Em 2014, cerca de 1 milhão de pessoas doaram sangue pela primeira vezTomaz Silva/Agência Brasil
Com o objetivo de sensibilizar novos doadores e fidelizar os já existentes, o Ministério da Saúde começa hoje (26) a Campanha Nacional de Doação de Sangue de 2015. Em 2014, cerca de 1 milhão de pessoas doaram sangue pela primeira vez, o que representa 38% do total de aproximadamente 2,6 milhões de doações registradas no ano.
Com o slogan “Doar sangue é compartilhar vida”, a campanha terá material veiculado em emissoras de rádio e televisão e nas redes sociais. No Brasil, pessoas entre 18 e 60 anos que tiverem mais de 50 quilos e estiverem em bom estado de saúde podem doar sangue. O candidato deve estar descansado, não pode ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas anteriores à doação, não pode fumar e nem estar em jejum. É imprescindível levar documento de identidade com foto.
Também podem ser aceitos candidatos à doação de sangue com idade entre 16 e 17 anos, com o consentimento formal do responsável legal, e pessoas de 60 a 69 anos, se já tiverem doado antes dos 60. Quem teve diagnóstico de hepatite após os 11 anos de idade, mulheres grávidas ou amamentando não podem doar sangue.
Em 2013 e 2014, houve aumento de 5% nas coletas de bolsa de sangue no país, passando de 3,5 milhões para 3,7 milhões. Enquanto isso, as transfusões de sangue aumentaram 6,9%, passando de 3 milhões de procedimentos em 2013 para 3,3 milhões no ano passado.
No Brasil, a doação é voluntária e beneficia qualquer pessoa independentemente de parentesco com o doador. O sangue doado é essencial para os atendimentos de urgência, para a execução de cirurgias eletivas de grande porte e para o tratamento de pessoas com doenças crônicas, como falciforme e talassemia, e também para o tratamento de doenças oncológicas variadas que necessitam de transfusão frequentemente.
This animation shows the path light will follow as it hits the primary James Webb Space Telescope (JWST) mirror, and is reflected to the secondary, and then in through the aft optics assembly where the tertiary and fine steering mirrors are. The light is then reflected and split and directed to the science instruments by pick-off mirrors. JWST is a three-mirror anastigmat telescope.
André Richter e Michelle Canes - Repórteres da Agência Brasil
A Procuradoria-Geral da República (PGR) usou depoimentos da delação premiada do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró e do filho dele, Bernardo Cerveró, para pedir a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS); de André Esteves, dono do Banco BTG Pactual; do ex-advogado de Cerveró Edson Ribeiro; e do chefe de gabinete do senador, Diogo Ferreira. As prisões foram autorizadas ontem (24) pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), e executadas hoje (25) pela Polícia Federal.
O senador Delcídio Amaral e o banqueiro André Esteves foram presos pela Polícia FederalArquivo/Agência Brasil
Segundo o documento enviado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF), no qual faz o pedido de prisão dos investigados, a procuradoria diz que Delcídio tentou dissuadir Nestor Cerveró de aceitar o acordo de colaboração com o Ministério Público Federal (MPF), ou que, se isso acontecesse, que evitasse delatar o senador e também André Esteves.
Em um trecho do processo, a PGR afirma que Delcídio ofereceu dinheiro para evitar a citação de seu nome nas investigações. “O senador Delcídio Amaral ofereceu a Bernardo Cerveró auxílio financeiro, no importe mínimo de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) mensais, destinado à família de Nestor Cerveró, bem como prometeu intercessão política junto ao Poder Judiciário em favor de sua liberdade, para que ele não entabulasse acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal”, diz a PGR.
O documento diz ainda que o banqueiro André Esteves arcaria com o custo do auxílio financeiro e que parte desse valor seria justificado como pagamento de honorários advocatícios “a serem convencionados em contrato de prestação de serviços de advocacia entre André Esteves e/ou pessoa jurídica por ele controlada com o advogado Edson Ribeiro”.
Cópia de acordo
Segundo a procuradoria, André Esteves tinha uma cópia de minuta de anexo do acordo de colaboração premiada assinado por Nestor Cerveró, “confirmando e ilustrando a existência de canal de vazamento na Operação Lava Jato que municia pessoas em posição de poder com informações do complexo investigatório” diz o texto.
As investigações também citam encontros entre o filho de Cerveró, Bernardo Cerveró, o senador Delcídio Amaral, o chefe de gabinete do senador, Diogo Ferreira, e o advogado de Cerveró, Edson Ribeiro, em um hotel em Brasília.
Judiciário
Gravações das reuniões, feitas pelo filho de Cerveró, também foram utilizadas pela PGR para justificar a prisão. Nelas, Bernardo, Edson Ribeiro e Delcídio mencionaram tentativas de influenciar decisões dos ministros do STF para interferir no julgamento do habeas corpus do ex-diretor, para anular depoimentos de delação premiada, além de um plano de fuga.
Em um dos trechos das gravações, o senador disse que teve conversas com ministros do Supremo. "Agora, agora, Edson e Bernardo, eu acho que nós temos que centrar fogo no STF agora, eu conversei com o Teori [Zavascki], conversei com o Toffoli [Dias], pedi pro Toffoli conversar com o Gilmar [Mendes], o Michel [Temer] conversou com o Gilmar também, porque o Michel tá muito preocupado com o Zelada [Jorge Zelada, ex-diretor da área Internacional da Petrobras], e eu vou conversar com Gilmar também".
Plano de fuga
Em outro trecho, o senador discutia o suposto plano de fuga de Cerveró. "Hoje eu falo, por que eu acho que o foco, o seguinte, tirar, agora a hora que ele sair tem que ir embora mesmo".
Segundo documentos da PGR, foram realizados vários encontros entre o filho de Cerveró, Delcídio, Ferreira e Ribeiro. Em um deles, realizado em um hotel em Brasília no dia 4 de novembro, na qual teria sido discutida a possibilidade de uso de habeas corpus para que Nestor Cerveró fosse colocado em liberdade. Nesse mesmo encontro, os participantes teriam tratado também da possibilidade de fuga de Cerveró para o Paraguai.
“O Senador Delcídio Amaral relatou sua atuação – espúria ante o fato de não ser advogado e do patente conflito de interesses, mas em linha com sua promessa reiterada de interceder junto ao Poder Judiciário – perante Ministros do STF em favor de Nestor Cerveró, informando haver conversado com Vossa Excelência e com o Ministro Dias Toffoli. Revela, ainda, a firme intenção de conversar com o Ministro Edson Fachin, bem como de promover interlocução do Senador Renan Calheiros e do Vice-Presidente Michel Temer com o Ministro Gilmar Mendes”, traz o documento. A assessoria de Temer informou que o vice-presidente jamais discutiu esse assunto com o líder do governo.
Já o presidente do Senado, Renan Calheiros, disse não ver possibilidade de um poder influenciar o outro. “Não acompanhei nenhum detalhe. Se há uma coisa que precisa ser preservada, nas circunstâncias que nós vivemos no Brasil, é a separação dos Poderes. Não vejo, sinceramente, a possibilidade de poder haver influência de um Poder sobre outro. Da mesma forma que vejo a necessidade de garantirmos a Constituição no que se refere às garantias individuais”, afirmou Renan.
Segundo a PGR, o senador "interveio ativamente também nesse segmento da conversa, oferecendo sugestões de rotas e meios de fuga: ele opina quanto a ser o Paraguai a melhor rota e quanto à necessidade de que, se a fuga se der por meio de aeronave de táxi áereo, o modelo seja um Falcon 50, que teria autonomia para chegar à Espanha [Cerveró tem nacionalidade espanhola] sem reabastecimento".
Zavascki
O texto da decisão de Zavascki, traz que na delação, Nestor Cerveró também citou Delcídio e Esteves. Segundo o ex-diretor da Petrobras, os dois teriam envolvimento em irregularidades na compra de sondas da Petrobras e na compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Cerveró disse que André Esteves, por meio do banco BTG Pactual, pagou propina ao senador Fernando Collor (PTB-AL) em um contrato para embandeiramento de 120 postos de combustíveis do BTG em São Paulo. Collor é investigado no Supremo sob a suspeita de receber vantagens indevidas em contratos da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras.
Cerveró firmou acordo de colaboração premiada com o Ministério público Federal no dia 18 de novembro deste ano.
STF
Na manhã de hoje, a Segunda Turma do STF referendou, por unanimidade, as prisões pedidas pelo relator da Operação Lava Jato no STF, ministro Teori Zavascki. Segundo o relator, não haveria outros meios de se preservar as investigações, que não sejam as prisões, uma vez que os envolvidos estariam pressionando o ex-diretor Internacional da Petrobras Nestor Cerveró a desistir de firmar acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato.
As decisões do ministro Teori Zavascki foram ratificadas integralmente pelos votos dos ministros Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Dias Toffoli.
O ministro Dias Toffoli disse que o tribunal não aceitará intromissões nas investigações em curso. “O que importa é o seguinte: o Supremo Tribunal Federal não vai aceitar nenhum tipo de intrusão nas investigações que estão em curso e é isso o que ficou bem claro na tomada dessa decisão unânime”, disse Toffoli ao final da reunião. “Infelizmente estamos sujeitos a este tipo de situação, pessoas que vendem ilusões. Mensageiros que tentam dizer conversei com fulano e sicrano e vou resolver a sua situação. Infelizmente são situações que ocorrem, não é a primeira vez que isso ocorre”, disse o ministro sobre a suspeita de tráfico de influência do senador.
Um tremor de magnitude 6,4 na escala Richter foi registrado hoje (26) no Acre. A informação foi divulgada pelo Instituto Geológico dos Estados Unidos. Até agora, não há informações sobre vítimas.
O terremoto ocorreu a uma profundidade de 604 quilômetros, a aproximadamente 130 quilômetros a sudoeste da cidade de Tarauacá e a cerca de 700 a nordeste de Lima, capital do Peru.
Dois fortes sismos de magnitude 7,6 na escala Richter atingiram o Leste do Peru na noite de terça-feira (24) não muito longe da fronteira com o Brasil, segundo o instituto, sem causar vítimas.
Os tremores foram sentidos nas cidades de Rio Branco e Cruzeiro do Sul (Acre), Porto Velho (Rondônia), e Manaus (Amazonas). Em Rio Branco, muitas pessoas abandonaram os prédios e o Corpo de Bombeiros recebeu vários chamados.
O plenário do Senado decidiu manter a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS). Em votação aberta, os senadores decidiram que o líder do governo deverá ser mantido preso por 59 votos contra 13 e 1 abstenção.
Delcídio está preso na carceragem da Polícia Federal (PF) em Brasília após decisão unânime da segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi levado para a PF hoje pela manhã, na 21ª fase da Operação Lava Jato, quando também foram presos seu chefe de gabinete Diogo Ferreira e o presidente do banco BTG Pactual, André Esteves.
A prisão foi embasada por uma gravação apresentada pelo filho do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, em que o senador oferece R$ 50 mil por mês para a família dele e mais um plano de fuga para que Cerveró deixasse o país. O objetivo de Delcídio era evitar que o ex-diretor fizesse acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.
Em
meio às articulações da reforma ministerial, à divulgação de
pesquisa CNI/Ibope, que aponta a manutenção de índice recorde de
rejeição da gestão de Dilma Rousseff, o presidente do Tribunal de
Contas da União, Aroldo Cedraz, confirmou que será julgado na
próxima semana o processo sobre as contas do governo de 2014,
marcado pela polêmica das “pedaladas fiscais”. O clima no
Planalto é de pessimismo e a rejeição das contas é dada como
praticamente certa. A expectativa é grande, já que há temor de que
o desfecho do caso no TCU possa ser utilizado como base jurídica
para reforçar clima favorável ao impeachment no Congresso.
Especialistas sustentam que as pedaladas não são suficientes para
embasar o impeachment, mas a essência do processo é política e
depende do estado de espírito e dos cálculos feitos pela oposição
e pelos sempre insatisfeitos aliados. O cenário fica ainda pior
devido à crise econômica, que atinge em cheio o bolso da população
e que está exigindo medidas impopulares, que agradavam já o baixo
nível de confiança na presidente. Ontem à tarde, em reunião com a
cúpula petista, Lula defendeu que Dilma adote discurso de que as
mudanças no Ministério não são um caminho para evitar o
impeachment, mas para marcar nova fase e superar a crise. Como se
fosse possível esconder que Dilma, o Planalto e o PT se tornaram
ainda mais reféns do PMDB visando à permanência na cadeira da
presidência.
Fortunati responde
Em
nota à coluna, o prefeito José Fortunati afirmou que “o PC do B
tem uma criatividade fantástica para justificar suas perdas e atos.
Da mesma forma como defende que a Albânia é um país democrático,
tenta me imputar a responsabilidade pela saída do deputado João
Derly”. Fortunati disse que recebeu dois telefonemas de João
Derly, e que, em ambos contatos, afirmou que nem ele, nem sua esposa,
Regina Becker, ingressariam na Rede.
PGE recorre
A
Procuradoria-Geral do Estado recorreu ao Supremo Tribunal Federal, na
terça-feira, para tentar reverter a decisão do ministro Marco
Aurélio Mello, que indeferiu a ação cautelar que visava evitar o
bloqueio das contas do Estado em função dos atrasos no pagamento de
parcelas da dívida com a União. Com o recurso, a ação cautelar do
Executivo passará por nova análise, agora no plenário, sendo
submetida a todos os ministros da Corte.
Efeito contrário
A
pressão de integrantes do PDT, com o coordenador da bancada federal
gaúcha, Giovani Cherini, em defesa da substituição do secretário
de Segurança, Wantuir Jacini, pelo deputado estadual trabalhista
Enio Bacci, ao menos por ora, está gerando efeito contrário.
Integrantes do Executivo afirmam que apesar de algumas manifestações
polêmicas, Jacini contra com a total confiança do governador José
Ivo Sartori. O secretário teria sido escolhido para o cargo
justamente por seu perfil técnico e mais comedido, distinto de
Bacci. Além disso, apesar das limitações financeiras que atingem à
área, a avaliação é de que Jacini busca soluções sem críticas
aos cortes, assume as deficiências e blinda Sartori.
Construção pessoal
No
ato mais concorrido desde o início do governo, foi confirmada medida
para quitar recursos atrasados com hospitais referentes a 2014 e
2015. A abertura de linhas de crédito foi uma construção pessoal
do secretário da Saúde, João Gabbardo, que contrariou apostas de
que o passivo de 2014 não seria pago e buscou uma saída.
Apartes
O
rompimento do publicitário Jeferson Monteiro, criador do perfil
Dilma Bolada – que conta com milhares de seguidores nas redes
sociais – com o governo Dilma, foi um dos assuntos mais comentados
ontem. No texto em que justificou sua posição, Jeferson afirmou que
para Dilma “só importa o apoio do PMDB e de parte do empresariado
para que ela se mantenha lá onde está. Trocou o governo pelo
cargo”. Outra versão para o rompimento, no entanto, é de que
Jeferson teria deixado de receber recursos por meio de agências que
não teve o contrato renovado pelo PT.
Fonte: Correio do Povo, página 3 de
1º de outubro de 2015.