sexta-feira, 27 de maio de 2022

Bolsonaro aceita convite para ir à Cúpula das Américas, nos Estados Unidos

 


O presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta quinta-feira (26) que terá um encontro bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, paralelamente à Cúpula das Américas. A Casa Branca enviou no início da semana um representante para reforçar o convite ao presidente brasileiro. Bolsonaro recebeu no Palácio do Planalto o assessor especial dos Estados Unidos para a Cúpula das Américas, Chris Dodd.

Enquanto comentava a reunião, Bolsonaro disse que encontrou o americano no G-20, mas que Biden “passou como se eu não existisse”. O chefe do Executivo brasileiro disse, então, que não sabia se era a idade.

“Foi acertado, terei bilateral com ele, irei lá fazer valer o que o Brasil representa para o mundo. Estava propenso a não comparecer. Não posso ir, com o tamanho do Brasil, ser moldura de uma fotografia. Não vou lá para sorrir, apertar mão e aparecer em fotografia, eu vou para resolver os assuntos”, disse Bolsonaro, completando: “Encontrei com ele no G-20, passou como se eu não existisse. Foi tratamento dele com todo mundo, não sei se é a idade.”

Na ocasião, Bolsonaro comentava que a relação entre Brasil e Estados Unidos mudou desde que Biden assumiu a Casa Branca. O presidente brasileiro disse que com o ex-presidente Donald Trump “estava indo muito bem” e que, de sua parte, não mudou a “política” com Biden.

“Ele enviou uma pessoa especialmente para conversar comigo e ali eu botei as cartas na mesa. Estava o pessoal do Itamaraty presente, eu falei da mudança de comportamento dos EUA para com o Brasil quando o Biden assumiu. Com o Trump estava indo muito bem. Quando entrou o Biden, de minha parte não mudei política com ele”, disse, comentando na sequência o encontro no G-20.

A Cúpula das Américas acontecerá dos dias 6 a 10 de junho, em Los Angeles, na Califórnia, na primeira reunião desde 2018.

Previamente, o chanceler Carlos França deu sinais de que era provável que Bolsonaro se ausentasse do encontro devido a duas razões: os sinais de que o encontro será esvaziado, já que México e Bolívia indicaram disposição de não comparecer, e o não aproveitamento de propostas apresentas pelos brasileiros por autoridades americanas.

O Itamaraty trabalhou para que a presença de Bolsonaro na cúpula fosse possível, mas enfrentou oposições a essa ideia na ala política do governo. Para a ala diplomática, seria uma boa oportunidade de virar a página dos desencontros com a administração Biden.

Segundo a colunista Bela Megale, do jornal O Globo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, foi o principal responsável por convencer Bolsonaro a comparecer na Cúpula. O ministro tem externado a Bolsonaro sua preocupação sobre o distanciamento do Brasil com o governo dos EUA após a derrota de Donald Trump e destacado a importância de uma reaproximação visando frentes como a entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). As informações são do jornal O Globo.

O Sul

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