Pesquisa mostra pegadinhas da Black Friday

Um monitoramento feito durante um mês pelo EXTRA evidenciou o que o consumidor já deve considerar um mantra na Black Friday para garantir descontos de verdade em produtos e serviços: pesquisar muito e com bastante antecedência.

Desde o dia 23 de outubro, a reportagem pesquisou, sempre às sextas-feiras, os custos de 50 produtos, em cinco sites, para verificar como se comportariam os preços na campanha promocional, que aconteceu anteontem. Dos itens pesquisados, nove receberam o selo Black Friday. Entre os casos que mais chamaram a atenção — e que estão na tabela abaixo —, houve desde valores maquiados a bons descontos em produtos que, curiosamente, não fizeram parte da liquidação.

Na Americanas.com, o smartphone Motorola Moto G, 3ª geração, estava à venda por R$ 949 — mesmo preço da semana anterior. O notebook Acer tinha, ainda, o mesmo valor das duas últimas sextas-feiras. A oferta do smartphone Samsung Galaxy Gran Prime Duos informava “de R$ 749 por R$ 529”. Antes, saía por R$ 599,90.

No site Submarino, o aparelho de blu-ray 3D Samsung foi anunciado por R$ 350,10, mas chegou a custar menos nos dias 6 e 13 de novembro.

No Ponto Frio, a lavadora de roupas Consul, de 8kg, esteve à venda por R$ 899, durante três semanas. Mas, na semana anterior à liquidação da Black Friday, passou a R$ 999 e, na sexta-feira, baixou para R$ 799.

Na Casa&Video, o ar-condicionado split Consul Facilite custava R$ 1.099, nas cinco semanas anteriores à promoção. No último dia 27, a oferta informava “de R$ 1.199 por R$ 899,90”.

Na Ricardo Eletro, a câmera digital Canon Powershot, único produto com selo de Black Friday, dos dez pesquisados, não constava do estoque.

Empresas defendem as ofertas

Em nota, a Americana.com e o Submarino afirmaram que “garantem o compromisso de praticar o menor preço dos últimos 60 dias” nos itens da Black Friday. Sobre o notebook Acer, a Americanas.com informou que o produto fez parte da ação “A garantia”, que antecipou preços da Black Friday, e, por isso, o valor não foi alterado na sexta-feira.

O Ponto Frio afirmou que inclui produtos “com preços mais baixos nos últimos 30 dias" e que a precificação dos produtos pode ser modificada ao longo do dia.

A Casa&Video informou, também por meio de nota, que R$ 1.199 era o preço do ar-condicionado split Consul Facilite, em setembro. “Há cerca de três semanas (o produto) já estava em promoção, e (o preço) caiu mais para a Black Friday”. A mesma explicação foi dada em relação à furadeira da Black & Decker.

A Ricardo Eletro alegou que “os produtos que entraram na promoção e já estão (estavam) indisponíveis foram vendidos até zerar o estoque”.

Procon Estadual

O Presidente do Procon Estadual do Rio de Janeiro, Sérgio Eiras, destacou os problemas da Black Friday 2015:

Que balanço o Procon Estadual faz da promoção até o momento? (17h de sexta-feira)

Não temos um balanço concluído até o momento, mas o que percebemos até agora é que os maiores problemas são diferenças nas ofertas históricas de preços. Ou seja, houve reajuste (antes). É aquela história de “pela metade do dobro”. Isso aconteceu em pouco menos de um terço do total de casos analisados.

Quais foram as outras irregularidades?

Houve muito repasse de valor para o frete. Então, o desconto é bom, mas quando o cliente pede o frete, o valor alcança um grande percentual do preço do produto, mesmo na cidade do Rio. Fizemos testes para Rio, Niterói, São Gonçalo, Duque de Caxias... O que constatamos é que existe um valor muito elevado de frete. Outra questão é que alguns buscadores de preços mostram um valor melhor, mas quando o cliente vai fazer o pagamento, este é atualizado. Dá sempre uma diferença.

Neste caso, a sanção vai para o buscador?

Não, porque o buscador joga para a página da empresa. É ela quem atualiza. A responsabilidade continua sendo da empresa, que permitiu a oferta para o buscador mostrar.

A Black Friday é avaliada como positiva ou negativa?

Ela traz sempre boas ofertas, mas o que percebemos foi um aprimoramento de recursos que levam ao mau consumo, como misturar produtos que estão na Black Friday com os que não estão; imagens de fundo com a palavra Black Friday, mas com produtos que não estão incluídos...


Fonte: Extra - 30/11/2015 e Endividado

Teste constata excesso de água no frango congelado

PROTESTE não detectou resíduos de antibióticos em nenhuma das nove marcas analisadas, mas havia problema de higiene em três delas.

O frango congelado não pode ter excesso de água em forma de gelo. É um dano considerável ao bolso dos consumidores, que recebem uma cota extra de água, e menos carne, e configura-se fraude. Mas três de nove marcas avaliadas pela PROTESTE continham excesso de água acima dos limites permitidos. Uma delas, a Rica, foi mal avaliada pela terceira vez, mas melhorou em relação aos testes anteriores.

Os frangos congelados inteiros da Rica (6,72%), Averana (9,16%) e Confina (10,58%) apresentaram índices superiores ao limite de 6% de água no peso da carcaça do frango congelado. Esse problema é uma preocupação da PROTESTE, que desde 2009 faz testes para avaliar se a antiga fraude continua castigando o consumidor brasileiro, beneficiada por fiscalização insuficiente.

O teste também avaliou a higiene dos produtos. Três marcas foram reprovadas nesse critério: Rica, Alliz e Copacol, porque foram detectados micro-organismos indicadores de falta de higiene, e que podem causar problemas para a saúde do consumidor. Os produtos só não foram eliminados porque é o tipo de alimento que, necessariamente, passará por cozimento antes do consumo e, assim, os micro-organismos nocivos à saúde humana morrem.

No entanto, vale destacar o risco da contaminação cruzada: imagine que o frango possui micro-organismos patogênicos e a água que ele solta se espalhe sobre a pia. Caso outro alimento tenha contato com aquela água e seja consumido cru, como uma alface, por exemplo, pode haver contaminação.

Evite comer frango ou outras carnes mal cozidas, até porque o uso indiscriminado de antibióticos na criação animal contribui para a geração de bactérias cada vez mais resistentes. Dessa maneira, para o cozimento completo, o ideal é que o fogo esteja em temperatura acima de 62ºC por pelo menos 15 minutos.

Não foram encontrados resíduos de antibióticos em nenhuma das marcas. Também não foram detectados problemas no aspecto, coloração e consistência. O odor e sabor eram adequados.

Na análise de rotulagem, as marcas Alliz, Averama, Canção, Confina e Sadia não informavam o lote, embora apresentassem data de fabricação e validade. Trata-se de informação importante, pois quando há um problema com o produto, a identificação do lote permite uma melhor rastreabilidade para o recolhimento.

O Sadia foi o mais apreciado pelos consumidores, levando-o aos títulos de o melhor do teste e a escolha certa.

Desde 2010 há legislação, para cortes de frango, que contempla a realização de análise química para medir a proporção entre umidade e proteína na carne, com parâmetros variáveis conforme o tipo de corte.

Entretanto, para o frango inteiro, a avaliação do teor de líquido perdido deve ser realizada após o descongelamento do produto na embalagem. A Portaria nº 210/1998 delimita que carcaças de aves podem ter até 6% de água após descongeladas.

Foram avaliados frangos das marcas: Alliz, Averama, Canção, Confina, Copacol, Flamboiã, Rica, Sadia e Seara.
Fonte: Proteste - proteste.org.br - 30/11/2015 e Endividado

Economistas recomendam cautela e planejamento nos gastos extras de fim de ano

As despesas extras de fim de ano se aproximam e as perspectivas são de que a economia ainda não terá se recuperado em 2016. Por isso, os brasileiros devem ter atenção para não exagerar nos gastos e começar o ano com recursos equilibrados. Segundo economistas ouvidos pela Agência Brasil, para não extrapolar o orçamento, a recomendação é a velha fórmula de colocar as contas na ponta do lápis e planejar.

A economista-chefe do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC-Brasil), Marcela Kawauti, explica que um erro comum na época de festas é calcular apenas as despesas com o lazer. “Tem que tomar muito cuidado com isso. Tem viagem, presente, ceia, roupa, só que janeiro também tem muitos gastos. Na hora de fazer planos para o 13º e o salário desses dois meses, tem que levar em consideração tudo, não só os gastos do Natal, Ano Novo e férias”, diz, lembrando que despesas como material escolar, seguro do carro, IPTU e IPVA costumam se concentrar no início do ano.

Ela destaca que a maioria das pessoas não tem o hábito de fazer o planejamento financeiro. “As pessoas gastam muito tempo ganhando dinheiro. Mas muita gente não gasta nem uma hora por semana olhando seu planejamento”, comenta. Para quem está endividado, a recomendação da economista é usar a renda extra do fim de ano para quitar as obrigações. “Em primeiro lugar, essa pessoa deve fazer tudo para pagar. Seja com o 13°, cortando algum gasto ou vendendo algum bem. Em segundo, precisa fazer uma análise boa da sua vida financeira, revisar seus hábitos”, afirma.

Os que terminaram 2015 sem dívidas podem comemorar mais tranquilos, mas, segundo Marcela, não estão livres da necessidade de rever hábitos, ainda mais levando-se em conta a crise econômica. “Tem gente que fez tudo direitinho, não tem dívidas. É o zero a zero. Mas a gente não considera que gastar tudo que ganha é viver dentro do seu padrão. O ideal seria que todo mundo fizesse uma reserva financeira. Vale aproveitar o fim do ano, esse momento de renovação, e começar a poupar. O ano de 2016 também vai ser de conjuntura difícil. Sempre pode haver um imprevisto”, alerta.

Planejamento

A vendedora Laís Augusto, 26 anos, afirma que o mais difícil no planejamento de seus gastos são as compras por impulso. “Eu até tento planejar, mas não consigo. Quando sobra dinheiro e aparece alguma coisa que quero comprar, compro, mesmo sem necessidade. Se tem alguma urgência, preciso recorrer à minha mãe ou à minha sogra para pegar dinheiro emprestado”, relata. A vendedora conta que não consegue guardar dinheiro e vive no limite do endividamento.

A auxiliar de cozinha Sami Caroline, 22 anos, é mais organizada. Ela diz que planeja seu orçamento minuciosamente. “Anoto tudo que preciso gastar no início do mês e só gasto com isso em mãos. Também pesquiso bem antes de comprar as coisas. Isso faz com que eu consiga economizar um pouco no fim do mês. Uma coisa que faço é jamais comprar para pagar depois. Compro tudo à vista. É melhor juntar um dinheirinho e comprar pouca coisa do que se endividar”, acredita.

No caso da estudante Michele Marques, 38 anos, o planejamento mensal até acontece, mas os preços em alta têm atrapalhado o cumprimento. “Eu planejo, vejo o que é mais importante, pesquiso os preços, mas não dá para cumprir. Sempre aparece alguma coisa que precisa comprar e a gente deixa de adquirir outras, porque o dinheiro é curto. Principalmente os itens alimentícios estão cada vez mais caros”, reclama. Este ano, para não gastar além das possibilidades, a família dela fará uma comemoração de Natal simples. “Estamos planejando um Natal bem mais apertado, sem tanto luxo e com pouca coisa, só mesmo para lembrar a data”, informou.

Adaptação

O economista Gilberto Braga, professor de Finanças da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas Ibmec, dá dicas para quem tem dificuldade em planejar o orçamento ou decidir que gastos cortar. Segundo ele, o acompanhamento das despesas deve ser adaptado às características de cada pessoa. “Tem gente que anota centavo a centavo e tem gente que faz um registro mais global. O ideal é que, cada um com sua característica, as pessoas saibam no que estão usando o seu dinheiro”, comenta.

Segundo o economista, o orçamento mensal deve conter as entradas e saídas de dinheiro. No caso das saídas, ele sugere dividir as despesas entre obrigatórias e variáveis. Nos gastos obrigatórios entram aluguel, supermercado, água e luz, por exemplo. Nas despesas opcionais, podem ser elencadas saídas à noite ou compra de presente de aniversário. A divisão ajuda a visualizar onde é possível cortar gastos, explica Braga. A família pode começar a mudar de hábitos para economizar na luz, caso a conta esteja pesando, ou trocar uma saída à noite por um programa com amigos em casa.

Gilberto Braga também recomenda que a forma de registro do orçamento seja acessível. “Hoje há programas sofisticados que podem ser comprados, baixados gratuitamente, mas não são amigáveis no sentido de estimular uma pessoa comum a usar. O ideal é que se anote em um papel, agenda, caderno de notas, qualquer coisa que seja de fácil manipulação e esteja sempre com a pessoa”, diz.

Por fim, ele também recomenda se resguardar em face ao momento econômico complicado. “O ano de 2016 vai ser difícil. Enquanto houver essa crise simbiótica, política e econômica, será difícil o país reverter o quadro e voltar a crescer. O ideal é ir fazendo uma reserva”, afirma. De acordo com Braga, a poupança deve corresponder a, no mínimo, três meses do gasto mensal, para que a família possa lidar com imprevistos, tais como perda de emprego. A economista Marcela Kawauti, do SPC Brasil, defende uma reserva maior, equivalente a seis meses dos gastos mensais.
Fonte: Agência Brasil - 30/11/2015 e Endividado

Dizem que todos tem um sósia pelo mundo; essas duas se encontraram sem querer