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Chega a 34 o número de deputados que assumem o mandato por um mês
Professores sem salário do DF fazem feira para complementar renda e protestar
Prefeituras tentam recuperar R$ 6,9 bilhões inscritos em dívida ativa
Europa enfrenta dilema diante do risco da "islamofobia"
Países temem consequências do anti-islamismo, capaz de subverter sua identidade laica e liberal
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Jovem continua preso por depredação em flagrante na manifestação de ontem
Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger
A manifestação contra o aumento da tarifa nos transportes acabou com tumulto na noite de ontem (9). Houve depredação de agências bancárias, lixeiras queimadas e a Polícia Militar (PM) usou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha. Foram detidos 53 manifestantes, segundo atualização da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), que foram conduzidos ao 2ª Delegacia de Polícia (DP) de Bom Retiro e ao 78ª DP dos Jardins.
A SSP-SP, afirmou que uma pessoa de 23 anos foi presa em flagrante por depredação. Policiais militares apresentaram imagens da ação do jovem ao delegado, ele foi indiciado por dano qualificado e está à disposição da Justiça, de acordo com a secretaria.
Os outros 52 foram liberados. Além disso, na 2ª DP foram registradas depredações em duas agências do Banco do Brasil e em uma do Banco Santander, ambas na Avenida Angélica.
A passeata saiu do Theatro Municipal, passou pela Praça da República, subiu a Rua da Consolação e, quando se aproximou da Avenida Paulista, por voltas das 19h30, houve a confusão. De acordo com a PM, os manifestantes atearam fogo em lixeirazs na Avenida Angélica e na Rua Haddock Lobo. As entradas do metrô Consolação e Trianon-Masp chegaram a ser fechadas.
Parlamento Europeu presta homenagem aos 12 mortos no atentado ao Charlie Hebdo
Na primeira sessão plenária do Parlamento Europeu deste ano começa, na segunda-feira (12), em Estrasburgo, os eurodeputados vão homenagear os 12 mortos no atentado contra o semanário satírico francês Charlie Hebdo.
Na sessão de abertura, o presidente do hemiciclo europeu, Martin Schulz, falará sobre os ataques terroristas em Paris, seguindo-se um minuto de silêncio.
A questão do combate ao terrorismo voltará à discussão no dia seguinte (13), no primeiro debate do novo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, com os eurodeputados e contará ainda com a presença do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.
Os eurodeputados vão também debater com a Comissão Europeia e o Conselho da União Europeia as medidas previstas para o reforço da luta contra a criminalidade organizada e a corrupção no espaço europeu.
Na terça-feira será assinalado o 70º aniversário da libertação do campo de concentração e extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau, em janeiro de 1945, onde morreram cerca de 1,1 milhão de pessoas.
Na agenda da sessão plenária, que termina na quinta-feira, consta ainda a votação de um relatório do eurodeputado João Ferreira (PCP) que recomenda a aprovação de um novo protocolo ao acordo de pesca entre a União Europeia (UE) e São Tomé e Príncipe, que autoriza 34 navios de Espanha, França e Portugal a pescar nas águas deste país.
Agência Lusa e Agência Brasil
Menina bomba de 10 anos mata pelo menos 20 na Nigéria
Pelo menos 20 pessoas morreram e 18 ficaram feridas quando uma bomba presa ao corpo de uma menina de 10 anos explodiu em um mercado de Maiduguri, na Nigéria. A explosão ocorreu quando o mercado estava cheio de pessoas.
Até agora nenhuma organização terrorista reivindicou o atentado, mas os militantes do grupo Boko Haram têm usado mulheres e meninas como bombas humanas para impor um estado islâmico na maior economia africana.
"A rapariga tinha mais ou menos dez anos e duvido muito que ela soubesse o que levava amarrado ao corpo", disse o vigilante civil, Ashiru Mustapha. Segundo ele, o artefato detonou quando os vigilantes faziam o controle de entrada no mercado.
"O detetor de metais assinalou a presença de algo suspeito quando a menina foi revistada, mas, infelizmente, a explosão deu-se antes que ela pudesse ser isolada", acrescentou, considerando ter "quase a certeza de que a bomba foi detonada por meio de um controle remoto".
Em dezembro, outro ataque no mesmo mercado 10 pessoas morreram, e na semana anterior mais de 45 pessoas foram mortas no mesmo local.
Agência Lusa e Agência Brasil
PINHAL
Apreendidos 400 kg de peixe em estabelecimento sem alvará
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GERAL
Morre sétima vítima de acidente com ônibus na ERS 030
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Real volta a vencer e consolida liderança no Espanhol
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Lei Seca no Rio Janeiro aborda motoristas na saída da praia
Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger
Quem optar por ir à praia de carro vai ter que abrir mão da cervejinha. Desde a última sexta-feira (9) a Operação Lei Seca, do governo do estado do Rio de Janeiro, faz blitzes nos principais acessos à orla, no fim da tarde. É a primeira vez que a fiscalização é feita durante o dia, para lembrar que dirigir depois de tomar bebida alcoólica pode causar acidentes, além de multa de R$ 1,9 mil.
Saiba Mais
Para abordar os motoristas, a operação deste sábado (10) está sendo montada na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, segundo informações oficias, e deixou em alerta os usuários de redes sociais: “alguém sabe da #Bols [blitz da Operação Lei Seca]?”, postaram internautas no Twitter.
As blitzes da Lei Seca no Rio vão se estender ao longo do verão, até fevereiro, de quinta-feira a domingo, em sete pontos estratégicos e contarão com 15 agentes. Na sexta-feira (9), os fiscais montaram a operação em um dos principais acessos à Praia do Recreio, na zona oeste. Cerca de 200 motoristas foram abordados, 167 fizeram o bafômetro e 56 foram multados.
O coordenador-geral da Operação Lei Seca, tenente-coronel Marco Andrade disse que as operações vão dar mais segurança a quem aproveitou um dia de mar e volta para casa tranquilamente. “Nossos agentes já trabalham nos calçadões das orlas e sinalizaram que a incidência de motoristas sob a influência de álcool é significativa”, disse, em nota à imprensa.
Quem for flagrado dirigindo após consumir bebidas alcoólicas ou se recusar a fazer o teste do bafômetro é multado, perde sete pontos na carteira de motorista e pode até ser processado criminalmente. A infração é gravíssima pelo Código Brasileiro de Trânsito.
Paulistanos fazem filas para conhecer trabalho hiper-realista de Ron Mueck
Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger
Os fios de cabelo, colados um a um, as expressões faciais, esculpidas com riqueza de detalhes, e as texturas vívidas, impressionam o público que vai à Pinacoteca confererir a mostra de Ron MueckDivulgação/Governo do Estado de São Paulo
Com média de 4 mil visitantes por dia, a exposição do escultor Ron Mueck já recebeu 149 mil pessoas na Pinacoteca do Estado de São Paulo, região central da capital. O artista usa materiais como resina, fibra de vidro, silicone e acrílico para retratar figuras humanas em estilo hiper-realista. Algumas imagens são gigantes, como o autorretrato de Mueck dormindo que está no início na mostra, outras estão em escala menor do que o corpo humano.
Os fios de cabelo, colados um a um, as expressões faciais, esculpidas com riqueza de detalhes, e as texturas vívidas, têm impressionado o público. Antes mesmo do horário de abertura do museu, longas filas se formam para visitar a exposição. A expectativa é que, com as férias, o movimento cresça nas próximas semanas. Por isso, o horário de visitação foi ampliado: em janeiro, as portas da Pinacoteca ficarão abertas de terça-feira a domingo, das 10h às 20h, e nas quintas-feiras, das 10h às 22h.
A mostra foi concebida pela Fondation Cartier pour l’Art Contemporain, de Paris, com curadoria do diretor da insituição, Hervé Chandès, e da curadora associada Grazia Quaroni. Antes de chegarem a São Paulo, as esculturas passaram pelo Museu de Arte do Rio de Janeiro e pela Fundación Proa, em Buenos Aires.
Os visitantes também podem ver o documentário Natureza Morta: Ron Mueck no Trabalho. O vídeo tem 52 minutos de duração e mostra o processo de criação do artista. Nele, o público é apresentado tanto ao processo de montagem das esculturas gigantes como ao perfeccionismo, que traz a sensação nítida de desalento nos olhos dos personagens – como na escultura do casal de idosos na praia, que fecha a exposição.
Mostra de Ron Mueck na PinacotecaDivulgação/Governo do Estado de São Paulo
A mostra fica em cartaz até o dia 22 de fevereiro. Aos sábados, a entrada na Pinacoteca é gratuita. Nos demais dias, o preço do ingresso varia de R$ 3 a R$ 6, possibilitando também uma visita à Estação Pinacoteca. Mais informações, estão disponíveis no site.
Funcionários da Embraer boicotaram greve pelo Facebook | EXAME.com
Como os funcionários da Embraer usaram a rede social para derrubar em quatro dias uma paralisação proposta pelo sindicato que os representa
EXAME.ABRIL.COM.BR|POR SIMONE COSTA
Com fantasias prontas, escolas de samba do DF esperam patrocínio
Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger
Devido a falta de verbas, o governo do DF anunciou o cancelamento dos desfiles de carnaval de 2015 Wilson Dias/Agência Brasil
Os galpões usados pelas escolas de samba do Distrito Federal (DF) estão cheios de fantasias prontas e empilhadas que dificultam a circulação pelos locais. O carnaval estava quase pronto para sair na avenida quando o Governo do DF anunciou o cancelamento dos desfiles nessa quarta-feira (9) por falta de verbas. As 21 escolas pediram R$ 6,35 milhões no ano passado para custear os preparativos para a festa. Não receberam um centavo. Hoje o governo acumula um rombo superior a R$ 3,5 bilhões.
O presidente da União da Liga das Escolas de Brasília, Geomar Leite, diz que as escolas vão tentar manter o desfile judicialmenteWilson Dias/Agência Brasil
“As escolas ainda não jogaram a toalha, ainda estamos trabalhando. Vamos buscar, se possível, judicialmente a manutenção do carnaval”, diz o presidente da União das Escolas de Samba e Blocos de Enredo do DF, Geomar Leite. Segundo ele, o governo pediu o prazo de 48 horas para conversar com empresas e buscar patrocínio. Uma alternativa é fazer um desfile menor, de apenas um dia e sem premiação.
A notícia do cancelamento foi uma surpresa. As escolas haviam entregado, no ano passado, o orçamento ao ex-governador do GDF, Agnelo Queiroz, que se comprometeu a cumpri-lo. A primeira parcela deveria ter sido paga em outubro. Recém empossado, o novo governo pediu a redução em 20%. As escolas conseguiram abater 22,6%. “Ele disse que resolveria o problema, dando ainda mais esperança para o pessoal continuar trabalhando. Tem gente que está há seis meses sem receber”, diz, Leite.
O trabalho começou em julho. Entre os funcionários, uma equipe veio do Rio de Janeiro para trabalhar na confecção das fantasias. As mercadorias foram compradas com cartas de crédito em lojas do Rio e São Paulo. A dívida é de R$ 2 milhões, de acordo com Leite.
“Está muito complicado. Não dá nem para comprar um sabonete, se você quer saber”, diz a costureira carioca Cássia Regina Dias, que dedica três dos 38 anos ao carnaval da Grande Rio e pela primeira vez veio trabalhar em Brasília. “No Rio duvido que isso aconteça. A gente trabalha no carnaval e se mantém o ano todo”.
A costureira Cássia Regina Dias veio do Rio para trabalhar na confecção de fantasias no DF Wilson Dias/Agência Brasil
Para exigir um financiamento, as escolas se baseiam na Lei do Carnaval (Lei 4.738/2011 do DF), que diz que o carnaval deve ser ser organizado, gerido e apoiado financeiramente pelo GDF, que deve proporcionar a infraestrutura, os serviços públicos de apoio e a divulgação necessários à realização do evento.
O aderecista Sidney Waldo está indignado com a situação: "Onde está a verba para cultura?"Wilson Dias/Agência Brasil
"Onde está a verba da cultura? Não pode colocar tudo nas costas do carnaval. Cada área tem sua verba, tem o dinheiro da segurança, da saúde, da educação, cada um tem a sua participação no orçamento", indigna-se o aderecista Sidney Waldo, que há 15 anos trabalha no carnaval do DF.
O secretário de Turismo do DF, Jaime Recena, disse na sexta-feira (9), decorrido quase todo o prazo acordado, que conversou com alguns empresários e que há pessoas interessadas no financiamento. A secretaria ainda vai preparar um plano para apresentar oficialmente aos possíveis patrocinadores. Para que os desfiles fossem realizados regularmente seriam necessários R$ 12 milhões. Ele ainda não fechou o valor que o GDF pretende captar para o carnaval alternativo.
Com os adereços prontos e o samba-enredo ensaiado, o presidente da Império do Guará, Mário Santos, que acumula dívida de R$ 167 mil, resume o desejo dos carnalvalescos da capital em um verso da música de Alcione: "Não deixe o samba morrer".
Com cardápio azul, preto e branco, Grêmio inaugura Paleteria 1903
Marcha Republicana deve reunir mais um milhão de pessoas em Paris
A Marcha Republicana convocada para domingo em Paris será uma das maiores manifestações dos últimos anos na capital francesa. Deverá reunir mais de 1 milhão de pessoas, intelectuais e religiosos, além de personalidades e políticos de diversos países.
A manifestação convocada após o assassinato de 12 jornalistas e cartunistas da publicação satírica Charlie Hebdo, na quarta-feira, reafirmará o repúdio ao terrorismo e à defesa dos valores republicanos, como a liberdade de expressão e de opinião.
Entre os políticos que confirmaram presença no domingo estão chefes de estado e de governo de Portugal, da Espanha, Itália, do Reino Unido, da Turquia e Alemanha, e representantes da Rússia e do Egito, país que mantém uma tensa relação diplomática com a França.
Para além da manutenção do mais alto estado de alerta na capital francesa, uma vez que são mantidas as ameaças terroristas, haverá mais 5.500 homens nas forças de segurança.
Hoje, cerca de 700 mil pessoas manifestaram-se por toda a França em solidariedade aos 17 mortos nos ataques terroristas desta semana, informou o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve.
Agência Lusa e Agência Brasil
Mulher mais procurada da França, Hayat Boumeddienne estaria na Síria
"Sinto muito, eu não sou Charlie", diz líder da extrema-direita francesa
FRANÇA SOB ATAQUE
Milhares de franceses saem às ruas para homenagear vítimas
Atiradores serão posicionados nos telhados para proteger marcha
"Vomitamos sobre nossos novos amigos", diz cartunista do Charlie Hebdo
Após protesto de moradores, trânsito é liberado
INTER
Uma multidão acompanha a chegada do Inter a Bento Gonçalves
De Arrascaeta não aparece mais no elenco do Defensor-URU
RIO GRANDE DO SUL
Em 4 anos, 94% dos municípios decretaram situação de emergência
Indefinição sobre horas extras limita ao mínimo o policiamento
Felipão precisará ser mais do que treinador em 2015
Antes da viagem para Gramado, Grêmio realiza treinos físicos
TRÂNSITO
Valores da Área Azul sobem 33% a partir de março em Porto Alegre
VERÃO
Batalhão de Aviação da BM garante atendimento de urgência
Verão deve terminar com chuvas abaixo da média no Centro-Sul do país
Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger
Nos próximos dez dias, as chuvas também ficarão escassas no estado de São PauloArquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil
A expectativa de que as chuvas de verão amenizariam a queda dos reservatórios no Centro-Sul do país não se concretizou. Um sistema de alta pressão vindo do Oceano Atlântico, que atua em boa parte do país desde o fim de dezembro, reduziu a média de chuvas no Sudeste, no Centro-Oeste e no Nordeste em janeiro, único mês em que os índices poderiam ficar acima do normal. Para fevereiro e março, as previsões também não são animadoras, indicando que o país terá o quarto ano seguido com verão menos chuvoso que a média.
Chamado de Alta Subtropical do Atlântico Sul (Asas), o sistema responsável pela falta de chuvas no Nordeste, no Centro-Oeste e em parte do Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo e norte do estado do Rio de Janeiro) se intensificará neste fim de semana. Nos próximos dez dias, as chuvas também ficarão escassas no estado de São Paulo e no sul do estado do Rio, piorando a situação dos reservatórios de usinas hidrelétricas e dos sistemas de abastecimento de água da Grande São Paulo.
Normalmente com ocorrência no meio da porção sul do Oceano Atlântico, a Alta Subtropical do Atlântico Sul teve o centro deslocado para a costa brasileira desde a semana do Natal. Nesta semana, o centro da área de alta pressão aproximou-se ainda mais do litoral fluminense, elevando a temperatura para a casa dos 40 graus no Rio. A Asas funciona como um tampão que bloqueia frentes frias e impede a formação de nuvens pelo calor. Uma corrente de vento que sopra do alto da atmosfera impede que a evaporação gere nuvens pesadas do tipocumulus nimbus, que são associadas às chuvas.
Segundo a meteorologista Bianca Lobo, da Climatempo, a expectativa é que o sistema só comece a voltar para o oceano na última semana de janeiro. A partir de então, a umidade da Amazônia voltará a chegar ao Sudeste e trazer novamente chuvas para a região. No entanto, as frentes frias continuarão fracas e as pancadas ocorrerão apenas de forma localizada, provocadas pelo tempo abafado.
“A Alta Subtropical do Atlântico Sul vai impactar o regime de chuvas no verão porque fará janeiro fechar com precipitação abaixo da média. Prevemos chuvas pouco abaixo do normal em fevereiro e muito abaixo do normal em março”, ressalta a meteorologista.
A Asas é o mesmo sistema de alta pressão que provocou o bloqueio atmosférico do início de 2014, levando à queda dos reservatórios em todo o Centro-Sul e gerando a crise hídrica em São Paulo. “O fenômeno está menos intenso neste ano, até porque as condições dos oceanos estão diferentes, mas assistimos a um processo semelhante ao do verão do ano passado”, diz Bianca.
Com a perspectiva de mais um verão com chuvas abaixo do normal, a situação dos reservatórios não é otimista. “A preocupação com o abastecimento de água e a geração de energia só aumenta. Desde 2012, o Brasil tem tido verões pouco chuvosos, o que afeta os reservatórios do Centro-Oeste e do Sudeste”, explica Bianca. Ao tomar posse na última sexta-feira (9), o novo presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Jerson Kelman, admitiu a possibilidade de a crise hídrica agravar-se nos próximos meses no estado.
O deslocamento da área de alta pressão traz outra consequência: a água que falta no Centro-Oeste e no Sudeste sobra na Região Sul. Desde o fim de dezembro, quando a Asas se aproximou do país, o Rio Grande do Sul enfrenta uma série de temporais, que provocaram a cheia do Rio Uruguai. “Na verdade, o sistema de alta pressão deslocou o canal de umidade para o Paraguai, o norte da Argentina e o Sul do Brasil”, explica o diretor-geral da Metsul Meteorologia, Eugenio Hackbart.
Com novas regras, planos de saúde não precisam pagar cesarianas agendadas
Aline Leal - Repórter da Agência Brasil Edição: Beto Coura
As novas regras de estímulo ao parto normal para os associados aos planos de saúde, divulgadas nesta semana, preveem que as operadoras não serão mais obrigados a pagar por cesarianas desnecessárias. Apesar de a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) julgar que esta é a opção pela saúde da mulher e do bebê, movimentos feministas e o Conselho Federal de Medicina acham que a nova regra fere a autonomia da mulher na escolha do parto.
Pelas novas regras de estímulo ao parto normal, as operadoras não serão mais obrigados a pagar por cesarianas desnecessáriasMarcelo Camargo/Agência Brasil
O diretor adjunto da diretoria de produtos da ANS, João Barroca, acredita que o direito à escolha deve ser relativizado diante do direito à saúde. “Ninguém vai contra a cesariana, desde que haja indicação do procedimento cirúrgico. A opção é pelo direito à saúde”, defendeu Barroca. Para ele, aos poucos, a cultura do parto natural ganhará mais força no Brasil. As operadoras de plano de saúde apoiaram as novas regras.
A ideia é que, em pouco menos de seis meses, quando a Resolução Normativa 368 começar a ser obrigatória, o parto normal será a regra, enquanto as cesarianas só serão feitas com indicação clínica, quando há riscos para o bebê ou para a mãe. Atualmente, o índice de partos cirúrgicos na saúde suplementar é 84%, enquanto na rede pública não passa de 40%. A Organização Mundial da Saúde recomenda que o índice de cesáreas não ultrapasse os 15%.
Segundo o Ministério da Saúde, a cesariana, quando não tem indicação médica, ocasiona riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê, aumentando em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e três vezes o risco de morte da mãe.
Com a vigência da norma, os médicos terão por regra que preencher um documento que relata a evolução do trabalho de parto da mulher, e, caso não haja condições para o parto normal, estará registrado o motivo. Este documento será necessário para que o médico seja pago pela operadora de plano de saúde, mas, em casos de urgência e em que a cesariana é recomendada, anteriormente ao trabalho de parto, o médico poderá justificar.
Segundo Mauro Ribeiro, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, há mulheres que, por motivos pessoais, escolhem ter o filho por cesariana, e dar o direito de o plano de saúde não pagar pela cirurgia agendada, é violar a autonomia da mulher. “Como negar à mulher o direito dela escolher como quer ter o filho?”, indagou.
Ribeiro reconhece que o índice de partos cirúrgicos no Brasil tem que cair, mesmo assim, ele avalia negativamente a nova resolução. “[Para estimular o parto natural] precisamos de pré-natal de qualidade, que os planos de saúde tenham clínicas obstétricas com equipes de plantão, é preciso ter condições”.
O vice-presidente reconhece que há médicos que optam por fazer o parto cirúrgico por comodismo, pois, enquanto este é agendado e rápido, o normal pode acontecer a qualquer momento, e, muitas vezes, leva mais de 10 horas para a conclusão. Na avaliação de Ribeiro, o governo está responsabilizando injustamente os médicos pelo alto índice de partos cirúrgicos, e deixando de lado pontos importantes como a falta de uma estrutura que estimule o parto natural.


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