Análise: Situação real das contas do Brasil está entre as piores do mundo

O Brasil iniciou em 1999 a política de metas de superavit primário porque os juros nacionais e os encargos da dívida pública não têm paralelo entre as principais economias do mundo.

Esse dado põe em xeque a argumentação da presidente Dilma Rousseff segundo a qual o desempenho fiscal do país, em aguda deterioração neste ano eleitoral, é melhor que o da grande maioria dos países do G20.

Na maior parte do mundo, o saldo das contas dos governos é apurado a partir da diferença entre as receitas totais e as despesas totais -o que no Brasil se chama de resultado nominal.

O deficit nominal brasileiro acumulou o equivalente a 4,9% do PIB (Produto Interno Bruto, medida da renda nacional) nos últimos 12 meses, maior taxa em 11 anos.

 Editoria de Arte/Folhapress 
Entre as principais economias globais, esse patamar só é igualado ou superado por EUA, Reino Unido, Japão, Índia e África do Sul.

Os três primeiros, desenvolvidos, buscam estimular suas economias e não enfrentam dificuldades para obter dinheiro emprestado. As duas últimas, emergentes, são vistas, como o Brasil, como vulneráveis a oscilações do mercado externo.

A comparação de Dilma, no entanto, se baseou nos resultados primários -ou seja, que não consideram as despesas com juros da dívida pública. Trata-se de um conceito pouco considerado no resto do mundo.

O Brasil adotou esse cálculo em sua política fiscal porque o governo sempre teve dificuldades em cumprir metas de resultado nominal. Os juros, além de elevados, estão sujeitos a alterações para o controle da inflação.

União, Estados e municípios gastam hoje 5,5% do PIB com encargos da dívida. Um levantamento feito pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) com dados de 2011 mostrou que só Grécia e Líbano gastavam mais. Na maior parte do G20, essa despesa não chega a 2% do PIB.
Fonte: Folha Online - 13/11/2014 e Endividado

Concurso Santa Maria do Oeste - PR

Posted: 13 Nov 2014 10:07 AM PST
Concurso Santa Maria do Oeste PR seleciona Assessor Contábil e Assessor Jurídico A Câmara Municipal da cidade de Santa Maria do Oeste, no estado do Paraná, informaque estão abertas as inscrições do Concurso Público regido pelo edital nº 001/2014, entre os dias 13 e 23 de novembro de 2014, o certame é destinado ao provimento de duas vagas para exercer funções de Assessor Contábil (1) e
Posted: 13 Nov 2014 09:11 AM PST
Gabarito Irapuã - SP 2014 Foi publicado pela Prefeitura municipal de Irapuã, no estado de São Paulo, o gabarito do concurso Irapuã 2014, o objetivo do concurso é preencher 42 vagas abertas para diversos cargos de níveis Fundamental, Médio/ Técnico e Superior, por meio do edital nº 01/2014. Clique nos links abaixo para ver os gabaritos Gabarito - Grupo 1 e 2 Gabarito - Grupo 3 e 4

Globo não vai renovar com quem não trabalha

 
Foram-se os tempos em que alguns privilegiados da TV Globo podiam ficar muito tempo sem fazer nada que a consequência era nenhuma. A “zona de confort...

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Pílula do dia seguinte

 
Eleições 2014

Pílula do dia seguinte 

FERNANDO GABEIRA - O ESTADO DE S.PAULO 
07 Novembro 2014 | 02h 03 
Com robusta experiência em derrotas eleitorais, arrisco-me a prescrever esta pílula do dia seguinte.
Um dos primeiros aprendizados na derrota é superar qualquer impulso de culpar os eleitores ou regiões inteiras pelo resultado das urnas. É preciso examinar as políticas que nos levaram a esse resultado, os erros que cometemos ao longo do caminho.
Outra ilusão é supor que, eleito, o adversário vá realizar a política de quem perdeu. Muitos esperam mudança na política econômica de Dilma. Sou mais cético, embora reconheça a força da realidade, a enorme pressão que os próprios fatos vão exercer sobre seu governo.
A política econômica de Dilma não nasceu apenas de sua cabeça. Ela tem uma base teórica que sempre foi bastante influente entre os economistas e acadêmicos. O centro do debate é o papel do Estado na economia. Até a crise de 2008 era uma visão na defensiva na própria conjuntura mundial. Como casais condenados a viver juntos, era preciso rediscutir a relação Estado e mercado, o peso que teriam na nova pós-crise.
Isso aconteceu até nos Estados Unidos, onde Obama lançou um plano de recuperação na economia, que agora chega a seu fim, atingindo o objetivo. Caminhos teóricos distintos levaram a escolhas distintas. Na compreensão de Obama, o Estado precisava impulsionar a economia porque é dele que depende sua sobrevivência.
A intervenção do Estado na economia brasileira, em linhas gerais, enfraqueceu o papel do mercado, pelo fortalecimento da intervenção do governo. No campo da energia, as intervenções de Dilma para baixar o preço da eletricidade, voluntariosamente, e conter o preço da gasolina são evidências de que superestimam o papel do Estado. Aliadas, é claro, a uma grande vontade de ganhar as eleições. Os estímulos à indústria automobilística foram uma faca de dois gumes. Eles agravaram o problema da mobilidade urbana, que era um dos motores das manifestações de 2013. Essa política é uma contradição ambulante. Além disso, valeu um processo de protecionismo na Organização Mundial do Comércio.
No meu ponto de vista, o governo esteve sempre mais preocupado com a área da economia que domina: estatais e, indiretamente, a constelação de empresas que giram em torno delas. Houve estímulos via BNDES criando uma órbita em torno do governo. Uma órbita favorecida: toma-se dinheiro público coberto pelo sigilo bancário.
A conclusão oficial foi expressa por Guido Mantega: nossa política econômica foi aprovada nas eleições. A alguns quilômetros dali, Dilma afirmou que a mudança foi a palavra mais ouvida na campanha. Não vi contradição entre os dois, porque Dilma jamais associou a palavra mudança à economia, sempre afirmou que estava no caminho certo, que seu modelo era exemplo universal de como atravessar uma crise sem perda de salário ou emprego.
Durante esse período de exaltação do próprio desempenho, o governo jogou para baixo do tapete dados essenciais. Dois deles já vieram à tona: o rombo de R$ 20 bilhões nas contas públicas e o da redução da pobreza. Outros esperam no pipeline: índice de desmatamento na Amazônia, redução da pobreza, performance no ensino.
Dilma afirma querer esclarecido, em todos os detalhes e nomes, o escândalo de corrupção na Petrobrás. Tenho inúmeras razões para duvidar. O governo tentou bloquear a CPI, os vazamentos indicaram que a própria base do governo está envolvida; Lula e Dilma foram mencionados pelo doleiro Alberto Youssef. A realidade é que o governo vai considerar estratégico desqualificar as investigações. E não está sozinho nisso. As grandes empresas envolvidas contrataram poderosos advogados que fracassaram no mensalão, mas ganharam experiência para o novo confronto: o petrolão.
O Supremo terá 10 dos 11 ministros indicados pelo PT. Claro que alguns deles sabem que o PT passa e o Supremo fica. Mas sua gratidão será cobrada, como foi intensamente cobrada de Joaquim Barbosa. Esse processo do escândalo na Petrobrás será uma intensa luta entre quem quer saber e punir e quem quer esconder e inocentar. Não creio no êxito da tentativa de esconder. O escândalo ultrapassou as fronteiras: auditorias internacionais serão realizadas e as leis americanas são difíceis de driblar.
O assalto à Petrobrás e a política econômica se entrelaçam e podem nos levar a um debate um pouco mais concreto sobre este capitalismo de Estado que o PT impulsiona. A corrupção instalou-se no cofre da maior empresa estatal e se estendeu para toda a constelação que gira em torno dela.
Dilma afirmou que vai entregar o Brasil pronto para um novo ciclo de crescimento. Obama fala como se tivesse concluído a tarefa. Alguém perdeu tempo nestes cinco anos.
Nunca tive a experiência de uma vitória em eleição majoritária. Mas havia uma questão temível esperando o vencedor na manhã seguinte: como fazer tudo o que prometi?
Os anos serão duros para Dilma. Seca no Sudeste, seca de ideias sobre política de recursos hídricos, economia estagnada e uma tentativa de provar que vivemos na realidade dos programas de televisão da campanha. Será preciso um grande plantel de macunaímas para o governo escapar ileso dos fatos, das leis da economia e de um bilionário processo de corrupção. E não podem dizer como o nosso herói sem nenhum caráter: ai, que preguiça!
O desdobramento de uma política econômica fracassada e o desenrolar do maior processo de corrupção da história do País devem produzir um debate muito mais próximo da realidade do que uma fantasia novelesca da agenda eleitoral. Minha esperança é que as pessoas olhem bem para a falência da economia e a gravidade da corrupção na Petrobrás. E esqueçam um pouco quem foi parado na Lei Seca, quem estava preparando tirar a comida da mesa dos pobres para depositá-la no Banco Central independente. Assistimos a uma ficção da pior qualidade. Precisamos voltar à realidade cotidiana. O assalto à Petrobrás foi uma audácia. Audácia maior é o assalto à nossa lucidez.
*Fernando Gabeira é jornalista






 

ARTIGO --- FORÇAS VIVAS-- ESTADO DE SÃO PAULO (14 NOV )---GEN BINI (E-mail recebido aqui no RS Notícias)

CAROS AMIGOS E AMIGAS!!

               Segue o artigo "FORÇAS VIVAS" publicado no jornal  " ESTADO DE SÃO PAULO" , na edição de hoje (14 NOV ).Como considero o amigo/a uma " FORÇA VIVA',
             por favor, coloque-o em sua REDE ! ( se aprovarem)......Obrigado. ABRS do Bini.

FORÇAS VIVAS

Adolpho Bloch, um ucraniano que veio para o Brasil para fugir da revolução comunista de 1917 na Rússia, ficou impressionado com a dimensão territorial brasileira. Ele vinha de uma Europa destruída pela 1a. Guerra Mundial, onde movimentos separatistas eclodiam em todo o continente europeu.
Aqui se tornou um grande empresário, a ponto de a mídia nacional reconhecer seu prestígio e sua influência na vida política do país. Poucos anos antes de falecer, já no final do século passado, Bloch decidiu publicar na revista Manchete, de sua propriedade, em edição especial, uma série de matérias a respeito do Exército Brasileiro, com ênfase nas vitoriosas Batalhas de Guararapes. Essa sua decisão nasceu em consequência de duas constatações. A primeira era a certeza de que os êxitos dessas duas batalhas foram um verdadeiro símbolo da unidade nacional em virtude dos enfrentamentos entre os holandeses e a força formada pelo branco, o negro e o índio. A segunda era a presença das Forças Armadas que, atuando nas fronteiras terrestre e marítima, e ainda no interior, promovia a integridade territorial do Brasil.
Se estivesse vivo, estaria hoje apreensivo e abismado com o sensível momento por que passa a nação brasileira, onde as expressões "País dividido" e "Dois Brasis" são propaladas diuturnamente. Por seu aguçado tirocínio veria que há fissuras na integridade nacional que, dia a dia, vão se agravando e se constituindo em obstáculos que comprometem o entendimento democrático, necessário às atuais forças políticas. Tais fissuras, surpreendentemente, já são observadas no próprio seio da população. Tudo isso gera um antagonismo crescente "nunca visto neste país”, iniciado pelo grupo que nos governa, orientado por especialistas de marketing que não se importaram em empregar, principalmente nas propagandas e nos debates eleitorais, todos os meios para que a atual “presidenta” fosse reeleita.
O pobre já está sendo jogado contra a “zelite”; o trabalhador contra o patrão; o nordestino contra o sulista; o negro e o índio contra o branco; e o que é mais perigoso, abrangente e preconceituoso: o “nós contra eles”. Em síntese, um verdadeiro programa de ódio que já produz na sociedade sintomas de um transtorno de natureza psicossocial, onde o outro é o inimigo. E, para conturbar mais o quadro, esse ódio dá sinais de que não vai desaparecer tão cedo.
Em 1972 a Vila Isabel fez o povo delirar com o enredo denominado “Onde o Brasil Aprendeu a Liberdade”. O samba tinha belos versos, como por exemplo, “Aprendeu-se a liberdade - Combatendo em Guararapes - Brasileiros irmanados - Sem senhores e senzalas”. Infelizmente, o enredo da escola e o samba não estão mais em sintonia com o momento atual. Hoje há os “Senhores” que atuam em todo o campo político-social no qual grandes famílias se perpetuam em seus feudos, principalmente no Nordeste, e que juntamente com grupos empresariais de poder econômico dominam o mundo político, em prol de seus interesses, na maioria escusos. "Coronelismo" e a corrupção estão juntos. E as atuais “Senzalas”, selo de um empobrecimento crescente, estão cada vez mais presentes no país, movidas e alimentadas pelas "bolsas-família" e outras benesses doadas pelo governo central. Um voto imposto pelo patrão, ou seja, um voto encabrestado.
Além dessas preocupações políticas, há outras, tais como o rumoroso caso da Petrobrás, a fragilizada situação econômica, o baixíssimo produto interno bruto e o inevitável descontrole da inflação. Sem contar um Judiciário que, em curto prazo, com a próxima indicação de novos membros do STF pelo governo central, poderá vir a ser a nova "Casa Grande", sem dúvida um perigo iminente para o artigo 101 da Constituição Federal, pois poderá ser novamente ultrapassado por opção partidária e ideológica.
Oxalá forças vivas nacionais  — tais como a oposição política e a imprensa livre e sem vínculos governamentais  —  se conscientizem do momento crítico pelo qual passa a nação brasileira. Que elas lutem e impeçam a realização de mudanças propostas pelo atual governo, principalmente as que visam implantar medidas que facilitarão o surgimento de regimes espúrios no Brasil. Que se contraponham ao que dizem os intelectuais gramcistas do Foro de São Paulo, quando apregoam que é com “pequenas vitórias que se chega à vitória final”. O decreto 8.243 (PNPS),  felizmente rejeitado pela Câmara dos Deputados, foi uma das tentativas. Outras do mesmo teor poderão surgir com o objetivo de modificar estruturas e normas internas para criação de pseudodemocracias, como plebiscitos, referendos e novos decretos.
Entre as forças vivas acima mencionadas, as Forças Armadas devem ser incluídas. Elas fazem parte da sociedade e pela sua presença em todo território nacional conhecem a realidade brasileira e, sem dúvida, sabem que esses antagonismos já visíveis e crescentes poderão levar a nação a confrontos indesejáveis, como em épocas pretéritas.
Nos doze anos de governo petista elas permaneceram praticamente em total silêncio. Mas, agora, aspectos antagônicos e manifestos, e outros de cunho latente e sub-reptício, impõem que elas não fechem os olhos para o que está acontecendo no país e não fiquem mudas, para que não sejam acusadas de passividade perante a grave crise da história nacional. As suas ações e palavras desfrutam de alta credibilidade junto ao povo brasileiro, apesar das campanhas difamatórias que sofrem nestes últimos anos. Que em seus estudos de Estado-Maior levem em consideração esses novos antagonismos presentes na vida política do país, e que analisem o mapa do Brasil com o resultado das últimas eleições presidenciais, para que se inteirem dos riscos que ameaçam a integridade nacional.
Este escrito não é um delírio da "Direita Reacionária", e nem tampouco qualquer “apologia golpista”, mas um posicionamento de cidadãos conscientes que almejam um regime democrático sadio e justo para o Brasil e que abominam esse arremedo de regime “populista” e desagregador que aí está!

Gen-Ex R/1 Rômulo Bini Pereira
Ex-Chefe do Estado-Maior da Defesa

Auditoria externa não vai assinar balanço trimestral da Petrobras


PriceWaterHouseCoopers decidiu esperar a conclusão das investigações da própria estatal sobre denúncias da Lava Jato
ECONOMIA.ESTADAO.COM.BR

Consumidor já paga mais de 11% de juros no cheque especial

Os juros cobrados pelos bancos de quem usa o crédito automático do cheque especial já atinge a média de 10% ante 9,66%, informa pesquisa mensal da Fundação Procon de São Paulo com sete bancos: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander.
A apuração, no último dia 4, mostra que o maior aumento ocorreu no HSBC (de 10,77% para 11,99% ), o que representa elevação de 11,3% sobre o mês anterior. A segunda maior alta ocorreu no Banco Itaú (7,25%), com a taxa passando de 9,79% para 10,51%. No Banco Safra, o aumento correspondeu a 3,26% (de 9,2% para 9,5%) e, no Bradesco, houve alta de 1,35% (de 9,62% para 9,75%) . Nas demais instituições, não houve alterações.
Quanto ao empréstimo pessoal, a taxa média subiu de 5,81% para 6,01%. A maior alta foi encontrada no Bradesco (de 6,43% para 7,76% ao mês), o equivalente a um aumento de 20,68% sobre o mês anterior. Também ficou mais caro contratar empréstimo pessoal no Itaú, com alta de 1,14, passando de 6,12% para 6,19%. Nos demais bancos, as taxas permaneceram as mesmas do mês passado.
Em nota técnica, o Procon destaca que os aumentos refletem a elevação da Taxa Básica de Juros, a Selic, de 11% para 11,25%. Diante desse novo cenário, os economistas do Procon alertam que o consumidor deve priorizar o pagamento dos débitos com os ganhos do décimo terceiro salário e evitar fazer novos empréstimos.

Demanda do consumidor por crédito sobe 2,8%

A procura por linhas de crédito destinadas às pessoas físicas aumentou 2,8% em outubro ante setembro depois de registrar retração de 1,6% no mês anterior. Sobre igual período do ano passado houve crescimento de 6,6% e no acumulado desde janeiro queda de 2,5%. Os dados são do Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito.
Para os economistas da Serasa Experian, o resultado de outubro teve o impacto das vendas em razão do Dia da Criança e também se deve ao fato de que, em outubro, houve um dia útil a mais (23 ante 22). Por meio de nota técnica, eles argumentam que o recuo no acumulado do ano é efeito dos juros mais elevados e da “confiança dos consumidores deprimida”.
A demanda cresceu em todas as faixas de ganho e o maior avanço ocorreu entre os consumidores que recebem entre R$ 5.000 e R$ 10.000 mensais (3,3%). Para os menores rendimentos com valores inferiores a R$ 500 mensais, a variação ficou em 2,5%. Entre R$ 2.000 e R$ 5.000 mensais (3,1%); entre R$ 1.000 e R$ 2.000 por mês (3%) e acima de R$ 10 mil (2,8%).
No somatório dos dez meses seguidos desde janeiro, as pessoas de baixa renda (inferior a R$ 500 mensais) foram as que mais buscaram crédito com alta de 18,1%. A variação ficou bem acima da registrada entre os ganhos das faixas entre R$ 5 mil e R$ 10 mil (6,1% ) e acima de R$ 10 mil (6,3%) bem como das demais faixas: entre R$ 500 e R$ 1.000 (-3,1%); entre R$ 2.000 e R$ 5.000 por mês (- 1,8%) e R$ 1.000 e R$ 2.000 (3%).
Por região, os estados do Sudeste do país apresentaram a maior procura com crescimento de 4,5% sobre setembro último; Centro-Oeste (1,9%); Nordeste (1,1%); Sul (1,1%) e Norte (02%).

México tem novos protestos pelo desaparecimento dos 43 estudantes

Cerca de 500 manifestantes incendiaram ontem (12) o Congresso de Guerrero, em Chilpancingo, capital do estado, no México, em mais um dia de protesto pelo desaparecimento dos 43 estudantes mexicanos.
Os manifestantes, estudantes e membros do sindicato de professores, incendiaram as instalações da Secretaria de Educação, assim como da biblioteca local, uma sala de audiências e automóveis do Congresso de Guerrero.
Na terça-feira (11), manifestantes incendiaram, em Chilpancingo, a sede regional do Partido Revolucionário Institucional, o partido no poder no estado de Guerrero.
Segundo as autoridades mexicanas, os 43 estudantes foram detidos por policiais, no dia 26 de setembro em Iguala, e entregues a gangue Guerreros Unidos. Três membros do grupo admitiram que os estudantes foram assassinados e os corpos, queimados.
Os estudantes são oficialmente dados como desaparecidos até que haja provas genéticas de que os vestígios humanos encontrados em Cocula, município vizinho de Iguala, são dos jovens.
Com o aumento dos protestos, os Estados Unidos apelaram ontem à calma e defenderam que os responsáveis pelo "crime atroz e bárbaro" devem ser julgados e punidos.

Agência Lusa e Agência Brasil