Riveros define saída do Grêmio: "Vou, mas o coração fica"

Adeus ao Tricolor
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Chega a 34 o número de deputados que assumem o mandato por um mês


Congresso Nacional
A verba total a que cada deputado terá direito pode chegar a R$ 150 milArquivo/Agência Brasil
O número de suplentes que assumiu o mandato de deputado federal do dia 30 de dezembro até hoje (9) para ficar no cargo por um mês, em um período de recesso parlamentar, soma 34. A maior parte desses novos parlamentares (27) permanecerá no cargo apenas até o dia 31 deste mês. Os outros sete serão, novamente, empossados em 1º de fevereiro quando começa a nova legislatura. Isso, porque eles foram eleitos para um mandato de quatro anos no último dia 5 de outubro.
Esses 34 deputados que assumiram o mandato no final de dezembro e no início de janeiro e que não precisarão ficar no Congresso, uma vez que desde o dia 22 de dezembro a Casa encontra-se em recesso parlamentar e sem atividades legislativas, poderão receber no total algo em torno de R$ 150 mil cada um.
A verba total a que cada deputado terá direito é composta de salário (R$ 26,7 mil) e verbas parlamentares como auxílio moradia (R$ 3,8 mil), cotão (verba paga para ressarcir despesas que variam de R$ 27,9 mil a R$ 41,6 mil) e verba de gabinete para pagamento de funcionários (R$ 78 mil).
Os suplentes que assumiram o mandato, o fizeram em vagas deixadas pelos até então deputados titulares, que se licenciaram ou renunciaram ao mandato para assumir outro cargo como secretários estaduais, ministro de Estado, vice-governador ou governador. Deixaram o mandato para assumir a chefia do governo do seu respectivo estado Renan Filho (PMDB-AL); Rui Costa (PT-BA); e Reinaldo Azambuja (PSDB-MS).
Para assumir a vice-governadoria deixaram o mandato João Leão (PP-BA); Cesar Colnago (PSDB-ES); Carlos Brandão (PSDB-MA); Antônio Andrade (PMDB-MG); Zequinha Marinho (PSC-PA); Raul Henry (PMDB-PE); Cida Borghetti (PROS-PR); Paulo Cesar Quaertiero (DEM-RR); e Marcio França (PSB-SP). Para assumir ministérios deixaram o cargo de deputado George Hilton (PRB-MG); Eliseu Padilha (PMDB-RS), Pepe Vargas (PT-RS) e Edinho Araújo (PMDB-SP).

Professores sem salário do DF fazem feira para complementar renda e protestar


Professores do DF, que estão sem receber salário, organizaram no Parque da Cidade, uma feira para vender roupas e sapatos usados, artesanato e comidas (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Professores do DF, que estão sem receber salário, organizaram no Parque da Cidade, uma feira para vender roupas e sapatos usados, artesanato e comidas Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Um bazar com roupas, alimentos, produtos de beleza, cadernos, revistas em quadrinhos e ouros produtos foi a forma como os professores da rede pública de ensino do Distrito Federal encontraram para chamar a atenção para a grave situação da categoria. Com os salários de dezembro, 13º e férias atrasados eles decidiram realizar a feira e tentar arrecadar dinheiro para ajudar a pagar as contas em atraso.
Convocado pelo Facebook, o evento acontece neste sábado (10) no Parque da Cidade e foi batizado de Feira dos Professores – sem salário, 13º e férias – do Distrito Federal. A feira atraiu diversos profissionais insatisfeitos com a forma como a categoria está sendo tratada, além de frequentadores do parque.
Professores do DF, que estão sem receber salário, organizaram no Parque da Cidade, uma feira para vender roupas e sapatos usados e artesanato. Na foto, a professora Ana Moreira (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
A professora Ana Moreira preparou bolinhos sem glútem e sem lactose para vender no protesto da categoriaFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
A professora de matemática, Ana Cristina Moreira contou com a ajuda dos familiares: a irmã preparou doces para serem vendidos durante a feira. “Nós [os profissionais de educação] nos preparamos para nos doar para a sociedade e é isso que recebemos”, disse a professora que classificou o atraso no pagamento dos salários como constrangedor. Já passamos um ano estressante e no período em que deveríamos estar descansando, acontece isso. Eu estou contando com o auxílio da minha família para pagar as contas, mas e quem não tem quem ajude?”, questionou.
A professora de língua espanhola, Flávia Werneck, criadora do evento, disse que a iniciativa é realizada de forma independente sem “bandeiras sindicais ou partidárias” e visa expressar a indignação frente ao descaso com o professor. "Este é um ato simbólico, nós não temos a pretensão de arrecadar dinheiro para pagar todas as nossas contas. É muito triste na verdade este cenário e é um alerta para a sociedade, em geral, para que eles tenham noção daquilo que estamos passando. É um absurdo completo que a gente tenha chegado a este ponto”, criticou a professora. “O professor precisa lançar mão disso aqui [venda de produtos] para complementar a sua renda, portanto isso aqui já é uma realidade pra ele”, complementou a professora.
A iniciativa chamou a atenção das pessoas que passavam pelo parque neste sábado. O servidor público João Carlos Correa foi um deles. Ele disse que ficou sabendo do evento pela rede social e resolveu prestigiar a categoria. Correa comprou um caderno para a filha das mãos da professora de artes Vânia Cavalcante que trabalha em uma escola do Gama. “A gente veio aqui para isso [apoiar os professores]. Nossos filhos estão nas mãos deles e eu acredito que o mínimo que o estado deveria fazer é não atrasar os salários. Não estou falando nem de aumento que também deveria ocorrer, só do básico mesmo que é o pagamento em dia”, disse Correa à Agência Brasil.
Professores do DF, que estão sem receber salário, organizaram no Parque da Cidade, uma feira para vender roupas e sapatos usados, artesanato e comidas (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
A professora de artes Vânia Cavalcante trabalha em uma escola do Gama e vendeu cadernos Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Vânia, que tem dois filhos, conta que a confecção de cadernos foi a forma que encontrou para conseguir uma renda extra. “Hoje vence o meu aluguel e eu não tenho dinheiro para pagar, realmente é uma situação difícil”, desabafou.
Ontem, os professores e profissionais da saúde realizaram um protesto em frente ao Palácio do Buriti, sede do Executivo. Com os salários de dezembro atrasados, eles fecharam o Eixo Monumental e a quadra 102 Sul, em Brasília. Inconformados com os atrasos, os professores decidiram acampar em frente ao Palácio do Buriti até receberem os valores devidos. Já os profissionais da área de saúde decidiram, em assembleia, entrar em greve até nova avaliação que será na quarta-feira.
Na sexta-feira (9) o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, disse que o pagamento dos servidores da educação deverá ser feito apenas na semana que vem.
Na opinião da professora Flávia, a forma como o governo vem tratando a situação é um "convite para o abandono do magistério". "Daqui de onde a gente está já dá pra ver um futuro desprovido de advogados, engenheiros, médicos porque o que o governo está fazendo um convite oficial e expresso para que nós abandonemos o magistério. E não tarda muito para nós fazermos isso, porque está inviável sobreviver dessa atividade", lamentou.

Prefeituras tentam recuperar R$ 6,9 bilhões inscritos em dívida ativa

TCE orienta prefeituras a buscarem alternativas para aumentar arrecadação. As informações são do Correio do Povo.

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ZHORA.CO

 

Jovem continua preso por depredação em flagrante na manifestação de ontem

 

Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger

A manifestação contra o aumento da tarifa nos transportes acabou com tumulto na noite de ontem (9). Houve depredação de agências bancárias, lixeiras queimadas e a Polícia Militar (PM) usou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha. Foram detidos 53 manifestantes, segundo atualização da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), que foram conduzidos ao 2ª Delegacia de Polícia (DP) de Bom Retiro e ao 78ª DP dos Jardins.

A SSP-SP, afirmou que uma pessoa de 23 anos foi presa em flagrante por depredação. Policiais militares apresentaram imagens da ação do jovem ao delegado, ele foi indiciado por dano qualificado e está à disposição da Justiça, de acordo com a secretaria.

Os outros 52 foram liberados. Além disso, na 2ª DP foram registradas depredações em duas agências do Banco do Brasil e em uma do Banco Santander, ambas na Avenida Angélica.

A passeata saiu do Theatro Municipal, passou pela Praça da República, subiu a Rua da Consolação e, quando se aproximou da Avenida Paulista, por voltas das 19h30, houve a confusão. De acordo com a PM, os manifestantes atearam fogo em lixeirazs na Avenida Angélica e na Rua Haddock Lobo. As entradas do metrô Consolação e Trianon-Masp chegaram a ser fechadas.

 

Agência Brasil

 

Parlamento Europeu presta homenagem aos 12 mortos no atentado ao Charlie Hebdo

 

Na primeira sessão plenária do Parlamento Europeu deste ano começa, na segunda-feira (12), em Estrasburgo, os eurodeputados vão homenagear os 12 mortos no atentado contra o semanário satírico francês Charlie Hebdo.

Na sessão de abertura, o presidente do hemiciclo europeu, Martin Schulz, falará sobre os ataques terroristas em Paris, seguindo-se um minuto de silêncio.

A questão do combate ao terrorismo voltará à discussão no dia seguinte (13), no primeiro debate do novo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, com os eurodeputados e contará ainda com a presença do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

Os eurodeputados vão também debater com a Comissão Europeia e o Conselho da União Europeia as medidas previstas para o reforço da luta contra a criminalidade organizada e a corrupção no espaço europeu.

Na terça-feira será assinalado o 70º aniversário da libertação do campo de concentração e extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau, em janeiro de 1945, onde morreram cerca de 1,1 milhão de pessoas.

Na agenda da sessão plenária, que termina na quinta-feira, consta ainda a votação de um relatório do eurodeputado João Ferreira (PCP) que recomenda a aprovação de um novo protocolo ao acordo de pesca entre a União Europeia (UE) e São Tomé e Príncipe, que autoriza 34 navios de Espanha, França e Portugal a pescar nas águas deste país.

 

Agência Lusa e Agência Brasil

Menina bomba de 10 anos mata pelo menos 20 na Nigéria

 

Pelo menos 20 pessoas morreram e 18 ficaram feridas quando uma bomba presa ao corpo de uma menina de 10 anos explodiu em um mercado de Maiduguri, na Nigéria. A explosão ocorreu quando o mercado estava cheio de pessoas.

Até agora nenhuma organização terrorista reivindicou o atentado, mas os militantes do grupo Boko Haram têm usado mulheres e meninas como bombas humanas para impor um estado islâmico na maior economia africana.

"A rapariga tinha mais ou menos dez anos e duvido muito que ela soubesse o que levava amarrado ao corpo", disse o vigilante civil, Ashiru Mustapha. Segundo ele, o artefato detonou quando os vigilantes faziam o controle de entrada no mercado.

"O detetor de metais assinalou a presença de algo suspeito quando a menina foi revistada, mas, infelizmente, a explosão deu-se antes que ela pudesse ser isolada", acrescentou, considerando ter "quase a certeza de que a bomba foi detonada por meio de um controle remoto".

Em dezembro, outro ataque no mesmo mercado 10 pessoas morreram, e na semana anterior mais de 45 pessoas foram mortas no mesmo local.

 

Agência Lusa e Agência Brasil

 

 

PINHAL

Apreendidos 400 kg de peixe em estabelecimento sem alvará

 

Jogador estava no banco de trás do carro, que bateu em uma árvore - Crédito: Michael Horst / Feuerwehr Porta / AFP / CPFUTEBOL

Jovem do Wolfsburg morre em acidente de carro

 

Diego Costa marcou o segundo gol da vitória do Chelsea - Crédito: Ben Stansall / AFP / CP

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Sétima vítima do acidente na ERS 030 morreu neste sábado - Crédito: Paulo Nunes

GERAL

Morre sétima vítima de acidente com ônibus na ERS 030

 

Pedaço da fuselagem não continha a caixa-preta - Crédito: Adek Bery/AFP/CPMUNDO

Mergulhadores recuperam cauda de avião da AirAsia

 

Cristiano Ronaldo passou em branco contra o Espanyol - Crédito: Gerard Julien / AFP / CP

Real volta a vencer e consolida liderança no Espanhol

 

´O Jogo da Imitação`, com Benedict Cumberbatch, tem cinco indicações - Crédito: Jack English / Divulgação / CPTV

Vencedores do Globo de Ouro serão conhecidos neste domingo

 

Lei Seca no Rio Janeiro aborda motoristas na saída da praia

 

Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger

Quem optar por ir à praia de carro vai ter que abrir mão da cervejinha. Desde a última sexta-feira (9) a Operação Lei Seca, do governo do estado do Rio de Janeiro, faz blitzes nos principais acessos à orla, no fim da tarde. É a primeira vez que a fiscalização é feita durante o dia, para lembrar que dirigir depois de tomar bebida alcoólica pode causar acidentes, além de multa de R$ 1,9 mil.

Saiba Mais

Para abordar os motoristas, a operação deste sábado (10) está sendo montada na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, segundo informações oficias, e deixou em alerta os usuários de redes sociais: “alguém sabe da #Bols [blitz da Operação Lei Seca]?”, postaram internautas no Twitter.

As blitzes da Lei Seca no Rio vão se estender ao longo do verão, até fevereiro, de quinta-feira a domingo, em sete pontos estratégicos e contarão com 15 agentes. Na sexta-feira (9), os fiscais montaram a operação em um dos  principais acessos à Praia do Recreio, na zona oeste. Cerca de 200 motoristas foram abordados, 167 fizeram o bafômetro e 56 foram multados.

O coordenador-geral da Operação Lei Seca, tenente-coronel Marco Andrade disse que as operações vão dar mais segurança a quem aproveitou um dia de mar e volta para casa tranquilamente. “Nossos agentes já trabalham nos calçadões das orlas e sinalizaram que a incidência de motoristas sob a influência de álcool é significativa”, disse, em nota à imprensa.

Quem for flagrado dirigindo após consumir bebidas alcoólicas ou se recusar a fazer o teste do bafômetro é multado, perde sete pontos na carteira de motorista e pode até ser processado criminalmente. A infração é gravíssima pelo Código Brasileiro de Trânsito.

 

 

Agência Brasil

 

 

Paulistanos fazem filas para conhecer trabalho hiper-realista de Ron Mueck

 

Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger

Mostra de Ron Mueck na Pinacoteca. Alexandre Carvalho/A2 FOTOGRAFIA

Os fios de cabelo, colados um a um, as expressões faciais, esculpidas com riqueza de detalhes, e as texturas vívidas, impressionam o público que vai à Pinacoteca confererir a mostra de Ron MueckDivulgação/Governo do Estado de São Paulo

Com média de 4 mil visitantes por dia, a exposição do escultor Ron Mueck já recebeu 149 mil pessoas na Pinacoteca do Estado de São Paulo, região central da capital. O artista usa materiais como resina, fibra de vidro, silicone e acrílico para retratar figuras humanas em estilo hiper-realista. Algumas imagens são gigantes, como o autorretrato de Mueck dormindo que está no início na mostra, outras estão em escala menor do que o corpo humano.

Os fios de cabelo, colados um a um, as expressões faciais, esculpidas com riqueza de detalhes, e as texturas vívidas, têm impressionado o público. Antes mesmo do horário de abertura do museu, longas filas se formam para visitar a exposição. A expectativa é que, com as férias, o movimento cresça nas próximas semanas. Por isso, o horário de visitação foi ampliado: em janeiro, as portas da Pinacoteca ficarão abertas de terça-feira a domingo, das 10h às 20h, e nas quintas-feiras, das 10h às 22h.

A mostra foi concebida pela Fondation Cartier pour l’Art Contemporain, de Paris, com curadoria do diretor da insituição, Hervé Chandès, e da curadora associada Grazia Quaroni. Antes de chegarem a São Paulo, as esculturas passaram pelo Museu de Arte do Rio de Janeiro e pela Fundación Proa, em Buenos Aires.

Os visitantes também podem ver o documentário Natureza Morta: Ron Mueck no Trabalho. O vídeo tem 52 minutos de duração e mostra o processo de criação do artista. Nele, o público é apresentado tanto ao processo de montagem das esculturas gigantes como ao perfeccionismo, que traz a sensação nítida de desalento nos olhos dos personagens – como na escultura do casal de idosos na praia, que fecha a exposição.

Mostra de Ron Mueck na Pinacoteca

Mostra de Ron Mueck na PinacotecaDivulgação/Governo do Estado de São Paulo

A mostra fica em cartaz até o dia 22 de fevereiro. Aos sábados, a entrada na Pinacoteca é gratuita. Nos demais dias, o preço do ingresso varia de R$ 3 a R$ 6, possibilitando também uma visita à Estação Pinacoteca. Mais informações, estão disponíveis no site.

 

Agência Brasil

 

Funcionários da Embraer boicotaram greve pelo Facebook | EXAME.com

Como os funcionários da Embraer usaram a rede social para derrubar em quatro dias uma paralisação proposta pelo sindicato que os representa

EXAME.ABRIL.COM.BR|POR SIMONE COSTA

 

Com fantasias prontas, escolas de samba do DF esperam patrocínio

 

Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger

Devido a falta de verbas, Governo do DF anunciou o cancelamento dos desfiles de carnaval de 2015 (Wilson Dias/Agência Brasil)

Devido a falta de verbas, o governo do DF anunciou o cancelamento dos desfiles de carnaval de 2015 Wilson Dias/Agência Brasil

Os galpões usados pelas escolas de samba do Distrito Federal (DF) estão cheios de fantasias prontas e empilhadas que dificultam a circulação pelos locais. O carnaval estava quase pronto para sair na avenida quando o Governo do DF anunciou o cancelamento dos desfiles nessa quarta-feira (9) por falta de verbas. As 21 escolas pediram R$ 6,35 milhões no ano passado para custear os preparativos para a festa. Não receberam um centavo. Hoje o governo acumula um rombo superior a R$ 3,5 bilhões.

 Geomar Leite, presidente da União da Liga das Escolas de Brasília (Wilson Dias/Agência Brasil)

O presidente da União da Liga das Escolas de Brasília, Geomar Leite, diz que as escolas vão tentar manter o desfile judicialmenteWilson Dias/Agência Brasil

“As escolas ainda não jogaram a toalha, ainda estamos trabalhando. Vamos buscar, se possível, judicialmente a manutenção do carnaval”, diz o presidente da União das Escolas de Samba e Blocos de Enredo do DF, Geomar Leite. Segundo ele, o governo pediu o prazo de 48 horas para conversar com empresas e buscar patrocínio. Uma alternativa é fazer um desfile menor, de apenas um dia e sem premiação.

A notícia do cancelamento foi uma surpresa. As escolas haviam entregado, no ano passado, o orçamento ao ex-governador do GDF, Agnelo Queiroz, que se comprometeu a cumpri-lo. A primeira parcela deveria ter sido paga em outubro. Recém empossado, o novo governo pediu a redução em 20%. As escolas conseguiram abater 22,6%. “Ele disse que resolveria o problema, dando ainda mais esperança para o pessoal continuar trabalhando. Tem gente que está há seis meses sem receber”, diz, Leite.

O trabalho começou em julho. Entre os funcionários, uma equipe veio do Rio de Janeiro para trabalhar na confecção das fantasias. As mercadorias foram compradas com cartas de crédito em lojas do Rio e São Paulo. A dívida é de R$ 2 milhões, de acordo com Leite.

“Está muito complicado. Não dá nem para comprar um sabonete, se você quer saber”, diz a costureira carioca Cássia Regina Dias, que dedica três dos 38 anos ao carnaval da Grande Rio e pela primeira vez veio trabalhar em Brasília. “No Rio duvido que isso aconteça. A gente trabalha no carnaval e se mantém o ano todo”.

 Cássia Regina Dias, costureira. (Wilson Dias/Agência Brasil)

A costureira Cássia Regina Dias veio do Rio para trabalhar na confecção de fantasias no DF Wilson Dias/Agência Brasil

Para exigir um financiamento, as escolas se baseiam na Lei do Carnaval (Lei 4.738/2011 do DF), que diz que o carnaval deve ser ser organizado, gerido e apoiado financeiramente pelo GDF, que deve proporcionar a infraestrutura, os serviços públicos de apoio e a divulgação necessários à realização do evento.

 Sidney Waldo, aderecista (Wilson Dias/Agência Brasil)

O aderecista Sidney Waldo está indignado com a situação: "Onde está a verba para cultura?"Wilson Dias/Agência Brasil

"Onde está a verba da cultura? Não pode colocar tudo nas costas do carnaval. Cada área tem sua verba, tem o dinheiro da segurança, da saúde, da educação, cada um tem a sua participação no orçamento", indigna-se o aderecista Sidney Waldo, que há 15 anos trabalha no carnaval do DF.

O secretário de Turismo do DF, Jaime Recena, disse na sexta-feira (9), decorrido quase todo o prazo acordado, que conversou com alguns empresários e que há pessoas interessadas no financiamento. A secretaria ainda vai preparar um plano para apresentar oficialmente aos possíveis patrocinadores. Para que os desfiles fossem realizados regularmente seriam necessários R$ 12 milhões. Ele ainda não fechou o valor que o GDF pretende captar para o carnaval alternativo.

Com os adereços prontos e o samba-enredo ensaiado, o presidente da Império do Guará, Mário Santos, que acumula dívida de R$ 167 mil, resume o desejo dos carnalvalescos da capital em um verso da música de Alcione: "Não deixe o samba morrer".

 

 

Agência Brasil

Com cardápio azul, preto e branco, Grêmio inaugura Paleteria 1903

Dois quiosques, um em cada terminal do Aeroporto Salgado Filho, começaram a vender os sorvetes

Marcha Republicana deve reunir mais um milhão de pessoas em Paris

A Marcha Republicana convocada para domingo em Paris será uma das maiores manifestações dos últimos anos na capital francesa. Deverá reunir mais de 1 milhão de pessoas,  intelectuais e religiosos, além de personalidades e políticos de diversos países.

A manifestação convocada após o assassinato de 12 jornalistas e cartunistas da publicação satírica Charlie Hebdo, na quarta-feira, reafirmará o repúdio ao terrorismo e à defesa dos valores republicanos, como a liberdade de expressão e de opinião.

Entre os políticos que confirmaram presença no domingo estão chefes de estado e de governo de Portugal, da Espanha, Itália, do Reino Unido, da Turquia e Alemanha, e representantes da Rússia e do Egito, país que mantém uma tensa relação diplomática com a França.

Para além da manutenção do mais alto estado de alerta na capital francesa, uma vez que são mantidas as ameaças terroristas, haverá mais 5.500 homens nas forças de segurança.

Hoje, cerca de 700 mil pessoas manifestaram-se por toda a França em solidariedade aos 17 mortos nos ataques terroristas desta semana, informou o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve.

 

Agência Lusa e Agência Brasil

 

Mulher mais procurada da França, Hayat Boumeddienne estaria na Síria

Autoridades turcas não prenderam a Amédy Coulibaly companheira do terrorista devido à falta de informações por parte do governo francês

    "Sinto muito, eu não sou Charlie", diz líder da extrema-direita francesa

     


    Mais de 20 mil se reuniram em Nice - Crédito: Valery Hache / AFP / CP

    FRANÇA SOB ATAQUE

    Milhares de franceses saem às ruas para homenagear vítimas

      Manifestantes protestaram neste sábado em Lille - Crédito: Denis Charlet / AFP / CP

      Atiradores serão posicionados nos telhados para proteger marcha

        Atentado contra Charlie Hebdo deixou 12 mortos - Crédito: Philippe Dupeyrat / AFP / CP

        "Vomitamos sobre nossos novos amigos", diz cartunista do Charlie Hebdo

         

         

        Polícia Rodoviária Federal sugere que os motoristas esperem para pegar a estrada - Crédito: Luciamen Winck / Especial / CPBR 290

        Após protesto de moradores, trânsito é liberado

         

        Time chegou perto das 22h40min para o início da pré-temporada - Crédito: Amauri Knevitz Jr. / Especial / CP

        INTER

        Uma multidão acompanha a chegada do Inter a Bento Gonçalves

        Jogador deve ser apresentado pelo Inter na próxima semana - Crédito: Defensor Sporting / Divulgação / CPINTER

        De Arrascaeta não aparece mais no elenco do Defensor-URU

         

        RIO GRANDE DO SUL

        Em 4 anos, 94% dos municípios decretaram situação de emergência

         

        CPC diz que está fazendo todo o esforço para manter a tranquilidade em Porto Alegre - Crédito: André ÁvilaPORTO ALEGRE

        Indefinição sobre horas extras limita ao mínimo o policiamento

         

          Líder tricolor terá que lidar com muitos garotos - Crédito: Lucas Uebel / Grêmio / Divulgação / CPGRÊMIO

          Felipão precisará ser mais do que treinador em 2015

           

          Antes da viagem para Gramado, Grêmio realiza treinos físicos

           

          TRÂNSITO

          Valores da Área Azul sobem 33% a partir de março em Porto Alegre

           

          Em Capão, esquadrão aéreo mantém três helicóptero e um avião - Crédito: André Ávila

          VERÃO

          Batalhão de Aviação da BM garante atendimento de urgência

           

          Verão deve terminar com chuvas abaixo da média no Centro-Sul do país

           

          Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger

          chuva em São Paulo

          Nos próximos dez dias, as chuvas também ficarão escassas no estado de São PauloArquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

          A expectativa de que as chuvas de verão amenizariam a queda dos reservatórios no Centro-Sul do país não se concretizou. Um sistema de alta pressão vindo do Oceano Atlântico, que atua em boa parte do país desde o fim de dezembro, reduziu a média de chuvas no Sudeste, no Centro-Oeste e no Nordeste em janeiro, único mês em que os índices poderiam ficar acima do normal. Para fevereiro e março, as previsões também não são animadoras, indicando que o país terá o quarto ano seguido com verão menos chuvoso que a média.

          Chamado de Alta Subtropical do Atlântico Sul (Asas), o sistema responsável pela falta de chuvas no Nordeste, no Centro-Oeste e em parte do Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo e norte do estado do Rio de Janeiro) se intensificará neste fim de semana. Nos próximos dez dias, as chuvas também ficarão escassas no estado de São Paulo e no sul do estado do Rio, piorando a situação dos reservatórios de usinas hidrelétricas e dos sistemas de abastecimento de água da Grande São Paulo.

          Normalmente com ocorrência no meio da porção sul do Oceano Atlântico, a Alta Subtropical do Atlântico Sul teve o centro deslocado para a costa brasileira desde a semana do Natal. Nesta semana, o centro da área de alta pressão aproximou-se ainda mais do litoral fluminense, elevando a temperatura para a casa dos 40 graus no Rio. A Asas funciona como um tampão que bloqueia frentes frias e impede a formação de nuvens pelo calor. Uma corrente de vento que sopra do alto da atmosfera impede que a evaporação gere nuvens pesadas do tipocumulus nimbus, que são associadas às chuvas.

          Segundo a meteorologista Bianca Lobo, da Climatempo, a expectativa é que o sistema só comece a voltar para o oceano na última semana de janeiro. A partir de então, a umidade da Amazônia voltará a chegar ao Sudeste e trazer novamente chuvas para a região. No entanto, as frentes frias continuarão fracas e as pancadas ocorrerão apenas de forma localizada, provocadas pelo tempo abafado.

          “A Alta Subtropical do Atlântico Sul vai impactar o regime de chuvas no verão porque fará janeiro fechar com precipitação abaixo da média. Prevemos chuvas pouco abaixo do normal em fevereiro e muito abaixo do normal em março”, ressalta a meteorologista.

          A Asas é o mesmo sistema de alta pressão que provocou o bloqueio atmosférico do início de 2014, levando à queda dos reservatórios em todo o Centro-Sul e gerando a crise hídrica em São Paulo. “O fenômeno está menos intenso neste ano, até porque as condições dos oceanos estão diferentes, mas assistimos a um processo semelhante ao do verão do ano passado”, diz Bianca.

          Com a perspectiva de mais um verão com chuvas abaixo do normal, a situação dos reservatórios não é otimista. “A preocupação com o abastecimento de água e a geração de energia só aumenta. Desde 2012, o Brasil tem tido verões pouco chuvosos, o que afeta os reservatórios do Centro-Oeste e do Sudeste”, explica Bianca. Ao tomar posse na última sexta-feira (9), o novo presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Jerson Kelman, admitiu a possibilidade de a crise hídrica agravar-se nos próximos meses no estado.

          O deslocamento da área de alta pressão traz outra consequência: a água que falta no Centro-Oeste e no Sudeste sobra na Região Sul. Desde o fim de dezembro, quando a Asas se aproximou do país, o Rio Grande do Sul enfrenta uma série de temporais, que provocaram a cheia do Rio Uruguai. “Na verdade, o sistema de alta pressão deslocou o canal de umidade para o Paraguai, o norte da Argentina e o Sul do Brasil”, explica o diretor-geral da Metsul Meteorologia, Eugenio Hackbart.

           

          Agência Brasil

           

          Com novas regras, planos de saúde não precisam pagar cesarianas agendadas

           

          Aline Leal - Repórter da Agência Brasil Edição: Beto Coura

          As novas regras de estímulo ao parto normal para os associados aos planos de saúde, divulgadas nesta semana, preveem que as operadoras não serão mais obrigados a pagar por cesarianas desnecessárias. Apesar de a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) julgar que esta é a opção pela saúde da mulher e do bebê, movimentos feministas e o Conselho Federal de Medicina acham que a nova regra fere a autonomia da mulher na escolha do parto.

          Grávida

          Pelas novas regras de estímulo ao parto normal, as operadoras não serão mais obrigados a pagar por cesarianas desnecessáriasMarcelo Camargo/Agência Brasil

          O diretor adjunto da diretoria de produtos da ANS, João Barroca, acredita que o direito à escolha deve ser relativizado diante do direito à saúde. “Ninguém vai contra a cesariana, desde que haja indicação do procedimento cirúrgico. A opção é pelo direito à saúde”, defendeu Barroca. Para ele, aos poucos, a cultura do parto natural ganhará mais força no Brasil. As operadoras de plano de saúde apoiaram as novas regras.

          A ideia é que, em pouco menos de seis meses, quando a Resolução Normativa 368 começar a ser obrigatória, o parto normal será a regra, enquanto as cesarianas só serão feitas com indicação clínica, quando há riscos para o bebê ou para a mãe. Atualmente, o índice de partos cirúrgicos na saúde suplementar é 84%, enquanto na rede pública não passa de 40%. A Organização Mundial da Saúde recomenda que o índice de cesáreas não ultrapasse os 15%.

          Segundo o Ministério da Saúde, a cesariana, quando não tem indicação médica, ocasiona riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê, aumentando em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e três vezes o risco de morte da mãe.

          Com a vigência da norma, os médicos terão por regra que preencher um documento que relata a evolução do trabalho de parto da mulher, e, caso não haja condições para o parto normal, estará registrado o motivo. Este documento será necessário para que o médico seja pago pela operadora de plano de saúde, mas, em casos de urgência e em que a cesariana é recomendada, anteriormente ao trabalho de parto, o médico poderá justificar.

          Segundo Mauro Ribeiro, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, há mulheres que, por motivos pessoais, escolhem ter o filho por cesariana, e dar o direito de o plano de saúde não pagar pela cirurgia agendada, é violar a autonomia da mulher. “Como negar à mulher o direito dela escolher como quer ter o filho?”, indagou.

          Ribeiro reconhece que o índice de partos cirúrgicos no Brasil tem que cair, mesmo assim, ele avalia negativamente a nova resolução. “[Para estimular o parto natural] precisamos de pré-natal de qualidade, que os planos de saúde tenham clínicas obstétricas com equipes de plantão, é preciso ter condições”.

          O vice-presidente reconhece que há médicos que optam por fazer o parto cirúrgico por comodismo, pois, enquanto este é agendado e rápido, o normal pode acontecer a qualquer momento, e, muitas vezes, leva mais de 10 horas para a conclusão. Na avaliação de Ribeiro, o governo está responsabilizando injustamente os médicos pelo alto índice de partos cirúrgicos, e deixando de lado pontos importantes como a falta de uma estrutura que estimule o parto natural.

           

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