segunda-feira, 13 de julho de 2020

Ataques contra brasileiros põem em risco futuro de negócios com Angola

Xenofobia, perseguição e violência contra religiosos repercutem entre autoridades e criam dúvida sobre as relações comerciais entre os dois países

Igrejas, fieis e religiosos são alvo de ataques em Angola

As recentes agressões a brasileiros que vivem em Angola acenderam o sinal amarelo sobre o futuro das relações comerciais entre os dois países. Os ataques a religiosos que moram no país africano – especialmente bispos da Igreja Universal – repercutiram no meio político e entre as autoridades brasileiras. Agora, o futuro dos negócios com o país africano se tornou uma incógnita.
Uma reportagem especial do Domingo Espetacular deste domingo, na Record TV, trouxe detalhes sobre os atentados, sempre carregados de xenofobia e perseguição aos brasileiros.
Além de invasões violentas a igrejas, houve despejos de religiosos das casam onde viviam e profissionais e missionários detidos sem razão. Até agora, a justiça angolana observa tamanha hostilidade, sem nenhuma medida para resolver o caso.
A violência contra os religiosos brasileiros já provocou a reação do embaixador brasileiro em Angola, Paulino Franco de Carvalho Neto. “Vamos pedir às autoridades angolanas que tomem as medidas necessárias para defender os interesses dos brasileiros”, disse.
No Brasil, os ataques deixaram os empresários perplexos. Para o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, a insegurança atrapalha muito a manutenção dos investimentos em Angola. “País que não dá segurança jurídica, não tem investimento”, destacou.
O Brasil é um forte parceiro no fornecimento de tecnologia, infraestrutura e mão de obra para o desenvolvimento angolano.



R7 e Correio do Povo

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