segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Parques e Orla de Porto Alegre tem grande movimento no 1º domingo com acesso a idosos

 Muitos não usavam máscaras em meio aos grandes grupos que decidiram aproveitar o sol



No primeiro fim de semana após publicação do decreto que estabelece flexibilizações para pessoas com mais de 60 anos e libera acesso a parques e praças de Porto Alegre, a Orla do Guaíba recebeu grande público neste domingo. Com sol e tempo firme, muita gente - boa parte sem máscaras de proteção - aproveitou para passear com a família, rever amigos e praticar esportes. Os estacionamentos lotados sinalizavam para a presença maciça de diversas regiões da cidade e da Região Metropolitana. Eles se misturavam, ainda, a simpatizantes de diversos partidos com bandeiras e carros de som. 

A praça Júlio Mesquita, em frente à Usina do Gasômetro, no Centro Histórico, também ficou tomada pelos frequentadores, que se acomodavam no gramado e nos bancos instalados próximos a quadra de esportes e de aparelhos de ginástica. No Parcão, no Moinhos de Vento, e na praça Carlos Simão Arnt, na Bela Vista, muitos usuários se acomodaram debaixo da sombra das árvores para amenizar os mais de 30ºC registrados na cidade. A maioria do público era de jovens e crianças. Poucos idosos se arriscaram a sair de casa. O porteiro Jorge Toledo, 46, que garante já ter contraído e superado o novo coronavírus, passeava na orla do Guaíba na companhia da mãe, Cripriana Nunes da Silva, 76. 

Assim como boa parte dos frequentadores, os dois não usavam máscara de proteção. Toledo afirma que a mãe permaneceu em quarentena na maior parte da pandemia. "Tive que dar uma saída com ela, se não ela fica muito triste dentro de casa". explica. Para atenuar o calorão, dividiam uma cerveja em meio à caminhada. Cipriana, que prefere apenas ser chamada de Ana, não escondia a satisfação de passear pela cidade. "Sinto alegria de ver novamente tudo que eu vi quando era nova. Algumas coisa que me recordo dos meus tempos de quando era nova, aproveitei para passear", afirma.

Correio do Povo

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