sexta-feira, 15 de maio de 2020

Teich tinha missão de equilibrar isolamento e economia

Escolhido para assumir o lugar de Luiz Henrique Mandetta, empresário do setor da saúde pediu demissão

Teich aceitou o cargo com 30.891 casos confirmados no Brasil e com 1.952 mortes, após 29 dias, pediu demissão quando os números indicavam 207 mil casos e mais de 14 mil mortes

O oncologista e empresário do setor da saúde Nelson Teich, então ministro da Saúde, que pediu demissão nesta sexta-feira, chegou ao Ministério da Saúde para substituir Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), demitido após discordar do posicionamento do presidente Jair Bolsonaro, sobretudo, sobre políticas de isolamento social. Ele deixa a função, em meio à pandemia do coronavírus, antes de completar um mês à frente da pasta.
Nascido no Rio de Janeiro, o médico se formou pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), em 1980, e se especializou em oncologia no Instituto Nacional de Câncer (Inca). Atualmente, é sócio da Teich Health Care, uma consultoria de serviços médicos.
Embora tenha sido escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para equilibrar temas como o isolamento social e os rumos da economia em meio à crise, Teich afirmou, desde sua primeira fala como ministro que não haveria mudanças radicais na política adotada até aquele momento por seu antecessor.
Em pronunciamentos e coletivas de imprensa, ele afirmava que tomaria decisões com base em critérios técnicos. "Não vai haver qualquer definição brusca ou radical do que vai acontecer. O que é fundamental hoje é que tenhamos mais informações sobre o que acontece com as pessoas com cada ação tomada", disse Teich.
No entanto, ainda durante o primeiro discurso no Ministério da Sáude, disse existir um alinhamento completo entre ele e Bolsonaro.

R7 e Correio do Povo

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