Pugilista diz que Kajuru ‘afinou’ em briga na TV: ‘acabei com sua carreira’

Em uma carreira cheia de declarações polêmicas falando principalmente sobre futebol, o apresentador Jorge Kajuru se viu em um de seus maiores apuros ao vivo ao ficar frente a frente com um lutador de boxe. Em abril de 2004, uma discussão acalorada com o pugilista Marinho Soares quase chegou às vias de fato. O episódio virou história, e o esportista até hoje defende ter “acabado com a carreira” de Kajuru.
O caso aconteceu durante uma transmissão do Esporte Total, programa esportivo da hora do almoço da Bandeirantes, à época. Marinho acabara de vencer um combate contra Fabio Garrido, que teve desfecho polêmico: o rival foi nocauteado e teve de ser levado para a UTI, em coma. O vencedor não mostrou nenhum tipo de remorso ou compaixão e seguiu provocando ainda em cima do ringue. “Nunca mais luta”, chegou a dizer.
Na entrevista, Kajuru opinou: “Você não precisava dar os dois últimos socos nele. Ele já estava caído”. Marinho retrucou: “Isso é burrice”. Depois de ser chamado de covarde pelo apresentador, o clima esquentou de vez, e Marinho partiu para cima de Kajuru. A discussão cara a cara durou um bom tempo até os apaziguadores chegarem, entre eles Silvio Luiz.

Brigas com comentaristas na TV - 6 vídeos

Marinho, que sempre fez o tipo sem papas na língua, sempre fala do episódio em tom de chacota. E, como faz quanto ao nocaute sobre Garrido, que se recuperou após semanas em coma, também não mostra arrependimentos.
“Eu não perdi a cabeça, ele que perdeu, ao me chamar de covarde”, relembrou Marinho, em entrevista publicada no livro Em 12 Rounds, que traz 12 histórias curiosas do boxe brasileiro e foi lançado pela editora Via Escrita, em dezembro de 2014. “Ninguém me chama de covarde. Se chamar, vai ter que responder pelos seus atos. Ele afinou e acabei com a carreira dele. Quem é o Kajuru hoje?”.
Marinho, à época já havia dado declarações parecidas. “Foi como falei na entrevista para a (revista) Playboy na semana seguinte: ‘eu fui o começo do fim dele’”, gabou-se o pugilista.

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Em contato com o blog, Marinho disse que não se incomoda em falar do assunto e isso é algo comum em sua rotina. “Não vou dizer que falo nisso diariamente, mas semanalmente com certeza. Foi algo marcante, e não ligo de falar nisso'', afirmou o empresário de 45 anos, que prepara uma volta aos ringues em 2015, mesmo com a idade avançada.
Jorge Kajuru ainda ficou alguns meses na Band e acabou demitido após ter feito críticas ao então governador de Minas Gerais Aécio Neves e a Ricardo Teixeira. Ele acusou os funcionários do Mineirão de bloquearem a entrada de deficientes físicos no portão de acessibilidade para permitir a chegada de convidados do político e do comandante da CBF. Poucas semanas depois do incidente, ele foi desligado da emissora.
Kajuru foi procurado pelo blog para falar sobre o episódio, mas não atendeu às ligações da reportagem.
Para Kajuru e Marinho, a história repercutiu, mas acabou virando mais um caso folclórico da TV brasileira. Quem mais sofreu foi Fabio Garrido. Ele foi dado como tendo apenas 20% de chances de sobrevivência, devido a uma hemorragia no cérebro. Ficou internado por 16 dias, boa parte deles em coma, e depois teve de tomar medicamentos pesados para voltar à sua condição normal.
Garrido retomou sua carreira meses depois, mesmo aconselhado a não o fazer, e tem um cartel de 27 vitórias, quatro derrotas e um empate. Marinho, que no combate contra Garrido defendeu o título brasileiro dos meio-pesados fez seu último combate em 2014, totalizando 13 triunfos e um revés como profissional – além da carreira nos ringues, ele sempre trabalhou paralelamente como empresário.
*Esta história faz parte do livro Em 12 Rounds (Editora Via Escrita, 2014) e está inserida no capítulo que conta a história de Fabio Garrido e de seu pai, Nilson, que abriu um projeto social que ensina boxe sob viadutos da cidade de São Paulo. Para ler esta história completa e o restante do livro, entre em contato com editora@viaescrita.com.br
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Qual dos filmes sobre boxe é o seu favorito?11 fotos

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''O Vencedor'' (2010): Dicky Ecklund (Christian Bale) é uma lenda do boxe que desperdiçou o seu talento e a sua grande chance. Entretanto, seu meio-irmão Micky Ward (Mark Wahlberg, na foto) se torna uma nova esperança de campeão e tenta superar as conquistas de Dicky. Indicado a 7 Oscar em 2011, entre eles de melhor filme, diretor, ator coadjuvante e atriz coadjuvante (a premiação revelará os vencedores em 27 de fevereiro) Leia mais Divulgação


UOL

No Dia Internacional do Riso, palhaços e contadores de histórias animam idosos


Palhaço Tuiuí brinca com dona Judite e outras idosas do Abrigo do Cristo Redentor
Palhaço Tuiuí brinca com dona Judite e outras idosas do Abrigo do Cristo RedentorRepórter Paulo Virgílio
Sentadas em um banco na entrada de um dos pavilhões do Abrigo do Cristo Redentor de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, idosas ouvem atentamente o palhaço Tuiuí, acompanhado do musico Leo Gonzaga, ao violão, tocar numa gaita Asa Branca, de Luiz Gonzaga. Motivadas pela música, algumas começam a cantar e a dançar.
Outros idosos vão se juntando ao grupo, animados com a chegada dos demais integrantes do coletivo Experimentalismo Brabo, que há um ano leva ao abrigo, instituição filantrópica que dá assistência a cerca de 200 idosos carentes, um cortejo de música, palhaçaria, brincação e contação de histórias. Neste domingo (18), Dia Internacional do Riso, Tuiuí, Leo, a palhaça Primeira Dama e as contadoras de histórias Cristina Pizzotti, Melissa Coelho e Camila Lima levaram alegria aos idosos há anos internados no asilo.
Enquanto Cristina contava para uma idosa a história Os Dois Cegos Briguentos, anedota popular do livro Armazém do Folclore, de Ricardo Azevedo, Tuiuí contava para a interna Judite, de quem ouviu histórias e recebeu uma proposta de casamento. Juran de Oliveira, “de mais de 60 anos”, foi o padre da “cerimônia”, encerrada com dança ao som de Asa Branca  e outras canções.
“A gente procura estimular o idoso a não apenas assistir às brincadeiras e ouvir as histórias, mas também a fazer parte do espetáculo, interagindo com as suas próprias vivências”, explica Leonardo Melo, o Salo – e também o palhaço Da Lapa – coordenador do Experimentalismo Brabo. O trabalho do grupo está em consonância com os benefícios já comprovados da terapia do riso, que, empregada em hospitais e asilos, tem conseguido amenizar a dor e melhorar o humor dos pacientes e internos.
“Os resultados não são imediatos, vão aparecendo com o tempo, ao longo das sucessivas visitas”, ressalta Melo. Um exemplo é a mineira Maria José, a Zezé, a mais animada do grupo. Estimulada pelo palhaço, com quem dançou e cantou, ela acabou contando suas vivências numa fazenda de Minas Gerais, onde “limpava as tetas das vacas e ajudava a carregar o leite”.
O cortejo percorre todos os pavilhões do Abrigo do Cristo Redentor e tem início pela ala feminina, onde ficam as idosas mais debilitadas fisicamente. “Aqui a interação é mais difícil”, revela Cristina Pizzotti, que se esforçava para atrair a atenção para a história do folclore que contava para dona Antonia Maria, de 55 anos, visivelmente mal-humorada e de poucas palavras.
Criado no complexo de favelas de Manguinhos, na zona norte do Rio, o coletivo Experimentalismo Brabo faz também em outros espaços intervenções artísticas voltadas para a reflexão sobre solidariedade, afeto, cultura de paz e cooperativismo. “Além do Abrigo do Cristo Redentor, atuamos em outras instituições para idosos e em favelas”, conta Leonardo Melo.
O grupo tem o apoio da Secretaria Estadual de Cultura e faz parte do Programa Pontos de Leitura, do Ministério da Cultura.

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Com renda comprometida, brasileiros devem evitar dívidas novas em 2015

Os brasileiros contrairão menos débitos novos em 2015, mas enfrentarão aperto para saldar os antigos, segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil. Eles ressaltam que, este ano, os consumidores evitarão comprar bens de maior valor e a prazo, porque estão mais cautelosos e a elevação dos juros restringiu o crédito. Mas, em um primeiro momento, o pé no freio não ajudará a diminuir o comprometimento da renda, pois o nível está elevado, e a renegociação, mais difícil.
“As pessoas estão comprando menos. Não se acredita no crescimento da quantidade de pessoas endividadas. Mas fica complicado para quem já está [comprometido com débitos]”, afirma o economista Gilberto Braga, professor de finanças do Ibmec. “Ainda tem um comprometimento alto da renda. Quem conseguiu [renegociar a dívida] em meados do ano passado fez antes de subirem os juros. Quem fizer agora vai repactuar bem mais caro”, acrescenta o economista.
A pesquisa mensal da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) sobre endividamento, divulgada no início de janeiro, corrobora a avaliação de Braga. De acordo com os dados, em 2014, o volume de famílias que tomaram empréstimos caiu em relação a 2013, de 62,5% para 61,9%. No entanto, a parcela da renda comprometida subiu no período, de 29,4% para 30,4%. Outro levantamento, divulgado em dezembro pelo Banco Central (BC), mostra que em outubro o comprometimento da renda em 12 meses atingiu 46,05%. O nível é o maior desde 2005, ano do começo da série histórica.
De acordo com Gilberto Braga, para restaurar o equilíbrio financeiro, o consumidor precisará ter muita disciplina. “É preciso que [as pessoas] se disciplinem e não deixem de pagar as parcelas”, recomenda. O economista destaca que será necessário lidar ainda com o cenário adverso da inflação, que contribui para o aperto da renda. “A inflação está resistente, com previsão de [fechar o ano em] 6,6%”, lembrou, referindo-se à estimativa do último boletimFocus, pesquisa semanal feita pelo Banco Central com instituições financeiras. O patamar está acima do teto da meta da inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é 6,5%.
O consultor de varejo Alexandre Ayres, da Neocom Informação Aplicada, afirma que o momento é de retração na aquisição de bens duráveis, como carros e apartamentos, cuja compra é sujeita às condições do crédito. “Há muito pouca perspectiva de retomada”, avalia. Na quinta -feira (15), por exemplo, a Caixa Econômica Federal informou que subirá os juros do financiamento habitacional. Por outro lado, Ayres vê uma breve recuperação no consumo conhecido como de autoindulgência.
“É o consumo que as pessoas usam para compensar o fato de não poderem adquirir um bem de maior valor. Por exemplo, não pode financiar um carro, mas compra uma bolsa”, explica. De maneira geral, no entanto, ele vê 2015 como um ano de “arrumação”, mesmo que forçada. “Nenhum consumidor quer fazer alterações no seu padrão de consumo. Mas o dinheiro está acabando. A solução é não comprar mais do que se pode pagar”, orienta.

Empresas investigadas na Lava Jato já demitiram mais de 12 mil

A situação é grave. De um dia para o outro, centenas de trabalhadores ficaram sem emprego e sem dinheiro.
Campeã de desligamentos entre os consórcios formados por empresas envolvidas nas investigações da Polícia Federal é a Alumini (ex-Alusa)
EXAME.ABRIL.COM.BR|POR RENÉE PEREIRA

'Indonésia segue as leis internas e pode fazer o que fez', diz especialista

'Podemos discordar, mas os países têm sua soberania', afirma professor, que destaca ainda que o Brasil não pode fazer nenhuma retaliação por execução de brasileiro (via Internacional Estadão)

Beatificação de Zilda Arns: mais de 260 mil assinaturas foram coletadas


A coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns (Wilson Dias/Agência Brasil)
Beatificação de Zilda Arns: mais de 260 mil assinaturas foram coletadasWilson Dias/Arquivo Agência Brasil
Os sinais foram muitos para que Zilda Arns não viajasse para Porto Príncipe, no Haiti, em 2010. "Todos diziam não vá. Ela estava cansada. As coisas estavam dando errado, ela não tinha o visto ainda", relata o arcebipo da Paraíba e presidente do Conselho Diretor da Pastoral da Criança, dom Aldo Pagotto. Até o convite formal para a viagem, enviado pelo correio e por e-mail e que ela deveria confirmar, não chegou. "Mas, ela era muito teimosa e disse que, aonde houvesse missão, iria". Há cerca de cinco anos, no dia 12 de janeiro de 2010, Zilda Arns morreu enquanto discursava, vítima do terremoto que atingiu o país.
Não foi a primeira vez que a médica abriu mão dos próprios interesses para se colocar a disposição dos demais. Decorridos cinco anos de sua morte, prazo mínimo para que seja aberto processo de beatificação, milhares de fiéis pedem que o processo, que é um passo para que ela se torne santa, seja aberto. As moções de apoio somam 260 mil assinaturas.
A médica sanitarista e pediatra Zilda Arns Neumann é reconhecida nacional e internacionalmente por ter fundado a Pastoral da Criança e posteriormente a Pastoral da Pessoa Idosa. Ela desenvolveu um trabalho de prevenção com famílias carentes e ensinando muitas mães a preparar o soro caseiro. Por meio desta e de outras ações, ela ajudou a combater a desnutrição no Brasil.
Para dom Aldo, o objetivo não é apenas reconhecê-la como santa, "fazer uma estátua e colocar no altar". "É pedir que se comece o reconhecimento das virtudes que tinha. Ela salvou milhares de vidas, não só combatendo a mortalidade infantil, mas trabalhando na prevenção de doenças que são curáveis, passando saberes a gestantes e mães muito pobres", diz.
A entrega oficial da moção que solicita a abertura do processo de beatificação de Zilda ocorreu no dia 10 de janeiro, durante celebração no Estádio Arena da Baixada Clube Atlético Paranaense, à Arquidiocese de Curitiba, que deverá conduzir o processo. Uma equipe que contará com um postulador e um historiador, entre outros integrantes, deverá reunir fatos que comprovem as virtudes heroicas de Zilda. Posteriormente, o trabalho será remetido ao Vaticano, que dará o veredito para a beatificação.
Para tornar-se beata, é necessária a comprovação de um milagre por sua intercessão. Após a beatificação, segue o processo de canonização, que reconhece a pessoa como santa. Não há prazo para que isso ocorra. Canonizada, Zilda se juntará ao Santo Antônio de Sant'Ana Galvão, o primeiro nascido no Brasil.
"Muitos que nos encontravam diziam que rezavam e pediam muito para ela. O mais curioso é que não pediam coisas para si. As pesssoas pediam pela comunidade, pelas crianças, pela vida dos vizinhos. Isso que mais me chamou atenção", disse o coordenador nacional adjunto da Pastoral da Criança, Nelson Arns Neumann, filho de Zilda, sobre os depoimentos colhidos na celebração do dia 10.
Médico, Neumann seguiu os passos da mãe. Sobre a profissão diz: "O comentário dela em família era que a opção deveria ser pelo que trouxesse satisfação pessoal e condições de sustentar a família. Mas que seria incompleta se não servisse a comunidade". Uma lembrança que guarda de Zilda é dos atendimentos que ela fazia quando a família ia para a chácara no final de semana. "Muitas pessoas procuravam [minha mãe] no sábado e domingo com os filhos doentes. Depois de atendidos, perguntavam qual era o pagamento. Ela respondia que deveria rezar três Ave Marias e um Pai-Nosso."
Pelo seu trabalho, Zilda Arns recebeu o título de Cidadã Honorária de 11 estados e 37 municípios brasileiros, 19 prêmios nacionais e internacionais e dezenas de homenagens de governos, empresas, universidades e outras instituições, pelo trabalho feito na Pastoral da Criança.
Hoje, a pastoral está presente em todos os estados brasileiros e em mais 21 países da África, Ásia, América Latina e do Caribe. No Brasil, conta com quase 200 mil voluntários e atende a 45 mil comunidades.

Perguntada por que Zilda deve ser beatificada, a religiosa Rosangela Maria Altoé, da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, que viajou com ela para o Haiti, disse: "Porque foi uma mulher que em sua ação não excluiu ninguém. A pastoral beneficia a todos, não importa religião, sexo, etnia, política.Todos estão incluídos."
Eentre as características da médica, Rosangela destaca a simplicidade, “sua capacidade de transformar o conhecimento científico de maneira simples para que fosse compreendida pelas pessoas que não tiveram oportunidade de estudar. Sua simplicidade ousada em um sorriso fácil, nas relações que estabelecia”.
Ela conta que Zilda não parou de trabalhar desde o momento em que chegaram ao Haiti, no dia 11 de janeiro de 2010. No mesmo dia, ela começou a dialogar com os religiosos presentes que a conheciam. No dia seguinte, a primeira ação foi conhecer e conversar com gestantes e outras tantas mulheres haitianas que aguardavam por alimento para seus filhos. “Sua morte se deu em pleno momento de uma missão que assumiu com entusiasmo, responsabilidade e ao mesmo tempo profissionalismo e que foi o motivo de grande entusiasmo e luta em favor da vida”, explicou.
Em seu último discurso, Zilda ressaltou que, para que haja uma transformação social, é necessário o investimento máximo de esforços para o desenvolvimento integral das crianças, ação que deve começar ainda na gravidez.
“Não existe ser humano mais perfeito, mais justo e mais solidário e sem preconceitos que as crianças. Como os pássaros que cuidam dos seus filhos ao fazer um ninho no alto das arvores e nas montanhas longe dos predadores, ameaças e perigos, e mais perto de Deus, devemos cuidar de nossos filhos com um bem sagrado, promover o respeito a seus direitos e promovê-los”, disse a médica na ocasião.

Cantareira tem nova queda e está com 5,9% da capacidade


Sistema Cantareira
Nível do Sistema Cantareira chegou a 5.9%Divulgação/Sabesp
Em quedas sucessivas há sete dias, o volume armazenado no Sistema Cantareira, principal reservatório de água da Grande São Paulo, chegou hoje (18) a 5,9% da capacidade. Desde o dia 16, não é registrada chuva na região dos reservatórios, de acordo com boletim diário da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A média pluviométrica para janeiro é 271,1 milímetros (mm), mas o acumulado do mês é bem inferior, 60,1 mm.
Os demais reservatórios da região metropolitana de São Paulo também apresentaram queda. O Alto Tietê também registra níveis críticos, com 10,5% da capacidade de armazenamento. O volume do Guarapiranga, na zona sul da capital paulista, passou de 39,7% para 39,3% neste domingo. Houve redução ainda no Alto Cotia (de 29,4% para 29,1%), no Rio Grande (de 69,7% para 69,4%) e no Rio Claro (de 24,5% para 23,9%).
Nesta semana, o secretário de Saneamento e Recursos Hídricos de São Paulo, Benedito Braga, informou que as obras para a interligação do Sistema Cantareira com a Bacia do Rio Paraíba do Sul devem começar ainda este mês. Ele participou na sexta-feira (16) de reunião, em Brasília, com representantes da Agência Nacional de Água (ANA) e dos estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.
Com a interligação, será construído um reservatório que bombeará água para o Cantareira. O projeto apresentado no ano passado pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, prevê a construção de um canal entre as represas Atibainha, que integra o sistema que abastece a Grande São Paulo, e o Reservatório Jaguari, um dos afluentes do Paraíba do Sul, principal fonte de abastecimento do Rio de Janeiro, que também abastece Minas Gerais.
Segundo o secretário, o processo de interligação não comprometerá o abastecimento do Rio de Janeiro e deve começar a funcionar em março do ano que vem. “A ideia é aumentar a segurança hídrica da Bacia do Rio Paraíba do Sul. Ou seja, vamos armazenar água nos reservatórios para que o Rio de Janeiro tenha segurança hídrica. Vamos interligar a Bacia do Rio Jaguari com o Sistema Cantareira para que São Paulo tenha segurança hídrica. Não há conflito nenhum”, declarou.
A ideia, conforme a proposta paulista, é construir um sistema de “mão dupla”. Ou seja, quando um dos reservatórios tiver excedente de água, o volume será enviado para a outra represa. A interligação, no entanto, enfrentou resistência do Rio de Janeiro, já que dois terços das águas do Rio Paraíba do Sul são desviados para garantir o abastecimento da região metropolitana do Rio.
O Paraíba do Sul, que nasce em São Paulo e atravessa os estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, contribui para o abastecimento de 15 milhões de pessoas por onde passa.

Inscrições para o Sisu começam amanhã

Começam amanhã (19) as inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Podem participar aqueles que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 e não tiraram nota zero na redação. As inscrições serão feitas online na página do Sisu até o dia 22.
A lista de cursos que serão ofertados neste processo seletivo está disponível na página do Sisu. Ao todo serão 205.514 vagas no ensino superior público em 5.631 cursos de 128 instituições. Neste ano, o número de vagas aumentou 20% em relação ao processo seletivo do primeiro semestre de 2014. Houve acréscimo no curso de medicina, que passou de 2.925 vagas, na primeira edição de 2014, para 3.758 no mesmo período de 2015. Os cursos de engenharia também tiveram ampliação na oferta de vagas de um ano para o outro, passando de 25.128 em 2014 para 30.749 em 2015.
As instituições deverão reservar, no mínimo, 37,5% das vagas para os estudantes de escolas públicas, cumprindo a Lei de Cotas (Lei 12.711/2012). De acordo com o MEC, do total de 99 instituições federais participantes do sistema (59 universidades e 40 instituições de educação profissional), 68 já reservam 50% ou mais vagas para candidatos provenientes de escolas públicas.
Esta edição do Sisu terá apenas uma chamada. O resultado será divulgado no dia 26. Também a partir do dia 26 serão abertas as inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas integrais e parciais em instituições particulares. Os estudantes podem se inscrever no Sisu e no ProUni.
A nota individual no Enem está disponível no site do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Confira a nota de corte dos cursos ofertados na edição do primeiro semestre de 2014 do Sisu no Portal EBC.

Aumento de juros terá impacto de até 14,3% na prestação da casa própria



O aumento de juros para os novos financiamentos da Caixa Econômica Federal para a casa própria terão impacto de até 14,3% nas prestações. Segundo levantamento da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), os financiamentos mais caros serão os mais afetados pelas novas taxas, que vigoram para os contratos assinados a partir desta segunda-feira (19).
Para as linhas de crédito do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), que financiam imóveis acima de R$ 650 mil na maior parte do país e de R$ 750 mil em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal, as novas taxas farão a prestação subir entre 11,24% e 14,35%. Para as operações do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que financia unidades entre R$ 190 mil e R$ 650 mil (ou R$ 750 mil, em Minas, no Rio, em SP e no DF), o impacto nas parcelas será bem menor, ficando entre 0,83% e 4,69% nas linhas que sofreram reajuste.
As novas taxas valem para os novos financiamentos habitacionais concedidos com recursos da caderneta de poupança, sendo que as operações mais caras do SFH não terão os juros alterados. De acordo com a Caixa, os mutuários que já assinaram contrato não terão mudança. Os imóveis financiados com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ou pelo Programa Minha Casa, Minha Vida também não tiveram os juros alterados. As duas modalidades financiam apenas unidades de até R$ 190 mil para famílias de menor renda.
As novas taxas para os financiamentos habitacionais foram anunciadas pela Caixa na última quinta-feira (15). Nos financiamentos do SFH, os juros, atualmente entre 8% e 9,15% ao ano, ficarão entre 8,5% e 9,15% ao ano. Nas operações do SFI, as taxas passarão de 8,8% a 9,2% ao ano para 10,2% a 11% ao ano. O banco justificou o reajuste com base no aumento da taxa Selic (juros básicos da economia), que passaram de 10% para 11,75% ao ano em 2014.
Os juros dos financiamentos habitacionais da Caixa são definidos conforme o perfil do comprador. Quem tem relacionamento com o banco (é correntista ou tem investimentos na instituição), tem conta-salário e é servidor público paga juros mais baixos à medida que o mutuário preenche cada um dos requisitos. Como a Caixa concentra 70% do crédito imobiliário no país, as taxas cobradas pela instituição servem de referência para operações semelhantes nos demais bancos.
A Anefac fez a simulação do impacto da alta dos juros nas prestações com base num financiamento de R$ 500 mil no SFH e no SFI em duas modalidades: prestação constante (tabela price) e amortização constante, quando o valor das parcelas diminui com o tempo. No caso do sistema de amortização constante, o impacto foi calculado para o valor da primeira prestação. Na última parcela, praticamente não há aumento.
Confira abaixo o impacto da alta dos juros nas prestações dos financiamentos habitacionais:
Impacto da alta de juros nos financiamentos habitacionais da Caixa
Agência Brasil