A derrota por 3 a 0 para o São Paulo, na noite desta quarta-feira (3), na Vila Belmiro, deixou o Internacional em situação crítica e expôs novamente a fragilidade emocional e técnica da equipe. Visivelmente abatido, o técnico Abel Braga reconheceu que o clube vive um dos momentos mais difíceis de sua história recente e pediu que o time entre em campo contra o Bragantino, no domingo, com “dignidade e honra”, mesmo diante da possibilidade de rebaixamento.
“Já falei no vestiário e vou falar até domingo: honra. Não sei se será o último jogo de alguns jogadores com a camisa do Inter, mas será o último do Campeonato. Temos que ganhar”, declarou.
🔹 Preparação e falhas
Abel afirmou que a preparação para o jogo foi positiva e que não identificava fragilidade mental antes da partida. No entanto, admitiu impotência diante das falhas que resultaram nos gols sofridos em sequência:
“É uma situação constrangedora pela forma que sofremos os gols. Quando veio o primeiro, a gente pensa que pode ser ainda pior. Conversamos no intervalo, mas sofremos outro aos dois minutos da etapa final.”
🔹 Responsabilidade e vínculo com o clube
O treinador reconheceu que não há explicações capazes de confortar o torcedor, que enfrenta a possibilidade real de ver o clube disputar a Série B pela segunda vez. Em tom pessoal, reforçou que assumiu o desafio pelo vínculo afetivo com o Inter e que se responsabiliza pelo momento:
“Eu vim pelo coração. Se o Inter cair, vai cair com o Abel. Eu estou colocando a cara. Não esperava isso. Achava que iria contribuir mais. O astral melhorou muito desde que cheguei. Eu tinha fé, mas lamentavelmente não aconteceu.”
🔹 Última chance
Para permanecer na Série A, o Inter precisa vencer o Bragantino e torcer por uma combinação improvável de resultados envolvendo concorrentes diretos. Abel admite a dificuldade, mas cobra dignidade da equipe:
“Depende de nós. Temos que ter uma atuação digna. Vai dar? Não sei. Não depende mais de nós. Tem que jogar pela honra. Depois, vai ser chamado de time sem vergonha. Mas nós temos que assumir juntos.”
O técnico encerrou reforçando que, apesar do pouco tempo de trabalho, assume integralmente a responsabilidade pelo desempenho:
“Nós tínhamos que fazer mais e não fizemos. Então, a responsabilidade tem que ser minha.”
📌 O Inter chega à última rodada pressionado, precisando vencer e contar com resultados paralelos para evitar o rebaixamento.
Fonte: Correio do Povo

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