Nome sujo: restrição tem limite

Consumidor inscrito em cadastro de devedores não pode ser impedido de contratar serviços, principalmente os essenciais, como água, saúde e educação. No entanto, negativação recorrente pode caracterizar abuso de direitos
Quando se está com o “nome sujo na praça”, é natural ter dificuldades para conseguir empréstimos e financiamentos, por exemplo. Mas, além disso, o consumidor inadimplente normalmente não consegue contratar outros serviços não relacionados a crédito. As empresas podem fazer esse tipo de restrição?
O Idec considera que não, principalmente no caso de serviços essenciais, como água, energia elétrica, saúde e educação. Negar o direito à contratação de serviços essenciais seria uma afronta à dignidade da pessoa, além de incompatível com os princípios do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Assim, um consumidor com nome sujo não pode ser impedido de matricular seu filho numa escola particular ou de contratar um plano de saúde, por exemplo.
Nos demais casos, o Idec avalia que a mera inscrição em birôs de crédito também não é motivo suficiente para impedir o acesso ao serviço, desde que o consumidor tenha meios de arcar com as obrigações – pagando à vista ou dando algum tipo de garantia de que pagará as mensalidades, por exemplo. A recusa da prestação de serviços diretamente a quem se disponha a adquiri-los é considerada prática abusiva pelo artigo 39 do CDC.
Apesar dessas garantias, o consumidor não deve abusar de seus direitos. Se já foi negativado mais de uma vez em um mesmo serviço dentro de um prazo menor do que cinco anos, é de se esperar que o fornecedor negue a prestação de um serviço. Para o Idec, essa prática é incompatível com a harmonização de interesses e o equilíbrio nas relações de consumo.
Além disso, se depois de contratar o serviço o consumidor deixar de pagá-lo, ele pode ser cortado. Antes do corte, porém, o fornecedor deve dar um prazo razoável para regularização do pagamento.
Caso seu nome seja negativado indevidamente, veja aqui o que fazer.
Fonte: Idec - 15/09/2016 e Endividado

 

Programa Bolsa Atleta lança novo edital em outubro com foco nos Jogos de 2020

 

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

O coordenador-geral do Programa Bolsa Atleta do Ministério do Esporte, Mosiah Rodrigues informou hoje (18) que o novo edital será publicado em outubro, visando à preparação dos atletas para os Jogos Olimpícos e Paralimpícos de 2020. 

Dos 289 atletas convocados para competir a Paralimpíada do Rio, 262, o equivalente a 90,6%, tem o patrocínio do programa. “Não é todo mundo na mesma categoria, mas todos, de alguma forma, são apoiados”, disse o coordenador-geral durante palestra sobre o Bolsa Atleta, na Casa Brasil, zona portuária da cidade.

O programa concede bolsas que variam entre R$ 370 a R$ 15 mil, englobando desde competidores de jogos escolares a atletas de alto rendimento. “Acho que esse leque está bem distribuído”, ressaltou Mosiah Rodrigues. Segundo ele, a partir de agora, o objetivo é alinhar o programa para ficar cada vez mais próximo dos atletas.

“Para que aqueles atletas que não conheçam ainda e não saibam como acessar o programa tenham condição de fazer isso. Acho que é a gente conseguir, na realidade, chegar mais próximo do nosso público, que é o atleta”.

O Bolsa Atleta deposita o recurso direto para o atleta. “O diferencial do programa é esse. Ele atende a todas as modalidades olímpicas e paralímpicas, mas a grande diferença é que ele não vai para o gestor da modalidade; ele vai para o atleta. O programa foi criado em 2004 com esse propósito de beneficiar atletas de alto rendimento”, ressaltou.

Mosiah Rodrigues disse que o balanço dos Jogos Paralímpicos é muito positivo. "O importante é que o atleta tenha condição de se preparar para chegar nesse momento da melhor forma possível. Nosso papel é dar suporte para a preparação dele”. 

O Brasil está no 8º lugar no quadro geral com 72 medalhas, sendo 14 de ouro, 29 de prata e 29 de bronze.

 

Agência Brasil

 

Ministro comemora desempenho de atletas paraolímpicos e anuncia novo ciclo

 

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

Brasília - O presidente do CPB, Andrew Parsons, e o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, falam à imprensa após reunião no Palácio do Planalto sobre os Jogos Paralímpicos do Rio 2016 (Valter Campanato/Agência Brasil)

Para o ministro Leonardo Picciani, a certeza é que o Brasil teve uma "extraordinária participação nos Jogos Paralímpicos do RioArquivo/Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro do Esporte, Leonardo Picciani, comemorou hoje (18), em entrevista no Rio Media Center, na Cidade Nova, centro do Rio, os resultados da Paralimpíada Rio 2016, que incluem a venda de 2,1 milhões de ingressos, inferior apenas ao volume dos Jogos de Londres 2012, quando foram comercializados 2,3 milhões de tíquetes.

No momento em que se encerram os Jogos Paralímpicos, Picciani disse que a certeza é que o Brasil teve uma “extraordinária participação”. Até o momento, são 72 medalhas conquistadas, contra 43 na edição de Londres.

“É um salto significativo na quantidade de medalhas”, afirmou o ministro. As equipes brasileiras paralímpicas participaram de 99 finais e conquistaram medalhas em 13 modalidades, sendo nove individuais e quatro coletivas. A delegação brasileira cresceu de 182 atletas que competiram em 18 modalidades, em Londres, para 286 atletas, em 22 modalidades na Rio 2016.

Picciani informou que, dos 193 recordes mundiais quebrados durante a Paralimpíada do Rio de Janeiro, três foram alcançados por brasileiros. A equipe do Brasil somou 32 medalhas inéditas em esportes como ciclismo, voleibol sentado e halterofilismo. Todas as medalhas foram conquistadas por bolsistas do governo federal, que representam 90,9% da delegação. Essa foi também a melhor campanha feminina da história da participação brasileira na Paralimpíada, com 19 medalhas.

Rio de Janeiro - Anoitecer no Parque Olímpico durante os Jogos Paralímpicos Rio 2016 (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Em apenas um dia, o Parque Olímpico recebeu 167 mil pessoas durante os Jogos Paralímpicos Rio 2016Fernando Frazão/Agência Brasil

De acordo com o ministro, os atletas paralímpicos cumpriram a promessa de que o Brasil teria medalhas todos os dias durante essa edição dos Jogos Paralímpicos. O esporte que mais conseguiu medalhas foi o atletismo, seguido da natação. A meta do ministro é trabalhar para que a participação nos Jogos do Japão, em 2020, seja ainda melhor.

Em apenas um dia, o Parque Olímpico da Barra recebeu 167 mil pessoas, deixando para trás o recorde anterior de 157 mil visitantes, registrado durante a Olimpíada Rio 2016. O siteoficial do governo brasileiro Portal Brasil foi acessado por mais de 160 países durante os Jogos Paralímpicos. Na Olimpíada, o acesso superou 200 países.

Novo ciclo

Encerrada a Paralimpíada, o Ministério do Esporte volta sua atenção para o ciclo 2016/2020, onde o país terá a infraestrutura olímpica de legado e também a instalada no Rio de Janeiro e em outras regiões do país, como o Centro Paralímpico Brasileiro, construído em São Paulo.

Leonardo Picciani informou que o orçamento será ampliado de R$ 505 milhões para R$ 656 milhões, em 2017, com acréscimo de 30%, porque não haverá mais necessidade de investir na construção de equipamentos olímpicos. “Portanto, os programas do ministério serão mantidos e ampliados”.

Conforne Picciani, o Ministério do Esporte terá duas prioridades com o orçamento de 2017. Uma delas será com a preparação dos atletas, com aumento de programas que “vêm dando certo”, entre eles o Bolsa Atleta e o Bolsa Pódio, em parceria com as Forças Armadas.

A outra prioridade é o investimento no esporte educacional e de inclusão social. “Essa é uma área do ministério que vem tendo pouca ênfase nos últimos anos. Retomaremos o investimento no social por entender que não existe esporte de alto rendimento sem uma base forte, sem uma porta de entrada ampla, servindo para os brasileiros das mais diversas regiões do país terem contato com as mais diversas modalidades. Essas são as duas nossas duas prioridades: o esporte de alto rendimento, por meio da preparação dos atletas e do cuidado com o legado olímpico, e investir no social, com programas de iniciação ao esporte e esporte educacional e de lazer”.

A ideia é que os equipamentos construídos para os Jogos Rio 2016 sejam usados de forma cada vez mais intensa, destacou o ministro. Acrescentou que o esporte paralímpico continuará sendo prioridade para o governo, seguindo orientação do presidente Michel Temer.

O ministério vai iniciar trabalho de divulgação da Lei de Incentivo ao Esporte para a iniciativa privada, de modo a aumentar o volume de recursos utilizados em apoio ao esporte olímpico e paralímpico. Segundo ele, hoje 40% do total não são captados.

Delegação brasileira na abertura das Paralimpíadas

A delegação brasileira cresceu de 182 atletas em Londres para 286 atletas na Rio 2016Reuters/Sergio Moraes/Direitos Reservados

O objetivo é conseguir utilizar todos os recursos disponíveis. “Hoje, dos cerca de 400 milhões disponibilizados, usamos apenas R$ 250 milhões, em média. Queremos utilizar esses R$ 150 milhões que faltam. Para isso, precisamos atrair a participação da iniciativa privada.”

Síndrome de Down

A coletiva teve como mestre de cerimônia Fernanda Honorato, do Programa Especial da TV Brasil, “primeira repórter com Síndrome de Down do Brasil e do mundo”, conforme ela se apresentou ao ministro Picciani. Além disso, ela é atleta pela Sociedade de Síndrome de Down e rainha de bateria da primeira escola de samba dedicada a pessoas com deficiência, a Embaixadores da Alegria.

Fernanda fez questão de afirmar que “sou como todos e faço tudo o que desejo, posso e devo, desde que isso me faça feliz. Afinal de contas, é isso que importa”. Ressaltou que os atletas paralímpicos brasileiros são a prova de que “todos temos as nossas particularidades, mas, no fim, somos cidadãos com direitos iguais e capazes de alcançar tudo que desejamos até hoje”.

O ministro agradeceu a colaboração de Fernanda Honorato e destacou que o paradesporto remete à inclusão, ao respeito, às diferenças e serve para mostrar que cada um pode fazer o que deseja e se propõe, do seu jeito, da forma que consegue fazer. “Creio que esse é o grande ativo, razão de ser também do esporte, exemplos de superação, de força de vontade. E entender que não há limites quando a gente deseja e busca fazer uma coisa que nos move”, concluiu.

 

Agência Brasil

 

“Se o primeiro leilão sair errado, não faremos nem cinco”

Para a advogada Daniella Tavares, especialista em licitações, governo não conseguirá esconder falhas dos estrangeiros


Por Márcio Juliboni

Se Temer quiser, mesmo, conquistar a confiança dos investidores estrangeiros para que participem do programa de concessões e injetem seus dólares na moribunda economia brasileira, precisará muito mais do que apertar mãos em roadshows pelo mundo.

A chave para abrir esses cofres é a clareza das regras com que serão vendidos ou concedidos ativos da União – e não há margem para levar os gringos na conversa. “Nenhum investidor gosta de incerteza. Tudo está muito bonito no papel. O problema é como isso será feito na prática”, afirma a advogada Daniella Tavares, sócia do escritório Lobo & De Rizzo e especialista em licitações e infraestrutura.

Com 15 anos de experiência no setor, Daniella aconselha que Temer e sua equipe respondam logo às dúvidas dos investidores. A pior opção é improvisar soluções no primeiro leilão. Veja os principais trechos da conversa com O Financista:

O Financista: Dá para licitar 34 projetos até 2018, como o governo anunciou?

Daniella Tavares: Sinceramente, acho que não. Tomara que não dê tempo. Não dá para fazer tudo na correria, porque não vai sair direito. Hoje, todos os investidores conhecem o país. Tem alguém do outro lado do mundo que sabe tanto ou mais do que eu sobre o Brasil. As pessoas conhecem as incertezas. Se o primeiro projeto der certo, temos uma grande chance de que vejamos uma evolução de interesse internacional e também de preços ofertados pelos projetos seguintes. Agora, se o primeiro der errado, vira uma bola de neve.

O Financista: Então, apesar da pressa do governo para obter dinheiro, é melhor fazer menos, mas bem feito?

Daniella: Sem dúvida. Até porque, há setores regulados no pacote e ainda não se sabe qual será o papel das agências. Se fizer o primeiro leilão corretamente, talvez não alcancemos as 34 licitações, mas podemos chegar a 30. Agora, se o primeiro for errado, não faremos nem cinco.

O Financista: Quais são os pontos mais preocupantes no pacote?

Daniella: Nenhum investidor gosta de incerteza. Tudo está muito bonito no papel. O problema é como isso será feito na prática. A licença prévia vem quando? Quem faz? Isso é sustentável a longo prazo? Ou o governo esclarece esses pontos, ou os investidores vão esperar para ver como serão resolvidos na prática, no primeiro leilão. E esperar para ver sempre é a pior opção, porque só alimenta as incertezas.

O Financista: Como tudo isso repercute entre os investidores estrangeiros?

Daniella: Existe o apetite, mas a angústia é: como o estrangeiro vai investir com toda essa incerteza? Haverá, de fato, segurança jurídica? Eles também olham para as concessões já realizadas, como os aeroportos, e que estão travadas. Seria muito importante o governo sinalizar como será o way-out [termos de saída do investidor] delas. Como se dará uma eventual troca de investidor? Esse será um ponto-chave para que novos investidores decidam vir para o Brasil, porque saberão o que acontecerá, se decidirem sair do negócio.


O Financista: Na prática, nada disso inviabiliza a participação dos estrangeiros, mas eleva a exigência de retorno, o que encarece os serviços à população ou reduz o investimento...

Daniella: Sim. Todo risco tem um valor embutido: uma incerteza ambiental, tributária, política... isso tudo entra na avaliação da viabilidade econômico-financeira do projeto de todos os interessados. Então, em um leilão, se o governo esperava receber R$ 100 milhões, esses riscos podem levar todos os concorrentes a oferecer R$ 50 milhões. É matemático. Quanto menos risco, mais dinheiro será posto nos projetos e mais qualidade nos serviços nós teremos; maior será o retorno do investidor; mais dinheiro entrará na economia e no caixa do governo.

 

O MELHOR DA SEMANA


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Brasil terá santuário de elefantes na Chapada dos Guimarães

 

Heloisa Cristaldo - Repórter da Agência Brasil

A história de décadas de maus-tratos de Maia e Guida, duas elefantas da espécie asiática, terá um desfecho diferente a partir de outubro. Elas serão as primeiras moradoras do Santuário de Elefantes Brasil, uma instituição inédita no país, localizada na Chapada dos Guimarães, a 65 quilômetros da capital de Mato Grosso. A fazenda, que abrigará os animais tem 1,1 mil hectares e foi adquirida por meio de doações de organizações internacionais especificamente para abrigar elefantes.

O espaço vai receber animais da espécie resgatados em situação de risco e oferecerá os cuidados necessários para que possam se recuperar física e emocionalmente do período de cativeiro

O espaço vai receber animais da espécie resgatados em situação de risco e oferecerá os cuidados necessários para que possam se recuperar física e emocionalmente do período de cativeiroDivulgação/ Santuário de Elefantes Brasil

As duas elefantas foram confiscadas de um circo na Bahia e vivem, há seis anos, em Paraguaçu, cidade ao sul de Minas Gerais. Com idades avaliadas de forma aproximada, Maia, 44 anos, e Guida, 42 anos, serão cuidadas por veterinários e especialistas do primeiro santuário de elefantes da América Latina. O espaço vai receber animais da espécie resgatados em situação de risco e oferecerá os cuidados necessários para que possam se recuperar física e emocionalmente do período de cativeiro.

De acordo com a presidente do Santuário e uma das idealizadoras do projeto, Junia Machado, o espaço terá estrutura para receber até 50 elefantes provenientes de toda a América do Sul. Inicialmente, a estrutura abrigará até seis elefantes. O custo mensal é estimado em até R$ 20 mil, nesta primeira fase. Todo os gastos do santuário são mantidos por doações e organizações não governamentais internacionais.

“Há 5 mil elefantes vivendo em locais de risco, como zoológicos e circos. Por melhor que seja um zoológico, em geral, ele isola o animal e causa um sofrimento agudo. Os elefantes são animais extremamente inteligentes, que vivem em grandes clãs, têm sociedades organizadas. Em alguns deles que encontramos em situações críticas, é possível perceber, a olho nu, o abalo emocional, por meio de movimentos repetitivos da cabeça e do corpo, e comportamento diferente dos elefantes que vivem na natureza. O santuário é um local criado e estruturado para dar proteção a esses animais”, explica Junia Machado.

A iniciativa aguarda a liberação do licenciamento ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso para começar a funcionar

A iniciativa aguarda a liberação do licenciamento ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso para começar a funcionarDivulgação/Santuário de Elefantes Brasil

A primeira etapa do santuário terá um centro de cuidados veterinários e piquetes para abrigar os elefantes, que serão separados por espécie (asiáticos e africanos) e sexo (machos e fêmeas).

A iniciativa aguarda a liberação do licenciamento ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso para começar a funcionar. De acordo com o órgão, o projeto já obteve as autorizações e as licenças prévia e de instalação. Nas próximas semanas devem ser liberadas a autorização de uso e manejo e a licença de operação.

A coordenadora de Fauna da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Mato Grosso (Sema), Danny Moraes, disse que haverá controle sanitário na origem do animal e também na chegada a Mato Grosso. No Santuário, o elefante passará por uma fase de quarentena, acompanhada por veterinários e especialistas. “Ele fica cerca de 40 dias em um piquete individual, se não apresentar nenhum sintoma, vai para um espaço maior”, afirmou.

Danny Moraes ressalta que para a liberação do licenciamento, a secretaria também avalia aspectos sanitários dos animais, como a possibilidade de transmissão de doenças.

“Há uma avaliação nesse aspecto para garantir a segurança da região. O estado de Mato Grosso é uma zona livre de febre aftosa, mas a doença atinge outro tipo de animais, como bovinos, ovinos e caprinos. O elefante não é hospedeiro de febre aftosa, então não é uma fonte de preocupação. Tuberculose é uma possibilidade de transmissão, tanto para os animais quanto para o ser humano, mas o espaço não compreende os fatores de risco e já tem os controles sanitários de origem. Também é analisada a possibilidade de transmissão de animais nativos para os elefantes. Tudo é avaliado para não termos riscos”, disse.

Atividades

O Santuário não será aberto para visitação pública, mas será mais do que um espaço de reabilitação dos elefantes. Segundo Junia Machado, a instituição terá, futuramente, um centro de visitantes na cidade, com dados sobre aspectos biológicos, físicos e comportamentais dos elefantes. Além de fornecer informações para pesquisas e estudos, ocorrerão palestras e acesso à imagens das câmeras, que transmitirão ao vivo, das áreas internas do santuário. Essas imagens estarão também disponíveis na internet.

A primeira etapa do santuário terá um centro de cuidados veterinários e piquetes para abrigar os elefantes, que serão separados por espécie (asiáticos e africanos) e sexo (machos e fêmeas)

A primeira etapa do santuário terá um centro de cuidados veterinários e piquetes para abrigar os elefantes, que serão separados por espécie (asiáticos e africanos) e sexo (machos e fêmeas)Divulgação/Santuário de Elefantes Brasil

O formato do santuário é inspirado em um exemplo criado há 20 anos, no Tennesse, nos Estados Unidos. O cofundador do The Elephant Sanctuary ins Tennesse, Scott Blais, é também um dos administradores e idealizadores do santuário brasileiro. O Santuário de Elefantes Brasil é um projeto conduzido pelo Global Sanctuary for Elephants (GSF) e pela ElephantVoices, organizações internacionais dirigidas por especialistas em elefantes.

 

Agência Brasil

 

Polícia usa gás de pimenta durante manifestação em São Paulo

 

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

A Polícia Militar usou gás de pimenta no protesto contra o presidente Michel Temer que ocorria de forma pacífica na Avenida Paulista, em São Paulo. A confusão começou por volta das 17h, quando os policiais militares tentaram impedir que uma ambulante vendesse água e cerveja durante a manifestação. A vendedora resistiu à ação dos PMs que queriam tomar a caixa com os produtos.

São Paulo - Manifestação Fora Temer, organizada pelo Povo sem Medo e Frente Brasil Popular, na Avenida Paulista, região central.

Manifestação contra o governo federal, organizada pelo Povo sem Medo e Frente Brasil Popular, na Avenida PaulistaRovena Rosa/Agência Brasil

Os manifestantes que viam à cena começaram a protestar contra os policiais, atirando objetos na direção deles. Uma garrafa acertou uma repórter da TV Brasil na cabeça. A polícia, então, usou gás de pimenta para dispersar os manifestantes. O ex-senador e atual candidato a vereador de São Paulo Eduardo Suplicy foi atingido pelo gás.

A manifestação terminou por volta das 18h30 de forma pacífica em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), onde foi realizado um show com a participação de grupos musicais.

Segundo o comandante da Polícia Militar, Rogério Caramit, ninguém foi preso durante a confusão. Ele disse à Agência Brasil que a operação de fiscalização de vendedores ambulantes na Avenida Paulista foi suspensa para evitar novas confusões.

“A Polícia Militar, pelo que levantei previamente, foi fiscalizar um ambulante. Esse é um serviço pelo qual a prefeitura contrata a Polícia Militar. Não vi as imagens ainda. Mas pelo que soube, eles foram fazer uma apreensão dos equipamentos de uma senhora. Se houve agressão, será apurado. Mas já orientei para cessarem essas ações porque é um ambiente de manifestação é difícil”, disse ele à reportagem.

“A senhora estava vendendo água em uma caixinha de isopor. O policial foi falar que não poderia. O policial falou que não pode, que era ilegal e aí a senhora começou a segurar a caixa dela. Uns dois ou três policiais começaram a bater na senhora e o pessoal ficou revoltado, foi para cima, para defender ela. Eles [policiais] começaram a jogar gás de pimenta de forma indiscriminada. Ainda bem que não teve bomba”, disse Raimundo Bonfim, coordenador geral da Central dos Movimentos Populares e integrante da Frente Brasil Popular.

Eduardo Suplicy disse que vai enviar uma carta ao governador de São Paulo Geraldo Alckmin e ao secretário de Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, para indagar sobre a violência policial no protesto. “O PM jogou gás de pimenta em mim e em diversas pessoas. Acho isso um absurdo”.

O ex-senador explicou que foi interpelar o policial para saber motivo de impedir a vendedora de trabalhar e “porque quiseram agredir e bater e retirarem a caixa dela. Por que exatamente em uma mulher? Bateram no meu braço”, disse Suplicy. “Foi um comportamento injusto e injustificado. A manifestação é inteiramente pacífica”, completou.

Indagado sobre o fato da polícia do estado ter justificado que estava cumprindo uma tarefa dada pela prefeitura da cidade, de fiscalizar os ambulantes, Suplicy disse que o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, "jamais permitiria tamanha violência. Os PMs estão descontrolados”, afirmou.

Dos quatro protestos organizados pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, pedindo a saída do presidente da República, Michel Temer, e novas eleições no país, em três houve episódios de violência policial. Nas duas primeiras, a PM utilizou gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral contra os manifestantes e uma ocorreu pacíficamente.

 

Agência Brasil

Maior seca dos últimos 100 anos provoca mudanças no uso da água no Ceará

Barragem do Açude Castanhão, CE

Açude  Castanhão,  um   dos  três  maiores  do  estado do CearáEverardo Onofre/Ministério da Integração Nacional

Desde 1910, o Ceará não passava por uma seca tão severa como a dos últimos cinco anos, revela levantamento feito pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), com base nos volumes de chuva dos últimos 100 anos. Antes desse período de estiagem, somente a seca de 1979 a 1983 havia sido tão grave e longa: a média anual de chuvas registrada na época foi de 566 milímetros (mm). De 2012 a 2016, a média caiu para 516 mm.

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A pouca água acumulada nos reservatórios, chuvas abaixo da média histórica, o crescimento da população nas zonas urbanas e o incremento de atividades econômicas no estado são fatores que, aliados, culminam na crise hídrica atual.

Segundo o presidente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh), João Lúcio Farias de Oliveira, os 153 açudes monitorados pelo órgão tiveram recarga média de 890 milhões de metros cúbicos (m³) em cada um dos últimos cinco anos de seca. A média anual histórica do estado é de 4 bilhões de m³. “As reservas foram caindo a cada ano, e temos perdas por evaporação muito altas: chegam a 2 mil milímetros, quando a média pluviométrica do Ceará é de 800 milímetros”, compara.

Oliveira informou que, com o fim da quadra chuvosa deste ano no Ceará (período que vai de fevereiro a maio), a Cogerh elaborou cenários com medidas e decisões necessárias para manter o abastecimento humano e as atividades econômicas no estado, notadamente na região metropolitana de Fortaleza, altamente dependente da Bacia do Rio Jaguaribe (onde fica o Açude Castanhão), que hoje tem 20% menos de água nas torneiras.
Dos açudes monitorados pela Cogerh, sete são responsáveis pelo abastecimento da região metropolitana, entre os quais os três maiores reservatórios do estado: Castanhão (capacidade para 6,7 bilhões de m³ água); Orós (1,9 bilhão de m³); e Banabuiú, (1,6 bilhão de m³). De acordo com Orós é considerado reserva estratégica e estava sendo preservado, mas começou a ofertar água para o sistema da região agora em setembro. Atualmente, o Orós conta com 21% do volume útil. O Banabuiú, com 0,58% do total da capacidade, atende hoje somente a demanda local do município, a 220 quilômetros da capital.

Além da limitação da oferta de água para a região metropolitana, Oliveira ressalta as medidas destinadas a gerar novas reservas, como o reúso da água da lavagem dos filtros da Estação de Tratamento de Água Gavião (ETA Gavião), a perfuração de poços na região do Porto do Pecém (vazão estimada de 500 litros por segundo) e a construção de um açude no Rio Maranguapinho, que deverá contribuir com 200 litros de água por segundo.

“Temos condições de chegar à próxima quadra chuvosa com essas ações. Já estamos traçando cenários para o primeiro semestre de 2017 considerando o menor aporte hídrico. Vamos ver o comportamento das chuvas, mas já levamos em conta esses cenários para ver como será a operação dos reservatórios”, diz Oliveira. Ele destaca que as decisões são tomadas a partir de debate com os 12 comitês das bacias hidrográficas do estado, dos quais seis envolvem mananciais que abastecem a região metropolitana.

 

Agência Brasil

 

Professor sugere medidas mais drásticas para enfrentar seca no Ceará

 

Edwirges Nogueira – Correspondente da Agência Brasil

Quixadá - Símbolo das obras de combate aos efeitos da seca, o Açude Cedro, que começou a ser construído em 1890, não abastece mais a cidade (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Açude Cedro, no município de Quixadá, uma das primeiras obras para combater a seca     Arquivo/Agência Brasil

O estado do Ceará tem hoje cerca de 10% da capacidade total de 18 bilhões de metros cúbicos de água. Para garantir o fornecimento de água à população até a próxima quadra chuvosa (período de fevereiro a maio, em que são esperadas chuvas mais densas no estado), os órgãos responsáveis pela gestão dos recursos hídricos determinaram medidas restritivas tanto para a população quanto para o comércio e a indústria.

Segundo o presidente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh), João Lúcio Farias de Oliveira, nas propriedades rurais que trabalham com sistemas de irrigação, houve corte de mais de 70% na oferta de água, que é suficiente apenas para manter culturas permanentes, como banana e goiaba. As indústrias têm meta de restrição de 20% do consumo e são estimuladas a reutilizar a água. Para os moradores da região metropolitana de Fortaleza, existe também a tarifa de contingência de 20% na conta.

O físico Alexandre Araújo Costa, PhD em Ciências Atmosféricas, diz, porém que são necessárias medidas mais drásticas para evitar o colapso hídrico na região metropolitana e no estado. Entre as  medidas sugeridas estão a interrupção do fornecimento de água para as usinas termelétricas que funcionam no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no município de São Gonçalo do Amarante, a 65 quilômetros de Fortaleza, e a redução da vazão de água para a recém-inaugurada Companhia Siderúrgica do Pecém, também localizada no complexo.

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Segundo Costa, somente o desligamento das quatro térmicas economizaria 800 litros de água por segundo. Quando do lançamento do Plano de Segurança Hídrica de Fortaleza e Região Metropolitana, o governador Camilo Santana citou como possibilidade a “decisão drástica” de interromper o fornecimento de água para as termelétricas Pecém I e II, as maiores do complexo, que geram, juntas, 1.080 megawatts de energia para o Sistema Interligado Nacional.

“As medidas para preservar os estoques hídricos são insuficientes. Vamos entrar em 2017 contando com a sorte, pois a política de governo atual nos coloca sob elevado risco”, afirma o físico. Ele considera “factível” desligar as térmicas e negociar o adiamento do início das operações da siderúrgica.

Professor da Universidade Estadual do Ceará, Costa afirma que a gestão dos recursos hídricos do estado tem sido “desastrosa” desde as quadras invernosas de 2008 e 2009, quando houve grande  aporte de água nos reservatórios. Ele lembra que, nesse período, e até 2012, houve grande atração de empresas e indústrias para o estado, com a consequente outorga de água para os novos empreendimentos. “Criou-se uma ilusão de que havia água em abundância e que se poderia outorgar água para grandes usuários.”

Com possíveis suspensões do fornecimento às termelétricas e a empreendimentos de fruticultura irrigada e redução da vazão de água para a CSP, o físico estima que poderiam ser economizados 2,5 mil litros de água por segundo, o que daria para abastecer 2 milhões de pessoas.

O presidente da Cogerh, no entanto, diz que as medidas de restrição atuais são suficientes para o abastecimento humano e manutenção das atividades econômicas. Segundo Oliveira, a irrigação é a mais afetada, e as indústrias estão incluídas na meta de redução de consumo.

“A única região do estado que ainda mantém irrigação é o Vale do Jaguaribe [um dos grandes produtores de frutas do Ceará]. A atividade industrial também opera com restrição de água”, afirma Oliveira. Se houvesse a suspensão completa de água para a irrigação e as grandes indústrias, toda a nossa atividade econômica e a geração de empregos no estado poderiam ser afetadas. “Ainda podemos mantê-las dentro das possibilidades atuais”, diz Oliveira.

 

Agência Brasil

 

Brasil aumenta número de medalhas, mas fica em oitavo lugar na Paralimpíada

 

Sabrina Craide - Repórter da Agência Brasil *

Rio de Janeiro - Daniel Dias conquita o ouro nos 100m livre S5 das Paralimpíadas Rio 2016 (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O nadador Daniel Dias foi o atleta com  mais medalhas nos Jogos Paralímpicos do RioTânia Rêgo/Agência Brasil

O Brasil terminou em 8º lugar no quadro geral de medalhas da Paralimpíada do Rio de Janeiro. Foram 72 medalhas no total, sendo 14 de ouro, 29 de prata e 29 de bronze. Antes do início da competição, a meta prevista pelo Comitê Paralímpico Brasileiro era de que o Brasil ficasse entre os cinco melhores países na conquista de medalhas.

Apesar de ter conquistado mais medalhas que nos jogos de Londres, em 2012, a colocação do Brasil neste ano ficou pior, porque há menos medalhas de ouro, que contam mais pontos na classificação. Em Londres, o Brasil ficou em 7º lugar, com 43 medalhas no total, sendo 21 de ouro, 14 de prata e oito de bronze.

A última medalha do Brasil nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro foi conquistada por Edneusa Dorta. Ela ficou em terceiro lugar na maratona feminina classe T12, para deficientes visuais.

A modalidade em que mais foram conquistadas medalhas pelo Brasil foi o atletismo, com 33 medalhas no total. Na natação, os atletas brasileiros ficaram com 19 medalhas.

Na Paralimpíada do Rio, a China ficou em primeiro lugar, com 239 medalhas: 107 de ouro, 81 de prata e 51 de bronze. Em seguida, aparecem a Grã-Bretanha, com 147 medalhas no total, Ucrânia, com 117, Estados Unidos, com 115, e Austrália, com 81 medalhas.

Ranking paralímpico

Se o oitavo lugar alcançado pelo Brasil no quadro geral de medalhas dos Jogos Paralímpicos deste ano não satisfez a meta proposta pelo Comitê Paralímpico Brasileiro, pelo menos fez com que o país melhorasse de posição no quadro histórico de medalhas nas Paralimpíadas.

As 14 medalhas de ouro conquistadas no Rio fez o Brasil saltar do 26º para o 23º lugar. Ao todo, o Brasil soma 87 medalhas de ouro em toda a história das Paralimpíadas. A marca fez o país ultrapassar Suíça, Bélgica e Finlândia.

A liderança geral continua com os Estados Unidos. Apesar de ter ficado em 4º lugar no Rio de Janeiro, os norte-americanos têm agora 771 medalhas de ouro. Em segundo lugar, está a Grã-Bretanha, com 664 medalhas de ouro. A China, que faturou 107 medalhas de ouro no Rio, deu um salto no ranking: pulou de 7º para 4º, com 443 medalhas de ouro.

Alemanha (3º), Canadá (5º), Austrália (6º), França (7º), Holanda (8º), Polônia (9º) e Suécia (10º) completam a lista dos 10 primeiros. Na sequência, o país que mais saltou foi a Ucrânia. Com as 41 medalhas de ouro, o país foi do 22º para o 13º lugar. Agora, a Ucrânia tem 125 medalhas de ouro. Quarenta e uma delas conquistadas só no Rio de Janeiro.

Veja o ranking histórico de medalhas em Paralimpíadas

1º – EUA 771
2º – Grã-Bretanha 664
3º – Alemanha 508
4º – China 443
5º – Canadá 396
6º – Austrália 368
7º – França 346
8º – Holanda 276
9º – Polônia 262
10º – Suécia 225
23º – Brasil 87

Agência Brasil

 

Confira 10 momentos marcantes da Paralimpíada 2016

 

Marília Arrigoni e Líria Jade - Do Portal EBC

Os Jogos Paralímpicos do Rio 2016 chegam ao fim neste domingo (18). Por isso, o Portal EBCseparou alguns momentos que vão ficar na lembrança de quem acompanhou a paralimpíada. Durante os Jogos, pudemos vibrar e nos emocionar com a disputa das 23 modalidades em 11 dias de competição. Foram 528 provas valendo medalhas: 225 femininas, 265 masculinas e 38 mistas. Confira:

1) Márcia Malsar carrega a tocha na abertura da Paralimpíada

Márcia Malsar carrega tocha na abertura da Paralimpíada

Márcia Malsar carrega tocha na abertura da ParalimpíadaReuters/Ueslei Marcelino/Direitos Reservados

Na última quarta-feira (7), o mundo todo se emocionou com a imagem da ex-atleta paralímpica Márcia Malsar carregando a tocha na abertura da Paralimpíada do Rio de Janeiro. Mas muita gente ainda não conhecia a história de Márcia, que foi a primeira atleta brasileira a conquistar uma medalha de ouro em uma paralimpíada - em 1984, nos 200m rasos.

2) Equipe brasileira vence na bocha

Rio de Janeiro - Brasileiros Antônio Leme, Evelyn de Oliveira e Evani Soares da Silva disputam final da bocha BC3 contra equipe da Coréia do Sulnos Jogos Paralímpicos Rio 2016 (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Junto com Antônio Leme, as paratletas Evelyn de Oliveira e Evani Soares da Silva disputam final da bochaFernando Frazão/Agência Brasil

O Brasil conquistou um ouro inédito na classe BC3 da bocha adaptada. A medalha veio depois de uma partida muito disputada contra a Coreia do Sul. A torcida, que foi chegando aos poucos à Arena Carioca 2, cantou, gritou, vibrou e até brigou com o juiz, que puniu o time brasileiro após uma jogada na última parcial.

3) Público recorde

Rio de Janeiro - Público visita o Parque Olímpico durante os Jogos Paralímpicos Rio 2016, na Barra da Tijuca (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Em um só dia, 167 mil pessoas visitaram o Parque Olímpico durante os Jogos Paralímpicos Rio 2016, na Barra da Tijuca Fernando Frazão/Agência Brasil

No sábado (19), cariocas aproveitaram o fim de semana para desfrutar do clima da Paralimpíada, torcer para o Brasil em várias modalidades e participar de um momento que ninguém sabe quando ocorrerá no país novamente. Foram 167 mil pessoas, segundo o comitê organizador dos Jogos, e São Pedro ajudou: depois de um clima instável e nublado nos últimos dias, o sol voltou a aparecer. Somando todas as praças esportivas, o público ultrapassou 250 mil pessoas. Nem na Olimpíada houve tanta movimentação em um só dia.

4) Susana Ribeiro na natação

 Susana Ribeiro, Daniel Dias, Clodoaldo Silva e Joana Maria Silva

A equipe brasileira foi formada por (esquerda para direita): Susana Ribeiro, Daniel Dias, Clodoaldo Silva e Joana Maria SilvaReuters/Sergio Moraes/Direitos Reservados

Com Susana no time, o Brasil subiu no pódio e fez a festa da torcida nas arquibancadas. Emocionada, a atleta lembra de tudo que passou para colocar essa medalha no peito. Ela, que já havia conquistado cinco títulos brasileiros no triatlo, além de representar o Brasil no Ironman [modalidade de triatlo de longas distâncias], teve que reaprender a nadar após descobrir que era portadora de MSA (múltipla falência dos sistemas), em 2005.

5) Zanardi ganha medalha no lugar em que ele fez a primeira pole como piloto e 15 anos depois de perder as pernas

Zanardi ganha medalha na Paralimpíada

Zanardi foi o campeão na prova de contrarrelógio H5 na ParalimpíadaAndré Motta/Brasil2016

Ex-piloto de Fórmula Indy e F-1, o italiano Alessandro Zanardi foi o campeão da prova de contrarrelógio H5 dos Jogos Paralímpicos no Rio, cidade que ficou marcada como o local de sua primeira pole position. Na Inglaterra, a prova foi disputada na pista do autódromo de Brands Hatch, onde Zanardi havia pilotado carros de corrida anos antes do grave acidente que o fez perder as duas pernas em uma corrida de Fórmula Indy, em 2001, na Alemanha. Como a competição está em seu sangue, ele reinventou sua carreira e, com sua nova condição física, adaptou-se às handbikes (bicicletas de mão) e investiu no esporte paralímpico.

6) Iraniano bate recorde mundial três vezes, levanta 310kg

Siamand Rahman bateu recorde mundial três vezes

Siamand Rahman bateu recorde mundial três vezesGabriel Heusi/Brasil2016

O halterofilista iraniano Siamand Rahman (+107kg) prometia romper a mítica barreira dos 300kg muito antes de começarem os Jogos. Chegou o dia, o momento, Siamand não decepcionou e ainda foi além. Ele bateu seu próprio recorde mundial (296kg) três vezes e estabeleceu uma nova marca- 310kg - que os amantes do esporte acreditam que vá durar muitos anos.

7) E todas as vezes que um atleta sacode a medalha para ouvir o som

Som da medalha

Som da medalhaWashington Alves/MPIX/CPB

8) Esgrima brasileira não passa das quartas de final

Rio de Janeiro - O brasileiro Jovane Guissone, medalha de ouro em Londres 2012, perde nas quartas de final da esgrima, na decisão de espada, categoria B para o ucraniano Oleg Naumenko. (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O brasileiro Jovane Guissone, medalha de ouro em Londres 2012, perde nas quartas de final da esgrima, na decisão de espada, categoria B para o ucraniano Oleg NaumenkoTânia Rêgo/Agência Brasil

O atleta gaúcho Jovane Guissone, esperança brasileira na espada individual na esgrima, perdeu a disputa nas quartas de final. Mas Jovane, o único brasileiro campeão paralímpico de esgrima, afirmou estar conformado com o resultado. Em Londres foi sua primeira participação e ganhou medalha de ouro. Nesta, Jovane não passou das quartas.

9) Judô brasileiro: Aos 45 anos, Antonio Tenorio conquista prata para o Brasil no judô até 100 kg

Antonio Tenorio conquista medalha de prata na Paralimpíada

Antonio Tenorio conquista medalha de prata na ParalimpíadaReuters/Carlos Garcia/Direitos Reservados 

Aos 45 anos, o judoca brasileiro Antonio Tenorio conquistou a sexta medalha em Jogos Paralímpicos, ele levou a prata na categoria até 100 kg. Perdeu para o judoca Gwanggeun Choi, da Coreia do Sul, por ippon, que é o golpe perfeito no judô. O bronze ficou com o cubano Yordani Fernandez Sastre e com Shirin Sharipov, do Uzbequistão. Tenorio já acumulava quatro ouros e um bronze em Paralimpíada.

10) Egípcio mesatenista joga com a boca

Mesatenista egípcio joga com a boca

Mesatenista egípcio joga com a bocaReuters/Pilar Olivares/Direitos Reservados

Nascido no Egito, na cidade de Dumyat, em 1º de julho de 1973, Ibrahim Hamadtou perdeu os dois braços em um acidente de trem aos 10 anos. Três anos depois, ele deu início a um sonho que, para a maioria, parecia impossível: tornar-se um jogador de tênis de mesa. O primeiro passo foi tentar jogar com a raquete apoiada na axila. Sem sucesso e longe de desistir frente a um obstáculo que parecia ser a única chance de atingir seu objetivo, Ibrahim Hamadtou desenvolveu uma técnica que impressiona e inspira até mesmo seus colegas atletas paraolímpicos: aprendeu a jogar com a boca e isso lhe garantiu uma vaga nos Jogos Paralímpicos do Rio.

 

Agência Brasil

 

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“Ficha ainda não caiu”, diz Daniel Dias após ganhar nove medalhas na Rio 2016

 

Nathália Mendes - Enviada especial do Portal EBC

Rio de Janeiro - Brasileiro Daniel Dias leva medalha de ouro nos 50m nado costas S5 nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, no Estádio Aquático (Fernando Frazão/Agência Brasil)

No Estádio Aquático, Daniel Dias ganha medalha de ouro nos 50m nado costas S5 nos Jogos Paralímpicos Rio 2016Arquivo/Fernando Frazão/Agência Brasil

O maior medalhista da natação masculina paralímpica só conseguiu parar para responder perguntas sobre seu extraordinário desempenho nas piscinas cariocas um dia depois de cair na água pela última vez. Daniel Dias tinha uma meta audaciosa: em dez dias, ele teria nove provas pela frente e não se contentaria com pelo menos uma medalha em todas – não importando a a cor. E ele chegou lá. Daniel Dias deixa sua terceira Paralímpiada com quatro ouros, três pratas e dois bronzes, que se acrescem à extensa coleção de 24 medalhas paralímpicas, além de ter sido o atleta mais laureado entre todas as modalidades no Rio de Janeiro.

“Não imaginava que conseguiria, nem nos meus melhores sonhos. Tinha o objetivo de nadar seis provas individuais e conquistar medalhas em todas, além de ajudar meus companheiros no revezamento e sempre dar meu melhor. E acabou dando certo. Sair daqui com nove medalhas é algo incrível, espetacular. Ainda não caiu a ficha. Nem consegui dormir direito à noite”, afirmou o maior atleta paralímpico do Brasil.

Em casa, Daniel Dias chegou ao tricampeonato nos 100m livre, 200m livre e 100m e à segunda medalha de ouro nos 50m livre. Foi prata nos 100m peito e nos revezamentos 4x50m livre misto até 20 pontos e 4x100m livre masculino até 34 pontos. Ele também conquistou o bronze nos 50m borboleta e no revezamento 4x100m medley masculino até 34 pontos, sendo esta a medalha que faltava para superar o australiano Matthew Cowdrey, que até então era o nadador com maior número de medalhas de todos os tempos – foram 23 pódios entre 2004 e 2012.

Veja os principais trechos da entrevista coletiva concedida por Daniel Dias neste domingo (18):

O recorde

Não estava fazendo essa conta (de terminar com 24 medalhas). Antes daqui, tinha 15 medalhas e procurei, assim como nas demais paralimpíadas, viver cada dia, cada prova, e ver no fim o que ia dar. Acabei me tornando o maior medalhista da natação entre os homens.

A mulher com maior número de medalhas (a lendária nadadora norte-americana Trischa Zorn, que esteve em sete paralimpíadas) está muito à minha frente, com 55 medalhas. Mas quem sabe não dá para alcançar? Tem um adversário meu, o Sebastian Rodriguez (espanhol que também compete na classe S5), que está nadando com quase 60 anos.

A preparação

Foi um ano bem diferente para mim. Tive uma lesão que me deixou um mês parado. Em dez anos de carreira, isso nunca tinha acontecido antes. Mas recebi todo o suporte para ter uma excelente recuperação e continuar com a excelente preparação que fiz.

A concorrência

Em Londres, quando terminei com seis ouros, tinha 24 anos. Estou com 28 e fiquei com quatro medalhas de ouro. Meus adversários estão treinando para uma prova só, enquanto eu acabo treinando para todas as provas. Por isso, sabia que ia ser difícil e está ficando cada vez mais difícil competir com especialistas. Ainda não parei para pensar se vou reduzir meu número de provas. Ainda quero curtir ao máximo este momento.

No embalo da torcida

O esporte paralímpico nunca mais será o mesmo depois dos jogos do Brasil. Acredito que conquistamos um espaço e o respeito das pessoas. No primeiro dia que entrei para a final (dos 200m livre S5), eu me assustei. Não esperava ter tanta gente ali. Foi uma surpresa incrível e procurei desfrutar essa experiência ao máximo.

Foi algo incrível, único. Algo que o esporte proporcionou a nós, atletas paralímpicos, durante dez dias. Pude olhar para a arquibancada e ver famílias. Os pais apontavam para nós e falavam para seus filhos que éramos um exemplo para eles.

O gás final

O revezamento (4x100m medley masculino até 34 pontos) foi incrível. Eu já estava exausto, mas o pessoal me falou que havia chance de ganhar medalha. Então, falei que a gente ganharia. Assistindo a prova hoje, é engraçado porque, em nenhum momento, aparecemos no vídeo. Sabia que íamos crescer e brigar pelo pódio. Foi uma emoção muito grande quando o Phelipe (Rodrigues, da classe S13, que fechou o revezamento) bateu na parede. Eu já estava ficando sem voz – na verdade, ainda estou me recuperando. Para nós, foi um bronze que valeu mais do que o ouro.

A emoção

Eu estava bem emotivo ontem (17). Primeiro, nadei os 100m ao lado do Clodoaldo Silva (nadador que está se aposentando). Conversamos e choramos juntos. Foi uma grande honra nadar ao lado dele e também com ele nos revezamentos. Fazer parte desse momento com ele foi muito marcante para mim. E, depois do meu pódio, poder dar aquela volta olímpica com ele e com toda a delegação brasileira é uma lembrança que simboliza muito para a gente.

As medalhas

Eu não as trouxe hoje porque elas estavam começando a riscar. Costumo carregar todas elas comigo, para, de vez em quando, tirá-las da mochila, admirar e contar para ter certeza que todas estão ali. Percebi alguns riscos nelas e resolvi guardá-las, de modo que isso não aconteça mais. Agora é olhar cada uma separadamente.

Agência Brasil

 

Clodoaldo Silva confirma aposentadoria após 20 anos de competições

 

Nathália Mendes - Enviada especial do Portal EBC

São Paulo - O nadador Clodoaldo Silva faz aclimatação no recém inaugurado Centro de Treinamento Paralímpico na Avenida dos Imigrantes, zona sul (Rovena Rosa/Agência Brasil)

O nadador Clodoaldo Silva, que  faz aclimatação no Centro de Treinamento Paralímpico na Avenida dos Imigrantes, em São Paulo, anunciou o dadeus definitivo às competições.Rovena Rosa/Agência Brasil

“Fui convencido por meus amigos e companheiros a não pendurar a sunga”. Por um instante, Clodoaldo Silva parecia anunciar que a anunciada aposentadoria, marcada para começar no primeiro dia após os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, seria mais uma vez adiada. A dúvida durou apenas o instante de sua pausa dramática. Para não ficar nenhuma dúvida, ele emendou, com uma risada bem-humorada: “Afinal, pendurar a sunga é obsceno. Vou mesmo pendurar meu óculos e minha touca”.

Ele garantiu que, dessa vez, o adeus é definitivo. “Em Londres, estava tudo programado para eu parar. Mas vários fatores me fizeram continuar. Primeiro, recebi algumas ameaças de morte da seleção. Depois, a chegada da minha filha, em 2011. Queria que ela estivesse na arquibancada para torcer por mim, que ela me visse não por meio de imagens ou ouvisse alguém contando. Também recebi várias mensagens pedindo para eu seguir adiante, da mesma forma que estou recebendo agora. Mas agora eu parei mesmo. Estou velho”.

Em cinco Paralimpíadas – Sidney, Atenas, Pequim, Londres e Rio de Janeiro –, o “Tubarão” somou 14 medalhas paralímpicas, sendo seis ouros, seis pratas e dois bronzes. A última medalha de sua carreira veio no revezamento 4x50m livre misto até 20 pontos, ao lado de Daniel Dias, Joana Silva e Susana Schnarndorf. “Conquistar a prata no revezamento foi algo que eu nem imaginava”, admitiu o atleta, que também nadou os 50m e os 100m livre em sua classe, a S5.

As seis medalhas de ouro nos Jogos de Atenas, em 2004, fizeram de Clodoaldo Silva, por muitos anos, o grande nome do esporte adaptado. “Não sou o primeiro atleta paralímpico. Nós participamos dos Jogos desde 1972, e tínhamos nomes como o da Ádria dos Santos, o Antônio Tenório e a própria Márcia Malsar. Mas 2004 foi um divisor de águas para o esporte paralímpico, porque saímos com 14 medalhas de ouro e eu colaborei com seis ouros e uma prata. A sociedade brasileira começou a ver as pessoas com deficiência como atletas de alto rendimento e houve aquele boom”.

Rio de Janeiro - O medalhista dos Jogos Paralímpicos Clodoaldo Silva alerta crianças da Vila Olímpica Artur da Távola, em Vila Isabel, a economizar água e energia para a preservação do meio ambiente.

O medalhista paralímpicos quer continuar inspirando pessoas com suas palestras motivacionaisAgencia Brasil

Um dos nomes que surgiram na esteira do sucesso de Clodoaldo em Atenas entraria para a história como o maior atleta paralímpico do país: Daniel Dias, que, inclusive, compete na mesma categoria que o ídolo.

“Eu nunca escondi de ninguém que o Clodoaldo foi uma inspiração para mim. Pude vê-lo pela televisão em 2004 e o esporte me proporcionou hoje ser amigo dessa lenda, desse grande atleta. Ele me deu um grande apoio e incentivou muito. Passamos muitos momentos juntos, demos risada e nos aproximamos muito. Vou levá-lo para sempre e ele vai fazer muita falta. Fico feliz de dar continuidade à história que ele começou”, emociona-se o dono de 24 medalhas em Jogos Paralímpicos.

Para Clodoaldo, sua representatividade foi construída não apenas a partir de seus índices, recordes e medalhas, mas também com base em sua conduta além do esporte. “Sabia que um dia iria me aposentar, ter de me despedir. Não era eterno e eu, com o passar do tempo, não ganharia mais tantas medalhas assim. Mas sempre tive na minha cabeça que a maior missão não é estar no lugar mais alto, mas sim incentivar outras pessoas no esporte e na vida. O atleta campeão não é só aquele que se sai bem dentro da água, das pistas, das quadras. Ele é campeão quando se sai bem fora disso tudo também”.

Clodoaldo destacou a importância de compartilhar a responsabilidade de ser referência do país no esporte adaptado. “Não é legal que isso fique em cima de uma só pessoa. Temos uma equipe e é importante que possam surgir atletas, em todas as modalidades, que possam ajudar na consolidação do esporte paralímpico”.

Escolhido para acender a pira paralímpica na cerimônia de abertura no Maracanã, Clodoaldo encarou a chuva fina que caía para protagonizar um dos momentos mais emocionante dos jogos: “Por mais que imaginasse me despedir no Rio, não imaginava que seria tão bom e tão inesquecível. Desde a abertura, acender a pira já foi um momento histórico para o Brasil. Principalmente por conta da mensagem que passou, com os degraus e a rampa. Eu já tinha ganhado a minha medalha ali”.

Clodoaldo pretende continuar apadrinhando projetos sociais e inspirando pessoas por meio de suas palestras motivacionais. “Agora, quero tirar um tempo para mim, ir para Natal e ver meus familiares”. Acompanhar as primeiras braçadas de Anita, de quatro anos, também está nos planos. Seguindo os passos do pai, a pequena nada desde os dois anos de idade.

“A principal lição que eu queria deixar para minha filha é que ela visse além da deficiência e que admirasse as pessoas por seu desempenho esportivo e não pela deficiência. Eu queria que ela vivesse no mundo do paradesporto para que ela crescesse sem preconceito. E acredito que estou conseguindo fazer isso”.

Agência Brasil

 

Comitê Paralímpico comemora participação brasileira na Rio 2016

 

Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil

O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons, disse hoje (18) que, apesar de não ter atingido a meta de ficar entre os cinco primeiros colocados no quadro de medalhas, o Brasil teve um resultado muito positivo nos Jogos Rio 2016. “É a melhor participação brasileira em Jogos Paralímpicos. A gente sempre disse que era uma meta agressiva e ambiciosa. Mas era uma meta, não uma promessa”, disse.

Brasília - O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons, durante cerimônia de recepção da tocha paralímpica, no Palácio do Planalto (Valter Campanato/Agência Brasil)

Segundo Parsons, o aumento do espectro de modalidades com atletas no pódio foi justamente um dos maiores benefícios desse ciclo paralímpicoValter Campanato/Arquivo Agência Brasil

Entre os resultados positivos obtidos pela delegação brasileira estão o aumento do total de medalhas, que saltaram de 43 em Londres 2012 para 72 na Rio 2016. Além disso, houve crescimento no número de medalhistas, de 43 para 113. “A gente sai de 23% da delegação, para 39% da delegação brasileira com medalhas”, disse. Quinze desses atletas têm menos de 23 anos, o que mostra uma renovação no esporte paralímpico nacional. Houve a melhoria de 93 marcas pessoais de brasileiros. 

Aumentou também as modalidades que medalharam (de sete em Londres para 13 no Rio), quatro pela primeira vez: ciclismo, halterofilismo e vôlei, além da canoagem, que estreou nesta edição dos Jogos.

Segundo Parsons, o aumento do espectro de modalidades com atletas no pódio foi justamente um dos maiores benefícios desse ciclo paralímpico. “Os resultados mostram que a gente está no caminho certo. Aumentamos o espectro de modalidades. Aproveitamos esse ciclo com mais investimentos para ampliar o espectro de modalidades e diminuir a dependência de atletismo e natação”.

O presidente do comitê disse ainda que a ausência da delegação russa não beneficiou o Brasil, já que o país não herdou nenhuma medalha da Rússia. Situação diferente da que ocorreu com a Austrália e Alemanha, que ficaram à frente do Brasil no quadro de medalhas. “Mesmo tendo tirado um país da nossa frente, talvez tenha trazido dois ou três”, disse.

Parsons afirmou que, nesse ciclo, foram investidos, em média, R$ 70 milhões por ano, no esporte paralímpico. A expectativa é que no ciclo para Tóquio 2020, essa média cresça para R$ 180 milhões, principalmente por causa da mudança de percentuais da Lei Agnelo Piva.

O presidente do Comitê Paralímpico disse que também vai defender uma melhoria do sistema de classificação (ou seja, a categorização dos atletas em relação às deficiências). “Precisamos ser o mais eficiente e transparente possível”.

Parsons também considerou negativa a estratégia de alguns países, como a China e a Ucrânia, de esconder alguns talentos no ciclo que antecedeu a Paralimpíada. Muitos desses atletas, que eram nomes desconhecidos antes dos Jogos, ganharam medalhas na natação. “A gente foi surpreendido com atletas vindo do nada e ganhando”.

 

Agência Brasil

 

Refugiado e fenômeno do atletismo levam prêmio que exalta espírito paralímpico

 

Nathália Mendes - Enviada especial do Portal EBC

No encerramento da Paralimpíada do Rio, atletas são homenageados

No encerramento da Paralimpíada do Rio, atletas que melhor representam o esporte paralímpico são homenageadosReuters/Ricardo Moraes/Direitos Reservados

O nadador Ibrahim Al Hussein e a velocista norte-americana Tatyana McFadden receberam, durante a cerimônia de encerramento dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, o prêmio Whang Youn Dai, conferido ao homem e à mulher que melhor representam o esporte paralímpico. Os dois receberam, das mãos do filho da mulher que batiza a honraria, uma medalha de ouro puro, com cerca de 75 gramas.

O prêmio é um símbolo das Paralimpíadas desde 1988 e está sendo conferido desde entãosempre na festa de encerramento. A médica Whang Youn Dai foi a primeira a recebê-lo, em virtude de seu trabalho com pessoas com deficiência, focado nos valores do esporte e dos direitos humanos. A sul-coreana foi diagnosticada com paralisia infantil com três anos, o que não a impediu de se formar em medicina. Ela já foi vice-presidente da Associação Desportiva para Deficientes na Coreia e do Comitê Paralímpico.

Ibrahim é um dos dois atletas refugiados que fazem parte da primeira equipe de atletas independentes da história dos Jogos Paralímpicos. O nadador, que nasceu em Deir ez-Zor, na Síria, competiu nos 50m e nos 100m livre da classe S9, sem conquistar medalhas, mas melhorando suas marcas pessoais.

Estrela

Há três anos, Ibrahim tornou-se vítima do conflito armado iniciado na Síria em 2011. A carreira de nadador foi interrompida após ele ser ferido por uma explosão, que levou à amputação de parte da perna direita. Ele se refugiou na Turquia, onde reaprendeu a andar, e também na Grécia, desembarcando depois de uma viagem a bordo de um barco inflável. Ibrahim também conduziu a tocha olímpica em seu percurso pela Grécia e foi o porta-bandeira da equipe de refugiados na abertura.

Aos 27 anos, Tatyana McFadden é uma estrela do paradesporto. Em quatro participações consecutivas nos Jogos Paralímpicos, ela acumula 16 medalhas nas corridas para cadeirantes - sete ouros, seis pratas e três bronzes, sendo quatro ouros e duas pratas conquistados no Rio de Janeiro, onde disputou todas as provas de sua categoria.

Prêmio

Em 2013, a multicampeã tornou-se a primeira pessoa, entre atletas regulares e paralímpicos, a vencer, no mesmo ano, as quatro principais maratonas do mundo (Boston, Londres, Chicago e Nova York), o que ela viria a repetir em 2014 e 2015. Também naquele ano ela foi a primeira mulher a ganhar seis ouros em uma mesma edição do Campeonato Mundial, vencendo os 100m, 200m, 400m, 800, 1500m e 5000m em Lyon, na França.

Ao todo, 21 atletas foram indicados para o prêmio Whang Youn Dai. O Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) chegou à lista final, com seis nomes: Jose Luis Casas (Peru), Ibrahim Al Hussein (Equipe de Atletas Independentes), Ammar Ali (Iraque), Tatyana McFadden (Estados Unidos), Zulfiya Gabidullina (Cazaquistão) e a brasileira Verônica Hipolito.

Os vencedores foram escolhidos por um painel independente de juízes, formado por membros do Comitê Executivo da entidade máxima do esporte paralímpico.

 

Agência Brasil

Campanha de multivacinação começa hoje em todo o país

Publicado em 19 de set de 2016

Crianças e jovens podem tomar as vacinas que estão atrasadas gratuitamente até 30 de setembro. Na economia, índice de atividade econômica não atendeu às expectativas e caiu 0,09% em julho. Acompanhe o ‘Giro VEJA’.

Começa hoje campanha para atualizar caderneta de vacinação

Começa hoje (19) a Campanha Nacional de Multivacinação em todo o país, para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes. O público-alvo da mobilização são crianças menores de 5 anos e crianças e adolescentes de 9 anos a 15 anos.

O Dia D de mobilização nacional está marcado para o próximo sábado (24), quando os postos estarão abertos para atender aos que tiverem dificuldades de comparecer em horário comercial. A campanha segue até 30 de setembro em cerca de 36 mil postos fixos em todo o Brasil. Ao todo, 350 mil profissionais participam da ação.

Recife - Pernambuco antecipou o início e começou hoje a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe (Sumaia Villela/Agência Brasil)

Campanha começa hoje para atualização da caderneta de vacinação Sumaia Villela/Agência Brasil

De acordo com o Ministério da Saúde, foram enviadas a todas as unidades da Federação 26,8 milhões de doses - incluindo 7,6 milhões para a vacinação de rotina de setembro e 19,2 milhões de doses extras para a campanha.

Atualização da caderneta

O objetivo da ação é combater a ocorrência de doenças imunopreveníveis no país e reduzir os índices de abandono à vacinação – principalmente entre adolescentes.

Mudanças no calendário de vacinação

Em janeiro deste ano, o Ministério da Saúde alterou o esquema vacinal de quatro vacinas: poliomielite, HPV, meningocócica C (conjugada) e pneumocócica 10 valente.

O esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser de três doses da vacina injetável (2, 4 e 6 meses) e mais duas doses de reforço com a vacina oral. Até 2015, o esquema era de duas doses injetáveis e três orais.

Já a vacinação contra o HPV passou de três para duas doses, com intervalo de seis meses entre elas para meninas saudáveis de 9 a 14 anos. Meninas de 9 a 26 anos que vivem com HIV devem continuar recebendo o esquema de três doses.

No caso da meningocócica C, o reforço, que era administrado aos 15 meses, passou a ser feito preferencialmente aos 12 meses, podendo ser feito até os 4 anos. As primeiras duas doses continuam sendo realizadas aos 3 e 5 meses.

A pneumocócica sofreu redução de uma dose e passou a ser administrada em duas (2 e 4 meses), com um reforço preferencialmente aos 12 meses, mas que pode ser recebido até os 4 anos.

 

Agência Brasil

 

FBI descobre artefatos explosivos em Nova Jersey

Pacote com equipamentos foi encontrado em estação de trens em Elizabeth

    FBI detém cinco pessoas por bomba em Nova Iorque  - Crédito: Bryan R. Smith / AFP / CP

    ESTADOS UNIDOS

    FBI detém cinco pessoas por bomba em Nova Iorque

    RS deve ter chuva muito abaixo da média nos próximos dias - Crédito: Mauro Schaefer / CP Memória

    PREVISÃO DO TEMPO

    Semana terá predomínio do tempo seco

      E-consumidor prefere comprar com privacidade e comodidade - Crédito: Divulgação / CPINFORME PUBLICITÁRIO

      Economize com o melhor em cupons de descontos

        Público-alvo são crianças e adolescentes menores de 5 anos e de 9 a 15 anos - Crédito: Rodrigo Nunes / MS / CPSAÚDE

        Começa campanha para atualizar caderneta de vacinação

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          Romildo confirma contratação de Renato Portaluppi por três meses

          Pela 26ª rodada, o empate foi resultado ruim para as duas equipes - Crédito: Juliana Flister / Light Press / Divulgação Cruzeiro / CPBRASILEIRÃO

          Cruzeiro busca 1 a 1 com o Atlético-MG no Mineirão

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          Grêmio joga mal e perde para o Fluminense na Arena

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          Maicon reconhece dificuldades, mas pede paciência

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            Juventude vence o Mogi Mirim e se classifica na Série C

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            Candidato a prefeito de Campo Bom é vítima de suposto atentado

              Temer finaliza detalhes do discurso que fará na abertura da Assembleia-Geral da ONU - Crédito: Beto Barata / PR / CP

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                Praia da Guarita recebe mutirão de limpeza em Torres

                  Desfile Temático celebra fatos marcantes da Revolução Farroupilha - Crédito: Samuel MacielGERAL

                  Desfile Temático celebra fatos marcantes da Revolução Farroupilha

                    Com capacidade para 50 pessoas, barco transportava mais de 100 peregrinos muçulmanos - Crédito: Dailynews / AFP / CPINTERNACIONAL

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                      Goleiro paulista escorrega no fim do segundo tempo dando o gol da vitória aos paranaenses  - Crédito: Gustavo Oliveira / Divulgação / Atlético-PR / CPBRASILEIRÃO

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                        GOT bate recorde histórico ao levar o Emmy de melhor drama

                          Hugh Grant diz que deixou de ser sex symbol para as jovens - Crédito: Eli Gorostegi / AFP / CP

                          CINEMA

                          Hugh Grant diz que deixou de ser "sex symbol" para as jovens

                            MÚSICA

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                            Partido de Putin tem ampla vitória nas eleições legislativas  - Crédito: Alexei Druzhinin / AFP / CPVÍDEO

                            Partido de Putin tem ampla vitória em eleições legislativas

                            GRAVÍSSIMO: ENTENDA A MANIPULAÇÃO DA IMPRENSA NO CASO LULA

                            Publicado em 15 de set de 2016

                            GRAVÍSSIMO: ENTENDA A MANIPULAÇÃO DA IMPRENSA NO CASO LULA

                             

                            ENTREVISTA COM FLAVIO BOLSONARO, CANDIDATO A PREFEITO NO RIO

                            O excelente bate-papo que tive neste sábado num restaurante na Barra com Flavio Bolsonaro, candidato a prefeito do Rio pelo PSC. Cinegrafista: Alexandre Borges.

                            Abraço de afogado

                            Dilma Rousseff entra em campo para garantir a derrota do PT

                            Por: Augusto Nunes

                             

                             

                            “Raul Pont é acima de tudo um democrata e um administrador experimentado”. (Dilma Rousseff, ao estrear na horário eleitoral de Raul Pont, candidato do PT à prefeitura de Porto Alegre, mostrando como liquidar com uma frase as chances de vitória de qualquer companheiro em campanha)

                             

                            Coluna do Augusto Nunes

                            Lula perdeu o controle


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                            Carlos Heitor Cony

                            É uma das histórias mais conhecidas do folclore universal, foi até filmada por Walt Disney, com Mickey Mouse no papel principal. Cansado de limpar a casa, apelou para um feiticeiro, que lhe providenciou uma vassoura mágica que arrumava tudo. Lamentavelmente, ele esqueceu a fórmula mágica que fazia a vassoura parar de trabalhar. Resultado: a vassoura não apenas limpou a casa, mas a destruiu, levando em seus destroços o aprendiz de feiticeiro.

                            A história não é tão fantástica assim: o caso de Lula é uma versão amplificada do mesmo drama. Achando que o país estava desarrumado e sujo, invocou o feiticeiro, que lhe deu a vassoura mágica para arrumar o Brasil. Teve inicial sucesso, mas não aprendeu a dominar a vassoura, criando um partido (PT) e seus derivados, como a CUT, a militância das ruas e outros apetrechos que julgava mágicos.

                            Sem saber ou sem querer imobilizar a vassoura que criou, está vendo agora a feitiçaria fazer os estragos que estamos sofrendo, com a corrupção desvairada e um Brasil mais sujo do que antes.

                            Ele próprio, não sabendo como deter a feitiçaria, está ameaçado de ser varrido, dividindo a prisão com os aprendizes mais importantes que o ajudaram. Não lhe adianta acusar as elites, o imperialismo e os golpes que alega estar sofrendo.

                            Na sua primeira investida rumo ao poder, era um líder respeitável e pobre. Levado pelo seu primeiro secretário de imprensa, o elegante Ricardo Kotscho, cheguei a comprar uma camisa do PT para ajudar a sua eleição. Apesar da minha modesta contribuição, ele não se elegeu (votei em Brizola) e deixou de vender camisas, inaugurando uma corrupção que não soube parar e que agora o atinge pessoalmente. A pobre e solitária camisa, que lhe comprei e nunca vesti, não pode concorrer com o mensalão, o petrolão e a Lava Jato.

                            Blog do Fábio Campana

                            Síria: Belarus entrega 45 toneladas de ajuda humanitária para Latakia

                            Publicado em 18 de set de 2016

                            PT
                            Síria: Belarus entrega 45 toneladas de ajuda humanitária para Latakia
                            A IL-76 avião enviado pelo Ministério bielorrusso de Situações de Emergência entregou 45 toneladas de ajuda humanitária para a Síria, chegando à base aérea Hmeymim da Rússia em Latakia. *Vídeo metragem lançado no sábado
                            Vídeo ID: 20160917 043
                            Video on Demand: http://www.ruptly.tv
                            Contato: cd@ruptly.tv
                            Crédito: Ruptly TV
                            EN
                            Syria: Belarus delivers 45 tons of humanitarian aid to Latakia
                            A IL-76 plane sent by the Belarusian Ministry of Emergency Situations delivered 45 tons of humanitarian aid to Syria, arriving at Russia's Hmeymim airbase in Latakia, with footage released on Saturday.
                            Video ID: 20160917 043
                            Video on Demand: http://www.ruptly.tv
                            Contact: cd@ruptly.tv
                            Credit: Ruptly TV

                             

                             

                             

                            Turquia: comboio da ONU com 40 toneladas de ajuda permanece preso na fronteira com a Síria

                             

                             

                             

                             

                             

                             

                            Guerra aberta no Conselho de Segurança da ONU, depois dos EUA bombardearem Deir Ezzor

                             

                             

                             

                            Desacordo entre Rússia e EUA na ONU abala trégua na Síria

                             

                             

                             

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