Para 36%, desemprego é a causa da inadimplência, diz Boa Vista SCPC

95% dos inadimplentes têm dívidas com atraso superior a 90 dias.
42% se consideram, no momento, pouco endividados.


Para 36% dos consumidores entrevistados pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), o desemprego ainda é a principal causa da inadimplência. Em seguida, vêm o descontrole financeiro, com 28% das menções, e empréstimo do nome a terceiros, com 12%.

O levantamento revelou que 95% dos inadimplentes possuem dívidas com atraso superior a 90 dias. A aquisição de móveis, eletrodomésticos e eletrônicos gerou a inadimplência para 19% dos entrevistados, o mesmo percentual que obteve o item pagamento de contas diversas (condomínio, aluguel, conta de celular e outros serviços). Em seguida, aparecem a aquisição de vestuário e calçados (17%), alimentação (15%), despesas com água, luz, telefone, TV a cabo e gás (14%), empréstimo pessoal (8%), material de construção (4%) e financiamento de veículos e casa própria (4%).

Os consumidores declararam estar pouco endividados (42%), muito endividados (25%) e mais ou menos endividados (33%).

A renda familiar dos consumidores está comprometida até 25% com o pagamento de dívidas para 47% dos entrevistados, de 25% a 50% para 30% dos consumidores, e acima de 50% para 23%. Questionados sobre o comprometimento com dívidas nos próximos meses, 31% estão comprometidos, um aumento de 8 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior (3º trimestre de 2014).

A forma de pagamento utilizada na compra que gerou a inadimplência foi o carnê ou boleto para 33% dos entrevistados, seguida de cartão de crédito (25%), empréstimo pessoal (15%), cheque (15%), cheque especial (6%) e cartão da loja (6%).

Quanto ao valor das dívidas, 33% dos consumidores disseram que a soma das dívidas em atraso é de até R$ 500, enquanto 34% têm endividamento entre R$ 500,01 e R$ 2.000 e 33% devem acima de R$ 2.000.
Para quitar a pendência financeira, 58% optariam por parcelar e 42% fariam o pagamento à vista. Além disso, 87% pretendem quitar a dívida nos próximos 90 dias, e apenas 13% acima desse prazo.

Otimismo
A grande maioria (90%) está otimista também em relação aos próximos 12 meses, o que surpreende, segundo a Boa Vista, em um contexto de menor concessão de crédito.

A pesquisa apontou queda de 16% para 14% na fatia dos que consideram pior a situação financeira no 4º trimestre de 2014, enquanto 43% afirmaram que a situação está melhor. Em comparação ao ano anterior, 32% afirmam que as dívidas diminuíram, enquanto para 35% continuam iguais e para 33%, aumentaram.

Intenção de compra
A pesquisa revela aumento na intenção dos consumidores em realizar novas compras, após quitar dívidas: 32% pretendem realizar novas compras - aumento de 5 pontos percentuais em comparação com a pesquisa anterior, 67% não pretendem realizar novas compras e 1% não soube informar.
Após reabilitar o nome, os consumidores pretendem comprar em seguida um veículo (32%), um imóvel (25%), móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos (24%), materiais de construção (6%), vestuário (4%) e outros (9%).
Fonte: G1 notícias - 14/01/2015 e Endividado

Pérola do Facebook - 16.1.2015


Foto de Movimento Contra Corrupção.

Globo anuncia Corinthians x Bayer como revanche do 7 a 1

Juiz aponta ′sanha criminosa′ de Cerveró ao tentar blindar patrimônio

O juiz que determinou a prisão do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró afirmou que o suspeito mostrou prosseguir com sua "sanha" criminosa ao tentar blindar seu patrimônio por meio da transferência de imóveis para familiares e do resgate de aplicações financeiras.

Cerveró foi preso nesta quarta-feira (14), no Rio, ao desembarcar de um voo vindo de Londres, onde estava desde dezembro. Depois ele foi encaminhado a Curitiba (PR), onde funciona o núcleo central da Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras.

Ele deverá ficar sozinho numa cela na superintendência da Polícia Federal em Curitiba, na mesma ala onde estão detidos o doleiro Alberto Youssef e o lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, também alvos na Lava Jato.

A detenção do ex-diretor foi decretada pelo juiz Marcos Josegrei da Silva, que estava de plantão na Justiça Federal do Paraná no fim de ano. A decisão teve registro no dia 1º de janeiro, às 7h34. O magistrado titular da causa, Sergio Moro, está de férias.

Segundo o juiz plantonista, Cerveró, "mesmo após figurar como investigado em inquéritos policiais e denunciado em ação penal, prossegue sua sanha delitiva e, como sugere o MPF em sua promoção, parece mesmo não enxergar limites éticos e jurídicos para garantir que não sofra as consequências penais de seu agir, o que pode, no limite, transbordar para fuga pessoal caso perceba a prisão como uma possibilidade real e iminente".

O magistrado relatou que são fortes os indícios contra o ex-diretor da Petrobras.

De acordo com Silva, "as conclusões que decorrem desses fatos são evidentes e não exigem muito esforço hermenêutico: Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobrás, apontado pelo MPF em denúncia já recebida pela Justiça Federal como um dos principais articuladores e beneficiário de quantias estratosféricas a título de ′propinas′ pagas por fornecedores da Petrobras em troca de contratos com a estatal, ciente de que corre sério risco de ser responsabilizado criminalmente, inclusive com o ressarcimento dos danos a que deu causa, vem tentando blindar seu patrimônio capaz de ser, a curto prazo, rastreado no país, transferindo-o a pessoas de sua confiança".

"Isso, evidentemente, sem falar nos valores que provavelmente mantém em depósito em contas offshore fora do país que ainda não foram possíveis de serem identificadas e rastreadas", completou.

 Junior Pinheiro/Folhapress 
Nestor Cerveró chega à sede do IML em Curitiba para exames de corpo de delito
Após ser preso, Nestor Cerveró chega à sede do IML em Curitiba para exames de corpo de delito
PRISÃO

O delegado Igor Romário de Paula, da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado, afirma que Cerveró fez movimentações financeiras para conseguir dinheiro vivo, e que isso poderia indicar duas coisas: ou o ex-diretor planejaria uma fuga, ou tentaria tornar seu patrimônio mais líquido, e dessa forma, o blindaria.

A prisão teve como fundamento "alguns negócios que ele fez posteriormente à saída do Brasil, negócios que financeiramente eram inviáveis e que indicavam a tentativa de liquidar o patrimônio para enviar ao exterior ou aplicar em outros negócios", disse.

De acordo com ele, em 30 de dezembro o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras, órgão ligado ao Ministério da Fazenda) alertou a PF sobre a solicitação de Cerveró de resgate de uma operação ligada à previdência privada que inicialmente tinha valor de R$ 600 mil, mas que no momento registrava prejuízo de R$ 200 mil.

"As operações realizadas indicam que não é alguém preocupado com investimentos financeiros, mas alguém que estava tentando obter liquidez com rapidez. Poderia ser uma fuga ou tentativa de blindar o patrimônio que ainda não tenha sido bloqueado", disse o delegado.

OUTRO LADO

O advogado do ex-diretor, Edson Ribeiro, disse não haver razão para seu cliente estar detido e que, se a prisão fosse válida,"Graça Foster [presidente da Petrobras] também deveria ter tido a prisão decretada".

A presidente da estatal não é alvo de investigação na Lava Jato.

"Não estou imputando culpa a Graça Foster, mas, se o critério para a prisão de Cerveró foi ter transferido bens para filhos, o critério tem que valer para Graça, que também doou imóveis para os filhos. Ela também era da diretoria da Petrobras na época da compra dos 50% restantes da refinaria de Pasadena, assim como Cerveró era diretor na compra dos 50% iniciais. As decisões são tomadas pela diretoria. Se não vale para Graça, o Ministério Público está prevaricando."

"Não vejo motivos para sua prisão, uma vez que comuniquei à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal sua viagem e seu endereço no exterior", disse Ribeiro.


Fonte: Folha Online - 14/01/2015 e Endividado

PF aponta movimentações financeiras suspeitas de Cerveró, ex-Petrobras

A Polícia Federal informou que o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró foi preso preventivamente nesta quarta-feira (14) por ter feito movimentações financeiras suspeitas após ser denunciado pelo Ministério Público Federal e responder a uma ação penal por corrupção e lavagem de dinheiro.

Cerveró foi preso ao desembarcar de Londres, no aeroporto internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. Foi encaminhado a Curitiba (PR), chegou à Superintendência da PF por volta das 9h20 desta quarta e foi encaminhado para o IML (Instituto Médico Legal) para fazer o exame de corpo de delito, o que é praxe em casos de prisão.

Ele estava na Inglaterra desde dezembro, mesmo mês em que a denúncia do MPF foi aceita pelo juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, que investiga corrupção na estatal.

O delegado Igor Romário de Paula, da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado, afirma que Cerveró fez essas movimentações financeiras para conseguir dinheiro vivo, e que isso poderia indicar duas coisas: ou o ex-diretor planejaria uma fuga, ou tentaria tornar seu patrimônio mais líquido, e dessa forma, o blindaria.

A prisão teve como fundamento "alguns negócios que ele fez posteriormente à saída do Brasil, negócios que financeiramente eram inviáveis e que indicavam a tentativa de liquidar o patrimônio para enviar ao exterior ou aplicar em outros negócios", disse.

De acordo com ele, em 30 de dezembro o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras, órgão ligado ao Ministério da Fazenda) alertou a PF sobre a solicitação de Cerveró de resgate de uma operação ligada à previdência privada que inicialmente tinha valor de R$ 600 mil, mas que no momento registrava prejuízo de R$ 200 mil.

"As operações realizadas indicam que não é alguém preocupado com investimentos financeiros, mas alguém que estava tentando obter liquidez com rapidez. Poderia ser uma fuga ou tentativa de blindar o patrimônio que ainda não tenha sido bloqueado", disse o delegado.

O Ministério Público Federal, que fez o pedido de prisão preventiva, destacou haver indícios de que "Cerveró continua a praticar crimes, como a ocultação do produto e proveito do crime no exterior, e pela transferência de bens (valores e imóveis) para familiares. Além disso, há evidências de que ele buscará frustrar o cumprimento de penalidades futuras".

O MPF afirma ainda que o ex-diretor da Petrobras, após o recebimento da denúncia e durante o recesso do Judiciário, tentou transferir para sua filha R$ 500 mil, mesmo que tal operação financeira incorresse em perda de mais de 20%, segundo dados do Coaf.

"Cerveró também transferiu recentemente três apartamentos adquiridos com recursos de origem duvidosa, em valores nitidamente subfaturados: há evidências de que os imóveis possuem valor de mais de R$ 7 milhões, sendo que a operação foi declarada por apenas R$ 560 mil. Para o MPF, a custódia cautelar é necessária, também, para resguardar as ordens pública e econômica, diante da dimensão dos crimes e de sua continuidade até o presente momento, o que tem amparo em circunstâncias e provas concretas do caso", informou a Procuradoria.

Além da prisão, foram feitas buscas em quatro imóveis de Cerveró –dois no bairro de Ipanema e outro em Humaitá, no Rio, e outro em Itaipava, no município de Petrópolis (RJ). Também foi aberto um novo inquérito para investigar se as movimentações financeiras suspeitas configuram lavagem de dinheiro ou evasão de divisas.

PMDB

Em delação premiada, o executivo da empresa Toyo Setal Julio Camargo afirmou que o lobista Fernando Soares, apontado como operador do PMDB na Petrobras, intermediou contratos junto a Cerveró.

Segundo Camargo, o lobista, conhecido como Fernando Baiano, mantinha um "compromisso de confiança" com Cerveró. Na época, a defesa do ex-diretor afirmou que ele nunca recebeu pagamentos para fechar contratos da Petrobras.

O também ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, em depoimento à Polícia Federal no ano passado, disse que Cerveró que foi indicado ao cargo por um político e tinha ligação forte com o PMDB. A sigla nega.

 Junior Pinheiro/Folhapress 
Nestor Cerveró chega à sede do IML em Curitiba para exames de corpo de delito
Após ser preso, Nestor Cerveró chega à sede do IML em Curitiba para exames de corpo de delito
OUTRO LADO

O advogado do ex-diretor, Edson Ribeiro, disse não haver razão para seu cliente estar detido e que, se a prisão fosse válida, "Graça Foster [presidente da Petrobras] também deveria ter tido a prisão decretada".

A presidente da estatal não é alvo de investigação na Lava Jato.

"Não estou imputando culpa a Graça Foster, mas, se o critério para a prisão de Cerveró foi ter transferido bens para filhos, o critério tem que valer para Graça, que também doou imóveis para os filhos. Ela também era da diretoria da Petrobras na época da compra dos 50% restantes da refinaria de Pasadena, assim como Cerveró era diretor na compra dos 50% iniciais. As decisões são tomadas pela diretoria. Se não vale para Graça, o Ministério Público está prevaricando."

"Não vejo motivos para sua prisão, uma vez que comuniquei à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal sua viagem e seu endereço no exterior", disse Ribeiro.

Ele reafirmou que as operações são normais. "Não há ocultação porque não há laranja. São transferências para parentes, que poderiam ser revertidas caso fosse constatada fraude".

O advogado disse que vai viajar para Curitiba no início da tarde e, quando ler o teor do decreto da prisão, entrará com pedido de habeas corpus.

PASADENA

Cerveró foi diretor da área entre 2003 e 2008, e, como tal, esteve à frente da compra dos 50% iniciais da refinaria de Pasadena, no Texas, em 2006. Segundo o TCU (Tribunal de Contas da União), o negócio gerou perdas de US$ 792 milhões à estatal.

O ex-diretor assinou o resumo executivo classificado como "falho" pela presidente Dilma Rousseff, quando ela justificou seu voto favorável à compra da refinaria, em março de 2014.

A Petrobras acabou brigando com o grupo belga Astra, de quem era sócio na refinaria. Uma disputa judicial entre ambos arrastou-se entre 2009 e 2012, quando a estatal foi obrigada a comprar os outros 50% no negócio.

ACUSADO

Em dezembro passado, o juiz federal Sergio Moro acolheu denúncia do Ministério Público Federal e mandou abrir uma ação penal contra Cerveró pelas acusações de corrupção e lavagem de dinheiro.

De acordo com o despacho do juiz, a denúncia encaminhada ao Judiciário pelo Ministério Público Federal descreve contratos fechados pela Petrobras mediante propina.

Um dos casos narra que, "em julho de 2006, Julio Camargo, agindo como representante do estaleiro Samsung Heavy Industries Co, da Coreia, logrou conseguir junto à Petrobras que a empresa em questão fosse contratada para o fornecimento de um navio sonda para perfuração de águas profundas (Navio-sonda Petrobras 1000)".

O contrato teria sido obtido "mediante o pagamento de vantagem indevida de US$ 15 milhões a Cerveró, então diretor Internacional da Petrobras, com a intermediação de Fernando Soares".

Em depoimento prestado à CPI da Petrobras, no Congresso Nacional, Cerveró negou as acusações.

Endividado

′Se Cerveró está preso, Graça Foster também deveria estar′, diz advogado

O advogado Edson Ribeiro, que representa o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, afirmou que a justificativa para o Ministério Público Federal ter pedido a prisão preventiva de seu cliente "não tem cabimento" e que, se fosse válida, "Graça Foster [presidente da Petrobras] também deveria ter tido a prisão decretada".

Ribeiro diz, ainda, que, se a justificativa não vale para a executiva, "o Ministério Público Federal está prevaricando".

A presidente da Petrobras, no entanto, não é alvo da Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras. Cerveró é réu em uma ação penal pelas acusações de corrupção e lavagem de dinheiro.

O ex-diretor da estatal foi preso na madrugada desta quarta-feira (14) no Rio, enquanto desembarcava de Londres, onde passou o fim de ano. Cerveró já está na sede da Polícia Federal em Curitiba, onde ficará detido.

A Procuradoria justificou o pedido de prisão pelo fato de Cerveró ter transferido imóveis no Rio de Janeiro para os filhos, em 2014, e por ter tentado transferir R$ 500 mil para a filha, em dezembro.

"Não estou imputando culpa a Graça Foster, mas, se o critério para a prisão de Cerveró foi ter transferido bens para filhos, o critério tem que valer para Graça, que também doou imóveis para os filhos. Ela também era da diretoria da Petrobras na época da compra dos 50% restantes da refinaria de Pasadena, assim como Cerveró era diretor na compra dos 50% iniciais. As decisões são tomadas pela diretoria. Se não vale para Graça, o Ministério Público está prevaricando."

Procurada para comentar as declarações do advogado em relação a Graça, a Petrobras enviou nota em que "refuta veementemente a informação de que a presidente tenha feito qualquer movimentação patrimonial indevida".

Na nota, a Petrobras diz que a prisão de Cerveró, "conforme decisão judicial", foi requerida "em razão da sua prática continuada de ocultação e dissimulação de bens e direitos (valores e imóveis para familiares), visando frustrar a aplicação da lei penal na ação judicial em que é réu, relacionada aos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro".

Segundo a estatal, os esclarecimentos sobre as doações aos filhos foram prestados ao TCU, e as operações obedeceram a lei.

 Junior Pinheiro/Folhapress 
Nestor Cerveró chega à sede do IML em Curitiba para exames de corpo de delito
Após ser preso, Nestor Cerveró chega à sede do IML em Curitiba para exames de corpo de delito
IMÓVEIS

No primeiro semestre de 2014, Cerveró transferiu três imóveis em Ipanema, zona Sul do Rio de Janeiro, para os filhos. Também nessa época, Graça Foster fez operação igual, ao doar três imóveis para os filhos, dois deles nos bairros da Ilha do Governador e do Rio Comprido e outro em Búzios, região dos Lagos.

Na época, a Petrobras justificou que a presidente havia iniciado as operações de transferência um ano antes e que não havia irregularidade nelas.

Ribeiro reafirmou que as operações são normais. "Não há ocultação porque não há laranja. São transferências para parentes, que poderiam ser revertidas caso fosse constatada fraude".

As transferências ocorreram antes de o TCU (Tribunal de Contas da União) ter iniciado o julgamento do caso da refinaria de Pasadena, que, segundo o tribunal, resultou em prejuízo de US$ 792 milhões à Petrobras. Cerveró foi apontado como um dos responsabilizados. Graça não o foi, mas o TCU já indicou que vai rever o caso para aumentar a lista de responsáveis.

O advogado afirmou ainda que a tentativa de Cerveró transferir os R$ 500 mil foi em dezembro, dias antes de o ex-diretor viajar para Londres, mas acabou não sendo efetuada -Ribeiro não sabe por qual motivo. "Ele estava com uma filha doente, ia viajar, e queria tirar o dinheiro de uma aplicação financeira para que ficasse disponível. É dinheiro proveniente de salários dele, declarado em imposto de renda. Qual é o crime nisso?"

PRISÃO

Ribeiro afirmou ainda não ter tido acesso ao teor do decreto da prisão, que, segundo ele, foi assinado pelo juiz Ricardo Rachid de Oliveira, no plantão da Justiça Federal em 1º de janeiro.

"Cerveró entrou em contato com o Ministério Público e a Polícia Federal desde o dia 1º de abril do ano passado e se colocou à disposição, mas nunca foi chamado para prestar esclarecimento. Se ele acabou de voltar de Londres, está claro que ele não queria fugir."

O advogado diz que havia sido acertado com a Justiça para que Cerveró fosse citado na ação penal nesta quinta-feira (15), em sua casa em Itaipava, na cidade de Petrópolis (RJ), região Serrana do Rio.

Ribeiro afirma que vai viajar para Curitiba no início da tarde e, quando ler o teor do decreto da prisão, entrará com pedido de Habeas Corpus em Porto Alegre, sede do Tribunal Regional Federal que atende a região.
Fonte: Folha Online - 14/01/2015 e Endividado

Governo vai anunciar aumento de tributos nos próximos dias

Para reequilibrar as contas públicas e reconquistar a confiança do mercado, o governo Dilma Rousseff prepara para os próximos dias o anúncio de aumento de tributos.

Dilma esteve reunida nesta terça (13) com sua equipe econômica para definir detalhes das mudanças, que contemplarão a volta da Cide (tributo regulador do preço de combustíveis), zerada desde 2012, o aumento da alíquota do PIS/Cofins de importados e a alta na tributação sobre cosméticos, segundo aFolha apurou.

"A gente não tem o objetivo de fazer um saco de maldades, um pacote, nada disso. Mas a gente vai ter que tomar algumas medidas", disse o ministro Joaquim Levy (Fazenda), durante café da manhã com jornalistas, antes da reunião com Dilma no Planalto.

 Pedro Ladeira/Folhapress 
Joaquim Levy deixando o Ministério da Fazenda para se encontrar com a presidente Dilma Rousseff
Joaquim Levy deixando o Ministério da Fazenda para se encontrar com a presidente Dilma Rousseff
Aos jornalistas ele não antecipou medidas, mas revelou que o governo pode avaliar o aumento da tributação sobre pequenas empresas prestadoras de serviço, por meio das quais trabalhadores acabam pagando uma alíquota muito inferior –em torno de 4%– de IR, em vez dos 27,5% de uma pessoa física.

"Há alguns mecanismos que, vamos dizer assim, até elevam a diminuição de pessoas que pagam imposto, à medida que sua renda é estabelecida no âmbito de empresas pessoais", disse.

"Acho que, se houvesse um sentimento nessa direção [de mudar regras do IR], primeiro haveria de tratar desses casos egrégios", completou.

No final de 2004, o então secretário da Receita, Jorge Rachid, agora reconduzido ao posto, decidiu pelo aumento da tributação dessas empresas. Após editar medida provisória com a mudança, o governo recuou.

Entre as medidas menos imediatas a serem tomadas, Levy disse que deve rever a isenção do IR em ganhos com LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio).

Segundo o titular da Fazenda, o aumento de impostos será "compatível" com o objetivo de elevar a poupança pública nos próximos anos.

Usando uma metáfora futebolística, Levy defendeu que é preciso "acertar o jogo para ter um segundo tempo bom, para sair do zero a zero" e "começar a fazer gol".

Além do corte preliminar de gastos anunciado na semana passada, o governo conta com a alta de impostos para aumentar sua credibilidade no Congresso, onde terá de aprovar os cortes definitivos no Orçamento para este ano.

A equipe econômica também espera reduzir a dívida bruta para 50% do PIB –hoje, está em 63%–, o que seria uma sinalização positiva para os agentes econômicos.

"Se a gente trabalhar forte, temos que ter a ambição de chegar a um ′rating′ de A [melhor classificação de risco de uma economia]. Não há razão para o Brasil não estar entre os melhores do mundo."

 Editoria de arte/Folhapress 
ENERGIA

Levy reforçou que não haverá injeções de recursos do Tesouro para sanar a crise das distribuidoras e que esse custo será bancado pelos consumidores, nas contas de luz.

"Essa despesa pode, pela previsão legal, ser passada para o contribuinte ou para o consumidor. É menos eficiente que seja suportada pelo contribuinte", afirmou.

Sobre a Petrobras, o ministro –que provavelmente será presidente do conselho de administração da estatal– disse que a política de preços dos combustíveis deve seguir uma "avaliação empresarial". Nos últimos anos, eles foram represados para evitar pressões sobre a inflação.
Fonte: Folha Online - 14/01/2015 e Endividado

Governo lança novo edital do Mais Médicos


O ministro da Saúde, Arthur Chioro, divulga as regras do novo edital do programa Mais Médicos (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, divulga as regras do novo edital do Programa Mais Médicos (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O Ministério da Saúde anunciou hoje (15) uma nova versão do Programa Mais Médicos, que agora vai incorporar o Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab).
“Nós deixamos para o médico brasileiro fazer a opção, se ele quer o conjunto de regras estabelecidas para o Mais Médicos, ou se quer acessar os benefícios do Provab”, explicou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.
Na prática, o profissional poderá escolher se fica três anos no local determinado pelo governo, como acontece no Mais Médicos, ou se fica um ano e ganha 10% de bônus na nota de uma eventual prova de residência, características do Provab.
Outra diferença é que, enquanto os profissionais do Mais Médicos receberão ajuda de custo (auxílios-moradia e alimentação), os do Provab, não.
Os médicos que terminarem um ano de Provab poderão continuar o trabalho na unidade onde clinicam, mas serão absorvidos pelo Mais Médicos e receberão os auxílios desse programa.
A partir de amanhã (16) e até o próximo dia 29 de  estarão abertas as inscrições para os médicos brasileiros que querem participar do programa. O edital, que será publicado amanhã, relaciona também os 1.500 municípios que poderão reivindicar a inclusão no programa para receber os médicos.
Os médicos brasileiros formados no exterior poderão fazer as inscrições entre os dias 10 e 20 de abril. Entre os dias 5 e 15 de maio, estarão abertas as inscrições para estrangeiros formandos no exterior. Os profissionais formados no exterior passarão por uma ambientação e começarão a trabalhar no dia 7 de julho.
Os médicos brasileiros continuam sendo prioridade. Depois, serão chamadas inscrições individuais de médicos formados fora do país e, por último, os médicos cubanos, da cooperação com a Organização Mundial da Saúde.
A bolsa é a mesma (R$ 10 mil) e, ao final dos dois programas, os médicos são considerados especialistas em saúde da família. Os selecionados devem começar a trabalhar no dia 3 de março. No mínimo 2.920 vagas ofertadas no Provab serão abertas, mas é preciso aguardar a adesão dos municípios para definir o número de vagas.
Lançado em junho de 2013, o Mais Médicos foi criticado pelas entidades médicas, que alegavam ilegalidade na contratação de estrangeiros sem aprovação no Revalida, exame necessário para médicos formados no exterior atuarem no Brasil.
Semelhante ao Mais Médicos e precursor dele, o Provab, destinado a médicos brasileiros, é uma das estratégias do governo para estimular médicos, principalmente recém-formados, a clinicar em regiões carentes.
O Mais Médicos tem 11.429 profissionais cubanos, 1.846 brasileiros e 1.187 intercambistas de vários países, como Argentina, Portugal, Venezuela, Bolívia, Espanha e Uruguai.

Plano de redução de custos de poços da Petrobras economizou US$ 1 bilhão

O Programa de Redução de Custos de Poços (PRC-Poço) da Petrobras gerou economia de US$ 1 bilhão desde 2013, divulgou a companhia na noite de ontem (14). A atividade de construção de poços é a que exige mais recursos, chegando a 32% do total investido pela estatal atualmente.
Em 2013, o total economizado foi US$ 344 milhões, quantia que subiu para US$ 1 bilhão no fim do ano passado. A expectativa da Petrobras é que o valor economizado aumente com a construção de poços de desenvolvimento de produção nas áreas do pré-sal.
As ações que fazem parte do programa têm três áreas: a redução de custos unitários, a otimização de projetos e os ganhos de produtividade, que somam 23 iniciativas.
A redução de custos unitários é feita em quatro ações, e, entre elas, a empresa destaca o uso de embarcações mais simples e de menor custo para substituir sondas de perfuração em algumas atividades, como a instalação de equipamentos a cabo. Operações em série e simplificações de projetos ajudam a otimizar os investimentos.
A nota informa também que ganhos de produtividade vêm sendo atingidos com a melhoria na disponibilidade de sondas flutuantes, cuja eficiência operacional atingiu 92% em 2014. Com o programa, esse indicador melhorou 2%, gerando economia de US$ 115 milhões.

PF faz operação contra fraudes no seguro-desemprego

Policiais federais prenderam pelo menos cinco pessoas na manhã de hoje (15) em Brasília. As detenções, temporárias, são resultado da Operação MAC 70, deflagrada na capital federal para desarticular uma organização suspeita de desviar mais de R$ 15 milhões do seguro-desemprego.
Segundo a Polícia Federal (PF), os investigados contavam com a ajuda de funcionários do Sistema Nacional de Emprego (Sine) para inserir dados falsos no sistema do seguro-desemprego. Durante as investigações, que começaram em outubro de 2014, os policiais identificaram que as pessoas cujos dados pessoais eram usados são reais e estão espalhadas por mais de dez unidades da Federação. A PF ainda apura se essas pessoas tinham conhecimento de que seus dados pessoais estavam sendo usados indevidamente e se elas eram ou não beneficiárias do esquema.
Com base nos indícios já recolhidos pela PF, a Justiça expediu 15 mandados de busca e apreensão, 11 de condução coercitiva (quando o investigado é levado para prestar depoimento e liberado em seguida) e quatro de prisões temporárias – o quinto preso, segundo a assessoria da PF, é o pai de um dos investigados, em cuja casa, alvo de um mandado de busca e apreensão, foi encontrada uma arma.
Os investigados responderão pela prática dos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informação e associação criminosa. Além disso, serão feitas investigações a fim de garantir o ressarcimento do prejuízo suportado pela União.

Os suspeitos responderão pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informação e associação criminosa.