“UMA BREVE TEORIA DO PODER”: O CETICISMO POLÍTICO DE IVES GANDRA MARTINS


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Por Lucas Berlanza, em Sentinela Lacerdista
Ives Gandra Martins, jurista, advogado, professor e escritor brasileiro, é uma figura que dispensa maiores apresentações. Apenas por ser quem é, seu livro Uma breve teoria do poder, que acaba de ser relançado pela valente editora Resistência Cultural, em uma terceira edição de belíssimo acabamento, revista, ampliada e atualizada, já seria automaticamente recomendável. Constato, após a leitura, que a qualidade prometida pelo nome do autor está entregue.
Ao tecer comentários sobre a obra, jamais, em minha pequenez, eu poderia me substituir, diga-se de passagem, aos textos introdutórios, anexados ao conteúdo, redigidos por figuras do calibre de Ney Prado, Antônio Paim e Ruy Altenfelder. Ainda assim, ainda que algo acanhado pela grandeza dos nomes, permito-me a ousadia. Em contraposição a essa ousadia, o autor acredita que seu trabalho tem uma pretensão modesta. Ele já o principia afastando de sua “breve teoria”, tal como ela já é apresentada no título, qualquer adjetivação convencional – seja política, econômica, histórica ou jurídica. “É apenas uma teoria sobre a natureza do homem, no exercício do poder sobre os outros, quando assume governos”, o que seria, a seu ver, a restrição fundamental de seu escopo temático, estando ele inclusive não muito à vontade com a suposta abrangência da própria palavra “teoria” que selecionou, na ausência de outra melhor.
Minha dificuldade é em compreender sob que ponto de vista isso pareceria pouca coisa. O professor Ives Gandra está atacando o ponto fulcral: a real dimensão do humano, sem conferir credibilidade a abstrações por definição intangíveis, no trato com a questão do poder. O livro tem uma pretensão analítica, desde já digo que muito bem realizada, maior do que a que confessa, e das observações que destrincha podemos deduzir consequências práticas, úteis às nossas presentes reflexões sociais e políticas.
Essencialmente, Ives Gandra é cético em relação às grandezas morais do homem e do poder. A busca pela sua posse e exercício não seria, em caráter geral, consequência de anseios transformadores motivados por nobres virtudes, ou disposições naturais para servir; conquanto consinta em que existem, como exceções, os nobres estadistas (entre os quais ele pontua Churchill e o presidente brasileiro Campos Salles), em geral os homens querem o poder em uma sanha de ambição pessoal originária “do instinto de sobrevivência”. O autor compara o homem primitivo aos animais, que disputam a liderança para se manterem vivos. Entre as primeiras tribos, o objetivo seria o mesmo: buscar o comando para ter maiores chances pessoais de sobrevivência, muito embora, justamente por isso, ainda que totalmente em segundo plano, esse anseio “egoísta” o levasse a aumentar, pelo próprio talento, as chances de sobrevivência da coletividade.
“Desde os tempos primitivos, o homem deseja o poder por um instinto de sobrevivência e de comando, em que o servir é apenas um efeito colateral – mas não necessário – e que o próprio exercício do poder esconde uma luta pela sobrevivência, a qualquer custo, em patamares inimagináveis, em face das ambições dos que o procuram”. A partir dessa premissa, Ives Gandra faz uma viagem, ancorada em extensa e apurada bibliografia e reveladora de um vastíssimo conhecimento em História, por diferentes épocas da humanidade – com direito a uma reconstrução curiosíssima das principais guerras e conflitos em geral da Antiguidade -, pelo desenvolvimento da questão do poder ao longo de todos os tempos do Homo sapiens sapiens. Sua conclusão é que esse princípio não se modificou de maneira substancial, e que variantes dos mesmos anseios e dos mesmos erros ainda grassam nas diversas sociedades, quer na Babilônia Antiga, quer na Roma dos césares, quer na era de Napoleão, quer no mundo dos bolivarianos, dos populistas latino-americanos e dos extremistas islâmicos de hoje em dia.
Essa visão que pode soar pessimista e demasiado “pé no chão” não exclui a convicção, a nosso ver profundamente meritória e necessária, na existência de um Direito Natural. Gandra acredita, como eu mesmo, que existem direitos que“a convivência humana pode criar e adequar, de acordo com seus interesses, desejos e ideais, conformando a ordem jurídica de seu povo e de sua comunidade”, mas que há, ao mesmo tempo, aqueles outros que o direito positivo “apenas reconhece”, tais como “o direito à vida, à dignidade, à privacidade, à não tortura”. A partir do próprio famigerado e antiquíssimo Código de Hamurabi, Ives Gandra enxerga que os códigos legais, em todos os tempos, reconheceram, a despeito de seus desvios e defeitos, a existência de direitos naturais dos seres humanos. Apenas reconhecer essa prerrogativa moral não o torna cego ao fato de que existe uma “indesejável tendência humana de o mais forte terminar por conquistar o poder, dentro das leis da sociedade em que vive, principalmente nos regimes democráticos, ou fora delas, desde que tenha força para rompê-las, criando seu próprio espaço jurídico para justificar o poder”.
Entre ditaduras, democracias e semidemocracias, algumas das quais pormenorizadas em suas características com brilhantismo na obra, Ives Gandra enxerga e diagnostica sempre o uso de diferentes armas – o dinheiro, a demagogia, o que seja – para que os que buscam e atingem o poder possam mantê-lo e ampliá-lo, tal como o líder fazia nas tribos primitivas. Destacando, por exemplo, o grave problema da destinação dos recursos do orçamento para sustentar burocratas confortavelmente instalados na máquina pública e municiar “amigos do rei” – num raciocínio que grita muito aos dilemas do Brasil de hoje -, Ives Gandra mostra que o corpo do poder, mesmo com a presença de códices legais, é constantemente manipulado para sustentar os privilégios do grupo que trabalha por instalar-se nele.
ives-gandraAdmitindo, a partir do estudo do poder e de suas ferramentas, o quão pequenos nós somos, Ives Gandra não avança em dizer que o poder deve ser abolido, que deve ser eliminado. É aqui que ele recorre a uma referência primordial em sua obra, Montesquieu (além de Confúcio, o sábio chinês, também fartamente mencionado), que julgava, como ele, que o homem não é confiável no exercício do poder, e que as leis não são garantias absolutas contra isso, ainda mais porque o poder pode ser capaz de modificá-las ou desprezá-las; mas lutar pela solidez de uma lei que reparta as atribuições dos poderes e os coloque em harmonia tem sido uma importante conquista da humanidade, ao delegar obrigações aos governantes e não apenas aos governados; ao sujeitar todos a controles, direitos e deveres, em vez de apenas prescrever normas para “súditos” de uma autoridade absoluta. A lei regula o direito positivo e reconhece o direito natural, e ela só se faz implementar a partir da organização social possibilitada pelo mesmo poder que, entregando-se aos excessos de si mesmo, pode subvertê-la e agredi-la; é constante o desafio por manter o equilíbrio possível, diante das imperfeições dessa realidade.
O que Ives Gandra está dizendo com maestria é que a constatação principal de seu livro não é fácil, não é otimista, não é agradável, mas importa assumi-la, por responsável e realista. A despeito de reconhecer a realidade do poder, a sua inevitabilidade, mas ao mesmo tempo expor esse retrato pouco enobrecedor de sua práxis, Ives Gandra declara em alto e bom som sua crença muito maior na sociedade do que no poder. A sociedade, exercendo o poder – também ele – de contestação, introduzindo o diferente. A sociedade produzindo, desenvolvendo; não, é muito válido destacar, a sociedade caindo no engodo dos ideólogos e dos revolucionários, os imperadores da demagogia, que, julgando-se acima desses estreitos limites da natureza humana, em verdade, ao fim das contas, sofisticam a argumentação abstrata para um mesmo desejo que anima o homem desde as mais priscas eras. Promovem, como eu mesmo disse há poucos dias, a “corrupção da realidade”, a pior de todas as corrupções.
As apreciações sobre as características específicas da Constituição brasileira e as citações a Gene Rodenberry e à série de ficção científica Star Trek – pela qual, pelo visto, eu e o grande Ives Gandra parecemos compartilhar admiração -, agregam ao charme e à consistência da obra. Próximo à conclusão do livro, porém, certa hesitação me afasta do pensamento do professor; ao passo que critica a ingenuidade de Immanuel Kant ao supor que a disseminação de regimes republicanos pelo mundo seria capaz, em breve, de anular a guerra, Ives Gandra postula que, até o final do século XXI, deve surgir um Estado Universal, com uma característica jurídica a ser acatada por toda uma comunidade internacional.“As relações entre as sociedades tendem a se globalizar, razão pela qual a volta da discussão sobre um Estado Universal não é de todo afastada, principalmente após a experiência da União Europeia, que se transformou num ‘Mini-Estado Universal’”.  Vejo a proposta com preocupação e acho muito difícil garantir que tamanho complexo respeitaria a diversidade de culturas e a soberania das nações; o exemplo comparativo também me parece infeliz, defrontando-nos hoje com a crise do multiculturalismo e do intervencionismo daquele bloco europeu, em tempos de Brexit. Antes ele parece evidenciar os problemas da teoria que as suas virtudes. A História deverá dizer de que lado estará a razão a esse respeito.
Finalmente, a pretexto de discordar do mote, que seria especular sobre essa estranha comunidade internacional imaginária que ainda me parece muito distante da realidade, enterneceu-me o coração o pensamento do autor em reconhecimento das virtudes nacionais, quando ele diz que “neste particular, a maneira de ser da civilização lusíada, em que a integração foi sempre o elemento de maior presença, poderá servir de exemplo. Haja vista que, em idêntico espaço americano, conseguiu manter um país único, com variadas formas de cultura, ao contrário da América Espanhola, que se pulverizou em um número enorme de nações. E a prova maior reside numa integração consideravelmente mais relevante entre as diversas raças no Brasil do que em outras nações, ao ponto de todas as culturas que se somaram posteriormente à portuguesa lá conviverem em perfeita harmonia”.
Gosto do reconhecimento da virtude simbólica da pluralidade mais harmoniosa – não sem imperfeições, mas mais harmoniosa – do nosso povo e da nossa cultura, e me sinto em excepcional companhia ao reconhecer em Ives Gandra alguém que, como eu, mesmo com as críticas, sobretudo em uma obra que se destina a colocar nossos pés no chão, não se priva de expressar sua sensibilidade patriótica.

TV RECORD ATACA GLOBO E VEJA EM MANIPULAÇÃO CONTRA CRIVELLA


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A disputa política transborda para a imprensa, demonstrando que há mais entre a eleição e a mídia do que vossa vã filosofia sabe. E eu fui parar lá, bem no meio da confusão! No programa “Fala Que Eu Te Escuto”, da TV Record, fui citado como munição contra o viés da TV Globo e da revista VEJA na cobertura da eleição carioca, que foi escancarado mesmo. Vejam:
Não me importo de ser usado por um dos lados desse cabo de guerra contra aquilo que realmente condeno. Claro, não sou da IURD, tampouco fã de carteirinha da TV Record. Em nome de Jesus! Nessa briga entre o canal evangélico e o canal “progressista”, eu fico do lado de fora, assistindo de camarote, e torcendo pela chegada da Fox News Brasil, que tanta falta nos faz.
Até lá, continuarei criticando o viés de uma, o viés da outra. Se a TV Globo quiser se vingar, basta me citar no JN que está tudo bem. Posso até ver William Bonner, logo depois de descer o sarrafo no Trump de forma manipulada e editada, mencionando meu nome para mostrar como Crivella é ruim e foi escolhido não por seus méritos, mas pelos defeitos do adversário, um socialista defensor dos black blocs e da Venezuela. Manda ver, Bonner!

FREIXO VÊ PIOR CRISE DA ESQUERDA DESDE DITADURA: VOCÊ AINDA NÃO VIU NADA!

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No day after de sua derrota na eleição para prefeito do Rio, Marcelo Freixo (PSOL) citou três principais razões para explicar o resultado. A crise da esquerda no Brasil, que ele classifica como a pior desde a ditadura militar, a incapacidade de o partido penetrar na Zona Oeste e, como autocrítica, afirmou que sua campanha ficou “atordoada” e demorou a reagir aos ataques sofridos no início do segundo turno.

— Arrisco dizer que é o pior momento para a esquerda desde a ditadura. Não lembro de uma crise tão grande. A esquerda não deve dizer que a culpa é de outros atores e esquecer a sua responsabilidade. É hora de autocrítica e entender os erros — disse Freixo, em entrevista ao GLOBO. — Todo projeto de esquerda está pagando caro por isso. Há o fim de um ciclo, erros do modelo de governabilidade, erros cometidos principalmente pelo PT. Mas não adianta crucificar o PT. É fundamental que a esquerda não se vitimize.

No dia em que a esquerda parar de se vitimizar, talvez ela deixe de ser esquerda. Afinal, esquerdismo é vitimismo, é ódio de classes, é “marcha das minorias oprimidas”, é “revolução das vítimas”. O que resta sem isso? A tentativa de monopolizar as virtudes, as boas intenções, a preocupação com os pobres, com as “minorias”, isso é tudo que restou a essa esquerda jurássica, representada por PT, PSOL, PCdoB e Rede.

A “autocrítica” que Freixo quer para a esquerda não é sobre sua essência, sobre a clara rejeição do eleitor ao seu projeto, e sim tática, sobre como enganar mais gente, como engambelar mais idiotas úteis. Freixo reconhece que não tem acesso à Zona Oeste, ou seja, ele admite, no fundo, que o socialismo que prega é coisa de riquinho do Leblon, de “intelectual” de Laranjeiras, de artista da Lapa.

Ele menciona a capilaridade da TV Record e da Igreja Universal nesses lugares de classe média, mas ignora que contou com o apoio da maior emissora do país, a TV Globo, que tem viés claramente “progressista”, apesar das acusações ridículas da própria esquerda radical. As novelas da Globo são sempre carregadas de mensagem “progressista”, mas isso não tem surtido o efeito desejado. Talvez o erro esteja no povo, incapaz de absorver a mensagem, e não no mensageiro, não é mesmo?

O defensor dos black blocs acerta numa coisa: a crise da esquerda é séria, e tem muito a ver com a desgraça que foi o PT. Mas calma, que você ainda não viu nada! Apesar da derrota nas urnas, essa esquerda ainda detém muito poder na cultura, na imprensa, na Academia, nos sindicatos. E isso vai mudar! A nova direita nasceu e vem aí, para desinfetar o país desse vermelho desbotado, desse socialismo tupiniquim.

Projetos como o Escola Sem Partido vão combater a doutrinação ideológica nas escolas. Alunos corajosos vão enfrentar os militantes disfarçados. Veículos alternativos de imprensa ou nas redes sociais vão desafiar cada vez mais os grandes grupos em total falta de sintonia com o povo conservador. O fim do imposto sindical será realidade um dia, e aí o bicho vai pegar para esses vagabundos fascistas. Deputados vão reagir à campanha de desarmamento que tem tornado o cidadão um refém dos bandidos.

Aliás, por falar nisso, não deixa de ser irônico Freixo temer a perda dos privilégios de deputado, justamente porque ficaria sem seus seguranças armados para se proteger:

— Minha situação não é igual a outra qualquer. Não tenho nenhum problema de voltar a dar aula (ele é professor de História). Minha única preocupação de ficar sem mandato é a questão da segurança. Mas também não posso pautar minha vida por isso — diz Freixo.

Bem-vindo ao mundo dos reles mortais, de todos aqueles que não podem contar com um aparato de seguranças fortemente armados para se defender. Talvez assim você mude de ideia quanto ao desarmamento, que nunca atinge os poderosos e ricaços. Os Marinho, da TV Globo, não dispensam seus seguranças armados, mas seu grupo faz campanha pesada pelo desarmamento… dos outros. Assim não dá!

E é isso que vai mudar. A crise da esquerda é séria sim, muito séria, e com razão. O esquerdismo fracassou feio, jogou o país no caos econômico e social, falhou em absolutamente tudo. Mas a reação está só começando, e pela área mais urgente, que é a economia. A mais importante no longo prazo, que é a dos valores morais, dos costumes, ainda está carente de reação. Mas ela virá.

Já esboça um princípio de resposta, para pânico dos “progressistas”, a ponto de FHC já falar em união contra os conservadores. A esquerda não se deu conta de que sua revolução cultural está produzindo um grau de indignação que inevitavelmente será canalizada para uma reação, como na Terceira Lei de Newton. Como escrevi alhures:

Enquanto os artistas e “intelectuais” repetirem que ser transexual é a coisa mais normal do planeta, que fumar drogas é liberdade, que rebolar até o chão seminua aos 11 anos num baile funk é diversão, lá estará um bispo ou um crente para reagir, para intuitivamente, sem a necessidade de tantos argumentos racionais, contestar essa depravação toda e remar contra a maré vermelha.

Estão assustados com os evangélicos, com a TV Record? Esperem até nascer a Fox News Brasil…

Rodrigo Constantino

Renan Calheiros diz que vai apresentar projeto para permitir repatriação em 2017

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou hoje (1º) que vai apresentar um projeto de lei para reabrir o prazo para que pessoas que têm recursos não declarados no exterior possam repatriar o dinheiro pagando imposto e multa.

“Quero comunicar à Casa que propus ao presidente Michel Temer reabrir o prazo da repatriação para o próximo ano. Para que, da mesma forma que nós vamos ter em 2016 uma receita adicional de mais de R$ 60 bilhões com a repatriação, nós possamos, já nos primeiros dias de janeiro, reabrir o prazo para que tenhamos pelo menos uma receita igual no ano de 2017”, anunciou ao plenário do Senado.

Saiba Mais

Renan recordou que o primeiro projeto sobre a repatriação de recursos não declarados no exterior era de origem do Senado, mas a ex-presidenta Dilma Rousseff pediu a ele que deixasse a matéria começar a tramitar pela Câmara – uma exigência do então presidente da Casa, o ex-deputado Eduardo Cunha.

O primeiro projeto foi, então, enviado pelo Executivo para a Câmara e aprovado em 2015, estabelecendo todas as regras para que o dinheiro fosse legalizado. O prazo previsto nesta lei para que os donos dos recursos aderissem às regras venceu ontem (31). Daí a necessidade de uma nova lei que retome a repatriação e abra prazo para adesão.

Atualmente há também um projeto sobre esse tema pendente de análise pelo plenário da Câmara. Mas, diante da falta de acordo entre os deputados, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), retirou a matéria da pauta.

O presidente do Senado comunicou que vai apresentar o novo projeto na próxima terça-feira (8), mas não deu detalhes sobre o texto.

 

Agência Brasil

TEMER SE COMPARA A THATCHER NO CORTE DE GASTOS: QUE NÃO FIQUE SÓ DA BOCA PRA FORA!

Fonte: Veja

Fonte: Veja

O presidente Michel Temer aproveitou um discurso diante dos presidentes de países de língua portuguesa para defender o ajuste fiscal que o governo tem promovido nos últimos meses no Brasil. Ele citou a ex-primeira-ministra do Reino Unido, Margaret Thatcher, para dizer que os discursos de ambos se assemelham do ponto de vista do controle das contas públicas.

Temer contou que assistiu a um vídeo nesta segunda-feira em que Thatcher, que comandou a Inglaterra por onze anos, defendia a contenção das despesas públicas. De acordo com ele, na gravação a britânica defendia que o dinheiro público nasce dos recursos privados, por meio do recolhimento de tributos.

“Ela disse: ‘Olhe, não vamos pensar que o Estado pode fazer projetos generosos e achar que existe um dinheiro público diferente do dinheiro privado’. Então é preciso, em dado momento, dizia ela -, como nós estamos fazendo no Brasil -, conter a despesa pública porque você só pode gastar aquilo que arrecada”, afirmou o presidente.

Menos, menos. Thatcher foi uma grande estadista que salvou o Reino Unido da desgraça socialista. Temer faz muito bem ao mencioná-la como exemplo a ser seguido, como um norte, mas ainda precisa entregar muita coisa antes de querer se colocar ao lado dela. A intenção é muito boa, mas será preciso fazer, já que palavras são baratas e o vento leva.

Segue uma palestra (áudio) que fiz sobre o legado de Thatcher durante um jantar do IFL-SP. Que sirva de inspiração para Temer e sua equipe:

 

 

 

Mas sem dúvida já estamos vendo um baita progresso. Saímos de uma “presidenta” que idolatrava Nicolás Maduro, e estamos com um “presidento” que cita elogiosamente Margaret Thatcher. Há esperança!

Rodrigo Constantino

DERROTA HUMILHANTE DA VELHA ESQUERDA E CRESCIMENTO DO (NOVO) PSDB: É O BRASIL NO PURGATÓRIO!

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Entre o inferno e o céu há o purgatório, fase de depuração, de arrependimento dos pecados, de castigo temporário para a purificação final. Se a metáfora bíblica for aplicada à política nacional, podemos dizer que as eleições municipais representam o estágio de purgatório do Brasil.

A velha esquerda, aquela jurássica representada pelo PT, PCdoB, PSOL e Rede, saiu chamuscada, humilhada, derrotada de forma avassaladora. Já o grande vitorioso foi sem dúvida alguma o PSDB. Mas não necessariamente o velho PSDB, aquele bem mais esquerdista, com os antigos caciques dominando a cena; e sim um novo PSDB, com candidatos como João Dória em São Paulo e Nelson Marchezan Jr. em Porto Alegre.

Ambos adotaram um discurso bem mais liberal, contaram com o apoio do Movimento Brasil Livre, que leva uma mensagem liberal de forte redução do estado na economia e em nossas vidas. São tucanos sim, social-democratas portanto, mas cada vez mais afastados do socialismo fabiano de seus pares e antecessores. Há menos FHC ali, e mais Milton Friedman, foco no empreendedorismo, nas privatizações.

Se até Michel Temer tem mencionado Margaret Thatcher de forma positiva, então algo está mudando mesmo. Claro, não podemos esquecer que até “ontem” Temer era do governo petista, que os tucanos não demonstram forte convicção no liberalismo e só mesmo a esquerda jurássica para “acusá-los” de “neoliberais”. Mas são os sinais de mudança que nos interessam aqui, a segunda derivada, a tendência.

O editorial do GLOBO hoje comenta:

O segundo turno, no domingo, aprofundou a derrota do PT, varrido do entorno da cidade de São Paulo, batizado de “cinturão vermelho” devido à presença quase histórica da legenda nas prefeituras da região. Exemplar punição ao partido pelo eleitorado.

De maneira emblemática, em São Bernardo do Campo, onde Lula nasceu para a política e mora, venceu um candidato tucano, Orlando Morando Junior, na disputa com o representante do PPS, Alex Spinelli. O PT não emplacou representante na decisão das eleições, e verá o prefeito Luiz Marinho, ex-ministro de Lula e que chegou a ser cotado para disputar postos mais altos, passar o cargo ao adversário. No balanço final das eleições municipais, o PT encolheu de maneira vertiginosa: de 638 prefeituras em que venceu em 2012, caiu para 254. Governou para 27 milhões de eleitores, no domingo reduzidos a apenas 4 milhões. O PT foi levado pelos eleitores de volta à dimensão que tinha antes da primeira eleição de Lula presidente, no final de 2002. No conjunto de cidades com mais de 200 mil habitantes, em que podem haver dois turnos, o partido ganhou, e no primeiro, apenas em uma, Rio Branco, capital do Acre, com Marcus Alexandre, reeleito.

Para aumentar o desgosto do lulopetismo, o grande vitorioso foi o PSDB. O poder da legenda cresceu muito, tendo conquistado o controle da maior cidade do país, São Paulo, em que elegeu, logo no primeiro turno, João Doria, estreante em eleições.

Todos os olhos estarão voltados para esses novos gestores. São Paulo e Porto Alegre serão vitrines para o pleito nacional em 2018. O discurso é bom: privatizações, cortes dos gastos públicos, austeridade, menos intervenção. Resta entregar o prometido, para que o país comece a ensaiar uma recuperação para valer. É a purificação dos anos vermelhos de lulopetismo, da desgraça imposta pela esquerda, do inferno socialista.

E aí, quem sabe?, em 2018 um legítimo liberal possa vencer com uma agenda reformista, com a promessa de privatizar até a Petrobras, de acabar com o imposto sindical, de flexibilizar para valer as leis trabalhistas obsoletas e fascistas que temos, de devolver o dinheiro confiscado pelo FGTS ao trabalhador, de reduzir a burocracia para tornar o ambiente de negócios mais amigável etc. Se não der em 2018 ainda, se for cedo demais para sonhar com isso, pois as bases intelectuais não estão prontas, o importante é caminhar nessa direção.

Depois de tantos anos de inferno, o brasileiro aguenta alguns anos de purgatório. Desde que possa vislumbrar o raiar do sol adiante, as luzes do paraíso* de um lugar mais livre e próspero, sem a asfixia brutal do monstro estatal. Vamos sonhar – e arregaçar as mangas e trabalhar muito para tornar o sonho realidade.

* É claro que liberal algum acredita em paraíso terrestre, em utopias. O liberal é cético, condena justamente a visão utópica da esquerda, que quer prometer um paraíso na Terra. A desgraça política começa quando as pessoas esquecem que o estado existe para evitar o inferno, não para entregar o paraíso. “O que sempre fez do Estado um verdadeiro inferno foram justamente as tentativas de torná-lo um paraíso”, resumiu Hoelderlin. Mas o leitor entendeu a metáfora. Só de não virarmos uma Venezuela (inferno), e termos chances de realizar profundas reformas liberais nos próximos anos, o Brasil poderá seguir rumo ao “paraíso”, ou seja, um lugar mais rico e menos injusto.

Rodrigo Constantino

A ERA DO NÃO: OS ELEITORES DECIDEM PUNIR DEFENSORES DO PT E OPOSITORES DO IMPEACHMENT

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“Democracia são dois lobos e uma ovelha votando sobre o cardápio para a janta. Liberdade é uma ovelha bem armada contestando o voto.” (Benjamin Franklin)

Todos nós gostaríamos de votar num candidato bom, alinhado com nossos valores e cujas propostas fossem, após a devida reflexão, consideradas razoáveis e factíveis. Esse seria o ideal. Mas quem disse que a democracia de massas é um regime ideal? É simplesmente o pior que existe, exceto todos os outros…

E na dura realidade democrática, somos forçados a escolher com frequência o menos pior. À exceção dos bocós que se encantam com seus ídolos, a imensa maioria vota sem muita empolgação, tendo de escolher por aquele que julga menos terrível, e principalmente para punir o adversário pior.

Não é o ideal, claro, mas também não é de todo ruim: um dos grandes valores da democracia é eliminar pacificamente os experimentos fracassados, sem derramamento de sangue ou revolução. É seu caráter negativo, portanto, que torna a democracia um instrumento de gradual depuração, por tentativa e erro, muito aquém da velocidade que gostaríamos, com muitos recuos, mas ao menos sem tragédias irrecuperáveis.

As eleições se tornam, assim, plebiscitos para julgar a gestão atual. E como os governantes têm abusado de nossa paciência, do poder, e do direito de ser incompetente e corrupto, a resposta tem sido com frequência o “não”, ou seja, por mudança. Basta ver como foi terrível o desempenho daqueles partidos ligados ao PT, ou que se colocaram contrários ao impeachment de Dilma.

O editor e escritor Carlos Andreazza, em sua coluna de hoje no GLOBO, falou dessa “era do não”, citando como exemplo a eleição municipal do Rio de Janeiro. Antes, era preciso punir Eduardo Paes e o PMDB carioca no primeiro turno. O partido de Eduardo Cunha e Jorge Picciani, o prefeito olímpico arrogante que bajulava Lula e Dilma, e escolheu não um poste, mas um “cassetete”, segundo Andreazza, para substitui-lo: esse era o inimigo que precisava ser derrotado.

Restaram duas opções terríveis. Mas era necessário, uma vez mais, dizer “não” a tudo aquilo que o PSOL representa, numa descrição acurada do autor:

Depois, com o páreo reduzido a somente dois pangarés, numa campanha cujo baixíssimo nível serviu para desnudar os monges, o cidadão do Rio tapou o nariz e digitou o número por meio do qual daria um não a Freixo, ao PSOL, à esquerda — mas principalmente um não aos que chamam de golpistas aqueles a favor do impeachment de Dilma Rousseff. Não menospreze isso, leitor.

[…]

A forma como Crivella resistiu, com poucos abalos, a tantas acusações no curso do segundo turno — inclusive àquela encarnada pela foto de sua prisão — não lhe é mérito, ao menos não primordialmente, e embute, na explicação, o motivo pelo qual tanto trabalhou por ter Freixo como oponente na rodada final. Fosse seu adversário qualquer outro — Pedro Paulo, Flávio Bolsonaro, Indio da Costa ou Carlos Osorio — e teria hoje mais uma derrota para chamar de sua.

Contra Freixo, contudo, beneficiou-se — até Garotinho se beneficiaria (para que o leitor avalie a força do fenômeno) — de um voto de repulsa ao PSOL e a tudo quanto este partido significa, compreendido que é, com bom humor, como a linha auxiliar circense do PT; como DCE para recreio de marmanjos. E, não importando o humor, como o sustentáculo político do criminoso “movimento” black bloc; como o partido que concorreu à prefeitura do Rio, numa eleição no século XXI, em coligação com o Partido Comunista Brasileiro. Repito: Partido Comunista Brasileiro. Repito: Partido Comunista Brasileiro — aquele de Mauro Iasi, o poeta que cita Bertold Brecht para incitar o assassinato dos inimigos conservadores.

Um DCE para recreio de marmanjos: eis a definição perfeita para o PSOL, Partido Socialista do Leblon, como ironizou o ILISP. Era esse o novo alvo do plebiscito, e novamente a democracia assumia um caráter negativo: barrar o pior, mostrar aquilo que não é aceitável em hipótese alguma, nem mesmo quando a alternativa é terrível.

Devemos lutar por candidatos melhores, sabendo que a perfeição jamais existirá na política. Isso se consegue com reformas políticas, federalismo, voto distrital, melhor educação do eleitor (atenção: o oposto da “conscientização política” imposta pela esquerda) etc. Leva tempo, não é nada fácil, não há garantias.

Basta pensar que nos Estados Unidos mesmo, a nação mais poderosa do planeta, os eleitores terão de escolher entre a vigarista e mentirosa Hillary Clinton e o bufão narcisista Donald Trump! A que ponto chegamos?! Por essas e outras que os liberais querem reduzir o escopo do governo, diminuir o poder e o tamanho do estado, pois sabem que a democracia costuma levar não os melhores, mas os piores ao poder. E por isso defendem o direito inalienável do cidadão se armar para sua legítima-defesa também, não só contra os marginais comuns, como contra os abusos eventuais do próprio estado.

Enquanto isso, vamos dizendo “não” aos realmente piores, ao PSOL, ao PT, aos petistas embalados a clorofila da Rede, aos “malandros” do PMDB carioca, sempre à espera de melhores opções, trabalhando para isso, cientes dos enormes desafios e dos obstáculos quase intransponíveis da própria democracia de massas. Seu grande mérito, repito, não é entregar um paraíso, mas evitar um inferno.

Rodrigo Constantino

DIGA NÃO: CEDER AOS FILHOS CONTRA OS PRINCÍPIOS GERA INSEGURANÇA

 

 

Businessman With a Pacifier and Bib --- Image by © Robin Bartholick/Corbis

Image by © Robin Bartholick/Corbis

A geração mimimi, que quer “salvar o mundo”, mas se recusa a arrumar o quarto, que só fala em “direitos”, mas jamais em “deveres”, já foi tema de inúmeras colunas neste blog. É que julgo o assunto da maior importância mesmo. Adolescentes e jovens precisam de limites, eis o que uma boa educação deve lhes oferecer. Mas vivemos na era dos adultescentes, dos pais que querem se sentir jovens e se recusam a dizer “não” com mais frequência aos filhos, para serem seus “coleguinhas”, ou simplesmente por falta de paciência (educar dá trabalho mesmo). O resultado, porém, é catastrófico.

Leitores me perguntam como a direita pode chegar aos mais jovens, aos estudantes, como faz a esquerda. Respondo sempre que a luta é muito desigual. Se a esquerda fala às suas emoções, se vende libertinagem como se fosse liberdade, se estimula o comportamento irresponsável como se fosse o máximo da rebeldia justiceira, se fomenta o uso de drogas e enaltece a “sabedoria” da juventude, cabe a direita ser o pai severo, a mãe firme, aquele que educa, ou seja, que impõe limites e traz para a realidade.

Claro que os “progressistas” vão levar vantagem: eles estão tentando seduzir a juventude, desvirtuá-la, alegar que é ela quem sabe mais, quem pode tudo, quem deve governar. Os socialistas jogam tão baixo que tentam colocar os filhos contra os pais, como se esses fossem uns “caretas” repressores que não entendem nada de nada. Todo regime comunista usou os jovens contra os adultos, sendo o caso da Revolução Cultural de Mao na China o mais grotesco.

É nesse contexto que recomendo a coluna de Rosely Sayão na Folha hoje. Ela destaca justamente a importância da boa educação, ou seja, dos pais que têm a coragem de dizer “não” para preservar seus princípios, não cedendo à pressão (insuportável às vezes, é verdade) dos adolescentes. Também fui um adolescente chato, que insistia bastante quando queria alguma coisa. Felizmente tive bons pais que se deram ao trabalho de negar inúmeros pedidos. Como afirma Sayão, é isso que traz segurança ao jovem – e maturidade também, eu acrescentaria. Diz ela:

Não me canso de repetir: crianças, desde muito pequenas, sabem o que querem ou, pelo menos, pensam que sabem. Tal fato não é uma novidade das crianças nascidas neste novo mundo: sempre foi assim. Só que, na atualidade, o que elas demonstram querer é supervalorizado pelos pais, o que nunca aconteceu anteriormente.

E se há uma coisa que as crianças sabem fazer muito bem é batalhar pelo que querem. Elas criam novas estratégias e usam todas as que aprenderam que funcionam. Esse aprendizado começa lá pelos dois anos, mais ou menos.

[…]

Muitos pais não aguentam sustentar com firmeza sua decisão frente a comportamentos rebeldes dos filhos ou frente à insistência incansável deles. E, por isso, cedem.

Entretanto, a concessão que eles fazem pode não ser boa para a criança ou para o adolescente, principalmente por um motivo que considero importante: os filhos percebem, com muita clareza, que os pais estão agindo de forma contrária ao que pensam, ou seja, percebem a incoerência deles. E isso, caro leitor, provoca insegurança nos mais novos, que vai sendo construída pouco a pouco.

Mais importante para os mais novos do que ficar satisfeito e alegre com o fato de ter conseguido o que queria, é sentir segurança com seus pais. É essa sensação que ajuda crianças e adolescentes a crescerem com mais confiança, mesmo frente a todas as adversidades que a vida lhes impõe.

Sendo pai de uma adolescente, sei bem como pode ser difícil sustentar o “não” algumas vezes. Parte o coração, você questiona até que ponto está sendo justo, se não faz sentido o apelo insistente do filho, se você não está sendo duro demais. Eles sentem a dúvida quando você titubeia, e partem pra cima. Mas é nessa hora que devemos focar no longo prazo, preservar os princípios, mesmo quando a maré está contra você.

O pai que quer ser moderninho demais, que cede em tudo para ver o filho “feliz”, que não consegue remar contra a maré nunca e que deixa quase tudo está sendo um péssimo pai, e isso é covardia com a criança. É o que os “progressistas” já fazem com nossos filhos contra a nossa vontade, nas escolas, na imprensa, nas porcarias dessas novelas da Globo.

O filho não precisa de mais um “amiguinho” desses, falso como uma nota de três reais, no pai; ao contrário: nele precisa encontrar uma fortaleza capaz de negar essa libertinagem toda disfarçada de “novos tempos” e “liberdade”. O jovem sempre quis transgredir, e é natural e até desejável que seja assim. A diferença, que assusta, são os pais que agem como seus cúmplices.

Eis a receita certa para formar um mimadinho mais tarde, um típico esquerdista que bate o pé no chão e demanda seus “direitos” todos, jogando o dever de cuidar deles para ombros alheios.

Rodrigo Constantino

Uma pessoa é morta a cada 90 minutos no estado do Rio, diz governo

A violência urbana é responsável pela morte de uma pessoa a cada 90 minutos no estado do Rio. No período de 274 dias dos meses de janeiro a setembro deste ano, 4.482 pessoas morreram por letalidade violenta, que engloba homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e morte em confronto com a polícia.

O índice faz parte do relatório mensal do Instituto de Segurança Pública (ISP), pesquisa do governo estadual, divulgado nesta terça-feira (1º), e que traz os principais indicadores de criminalidade e da atividade policial do estado do Rio de Janeiro. Em relação ao período de janeiro a setembro de 2015, quando foram registradas 3.744 vítimas de letalidade violenta, houve aumento de 19,7%.

Os homicídios dolosos, quando há intenção de matar, nesse mesmo período, foram 3.098 em 2015 e chegaram a 3.649 em 2016, representando 551 assassinatos a mais. Também os latrocínios, que são os roubos seguidos de morte, tiveram aumento expressivo, saindo de 107 casos, de janeiro a setembro de 2015, para 162 casos em 2016.

Os casos de mortes em confrontos com a polícia subiram, nos primeiros nove meses deste ano, 118 casos, saindo de 517 mortes em 2015 para 635 mortes em 2016.

Roubos

Os roubos de rua, que reúnem roubo a pedestre, roubo de celular e roubo em transporte coletivo, apresentaram alta expressiva na comparação de janeiro a setembro deste ano com igual período do ano passado. Saíram de 63.714 casos para 91.826 casos este ano, o que dá 28.112 casos a mais. São 335 roubos de rua por dia, 14 por hora, ou um roubo a cada 4 minutos.

O roubo a pedestre saiu de 49.311 casos no período, em 2015, para 68.632 casos em 2016, um aumento de 39%. O roubo de celulares saltou de 8.695 casos, nos primeiros nove meses do ano passado, para 13.948 casos em igual período deste ano. E o roubo em coletivos subiu de 5.708 casos para 9.246 casos, também de janeiro a setembro.

Apenas em setembro, último mês em que foi contabilizado o relatório, também foi registrado aumento nas mortes por letalidade violenta e em roubos na comparação entre 2015 e 2016. No primeiro caso houve um aumento de 28,2% na comparação entre setembro deste ano com setembro de 2015.

Em relação a roubos, os roubos de rua tiveram alta de 66%, a pedestre de 69,6%, de celulares de 51% e em coletivos de 66,7% comparando setembro de 2015 com setembro de 2016.

Os dados completos podem ser obtidos na página do ISP na internet.

 

Agência Brasil

 

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Eles fizeram um protesto na manhã desta quarta: http://glo.bo/2edsv8n#Ediçãodas10 #GloboNews

Parentes são impedidos de visitar presos no Complexo da Papuda, em Brasília

G1.GLOBO.COM

 

 

Movimentação deve ser grande nos cemitérios de todo o país:http://glo.bo/2edsNfG #Ediçãodas10 #GloboNews

Cemitério do Caju, no Rio, deve receber 300 mil pessoas nesta quarta

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Os três tentavam atravessar a linha férrea por uma passagem clandestina:http://glo.bo/2edlswv #GloboNews

Pai e dois filhos pequenos morrem atropelados por trem no Rio

G1.GLOBO.COM

 

 

Elas vão ser levadas para centros de acolhimento na França:http://glo.bo/2ezm7JS #GloboNews

Autoridades francesas começam a deslocar 1,5 mil crianças que viviam no acampamento de Calais

G1.GLOBO.COM

 

 

Dez pessoas morreram no acidente: http://glo.bo/2fduHzu #GloboNews

Força-tarefa no IML de Palmas tenta liberar corpos de vítimas de desabamento de gruta

G1.GLOBO.COM

 

 

As mudanças irão acontecer em 19 estados e no DF: http://glo.bo/2fca71L#GloboNews

Mais de 190 mil estudantes têm provas do Enem remarcadas por causa das ocupações das escolas

G1.GLOBO.COM

 

Ser comunista é um luxo para poucos: os cariocas que o digam…

 

Por Rodrigo Constantino

Por Ricardo Bordin, publicado pelo Instituto Liberal

Diz a sabedoria popular que “cabeça vazia é oficina do diabo” – e o terreno...

 

Por que o determinismo histórico não explica a nossa pobreza?

 

Por Rodrigo Constantino

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Por Heitor Machado, publicado pelo

 

Como resolver a guerra fiscal apesar do arranjo tributário brasileiro?

 

Por Rodrigo Constantino

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Por Diego Vieira, publicado pelo

Por que o determinismo histórico não prova nossa pobreza?


Por Heitor Machado

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É muito provável que nas aulas de História você tenha aprendido que o Brasil foi uma colônia de exploração. Esse termo não está aí à toa, tão pouco a intenção por trás dele.

Segundo essa concepção, no passado colonial nós fomos explorados e transformados no país que exporta commodities e importa bens de consumo. O agronegócio seria a prova dessa tese, segundo os seus defensores. O objetivo aqui será exatamente apresentar argumentos que desfaçam essa crença na “vocação” agrícola do nosso país.

Se você analisar a história do Brasil, tivemos cerca de 300 anos de razoável desinteresse e eventualmente algumas ondas de negócios empreendidos somente com a autorização da coroa portuguesa. Fosse a extração de pau-brasil, o ciclo da cana-de-açúcar, a mineração de ouro, cada um desses negócios passava necessariamente pela autorização da metrópole ou de outra autoridade nomeada para isso. Não é muito diferente do que vemos hoje no país onde para aumentar as possibilidades de ter algum sucesso em sua empreitada o empresário é levado a acreditar que precisa da ajuda da classe política. Todo esse sistema engessado e proliferado por mais de 5 séculos foi um dos responsáveis pela miséria, desigualdade, racismo, entre outros problemas que nos colocam em marcha lenta rumo ao desenvolvimento.

Vejamos então a Austrália, que no ano de 1787 recebeu seus primeiros colonos. Com o intuito de ali formar uma colônia penal, cidadãos banidos do Reino Unido eram levados em longas viagens sem passagem de volta. Os indivíduos considerados páreas da sociedade inglesa como criminosos, ladrões, assassinos, conspiradores e estupradores tinham como destino o que se conhecia de mais distante da Grã Bretanha. Essa situação permaneceu durante quase um século, quando a última leva de prisioneiros foi enviada em 1868, portanto bem depois da chegada da família real portuguesa ao Brasil e também de nossa independência. Foi também nessa época que o Brasil começou a construir uma das maiores malhas ferroviárias do mundo, enquanto a Austrália deixava de ser o destino dos piores representantes da sociedade inglesa. Reparem que a situação da Austrália foi, segundo o determinismo, a de um país sem qualquer vocação para o desenvolvimento. No entanto, os prisioneiros que terminavam suas penas, podiam trabalhar e comprar terras para produção.

O desenvolvimento proporcionado pelo respeito à propriedade privada e isonomia fez com que em 1900, as colônias britânicas optassem por um sistema que proporcionasse mais liberdade e autonomia a elas. Foi então que todas as colônias inglesas adotaram o sistema de Monarquia Parlamentarista, onde o rei ainda tinha poder de veto, mas as decisões eram tomadas pela colônia.

A Austrália não é tão diferente do Brasil em termos de vocação para extração de recursos naturais e dimensão continental, mas hoje apresenta um dos maiores Índices de Desenvolvimento Humano de todo o mundo, liberdade para empreender e alta renda per capita. Atualmente cidadãos de todo o mundo procuram o país em busca de um futuro promissor.

Foi então por falta de sorte que o Brasil tenha se tornado o país de profundas injustiças? Poderia citar tantos outros exemplos de países que seguiram a mesma receita do respeito à propriedade privada, isonomia e liberdade para empreender, pois esses são os pilares da prosperidade. Apenas assim alcançaremos um lugar de destaque no mundo e poderemos no futuro nos orgulhar de nossa rica história.

 

SOBRE O AUTOR

Heitor Machado

Heitor Machado

 

Instituto Liberal