quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Cunhada do presidente Castillo se entrega à Justiça peruana

 Yenifer Paredes está sendo investigada por supostamente integrar um grupo de lavagem de dinheiro


Yenifer Paredes, 26, cunhada do presidente peruano Pedro Castillo se entregou nesta quarta-feira à Justiça. Ela está sendo investigada por supostamente integrar um grupo de lavagem de dinheiro que seria liderado pelo presidente. A polícia invadiu o Palácio do Governo na terça-feira, em cumprimento de uma ordem judicial exigindo sua prisão. Mas a acusada, que é irmã mais nova da primeira-dama, Lilia Paredes, não conseguiu ser localizada durante a operação, que durou até o amanhecer.

O mandado de prisão contra Paredes, que foi descrito como "show da mídia" e um ataque à ordem democrática por Castillo, é o resultado de uma investigação fiscal contra ele que começou após uma reportagem jornalística da rede América Televisión.

A emissora divulgou um vídeo em que a jovem conversou com moradores da comunidade do distrito de Chota, em Cajamarca, cidade natal do presidente. No registro, a suspeita simula um projeto de saneamento básico na região, apesar de não ocupar nenhum cargo no Executivo.

A acusação presume que Paredes ajudou o proprietário de uma das supostas empresas de fachada para obter obras públicas apesar de não terem capacidade para garantir a execução dos trabalhos ou a experiência.

Em um ano, o Parlamento tentou destituir Castillo duas vezes sem atingir os 87 votos necessários. Na terça-feira, 9, após a busca fracassada, o presidente indicou que a Promotoria "fez um show de mídia" e acrescentou que há uma conspiração de um parte do Congresso, do Ministério Público e de um setor da imprensa para "tomando o poder ilegalmente".

"Eles podem ter meios, dinheiro, mas eles não têm as pessoas,'' disse ele. A Justiça também ordenou a prisão de outros membros da suposta rede. Castillo, que enfrenta cinco investigações fiscais, a maioria por suposta corrupção, nega todas as acusações. Ele governou por um ano e seu mandato terminará em 2026.


Agência Estado e Correio do Povo

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