Quina teve 85 apostas ganhadoras, que garantem prêmio individual de R$ 28 mil Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 1765 da Mega Sena, sorteadas na noite deste sábado. Os números, divulgados em Cândido Mota (SP), foram: 01, 06, 28, 37, 56 e 58.
A expectativa, com isso, é de que a modalidade pague R$ 105 milhões, na próxima quarta-feira. As apostas podem ser feitas até as 19h do dia 2.
A Quina teve 85 apostas ganhadoras, que garantem prêmio individual de R$ 28 mil. Já a Quadra paga R$ 811 a 9.138 acertadores. Correio do Povo
Um terço dos estabelecimentos de rua já foram alvo dos bandidos pelo menos uma vez na Capital
Restrição no acesso aos estabelecimentos em horários de pouco movimento ajuda a proteger o comércio | Foto: Mauro Schaefer
A sensação de insegurança está atingido o comércio com a redução do movimento de clientes, além dos prejuízos em assaltos e gastos com segurança privada. Lojistas já registram uma redução de até 10% nas vendas ao mês. Um levantamento feito pelo Sindilojas Porto Alegre indica que 33% dos estabelecimentos de rua da Capital já foram assaltados ao menos uma vez. Para o presidente da entidade, Paulo Kruse, o medo da população tem feito com que muitos optem por não sair às compras. “Os custos se mantêm mas a venda cai. Não há uma equação de equilíbrio”, afirma.
Em Porto Alegre, o maior número de ocorrências é de assaltos a estabelecimentos comerciais. Entre janeiro e setembro foram 1.270 registros, 27 desses com lesões. Os furtos e arrombamentos também tiveram 863 casos. Segundo o comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), tenente-coronel Mario Yukio Ikeda, o Centro é o local mais afetado. “Essa região sempre foi a com maior registro pela quantidade de comércio. Estamos buscando estratégias para atender de maneira mais efetiva a população”, informou.
Operações da Força Tática estão trazendo resultados positivos na Capital, com o trabalho conjunto de diversas guarnições. “Temos o objetivo de aumentar a sensação de segurança, com operações de visibilidade em diversas áreas. As ações estão resultando em aumento de prisões e apreensões”, afirma Ikeda.
O presidente da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV), Vilson Noer, diz que ficar em casa só dará mais espaço para a violência. “As pessoas têm percepção de insegurança, mas não está tão ruim quanto parece. A Brigada está atuando e ao reduzir o movimento fica mais fácil para o criminoso”, avalia. A associação acredita que o estado tem 19 cidades em situação mais crítica. Entre elas, Porto Alegre, Rio Grande, Caxias do Sul, Novo Hamburgo, Gravataí e Alvorada.
Na pesquisa do Sindilojas, no Centro da Capital, 84% consideram que falta segurança. Por esse motivo, o gasto médio mensal dos estabelecimentos com segurança privada é de R$ 1.460,00, chegando a R$ 30 mil em redes de lojas. “É uma realidade que não é boa para ninguém”, ressalta Kruse.
Em 10 anos, 15 assaltos Nem mesmo o movimento de uma via como a Terceira Perimetral de Porto Alegre inibe a atuação de assaltantesno bairro Glória, na zona Sul. Um mercado já foi assaltado 15 vezes em dez anos de existência, três somente este ano. Neste período, o proprietário Ivo Kovalski já alterou algumas de suas práticas como atender com a porta fechada das 6h às 7h30min e ao anoitecer, além de fechar uma hora mais cedo do que nos anos iniciais de atuação. “Trabalhamos com medo. Já pensei algumas vezes em fechar, mas dependo disso”, explica.
Desde que abriu o negócio, após uma tentativa de arrombamento instalou um alarme, o que reduziu esses casos. Além disso, colocou uma grade e nos horários em que considera mais perigoso, só abre para os moradores já conhecidos do bairro. “Já pensei em colocar câmera, mas acho que não resolve o problema, pois não há estrutura para prender os assaltantes. Quando fui assaltado em agosto, os policiais vieram registrar a ocorrência de ônibus”, conta.
Porém, para ele, a insegurança não reduz o movimento no mercado. “Os clientes já sabem, então entram e pegam as coisas rápido. Esse problema atinge mais os pequenos negócios, pois sempre que possível as pessoas optam por ir em um estabelecimento maior por se sentirem mais seguras. Eu mesmo faço isso em lotéricas, por exemplo”, diz Kovalski.
Tecnologia ajuda empresários
Trabalhar de portas fechadas e usar a tecnologia para o monitoramento tem dado certo para alguns empresários. As câmeras instaladas em uma farmácia no bairro Glória são consultadas diversas vezes ao dia no smartphone do gerente Reginaldo Aneron. O celular dele toca quando o alarme dispara. Para instalar os equipamentos, a empresa investiu R$ 2,5 mil e paga mensalmente R$ 200,00 pelo serviço. “É ainda mais barato do que manter um profissional de segurança física”, acredita.
No bairro Menino Deus, câmeras e controle de entrada de clientes fazem com que a pet shop de Maciel Gueno nunca tenha sido assaltada, em 12 anos de funcionamento. Ao ingressar, o cliente fica entre uma porta de vidro e uma grade, que é liberada pela funcionária da recepção. Além disso, o prédio da loja tem porteiro. “Isso inibe a ação, pois eles não querem dificuldade”, acredita Gueno.
Profissionais da Braskem de unidades
do Brasil, EUA e Alemanha se reuniram em conferência
Duzentos profissionais da Braskem –
do Brasil, dos Estados Unidos e da Alemanha – estiveram reunidos
dois dias no Hotel Deville, em Porto Alegre, na 2ª Conferência
Global de Inovação e Tecnologia.. De acordo com o gerente de
Ciência de Polímeros da Unidade de Negócios de Polímeros que
opera na Braskem do Rio Grande do Sul, Fabiano Lemon, foram
analisados na conferência cem projetos de pesquisa na área do
plástico para uso de recursos sustentáveis.
Foram apresentadas 44 palestras e 56
pôsteres. Um dos trabalhos de destaque foi o da pesquisadora
norte-americana Julia Kornfield, que é professora do Instituto de
Tecnologia da Califórnia (Cautec) e estuda um tipo de combustível
mais seguro, com base no isolamento de “megassupramoléculas”.
Julia desenvolve a pesquisa com base no episódio de 11 de setembro
de 2001, nos Estados Unidos, que, depois de exaustivamente estudado,
levou à conclusão de que a explosão das Torres Gêmeas, em Nova
Iorque, foi provocada não pelo choque dos aviões e sim pela
qualidade do combustível, com grande potencial inflamável.
Fonte: Correio do Povo, página 5 de
18 de outubro de 2015.
Na quarta-feira passada uma moradora do bairro foi assassinada com um tiro na cabeça
Vestidos de preto, mais de 200 pessoas seguiram em caminhada pelas ruas Felizardo Furtado e Salvador França, avenida Ipiranga e rua Guilherme Alves | Foto: Ricardo Giusti
Os moradores do bairro Jardim Botânico, na zona Leste de Porto Alegre, realizaram um protesto neste sábado contra a falta de segurança na região. Vestidos de preto, mais de 200 pessoas seguiram em caminhada pelas ruas Felizardo Furtado e Salvador França, avenida Ipiranga e rua Guilherme Alves. O protesto deixou o trânsito lento na região.
A manifestação lembrou a morte na quarta-feira passada da moradora June Cartier Monteiro de Brum Sumino, 32 anos, assassinada com um tiro na cabeça. No final da caminhada, os manifestantes prestaram uma homenagem a June Cartier no local onde ela foi assassinada próximo de uma banca de revista na rua Felizardo Furtado.
A moradora Janine Gastaldoni disse que a comunidade exige mais segurança e policiamento nas ruas do bairro, principalmente na Felizardo Furtado, Ferreira Viana e Guilherme Alves. Com cartazes alertando que “falta de segurança também é crime”, os manifestantes disseram que o estopim do protesto foi o assassinato de June Cartier.
O morador Luís Augusto de Souza disse que o grupo prepara um abaixo-assinado que será enviado ao governador José Ivo Sartori, ao prefeito José Fortunati e ao secretário estadual da Segurança Pública, Wantuir Jacini. A meta é pressionar as autoridades estaduais a chamar os policiais militares aprovados em concurso público, no ano passado.
De acordo com Janine Gastaldoni, existe hoje somente um policia militar no posto policial que atende ruas como Ferreira Viana, Guilherme Alves e Felizardo Furtado, onde a média de assaltos, conforme os relatos, é de pelo menos três por dia. Na noite de sexta-feira, seis criminosos tentaram assaltar o supermercado Gecepel, na rua Guilherme Alves. Houve troca de tiros com um policial da reserva. Quatro criminosos foram presos.
June Cartier, voltava de um curso à noite, e o namorado que foi passear com um cachorro do casal foi encontrá-la em uma parada da rua Felizardo Furtado. O casal foi surpreendido pelos criminosos que anunciaram o assalto. A mulher teria pedido socorro e recebeu um tiro na cabeça e morreu no local. O namorado não ficou ferido na ação. Moradores disseram que os criminosos levaram uma bolsa que June Cartier carregava.
No
dia 19 de novembro de 1838 – em plena Guerra dos Farrapos –, um
“aviso imperial” publicado em jornais da província determinava:
“Todo o escravo que for preso e tiver feito parte das forças
rebeldes será logo ali, ou no lugar mais próximo em que possa ter
lugar, correcionalmente punido com 200 a mil açoites, por ordem da
autoridade militar ou civil, independentemente de processo”.