivamente, mas houve mudanças de última hora no texto que fixou o montante de forma permanente.

Maia disse que a proposta é "muito grave", porque configura em sinalização ruim do parlamento à sociedade, principalmente em momento de dificuldade do governo em manter suas contas públicas sob controle e prestes a elevar sua meta de rombo fiscal.

Maia não indicou quando a proposta de reforma política será colocada em votação no plenário da Câmara. Se aprovadas até setembro, as novas regras já valerão para a eleição de 2018.

"A reforma política não parece a melhor. O texto aprovou como permanentes questões que deveriam ser transitórias. O texto original era para que o fundo fosse reduzido ao longo do tempo. A sociedade não concorda com esse valor alto. Como permanente, acho muito grave", disse Maia, em seminário da FGV, no Rio.

DISTRITÃO

Maia também criticou a adoção do sistema chamado distritão sem que se aprove a chamada cláusula de barreira, que é mecanismo que visa a redução do número de partidos com acesso a financiamento público.

No distritão, são eleitos os parlamentares com as maiores votações, o que eliminará a chamada eleição proporcional, na qual um candidato bem votado contribui para eleição de outros candidatos da legenda ou da coligação.

Especialistas dizem que o distritão irá favorecer políticos mais conhecidos e com mais recursos para fazer campanha.

Maia disse que a reforma que foi posta não é boa, mas disse que o Supremo Tribunal Federal proibiu o financiamento privado de campanha de forma muito abrupta, e agora os partidos estão em busca de modelo para se financiar.

"O distritão sem cláusula de desempenho alto [cláusula de barreira] e sem financiamento privado é ruim", disse.

Ele afirmou que, no caso da proposta de distritão com financiamento público e sem cláusula de barreira, deveria haver mecanismos para garantir a fidelidade partidária. Políticos com muito voto poderiam criar seus próprios partidos, multiplicando ainda mais a quantidade de legendas no país.

"Senão vamos ter 513 partidos e isso não é bom", disse.

Editoria de Arte/Folhapress

DISTRITAL MISTO

O único ponto da proposta elogiado por Maia foi a aprovação do voto distrital misto a partir de 2022.

Nesse sistema, metade do parlamento é formado por candidatos de distritos dentro dos Estados. A outra metade será formada por uma lista fechada dos partidos.

A ideia é que o distritão, aprovado pela comissão para 2018, seja uma transição para o distrital misto em 2022.

"O sistema eleitoral atual faliu e tudo caminha para termos o distrital misto em 2022. A transição que não está boa", disse.


Folha de S. Paulo


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