segunda-feira, 13 de julho de 2020

Bolsonaro pede a Angola proteção a religiosos e restituição de igrejas

Em carta ao presidente do país africano, governo brasileiro diz que decisões da Justiça serão obedecidas, mas faz apelo por membros da Universal

Bolsonaro cobrou Angola por proteção a religiosos

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) enviou uma carta ao presidente de Angola, João Manuel Lourenço, por meio da qual pede proteção aos religiosos brasileiros que vivem no país africano e são alvos de perseguições. As principais vítimas são membros da Igreja Universal. O documento foi publicado, nesta segunda-feira, pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, no perfil oficial dele no Twitter.
Na carta, Bolsonaro afirma que as decisões da Justiça angolana são soberanas e serão respeitadas, mas pede que se "aumente a proteção dos membros da IURD [Igreja Universal], a fim de garantir sua integridade física e material e a restituição de propriedades e moradias, enquanto prosseguem as deliberações das instâncias pertinentes".
Os religiosos brasileiros tiveram casas invadidas, celulares apreendidos e foram alvos de agressões verbais e físicas. Também houve invasões a templos e igrejas. O presidente brasileiro afirmou ao colega angolano que julga "ser preciso evitar que fatos dessa ordem voltem a produzir-se ou sejam caracterizados como consequência de 'disputas internas'”. 
"Há perto de 500 pastores da IURD em Angola e, nesse universo, 65 brasileiros. Os aludidos atos de violência são atribuídos a ex-membros da IURD, que também têm levantado acusações e, com isso, motivado diligências policiais na sede da entidade e nos domicílios dos dirigentes seus", destacou Bolsonaro.


R7 e Correio do Povo

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